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INTERNACIONAIS

 

Por G1

 


Apoiador agita bandeira do PSOE após eleições na Espanha neste domingo (28) — Foto: Sergio Perez/Reuters

Apoiador agita bandeira do PSOE após eleições na Espanha neste domingo (28) — Foto: Sergio Perez/Reuters

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do atual governo, conseguirá o maior número de assentos no Parlamento da Espanha. O resultado das eleições deste domingo (28) confirma o previsto pela pesquisa de boca de urna. Ainda assim, a sigla governista terá de fazer alianças para seguir no poder.

Boca de urna aponta para vitória do Partido Socialista na Espanha

Boca de urna aponta para vitória do Partido Socialista na Espanha

De acordo com as projeções do jornal “El País” com 99,99% das urnas apuradas, a composição do Parlamento da Espanha será a seguinte:

  • Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), social-democrata: 123 assentos
  • Partido Popular (PP), conservador moderado: 66 assentos
  • Cidadãos, de orientação liberal: 57 assentos
  • Unidas Podemos, da esquerda radical: 42 assentos
  • Vox, da direita nacionalista: 24 assentos
  • Outros 8 partidos menores teriam, juntos, 38 assentos
Partidários do PSOE celebram resultado das eleições na Espanha neste domingo (28). Sigla precisará de alianças para governar — Foto: Sergio Perez/Reuters

Partidários do PSOE celebram resultado das eleições na Espanha neste domingo (28). Sigla precisará de alianças para governar — Foto: Sergio Perez/Reuters

Partido do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, o PSOE vai se aliar ao Unidas Podemos. Juntos, eles terão 165 deputados. É menos do que os 176 necessários para garantir a maioria no Parlamento. Portanto, a coalizão de esquerda precisará do apoio de alguma das siglas menores.

O resultado é uma clara derrota ao Partido Popular, que, em 2016, conseguiu 137 cadeiras. Assim, dificilmente uma coalizão de direita conseguirá chegar ao governo espanhol: PP, Cidadãos e Vox somam 147 assentos juntos.

Apoiadora do Vox celebra entrada do partido no Parlamento da Espanha — Foto: Susana Vera/Reuters

Apoiadora do Vox celebra entrada do partido no Parlamento da Espanha — Foto: Susana Vera/Reuters

A novidade é a entrada do Vox no Parlamento. A sigla nacionalista de direita obteve cerca de 10% dos votos com discurso cético em relação à imigração e a leis de igualdade de gênero, que consideram discriminatórias.

Veja abaixo o percentual de votos obtidos por cada partido:

Percentual de votos dos cinco principais partidos da Espanha
Urnas apuradas: 99,99%
% de votos28,6828,6816,716,715,8615,8614,3114,3110,2610,26PSOEPPCidadãosUnidas PodemosVox010203040
Fonte: El País

Dias decisivos

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lidera o Partido Socialista. — Foto: Juan Medina/Reuters

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, lidera o Partido Socialista. — Foto: Juan Medina/Reuters

Os resultados oficiais das urnas saem nas próximas horas, mas a definição sobre o futuro governo espanhol deve demorar dias. Tudo vai depender da articulação política do atual primeiro-ministro, Pedro Sánchez, e do PSOE para conseguir formar coalizão majoritária.

O PSOE já garantiu o apoio do Podemos, após o líder Pablo Iglesias admitir participar da coalizão governista.

Pablo Iglesias, líder do Podemos, após as eleições na Espanha neste domingo (28) — Foto: Rafael Marchante/Reuters

Pablo Iglesias, líder do Podemos, após as eleições na Espanha neste domingo (28) — Foto: Rafael Marchante/Reuters

“É um resultado suficiente para frear a direita e construir um governo de coalizão das esquerdas”, disse o líder do Podemos.

Sánchez agradeceu pelo apoio da legenda esquerdista e disse que está aberto para dialogar com outros partidos.

“Quem ganhou foi uma Espanha plural e diversa. É o que vamos construir a partir de hoje”, afirmou Sánchez.

Pedro Sánchez comemora com a esposa, Begona Gomez, a vitória nas eleições na Espanha — Foto: Sergio Perez/Reuters

Pedro Sánchez comemora com a esposa, Begona Gomez, a vitória nas eleições na Espanha — Foto: Sergio Perez/Reuters

As eleições espanholas estavam marcadas para 2020. No entanto, apenas oito meses depois de assumir o cargo, o premiê se viu obrigado aconvocar novas eleições em 13 de fevereiro.

Na data, o Parlamento rejeitou a proposta de orçamento enviada pelo governo. Opositores admitiram que a manobra foi uma forma de dar um “voto de desconfiança” ao primeiro-ministro.

Quem vai liderar a oposição?

Comício do Cidadãos após resultado das eleições gerais na Espanha neste domingo (28) — Foto: Javier Barbancho/Reuters

Comício do Cidadãos após resultado das eleições gerais na Espanha neste domingo (28) — Foto: Javier Barbancho/Reuters

Tanto o PP quanto o Cidadãos afirmaram que vão liderar a oposição de direita ao governo que muito provavelmente ficará nas mãos de Sánchez. Os maiores nomes dos dois partidos chamaram para si o posto.

“Nós vamos vigiar de perto o governo de Sánchez e o Podemos. Nós agora lideramos a oposição”, disse o líder dos Cidadãos, Albert Rivera.

Pablo Casado, do PP, lamenta resultado das eleições da Espanha neste domingo (28) — Foto: Juan Medina/Reuters

Pablo Casado, do PP, lamenta resultado das eleições da Espanha neste domingo (28) — Foto: Juan Medina/Reuters

O problema é que o líder do PP também diz que o partido guiará a oposição. Em discurso, Pablo Casado analisou o mau desempenho nas urnas como resultado da “fratura no espaço da centro-direita” e mira agora nas eleições para o Parlamento Europeu.

“O objetivo é mostrar que seguimos como a melhor opção para o futuro da Espanha”, disse Casado.

Santiago Abascal, do Vox, fala sobre resultado das eleições da Espanha neste domingo (28) — Foto: Jon Nazca/Reuters

Santiago Abascal, do Vox, fala sobre resultado das eleições da Espanha neste domingo (28) — Foto: Jon Nazca/Reuters

Em outra linha, o líder do Vox, Santiago Abascal, criticou o PP e evitou falar sobre os Cidadãos. Para o maior nome do partido nacionalista, a legenda tradicional conservadora se tornou “uma direitinha covarde”.

“[A responsabilidade dos resultados] é de quem não foi capaz de se opor à esquerda e quem entregou os meios de comunicação e a educação à esquerda progressista”, disparou Abascal.

O que estava em jogo?

Mulher lança seu voto em um colégio eleitoral em Madrid, na Espanha — Foto: Jon Nazca/Reuters

Mulher lança seu voto em um colégio eleitoral em Madrid, na Espanha — Foto: Jon Nazca/Reuters

A fragmentação política na Espanha levou a uma indefinição sobre o cenário político antes das eleições. Há uma série de temas que dividiram o posicionamento do eleitorado espanhol. Que temas eram esses?

  • Catalunha – Embora a maioria dos políticos espanhóis se mostre contrária à independência da região, os partidos divergem quanto à forma com a qual o governo deve lidar com o separatismo. Opositores acusaram o governo de Sánchez de ceder demais às exigências dos catalães. Principalmente depois da recente crise com a Catalunha, os partidos nacionalistas pretendem colocar políticas de unificação nacional, como ensino obrigatório do espanhol como primeira língua nas escolas – mesmo naquelas em regiões autônomas.
  • Imigração – A Espanha tem se tornado a maior porta de entrada de imigrantes ilegais da África que cruzam o Mediterrâneo. Em dezembro, um navio com mais de 300 pessoas atracou no sul do país. Outros países europeus, como a Itália, vêm adotando medidas mais duras, o que empurra o fluxo migratório para o território espanhol.
  • Eutanásia – O suicídio assistido, ainda ilegal na Espanha, voltou ao debate no início deste mês após a prisão de um homem de 69 anos acusado de ajudar a esposa a morrer. Ela sofria de esclerose múltipla e havia pedido ao marido que queria a eutanásia “o mais rápido possível”. Há um projeto de lei travado no Parlamento espanhol, e os partidos mais conservadores são contrários à legalização.
  • Igualdade de gênero – Os partidos divergem sobre como o Estado deve tratar a igualdade entre homens e mulheres. As siglas mais progressistas pretendem investir mais na prevenção à violência machista e leis para equalizar as oportunidades de trabalho. Os mais conservadores pedem punição severa aos crimes contra a mulher, inclusive com prisão perpétua, mas um dos grupos pede o fim de uma lei sobre violência de gênero sob o argumento de que ela é “discriminatória”.
  • Revisionismo da era Franco – Todos os partidos tradicionais da Espanha se colocam em oposição ao regime do ditador Francisco Franco, em vigor no país de 1936 a 1975. No entanto, a legenda nacionalista de direita Vox quer revogar a legislação que proíbe os símbolos da era de Franco e que prevê compensação às vítimas da ditadura.

Por Carolina Dantas e Filipe Domingues, G1


O Brasil desmatou 11% de sua área de florestas entre 1985 e 2017 – ao todo, a área equivale a 2,6 estados de São Paulo. Desse total, 61,5% foram perdas de floresta na Amazônia. Os dados foram coletados com ajuda de imagens de satélite, e mostram também uma redução de 18% no cerrado, de 11% no Pantanal e de 9,5% na Caatinga. O Pampa e a Mata Atlântica foram os únicos dos seis biomas brasileiros que viram sua área de florestas aumentar neste período de 32 anos.

Os dados são os mais recentes que detalham a situação por bioma no país e foram compilados pelo projeto Mapbiomas – uma parceria entre universidades, ONGs, institutos nacionais e o Google. Os cientistas analisaram todas as imagens registradas desde 1985 pelos satélites internacionais Landsat. Nas fotos dos satélites, cada pixel retrata áreas de 900 metros quadrados no solo. A partir da compilação de milhões de imagens do território brasileiro e da análise via algoritmos, o projeto mostra o uso da terra e a vegetação.

Avanço da agropecuária no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Avanço da agropecuária no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Histórico da região

Entre 1985 e 2017, a Amazônia viveu dois marcos com alta nas taxas de desmatamento – entre os anos de 1994 e 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, e em 2004 e 2005, com Lula.

“O grande marco foi a Medida Provisória 2166 feita pelo Fernando Henrique que aumentou o percentual de reserva legal da Amazônia. Ele faz essa MP justamente para responder ao aumento de desmatamento e aprova uma série de legislações. Por exemplo, a lei de crimes ambientais é de 1996. O estado passa a ter uma série de medidas para aumentar a capacidade de atuar contra o desmatamento e o crime ambiental”, disse Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace.

Além disso, tanto no período FHC, quanto no de Lula, ocorreu uma alta na criação de Unidades de Conservação e terras indígenas. Outro marco foi a criação do Plano de Combate ao Desmatamento na Amazônia, criado por sugestão da então ministra Marina Silva.

Segundo Astrini, com as medidas e mudanças propostas pelo atual governo, o movimento é contrário:

“Agora é exatamente o inverso. Então, o que dá certo no combate ao desmatamento? Melhoria da legislação, melhoria da capacidade dos órgãos de atuação, melhoria das áreas protegidas. O que o governo Bolsonaro está fazendo? Ele desmantela os órgãos de fiscalização e controle, e usa o discurso: vamos acabar com as áreas dos índios, vamos acabar com as Unidades de Conservação”.

Na sexta-feira (26), ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rebateu críticas de ambientalistas à atual gestão. O ministro disse que o “Brasil é exemplo de sustentabilidade” e que o “problema ambiental brasileiro está nas cidades, e não no campo”. Segundo ele, o agronegócio brasileiro “é o mais comprometido com a preservação do meio ambiente no mundo”.

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Os biomas – Amazônia

G1 fez recortes específicos para os seis biomas. A Amazônia representa metade do território do país e, também por isso, é responsável por 61% de tudo o que perdemos em floresta nestes 32 anos – o equivalente a 1,6 estado de São Paulo de vegetação apenas na parte Norte do país.

“Essa área mantém o Brasil historicamente como o país que mais destrói florestas tropicais do planeta. É um desmatamento que não gera riqueza para a população brasileira, ela gera uma destruição associada a isso, tem uma violência enorme contra populações, povos da floresta, e é uma área que é convertida e desperdiçada”, avalia Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

“Boa parte dela é ocupada por pastagens com criação de gado com baixíssima eficiência, tem boa parte delas degradadas, abandonadas, ou subutilizadas”, completa.

Além disso, um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) feito na região do Xingu aponta uma alta de 1ºC na região de áreas desmatadas.

“Em 10 anos, entre 2000 e 2010, houve um aumento naquela região de quase 1ºC. Ou seja: com o aumento de temperatura você altera o regime de chuva, por exemplo, e isso pode causar problemas para a agricultura. O descontrole do desmatamento e a fragmentação de floresta já mostram mudanças de temperatura local”.

Cerrado

O cerrado é um dos biomas mais ameaçados do Brasil. Embora os dados do Mapbiomas mostrem uma redução de 18% na sua área de florestas entre 1985 e 2017, o diretor-executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic, observa que o cerrado já foi reduzido em 50% desde sua formação original.

Segundo ele, as razões para isso são claras: “A principal é a agropecuária, que causou mais de 80% de desmatamento do cerrado”, diz. Além disso, ele afirma que a expansão das plantações de soja ao longo das últimas décadas é o segundo fator mais nocivo à vegetação nativa no centro do Brasil.

O cerrado é um bioma essencial para a irrigação do país e, portanto, sua destruição tem consequências reais.

“A maior parte das bacias hidrográficas que abastecem os centros urbanos brasileiros se inicia no cerrado, pois os rios da região correm para o continente. (…) A vegetação nativa do cerrado é fundamental para a produção de água das bacias.” – Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil

O engenheiro florestal reconhece a importância essencial do cerrado no desenvolvimento econômico do Brasil, por meio da produção agropecuária. E, em sua opinião, isso não precisa necessariamente mudar.

“Mas o principal é não expandir mais essa produção em vegetação nativa do cerrado”, insiste. “É possível transformar áreas de pasto, com pouca produtividade, em territórios com boa aptidão agrícola. Ser uma área produtora não é coisa ruim em si.”

Mata Atlântica e Pampa

Tanto as áreas de florestas da Mata Atlântica quanto as do Pampa apresentam um aumento na área de florestas no levantamento do Mapbiomas. Entretanto, em ambos os casos a recuperação se dá principalmente por meio de florestas plantadas, ou seja, de silvicultura ou florestas com fins comerciais – de eucaliptos, pinus ou araucárias – e não de um retorno da vegetação nativa.

De acordo com Marcos Rosa, coordenador da equipe Mata Atlântica e Pantanal do Mapbiomas, ainda é difícil estimar com precisão o tamanho das áreas de floresta plantada em relação às vegetações nativas. De qualquer forma, em 1985, 2,17% das áreas de florestas da Mata Atlântica eram plantadas, enquanto em 2017 o número subiu para 8,87%. Já para o Pampa, em 1985 eram 2,60% de florestas plantadas, ante 15,82% em 2017.

Esforços do poder público e da iniciativa privada têm levado a uma lenta regeneração desses biomas. Porém, conforme explica Voivodic, do WWF-Brasil, esse processo nunca é simples e a floresta recomposta jamais será igual à original. “Conseguimos recuperar em termos de biomassa, mas não em biodiversidade”, diz. Segundo a ONG, hoje restam somente algo como 8% da Mata Atlântica original.

Pantanal

No período de 32 anos analisado pelo Mapbiomas, o Pantanal perdeu, proporcionalmente, tanto quanto a Amazônia: 11% de sua área de florestas. Segundo Eduardo Reis Rosa, engenheiro agrônomo do Mapbiomas, a perda de florestas no Pantanal ocorre principalmente em suas áreas mais elevadas.

“É justamente no contato com o cerrado e o planalto que o Pantanal perdeu mais de sua vegetação”, resume.

Mais uma vez, a expansão das áreas de produção agropecuária são os principais motivos para a destruição da vegetação nativa.

“O Pantanal tem áreas de gramíneas naturais que sempre foram usadas para a pecuária tradicional da região. Mas, agora, muitos desconfiguram a área com plantação de gramíneas exóticas para fazer pasto”, afirma Reis.

Nesse histórico de mais de 30 anos de desmatamento, o grande problema resultante é o assoreamento dos rios na parte baixa da região.

“O Pantanal depende dos rios que o irrigam. É um patrimônio reconhecido mundialmente por suas áreas úmidas. Mas já temos áreas que não alagam mais, sofrem com seca, e outras que não deveriam alagar e estão alagando”, comenta o engenheiro agrônomo. “Os rios todos que nascem no planalto são prejudicados, na parte agropecuária, pois é onde se produzem mais sedimentos.”

Na visão de Reis, mesmo que mais de 80% do Pantanal esteja preservado, o bioma já está no limite de sua fragilização. “Temos 62% de florestas remanescentes de tudo o que existia. Mas na parte alta, ao redor do Pantanal, bem mais da metade já foi retirado. Não podemos desmatar mais.”

Fonte: G1

Por G1 — Brasília

Bolsonaro recebe Maia no Alvorada para discutir reforma da Previdência

Bolsonaro recebe Maia no Alvorada para discutir reforma da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro recebeu na manhã deste domingo (28) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) no Palácio da Alvorada, em Brasília.

O encontro, que não constava da agenda oficial de Bolsonaro, foi para tratar da reforma da Previdência, de acordo com a assessoria de imprensa do presidente da Câmara. A agenda do presidente foi atualizada mais de uma hora depois do encontro.

Foi o segundo encontro entre Bolsonaro e Maia neste fim de semana. No sábado (27), os dois estiveram em uma festa de aniversário do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar, em Brasília.

No entanto, foi o primeiro encontro entre os dois para discutir a reforma desde que a proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na última terça-feira (23). O parecer do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG), que recomenda a admissibilidade da PEC, foi aprovado por 48 votos a 18. Agora, o texto será analisado por uma comissão especial.

Nos últimos dias, Maia tem dado recados públicos ao presidente, demonstrando insatisfação com a dificuldade de articulação política do governo.

Na madrugada da última quarta (24), por exemplo, horas depois da aprovação da proposta na CCJ, Maia disse que o governo precisa participar mais da articulação política para garantir a reforma. Na ocasião, disse que o Executivo “não pode se omitir” e ainda está “um pouco desorganizado”.

No mesmo dia, Bolsonaro agradeceu Maia em um pronunciamento em cadeia de rádio e TV pelo empenho em favor da reforma da Previdência.

Maia também criticou os filhos do presidente em entrevista ao site “Buzzfeed News”. Na entrevista, Maia afirmou que um dos filhos do presidente, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, é um radical e que outro filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, vive um momento de deslumbramento.

Ao conversar com jornalistas no sábado, Bolsonaro foi questionado sobre as declarações e desconversou. Disse que considera as declarações de Maia uma notícia falsa, uma “fakenews”, e elogiou o presidente da Câmara.

“Eu tenho certeza que isso é um ‘fake’. Eu gosto do Rodrigo Maia, tenho respeito por ele e ele tem por mim, mandei mensagem via Onyx [Lorenzoni, ministro da Casa Civil] pra ele ontem a noite dizendo que o que nós dois juntos podemos fazer não tem preço. E 208 milhões de pessoas precisam de mim e dele e grande parte de vocês [da imprensa]. Rodrigo Maia é pessoa importantíssima para o futuro de 208 milhões de pessoas. Espero brevemente poder conversar com ele”, afirmou Bolsonaro.

Encontro com Onyx

No fim da tarde deste domingo (28), Bolsonaro recebeu no Alvorada o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ao deixar o local, o ministro disse à imprensa que o governo federal irá editar nos próximos dias uma medida provisória para simplificar a abertura de negócios no país.

Sem dar muitos detalhes, o ministro afirmou que o texto ainda em elaboração irá tratar da “liberdade econômica”. Segundo ele, o objetivo é “facilitar a vida das pessoas, para abrir seu negócio, para trabalhar, produzir renda, gerar emprego”.

Onyx Lorenxoni anuncia lançamento de MP para simplificar a abertura de negócios

Onyx Lorenxoni anuncia lançamento de MP para simplificar a abertura de negócios

O chefe da Casa Civil afirmou que a medida provisória vai fazer o que Bolsonaro “dizia na campanha”, que era “tirar o governo do cangote das pessoas”.

“Desde que o Brasil é Brasil, República, sempre que o cidadão chega diante do governo para fazer qualquer coisa é aquele monte de atestado, fotocópia, autorização”, ponderou.

Segundo ele, a redação da MP deverá estar pronta na terça-feira (30) para ser assinada pelo presidente na terça ou na quarta (1º). “É um trabalho gestado no Ministério da Economia. Está sendo trabalhado por vários ministérios e, provavelmente, na terça deva estar pronto para o presidente assinar”, disse.

Por se tratar de uma medida provisória, ela entrará em vigor assim que for editada pelo Executivo. No entanto, deverá ser discutida e votada no Congresso Nacional em até 120 dias para virar lei em definitivo. Caso contrário, perderá efeito.

Metas para os 200 dias

Onyx afirmou ainda que o governo anunciará em breve metas para os 200 dias de gestão. O ministro não informou o número de metas, já que o ministérios ainda discutem as ações que serão consideradas prioritárias.

“Nós vamos apresentar provavelmente até o final da semana que vem as metas para os próximos 200 dias. Então, nós também nos desafiamos que é para fazer o governo funcionar, esse é um governo que funciona”, disse.

Fonte: G1

Aplicativos como Uber e iFood são fonte de renda de quase 4 milhões de autônomos

Com o desempenho tímido da economia após a recessão e o mercado de trabalho ainda custando a se recuperar, aplicativos de serviços – como Uber, 99, iFood e Rappi – se tornaram, em conjunto, o maior ‘empregador’ do país. Quase 4 milhões de trabalhadores autônomos utilizam hoje as plataformas como fonte de renda. Se eles fossem reunidos em uma mesma folha de pagamento, ela seria 35 vezes mais longa do que a dos Correios, maior empresa estatal em número de funcionários, com 109 mil servidores.

Além desses aplicativos representarem as mudanças na oferta de serviços, eles têm acompanhado transformações significativas nas relações de trabalho. Para um autônomo, o ganho gerado com os apps acaba se tornando uma das principais fontes de renda. Esses 3,8 milhões de brasileiros que trabalham com as plataformas representam 17% dos 23,8 milhões de trabalhadores nessa condição, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no trimestre até fevereiro.

Há um ano e meio, Yasmin Namen, de 27 anos, consegue se sustentar trabalhando como cuidadora de cachorros, usando aplicativos como DogHero e PetAnjo. Ela, que não chegou a concluir a faculdade de Direito, trabalhava como vendedora em um shopping center, até ficar desempregada. Hoje, chega a cuidar de oito cachorros de uma vez e ganha de R$ 2,1 mil a R$ 3 mil por mês – o suficiente para se manter.

“A parte ruim é que trabalhar por conta própria exige muita organização, ou as contas ficam atrasadas e a sua vida vira um caos. Mas é um trabalho que começou por necessidade de sustento, mas acabou se tornando uma oportunidade de fazer o que gosto. Sempre tem procura, não fico sem hóspedes”, diz.

Amplitude

Dados do Instituto Locomotiva apontam ainda que cerca de 17 milhões de pessoas usam algum aplicativo regularmente para obter renda – essa conta inclui trabalhadores autônomos, profissionais liberais e aqueles que têm outros empregos e usam o que ganham nas plataformas para complementar o salário.

O presidente do instituto, Renato Meirelles, lembra que transporte, venda de produtos e divulgação estão entre as principais atividades de quem usa plataformas para obter renda e que esse é um mercado de grande potencial. “Estima-se que 70% dos adultos das regiões metropolitanas já fizeram pelo menos uma compra por meio de apps”, afirma.

Apesar de ser uma alternativa para os brasileiros que ficaram desempregados, essa nova organização do trabalho também é alvo de contestações na Justiça, que questionam se existe vínculo entre plataformas e profissionais.

Estadão ConteúdoComments

‘Daqui para frente é vida nova’, diz Onyx sobre a relação entre Bolsonaro e Maia

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse neste domingo, 28, que a relação do presidente Jair Bolsonaro com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi retomada. Dois dias após o site Buzzfeed publicar uma reportagem em que Maia faz severas críticas aos filhos de Bolsonaro, Onyx se esforçou para demonstrar um clima de tranquilidade entre ambos. “Daqui para frente é vida nova”, afirmou o ministro.

Onyx teve um encontro de 40 minutos com Bolsonaro na tarde deste domingo, no Palácio da Alvorada. Entre os temas da conversa estava a reunião entre Maia e Bolsonaro no sábado, durante almoço na casa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Walton Alencar Rodrigues.

Segundo Onyx, a conversa com o presidente da Câmara foi longa e suficiente para garantir que o diálogo entre ambos está mantido. “A gente sabe que tem um escorregãozinho para lá, outro para cá. Mas a reunião foi muito boa, os dois reabriram um canal de conversação direta.”

Uma situação que, completou o ministro da Casa Civil, é muito importante, sobretudo neste estágio da tramitação do projeto de reforma da Previdência. Para mostrar o clima amistoso entre o presidente da República e o da Câmara, Onyx afirmou que ambos pretendem assistir, juntos, a um jogo de futebol. “Estão super bem. Estão até combinando de assistir juntos um jogo do Palmeiras ou do Botafogo.” Bolsonaro é palmeirense e Maia, botafoguense. A primeira partida entre os dois times será no dia 25 de maio no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Onyx disse que o governo mantém a previsão de aprovar ainda neste semestre a proposta de mudanças nas regras da aposentadoria. E, mais uma vez, tentou associar a aprovação do projeto à melhoria do ambiente de emprego no País. “Esse projeto é para o Brasil. As pessoas precisam comer, se vestir, ter dignidade do trabalho. Estamos preocupados com isso”, argumentou, sem, contudo, explicar a relação da reforma da Previdência com geração de empregos.

Onyx desmereceu as críticas de que falta ao governo uma sólida base aliada para aprovar a proposta no Congresso. “Sempre foi assim. Falavam: não dá para ganhar a eleição, não dá para encurtar os ministérios. A gente vai fazendo. “

Além de querer passar o recado de que a crise com Maia é coisa do passado, Onyx confirmou que nesta semana será editada a Medida Provisória da Liberdade Econômica. Projeto de campanha, a proposta tem como objetivo reduzir as exigências para abertura de negócios. O ministro da Casa Civil avalia que a proposta trará simplificação. “Vamos tirar o governo do cangote das pessoas”, disse ele. Onyx afirmou, ainda, que ministros vão apresentar até sexta-feira da próxima semana as metas para os 200 dias de governo.

Estadão Conteúdo

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), querem espichar a tramitação da reforma da Previdência na Comissão Especial para evitar que a proposta chegue ao plenário da Casa sem que haja votos para aprová-la.

Conseguir anuência dos deputados na comissão especial é relativamente fácil, já que os membros são escolhidos por indicação dos líderes partidários e é preciso apenas maioria simples para aprovar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Previdência —ou seja, caso todos os 49 parlamentares estejam presentes, bastariam 25 votos.

Por isso, Maia e os líderes próximos a ele devem passar esta segunda etapa de olho no plenário da Casa, onde a vida será mais difícil para os defensores da reforma. Lá, será necessário o apoio de pelo menos 308 dos 513 parlamentares, em duas votações.

“Não adianta tirar a proposta da comissão sem ter um texto convergente, que tenha apoio no plenário. Se isso acontecer, fica um elefante branco na mão do presidente da Câmara”, afirmou à Folha o líder do PP, Arthur Lira (AL).

A comissão especial foi instalada nesta quinta-feira (25), e terá como presidente um deputado do centrão, Marcelo Ramos (PR-AM). Já o relator será Samuel Moreira (SP), um tucano próximo a Rogério Marinho, secretário especial da Previdência.

O colegiado tem até 40 sessões para votar o parecer, mas só 10 são obrigatórias, por se tratar do prazo de apresentação de emendas. A rigor, o texto poderia ser votado com até 12 sessões, dizem os líderes.

Eles avaliam, porém, que não vale a pena correr com esse prazo. Depois da comissão especial, a proposta ficará pronta para ser levada ao plenário, mas se não houver base para colocá-la na pauta, aumenta o desgaste para o texto, o governo e Maia.

Seria situação similar à que ocorreu com a proposta de Michel Temer em 2017. O projeto foi aprovado com celeridade recorde na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e tramitou em três meses na comissão especial.

No entanto, ficou travado no plenário, por falta de votos —e o emedebista possuía uma base parlamentar mais bem organizada à época da aprovação na comissão especial do que é a do presidente Jair Bolsonaro hoje.

Outra estratégia do presidente da Câmara é a de angariar apoio ativo dos governadores, inclusive de partidos de esquerda, para a medida.

Apesar de a fidelidade partidária em votações de plenário ser grande, aliados de Maia investem em uma articulação de mandatários do Nordeste.

A ideia é que alguns deles, como Wellington Dias (PT-PI) e Paulo Câmara (PSB-PE), atuem para evitar o fechamento de questão contra a reforma. Assim, deputados ligados aos chefes do Executivo estadual, que apoiam a reforma, não seriam punidos se votarem pela aprovação do texto.

Folhapress

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Bolsonaro defende Previdência: ‘Sem muitas modificações, poderemos mais’

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a Nova Previdência em seu perfil no Twitter neste domingo, 28, sugerindo que, com a aprovação da proposta “sem muitas modificações”, o governo poderá fazer mais pela população. Na publicação, Bolsonaro divulgou um vídeo em que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anuncia que vai aumentar o horário de funcionamento de postos de saúde.

“Com a Nova Previdência sem muitas modificações, poderemos mais, descentralizando poder, beneficiando Estados e municípios. O Ministério da Saúde ampliará horário de funcionamento de unidades de saúde, entrega 88 veículos para o transporte de pessoas com deficiência”, disse.

Estadão Conteúdo

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Reportagem sobre multas de trânsito é tentativa de narrativa mentirosa, diz Carlos Bolsonaro

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) afirmou neste domingo (28) que a reportagem da Folha sobre as multas de trânsito nos últimos cinco anos é uma tentativa de induzir uma “narrativa mentirosa”.

“A Folha fez uma matéria que perdi 24 pontos na carteira de motorista em 5 anos, ou seja, mais uma vez não quer dizer nada. Tentam induzir mais uma narrativa mentirosa sem pé nem cabeça para desgastar o sobrenome! Se fossem assim com todos sairia cada coisa!”, disse, em sua conta em rede social.

A Folha mostrou neste domingo que o presidente Jair Bolsonaro, três de seus filhos e sua mulher, Michelle, receberam ao menos 44 multas de trânsito nos últimos cinco anos, segundo registros do Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro).

Folhapress

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13 órgãos abrem inscrições nesta segunda-feira para mais de 860 vagas

Pelo menos 13 órgãos abrem as inscrições nesta segunda-feira (29) no país para 863 vagas. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade. Na Prefeitura de Cuité (PB), os salários chegam a R$ 6 mil.

Entre os concursos está o do Colégio Naval da Marinha, com 190 vagas para candidatos com idade entre 15 e 18 anos.

Veja abaixo os detalhes de cada concurso

– Marinha
Inscrições: até 29/05/2019
190 vagas
Cargos de nível fundamental

– Prefeitura de Guaiçara (SP)
Inscrições: até 09/05/2019
25 vagas
Salário: R$ 2.530,03
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Itaporanga (PB)
Inscrições: até 26/05/2019
92 vagas
Salário: R$ 1.424,02
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Nova Palmeira (PB)
Inscrições: até 26/05/2019
28 vagas
Salário: R$ 2.237,89
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Cuité (PB)
Inscrições: até 26/05/2019
142 vagas
Salário: R$ 6.000,00
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Picuí (PB)
Inscrições: até 26/05/2019
46 vagas
Salário: R$ 3.928,15
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Peçanha (MG)
Inscrições: até 28/05/2019
59 vagas
Salário: R$ 3.788,86
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Pouso Alegre (MG)
Inscrições: até 29/05/2019
26 vagas
Salário: R$ 2.226,17
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Guarulhos (SP)
Inscrições: até 10/06/2019
53 vagas
Salário: R$ 2.501,28
Cargos de nível fundamental e médio

– Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar – Hospital Regional Norte
Inscrições: até 19/05/2019
60 vagas
Salário: R$ 3.701,76
Cargos de nível superior

-Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE de Pedreira (SP)
Inscrições: até 19/05/2019
18 vagas
Salário: R$ 2.146,90
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Afonso Cláudio (ES)
Inscrições: até 30/04/2019
24 vagas
Salário: R$ 2.554,43
Cargos de nível fundamental, médio e superior

– Prefeitura de Manaus
Inscrições: até 06/05/2019
100 vagas
Salário: R$ 1.993,35
Cargos de nível superior

G1

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Bolsonaro nega que Moro escolherá próximo procurador da República

Em mensagem no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse hoje (28) que é falsa uma nota publicada pela revista Veja às 11h deste domingo (28), segundo a qual ele teria prometido ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a prerrogativa de nomear o próximo titular da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a revista, a promessa foi feita antes de Moro ser anunciado como ministro, no ano passado. Por esse motivo, a lista tríplice com nomes indicados para o cargo, feita por meio de eleição organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), seria “peça de ficção”, segundo a Veja.

“A matéria da Veja é fake (mentira)”, diz uma postagem na conta oficial de Bolsonaro no Twitter na qual ele retuita a nota da publicação. “Esse cargo, PGR, certamente é um dos mais importantes da República. Sugestões e opiniões serão levadas em consideração pelo Governo”, acrescentou o presidente.

O mandato da atual procuradora, Raquel Dodge,encerra-se no próximo 18 de setembro, dois anos depois de ela ter assumido o posto. Pela Constituição, cabe ao presidente da República escolher o ocupante do cargo entre os membros de carreira do Ministério Público da União (MPU). O nome precisa ser aprovado por maioria absoluta no Senado.

Desde 2001, entretanto, a ANPR envia à Presidência uma lista com os três nomes mais votados pelos membros do MPU para ocupar a Procuradoria-Geral da República. A partir de 2003, a tradição tem sido a de nomear um dos três integrantes da lista.

A ANPR já iniciou os preparativos para a realização da eleição neste ano, embora o calendário para o pleito ainda não tenha sido divulgado.

Os candidatos também não foram definidos até o momento, mas já se registra movimentação nos bastidores. Raquel Dodge ainda não anunciou se irá pleitear a recondução ao cargo.

Agência Brasil

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Natalense se classifica para o Masterchef de Portugal

A natalense Mychelle Ferreira dos Santos começou, neste domingo (28), as gravações da edição portuguesa do programa Masterchef.

Mychelle mora em Coimbra, em Portugal, desde o final dos anos 90. Ela é neta do falecido ex-prefeito José Julião Neto e sobrinha do jornalista Valdir Julião, da Tribuna do Norte.

O programa será exibido em canal aberto, em Portugal, pela emissora TVI. Na terceira edição portuguesa, o Masterchef é apresentado por Manuel Luís Goucha e os chefs Rui Paula e Miguel Rocha Vieira, que se preparam para regressar ao horário nobre da TVI.

A primeira edição estreou em 8 de março de 2014, tendo consagrado Rita Eloi Neto. Em 2015 ocorreu a segunda temporada, cujo vencedor foi Manuel Fernandes.

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Especialistas levam ao Senado dados sobre impacto da zika em bebês

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado debateu nesta semana a liberação do aborto por grávidas infectadas pelo vírus Zika. O assunto está na pauta de votação do Supremo Tribunal Federal (STF), com julgamento marcado para o dia 22 de maio. Convidados da comissão apresentaram dados que mostram um impacto do vírus em fetos muito menor do que se imaginava quando a epidemia da doença se espalhou em algumas regiões do país, em 2016.

Na ação que está no Supremo desde 2016, a Associação Nacional de Defensores Públicos (Anadep) defende, dentre outras medidas, a descriminalização do aborto no caso de grávidas infectadas pelo Zika. Raphael Parente, do Conselho de Medicina do Rio de Janeiro, afirmou que se sabe muito mais sobre o vírus hoje do que se sabia na época.

“Quando a Adin [ação direta de inconstitucionalidade] foi proposta, o conhecimento sobre o [vírus] Zika era muito incipiente. O conhecimento aumentou muito de lá pra cá. Um estudo publicado na revista The New England mostrou que apenas 15% dos bebês expostos ao Zika tiveram algum tipo de problema grave. Uma pesquisa mais recente, do CDC [Centro de Controle e Prevenção de Doenças] dos Estados Unidos, mostrou 5%”, disse Parente.

Lenise Garcia, doutora em microbiologia e presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, apresentou dados do Ministério da Saúde divulgados em maio de 2017. No estudo, a microcefalia foi confirmada em menos de 20% dos casos, depois de alguns meses do nascimento da criança. Em 42% dos casos a doença foi descartada após investigação.

“Se mesmo depois de nascida a criança, é descartada a microcefalia em mais de 50% dos casos, imaginem como é incerto fazer um pré-diagnóstico intrauterino”, disse Lenise. Ela acrescentou que, na Polinésia Francesa, de onde se suspeita ter vindo o vírus, 1% das crianças nasceram com microcefalia, em um universo onde 66% da população foi contaminada pelo vírus.

“Nós temos o dado de que só 1% das crianças são afetadas quando a mãe tem a doença. Estudo científico com dados totais; não é amostragem da epidemia na Polinésia Francesa. Isso nos traz um questionamento a mais sobre usar a zika como justificativa para liberação do aborto”, acrescentou a microbióloga.

O autor do requerimento para a audiência pública, senador Eduardo Girão (Pode-CE), citou uma pesquisa realizada no Reino Unido sobre o impacto do aborto nas mulheres. “A mulher que faz aborto tem propensão muito maior a crises de ansiedade, a depressão, envolvimento com álcool e drogas e suicídio. Nesse aspecto é um caso de saúde pública sim. Quanto mais a gente debate esse assunto, mais a verdade vem à tona.”

Lenise acredita que, mesmo quando é confirmado um caso de microcefalia em um feto, seu direito à vida não pode ser negado. “E é particularmente problemático que se justifique o aborto em função de uma deficiência, porque é um preconceito com a pessoa com deficiência. Estou desconsiderando essa vida como uma vida digna de ser vivida.”

Agência Brasil

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Último voo da Avianca em Natal decolou neste domingo

A companhia aérea Avianca deu adeus às operações em Natal neste domingo (28). O último voo, pelo menos por enquanto, partiu hoje à tarde do Aeroporto Internacional Aluizio Alves rumo ao aeroporto Juscelino Kubitscheck, em Brasília.

Durante os preparativos para a decolagem, a tripulação ainda discursou provocando a comoção e aplausos de muitos passageiros.

A companhia aérea está devolvendo 18 das 25 aeronaves desde o último dia 22 de abril a quatro empresas de leasing que venceram ações judiciais para a retomada dos equipamentos por inadimplência da Avianca. Os atrasos dos pagamentos se arrastam ao menos desde o segundo semestre do ano passado.

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Deputados do PSL vão ter ‘aula’ com Guedes para defender reforma da Previdência

Criticados pela falta de articulação na Comissão de Constituição e Justiça, deputados do PSL que estão na comissão especial da reforma querem melhorar o desempenho. A ideia é ter reuniões semanais com o ministro Paulo Guedes (Economia) para afinar o discurso e tirar dúvidas.

Apesar disso, os deputados do PSL já elaboram emendas ao texto da equipe econômica. Felipe Francischini (PSL-PR) vai propor que guardas municipais sejam classificados segundo as regras dos agentes de segurança.

Já o deputado Júnior Bozzela (PSL-SP) quer que a adesão ao novo modelo do BPC seja facultativa.

Coluna Painel/Folha de S.Paulo

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Energia é elemento crítico para modernizar infraestrutura, diz economista

Para o economista Carlos Langoni, assim como ocorreu nos EUA, a oferta da energia barata do gás natural pode tornar as empresas brasileiras mais competitivas no mercado internacional e gerar uma nova revolução industrial no Brasil.

Mas o novo ciclo só será possível se a Petrobras perder o monopólio e houver a competição, como querem diversos setores do governo. O objetivo, segundo o ministro Paulo Guedes (Economia) é promover um “choque de energia barata”.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) será o epicentro do processo de derrubada do preço do gás anunciado pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Diante de resistências internas da Petrobras, caberá ao órgão de defesa da concorrência abrir negociação com a estatal para a venda de ativos ou a liberação de acesso à infraestrutura de transporte do combustível.

Dizem que o sr. foi mentor da ideia de reduzir o preço do gás, apresentou ao ministro Paulo Guedes e ele abraçou. O que sr. visualizou?

Tenho conversado com Paulo, desde que assumiu o Ministério da Economia. A área em que me dedico com mais profundidade é buscar estratégias para a abertura comercial, que chamo de reforma esquecida.

Mas, para implementar uma abertura e alavancar a economia, é necessário ter algumas precondições.

A reforma da Previdência, para dar sustentabilidade ao fiscal, a reforma tributária, para eliminar ineficiências que limitam o investimento, a modernização da infraestrutura —e dentro dessa modernização um elemento crítico é o custo da energia.

Como o gás pode reduzir esse custo?

Vai haver um grande aumento na oferta, associada à produção do pré-sal. Fui olhar o setor. O marco regulatório cria distorções e penaliza todo o setor produtivo.

A Petrobras praticamente controla a totalidade de oferta. Na distribuição, a Constituição vem sendo interpretada, na minha opinião de forma equivocada, e cria monopólios também na distribuição nos estados. O setor é um caso absurdamente clássico de sobreposição de monopólios, que precisa ser revisto.

Dá para dimensionar os efeitos?

A queda no preço do gás nos Estados Unidos produziu uma nova revolução industrial. No Brasil, a produção vai passar de 60 milhões de metros cúbicos por dia para 160 milhões nos próximos quatro, cinco anos. É o momento ideal para o Brasil abrir o mercado.

A Petrobras poderia ceder 50% do mercado para uma multiplicidade de outras empresas, favorecendo setores como petroquímica, cerâmica, siderurgia e mineração.

Folhapress

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Governo pode economizar R$ 18 milhões por ano com corte de jornais e revistas

O Ministério da Economia espera reduzir despesas em R$ 18 milhões por ano com a suspensão de contratação do serviço de ascensoristas e assinatura de jornais e revistas.

A suspensão foi publicada em portaria no Diário Oficial da União, no último dia 23.

A Portaria 179 também suspendeu a compra e o aluguel de imóveis e veículos. Segundo o ministério, nesse caso não há previsão de economia porque essa suspensão já era prevista e adotada em anos anteriores.

De acordo com a pasta, a exceção é para imóveis destinados à reforma agrária e para os administrados pelo Ministério da Defesa ou pelos comandos da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica, e tanbém para a compra de carros de representação para uso exclusivo do presidente e do vice-presidente da República; a prorrogação contratual e as despesas relacionadas a censo demográfico ou agropecuário e a ações de defesa civil.

Segundo a portaria, em caso de “relevância e urgência, excepcionalidades pontuais”, poderão ser autorizadas por ato fundamentado da autoridade máxima do órgão.

“As solicitações deverão ser encaminhadas pela Secretaria Executiva do respectivo ministério interessado à Secretaria Executiva do Ministério da Economia para análise, acompanhadas de justificativas fundamentadas quanto à projeção de gasto até o término do exercício e dos aspectos de economicidade, relevância e urgência, até o dia 30 de novembro de cada ano”, diz a portaria.

Caberá ao ministro da Economia, Paulo Guedes, autorizar as contratações.

Estadão Conteúdo

 

LOCAIS

RN registra mais de 3,7 mil acidentes de trabalho em 2018

No Brasil, a cada 49 segundos ocorre um acidente de trabalho. Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, entre 2012 e 2018, o país registrou neste período 4,7 milhões de acidentes de trabalho. Nesse período também ocorreram mais de 17 mil acidentes fatais. Os prejuízos são ainda maiores, pois a subnotificação é muito expressiva nesse campo.

Em 2018, no estado de Rio Grande do Norte, de acordo com os dados fornecidos pela Previdência Social, ocorreram 3.724 acidentes, sendo 2.486 acidentes típicos, ocorridos no próprio ambiente de trabalho. Nesse período ocorreram ainda 18 acidentes fatais.

O Auditor-Fiscal do Trabalho Calisto Torres Neto, chefe de Chefe da Seção de Inspeção do Trabalho do RN do Ministério da Economia, explica que “os acidentes não são episódios fortuitos. São decorrentes da falta de organização no trabalho, da concepção errada dos postos de trabalho e da pressão exercida sobre o indivíduo para o cumprimento de metas”. Ele afirma que acidentes também são decorrentes de jornadas exaustivas e da falta de treinamento para executar a tarefa.

Calisto ressalta: “onde ocorrem acidentes, impera o improviso, a falta de planejamento e com muita frequência o completo descaso com as medidas de segurança e de saúde nos ambientes de trabalho”.

A fiscalização do trabalho realizada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho é uma medida importante para prevenção e redução desses casos tão alarmantes. “No ano de 2018 a Inspeção do Trabalho do Rio Grande do Norte identificou 4.872 irregularidades em Segurança e Saúde do Trabalho nos postos de trabalho. As empresas foram notificadas para realizarem as devidas adequações, evitando assim novos adoecimentos e acidentes de trabalho” afirma Calisto.

Abril Verde

No próximo dia 28 de abril é celebrado em todo o mundo o “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho”. A data foi instituída pela Organização internacional do Trabalho (OIT) em 2003. Desde 2005 a data existe também no calendário oficial nacional.

Este ano, em todo o Brasil, a data será marcara pela lembrança do maior acidente de trabalho da história do país, ocorrido em janeiro de 2019 no município de Brumadinho (MG), quando a barragem barragem da Mina Córrego do Feijão, de responsabilidade da empresa Vale, rompeu. Também serão lembrados os atletas entre 14 e 16 anos da categoria de base do Flamengo, vítimas do incêndio no centro de treinamento do clube, no Rio de Janeiro.

A partir dessa data, abril foi instituído como mês de mobilização para prevenção de acidentes e adoecimento no trabalho. O Abril Verde é marcado por ações de sensibilização da sociedade sobre a importância de um ambiente de trabalho seguro e saudável.

Uma das atividades realizadas durante o mês foi o VI Seminário Norte-Riograndense de Saúde e Segurança do Trabalhador, que ocorreu entre os dia 24 e 25, no auditório do Campus Central do IFRN.

Fonte: Blog do BG

 

Por G1 RN

 


Melão produzido na Agrícola Famosa é um dos produtos potiguares líderes de exportação — Foto: Anderson Barbosa/G1

Melão produzido na Agrícola Famosa é um dos produtos potiguares líderes de exportação — Foto: Anderson Barbosa/G1

Os produtores de melão do Rio Grande do Norte esperam triplicar a produção e empregar mais 40 mil pessoas a partir de um acordo comercial com China. Uma comissão de empresários do agronegócio brasileiro tem viagem marcada com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no dia 5 de maio, com destino à Ásia. A expectativa dos potiguares, é fechar um acordo para exportação da fruta fresca.

“Só para dar ideia da grandeza, o Brasil, aqui na região de Mossoró, que é o único local que produz melão no país, produz 20 mil hectares, dos quais boa parte vai para a Europa. Só a china, no período de verão de lá, produz 430 mil hectares. Realmente é um país que tem um hábito de consumo muito grande, e por isso está sendo alvo dos nossos objetivos, de exportar para lá”, afirma o empresário Luiz Roberto Barcellos – um dos integrantes da missão

Presidente da a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fruticultura do MAPA, e do Comitê Executivo de Monitoramento da Mosca das Frutas (Coex), o produtor explica que as negociações com a China para a entrada do melão brasileiro no país já duram cinco anos.

Melão produzido na Agrícola Famosa é um dos produtos potiguares líderes de exportação — Foto: Anderson Barbosa/G1

Melão produzido na Agrícola Famosa é um dos produtos potiguares líderes de exportação — Foto: Anderson Barbosa/G1

Ele afirma que se o estado conseguir atingir 10% do mercado chinês durante o inverno asiático, quando eles não conseguem produzir o melão, o estado conseguiriam triplicar sua produção, passando dos atuais 20 mil hectares para 60 mil. Esse avanço também significaria um aumento de praticamente 40 mil empregos, uma vez que para 0,9 hectare, é necessário um trabalhador.

“Atualmente exportamos cerca de US$ 120 milhões de dólares. Com o acordo, seriam US$ 360 milhões, ou cerca de R$ 1 bilhão para a economia do estado”, aponta.

A expectativa é de que o acordo seja firmado durante a viagem, mas ainda enfrenta desafios.

O medo das pragas

De acordo com Barcellos, toda negociação relativa à fruta fresca, conta com o risco de essa fruta, ao chegar no país, levar junto uma praga. Normalmente, é feita uma análise para saber quais são os riscos, e se estabelece, então, um protocolo para se adotar as medidas mitigatórias.

“Para nossa sorte, a principal praga do melão, a mosca da fruta, a mosca-das-cucurbitáceas do melão, não existe nessa região. Nós somos (alguns municípios do Rio Grande do Norte) a única área do Brasil certificada, reconhecida internacionalmente como uma área livre dessa praga. Estados Unidos, Chile, todos esses países reconhecem”, ressalta o empresário.

Empresário estimam criação de 40 mil empregos se acordo comercial para exportar melão para a China for concretizado — Foto: Anderson Barbosa/G1

Empresário estimam criação de 40 mil empregos se acordo comercial para exportar melão para a China for concretizado — Foto: Anderson Barbosa/G1

O problema é que os chineses estão preocupados com outra praga existente no país, mas que, de acordo com o empresário, não é problema para o melão.

“Os chineses estão querendo uma medida mitigatória contra uma mosca da qual o melão não é hospedeiro, porque o ferrãozinho dele, o ovipositor não é suficiente para furar a casca do melão. Essa mosca veio para o Brasil da Europa e eles estão com medo que ela vá para lá. O que nós temos que demonstrar para eles cientificamente, tecnicamente, é que o melão não é hospedeiro”, destaca.

Barcellos lembra que a barreira técnica muitas vezes é usada como subterfúgio do país para negociações. Ele acredita, por exemplo, que, em contrapartida à entrada do melão brasileiro no mercado asiático, a China deseja exportar pera ao Brasil.

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


RN registrou cerca de 3.700 casos de acidentes de trabalho em 2018. Destes, 2.486 ocorreram no próprio ambiente de trabalho — Foto: Michelle Rincon/Inter TV Cabugi

RN registrou cerca de 3.700 casos de acidentes de trabalho em 2018. Destes, 2.486 ocorreram no próprio ambiente de trabalho — Foto: Michelle Rincon/Inter TV Cabugi

O Rio Grande do Norte registrou cerca de 3.700 casos de acidentes de trabalho em 2018. Destes, 2.486 ocorreram no próprio ambiente de trabalho. Ainda foram registradas 18 mortes em razão destes acidentes.

Os números foram divulgados pela Delegacia Sindical RN do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho e vieram à tona neste final de semana em razão do ‘Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho’, que é celebrado neste domingo, dia 28 de abril.

Para o chefe da Seção de Inspeção do Trabalho do RN, Calisto Torres Neto, acidentes de trabalho não são episódios fortuitos. “São decorrentes da falta de organização no trabalho, da concepção errada dos postos de trabalho e da pressão exercida sobre o indivíduo para o cumprimento de metas”, afirmou. “E também são decorrentes de jornadas exaustivas e da falta de treinamento para executar a tarefa”, acrescentou.

Ainda de acordo com Calisto, “onde ocorrem acidentes, impera o improviso, a falta de planejamento e com muita frequência o completo descaso com as medidas de segurança e de saúde nos ambientes de trabalho”.

A fiscalização do trabalho realizada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho é uma medida importante para prevenção e redução dos casos. “Em 2018, a Inspeção do Trabalho do Rio Grande do Norte identificou 4.872 irregularidades em segurança e saúde nos postos de trabalho.

No Brasil, a cada 49 segundos ocorre um acidente de trabalho. Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, entre 2012 e 2018, o país registrou neste período 4,7 milhões de acidentes de trabalho. Nesse período também ocorreram mais de 17 mil acidentes fatais.

Abril Verde

Neste domingo (28) é celebrado o ‘Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho’. A data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2003. Desde 2005 a data existe também no calendário oficial nacional.

A data também faz relembrar casos graves de acidentes de trabalho ocorridos recentemente, como os trabalhadores que perderam a vida no maior acidente de trabalho da história do país, com o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), além dos 10 atletas, garotos entre 14 e 16 anos da categoria de base do Flamengo, que foram vítimas de um incêndio no centro de treinamento do clube, no Rio de Janeiro.

A partir destes acidentes, foi instituído o Abril Verde, como mês de mobilização para prevenção de acidentes e adoecimentos no trabalho. O Abril Verde é marcado por ações de sensibilização da sociedade sobre a importância de um ambiente de trabalho seguro e saudável. Uma das atividades realizadas durante o mês foi o VI Seminário Norte-Riograndense de Saúde e Segurança do Trabalhador, que ocorreu entre os dia 24 e 25, no auditório do Campus Central do IFRN.

Fonte: G1RN

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