ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

 

Guedes critica recuo de deputados na reforma da Previdência, e Maia rebate chamando o governo de ‘usina de crises’. Mais de 180 cidades têm paralisações em mais um dia de protestos. Bolsonaro diz que demitirá o presidente dos Correios, e comenta a decisão do STF sobre criminalizar a homofobia: ‘é equivocada’. Moro volta a falar sobre o vazamento de mensagens, nega conluio com os procuradores da Lava Jato e descarta deixar ministério. A música perde André Midani, produtor que lançou estrelas da MPB. E luto no jornalismo: morre Clóvis Rossi.

NACIONAIS

Mudanças na Previdência

Paulo Guedes diz que deputados 'abortaram a nova previdência'

Paulo Guedes diz que deputados ‘abortaram a nova previdência’

O ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou as mudanças feitas pela comissão especial da Câmara no projeto que muda o sistema de aposentadorias, e disse que os deputados podem ‘abortar a nova Previdência’. Guedes atribuiu as modificações a “pressões corporativas” e ao “lobby de servidores do Legislativo”.

Maia rebate Guedes, diz que governo é ‘usina de crises’ e garante que Câmara fará reforma

Maia rebate Guedes, diz que governo é ‘usina de crises’ e garante que Câmara fará reforma

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rebateu a fala de Guedes, chamou o governo de ‘usina de crises’ e diz que os deputados farão a reforma. “Hoje, infelizmente, é meu amigo Paulo Guedes gerando uma crise desnecessária”, afirmou Maia à GloboNews.

Paralisações pelo país

SÃO PAULO, 18h38: Manifestantes ocupam os dois sentidos da Avenida Paulista em protesto nesta sexta-feira (14) — Foto: Celso Tavares/G1

SÃO PAULO, 18h38: Manifestantes ocupam os dois sentidos da Avenida Paulista em protesto nesta sexta-feira (14) — Foto: Celso Tavares/G1

Cidades de 26 estados e do DF registraram protestos e paralisaçõesem serviços públicos nesta sexta. Desde a manhã, trabalhadores cruzaram os braços contra os cortes do governo Bolsonaro na educação e a reforma da Previdência. No fim da tarde, atos ocorriam em São Paulo e no Rio de Janeiro.

  • Até as 18h, 185 cidades de 26 estados tinham registrado protesto.
  • Até as 18h, 111 cidades haviam registrado paralisação de serviços nos 26 estados e no DF.
Motorista não parou e atropelou manifestantes que interditavam rua em Niterói, RJ, por volta das 7h desta sexta (14) — Foto: Reprodução / Redes sociais

Motorista não parou e atropelou manifestantes que interditavam rua em Niterói, RJ, por volta das 7h desta sexta (14) — Foto: Reprodução / Redes sociais

Bolsonaro com jornalistas

O presidente Jair Bolsonaro durante café da manhã com jornalistas — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro durante café da manhã com jornalistas — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

O presidente Bolsonaro informou ao final de um café da manhã com jornalistas, no Planalto, que decidiu demitir o presidente dos Correios, general Juarez Cunha. Ele afirmou que o militar se comportou como “sindicalista” e se manifestou contrário à privatização da estatal.

Durante o encontro, Bolsonaro também comentou a decisão do STF que permitiu a criminalização da homofobia, o que chamou de “completamente equivocada”. De acordo com o presidente, a decisão prejudica os homossexuais.

Bolsonaro argumentou que um empregador pensará “duas vezes” antes de contratar um homossexual. “[O empregador pensa] e se der um problema aqui dentro? Ele me acusa disso ou daquilo, o que que vai acontecer, como que fica a minha empresa?”, questionou.

Vazamento de mensagens

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, acompanhou nesta sexta (14) o início da operação especial de segurança para a Copa América, em Brasília — Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, acompanhou nesta sexta (14) o início da operação especial de segurança para a Copa América, em Brasília — Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, voltou a comentar as mensagens divulgadas pelo site ‘The Intercept’ e afirmou que conversas com procuradores e advogados é comum durante processos. Ele negou conluio com o MP e afastou a possibilidade de deixar o cargo.

“Essa interlocução é muito comum. Sei que tem outros países que têm práticas mais restritas, mas a tradição jurídica brasileira não impede o contato pessoal e essas conversas entre juízes, advogados, delegados e procuradores”, disse Moro em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

Agressor de Bolsonaro

Adélio Bispo — Foto: Reprodução/TV Globo

Adélio Bispo — Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça Federal em MG publicou a sentença do autor da facada contra Bolsonaro, disse que Adélio Bispo de Oliveira é ‘isento de pena’ e determinou que ele fique internado na prisão por prazo indeterminado.

Caso Neymar

O jogador Neymar Junior acusado de estupro pela modelo Najila Trindade, chega para depor na 6º Delegacia da Mulher de Santo Amaro, zona sul da capital paulista na tarde desta quinta-feira (13). — Foto: MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O jogador Neymar Junior acusado de estupro pela modelo Najila Trindade, chega para depor na 6º Delegacia da Mulher de Santo Amaro, zona sul da capital paulista na tarde desta quinta-feira (13). — Foto: MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O assessor de Neymar disse à polícia do RJ que publicou o vídeo íntimo da modelo Najila Trindade a pedido do jogador. Em depoimento no inquérito que investiga a divulgação de imagens da mulher que o acusa de estupro, Neymar havia dito que seus assessores eram os responsáveis pela postagem.

Negócios

Página da Netshoes na internet em tela de smartphone — Foto: Sergio Moraes/Reuters

Página da Netshoes na internet em tela de smartphone — Foto: Sergio Moraes/Reuters

Os acionistas da Netshoes, empresa especializada na venda de artigos esportivos na internet, decidiram em assembleia escolher a oferta da Magazine Luiza pela compra do controle da companhia. A proposta da rede da família Trajano contou com o apoio de 90,32% dos acionistas.

Morre Clóvis Rossi

Morre, em São Paulo, o jornalista Clóvis Rossi

Morre, em São Paulo, o jornalista Clóvis Rossi

jornalista Clóvis Rossi, de 76 anos, morreu na madrugada de hoje em São Paulo. Ele se recuperava de um infarto sofrido há uma semana. Rossi era repórter especial e colunista do jornal ‘Folha de S. Paulo’, onde trabalhava há quase 40 anos.

Morre André Midani

André Midani morreu na noite desta quinta-feira (13), aos 86 anos — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

André Midani morreu na noite desta quinta-feira (13), aos 86 anos — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

No Rio, morreu o produtor musical André Midani, aos 86 anos. Responsável por lançar estrelas da música brasileira, Midani foi um dos mais importantes executivos da indústria fonográfica. Ele tinha um câncer e estava internado.

Copa América

Daniel Alves — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Daniel Alves — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Às 21h30, começa a Copa América, com Brasil e Bolívia, no Morumbi, em São Paulo. Acompanhe o pré-jogoA seleção vai estrear com novo uniforme branco, feito em homenagem aos 100 anos do primeiro título da Seleção, no Sul-Americano de 1919, considerada a primeira Copa América.

Também teve isso…

 

Por Blog do BG

Sergio Moro, enquanto julgava Lula, sugeriu à Lava Jato emitir uma nota oficial contra a defesa. Eles acataram e pautaram a imprensa

Um trecho do chat privado entre Sergio Moro e o então procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima mostra que o ex-juiz pediu aos procuradores da Lava Jato uma nota à imprensa para rebater o que chamou de “showzinho” da defesa de Lula após o depoimento do ex-presidente no caso do triplex do Guarujá. O conteúdo faz parte do arquivo As mensagens secretas da Lava Jato.

Os procuradores acataram a sugestão do atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, em mais uma evidência de que Moro atuava como uma espécie de coordenador informal da acusação no processo do triplex. Em uma estratégia de defesa pública, Moro concedeu uma entrevista nesta sexta-feira ao jornal o Estado de S. Paulo onde disse que considera “absolutamente normal” que juiz e procuradores conversem. Agora, está evidente que não se trata apenas de “contato pessoal” e “conversas”, como diz o ministro, mas de direcionamento sobre como os procuradores deveriam se comportar.

Eu topo

Juntamente com as extensas evidências publicadas pelo Intercept no início desta semana – em que Moro e Deltan conversam sobre a troca da ordem de fases da Lava Jato, novas operações, conselhos estratégicos e pistas informais de investigação –, esta é mais uma prova que contraria a tentativa de Moro de minimizar o tipo de relacionamento íntimo que ele teve com os promotores.

Ao contrário da defesa de Moro de que as comunicações eram banais e comuns – contendo apenas notícias e informações, mas não ajudando os promotores a elaborar estratégias (“existia às vezes situações de urgência, eventualmente você também está ali e faz um comentário de alguma coisa que não tem nada a ver com o processo”, disse ao Estadão) –, essas conversas provam que Moro estava sugerindo estratégias para que os procuradores realizassem sua campanha pública contra o próprio réu que ele estava julgando.

O showzinho da defesa

O episódio ocorreu em 10 de maio de 2017, quando Moro já presidia um processo criminal contra o ex-presidente no caso do “apartamentro triplex do Guarujá”. Eram 22h04 quando o então juiz federal pegou o celular, abriu o aplicativo Telegram e digitou uma mensagem ao Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba.

“O que achou?”, quis saber Moro. O juiz se referia ao maior momento midiático da Lava Jato até então, ocorrido naquele dia 10 de maio de 2017: o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo em que ele era acusado – e pelo qual seria preso – de receber como propina um apartamento triplex no Guarujá. Disponibilizado em vídeo, o embate entre o juiz e o político era o assunto do dia no país.

Seguiu-se o seguinte diálogo:

Além do depoimento, outro vídeo com Lula também tomava conta da internet e dos telejornais naquele mesmo dia. Depois de sair do prédio da Justiça Federal, o ex-presidente se dirigiu à Praça Santos Andrade, em Curitiba, e fez um pronunciamento diante de uma multidão. Por 11 minutos, Lula atacou a Lava Jato, o Jornal Nacional e o então juiz Sergio Moro; disse que estava sendo “massacrado” e encerrou com uma frase que entraria para sua história judicial: “Eu estou vivo, e estou me preparando para voltar a ser candidato a presidente desse país”. Era o lançamento informal de sua candidatura às eleições de 2018.

Um minuto depois da última mensagem, Moro mandou para o procurador Santos Lima:

Moro, o juiz do caso, zombava do réu e de seus advogados enquanto fornecia instruções privadas para a Lava Jato sobre como se portar publicamente e controlar a narrativa na imprensa.

As afirmações do então magistrado que o Intercept divulga agora contradizem também o que ele dissera horas antes a Lula, naquele mesmo dia do julgamento, publicamente, ao iniciar o interrogatório do petista: que o ex-presidente seria tratado com “todo o respeito”.

“Eu queria deixar claro que, em que pesem alegações nesse sentido, da minha parte não tenho nenhuma desavença pessoal contra o senhor ex-presidente. Certo? O que vai determinar o resultado desse processo no final são as provas que vão ser colecionadas e a lei. Também vamos deixar claro que quem faz a acusação nesse processo é o Ministério Público, e não o juiz. Eu estou aqui para ouvi-lo e para proferir um julgamento ao final do processo”, disse Moro.

“PQ RESOLVERAM FALAR AGORA? PQ ERA O EX-PRESIDENTE?”

Dez minutos depois da conversa com o então juiz, naquele 10 de maio, Santos Lima abriu o grupo Análise de clipping, em que também estavam assessores de imprensa do MPF do Paraná. Ele estaria em Recife no dia seguinte em um congresso jurídico.

Oito minutos depois, Santos Lima copiou a conversa que teve em seu chat privado com Moro – em que o juiz sugere a nota pública para apontar as contradições de Lula – e colou em outro chat privado, com o coordenador da Lava Jato no MPF, Deltan Dallagnol. Eram 22h38.

Àquele horário, os procuradores da força-tarefa discutiam num chat chamado Filhos de Januário 1 se deveriam comentar publicamente o depoimento de Lula. Às 22h43, Santos Lima escreveu no grupo, dirigindo-se a Dallagnol: “Leia o que eu te mandei.”. Ele se referia às mensagens que trocara com Moro. Três minutos depois, Dallagnol responderia em quatro postagens consecutivas no grupo:

Foi a vez então de Dallagnol mandar uma mensagem ao grupo Análise de clipping, dos assessores de imprensa.

O assessor de imprensa estranhou o pedido e alertou que poderia ser um “tiro no pé”.

O que os assessores não sabiam é que não era o MPF que queria influenciar o juiz, mas o juiz que estava influenciando o MPF. Três minutos antes de mandar essas mensagens ao grupo, Dallagnol havia escrito a Moro. Além de elogiá-lo pela condução da audiência, o procurador falou sobre a nota:

O pedido de Moro para apontar as contradições da defesa de Lula seria discutido no chat Filhos do Januário 1 até o fim da noite e também na manhã do dia seguinte, 11 de maio. E, finalmente, atendido.

Os procuradores, acatando a sugestão de Moro, distribuíram uma nota à imprensa, repercutida por Folha de S. Paulo, Estadão, Jovem Pan e todos os principais veículos e agências do país. As notícias são centradas justamente na palavra desejada pelo juiz: “contradições”.

Na nota, a força-tarefa expõe o que considera serem três contradições do depoimento de Lula e refuta diretamente uma alegação da defesa do petista, que os procuradores consideraram mentirosa.

Naquela noite, Dallagnol enviou uma mensagem a Moro para explicar por que não explorou a fundo as contradições do petista:

A RESPOSTA DO MINISTRO MORO AO INTERCEPT BRASIL

Nós procuramos a assessoria do ministro Sérgio Moro nesta sexta-feira e apresentamos com antecedência todos os pontos mostrados nesta reportagem. Recebemos como resposta a seguinte nota: “O Ministro da Justiça e Segurança Pública não comentará supostas mensagens de autoridades públicas colhidas por meio de invasão criminosa de hackers e que podem ter sido adulteradas e editadas, especialmente sem análise prévia de autoridade independente que possa certificar a sua integridade. No caso em questão, as supostas mensagens nem sequer foram enviadas previamente.”

Apesar de chamar as conversas de “supostas”, Moro admitiu, hoje, a autenticidade de um chat. Em uma coletiva, ele chamou de “descuido” o episódio no qual, em 7 de dezembro de 2015, passa uma pista sobre o caso de Lula para que a equipe do MP investigue.

Nós também entramos em contato com a assessoria do Ministério Público Federal do Paraná, que não respondeu.

Intercept Brasil

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Bolsonaro em resposta à Lula: “Presidiário presta depoimento, não dá entrevista”

O presidente Jair Bolsonaro reagiu nesta sexta-feira (14) à declaração do ex-presidente Lula questionando a veracidade da facada da qual foi vítima em setembro de 2018, durante a campanha.

“Presidiário presta depoimento, não dá entrevista”, disse, em café da manhã com jornalistas que cobrem o Planalto, incluindo a reportagem da Folha.

Em entrevista divulgada pela emissora TVT, Lula colocou em dúvida a facada. Segundo o presidente, ele não teria “nem grana e nem contatos” para forjar um ataque.

“Aquela facada tem uma coisa muito estranha, uma facada que não aparece sangue em nenhum momento. O cara que dá a facada é protegido pelos seguranças do Bolsonaro, a faca que não aparece em nenhum momento”, disse Lula.

Bolsonaro reagiu. “Se fosse na barriga do Lula ia sair muita cachaça”, disse.

O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, também presente ao café com jornalistas, se exaltou e pediu a palavra quando o tema foi levantado. Ele chamou o ex-presidente Lula de “canalha” e disse que “tinha vergonha” de ele ter sido presidente do Brasil.

Afirmou ainda que presidente da República desonesto deveria ser alvo de prisão perpétua.

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Gerente do BB é arrastado para fora de agência por grevistas em Salvador

Foto: Reprodução 

Durante a série de bloqueios que aconteceram na manhã desta sexta-feira (14), em Salvador, organizado por diversas entidades sindicais, contra a reforma da Previdência, os cortes de verbas das universidades federais e em defesa do movimento “Lula Livre”, um gerente da agência do Banco do Brasil, localizada na Avenida Sete de Setembro, foi arrastado por sindicalistas da Central Unica dos Trabalhadores (CUT) para que não entrasse na agência.Em um vídeo, encaminhado ao Política Livre, é possível ver o gerente sendo contido pelos sindicalistas grevistas e arrastado para fora da agência. Aparentemente passando mal e ainda no chão, o gerente foi auxiliado por colegas de trabalhos que estavam no local. Novos atos estão agendados para às 15h de hoje, com saída da praça do Campo Grande até a praça Castro Alves.

Política Livre

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Assessor de Neymar diz que publicou vídeo íntimo a mando do jogador

Alex Bernardo, assessor de Neymar, prestou depoimento nesta sexta-feira (14) na Delegacia de Repressão de Crimes de Informática (DRCI), no Rio de Janeiro. Ele é acusado de ter publicado o vídeo com imagens íntimas de Najila Trindade nas redes sociais do jogador.

No depoimento, segundo o UOL, Bernardo admitiu ter sido o responsável pela divulgação, mas não pela edição do vídeo e ainda declarou que a postagem foi feita a pedido de Neymar. Acompanhado da advogada, ele deixou o local sem falar com a imprensa. O depoimento demorou cerca de uma hora e meia.

Neymar afirmou que não foi o responsável pela exposição das imagens íntimas de Najila Trindade e que apenas fez o vídeo em que se defende da acusação de estupro feita pela modelo.

O delegado Pablo Sartori, responsável pelo caso, tem até 30 dias desde a abertura do inquérito para dar um encaminhamento inicial ao caso. De acordo com o UOL, ele não vai pedir uma extensão do prazo.

Estadão Conteúdo

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Maia diz que Guedes é injusto em críticas à Previdência e que governo virou ‘usina de crises’

Em resposta a Paulo Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (14) que o ministro da Economia é injusto em suas críticas ao relatório da reforma da Previdência apresentado na véspera e que o governo se tornou uma “usina de crises”.

“Nós blindamos a reforma da Previdência de crises que são, muitas vezes, geradas quase todos os dias pelo governo. Cada dia um ministério gerando uma crise. Hoje, infelizmente, é o meu amigo Paulo Guedes, gerando uma crise desnecessária”, afirmou Maia a jornalistas.

O presidente da Câmara disse que, sozinho, o governo teria 50 votos a favor da reforma, “e não a possibilidade de 350 que nós temos”.

“Acho que o ministro Paulo Guedes não está sendo justo com o Parlamento que tem comandado sozinho a articulação para aprovação da Previdência”, afirmou.

Maia disse que o Congresso se tornou “o bombeiro” de crises no país e que a tramitação da reforma pode inaugura “um novo momento em que o governo tem menos responsabilidade com o comando da aprovação das matérias e o Parlamento passa a assumir essa responsabilidade”.

“Nós blindamos o Parlamento. A usina de crise bate e volta. Fiquem lá no Executivo, no ministério da Fazenda, da Educação criadores de crise”, afirmou.

Maia elogiou “o trabalho brilhante” do relator Samuel Moreira (PSDB). “Na democracia, nossas vitórias não são absolutas, isso que o ministro Paulo Guedes talvez não saiba.”

Maia disse que o Parlamento vai continuar atuando com “responsabilidade, equilíbrio e paciência”.

“Não vamos entrar nessa polêmica, nessa falsa crise. É triste ver o ministro fazendo isso. Deixa o governo criando crise”, disse.

Apesar disso, Maia negou que se sinta traído pelo ministro da Economia, mas disse que “infelizmente, Paulo Guedes passa a ser um ator dessas crises.”

O deputado disse que a Câmara vai aprovar a reforma da Previdência “apesar do governo” e com uma garantia de economia na casa de R$ 900 bilhões em dez anos. O projeto original previa R$ 1,2 trilhão.

“Eu acho que ele [Guedes] está errado [ao criticar a desidratação do projeto]. A economia de R$ 900 bilhões é muito próxima de R$ 1 trilhão. Acho que ele foi injusto com o Parlamento. Pedi que os líderes não falassem antes de mim, falo em nome da Casa, inclusive de quem é contrário à reforma da Previdência”, disse Maia.

Em relação às críticas de Guedes a regras de transição para servidores no relatório, Maia afirmou que “gostaria muito que o ministro Paulo Guedes explicasse a transição que ele assinou para as Forças Armadas”.
Segundo ele, a transição dos militares seria cinco vezes mais branda do que a proposta pelo relator aos servidores. Maia diz que o pedágio para os militares não exige idade mínima e cobra acréscimo de 17% sobre o tempo que falta para deixar a ativa, enquanto na regra dos servidores haveria pedágio de 100% e idade mínima de 60 anos (homem).

“Quem fez uma transição que beneficiou as corporações foi o ministro Paulo Guedes e o presidente da República”, afirmou. Ele disse ainda que as regras para as Forças Armadas pressionaram as corporações sobre o Parlamento, em uma referência à afirmação de Guedes de que o Congresso cedeu a lobby.

Maia reforçou que a ideia é votar o projeto na comissão especial por volta do dia 25 de junho. Disse também que atua para tentar reincluir ainda durante a comissão estados e municípios no projeto.

“Espero que seja lá. Mas [se não passar na comissão] depois [vamos tentar] no plenario”, afirmou.
Sobre o regime de capitalização, que também foi retirado do relatório, Maia disse que o modelo pode ser votado no segundo semestre.

“Inclusive, os partidos de esquerda têm uma ótima proposta de capitalização, do deputado Mauro Benevides [PDT-CE]”, afirmou.

Na Câmara, a fala do ministro repercutiu mal. O vice-presidente da Câmara e presidente do PRB, Marcos Pereira (SP), endossou Maia e disse que a declaração de Guedes não ajuda a reforma. “Pelo contrário atrapalha, na medida em que cria um desconforto com o Parlamento”, disse à Folha.

Folhapress

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LOCAIS

Policiais e bombeiros param as atividades nesta segunda-feira (17)

Em mais um encontro, o Governo do Estado não apresentou propostas concretas em relação à atualização do salário dos policiais e bombeiros militares do RN. A reunião aconteceu nesta sexta-feira (14) entre os representantes dos militares e os secretários de Planejamento e Finanças, e de Administração.

Dessa forma, a mobilização marcada para esta segunda-feira (17) está confirmada. No dia, os militares estaduais se apresentarão às 8h em frente à Governadoria.

De acordo com o subtenente Eliabe Marques, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN), “tentamos de todas as formas, porém o Governo continua resistindo com a alegação da crise fiscal, mas que só existe para alguns setores”, expõe.

O déficit salarial dos militares atualmente chega a 60,48% e a categoria não recebe ao menos a reposição inflacionária há cinco anos, argumenta o presidente. Além disto, os militares do RN possuem o pior salário inicial da Federação, na carreira policial, e, ainda, o pior salário entre as demais forças de segurança do RN.

Decisão em Assembleia

No dia 31 de maio, os militares estaduais deliberaram por unanimidade a interrupção das atividades a partir na segunda-feira (17). A decisão foi tomada em Assembleia Geral Unificada com a presença de praças e oficiais. A deliberação acompanhou o que foi aprovado em assembleias realizadas no interior do estado, com militares das regiões de Nova Cruz, Currais Novos, Caicó, Pau dos Ferros, Mossoró e Santa Cruz.

Fonte: Blog do BG

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