ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESTE DOMINGO

Por BBC

 


Igreja de São Sebastião, atingida por explosões em Negombo, no norte de Colombo, no Sri Lanka — Foto: Chamila Karunarathne/AP

Igreja de São Sebastião, atingida por explosões em Negombo, no norte de Colombo, no Sri Lanka — Foto: Chamila Karunarathne/AP

Uma série de explosões em hotéis de luxo e igrejas católicas durante a celebração da Páscoa no Sri Lanka deixou pelo menos 207 mortos e 450 feridos, na maior onda de violência já registrada no país na última década.

Os atentados foram registrados na capital, Colombo, e nas regiões de Katana e Batticaloa por volta das 8h45 (0h15, no horário de Brasília).

Autoridades contabilizaram oito explosões. Três igrejas foram alvos dos ataques, que aconteceram durante as missas de Páscoa. Os hotéis cinco-estrelas Shangri-La, Kingsbury, Cinnamon Grand e um quarto hotel, todos em Colombo, também foram atingidos. Houve ainda uma explosão num complexo de casas.

Nenhum grupo reivindicou autoria das ações até o momento, mas pelo menos 13 pessoas já foram detidas. Autoridades dizem que maioria das explosões foram ataques suicidas. As autoridades do Sri Lanka temem por trás dos ataques estejam militantes do Estado Islâmico que retornaram do Oriente Médio.

Militares em frente ao Santuário de Santo Antônio, igreja de Kochchikade após explosão em Colombo, no Sri Lanka — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Militares em frente ao Santuário de Santo Antônio, igreja de Kochchikade após explosão em Colombo, no Sri Lanka — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Ainda no domingo, a Força Aérea do país disse ter encontrado mais um explosivo caseiro (que foi removido) em uma área próxima ao principal aeroporto de Colombo.

Outras duas explosões foram registradas durante buscas da polícia por suspeitos: uma perto do zoológico, no sul de Colombo, e outra no distrito de Dematagoda, resultando na morte de três policiais.

O governo impôs toque de recolher das 18h às 6h (horário local) e anunciou que iria bloquear temporariamente o uso das principais redes de mídia social no país.

Azzam Ameen, correspondente da BBC no Sri Lanka, afirma haver rumores de mais ataques. Segundo ele, a polícia tem orientando as pessoas para ficar dentro de suas casas e permanecer calmas. “Mas há um pouco de pânico”, diz Ameen.

O correspondente da BBC diz que desde 2009 o país não via atentados dessa magnitude.

Grupos extremistas

Autoridades no Sri Lanka dizem que os ataques foram planejados e coordenados, apesar de declararem ainda ser cedo para dizer quem está por trás das explosões.

Ao anunciar o toque de recolher, o ministro da Defesa, Ruwan Wijewardane, disse: “Tomaremos todas as medidas necessárias contra qualquer grupo extremista que esteja operando em nosso país”.

Sem dar detalhes, Wijewardane também disse que “todos os culpados” estão sendo identificados e “levados em custódia o mais rápido possível”.

Outro ministro, Harsha de Silva, descreveu “cenas horríveis” no Santuário de Santo Antônio em Kochchikade, dizendo ter visto “muitas partes do corpo espalhadas”.

Imagens que circularam nas redes sociais mostravam seu interior com um teto quebrado e sangue nos bancos. Pelo menos 67 pessoas morreram nessa igreja.

Imagens da igreja de San Sebastián em Negombo, a 40 quilômetros da capital Colombo, também sugerem a gravidade da explosão.

Um funcionário do hotel Cinnamon Grand disse à agência de notícias AFP que a explosão causou danos ao restaurante do hotel e que menos uma pessoa morreu.

A grande maioria das vítimas era cingalesa, inclusive dezenas que compareciam à igreja para a missa de Páscoa. Pelo menos 27 estrangeiros morreram nos ataques, entre eles cinco britânicos, “diversos americanos” (segundo o Departamento de Estado dos EUA), três dinamarqueses, dois turcos, um holandês, três indianos e um português.

O premiê cingalês, Ranil Wickremesinghe, disse em entrevista coletiva que estão sendo investigadas as suspeitas de que a inteligência do país tivesse de antemão informações sobre os ataques, mas não agiu.

“Vamos analisar por que precauções adequadas não foram tomadas. Nem eu nem os ministros fomos informados”, declarou. “(Mas) agora a prioridade é apreender os agressores.”

O Papa Francisco, em seu tradicional discurso de Páscoa no Vaticano, condenou os ataques como uma “violência cruel” contra cristãos.

“Soube com tristeza e dor as notícias sobre os graves ataques, que precisamente hoje, Páscoa, levou luto e dor às igrejas e outros lugares onde as pessoas estavam reunidas no Sri Lanka”, disse Francisco a milhares de pessoas que acompanhavam as celebrações do Domingo da Ressurreição na Praça de São Pedro.

“Confio ao Senhor aqueles que morreram tragicamente e rezo para os feridos e por todos aqueles que estão sofrendo por causa desse dramático evento”, afirmou Francisco, que esteve no Sri Lanka em 2015.

Ataques conta 4 hotéis, três igrejas e um complexo residencial no Sri Lanka — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Ataques conta 4 hotéis, três igrejas e um complexo residencial no Sri Lanka — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Anarquia e caos

Em sua conta no Twitter, o ministro da Economia, Mangala Samaraweera, disse que o ataque parece ser “uma tentativa bem coordenada de criar anarquia e caos que mataram muitas pessoas inocentes”.

Violência dessa magnitude não era vista no país desde 2009, quando acabou uma violenta guerra civil: foram derrotados os combatentes rebeldes do chamado Tigres de Libertação da Pátria Tâmil, que haviam lutado por 26 anos por um país independente para a minoria étnica tâmil. Estima-se que a guerra tenha deixado entre 70 mil e 80 mil mortos.

Desde então, houve casos de violência esporádica, especialmente com membros da maioria budista cingalesa que perpetraram ataques contra mesquitas e outros edifícios de propriedade de muçulmanos.

Em março de 2018, foi declarado estado de emergência depois de membros da comunidade majoritária budista Sinhala terem atacado mesquitas e propriedades da minoria muçulmana.

Religião no Sri Lanka

O budismo Theravada é a maior religião do Sri Lanka, com adesão de cerca de 70,2% da população, segundo o censo mais recente. É a religião da maioria cingalesa do Sri Lanka.

Hindus e muçulmanos compõem 12,6% e 9,7% da população, respectivamente. O Sri Lanka é também o lar de cerca de 1,5 milhões de cristãos, segundo o censo de 2012, a grande maioria deles católica romana.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) condenou os atentados no Sri Lanka. Em sua conta no Twiiter, o brasileiro disse que “o extremismo deixa rastros de morte e dor”.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, também usou o Twitter para se manifestar em relação aos ataques no Sri Lanka. May escreveu que os “atos de violência contra igrejas e hotéis no Sri Lanka são realmente chocantes”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tuitou “sinceras condolências” pelos “horríveis ataques terroristas”.

Fonte: G1

Atentados contra igrejas católicas e hotéis matam mais de 200 no Sri Lanka no domingo de Páscoa

Por G1


Igreja de São Sebastião, atingida por explosões em Negombo, no norte de Colombo, no Sri Lanka — Foto: Chamila Karunarathne/AP

Igreja de São Sebastião, atingida por explosões em Negombo, no norte de Colombo, no Sri Lanka — Foto: Chamila Karunarathne/AP

Uma série de atentados com explosões em igrejas católicas que celebravam a Páscoa e hotéis de luxo no Sri Lanka deixou 207 mortos e mais de 450 feridos neste domingo (21), segundo as autoridades policiais.

Fontes oficiais disseram que havia ao menos 27 estrangeiros entre os mortos, entre eles três indianos, três britânicos, dois turcos e um português, além de duas pessoas que tinham cidadania dos EUA e do Reino Unido, um cidadão chinês e um holandês. Há ainda nove estrangeiros considerados desaparecidos.

Nenhum grupo reivindicou autoria das ações até o momento. Treze pessoas foram presas durante uma operação de captura dos suspeitos em Colombo, segundo a polícia. O ministro da Defesa do país, Ruwan Wijewardene, diz ainda que três policiais morreram na ação.

Professor de Política Internacional fala sobre atentados no Sri Lanka

Professor de Política Internacional fala sobre atentados no Sri Lanka

O que se sabe até agora

  • 8 explosões atingiram o Sri Lanka neste domingo
  • 4 hotéis, 3 igrejas católicas e um complexo de casas foram alvos
  • Atentados ocorreram na capital, Colombo, e em outras duas cidades
  • 207 pessoas morreram e mais de 450 ficaram feridas
  • 27 mortos são estrangeiros
  • Nenhum grupo assumiu a autoria até o momento
  • 13 suspeitos foram presos

Sequência de ataques

Foram oito atentados. Seis ocorreram na capital, Colombo, atingindo quatro hotéis, uma igreja e um complexo residencial. Outros dois ataques foram registrados em igrejas nas regiões de Katana e Batticaloa.

Os primeiros casos ocorreram de forma coordenada por volta das 8h45 (0h15, no horário de Brasília), em três hotéis de Colombo e três templos católicos que realizavam missas em celebração à Páscoa, nas três cidades atingidas.

Horas mais tarde, outras duas explosões ocorreram na capital. Uma delas, que deixou dois mortos, ocorreu em um pequeno hotel situado ao lado do zoológico de Dehiwala. A outra, em um complexo de casas em Dematagoda, na periferia de Colombo.

Ataques conta 4 hotéis, três igrejas e um complexo residencial no Sri Lanka — Foto: Rodrigo Cunha/G1

Ataques conta 4 hotéis, três igrejas e um complexo residencial no Sri Lanka — Foto: Rodrigo Cunha/G1

No hotel de luxo Cinnamon Grand, em Colombo, um homem-bomba detonou o explosivo na fila de clientes que esperava para entrar em um bufê de Páscoa no restaurante do local.

“Ele se dirigiu para o início da fila e se explodiu”, relatou um funcionário para a AFP. “Era o caos total”, acrescentou.

Pessoas mortas após atentado em igreja de Santo Antônio em Colombo, Sri Lanka, neste domingo 21). — Foto: AFP

Pessoas mortas após atentado em igreja de Santo Antônio em Colombo, Sri Lanka, neste domingo 21). — Foto: AFP

Parentes de vítimas choram perto de igreja no Sri Lanka — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Parentes de vítimas choram perto de igreja no Sri Lanka — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Pessoas reagem após atentado a um templo em Colombo, Sri Lanka, neste domingo (21). — Foto: AP Foto

Pessoas reagem após atentado a um templo em Colombo, Sri Lanka, neste domingo (21). — Foto: AP Foto

Investigação

O primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, convocou uma reunião do conselho de segurança nacional em sua casa para o final do dia. “Eu condeno veementemente os ataques covardes contra nosso povo hoje. Eu chamo todos para permanecerem unidos e fortes”, postou no Twitter.

Padres caminham perto de igreja após atentado — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Padres caminham perto de igreja após atentado — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país. “Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, declarou Sirisena, em mensagem à nação.

Sirisena, que se mostrou “em choque e triste com o que ocorreu”, esclareceu que “as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás destes atos cruéis”.

Professor de Relações Internacionais comenta atentados a igrejas e hoteis no Sri Lanka

Professor de Relações Internacionais comenta atentados a igrejas e hoteis no Sri Lanka

Toque de recolher

O governo impôs um toque de recolher no país. O governo também decretou um bloqueio temporário das redes sociais para impedir a difusão de mensagens falsas sobre os atentados.

Sobe para 207 o número de mortos nos atentados no Sri Lanka; 450 estão feridos

Sobe para 207 o número de mortos nos atentados no Sri Lanka; 450 estão feridos

“O governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais com o objetivo de impedir a propagação de informações incorretas e falsas. Trata-se de uma medida temporária”, anunciou a presidência, em um comunicado.

Atentados desta magnitude não aconteciam no Sri Lanka desde a guerra civil entre a guerrilha tâmil e o governo, um conflito que durou 26 anos, terminou em 2009 e deixou, segundo dados da ONU, mais de 40 mil civis mortos.

O último deles foi em 2008, quando o governo teve que declarar estado de emergência após confrontos entre muçulmanos e budistas. No Sri Lanka, a população cristã representa 7%, enquanto os budistas são cerca de 70%, de acordo com o Censo feito em 2012.

Sapato de vítima em frente a igreja no Sri Lanka — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Sapato de vítima em frente a igreja no Sri Lanka — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Reações

As igrejas cristãs na Terra Santa expressaram seu pesar após os atentados. “Que difíceis, irritantes e tristes são estas notícias, especialmente porque os ataques aconteceram enquanto os cristãos comemoravam a Páscoa”, lamentou o assessor de líderes da Igreja na Terra Santa, Wadie Abunassar.

Ele transmitiu sua solidariedade ao Sri Lanka e “a todos seus habitantes em suas várias confissões religiosas e origens étnicas”. “As igrejas rezam pelas almas das vítimas e pedem a rápida recuperação dos feridos”, acrescentou, em comunicado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua rede social: “Os EUA prestam suas sinceras condolências ao grande povo do Sri Lanka. Estamos prontos a ajudar!”. Inicialmente, Trump havia postado que o número de mortos era de 138 milhões, mas corrigiu o número para 138 em um novo post.

Área de hotel atingido por explosão é vistoriada em Colombo — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

Área de hotel atingido por explosão é vistoriada em Colombo — Foto: Dinuka Liyanawatte/Reuters

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmou em uma rede social que, mesmo em dia sagrado, o “extremismo deixa rastros de morte e dor”. Ele condenou os ataques e pediu conforto aos que sofrem:

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Mesmo neste dia sagrado, o extremismo deixa rastros de morte e dor. Em nome dos brasileiros, condeno os ataques que deixaram centenas de vítimas no Sri Lanka, inclusive em igrejas, onde se celebrava a Ressurreição de Cristo. Que Deus possa confortar os que agora sofrem!

Fonte: G1

Por G1


Volodymyr Zelenskiy comemora após divulgação de pesquisa de boca de urna que apontou sua vitória em eleição presidencial na Ucrânia, em Kiev, no domingo (21) — Foto: Reuters/Valentyn Ogirenk

Volodymyr Zelenskiy comemora após divulgação de pesquisa de boca de urna que apontou sua vitória em eleição presidencial na Ucrânia, em Kiev, no domingo (21) — Foto: Reuters/Valentyn Ogirenk

ator e comediante Volodymyr Zelenskiy, novato na política, foi eleito presidente da Ucrânia neste domingo (21), após conquistar 73% dos votos no segundo turno das eleições, de acordo com pesquisas de boca de urna. O resultado oficial ainda não foi divulgado, mas seu adversário, o atual presidente Petro Poroshenko, já admitiu a vitória de Zelenskiy.

A Comissão Eleitoral ucraniana estimou que a taxa de comparecimento dos eleitores foi de mais de 45%.

Após a divulgação dos números, o novo presidente eleito afirmou, segundo a Associated Press: “Embora eu ainda não seja presidente, posso falar como cidadão da Ucrânia: a todos os países da antiga União Soviética, olhe para nós. Tudo é possível”.

Comediante vence eleições presidenciais na Ucrânia

Comediante vence eleições presidenciais na Ucrânia

Zelenskiy tem 41 anos e inicialmente não foi levado a sério quando anunciou sua candidatura em 31 de dezembro passado, mas ganhou força com uma campanha focada principalmente nas redes sociais.

Mais conhecido por seus monólogos no teatro, ele interpretou um professor de história que inesperadamente se torna presidente na série de TV “Servo do povo”, e também já atuou em filmes bastante populares na Ucrânia e na Rússia.

Durante a campanha, o candidato novato evitou comícios públicos e falou com os eleitores através de vídeos transmitidos em redes sociais.

Ao lado da mulher, Maryna, o presidente ucraniano Petro Poroshenko admite sua derrota na eleição presidencial, em Kiev, no domingo (21) — Foto: Reuters/Vasily Fedosenko

Ao lado da mulher, Maryna, o presidente ucraniano Petro Poroshenko admite sua derrota na eleição presidencial, em Kiev, no domingo (21) — Foto: Reuters/Vasily Fedosenko

Na véspera das eleições, Zelenskiy e Poroshenko participaram de um debate em um estádio, proposto pelo primeiro, no qual trocaram acusações e ofensas.

Neste domingo, Poroshenko disse que o novo presidente, com sua inexperiência, terá que enfrentar “uma oposição muito forte” e isso só beneficiará o país. Ele disse, porém, que o adversário poderá contar com sua ajuda durante a transição.

“Entre o anúncio oficial (do resultado das eleições) e a posse, estou pronto para passar tempo, sem nenhuma restrição, com o novo presidente para explicar os mínimos detalhes”, disse.

O atual presidente acrescentou que continuará na política, mas não especificou seus planos. “Já no mês que vem deixarei o cargo de chefe de Estado… assim decidiu a maioria dos ucranianos e percebo esta decisão. Deixarei o escritório presidencial, mas não sairei da política”.

Fonte: G1

Em mensagem de Páscoa, Papa pede paz condena “violência cruel” de ataques no Sri Lanka

O papa Francisco presidiu neste domingo (21) a missa de Páscoa, a mais importante do ano para os cristãos, na Praça São Pedro, no Vaticano.

O líder católico também proferiu a tradicional mensagem “Urbi et Orbi” (“À cidade de Roma e ao mundo”, na tradução do latim), na qual orou pelo fim das guerras no mundo, pela paz no Oriente Médio e na África, pela “construção de pontes, e não muros”, pelo fim das corridas armamentistas e pela caridade aos sem-teto e imigrantes.

O Papa fez um apelo para o fim da violência na Líbia, na Síria e no Iêmen, países que atualmente enfrentam guerras internas e confrontos. “Que Deus seja esperança para o amado povo sírio, vítima de um conflito que perdura”, disse o Papa. “Uma oração particular à população do Iêmen, especialmente às crianças, atingidas pela fome e pela guerra. Que as armas também parem de ensanguentar a Líbia”, afirmou Francisco.

Na mensagem, o Papa também pediu novamente paz no Oriente Médio, continente que ele definiu como “dilacerado por divisões e tensões”. “Que a luz da Páscoa ilumine todos os governantes e os povos do Oriente Médio, começando pelos israelenses e palestinos”, comentou, falando também do seu “desejo de reconciliação” no Sudão do Sul, em Burkina Faso, Mali, Níger, Nigéria e Camarões. “Meus pensamentos vão também ao Sudão do Sul, que está atravessando um momento de incerteza política e onde desejo que todas as instâncias possam encontrar voz, e que alguém possa consentir que o país encontre a liberdade, o desenvolvimento e o bem-estar que tanto aspira há um longo tempo”, ressaltou.

Francisco ainda fez um apelo geral para a construção de “pontes”, e “não muros”, nas sociedades, além de pedir solidariedade a imigrantes, sem-teto e pessoas que passam fome pelo mundo.

“Diante de tanto sofrimento na nossa época, que o Senhor da vida não tenha frieza e indiferença. Faça de nós construtores de pontes, não de muros. Ele, doando sua paz, faça cessar o rugido das armas, tanto nos contextos de guerra quanto das nossas cidades, e inspire os líderes das nações para colocarem fim à corrida armamentista e à preocupante difusão das armas, principalmente nos países economicamente mais avançados”, disse o Papa. Referindo-se à América do Sul, Francisco citou a crise na Venezuela, onde, segundo ele, “tantas pessoas estão privadas das condições mínimas para conduzir uma vida digna e segura devido a uma crise que perdura e se aprofunda”. “Que o Senhor dê aos que são responsáveis pela política a capacidade de colocar fim às injustiças sociais, aos abusos e as violências”, pediu.

Diante do massacre cometido hoje no Sri Lanka, com uma série de ao menos oito atentados contra igrejas e hotéis que deixaram mais de 200 mortos, Francisco enviou uma mensagem especial ao país. “Recebi com tristeza e dor a notícia dos graves atentados que, justamente hoje, dia de Páscoa, levaram luto e dor a algumas igrejas e locais sagrados no Sri Lanka. Desejo manifestar a minha afetuosa proximidade à comunidade cristã, atingida enquanto rezava, e a todas as vítimas desta cruel violência”, afirmou. Sob um forte esquema de segurança, milhares de fieis enfrentaram longas filas para assistir às celebrações de Páscoa conduzidas pelo argentino Jorge Mario Bergoglio. De acordo com a Santa Sé, mais de 70 mil pessoas compareceram neste domingo ao Vaticano.

Ansa

 

Polícia prende suspeitos de ataques a igrejas e hotéis no Sri Lanka

Após a série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka, que provocou a morte de mais de 200 pessoas neste domingo (21), a polícia prendeu oito suspeitos. Todos são moradores do país, porém as autoridades supõem que também haja conexões com o estrangeiro, informou o chefe de governo Ranil Wickremesinghe.

Segundo balanços iniciais, entre os mortos no total de oito atentados há pelo menos 32 estrangeiros de oito países – Bélgica, China, Estados Unidos, Índia, Holanda, Portugal, Reino Unido e Turquia. No mínimo, 470 pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades cingalesas, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e numa igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Mais uma explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.

Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. Segundo a rede BBC, o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.

O governo informou que as escolas do país não devem funcionar até a próxima quarta-feira (24). Todos os policiais que estavam de folga foram convocados.

O ministro das Finanças do país, Mangala Samaraweera, disse que os ataques são uma tentativa de empurrar o Sri Lanka, mais uma vez, para uma situação de violência, tal como ocorreu na longa guerra civil que castigou o país entre os anos 1980 e 2000. Segundo ele, as explosões foram “uma tentativa diabólica de criar tensões religiosas e raciais no país novamente, justo quando estamos nos recuperando de uma longa guerra que destruiu o tecido da nossa nação por quase 30 anos”.

DW Brasil

Fonte: Blog do BG

 

Por José Claudio Pimentel, G1 Santos

 


Sistema alertou sobre presença de drone e o retirou de perímetro em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

Sistema alertou sobre presença de drone e o retirou de perímetro em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

Um drone não militar foi interceptado nas proximidades do Forte dos Andradas, em Guarujá, no litoral de São Paulo, durante estadia do presidenteJair Bolsonaro (PSL). O equipamento, que seria utilizado para captação de imagens, foi identificado por meio de uma barreira virtual, cujo sistema forçou o veículo controlado remotamente a retornar à origem.

A tentativa de invasão no espaço restrito ocorreu na quinta-feira (18), após a chegada de Bolsonaro. O presidente passou a folga do feriado prolongado de Páscoa na cidade, onde recebeu a visita da mãe, mergulhou no mar, embarcou em um navio da Marinha, reuniu-se com o presidente do Banco Central e pilotou uma moto pelo município.

Uma empresa de São Paulo foi contratada pelo Exército para a instalação da plataforma que barra a aproximação de aeronaves controladas remotamente em um perímetro estabelecido. Além disso, Aeronáutica e Marinha já tinham restringido os espaços aéreo e marítimoconforme protocolos de praxe para a segurança do presidente.

Fontes das Forças Armadas confirmaram a utilização do sistema no Forte dos Andradas, mas não detalharam o ocorrido. A assessoria do Planalto disse que somente o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da presidência da República poderia falar a respeito. A assessoria da GSI declarou preliminarmente que não comentaria sobre o assunto.

Equipamento foi instalado na estrutura do Forte dos Andradas, próximo à praia, em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

Equipamento foi instalado na estrutura do Forte dos Andradas, próximo à praia, em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

A “bolha virtual” estabeleceu uma barreira invisível de 600 metros de raio, a partir da hospedaria do forte, e de 200 metros de altitude. A única tentativa de invasão, às 16h58 de quinta-feira, gerou um alerta pelo sistema, que prontamente neutralizou o veículo, evitou a aproximação dele e o fez retornar automaticamente para onde havia decolado.

“O sistema pré-programado de drones permite que o veículo, automaticamente, retorne de onde decolou seja por eventos diversos, como falta de bateria ou interferência. Nesse caso, ele encontrou uma barreria virtual que fez esse sistema próprio ser ativado”, declarou Gustavo Vicentini, CEO da empresa Techshield no Brasil.

Ainda segundo Vicentini, o fato foi registrado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), mas não ofereceu risco ao presidente. “O sistema identificou o drone para captação de imagens e cortou o sinal dele, o forçando a se afastar do local”, completou.

Vicentini explicou que o sistema utilizado no Forte dos Andradas é o mesmo em operação em bases militares americanas e em aeroportos do Reino Unido. O equipamento foi usado nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, pela delegação do Qatar. No Brasil, empresas utilizam uma versão semelhante para evitar acidentes nas plantas industriais.

Bolsonaro ao lado de militares da Marinha na praia do Forte dos Andradas, em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

Bolsonaro ao lado de militares da Marinha na praia do Forte dos Andradas, em Guarujá, SP — Foto: G1 Santos

Segundo as normas da Agência Nacional de Aviação (Anac), essas aeronaves não tripuladas podem atingir altitude máxima de até 120 metros, mediante licença, e não podem estar abaixo de 30 metros, se houver pessoas na aérea do sobrevoo. Não há informações de que o piloto do equipamento interceptado seja alvo de alguma investigação.

O valor do contrato firmado com a empresa paulista com as Forças Armadas para operação no sistema anti-drone no Forte dos Andradas não foi divulgado.

Forte dos Andradas, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/1ª Bda AAAe

Forte dos Andradas, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/1ª Bda AAAe

Folga do presidente

Após participar de evento em comemoração ao Dia do Exército, no Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, onde declarou que a mídia é necessária “para que a chama da democracia não se apague”, Bolsonaro seguiu para o litoral a bordo de um helicóptero da Força Aérea. O voo durou 30 minutos e o pouso ocorreu dentro do forte.

A visita do presidente, adepto das redes sociais, fez com que o bairro Jardim Guiúba, onde localiza-se o forte recebesse tecnologia 4G, que torna a internet mais rápida. Na sexta-feira (18), ele saiu da unidade militar para jantar uma marina na cidade. No retorno, disse aos jornalistas que estava ali para passear, “coisa que não fazia há muito tempo”.

Jair Bolsonaro passeia de moto durante folga em Guarujá, SP — Foto: Reprodução/TV Tribuna

Jair Bolsonaro passeia de moto durante folga em Guarujá, SP — Foto: Reprodução/TV Tribuna

No sábado (20), Bolsonaro depois de embarcar um navio da Marinhapela manhã, deu uma volta de moto pela cidade à noite e, enquanto tirava fotos nos portos do forte, informou que se reuniu com o presidente do Banco Central, Roberto Campo Neto, durante a tarde. Segundo a assessoria do BC, foi um almoço informal de Páscoa.

O presidente deixou o Guarujá neste domingo (21), às 10 horas, no mesmo helicóptero da Força Aérea que o transportou até o litoral. Antes disso, ele fez fotos com militares e recebeu uma família que havia solicitado oficialmente um encontro com Bolsonaro para discutir ações sobre a conscientização sobre doenças inflamatórias no intestino.

Forte dos Andradas, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/1ª Bda AAAe

Forte dos Andradas, em Guarujá, SP — Foto: Divulgação/1ª Bda AAAe

Fonte: G1

 

Onyx é cobrado por reforma tributária paralela

Em meio à queda de braço para saber quem vai ser o protagonista da reforma tributária, o Congresso ou o Planalto, deputados estão irritados com o ziguezague de Onyx Lorenzoni.

A frente parlamentar tem uma proposta própria, em fase final de elaboração, para a qual volta e meia Onyx acena — mas sem, entretanto, bancá-la publicamente.

O Globo

Sigilo em estudos sobre reforma da Previdência é criticado por aliados e oposição

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A decretação de sigilo sobre estudos e pareceres técnicos que embasaram a proposta da reforma da Previdência foi criticada tanto por parlamentares de oposição como aliados do Palácio do Planalto.

Neste domingo (21), a Folha revelou que o Ministério da Economia classificou com nível de acesso restrito argumentos, estatísticas, dados econômicos e sociais que sustentam o texto em tramitação no Legislativo.

A decisão de blindar os documentos consta de resposta da pasta a um pedido da Folha para consultá-los, formulado com base na Lei de Acesso à Informação.​

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que a medida contraria a Constituição e anunciou que acionará a Justiça para garantir o direito à transparência.

“Todos temos o direito de saber, de entender e de debater dados. Por isso, acionarei o Judiciário para garantir o nosso direito: transparência”, disse.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o sigilo demonstra que é a verdade é “a real inimiga deste governo”.

A medida foi criticada até por integrantes do partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL.

Para o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP), o nível de restrição é “ridículo” e não há motivo para omitir as informações.

“Se eles foram a base de um grande projeto, deveriam ser públicos. Não há nada para esconder. Ou há?”, questionou.

Já a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) escreveu nas redes sociais que o governo erra com a decisão, uma vez que a publicidade deve ser regra na gestão pública.

“A reforma da Previdência será a maior reforma social dos próximos tempos. Quanto mais clareza em torno dela, melhor”, ressaltou.

Adversário de Bolsonaro na campanha presidencial, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad,do PT, criticou o que considerou uma postura conflitante do presidente em relação à liberdade de imprensa.

“Bolsonaro defendeu liberdade de imprensa contra STF (Supremo Tribunal Federal), mas nega acesso a estudos do governo que embasam reforma da Previdência”, disse.

Em linha semelhante, Ciro Gomes, candidato derrotado do PDT à Presidência nas eleições passadas, classificou o sigilo como “absurdo” e disse que o governo “quer excluir a população de suas decisões”.

“Qual o motivo para esconder? Será que eles realmente fizeram os cálculos? O que o governo não quer mostrar?”, questionou.

Na prática, a decisão do governo significa que só servidores e autoridades públicas, devidamente autorizados, podem acessar as informações.

A resistência do governo em apresentar levantamentos relativos à reforma tem irritado congressistas. A proposta aguarda apreciação pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara.

O governo tentou, sem sucesso, votá-la na quarta-feira (17). O tema será retomado nesta semana.

Folhapress

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Avianca cancela mais de 1.000 voos até próximo domingo (28)

A Avianca Brasil vai cancelar da próxima segunda-feira (22) até domingo (28), como resultado da perda de aviões de sua frota. A companhia está em recuperação judicial desde dezembro de 2018.

A aérea vai ser obrigada a devolver 18 aeronaves a partir do dia 22 de abril a quatro empresas de leasing que venceram ações judiciais para a retomada dos equipamentos por inadimplência da Avianca. Os atrasos dos pagamentos se arrastam ao menos desde o segundo semestre do ano passado.

Serão entregues sete aviões à GE Capital Aviation Services, um à PK, quatro à Vermillion e seis à Aviation Capital Group. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai supervisionar a devolução.

Os veículos serão gradualmente retirados de operação. O órgão regulador determinou que a empresa adeque sua malha aérea e seu sistema de venda à frota reduzida e que divulgue a lista dos voos cancelados em seu site.

A orientação da Anac e do Procon aos passageiros que tiveram seus voos cancelados ou atrasados é a de registrar suas reclamações no portal www.consumigor.gov.br. Os afetados têm direito a reembolso integral do valor pago.

Entre os voos cancelados, 605 tinham como origem ou destino o aeroporto de Guarulhos.

Folhapress

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Flávio Dino, governador do PCdoB: Inquérito contra fake news visa proteger independência do Supremo

O governador do Maranhão, Flávio Dino, filiado ao PCdoB, escreceu um artigo na coluna Opinião do jornal Folha de S.Paulo, deste domingo (21), em que afirma que o inquérito aberto contra fake news visa proteger independência do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na íntegra

Após a terrível tragédia de 11 de setembro nos Estados Unidos, teorias do direito penal do inimigo ganharam imenso impulso, inicialmente ao pretexto de combater o terrorismo. Em nome dessa causa, garantias jurídicas só atrapalhariam, o que justificaria um “direito excepcional”.

Não tardou para que outros “inimigos” fossem identificados: narcotráfico, corrupção, imigração ilegal. Legitimadas por causas nobres, tais teorias logo aportaram em terras brasileiras, com forte foco na temática da corrupção.

Não há dúvida de que o combate à corrupção é justo e necessário. No Brasil, avançamos muito nas últimas décadas acerca do tema, tanto no que se refere às leis quanto ao sistema institucional encarregado de executa-las, com destaque ao papel imensamente positivo de órgãos como o Ministério Público.

Entretanto não custa lembrar: remédio mal administrado vira veneno. Por isso, não faltaram alertas de que, no Estado de Direito, os fins não justificam os meios e de que atropelar garantias constitucionais costuma ter maus resultados.

Tais alertas foram ignorados e passamos a ver muitas coisas estranhas. Por exemplo, com base na esquisita “doutrina jurídica do clamor das ruas”, alguns magistrados e procuradores, como se fossem líderes políticos, passaram a fazer apelos ao povo, em vídeos nas redes sociais e até passeatas.

Tais anomalias, vindas da própria comunidade jurídica, acabaram por estimular agressões e intimidações contra ministros do Supremo, mesmo que este não fosse o desejo dos autores dos inusitados vídeos.

Qualquer interpretação jurídica discrepante dos cânones do direito penal do Inimigo passou a ser vista como heresia e coisa de corruptos. Quem não lembra de ameaças até ao saudoso ministro Teori Zavascki, instigadas em criminosas mensagens de redes sociais?

Alguns passaram a gostar de acender a fogueira da “opinião pública”, mesmo que isso aniquilasse um valor constitucional essencial na democracia: a independência judicial.

Considero que é nesse contexto que deve ser analisado o inquérito instaurado pelo ministro Dias Toffolli e delegado ao ministro Alexandre de Moraes, nos termos do artigo 43 do Regimento Interno do STF, que tem vigência como lei processual.

O inquérito tem amparo em norma vigente e atende ao imperativo de proteger a independência do Supremo e até a integridade física dos seus membros. Como em todo inquérito, pode haver decisões certas ou equivocadas, mas contra elas há o controle judicial exercido pelo próprio plenário do Supremo.

Quando concluído, o inquérito poderá resultar em arquivamento. Mas também poderá resultar em ações penais públicas ou mesmo promovidas pelas vítimas mediante queixa subsidiária, assegurada pela Constituição.

Aliás, seria positiva uma melhor reflexão sobre essa regra constitucional: a ação penal pode ser iniciada pela vítima mediante queixa subsidiária, quando o Ministério Público não observa prazos legais. Isso serve para afastar a tese, não amparada pela Constituição, de que o Ministério Público é o senhor absoluto da persecução penal.

Vivemos uma quadra perigosa em que muitos agem como se não houvesse amanhã. Creio que podemos sobreviver se revalorizarmos a nossa Constituição e a democracia. Precisamos de menos disputas corporativas. Um Supremo independente e eficiente interessa a todos os brasileiros.

Penso que o Ministério Público é imprescindível para proteger a independência do Judiciário, colaborando nas investigações contra pessoas que ameaçam fechar o Supremo, assassinar seus integrantes, fazer chantagens, agredir suas famílias e casas. É hora de serenidade e de uma ampla união em defesa do Estado democrático de Direito.

Coluna Opinião/Folha de S.Paulo

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LOCAIS

Homem é apedrejado até a morte na Zona Norte em Natal

O desempregado Luiz Carlos Xavier de Jesus, de 40 anos, foi apedrejado até a morte no bairro Lagoa Azul, na zona Norte de Natal. De acordo com informações da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o crime aconteceu por volta das 18h deste sábado, 20, na Rua Apóstolo Pedro, próximo do número 11.

“A autoria ainda é desconhecida. Ouvimos populares, mas no local do crime geralmente não querem dizer nada sobre a ocorrência. Vamos buscar novas informações”, disse o delegado Frank Albuquerque.

O delegado responsável pelo plantão na DHPP informou que Luiz de Jesus era alcoólatra e estava bebendo com desconhecido (ou desconhecidos) quando houve um desentendimento. “A discussão levou ao crime. A vítima teve a face afundada pelas pedradas”, acrescentou.

Albuquerque destacou que qualquer pessoa pode entrar em contato com a Polícia Civil de forma anônima para repassar detalhes sobre o homicídio.

Tribuna do NorteComments

Barragem rompe e derruba parte da RN-041

Equipe da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil se deslocou na noite deste sábado (20) para atender ocorrência de rompimento da barragem privada São Miguel 1, no município de Fernando Pedroza, devido às intensas chuvas que ocorreram na localidade. Houve o rompimento da RN-041, que liga Santana do Matos à BR-304.

Ainda na noite de ontem foi realizado o resgate de duas pessoas que estavam em um veículo que foi arrastado pelas águas. Segundo o coordenador estadual de Defesa Civil, tenente-coronel BM Marcos de Carvalho, em virtude do rompimento que provocou dano na ponte, o veículo caiu e foi levado pela enxurrada. Os ocupantes do carro conseguiram sair e foram resgatados pela equipe da Defesa Civil.

Juntamente às coordenadorias municipais de Defesa Civil, está sendo realizada neste momento vistoria nas barragens que receberam as águas do rompimento do São Miguel 1 nos municípios de Fernando Pedrosa, Angicos e Ipanguaçu, no açude Pataxó. Equipes do Corpo de Bombeiros estão presentes em apoio às ações da Defesa Civil Estadual.

 

Por G1 RN

 


Avião da companhia aérea Avianca pousa no Aeroporto Internacional de São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos  — Foto: Celso Tavares/G1

Avião da companhia aérea Avianca pousa no Aeroporto Internacional de São Paulo – Cumbica (GRU), em Guarulhos — Foto: Celso Tavares/G1

A companhia aérea Avianca Brasil cancelou 24 voos que aconteceriam entre Natal e Guarulhos (SP) e Natal e Brasília (DF), entre esta domingo (21) e o próximo, dia 28 de abril. Com a devolução de 18 de seus 25 aviões a partir desta segunda-feira (22), a empresa terminará a semana com 66% voos a menos em relação ao mesmo período em 2018. (Veja tabela abaixo com voos cancelados no RN).

Serão 646 voos de 22 a 28 de abril, contra 1.910 no mesmo período do ano passado, segundo levantamento do G1 com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Centenas de voos têm sido cancelados. Procurada, a Avianca Brasil não quis comentar.

Em recuperação judicial desde dezembro, a companhia foi obrigada a devolver as aeronaves aos donos (chamados de “lessores”) por falta de pagamento, após sucessivas decisões da Justiça. As devoluções foram mediadas pela Anac.

A diminuição dos voos é reflexo da frota menor, já foram mais de 40 aviões. A partir da semana que vem, serão sete. A consequência: o número de aeroportos atendidos chegará a 12 em 28 de abril, diante de 31 em 28 de abril de 2018.

Voos da Avianca cancelados até domingo (28)

Voo Data Origem Destino
6351 21/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6352 21/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6351 22/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6352 22/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6351 23/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6352 23/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6351 24/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6352 24/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6308 25/04/2019 Brasília (DF) Natal
6309 25/04/2019 Natal Brasília (DF)
6351 25/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6352 25/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6350 26/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6351 26/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6352 26/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6353 26/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6350 27/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6351 27/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6352 27/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6353 27/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6350 28/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6351 28/04/2019 Natal Guarulhos (SP)
6352 28/04/2019 Guarulhos (SP) Natal
6353 28/04/2019 Natal Guarulhos (SP)

cancelamento de voos começou em 13 de abril e tem ocorrido diariamente desde então. Só nesta Páscoa, terão sido 612 voos cancelados em relação à Páscoa do ano passado, ou 62% a menos. Passageiros estão sendo avisados com antecedência, segundo a companhia.

Direito do consumidor

A Avianca Brasil informou que, se as passagens foram compradas por meio de agências, ou sites de viagem, o passageiro deve entrar em contato diretamente com as empresas.

Segundo a Anac, em caso de cancelamento ou de alteração do voo por iniciativa da Avianca, o passageiro deve ter os seus direitos respeitados, disponíveis para consulta no portal da Anac na internet.

Reclamações podem ser feitas pela plataforma Consumidor.gov.br e, caso não sejam atendidas, o passageiro poderá recorrer aos órgãos do Serviço Nacional de Defesa do Consumidor.

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 

Celebração da Semana Santa na Catedral Metropolitana de Natal — Foto: Divulgação/Arquidiocese

Celebração da Semana Santa na Catedral Metropolitana de Natal — Foto: Divulgação/Arquidiocese

A Vigília Pascal, celebrada na noite deste sábado (20), e as missas da Ressurreição, realizadas durante o domingo (21), marcam o fim da programação de Semana Santa na Arquidiocese de Natal.

Representando a espera da vitória de Jesus sobre a morte, a vigília começa com a liturgia da luz, quando se acende o Círio pascal. A celebração ainda conta com a liturgia da Palavra, a liturgia batismal e a liturgia Eucarística. Adultos e crianças são batizados na cerimônia.

Já no domingo de Páscoa, os católicos comemoram da vitória da vida sobre a morte.

A Vigília vai acontecer a partir das 19h deste sábado na Catedral Metropolitana de Natal. De acordo com a Arquidiocese, os fiéis não precisam levar velas, que tradicionalmente são acesas. Isso porque elas serão distribuídas no local.

Encerrando a programação, no domingo, a Missa da Ressurreição será celebrada em três horários, às 7h, às 11h e às 19h.

A programação completa nas paróquias da Arquidiocese pode ser conferida aqui.

Fonte: G1RN

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