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INTERNACIONAIS

Por G1

 

Príncipe Harry e a duquesa de Sussex, Meghan Markle, são fotografados com Archie, neste sábado (6), quando o primeiro filho do casal foi batizado — Foto: Chris Allerton /©️SussexRoyal

Príncipe Harry e a duquesa de Sussex, Meghan Markle, são fotografados com Archie, neste sábado (6), quando o primeiro filho do casal foi batizado — Foto: Chris Allerton /©️SussexRoyal

Archie Harrison Mountbatten-Windsor, filho do príncipe Harry com a atriz e duquesa de Sussex, Meghan Markle, foi batizado neste sábado (6), dia em que completa dois meses. A cerimônia privada aconteceu no Castelo de Windsor. O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, presidiu a celebração no rito anglicano.

Archie, que é o sétimo na linha de sucessão à coroa britânica, usou a roupa utilizada pelas crianças da família real nos últimos 11 anos nas cerimônias de batismo. Trata-se de uma réplica de um vestido de rendas Honiton, forrado com cetim branco, que foi encomendado pela rainha Victoria em 1841. A primeira criança a usar o Royal Christening Robe, foi a sua filha mais velha.

Cerimônia privada

Os pais planejaram uma cerimônia sem a presença da mídia, pois estão determinados a manter seu filho como um “cidadão privado”, segundo a mídia local. O comportamento é diferente dos duques de Cambridge – William e Kate – fizeram com seus três filhos.

Meghan e Harry divulgam foto após batismo do filho, Archie — Foto: Chris Allerton ©️SussexRoyalMeghan e Harry divulgam foto após batismo do filho, Archie — Foto: Chris Allerton ©️SussexRoyal

Uma das imagens foi o retrato da família, incluindo o pai de Harry, príncipe Charles, e a mãe de Meghan, Doria Ragland, assim como o irmão mais velho de Harry, o príncipe William, e sua mulher, Kate.

As tias maternas de William e Harry, Sarah McCorquodale e Jane Fellowes, também posaram para a foto.

Bisavó de Archie, a rainha Elizabeth II não participou da cerimônia, alegando ter outros compromissos – no ano passado ela também não compareceu ao batismo de seu bisneto, o príncipe Louis.

Além dos familiares dos pais de Archie, participaram do batizado um pequeno grupo de amigos próximos aos duques de Sussex- um total de 25 pessoas, segundo a imprensa.

Nas últimas semanas, os Harry e Meghan foram criticados por manter a cerimônia longe da mídia depois que eles publicaram que gastaram 2,4 milhões de libras (cerca de 2,6 milhões de euros) de fundos públicos para restaurar a Frogmore Cottage, que a residência do casal em Windsor.

Fonte: G1

Por Pedro Alves, G1 PE

 

Produtora de Bacurau, Emilie Lesclaux, e o diretor Juliano Dornelles, recebem Prêmio de Melhor Filme no Festival de Munique, na Alemanha — Foto: Reprodução/Redes sociais

Produtora de Bacurau, Emilie Lesclaux, e o diretor Juliano Dornelles, recebem Prêmio de Melhor Filme no Festival de Munique, na Alemanha — Foto: Reprodução/Redes sociais

filme “Bacurau”, dirigido pelos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Munique. A premiação ocorreu neste sábado (6), na Alemanha. Em maio, o longa faturou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, na França.

A estreia de “Bacurau” nas salas de cinema do Brasil está prevista para 29 de agosto. No dia 16 do mesmo mês, o longa vai para o Festival de Gramado, no Rio Grande do Sul, abrindo a competição e sendo exibido também fora dela.

“Bacurau”, produção de pernambucanos, ganha prêmio em festival de cinema na Alemanha

No Festival de Munique, o prêmio concedido ao filme dos pernambucanos foi o da Competição Internacional Cinemasters. Juliano Dornelles, codiretor e corroteirista, e a produtora do longa, Emilie Lesclaux, foram à Alemanha receber o prêmio.

Com Sônia Braga no elenco, o filme retrata um pequeno povoado do Sertão nordestino, que sofre com a morte de Dona Carmelita, uma mulher muito querida, interpretada pela cirandeira Lia de Itamaracá. Dias depois, os moradores percebem que a comunidade não está mais nos mapas.

De acordo com a assessoria de “Bacurau”, o prêmio em Munique prevê 50 mil euros em equipamentos para o próximo filme dos realizadores. A obra está sendo exibida em um festival de língua portuguesa, em Vila do Conde, em Portugal.

“Bacurau” é um projeto que vem sendo desenvolvido desde 2009. Ao G1, Juliano Dornelles informou que o sentimento é de reconhecimento pela circulação do trabalho no mundo.

“É um trabalho muito duro sendo reconhecido em todos os lugares do mundo. Foi na França, na Austrália, na França de novo e agora, Alemanha. Tivemos mais de 90 convites para festivais internacionais e o filme está sendo vendido para muitos países. Isso é uma mensagem de que o cinema brasileiro faz bem para a cultura do país, que é uma indústria poderosíssima”, disse Juliano Dornelles.

Além de “Bacurau”, também participou do Festival de Munique o longa “A vida invisível de Eurídice Gusmão”, de Karim Aïnouz. Em Cannes, o longa do diretor cearense venceu a mostra Um Certo Olhar e, em Munique, ganhou o CineCoPro Award, voltado às melhores coproduções do cinema alemão com outros países.

“Mais uma vez, eu, Kleber e Karim estivemos presentes num grande festival europeu e estamos saindo daqui premiados. Eu acho que tudo isso só comprova que vale a pena manter e desenvolver a cultura do país”, afirma Juliano Dornelles.

Pela primeira vez, Juliano Dornelles divide com Kleber Mendonça Filho a autoria e direção do longa, uma coprodução Brasil-França gravada no Sertão do Seridó, divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba.

Perspectivas

Segundo Kleber Mendonça Filho, a próxima exibição de “Bacurau” ocorre no Festival Internacional de Cinema Fantástico de Neuchâtel, na Suíça. Ele lamentou que mais uma vitória do filme tenha ocorrido no dia da morte de João Gilberto, um dos nomes mais importantes da música brasileira.

“No dia em que perdemos João Gilberto, muitas coisas passam pela minha cabeça, mas estamos muito felizes com a trajetória do filme e por poder exibir ‘Bacurau’ da maneira que ele está sendo reconhecido. A cultura brasileira é muito forte. A próxima parada é a Suíça e estamos querendo muito que agosto chegue, para exibirmos ‘Bacurau’ no Recife, no Cinema São Luiz”, afirma.

Repercussão

Por meio de nota, o governador Paulo Câmara (PSB) parabenizou os cineastas pernambucanos pela conquista na Alemanha.

“Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles estão de parabéns pelo excelente trabalho, que vem sendo reconhecido pelo público e pela crítica especializada de diferentes países. Tenho certeza de que essas vitórias fortalecem ainda mais a nossa cultura e o cinema pernambucano”, afirmou.

Fonte: G1

NACIONAIS

Por G1

 

João Gilberto em show — Foto: Reprodução

João Gilberto em show — Foto: Reprodução

João Gilberto morreu neste sábado (6) aos 88 anos. O músico, um dos criadores da bossa nova, morreu em casa, no Rio de Janeiro. Ele enfrentava problemas de saúde há alguns anos. A informação foi confirmada ao G1 pelo seu filho, João Marcelo Gilberto, que mora nos Estados Unidos.

Além de Marcelo, ele deixa outros dois filhos, Bebel e Luisa.

Recluso, João foi interditado judicialmente pela filha, Bebel Gilberto, no fim de 2017. A interdição motivou uma disputa familiar entre Bebel e João Marcelo, que são meio-irmãos.

Em nota divulgada na época, a advogada de Bebel disse que a intervenção foi motivada por problemas de saúde e complicações financeiras do cantor.

Morre, aos 88 anos, no Rio, o cantor e compositor João Gilberto

Morre, aos 88 anos, no Rio, o cantor e compositor João Gilberto

Pai da bossa nova

João Gilberto Prado Pereira de Oliveira concluiu em 1961 a trilogia de álbuns fundamentais que apresentaram a bossa nova ao mundo: “Chega de saudade” (1959), “O amor, o sorriso e a flor” (1960) e “João Gilberto” de 1961.

O álbum que marcou o início do gênero em 1959, “Chega de saudade”, traz a música de mesmo nome composta por Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980).

A canção havia sido apresentada em um LP em abril de 1958 por Elizeth Cardoso (1920-1990), mas a versão mais conhecida, com a voz de João, foi lançada em agosto do mesmo ano.

Capa de edição estrangeira de disco de João Gilberto — Foto: Reprodução / InternetCapa de edição estrangeira de disco de João Gilberto — Foto: Reprodução / Internet

João Gilberto nasceu em Juazeiro, na Bahia, em 10 de junho de 1931. O governo do estado declarou três dias de luto pela morte.

Depois de alguns anos morando em Aracaju (SE), onde passou a tocar na banda escolar, voltou à sua cidade-natal e, aos 14 anos, ganhou o primeiro violão do pai.

Depois da consagração, lançou criações próprias e seguiu com shows e discos que se tornaram obras de arte, como é o caso de “Amoroso”, álbum gravado nos Estados Unidos entre 1976 e 1977 sob o selo Warner Music.

O álbum foi relançado no Brasil em formato longo durante os festejos dos 60 anos da Bossa Nova. O álbum celebra o encontro harmonioso do artista brasileiro com o maestro alemão Claus Ogerman (1930 – 2016).

A produção de João foi objeto de uma disputa judicial em 2018. A defesa do cantor pedia uma revisão no valor de uma indenização da gravadora EMI Records, hoje controlada pela Universal Music. Em 2015, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu a empresa de vender os discos do artista sem seu consentimento. A Universal não comenta o caso.

João Gilberto é clicado em post de Sofia Gilberto — Foto: ReproduçãoJoão Gilberto é clicado em post de Sofia Gilberto — Foto: Reprodução

Começo de carreira

Por volta dos 16 anos de idade, abandonou os estudos para se dedicar à música após se mudar para Salvador (BA). Anos depois vai para o Rio de Janeiro, ao ser convidado para fazer parte do grupo Garotos da Lua.

Ao deixar o grupo, chegou a gravar alguns singles, ainda antes de criar a batida característica da bossa nova, mas não conseguiu sucesso.

Depois de algum tempo dedicado ao estudo de harmonia na música, percebe que ao cantar mais baixo e manter a batida poderia adiantar ou atrasar o canto. Esse novo tempo criado foi o responsável por encantar o compositor Roberto Menescal, que o apresentou a pessoas como o produtor musical Ronaldo Bôscoli.

Tom Jobim viu neste novo estilo uma forma de modernizar o samba ao simplificar seu ritmo, e resolveu apresentar o João uma música que tinha escrito com Vinicius de Moraes mas que estava encostada, “Chega de Saudade”.

Fonte: G1

Por G1 Rio

 

Mobiliário do quiosque Azur foram parar no meio da Avenida Delfim Moreira — Foto: Steph Luyten/Arquivo pessoal

Mobiliário do quiosque Azur foram parar no meio da Avenida Delfim Moreira — Foto: Steph Luyten/Arquivo pessoal

A ressaca que atinge o Rio de Janeiro interditou parcialmente a avenida Delfim Moreira, na orla do Leblon, Zona Sul da cidade, na noite deste sábado (6).

Imagens feitas por volta de 20h mostram parte da pista tomada, com danos em um quiosque que fica no calçadão do bairro. O mobiliário acabou parando no meio da rua.

Momentos antes, em Copacabana, bairro vizinho, os ventos chegaram a quase 60km/h.

O Centro de Operações da Prefeitura informa que meia faixa da via foi ocupada por bolsão d’água. A Comlurb e a Guarda Municipal foram acionadas.

Susto no Leblon

A Marinha emitiu aviso de ressaca para todo o litoral do estado, com ondas de até 3 metros. A previsão era de que a ressaca durasse até 21h de sábado, mas o aviso foi adiado até 21h de domingo.

Pela manhã, rajadas de até 60 km/h derrubaram árvores e deram umsusto em um kitesurfista na Praia do Leblon.

A ventania fez adernar a prancha de um homem que surfava, e o helicóptero dos bombeiros fez o resgate pela manhã (veja no vídeo abaixo).

O homem, que não foi identificado, dispensou atendimento da ambulância.

A madrugada deste sábado igualou o recorde de frio do ano. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou, às 4h30, 14°C no Alto da Boa Vista.

A mesma mínima foi anotada no dia 7 de junho. A previsão é de que a madrugada de domingo bata o recorde, sendo a mais fria do ano.

Bombeiros resgatam kitesurfista no mar do Leblon com ajuda de helicóptero

Bombeiros resgatam kitesurfista no mar do Leblon com ajuda de helicóptero

Ressaca alagou a orla do Leblon — Foto: Steph Luyten/Arquivo pessoalRessaca alagou a orla do Leblon — Foto: Steph Luyten/Arquivo pessoal

Av. Delfim Moreira alagada e com mobiliário de quiosque no Leblon — Foto: Steph Luyten/Arquivo pessoalAv. Delfim Moreira alagada e com mobiliário de quiosque no Leblon — Foto: Steph Luyten/Arquivo pessoal

Fonte: G1

 

Por Emily Costa, G1 RR — Boa Vista

 

Pacotes da droga estavam escondidos dentro de monomotor interceptado pela FAB e apreendido pela PF — Foto: Divulgação/PF

Pacotes da droga estavam escondidos dentro de monomotor interceptado pela FAB e apreendido pela PF — Foto: Divulgação/PF

Uma ação conjunta da Polícia Federal e da Força Aérea Brasileira (FAB)fez uma apreensão recorde de 450 kg de cocaína em Roraima. A droga estava em um monomotor que foi interceptado e fez um pouso forçado na rodovia BR-174, em Iracema, no Sul do estado. O piloto e um ocupante foram presos.

A apreensão foi por volta das 9h20 (10h20h de Brasília). O piloto e o ocupante tentaram fugir em uma moto roubada, mas acabaram sendo pegos. O entorpecente estava distribuído em pacotes que ocupavam boa parte do interior da aeronave. O tráfego na rodovia chegou a ficar interrompido.

No Brasil, o valor estimado da carga de cocaína ultrapassa os R$ 9 milhões, mas ele pode ser ainda maior no exterior. Para comparação, os 39 kg da droga apreendidos com um militar da aeronáutica brasileira na Espanha no mês passado foram avaliados em R$ 5,8 milhões no país.

Avião é apreendido com drogas após pouso na BR-174, em RR, diz PF

Avião é apreendido com drogas após pouso na BR-174, em RR, diz PF

Em nota, a FAB informou que a aeronave civil de matrícula PT-JSN foi interceptada por dois caças e fez o pouso não autorizado na rodovia. (veja nota na íntegra ao fim da reportagem).

De acordo com a PF, a FAB determinou que os ocupantes se dirigissem até a capital Boa Vista para posterior aterrissagem, mas o piloto acabou fazendo o pouso forçado na BR-174, na zona rural do município de Iracema.

Após a aterrissagem, os dois roubaram uma moto e também tentaram fugir a pé pela mata, mas acabaram sendo presos.

“O piloto da aeronave acabou se entregando, enquanto o outro tripulante foi capturado momentos depois”, complementou a PF.

Quantidade de droga apreendida foi recorde no estado — Foto: Divulgação/Polícia FederalQuantidade de droga apreendida foi recorde no estado — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Em depoimento, o piloto disse que a droga foi pega no lado brasileiro da fronteira do Brasil com a Venezuela, mas não quis informar o seu destino.

A droga, maior quantidade já apreendida pela PF no estado, passará por perícia. A informação preliminar é que a substância era “cloridrato de cocaína”, ou cocaína pura.

Os dois presos não tiveram as identidades divulgadas. Eles foram encaminhados à superintendência da PF em Boa Vista e devem seguir para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, também na capital. O monomotor foi apreendido.

Droga ocupava boa parte do interior da aeronave — Foto: Divulgação/PFDroga ocupava boa parte do interior da aeronave — Foto: Divulgação/PF

Nota da FAB

Aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) interceptaram, na manhã deste sábado (06/07), um avião, considerado suspeito, que transportava uma carga de aproximadamente 500 quilos de cocaína.

Após ser detectada por radares de defesa aérea da FAB, a aeronave civil, de matrícula PT-JSN, foi interceptada por dois caças A-29 Super Tucano e, não cumprindo as instruções para seguir para Boa Vista (RR), realizou um pouso não autorizado, na rodovia BR 174, próximo à cidade de Caracaraí (RR). Em seguida do pouso, o piloto abandonou a aeronave com toda a carga à bordo. Na sequência, a droga foi apreendida pela Polícia Federal.

Esta ação ocorrida hoje faz parte da Operação Ostium, que é realizada de forma permanente e inopinada pela Força Aérea Brasileira.

O objetivo dessa Operação, que ocorre de forma conjunta com outras agências (FAB e órgãos de Segurança Pública), é coibir voos irregulares nas regiões fronteiriças do Brasil.

Aeronave fez pouso forçado na BR-174, no Sul de Roraima — Foto: Divulgação/PFAeronave fez pouso forçado na BR-174, no Sul de Roraima — Foto: Divulgação/PF

Fonte: G1
Por Blog do BG

Maior investidor do país diz estar ‘moderadamente otimista’ com retomada econômica

Apesar da expectativa de aprovação da reforma da Previdência “de magnitude maior que o esperado” e de redução da taxa básica de juros, um dos maiores investidores do país, Luis Stuhlberger, diz estar “moderadamente otimista” com a retomada da economia brasileira.

O comandante da gestora Verde Asset Management, que descreve sua companhia como um cachorro vira-latas que ganhou pedigree devido aos bons resultados financeiros, diz ser necessário realizar outras reformas econômicas para que o PIB brasileiro possa engatar um ritmo contínuo de crescimento.

“O dinheiro vai voltar, mas não vai ser imediato, vai levar um tempo. Precisa de mais reformas econômicas. Ainda tem muita coisa para acontecer”, afirmou o gestor durante evento da XP Investimentos.

“A gente tem uma opinião diferente da média. Mesmo respeitando o consenso, achamos que, na questão do PIB, a gente pode sofrer uma não linearidade positiva.”

Stuhlberger afirma que os investimentos da gestora estão direcionados hoje, principalmente, para títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação (NTN-Bs) e ações de empresas fora dos setores financeiro e de commodities com grande potencial de valorização, além de índices da Bolsa de Valores.

“Nesse grupo tem alguns [papéis] que não estão caríssimos. Não estão baratos, mas é onde as coisas vão acontecer”, afirma. “No curto prazo, parece haver espaço de upside [potencial de valorização] no índice pelo que ainda está para acontecer.”

Stuhlberger diz acreditar que a taxa básica deve cair dos atuais 6,5% ao ano para algo próximo de 5%, após a aprovação da Previdência, e permanecer nesse patamar por um bom tempo. Isso deve contribuir para o crescimento do mercado de capital, em um processo de substituição do BNDES como alavanca de financiamento ao investimento privado.

Isso ajudará, segundo ele, que o país cresça sem artifícios econômicos, como na época da Nova Matriz Econômica do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

“O Brasil está crescendo pouco, mas o crescimento não é à base de esteroides. A gente vai crescer com as próprias forças. Não usando artifícios”, afirmou. “Se melhorar o humor e outras reformas acontecerem, haverá uma retomada. A gente é moderadamente otimista, não vê motivo para ser catastrófico.”

Antes de encerrar sua apresentação, Stuhlberger disse que não poderia deixar de fazer um alerta sobre o que considera o maior risco hoje, que é a deterioração na relação entre EUA e China. Por isso, afirma ter zerado posições em ativos externos. “Esse confronto pode ter alguma consequência no mercado.”

Folhapress

 

Maioria reprova conduta de Moro, mas vê como justa prisão de Lula, diz Datafolha

As conversas reveladas do então juiz Sergio Moro com procuradores da Lava Jato são inadequadas e, caso sejam comprovadas irregularidades, devem levar à revisão de sentenças na operação.

A mais rumorosa decisão tomada pelo hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à prisão, contudo, foi justa.

Esta é a opinião da maioria dos brasileiros, segundo pesquisa do Datafolha feita em 4 e 5 de julho com 2.086 entrevistados com mais de 16 anos, em 130 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Os primeiros diálogos foram divulgados pelo site The Intercept Brasil em 9 de junho.

Nas conversas, que até agora não foram refutadas de forma categórica por Moro nem pelos procuradores, o então juiz símbolo da Lava Jato troca informações sobre procedimentos da operação e discute casos específicos, como o esquecimento de provas.

Entre os que ouviram falar do caso, 58% acham que a conduta de Moro foi inadequada, ante 31% que a aprova. Não sabem avaliar 11% dos ouvidos.

Também são 58% os que dizem acreditar que, se comprovadas irregularidades, eventuais decisões de Moro na Lava Jato devem ser revistas. Para 30%, o ganho no combate à corrupção compensa eventuais excessos cometidos.

A divulgação das mensagens gerou um terremoto político em torno de Moro, ministro de Jair Bolsonaro (PSL). Sua aprovação pessoal, segundo o Datafolha, caiu de 59% para 52% em relação à pesquisa mais recente, feita há três meses.

Ao mesmo tempo, a população considera que Moro deve permanecer na cadeira de ministro. Para 54%, não há motivo para sua saída, enquanto 38% acham que sim.

Moro sofreu questionamentos sobre eventual falta de imparcialidade. Diz que, caso sejam autênticas, as mensagens não representam nada fora do normal das cortes brasileiras.

Ele foi ao Congresso duas vezes se explicar, enfraquecendo sua posição no governo —num momento em que Bolsonaro já o via como potencial adversário na disputa presidencial de 2022. Nas duas últimas semanas, assumiu um tom mais contundente de defesa.

No domingo passado (30), manifestantes estimulados pelo governo Bolsonaro foram às ruas em pelo menos 70 cidades para dar apoio a Moro e à principal agenda do Planalto, a reforma da Previdência —cujo relatório foi aprovado na quinta-feira (4) em comissão especial na Câmara.

O Datafolha cruzou os dois temas em seu questionário, e os resultados mostram um casamento opinativo.

Entre os entrevistados que aprovam a reforma das aposentadorias, 72% defendem a permanência de Moro no ministério, 46% consideram suas ações adequadas e 45% acham que o combate à corrupção é mais importante do que eventuais irregularidades.

Dizem estar informados acerca do episódio das conversas relacionadas à Lava Jato 63% dos entrevistados —23% deles bem, 32% mais ou menos e 8%, mal.

A revelação das trocas de mensagens —pelo aplicativo Telegram— não mudou a convicção do brasileiro acerca da punição a Lula no caso do tríplex de Guarujá (SP).

A condenação dele por corrupção e lavagem de dinheiro, a mais vistosa politicamente sob responsabilidade de Moro e confirmada em duas instâncias superiores, é vista como justa por 54% —mesmo índice aferido em abril.

Aqueles que a acham injusta oscilaram na margem de erro, de 40% para 42%, retirando dois pontos percentuais do grupo que não tinha opinião —agora em 4%.

Essa condenação tem sido a pedra de toque entre os críticos de Moro, que querem a anulação da sentença alegando que as conversas indicam que o então juiz agiu em conluio com os procuradores da força-tarefa em Curitiba.

O petista foi condenado por Moro a 9 anos e 6 meses de prisão. O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) aumentou a pena para 12 anos e 1 mês. O STJ (Superior Tribunal de Justiça), em abril deste ano, decidiu baixá-la para 8 anos, 10 meses e 20 dias.

As estratificações da pesquisa Datafolha tendem a reproduzir entre grupos diversos a polarização política do país cristalizada na campanha presidencial do ano passado.

Quando o tema é a prisão de Lula, por exemplo, os grupos que mais a julgam justa são os de escolaridade superior (62%) e quem ganha acima de 10 salários mínimos (67%).

Ato contínuo, mais pobres (51%) e menos escolarizados (49%) acham ela injusta.

Regionalmente, o corte fica ainda mais explícito em linha com a votação de Bolsonaro e do petista Fernando Haddad no segundo turno de 2018: 56% dos nordestinos condenam a prisão de Lula, enquanto 63% dos sulistas a aplaudem.

A toada segue na avaliação das ações de Moro. Entre aderentes do PSL de Bolsonaro, elas foram adequadas para 87%, enquanto 82% dos petistas acham o contrário.

A clivagem mostra uma curiosidade. No Centro-Oeste, que dividiu com o Sul o título de maior reduto de Bolsonaro, o índice de apoio à permanência de Moro no cargo só não é pior do que no Nordeste, fortaleza eleitoral do PT associada à figura de Lula.

Após a revelação do caso das conversas, Bolsonaro esperou para associar-se a uma defesa explícita de Moro, na expectativa sobre revelações que fossem consideradas mais graves politicamente.

Depois, usou seu método tradicional para prestigiar aliados em apuros: levou o ex-juiz para ver um jogo de futebol.

Dali em diante, acentuou seu apoio, culminando com a presença do ministro na manifestação do domingo e uma celebração dela por meio de postagem em rede social.

Uma leitura do levantamento do Datafolha mostra que isso está em linha com seu eleitorado. Segundo a pesquisa, entre aqueles que aprovam Bolsonaro, só 33% acham que eventuais irregularidades sejam graves e 81% consideram que Moro deve ficar no cargo.

O ministro sobreviveu sem grandes danos após suas duas passagens pelo Congresso nas últimas semanas. Apesar de ter enfraquecido, Moro ainda é capaz de emprestar prestígio a Bolsonaro, seu chefe e fiador, avaliam assessores.

Folhapress

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Brasil é exemplo para o mundo na preservação ambiental, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro escreveu neste sábado, 6, em sua conta no Twitter, que o Brasil é exemplo para o mundo na preservação ambiental. E disse em seguida: “ONGs, artistas, ‘Raonis’ não mais influenciarão em nossa política externa”.

A publicação de Bolsonaro é acompanhada de um vídeo que mostra uma declaração feita há dois dias pelo próprio presidente, de que ele não reconhece o líder indígena brasileiro Raoni Metuktire como uma autoridade do País.

“O senhor (François) Macron (presidente da França) queria que eu, ele, ao lado do Raoni, viéssemos anunciar decisões para a nossa questão ambiental. Não. Não reconheço Raoni como autoridade aqui no Brasil. Ele é um cidadão, como outro qualquer, a quem devemos respeito e consideração, mas estar ao meu lado para tomar decisão pelo nosso Brasil, ele não é autoridade”, disse.

Trabalho infantil

Também neste sábado, após ter se envolvido em polêmica sobre trabalho infantil, o presidente compartilhou um vídeo de ontem no qual ele conta que começou a trabalhar ainda criança. “Um testemunho de quem trabalhou desde cedo transforma-se em escândalo para alguns”, ele escreveu, como legenda do vídeo.

Na gravação, o presidente diz: “trabalhei desde os oito anos de idade, quebrando milho, plantando milho com matraca, colhendo banana, caixa de banana nas costas com 10 anos de idade, e estudava, e hoje eu sou quem eu sou, não é demagogia, é a verdade”, disse.

Na quinta-feira, 4, em sua tradicional transmissão ao vivo no Facebook, ele disse que não foi “prejudicado em nada” por ter começado a trabalhar durante a infância. “Quando um moleque de nove, dez anos vai trabalhar em algum lugar tá cheio de gente aí ‘trabalho escravo, não sei o quê, trabalho infantil’. Agora quando tá fumando um paralelepípedo de crack, ninguém fala nada. Então trabalho não atrapalha a vida de ninguém”, afirmou.

Estadão Conteúdo

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se reuniu na manhã de hoje (6) com líderes partidários e os articuladores do governo e disse estar confiante na aprovação da reforma da Previdência “com uma boa margem de votos”. Maia trabalha para que o quórum de deputados seja alto e, terminado o debate, seja possível entrar no processo de votação do texto entre terça-feira (9) e quarta-feira (10).

“O importante é ganhar. Vamos ganhar com uma boa margem para uma matéria que há um ano atrás era muito difícil chegar nesse momento com perspectiva de vitória”, disse ao deixar sua residência oficial, onde ocorreu a reunião. Para o deputado, há um ambiente favorável no parlamento para que se consiga votar a matéria antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

Estiveram presentes no encontro os líderes do PP, Arthur Lira (AL), e do Democratas, Elmar Nascimento (BA). O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, novo articulador político do Planalto, e o secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, também compareceram à reunião.

O relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-RJ) foi aprovado na madrugada de ontem (5) na comissão especial destinada a apreciar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) encaminhada pelo governo. Maia marcou sessões no plenário a partir de segunda-feira (8) à tarde para garantir que a matéria comece a ser apreciada no dia seguinte, já que é preciso um interstício de duas sessões do plenário após a votação na comissão especial para que o texto entre em discussão no plenário.

Tramitação

Para acelerar o processo de tramitação da reforma, é possível que os deputados aprovem um requerimento para quebrar esse interstício. “Dependendo de quando começa o processo de discussão talvez não seja necessário [a quebra]. Se for necessário, os partidos da maioria e o partido do governo têm votos para quebrar [o interstício] e vamos trabalhar para ter votos para a aprovação da emenda”, disse.

Na última semana, o presidente da Câmara avaliou que já tem os votos necessários para aprovar o texto. A expectativa do parlamentar é de que a medida seja aprovada por pouco mais de 325 deputados. Uma PEC precisa de dois turnos de votação no plenário e, no mínimo, 308 votos em cada turno para ser aprovada.

Entre o primeiro e o segundo turno de votação também é necessário um interstício, de cinco sessões. Segundo Maia, caso haja uma “vitória contundente” no primeiro turno há “mais respaldo político para uma quebra [do insterstício] do primeiro para o segundo [turno]”.

Ele avalia, entretanto, que por ser uma “emenda constitucional polêmica”, talvez seja importante um tempo para a redação final após a primeira votação. “Precisamos ter todos esses cuidados para dar mais segurança jurídica para que essa matéria tramite respeitando as regas do jogo para que não tenha risco de ter matéria bloqueada pelo Supremo [Tribunal Federal]”, disse.

Se validado pelos deputados, o texto segue para análise do Senado, onde também deve ser apreciado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

Confiança no Congresso

Ao deixar a residência oficial da Câmara, o ministro Luiz Ramos falou rapidamente com a imprensa e disse que o governo está buscando construir soluções para a votação da nova Previdência junto ao presidente Rodrigo Maia e que confia no Congresso para que ela seja aprovada.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) também esteve na residência oficial nesta manhã e, ao sair, disse que há um esforço para que o texto seja aprovado na Câmara antes do recesso. De acordo com o parlamentar, é importante haver a interlocução entre as duas casas para aprovação da nova Previdência, mas é preciso pensar em alternativas para alavancar a economia brasileira. “Só isso [reforma da Previdência] não vai resolver a questão do Brasil”, disse o senador. “É uma troca de informações e experiências pra que a gente possa fazer o Brasil voltar a crescer”.

Agência Brasil

Fonte: Blog do BG

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