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Todo errado e ilegal, presidente do TRF-1 resolve atacar Moro

28/04/2018 às 15:51

O juiz Sérgio Moro determinou a extradição do lobista Raul Schimidt Felippe Júnior, preso em Portugal e acusado de operar a distribuição de dinheiro de propinas aos ex-diretores da Petrobras Jorge Zelada, Renato Duque e Nestor Cerveró.

Schimidt recorreu ao TRF-4, tribunal a qual o juiz da República de Curitiba está subordinado, que manteve a decisão. Na sequência, o lobista impetrou novo recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também manteve a decisão.

Eis que, num malabarismo jurídico inusitado e ilegal, a defesa do lobista entrou com um outro pedido de anulação da extradição junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Estranhamente e de maneira totalmente descabida, um desembargador do TRF-1 concedeu a liminar.

Moro evidentemente ignorou a decisão e determinou o prosseguimento dos procedimentos para extradição do criminoso.

Neste sábado (28), o presidente do TRF-1, desembargador Ney Belo emitiu uma nota criticando a decisão de Moro, dizendo que o juiz da Lava Jato ‘atenta contra o Judiciário’.

Ou seja, o TRF-1 ignora uma decisão do STJ e é Moro quem atenta contra o Judiciário?

Aliás, o TRF-1 é absolutamente incompetente para recursos contra decisões da Lava Jato de Curitiba.

Cabe ai uma representação no CNJ contra o desembargador que expediu a liminar e contra o presidente do colegiado pelas declarações estapafúrdias.

Moro é inigualável, age dentro da lei, com coragem e sem medo de ‘cara feia’.

Fonte: Jornal da Cidade On Line

Palocci Deixa Claro Que Lava Jato Investiga “Bijuteria”. Os Bancos Que Têm O Ouro

Os bancos são os verdadeiros donos do Brasil e um dos responsáveis pela demora na retomada do crescimento econômico. Em nenhum país do mundo, o lucro bancário é tão alto e só aqui as empresas do setor financeiro lucram mais que as maiores empresas do setor produtivo. Em 2017, por exemplo, o Itaú lucrou 24,9 bilhões de reais e o Bradesco 19,1 bilhões, enquanto a Vale, uma das maiores empresas do mundo, que atua em dezenas de setores, lucrou R$ 17,9 bilhões.

O mais grave, porém, é que o sistema bancário está impedindo a retomada mais rápida do crescimento econômico, pois está travando o mercado de consumo e o mercado de investimento, com a manutenção de juros altíssimos, mesmo com a taxa de juros básica, a Selic, em queda livre. Isso ocorre porque o sistema bancário no Brasil é um oligopólio, composto por quatro grandes bancos –  Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Banco do Brasil – que formam uma espécie de cartel, formal ou informal, que impede a queda da taxa de juros e do spread mesmo quando a taxa de juros básica do país está desabando. Esses quatro bancos são responsáveis por 80% do crédito concedido e, mantendo juros altíssimos, inibem o crédito para o consumo e para o investimento.
Existe alguma explicação razoável, por exemplo, para a taxa de juros do cartão de crédito chegar a mais de 300% ao ano, quando a inadimplência está em queda e a taxa Selic abaixo de 7%? Existe alguma explicação razoável para que o banco pague ao investidor uma rentabilidade de 0,5% ou menos ao mês e cobre juros 10 vezes maiores nas operações de empréstimo? Existe e a explicação é simples: o Estado brasileiro foi capturado pelos bancos. As tarifas por serviços prestados, por exemplo, são altíssimas e a taxa de manutenção de uma conta pode chegar a R$ 100,00 ao mês, a transferência interbancária, que se faz com um clique, custa cerca de R$ 10 , a anuidade de um cartão chega a R$ 600 e isso sem falar em outras taxas tipo manutenção de cadastro, consulta de crédito e por aí vai.

Como explicar o spread bancário que faz com que o banco capte recursos a 6% ao ano e que empreste esse valor com juros 30 vezes maiores? O spread  compõe-se da inadimplência que vem caindo e não atinge 10% do total; do custo dos serviços, que é pago pelas taxas cobradas aos clientes; dos impostos que não passam de 20% do total;  do depósito compulsório, que representa apenas 4%; e o restante do spread – mais de 50% – representa o superlucro bancário.
No Brasil, os bancos capturaram o Estado e isso aconteceu pela falta de concorrência e pela subserviência do governo federal que depende deles para rolar sua imensa dívida pública. O sistema bancário brasileiro precisa ser alvo de uma operação Lava-Jato, uma investigação completa por parte do Ministério Público sobre os parâmetros e métodos utilizados por esse setor que submeteu a economia brasileira.

Com A Expectativa De Ser Preso, Zé Dirceu Organiza Jantar De Despedida No Restaurante

Com a expectativa de ser preso, Zé Dirceu organiza jantar de despedida no restaurante Tia Zelia, se reúne com a família e faz discurso para militantes.

Apesar de ser o anfitrião da festa, José Dirceu estava mais calado do que de costume. Em clima de adeus, sem discursos e com um semblante abatido, o todo-poderoso da República durante o primeiro governo Lula (2003-2006) recebeu cerca de 30 convidados na noite do último dia 17, uma terça-feira, no salão do restaurante Tia Zélia, um dos favoritos do ex-presidente do PT em Brasília. O motivo do convescote: despedir-se da liberdade. Àquela altura, Dirceu tinha feito suas contas: seria preso nos próximos dias, já que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgaria naquela semana seus embargos de declaração — um dos últimos recursos a que tem direito — e o mandaria de volta ao presídio no Paraná onde ficou detido de agosto de 2015 a maio de 2017.

No jantar de despedida, o ex-ministro incluiu no cardápio um de seus pratos preferidos — rabada —, além de galinha caipira. Os escassos brindes daquela noite, que entoavam palavras como “por dias melhores” e “salve o Zé”, foram feitos com caipirinha e cerveja. Um dos melhores amigos de Dirceu, o advogado José Oscar Pereira, conhecido por fazer discursos em homenagem ao ex-ministro, preferiu o silêncio. Ao final, cada convidado foi ao caixa e pagou a própria conta, no valor de cerca de R$ 50 por pessoa sem bebida.

“Era como se o Zé estivesse indo ao próprio velório”, relatou um dos presentes sobre o ânimo do petista, que ficou das 20h30 à meia-noite se revezando de mesa em mesa em conversas que iam de amenidades, como seus olhos roxos em decorrência de uma cirurgia plástica nas pálpebras, à prisão de Lula, que acontecera dez dias antes.

A ideia inicial era fazer um jantar para dez pessoas no escritório do advogado Roberto Podval, defensor de Dirceu, na capital federal. O local já funcionava como QG do petista para manter a discrição de encontros, principalmente com senadores e deputados do PT e outros nomes da política que queriam debater com Dirceu o cenário atual. No entanto, o tamanho do imóvel e a trabalheira de levar panelas e acessórios de cozinha fizeram com que o plano fosse abortado. Além disso, Dirceu queria um evento maior, com as pessoas que o apoiaram neste ano de liberdade, como o advogado Carlos Almeida Castro, Emídio de Souza — o tesoureiro do PT, que veio à Brasília só para o evento —, o deputado Odorico Monteiro (PSB-CE), o próprio advogado Roberto Podval, entre outros.

“Não era um dia de celebração”, limitou-se a dizer o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que passou no fim da festa para ver o ex-ministro. Antes de chegar ao Tia Zélia, Silva pretendia jantar em um restaurante a poucos metros dali, no mesmo bairro. Ao chegar, deparou com o presidente Michel Temer em uma reunião com a bancada do MDB, numa recepção para novos filiados do partido. Soube do evento de Dirceu, deu meia-volta e seguiu para lá.

Aquele jantar marcava o fim de uma série de encontros que o ex-ministro vinha fazendo para se despedir dos amigos e usar as horas que lhe restavam para fazer política. No domingo, recebeu em casa um de seus advogados e Lédio Rosa, desembargador aposentado que será candidato ao Senado pelo PT em Santa Catarina, para mais uma vez despedir-se e falar sobre o contexto eleitoral de 2018. Na segunda-feira, participou de uma plenária com o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, em Brasília, onde invocou os cerca de 100 militantes a ser implacáveis com o governo de Michel Temer e a se transformar em soldados engajados na liberdade do ex-presidente Lula. Apesar de ter proibido gravações no local, o petista queria garantir uma aparição pública em sua última semana nas ruas para dar um recado direto ao público. Horas depois, reuniu-se na casa de amigos para mais um jantar de despedida.

Seus filhos, neta e até Clara Becker, uma das ex-mulheres do político e mãe do deputado Zeca Dirceu (PT-PR), estiveram em Brasília para passar as últimas horas em torno do patriarca. Dirceu estava certo de que, com a confirmação da condenação de 30 anos e nove meses de prisão, viria o pedido para retornar imediatamente para trás das grades e tem dúvidas de que um dia possa se livrar delas.

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