ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESTA TERÇA-FEIRA

Por G1

 

Bolsonaro diz que por ele, ‘está definida’ a indicação do filho Eduardopara a embaixada dos EUA. A pedido da defesa de outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, o ministro Dias Toffoli suspende inquérito com dados do Coaf. O novo presidente do BNDES toma posse e diz que a prioridade é explicar ‘caixa-preta’ no banco. Corregedor do MP vai analisar palestras de Dallagnol para decidir se abre processo contra o procurador da Lava Jato. No Rio, 13 são presos suspeitos de financiar prédios ilegais na Muzema. Nos 50 anos da chegada do homem à Lua, o relato de astronautas sobre o mau cheiro no espaço.

INTERNACIONAIS

Há 50 anos…

Superfície da lua 'cheia a pólvora queimada', segundo descreveu Gene Cernan, astronauta da missão Apollo 17 — Foto: Divulgação/Science & Society Picture LibrarySuperfície da lua ‘cheia a pólvora queimada’, segundo descreveu Gene Cernan, astronauta da missão Apollo 17 — Foto: Divulgação/Science & Society Picture Library

Em 16 de julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong, “Buzz” Aldrin e Michael Collins partiam em direção à Lua, na missão Apollo 11. Quatro dias depois, Armstrong e Aldrin foram os primeiros homens a pisar no satélite.

Mas os adjetivos que alguns astronautas que estiveram lá usaram para descrever a poeira lunar parecem desconstruir a imagem romântica e nostálgica que muita gente tem sobre a Lua. Mas como os astronautas conseguiram cheirar a poeira lunar? E o que se sabe sobre seu mau cheiro? Leia aqui.

NACIONAIS

Embaixada em Washington

'Da minha parte, está definido', diz Bolsonaro sobre indicação de Eduardo para embaixada

‘Da minha parte, está definido’, diz Bolsonaro sobre indicação de Eduardo para embaixada

O presidente Bolsonaro afirmou que, da parte dele, “está definido”que o filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, será indicado embaixador do Brasil em Washington. Ele destacou, no entanto, que ainda faltam algumas etapas antes de oficializar a indicação, incluindo uma consulta ao governo dos EUA.

Caso a indicação aconteça, Eduardo Bolsonaro ainda precisará passar por uma sabatina no Senado. Questionado se teme um desgaste entre os senadores, o presidente respondeu que se o nome do filho não for aprovado, o deputado retomará suas atividades na Câmara e “ponto final”.

A possível nomeação de Eduardo foi levantada pelo presidente na semana passada. Desde então, a iniciativa tem gerado críticas e causou espanto entre diplomatas, políticos e no meio jurídico e abriu discussão sobre nepotismo.

Caso Coaf

O ministro do STF Dias Toffoli acolheu o pedido da defesa de outro filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, e suspendeu temporariamente as investigações com dados sigilosos compartilhados pela Receita Federal e pelo Coaf, sem autorização da Justiça. Ele é alvo de inquérito no RJ que envolve o ex-assessor Fabrício Queiroz.

A decisão do presidente do STF se estende a todos os casos em que o conselho compartilhou informações sem aval. O chefe da Lava Jato no RJ, Eduardo El Hage, disse que a decisão de Toffoli é um “retrocesso sem tamanho” e paralisa quase todos os inquéritos de lavagem de dinheiro.

Caso encerrado

A 3ª Vara Federal, em Juiz de Fora (MG), anunciou que não cabe mais recurso contra a decisão que considerou que o autor da facada contra Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, não pode ser punido criminalmente.

Nem o MP nem a defesa do presidente recorreram da sentença de 14 de junho, que entendeu que o agressor tem transtorno psiquiátrico e que ficará internado. Com isso, o caso foi encerrado. Adélio cumpre medida de segurança de internação por prazo indeterminado.

‘Caixa-preta’ do BNDES

Novo presidente do BNDES, Gustavo Montezano — Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilNovo presidente do BNDES, Gustavo Montezano — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou após tomar posse que dará prioridade a explicar a chamada “caixa-preta” da instituição financeira.

“Há uma duvida clara sobre o que há ou não no BNDES. Cada um me conta uma informação diferente da mesma história. Ao final de dois meses, quero ser capaz de explicar esse conjunto de regulações, empréstimos, perdas financeiras”, disse.

Montezano substitui o economista e ex-ministro Joaquim Levy, que pediu demissão após Bolsonaro declarar publicamente que estava insatisfeito com ele. Uma das queixas do presidente era a suposta leniência de Levy em divulgar dados de operações realizadas pela instituição financeira.

Lava Jato

O corregedor nacional do MP, Orlando Rochadel Moreira, decidiu fazer uma apuração preliminar para avaliar se os procuradores da Lava Jato Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon cometeram falta funcional ao, supostamente, se articularem para lucrar com a realização de palestras pagas.

Ao final da análise prévia, Rochadel Moreira vai decidir se abre processo disciplinar para investigar os dois procuradores ou arquiva o caso.

O despacho do corregedor atende a uma representação apresentada pelo PT com base em reportagem publicada pelo jornal “Folha de S.Paulo” em parceria com o site The Intercept.

A publicação afirma, baseada em mensagens de celular atribuídas aos dois procuradores da República, que Dallagnol – coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná – teria planejado montar uma empresa de palestras com Pozzobon. As palestras teriam se dado em parceria com empresas privadas, com quem os integrantes da Lava Jato dividiriam os valores.

Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon terão dez dias para prestar esclarecimentos.

Demissão de coordenador

O coordenador da Lava Jato na Procuradoria-geral da República, José Alfredo de Paulo, pediu demissão. Interlocutores confirmaram à TV Globo que ele estava insatisfeito com o ritmo de investigações na gestão de Raquel Dodge na procuradoria.

Não me perturbe

Em 12 horas, quase 250 mil consumidores pediram o bloqueio de ligações de telemarketing. O cadastro nacional, criado pelas empresas do setor, ficou conhecido como lista do “não perturbe”. O site entrou no ar nesta madrugada.

Saúde pública

O Ministério da Saúde suspendeu 19 contratos de produção de medicamentos. Entre eles, estão remédios como insulina, para diabetes; sevelâmer, para doença renal crônica; ou pramipexol, para doença de Parkinson. A produção da vacina Tetraviral, que protege contra catapora, sarampo, caxumba e rubéola, também foi interrompida. Segundo o governo, a medida não afeta a população porque os medicamentos estão sendo comprados de outras fontes.

Prédios ilegais no RJ

MP e polícia do RJ fazem operação contra empresários que se associaram a milicianos

MP e polícia do RJ fazem operação contra empresários que se associaram a milicianos

Treze suspeitos de investir na construção de imóveis irregulares da milícia que age na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio, foram presos. Há três meses, 24 pessoas morreram depois que 2 prédios ilegais desmoronaram. Um dos alvos movimentou R$ 25 milhões em quatro anos, segundo as investigações.

Também teve isso…

 

Por Blog do BGComments

Bolsonaro não recorre contra decisão que considerou Adélio inimputável

A defesa de Jair Bolsonaro não recorreu da decisão da Justiça Federal que considerou inimputável o agressor do presidente, Adélio Bispo de Oliveira. Como o Ministério Público também não recorreu, a sentença transitou em julgado, ou seja, estão esgotados os prazos para recursos. Durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro recebeu uma facada de Adélio em um ato na cidade de Juiz de Fora (MG).

Em 14 de junho, data da publicação da sentença proferida pelo juiz Bruno Savino, o presidente afirmou que recorreria da decisão. À época, Bolsonaro afirmou que estava “tomando as providências jurídicas do que posso fazer para recorrer. Normalmente o MP (Ministério Público) pode recorrer também, vou entrar em contato com o meu advogado”.

O escritório Moraes Pitombo, que atua na defesa do presidente Jair Bolsonaro, afirma ter mudado de posição quanto à decisão de recorrer da sentença do juiz Bruno Savino. “Os advogados do sr. presidente preferiram adotar nova estratégia jurídica, em razão da persecução penal evidenciar que o condenado se apresentou como instrumento, ou parte de uma engrenagem, para a prática do grave crime”, diz o texto.

O advogado de Adélio Bispo, Zanone Oliveira, disse que o desfecho era esperado. “Prova científica, prova técnica, aí não tem como não. A gente entende de direito. De medicina sabem os psiquiatras, os psiquiatras forenses e os psicólogos. Ali é doença mental, é outro mundo. E os laudos não mentem. Agora é ir lá visitar o Adélio. Vamos lá depois de amanhã”, afirmou.

Na sentença, o juiz absolveu Adélio Bispo depois de considerá-lo inimputável, ou seja, não poder ser condenado, por, no caso, ser portador de Transtorno Delirante Persistente, conforme apontaram laudos médicos. A absolvição, segundo o juiz Bruno Savino, ocorreu “impropriamente”, em razão da inimputabilidade. Foi aplicada a Adélio Bispo, no entanto, medida de segurança que, no caso, é a internação do autor do atentado contra Bolsonaro “por tempo indeterminado, enquanto não for verificada a cessação da periculosidade, o que deve ser constatado por meio de perícia médica”.

Adélio Bispo, com a sentença, deverá passar pela primeira avaliação psiquiátrica no prazo mínimo de três anos, “em razão das circunstâncias do atentado e da altíssima periculosidade do réu”, conforme a sentença. Á época ficou decidido ainda que Adélio Bispo permanecerá no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande (MS), onde cumprirá a medida de segurança

Em nota, a 3.ª Vara Federal da Justiça Federal em Juiz de Fora afirmou que “a sentença transitou em julgado”. De acordo com o texto, “a sentença foi proferida em 14 de junho de 2019. O Ministério Público Federal foi intimado em 17 de junho de 2019 e não apresentou recurso. O Excelentíssimo Senhor Presidente da República, que atuou na ação penal como assistente da acusação, foi intimado em 28 de junho de 2019 e também não recorreu no prazo legal. Por último, a defesa de Adélio Bispo de Oliveira, intimada da sentença, renunciou ao prazo recursal em 12 de julho de 2019”. Assim, diz a nota, “a sentença transitou em julgado em 12 de julho de 2019, não sendo mais cabível a interposição de qualquer recurso”.

Estadão Conteúdo

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Enfurecido por dano à imagem do Catar, PSG ameaçou deixar Neymar sem jogar até 2022, diz jornal

Segundo o jornal El País, o Paris Saint-Germain subiu na semana passada o tom das ameaças ao atacante Neymar, caso ele continuasse com seus “atos de rebeldia” no Brasil, sem se apresentar à equipe francesa para a pré-temporada.

De acordo com fontes do clube parisiense, o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi chegou a ameaçar deixar Neymar afastado do elenco, apenas treinando e sem jogar, até o fim de seu contrato, em 2022.

“O dirigente não consegue tolerar que essa crise esteja causando danos à imagem de uma instituição profundamente vinculada ao Estado do Catar”, afirma o diário – o PSG é propriedade do QSI, grupo de investimentos controlado pela família real do país asiático.

O El País relata que a “novela” do possível retorno de Neymar ao Barcelona, e as “forçadas de barra” do brasileiro para voltar ao clube catalão, só foram piorando as coisas no curso dos dias.

“Al-Khelaifi passou do desgosto à raiva quando um agente muito próximo do jogador lhe assegurou que Neymar estava disposto a baixar seu salário a 24 milhões de euros netos se assinasse com o Barça, como era seu desejo. Ao PSG, a estrela cobra 47 milhões de euros por temporada. A ideia de que Neymar prefira cobrar menos com objetivo de deixar o PSG, onde lhe permite levar sua vida à margem da disciplina profissional do elenco, enfureceu Al-Khelaifi”, revela o jornal.

“Indignado ao ver que o jogador adiava a confirmação de quando voltaria a Paris, o presidente pediu a Leonardo para avisar Neymar Pai que se o garoto não se apresentasse nesta segunda-feira, aconteceria o mesmo que foi feito com Rabiot, a quem o clube deixou afastado por insubordinação na temporada passada. Ficaria só recebendo salário e sem tocar uma bola sequer”, acrescentou.

“O dinheiro não é problema para o PSG. Eles podem se permitir ao luxo de reter Neymar pagando seu salário, ainda que ele não entre em campo”, complementou, lembrando da “grana infinita” da equipe francesa depois da compra pelo QSI, em 2012.

Fato é que Neymar acabou se reapresentando ao Paris Saint-Germain nesta segunda-feira, uma semana depois do restante do elenco.

De acordo com o jornal Le Parisien, o brasileiro teve uma conversa “olho no olho” com Leonardo, que voltou a ser diretor esportivo da equipe. O papo teve “alguns minutos” e foi “direto e cordial”, relatou o veículo.

No encontro, Leonardo ouviu a versão de Neymar sobre o atraso na apresentação e também explicou que medidas seriam tomadas internamente – sem revelar, porém, as punições.

ESPN

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SABE AQUELE APP QUE LHE DEIXOU VELHO? Ele entrega seus dados para anunciantes

Se você usou as redes sociais nos últimos dias, pode ter ficado com a impressão de que está todo mundo ficando mais velho. Tudo graças ao FaceApp, um aplicativo disponível para Android e iPhone que envelhece os rostos dos usuários, mostrando como eles ficarão daqui a alguns anos. Mas, apesar de ser gratuito, a diversão não ocorre sem custo: o aplicativo entrega informações pessoais dos usuários para a desenvolvedora russa Wireless Lab.

Não é nada que ocorra de forma escondida, pois as autorizações estão nos termos de uso do app. E nem chega a ser uma novidade na internet atual, que construiu um modelo de negócios baseado na coleta, compartilhamento e comercialização de dados.Mas vale ficar atento: entre os dados recolhidos, estão imagens e quaisquer outros materiais publicados pelo app, bem como o histórico de navegação do usuário na internet.

“Usamos ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e tendências de uso do serviço. Essas ferramentas coletam as informações enviadas ao seu dispositivo ou ao nosso serviço, incluindo as páginas de web que você visita, add-ons e outras informações que nos auxiliam a melhorar o serviço”, diz parte do documento, que pode ser consultado por qualquer pessoa.

Os termos de uso dizem que as informações não são associadas aos usuários de forma a poder identificá-los individualmente, mas o número de informações monitoradas é grande. Entre eles estão cookies, pequenos arquivos instalados na máquina para identificar tendências e comportamentos online; identificadores de dispositivos, que permite saber qual é o tipo de aparelho usado pelo usuário; e metadados, que descrevem como e quando um usuário interage com determinado conteúdo, sem revelar exatamente os detalhes desse conteúdo.

Além disso, o FaceApp coleta informações de log, incluindo as páginas de web que o usuário decide visitar, o endereço IP (que é uma espécie de CEP de cada máquina na internet), e o tipo específico de navegador de internet.

Entre os usos desses dados estão o compartilhamento de parte das informações com anunciantes. “Podemos também compartilhar certas informações, como cookies, com parceiros de publicidade. Essa informação permitiria redes de anunciantes, entre outras coisas, a entregar anúncios direcionados que elas creditam que seriam de interesse”, diz o contrato.

O FaceApp diz que pode compartilhar os dados com “empresas irmãs”, que legalmente fazem parte do seu mesmo grupo de negócios.”Se vendermos ou transferirmos parcialmente ou integralmente o FaceApp e suas propriedades, suas informações, como conteúdo do usuário ou qualquer outra informação coletada por meio do serviço, estarão entre os ítens vendidos ou transferidos”, avisa a empresa, em meio àquelas letrinhas miúdas que muita gente “dá OK” sem ler.

“Cerca de 64% dos brasileiros não leem as condições de um app antes de baixá-lo e esquecem de pensar sobre como seus dados podem ser utilizados, ignorando as configurações de privacidade”, diz Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky. Ele não encontrou nada anormal no funcionamento do app, mas pediu atenção ao que é coletado.

Segundo o FaceApp, os dados são armazenados em servidores nos EUA, país que ainda não tem uma lei específica de proteção de dados, como a União Europeia ou o Brasil. Além disso, por não ter sede no Brasil, pode ser difícil acionar o FaceApp na Justiça no caso de um vazamento de dados massivo – ou mesmo em qualquer questão jurídica.

Link/Estadão

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Senado deve concluir reforma da Previdência em 45 dias, prevê líder

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A reforma da Previdência ainda não chegou ao Senado, mas já tem recebido prazos para sua conclusão. O líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), acredita que em até 45 dias a reforma estará aprovada em definitivo. “Nas avaliações que temos feito, é possível, a partir da chegada aqui no Senado, de obter essa aprovação nos dois turnos em 45 dias”.

A perspectiva do líder é mais otimista que a da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS). Segundo ela, a votação deve ocorrer em 60 dias, uma vez que a análise do tema na comissão deve levar, no mínimo, três semanas.

Porém, na avaliação de Bezerra, no Senado a discussão é mais fácil que na Câmara, por ter um número bem menor de parlamentares, em comparação com a Câmara. Lá são 513, já no Senado são 81.

“Se o debate se esgota na CCJ, e a própria presidente estima três, quatro semanas, a gente poderá ter uma votação em uma semana e, na outra semana, o segundo turno. Aqui são 81 senadores, é mais fácil. Se encerrar na CCJ com três, quatro semanas, tem possibilidades de resolver em plenário em 15 dias”, disse o líder.

Bezerra também se mostrou tranquilo quanto aos votos. Ele disse que o governo tem maioria no Senado, e que existem votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência. “A avaliação nossa é que o governo deverá ter, para a votação da reforma da Previdência, entre 54 e 60 votos mais ou menos, para o texto que sair da Câmara”.

Aprovada em primeiro turno na última sexta-feira (12), a reforma da Previdência ainda será votada em segundo turno, prevista para ocorrer em 6 de agosto, após o recesso parlamentar. Só depois é que seguirá para o Senado. Caso seja aprovada no Senado sem alterações, o texto vai à promulgação. Qualquer alteração no texto enviado ao Senado faz com que ele volte à Câmara para que sejam confirmadas.

Estados e municípios

O texto votado pelos senadores deve ser a mesma proposta aprovada na Câmara. A ideia é evitar alterações que façam com que o texto volte para confirmação na Câmara e, com isso, retarde sua conclusão.

Qualquer alteração deverá se tornar uma nova proposta. E, nesse quesito, está a inclusão dos estados e municípios na reforma. A medida chegou a ser considerada no plenário da Câmara, mas não foi à frente. A tese que ganha força no Senado é a redação de outra proposta de emenda à Constituição (PEC), que tramite independentemente da reforma principal. Essa ideia deverá ser apresentada relator da reforma na Casa, Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é um dos apoiadores da tramitação independente. Para ele, é tarefa do Senado, como “Casa da Federação”, cuidar dos estados e municípios. “Se o relator da matéria, senador Tasso, tem o desejo de incluir, espero que o Senado possa debater e incluir os estados e municípios na nova Previdência. O nosso sentimento é que se incluam os estados e municípios, se faça essa emenda na PEC da reforma e que se inicie uma nova emenda constitucional a partir deste novo texto.”

Agência Brasil

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Maia pede à oposição que aprove estados e municípios na reforma

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez um apelo nesta terça-feira (16) para que partidos da oposição apoiem a reinclusão de estados e municípios na reforma da Previdência, quando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) chegar ao Senado. A expectativa do parlamentar é que a votação na Câmara seja concluída na primeira semana de agosto, seguindo para apreciação dos senadores.

Para acelerar a tramitação da PEC, mudanças como a reinclusão de estados e municípios devem ser enviadas à Câmara por meio de uma PEC paralela. Isso porque cada alteração feita pelos senadores ao texto já aprovado na Câmara precisa ser reanalisada pelos deputados, o que poderia atrasar a conclusão da análise da matéria. Dessa forma, apenas as modificações seguem a tramitação paralela, enquanto o aprovado já poderá ser promulgado – se referendado em dois turnos pelos senadores.

“A única coisa que vai precisar, quando voltar para Câmara, é que os partidos de todos os governadores colaborem, se não a gente vai ter dificuldade de aprovar. A gente vai precisar que o PT, PSB e PDT ajudem a aprovar a PEC paralela, se não vai ter obstrução”, disse Maia. “A perspectiva é que a PEC seja enviada ao Senado no dia 8 de agosto, após aprovação em segundo turno”, acrescentou.

Segundo Rodrigo Maia, o déficit previdenciário tem crescido nos últimos quatro anos e já alcança R$ 100 bilhões em todo país, além de crescer em uma projeção de mais de R$ 40 bilhões nos próximos quatro anos.

“Isso significa menos R$ 40 bilhões de capacidade de investimento de estados, no momento que poucos estados têm capacidade hoje de investimento. Então, se não controlar esse gasto como a gente está terminando de controlar na Câmara, com a PEC da Previdência e os gastos do governo federal, nós vamos ter mais dificuldades que os estados paguem os salários, paguem as próprias aposentadorias e pensões, e façam também investimentos”, argumentou.

O congressista avaliou que a PEC não deve ser enxugada na votação em segundo turno pela Câmara. A nova análise em plenário está marcada para o dia 6 de agosto e também precisará de 308 votos para ser aprovada, o mesmo necessário para aprovação em primeiro turno.

“Desde 1991, quando temos os dados de todas as votações, essa foi a votação legislativa com maior quórum da história. A gente só perde para o impeachment, a posse dos deputados e para eleição do presidente da Câmara. Mas, votação de uma Emenda Constitucional, um Projeto de Lei, essa da semana passada foi o maior quórum da história. É um bom resultado”, comemorou.

Primeiro turno

A reforma da Previdência foi aprovada na noite de sexta-feira (12) pelo Plenário da Câmara dos Deputados com uma votação expressiva. O texto-base da PEC foi referendado por 379 votos a 131 depois de quase cinco meses sendo discutida na Casa. A proposta também já teve seu texto aprovado pela Comissão Especial após o término da votação em primeiro turno e está pronta para ser reapreciada em plenário antes de ser enviada ao Senado.

Agência Brasil

 

LOCAIS

Coronel Azevedo denuncia perseguição da gestão Fátima Bezerra a PMs: “São inúmeros casos, que demonstram a perversidade de um governo perdido”

O deputado estadual Coronel Azevedo denunciou supostos casos de perseguição a policiais militares durante a sessão desta terça-feira (16) da Assembleia Legislativa, promovidas pelo governo Fátima Bezerra.

De acordo com eles, vários são os casos. “São inúmeros casos, que demonstram a perversidade de um governo perdido, tragicômico nas aparições sociais de uma Chefe de Estado tomada de rancor e cercada de bajuladores”, disse.

Ele ainda disparou contra o PT, afirmando que o país é o que há de pior. “Quem não se dobra ao PT, vai sofrer porque o PT é carrasco. O PT é o que há de pior em corrupção e perseguição”, completou.

 

Pauferrense fatura título no maior evento de jiu-jitsu do Nordeste

No último domingo(14), o atleta Felipe Magnus de Oliveira Nunes participou do maior evento de Jiu jitsu do Nordeste o NEOJJ – Nordeste Open de Jiu Jitsu em Natal, com a participação de atletas de vários estados, o pauferrense sagrou-se campeão em sua categoria de peso.

Felipe Magnus é responsável pela academia TEAM SOARES/CHECKMAT localizada no município de Pau dos Ferros-RN e, mesmo diante de uma situação de total ausência de investimento público na área de esporte, vem batalhando, diariamente, em busca da conquista de objetivos pessoais e sociais.

 

Por G1 RN

 

Processo seletivo da Polícia Militar terá oito fases — Foto: Demis Roussos/Governo do RN

Processo seletivo da Polícia Militar terá oito fases — Foto: Demis Roussos/Governo do RN

O novo cronograma para conclusão das etapas do concurso da Polícia Militar do Rio Grande do Norte foi anunciado nesta terça-feira (16) pela governadora Fátima Bezerra. Travado por alguns entraves jurídicos, o processo seletivo prosseguirá em oito fases até a homologação, com data marcada para setembro de 2020.

Estabelecido por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), intermediado pelo Ministério Público (MP-RN), o atual calendário está dividido em oito fases. O TAC será publicado nesta quarta-feira (17) no Diário Oficial do Estado.

Segundo o governo, ele será iniciado neste mês de julho, com a reclassificação e correção da redação para candidatos retidos no ponto de corte da prova de geografia, que foi alterado pelo documento. O processo será encerrado com homologação do certame, previsto para o início de setembro.

Ainda de acordo com o governo, o novo calendário prevê que o curso de formação será iniciado no dia 2 de janeiro de 2020 e transcorrerá até dia 28 de agosto do mesmo ano. “Os novos mil policiais que ingressarão na PM com certeza representarão um bom reforço para nosso efetivo”, declarou o policial Roberto Campos, presidente da Associação de Cabos e Soldados.

O concurso aconteceu no segundo semestre do ano passado e o andamento estava prejudicado por conta de algumas imprecisões no edital. Um exemplo foi o ponto de corte das questões objetivas que previa o mínimo de 40% de acerto para que a redação do candidato fosse corrigida. Como a prova teve oito questões, o ponto de corte não era exato e dificultou a compreensão da banca. Dessa forma, o TAC determinou que o ponto de corte seja rebaixado para três questões e, dessa forma, haverá uma reclassificação.

No termo também foi estabelecido a continuidade no processo seletivo das candidatas do sexo feminino que foram chamadas a mais para suprir vagas destinadas aos homens – não havia classificados do sexo masculino em número estipulado pelo edital.

“Com a reclassificação, corríamos o risco de termos algumas mulheres rebaixadas, mas tanto o Governo quanto o MP compreenderam que seria injusto com a gente, que já fomos prejudicadas logo na elaboração do edital, por termos um número tão pequeno destinados a nós, comparado aos homens”, disse Kaline Andrade, da comissão dos aprovados.

Atualmente o contingente da Polícia Militar do Rio Grande do Norte conta com 170 policiais femininas e 7.636 masculinos. O comandante geral da PM, Coronel Alarico Azevedo, explicou que “é interesse do governo corrigir essa disparidade com relação ao número de policiais femininas”.

Fonte: G1 RN

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