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INTERNACIONAIS

Por G1

 


Imagens mostram incêndio no avião da Aeroflot no aeroporto de Moscou — Foto: Riccardo Dalla Francesca via AP

Imagens mostram incêndio no avião da Aeroflot no aeroporto de Moscou — Foto: Riccardo Dalla Francesca via AP

Ao menos 41 pessoas morreram após um incêndio que atingiu um avião da Aeroflot durante a aterrissagem. O acidente aconteceu durante um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Sheremetievo, em Moscou, neste domingo (5).

A bordo do avião estavam 78 pessoas, dentre elas cinco tripulantes. 37 pessoas sobreviveram ao acidente, segundo autoridades russas consultadas pela agência Interfax.

A companhia Aeroflot divulgou uma lista parcial com os nomes de 33 passageiros sobreviventes. Cinco deles estão hospitalizados, de acordo com a empresa. A lista ainda está em atualização. Entre os mortos há pelo menos duas crianças, de acordo com o Comitê de Instrução da Rússia.

Depois do pouso forçado, um incêndio atingiu a aeronave. Uma TV russa registrou o pouso da aeronave com muita fumaça. Os passageiros evacuaram a aeronave em rampas de emergência.

Avião faz pouso de emergência em aeroporto da Rússia após fogo a bordo

Avião faz pouso de emergência em aeroporto da Rússia após fogo a bordo

De acordo com a France Press, o avião havia decolado do Aeroporto Internacional de Sheremetievo em direção a Mursmank, no extremo norte da Rússia, mas precisou retornar para o ponto de partida por causa de uma emergência.

A aeronave, do modelo Sukhoi Superjet 100, “enviou um sinal de emergência logo após a decolagem, fez uma primeira tentativa fracassada de pouso de emergência e depois, no segundo, atingiu o solo com a fuselagem”. A informação é de uma fonte do aeroporto citada pela Interfax. De acordo com a agência Ria Novosti, um problema elétrico teria causado um incêndio no meio do voo.

Segundo a assessoria de imprensa do aeroporto, a aeronave, que operava o voo SU-1492, tinha decolado normalmente às 18h02 (hora local; 12h02 em Brasília) e 28 minutos depois fez o pouso de emergência.

Sobe para 13 o número de mortos em pouso emergencial de avião russo, em Moscou

Sobe para 13 o número de mortos em pouso emergencial de avião russo, em Moscou

Um vídeo mostra que, no momento em que a aeronave toca o solo, ainda não há incêndio aparente. O fogo começa depois que o trem de pouso é danificado. Outra gravação, feita por um passageiro, mostra o fogo visto de dentro da cabine.

Por Marília Moraes*, G1 Sorocaba e Jundiaí

 


Milena divulga nas redes sociais as maquiagens que produz com a mão biônica — Foto: Reprodução/Youtube

Milena divulga nas redes sociais as maquiagens que produz com a mão biônica — Foto: Reprodução/Youtube

Com apenas 19 anos, Milena Nenemann já é exemplo de superação. Após contrair meningite, a jovem precisou amputar as mãos e os pés. Porém, superou as dificuldades e ganhou visibilidade nas redes sociais com vídeos em que aparece se maquiando com uma mão biônica.

A repercussão foi tanta que um empresário de Sorocaba (SP) decidiu presentear a garota, que mora no Paraná, com três próteses sob medida para melhorar a qualidade de vida dela e ajudá-la a viver normalmente.

O canal da jovem no Youtube foi criado há quatro meses e, por enquanto, só tem um vídeo. Neste período, o tutorial de maquiagem recebeu mais de 6,2 mil visualizações (Assista abaixo).

“Pretendo continuar com o canal. No momento, não tenho muito tempo, estou estudando muito, mas em breve vou postar mais tutoriais”, explica.

Em entrevista ao G1, Milena comenta que ama se maquiar, mas que no começo precisou de ajuda. “No começo pedia para minha mãe e minhas amigas me maquiarem, mas não ficava do jeito que eu gostava. Então, eu mesma decidi fazer e foi assim que começou”, explica.

Segundo a jovem, após a amputação, o talento para fazer maquiagem até melhorou. “Eu precisei aprender tudo de novo e o resultado valeu a pena, hoje me maquio melhor que antes.”

Período de adaptação

O responsável por fornecer as próteses, Nelson Nolé, se comoveu com a história da menina e ficou surpreso com o talento dela para se maquiar.

“O tempo de adaptação à prótese varia de paciente para paciente. Agora a Milena poderá andar de salto alto pelo fato de usar prótese do pé de salto. Daqui para a frente é vida normal”, conta.

A mão biônica que Milena recebeu reproduz até 14 movimentos, como fechar a mão, pinça e apontar os dedos. “No começo é preciso se acostumar, mas depois vira rotina. Uma prótese dura em média de 5 a 10 anos”, continua Nelson.

Segundo o empresário, quanto maior for a amputação, maior o grau de dificuldade da pessoa na hora de se adaptar à prótese.

“Quando uma perna ou um braço é amputado acima do joelho ou cotovelo, a dificuldade é maior por não ter as articulações, mas com a Milena é diferente. Ela permaneceu com os cotovelos e joelhos, o que tornou o processo mais fácil. A vida não acabou, é uma nova fase.”

Milena Nenemann teve as mãos e os pés amputados após contrair uma superbactéria — Foto: Reprodução/Redes sociais

Milena Nenemann teve as mãos e os pés amputados após contrair uma superbactéria — Foto: Reprodução/Redes sociais

Entre a vida e a morte

Milena ficou entre a vida e a morte após contrair uma superbactéria durante um episódio de meningite, em janeiro de 2017. Na mesma semana, entrou em coma e precisou ser internada.

“Em fevereiro eu recebi a notícia de que teriam que amputar meus membros, pois tinha faltado oxigênio para as extremidades do corpo, como pés e mãos. Em março recebi alta e em julho comecei a reabilitação com as próteses”, lembra.

A jovem conta ao G1 que chegou a ficar 10 dias em coma induzido e relembra com carinho o apoio que recebeu dos amigos e familiares.

Mão biônica que Milena recebeu reproduz até 14 movimentos — Foto: Reprodução/TV TEM

Mão biônica que Milena recebeu reproduz até 14 movimentos — Foto: Reprodução/TV TEM

“Eu lembro que, mesmo em coma, eu sentia muita sede, também ouvia algumas coisas e sonhava muito, sonhos muito reais. Quando eu acordei, não sabia onde estava e achei que todos aqueles sonhos loucos eram verdade.”

“Eu sempre fui muito positiva. Os médicos disseram que ou amputavam meus membros ou eu morria, eu escolhi viver”, comenta.

Uma vez curada, Milena deu início a um curso de Nutrição e afirma que hoje é totalmente independente. Nas horas livres, gosta de assistir séries, ficar com a cachorra e sair com os amigos.

“No começo, eu dependia de alguém para tudo, hoje não mais. Moro sozinha e nunca me limitei a nada, faço tudo o que eu quero. Agora posso usar salto alto, dois anos depois. A limitação está na cabeça das pessoas”.

Jovem que recebeu próteses de pernas e braço ensina maquiagem na internet

Jovem que recebeu próteses de pernas e braço ensina maquiagem na internet

*Colaborou sob supervisão de Ana Paula Yabiku.

Fonte: G1

NACIONAIS

Bolsonaro diz que assina terça-feira decreto que beneficia atirador desportista

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo, 5, que assinará na próxima terça-feira, 7, decreto para facilitar a vida de caçadores, atiradores e colecionadores de armas, os chamados CACs. Sem entrar em detalhes, ele disse que o texto tratará de quantidade de munição e do transporte de arma municiada. A declaração foi dada após ser questionado por pessoas que o aguardavam na porta do Palácio do Alvorada.

Em janeiro deste ano, pouco após assumir o cargo, Bolsonaro assinou decreto que flexibilizou a posse de armas no País. Na ocasião, o texto foi considerado “tímido” pelos que defendem mais acesso a armas pela população.

Bolsonaro deixou a residência oficial, no início da tarde deste domingo, para participar do enterro da mãe de um ex-funcionário de seu gabinete na Câmara. A cerimônia ocorreu na cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Segundo os presentes, trata-se da mãe de Eduardo Guimarães.

Na chegada ao local, o presidente cumprimentou pessoas que acompanhavam o cortejo e caminhou abraçado ao ex-funcionário. O filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também participou do enterro.

Nova York

Questionado sobre o cancelamento de sua ida a Nova York, prevista para a semana que vem, o presidente respondeu apenas que ainda “vai aos Estados Unidos”, mas não detalhou itinerário, nem a data.

Na sexta-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, divulgou nota em que comunicava a desistência de Bolsonaro de ir a Nova York receber o prêmio Pessoa do Ano, organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O motivo do cancelamento foi a repercussão negativa da presença do presidente no evento, previsto para o próximo dia 14.

Bolsonaro vinha recebendo críticas de políticos americanos, principalmente do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e do senador Brad Hoylman, ambos democratas. Os dois comemoraram a desistência do brasileiro.

No sábado, o vice-presidente Hamilton Mourão atribuiu o cancelamento a disputas internas nos EUA. “A realidade é que o presidente se sente incomodado pela atitude do prefeito de Nova York, que nada mais é do que uma disputa interna nos Estados Unidos”, disse Mourão após participar da Festa Nacional da Cavalaria do Rio Grande do Sul, no município de Tramandaí. “O prefeito é democrata, o presidente Donald Trump é republicano e o presidente Jair Bolsonaro julgou por bem não se meter em algo que é uma disputa de outro país”, afirmou o vice.

Estadão Conteúdo

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‘Indústria alimentícia busca pesquisas que a favoreçam’, diz pesquisadora

Financiar pesquisas de seu interesse, oferecer presentes a formadores de opinião, promover a autorregulação e enfatizar as ações de responsabilidade social. Para a professora emérita da Universidade de Nova York Marion Nestle essas estratégias amplamente usadas por fabricantes de cigarros agora são repetidas com maestria pela indústria alimentícia.

Em seu primeiro livro lançado no Brasil, “Uma verdade indigesta: como a indústria de alimentos distorce a ciência sobre o que comemos”, a professora descreve como pesquisas financiadas por empresas podem ser usadas como peças de propaganda e também a pressão exercida sobre profissionais de saúde para que seus produtos sejam classificados como livre de riscos ou até mesmo miraculosos.

“É importante usar o bom senso. Um único alimento fará uma diferença profunda em dietas balanceadas que têm muitos alimentos? Acho que não. O conjunto da dieta é o que importa”, afirmou Marion ao jornal O Estado de São Paulo. A seguir, principais trechos da entrevista.

No livro, você fala sobre a ligação entre nutricionistas e indústria. É possível romper esse relacionamento para ter estudos confiáveis?

Os pesquisadores de nutrição não são obrigados a fazer estudos financiados pela indústria; eles podem obter financiamento de agências governamentais ou fundações privadas. Quando a indústria alimentícia financia estudos, procura tipos específicos de resultados, preferencialmente que favoreçam seus interesses. Isso é pesquisa de marketing, não ciência. A pergunta a fazer é se o tópico de pesquisa é iniciado pelo patrocinador ou pelo pesquisador. Pesquisas iniciadas pelo investigador tendem a se concentrar em questões científicas importantes, não em benefícios de um determinado produto alimentício. A qualidade científica dos estudos financiados pela indústria raramente é um problema. O viés não está em como o estudo foi conduzido; a maior parte do viés aparece em como as questões de pesquisa foram enquadradas.

A pressão da indústria sobre nutricionistas está crescendo?

No meu livro, dou exemplos de como as empresas de alimentos tentam influenciar opiniões de nutricionistas. A Coca-Cola, por exemplo, pagou nutricionistas para usarem redes sociais com objetivo de classificar bebidas açucaradas como apropriadas. Nutricionistas estão em posição de influenciar o que os pacientes comem. Por isso é compreensível que as empresas de alimentos queiram que esses profissionais aprovem seus produtos.

Se estudos são tendenciosos, como devemos nos alimentar?

Felizmente, a melhor orientação nutricional é simples e tem sido a mesma há décadas: tenha uma dieta baseada em vegetais; controle a ingestão calórica (não coma demais) e evite alimentos ultra-processados (“junk food”). O escritor Michael Pollan alerta: não coma muito e prefira vegetais.

Podemos confiar em pesquisas sobre riscos ou benefícios de determinados alimentos?

É importante usar o bom senso. Um único alimento fará uma diferença profunda em dietas balanceadas que têm muitos alimentos? Acho que não. O conjunto da dieta é o que importa. Desconfio de estudos financiados por indústrias de alimentos, especialmente aquelas divulgadas como “avanços”, “milagres”, “curas para muitos problemas de saúde” ou ainda a ideia de “tudo o que você sabia sobre nutrição está errado”. Não é assim que a ciência trabalha.

Você diz que é necessário reconhecer e gerenciar a influência da indústria no meio acadêmico. Isso é possível em países onde a indústria também influencia autoridades e reguladores?

A revista médica britânica The Lancet publicou recentemente um longo artigo sobre como gerenciar as práticas de marketing da indústria de alimentos. Nesse texto, os autores recomendaram deixar a indústria de alimentos fora da formulação de políticas públicas nessa área. Parece-me um conselho sensato. Pode não ser politicamente fácil, mas vale a pena defender políticas sem influência da indústria.

O Brasil está estudando mudança das regras para os rótulos de alimentos. A indústria critica as advertências, alegando que isso causa medo desnecessário. Qual é a sua avaliação?

Temos o exemplo do Chile (que recentemente alterou as regras e agora traz mensagens de advertências nos rótulos) . Se quisermos uma redução do consumo de alimentos ultraprocessados, as pessoas precisam identificá-los. Os rótulos de advertência chilenos são comprovadamente eficazes para incentivar as pessoas a escolherem alimentos. Os fabricantes desses alimentos ultraprocessados estão preocupados porque os rótulos desestimulam o consumo, mas, do ponto de vista da saúde pública, é exatamente isso o que é necessário.

Como o Brasil pode se proteger de informações distorcidas sobre alimentos?

Os defensores da saúde pública devem estar atentos ao apontar quando a informação vem da indústria e como a indústria está usando sua própria informação para lançar dúvidas sobre informações independentes. O artigo da Lancet ao qual me referi anteriormente tem uma longa lista de maneiras pelas quais os governos podem combater tentativas de a indústria enganar o público ou influenciar dietas.

Alimentos ultraprocessados são baratos. Como convencer as pessoas a fazer escolhas mais saudáveis?

Alimentos pouco processados também são baratos, mas podem ser menos práticos ou exigir habilidades culinárias. No entanto, preço é uma questão de política pública. Nos Estados Unidos, o governo subsidia os custos dos alimentos ultraprocessados para torná-los mais baratos. Os custos de marketing, por exemplo, são dedutíveis do imposto de renda. Essas políticas podem ser alteradas para promover alimentos mais saudáveis.

Entre mensagens baseadas em pesquisas distorcidas, qual você considera mais perigosa?

Não usaria a palavra “perigosa”. Mais importante é informar como funcionam as pesquisas nutricionais e evitar que elas sejam desqualificadas ou manipuladas. A indústria alimentícia se beneficia quando as pessoas não acreditam nas pesquisas que identificam riscos identificados de certos produtos e também quando se duvida dos benefícios em evitar alimentos ultraprocessados. Não acho que as empresas de alimentos devam financiar pesquisas de marketing fingindo ser ciência ou participando do desenvolvimento de políticas de alimentação e nutrição. As empresas de alimentos não são agentes das políticas públicas. São empresas com objetivo simples: vender e lucrar.

Estadão Conteúdo

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Troca de ataques entre Israel e palestinos deixa mais de uma dezena de mortos; mais de 600 foguetes foram disparados

Foto: Mohammed Salem/Reuters

 

NACIONAIS

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ordenou neste domingo (5) que as Forças Armadas do país continuem seus “ataques em massa” contra alvos do Hamas e da Jihad Islâmica na faixa de Gaza.

A escalada já deixou mais de uma dezena de mortos, embora o número exato de vítimas não tenha sido confirmado. O jornal local Haaretz aponta que seriam 20 mortos, sendo 16 do lado palestinos e quatro do lado israelense, enquanto o americano The New York Times lista 15 mortes entre os palestinos e três entre os israelenses.

Desde sexta, mais de 600 foguetes foram disparados pelo palestinos em direção ao território israelenses.

O exército israelense declarou que seus tanques e aviões atingiram cerca de 220 alvos militares em Gaza.

“Instruí o exército a continuar seus ataques em massa contra elementos terroristas da faixa de Gaza, e ordenei reforços com tanques, artilharia e tropas”, disse Netanyahu no começo do conselho semanal de ministros. No sábado ele anunciou que se reuniria com autoridades de segurança do país.

Pouco antes deste ataque, a polícia israelense relatou três mortes na cidade de Ashkelon, vítima de um dos foguetes da faixa de Gaza.

Da mesma forma, um dos comandantes do movimento radical Hamas, que governa a faixa de Gaza, foi morto por um dos ataques israelenses. Hamad al Jodori, 34, era comandante do braço armado do Hamas, informou o movimento. O exército israelense confirmou a morte.

Os palestinos dispararam contra locais no sul e no centro de Israel. Várias dezenas de mísseis foram interceptados pela defesa antimísseis, disseram as Forças Armadas de Israel, e uma grande parte deles atingiu áreas desabitadas.

A troca de ataques pôs fim ao cessar fogo temporário que vigorava na região e fez aumentar os temores de uma nova escalada entre israelenses e palestinos.​

O aumento da tensão na região começou ainda na sexta-feira (3), quando militantes palestinos feriram dois soldados israelenses próximos da fronteira, o que fez Israel realizar um primeiro ataque contra a faixa de Gaza.

A Jihad Islâmica reivindicou o disparo de uma parte desses foguetes e disse que continuará atacando. Em um vídeo transmitido por redes sociais, o braço armado do grupo Hamas ameaçou atacar vários alvos estratégicos de Israel, como o Aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv.

Entre as mortes do lado palestino estão a de uma mãe e seu bebê, segundo informações das autoridades da faixa de Gaza. Israel, porém, afirma que os dois foram mortos pelo Hamas.

O Ministério da Saúde de Gaza havia dito no sábado que a palestina Abu Arar, 37, e sua filha de 14 meses foram mortas em um bombardeio israelense.

“Essa morte infeliz não foi resultado de armamento (israelense), mas de um foguete do Hamas que explodiu onde não deveria”, declarou Jonathan Conricus, porta-voz do Exército israelense, à imprensa.

Em Bruxelas, a União Europeia pediu o “cessar imediato” dos disparos.

O enviado da ONU encarregado do conflito israelense-palestino, Nickolay Mladenov, pediu “a todas as partes que acalmem a situação e retornem ao entendimento dos últimos meses”.

Por sua vez, os Estados Unidos disseram que apóiam o “direito” de Israel à “legítima defesa”.

A Turquia falou de “agressividade sem limites”. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, afirmou que as forças israelenses atacaram um prédio em Gaza onde estão localizados os escritórios da agência de notícias estatal Anadolu, e acrescentou que os ataques foram um crime contra a humanidade.

Segundo a Anadolu, a equipe da agência evacuou o prédio pouco antes do ataque, que foi precedido por uma advertência. Neste contexto, Israel anunciou no sábado o fechamento dos pontos de passagem da fronteira de Gaza e o fechamento das áreas pesca na costa do território.

A escalada dos conflitos acontece pouco antes do mês sagrado para os islâmicos, o Ramadã, e do feriado da independência de Israel. Mediadores egípcios e a ONU estão trabalhando para evitar uma escalada do conflito.

Desde 2008, a faixa de Gaza viu três conflitos de larga escala entre o Hamas e Israel e o temor é que a troca de ataques atual leve a um quarto confronto.

No final de março, sob os auspícios do Egito e da ONU, um cessar-fogo foi negociado, anunciado pelo Hamas, mas nunca confirmado por Israel. Isso permitiu manter relativa calma durante as eleições legislativas israelenses de 9 de abril.

Mas na terça-feira (30), Israel reduziu a zona de pesca autorizada na costa de Gaza depois que militantes palestinos lançaram um foguete em seu território. O foguete caiu no Mediterrâneo. O exército israelense acusou a Jihad Islâmica, um grupo aliado do Hamas.

Uma delegação do Hamas liderada por seu líder em Gaza, Yahya Sinwar, foi para o Cairo na quinta (2) discutir com autoridades egípcias meios de preservar a trégua.

Nos últimos meses, Israel aceitou que o Catar forneceria uma ajuda financeira aos palestinos para o pagamento de salários e o financiamento de combustível para enfrentar a escassez de eletricidade.

Desde março de 2018, palestinos protestam na fronteira entre a faixa de Gaza e Israel contra o bloqueio no enclave e pelo retorno de refugiados palestinos que foram expulsos ou tiveram que deixar suas terras após a criação de Israel em 1948.

Pelo menos 270 palestinos foram mortos desde o início da mobilização, em manifestações ou em ataques israelenses em retaliação. Do lado israelense, dois soldados morreram.

Os organizadores das manifestações e do Hamas asseguram que o movimento da “Grande Marcha de Retorno” é independente.

Israel, por outro lado, acusa o Hamas de orquestrar essas manifestações.

Folhapress/AFP/EFE

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‘Vingadores: Ultimato’ ultrapassa ‘Titanic’ tem segunda maior bilheteria da história

“Vingadores: Ultimato”, da Disney, continua atingindo marcas sem precedentes de bilheteria pelo mundo, ao arrecadar US$ 145 milhões (R$ 571,26 milhões) na América do Norte durante o segundo final de semana em exibição —trata-se de valores nominais, ou seja, não corrigidos pela inflação.

O último filme da saga dos Vingadores é agora o segundo maior filme da história de bilheteria, com US$ 2,18 bilhões, cerca de R$ 8,5 bilhões, mundialmente.

O longa da Marvel se tornou o filme que mais rapidamente arrecadou US$ 2 bilhões (R$ 8 bilhões) globalmente, em apenas 11 dias, superando o recorde anterior de “Avatar”, de 47 dias.

Até agora, o filme já arrecadou US$ 619 milhões (R$ 2,4 bilhões) em bilheterias na América do Norte e US$ 1,56 bilhão (R$ 6,14 bilhões) internacionalmente.

Na América do Norte, “Vingadores: Ultimato” caiu 59% do fim de semana de abertura. Dessa forma, o filme não conseguiu o título de maior segundo fim de semana da história, um recorde que ainda pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, com US$ 149 milhões, aproximadamente R$ 587 milhões.

Assim, “Ultimato” superou “Vingadores: Guerra Infinita” e conquistou a marca de segundo maior segundo fim de semana da história.

Enquanto “Ultimato” continua como a escolha óbvia entre espectadores, uma série de corajosos estúdios lançaram novos filmes com resultados mistos.

“The Intruder”, um thriller psicológico da Sony e Screen Gems, se saiu melhor entre os novatos. O filme estreou em segundo lugar, arrecadando US$ 11 milhões (R$ 43 milhões) em cinemas norte-americanos. É um início sólido, já que o estúdio desembolsou US$ 8 milhões (R$ 31,5 milhões) na produção do longa. O thriller foca em um casal que recentemente comprou sua casa dos sonhos, para depois perceber que o vendedor fica assustadoramente interferindo em sua vida.

“Casal Improvável”, da Lionsgate, uma comédia romântica com Seth Rogen e Charlize Theron, conquistou o terceiro lugar, com mornos US$ 10 milhões, cerca de R$ 39,39 milhões. Jonathan Levine dirigiu o filme sobre um jornalista (Rogen), que tenta conquistar sua ex-babá que se tornou política (Theron) e que concorre à presidência.

Outro lançamento neste fim de semana, “UglyDolls” ficou em quarto lugar, abaixo das expectativas, com US$ 8,5 milhões (R$ 33,4 milhões). O elenco de primeira inclui vozes como Kelly Clarkson, Nick Jonas e Pitbull, que gravaram músicas novas para o filme. O filme acompanha um grupo de bonecas desajustadas que tem o desejo de serem amadas mesmo sendo diferentes.

Quem nadou na onda de “Vingadores: Ultimato”, foi “Capitã Marvel”, que ganhou mais um impulso. O filme chegou ao quinto lugar, com US$ 4,3 milhões (R$ 16,9 milhões) durante o nono fim de semana em cartaz. Brie Larson dá vida à super-heroína e o longa já arrecadou US$ 420 milhões (R$ 1,6 bilhões) na América do Norte.

EFE/Folhapress

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Especialistas questionam eficácia de medida contra burocracia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A medida provisória da Liberdade Econômica, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), trata de temas que estão fora do campo de competência do governo federal e outros que dependem de regulamentação adicional para que entrem em vigor.

Na prática, especialistas afirmam que a medida vai enfrentar desafios para cumprir o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no Brasil e apontam ainda o risco de maior judicialização entre empresas.

O texto proposto pelo governo federal contempla princípios gerais que devem ser seguidos na relação entre estado e empresas para diminuir a burocracia. As mais destacadas são a dispensa de autorização de funcionamento para empresas de baixo risco, aprovação automática para funcionamento, caso o Estado não cumpra o prazo, e liberdade de definição de preços.

A MP trata também de temas que dependem de regulação adicional e que estão fora do campo de atuação do poder federal. Regras e prazo de licenciamento de empresas, por exemplo, são atribuições de municípios, diz Mário Nogueira, sócio do NHMF advogados.

Um exemplo de boa ideia que ainda precisa ser discutida, na avaliação de Nogueira, é a proposta de que produtos e serviços de startups possam ser testados sem a necessidade de que elas tenham todas as autorizações que seriam exigidas no caso de uma empresa maior.

“Como definir se uma empresa está testando algo? Tem coisas que levam um mês, outras, dez anos. Não dá para ter uma regra genérica e dizer que, a partir de um certo número de dias, não é mais teste.”

A maior parte do que está enunciado na medida, na prática, já era uma decorrência lógica do que está na Constituição, afirma Diego Gualda, sócio do escritório Machado Meyer.

Ele afirma que os princípios são positivos, mas que tem dúvidas sobre os efeitos práticos.

“Ela vai no sentido correto. Mas imaginar que esse texto dará causa a uma melhora no ambiente econômico no curto prazo é uma dose de otimismo muito grande.”

Por outro lado, Luiz Felipe Valerin, sócio do Xavier Vasconcelos Valerin e professor da FGV Direito SP, afirma que uma medida com princípios fundamentais tem valor simbólico e contribui para redação de novas leis e na interpretação das que já existem.

“O fato de a medida ser passível de regulamentação não a torna inútil. A partir do momento em que ela é enunciada, já é eficaz, ao menos para que se possa exigir que a regulamentação seja editada no menor prazo possível”, diz.

Há, porém, entre as medidas, pontos que podem tornar mais complexas as disputas entre empresas.

Osny da Silva, professor da FGV Direito SP, aponta que uma mudança no Código Civil trazida pela MP prevê que, em caso de dúvida na interpretação de um contrato, quem não escreveu o trecho questionado terá sua versão favorecida pelo Judiciário.

Segundo ele, isso levará a uma disputa com sucessivas análises de minutas e trocas de mensagens para descobrir quem escreveu cada coisa.

Renata de Abreu Martins, sócia do escritório Siqueira Castro que considera a MP em geral positiva, diz que essa alteração, de um lado, deve levar empresas a serem mais rigorosas na elaboração dos contratos. Porém também pode levar a judicialização pelo fato de o texto da MP ser muito aberto a interpretações.

“Até que ponto um contrato gera dúvida ou não?”

“Virão muitas disputas baseadas nesse argumento [de que uma das partes não redigiu determinado trecho do contrato]”, avalia Fabiana Fagundes, sócia do BMA.

Já Mário Nogueira, do NHMF, afirma que a premissa é positiva, pois incentiva que as duas partes entrem na negociação com o objetivo de tornar a redação do contrato o mais participativa possível.

Folhapress

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Bloqueios no MEC vão do ensino infantil à pós-graduação

O bloqueio orçamentário do governo Jair Bolsonaro (PSL) no Ministério da Educação atinge recursos que vão da educação infantil à pós-graduação. O congelamento inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa, transporte escolar, além de custeio das universidades federais.

O MEC provisionou R$ 5,7 bilhões em cortes, segundo dados obtidos no Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo). A iniciativa atende a um decreto de contingenciamento definido pela área econômica do governo da ordem de R$ 30 bilhões. No MEC, ele envolve, no total, 23% dos valores discricionários (que excluem despesas obrigatórias, como salários).

Na semana passada, o governo definiu um novo bloqueio, de R$ 1,6 bilhão —o que resultará em um corte total de R$ 7,3 bilhões. A divisão desse novo congelamento por área ou órgão ainda passa por análises dentro do MEC.

Após a polêmica sobre embargo de recursos por motivação ideológica em universidades federais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu que priorizaria creches. O discurso do governo tem sido o de privilegiar a educação básica, especialmente a educação infantil, alfabetização e ensino profissional, mas essas áreas foram atingidas.

Considerando as rubricas relacionadas à educação básica, etapa que vai da educação infantil ao ensino médio, foram congelados até agora R$ 680 milhões. Com relação à construção e manutenção de creches e pré-escolas, a pasta contingenciou 17% dos R$ 125 milhões do orçamento autorizado.

Esses recursos estão no âmbito do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia ligada ao MEC. O congelamento total do FNDE é de R$ 1,02 bilhão, equivalente a 21% do discricionário.

Além dos cortes em obras e manutenção do ensino, ações ligadas a livros didáticos e transporte escolar também sofreram impacto. Estão congelados R$ 144 milhões dos recursos para compra de livros, que representa 8% do autorizado. Já o programa de aquisição de veículos escolares perdeu R$ 23 milhões, equivalente a 7% do previsto.

Foram suspensos 40% dos valores separados para o ensino técnico e profissional. Dos R$ 250 milhões autorizados, R$ 99,9 milhões foram bloqueados.

O corte para ações de alfabetização e Educação de Jovens e Adultos atingiu 41% do previsto. São R$ 14 milhões congelados ante de R$ 34 milhões autorizados.

De acordo com Cesar Callegari, ex-secretário de Educação Básica do MEC, os cortes indicam a postura do governo com relação à educação. “É coerente com a falta de qualquer projeto na área educacional. O governo dá indicações de que, para ele, basta um ministro da Educação que seja vetor da guerra ideológica”, diz.

“Com uma estrada e uma ponte, você interrompe a obra e depois continua. Mas a descontinuidade de programas de educação representa sua destruição”.

Somadas todas as universidades federais, o contingenciamento é de 30% sobre os recursos discricionários. No total, essas instituições sofreram bloqueio de R$ 2 bilhões.

As instituições temem não conseguirem manter o funcionamento mínimo, como pagamento de energia e água, caso os cortes não sejam revertidos. O percentual bloqueado varia em cada instituição.

A área de pesquisa também foi atingida. A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ligada ao MEC, sofreu corte de R$ 819 milhões, 19% do autorizado.

Mas na rubrica de bolsas, tanto para o ensino superior quanto relacionada à educação básica, o corte é um pouco maior: 23% dos R$ 3,4 bilhões reservados para essa finalidade foram congelados.

Questionado sobre os critérios para o contingenciamento, o MEC afirmou, em nota, que o bloqueio foi operacional e técnico, sem detalhar qual foi a prioridade. Sobre a determinação de novo corte, de R$ 1,6 bilhão, diz analisar a melhor forma “de cumprir a determinação do governo”.

Os bloqueios de orçamento podem ser revertidos pelo governo ao longo do ano. A gestão Bolsonaro defende que com a aprovação da reforma da Previdência a economia pode melhorar, e o aumento de arrecadação permitiria retomar o previsto no orçamento.

A Capes informou que, para atender o bloqueio, fará redução gradativa de novas bolsas em cursos de pós-graduação que têm registrado nota 3 (conceito mínimo de permanência no sistema avaliativa do órgão) no período de dez anos. Atualmente, 211 programas têm essa pontuação.

Também serão suspensas bolsas do programa Idiomas sem Fronteiras e o congelamento de bolsas ociosas. Haverá a retomada, segundo a Capes, de chamadas públicas para que empresas possam investir em pesquisa.

“A Capes esclarece que a economia racional de recursos, a melhoria do sistema de pós-graduação e a parceria com o setor empresarial são as diretrizes adotadas para superar os desafios apresentados”, disse o órgão, em nota.

Folhapress

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‘Não é porque é artista que não tem de prestar conta’, diz ministro da Cidadania

Enquanto tenta acalmar os ânimos da classe artística com as mudanças na Lei Rouanet, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, não foge de outras polêmicas envolvendo a sua pasta, que agrega os antigos ministérios da Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o ministro disse que “não é porque é artista que não precisa prestar contas”, que o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP), um de seus maiores críticos, “quer nomear todo mundo no ministério” e que ele recebeu do presidente Jair Bolsonaro “liberdade de dizer não às indicações até do vice-presidente”, tanto que demitiu um apadrinhado do general Hamilton Mourão.

Sobrou até para a reforma da Previdência. “O maior programa de combate à pobreza não é a Bolsa Família nem o BPC, é a aposentadoria do trabalhador rural. Não pode mexer”. Sobre não ter reajuste para o Bolsa Família este ano, afirma: “Para que reajuste? O 13º já é um up”. A seguir os principais trechos.

A classe artística reagiu à redução do teto da Lei Rouanet de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão. A atriz Ingrid Guimarães disse ao jornal O Estado de São Paulo que “quando a lei acabar, a cultura vai parar nesse País”.

Quem é Ingrid Guimarães?

A atriz…

Ah, sim. De todos os projetos culturais aprovados pela Lei Rouanet, 85% não têm mais de R$ 1 milhão e 95% usam, no máximo, R$ 6 milhões. Hoje, poucos artistas e espetáculos tinham acesso superior a isso. Qual a razão para ser R$ 60 milhões? Não estamos limitando a doação. Estamos estabelecendo um limite na captação. O valor vai circular pelo País, sair do circuito Rio-São Paulo e disseminar pelo Nordeste, Sul, Norte. No Nordeste, onde tem 26% da população, há menos de 4% de incentivos da Lei.

A classe artística diz que está sendo criminalizada pelo governo. Como o senhor responde?

Estamos fazendo um pente-fino nas contas. Tinha muita prestação de contas ruim. Tem gente que morreu sem prestar conta. Mas isso é dinheiro público e tem de ter o mínimo de controle. Não posso dizer que só porque é artista não precisa prestar conta.

O que o senhor já identificou?

Tem um musical que arrecadou R$ 13 milhões, cobriu toda a despesa e faturou R$ 15 milhões livres. Qual foi o benefício para a população? Eles pagaram caro para assistir. Ah, mas vão dizer que tem 10% de gratuidade. Isso não funciona. Esses ingressos grátis estavam nas mãos de ONGs que nem sei quais são. Tinha uma que trocava o ingresso por lata de leite condensado.

Houve descuido das gestões anteriores?

Não estou dizendo que os ministros anteriores tiveram culpa, mas estava mal amparado. Estamos tentando dar uma modernizada, democratizá-la. A gente quer que a prefeitura faça um cadastro único, convide as pessoas e dê transporte para leva-las à peça de teatro e depois as leve de volta.

O deputado Alexandre Frota (PSL-SP) é um dos seus maiores críticos e defende a volta do Ministério da Cultura…

O problema do Alexandre é que ele quer nomear todo mundo no ministério. Ele apresentou nomes para todos os cargos. Até atendi um que achei o currículo interessante. Mas para os outros cargos eu busquei técnicos. Quem vai responder depois sou eu e não o deputado. Acho que o Alexandre tem certa inexperiência na prática política. Ele nunca foi político. Respeito o trabalho dele e acho que ele é importante na cultura, mas o ministério é responsabilidade minha.

Também há um movimento para o Esporte voltar a ser ministério. Teme o esvaziamento da sua pasta?

Os ministérios (Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social) foram unificados, mas o operacional continua o mesmo. Não reduzimos orçamento.

O governo tem força para barrar a volta dos ministérios?

Mas por que o Congresso vai recriar os ministérios? Não há argumento, já que não está diminuindo recurso, não diminuiu a estrutura operacional. Essa tentativa de recriar as pastas é o pensamento de alguns, é o lobby corporativo.

O que o senhor identificou no pente-fino do programa Bolsa Atleta?

Isso ainda está em andamento. Mas todos os programas que têm incentivos têm rolos. Não quer dizer que todo mundo faça. Aliás, 98% não fazem, mas 2% fazem. Então temos de ter mecanismos de controle mais detalhados.

Assim como a Lei Rouanet, pode haver mudanças no Bolsa Atleta (o programa patrocina atletas de alto rendimento em competições)?

Estamos estudando isso, não significa que vá ter. A forma como acontece favorece o desvio, então o estudo que estamos fazendo é sobre o formato da concessão. A gente quer que uma pessoa pegue o recurso incentivado e que aquilo tenha algum resultado.

O governo teme que o Congresso não aprove o 13° para os beneficiários do Bolsa Família?

O deputado que não aprovar vai ficar sujeito à pressão dos beneficiários do Bolsa Família. O 13º vai ser um aumento global no final do ano de 8,3%, o que é acima da inflação. A partir de junho também vamos começar a colocar R$ 48 a mais para o jovem do Bolsa Família que esteja fazendo curso técnico. Eu peço ao Paulo Guedes (ministro da Economia) para, em vez de cortar o Sistema S, colocar para me ajudar a fazer a capacitação dos jovens nem-nem (nem trabalham nem estudam).

O 13º compensa o reajuste que não teve este ano?

Para que precisa de reajuste? O 13º já é um up. A partir do ano que vem sim, vai ter 13º e o reajuste.

A recuperação da economia ainda está acanhada…

Eu confio muito no Paulo (Guedes) e é muito importante essa liberdade que Bolsonaro nos deu de montar as equipes. Ele não pediu cargos, não loteou e deu liberdade total para escolher sem interferência de partido político. Tirando as pressões corporativas, temos liberdade para agir.

Mas o senhor tinha no ministério o general Marco Aurélio Vieira, indicado pelo vice Hamilton Mourão para a secretaria de Esportes. Por que demitiu?

Ele estava jogando para voltar o Ministério do Esporte para ele ser o ministro. Não tenho nada contra ele. E não há nada contra militares também porque ele saiu e eu botei outro militar no cargo.

O general Décio Brasil, que assumiu a vaga, é indicação de quem?

Eu conversei com (o deputado federal) Luiz Lima (PSL-RJ), que falou muito bem dele.

Foi indicação do Luiz Lima?

Não. Foram sugestões do setor. Ele está disposto a trabalhar em equipe. E qualquer cargo público é assim. Tem de ter a experiência de convívio.

O senhor avisou ao vice-presidente que iria demitir o apadrinhado dele?

Eu expliquei ao Mourão. Eu tinha liberdade de dizer não às indicações até do vice. O presidente não me impôs nada. Eu tinha achado bom o nome indicado por ele. Mas depois, no andar da carruagem, ele foi numa direção diferente. Aí, ou você toma uma atitude ou perde a autoridade.

O senhor defendeu que a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não fosse tratado na reforma da Previdência?

No passado, convenci o presidente Michel Temer (de quem foi ministro) a deixar o BPC fora da reforma e defendi o mesmo para Paulo (Guedes) e Rogério (Marinho). Disse que não deveria entrar e que, se entrasse que fosse de uma maneira que não tenha perda. E isso já está acertado.

A aposentadoria rural também?

A rural também não pode mexer. O maior programa de combate à pobreza não é a Bolsa Família nem o BPC, é a aposentadoria do trabalhador rural. É ela que mantém uma família no sertão. E o impacto é gigantesco, de R$ 110 bilhões por ano. O Bolsa Família é de R$ 30 bilhões. Tem de ser fiscalizado, mas não pode acabar e nem fazer redução abrupta.

No ano passado, o senhor defendeu os caminhoneiros. Como o senhor viu a decisão do Bolsonaro de intervir nos preços de combustíveis da Petrobrás?

Estava começando a ter aumentos quase diários. Fica impossível o caminhoneiro trabalhar. Ele inicia uma viagem, faz contrato de frete e chega lá o preço tá diferente. O presidente se preocupou em perguntar por que era assim e se não tinha como ser diferente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Estadão Conteúdo

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Uma empresa aérea quebra a cada dois anos no Brasil

Um leilão marcado para ocorrer na terça-feira, em um edifício próximo à Avenida Paulista, em São Paulo, colocará fim a mais uma companhia aérea brasileira. A Avianca Brasil será a 11.ª empresa do setor a encerrar as operações desde 2001 no País, que tem taxa de mortalidade de uma empresa a cada dois anos.

Os casos de falência ou de recuperação judicial na aviação não são exclusividade do Brasil. Neste ano, outras nove empresas aéreas endividadas deixaram de voar no mundo, desde pequenas, como a sul-coreana AirPhilip, até companhias mais relevantes, como a Jet Airways, que chegou a ser uma das maiores da Índia. Nos EUA, American Airlines, Delta e United já tiveram de recorrer ao Chapter 11, o equivalente à recuperação judicial brasileira, mas acabaram sobrevivendo.

Margens baixas, necessidade de injeções volumosas de capital, contratos de longo prazo com arrendadoras de aeronaves e vulnerabilidade ao preço do combustível – e ao dólar, no caso brasileiro – estão entre os fatores que explicam a elevada taxa de mortalidade.

“É uma indústria muito difícil no mundo todo”, diz Jerome Cadier, presidente da Latam no Brasil. “Temos incerteza de curto prazo em relação à demanda e necessidade de tomar decisões de longo prazo, como o tamanho da frota. São decisões caras e difíceis de tomar.”

Foram basicamente duas dessas decisões que tornaram a situação da Avianca insustentável nos últimos anos, segundo analistas. Uma delas foi a de não enxugar a frota em 2015 e 2016, período mais delicado da aviação brasileira desde os anos 2000. Foram nesses anos que a crise econômica derrubou a demanda por transporte aéreo e os custos foram pressionados pela alta do dólar e do petróleo.

Nessa época, muitos apostaram que a Gol seria a primeira a sucumbir – dado seu nível de endividamento -, mas uma renegociação com credores, aliada a um plano de devolução de aeronaves, garantiu a virada do jogo. Latam e Azul fizeram movimentos semelhantes em suas frotas e contaram ainda com novos recursos – a primeira vendeu uma participação para a Qatar e a segunda abriu capital. A Avianca, porém, não recuou no número de aeronaves, em uma tentativa de ganhar participação de mercado.

Outra decisão equivocada foi a entrada no mercado internacional, em 2017. Um voo para o exterior tem um custo médio dez vezes superior ao de um doméstico. Se o avião não sai lotado, portanto, o prejuízo é grande. A operação internacional da Avianca queimou rapidamente o caixa da companhia, que já não tinha boa performance.

Os resultados da empresa nunca foram dos melhores devido, em parte, ao fato de ela voar principalmente em rotas disputadas por Latam e Gol. A Gol foi a primeira companhia nacional a adotar um modelo de negócio de custo baixo, obrigando a Latam a ir por um caminho semelhante. Com aviões novos, mais eficientes e alta utilização da frota (em média voando 12 horas por dia, quando a média nacional era de 7 horas), a Gol estreou no mercado com um custo 40% inferior ao da Varig e da então TAM (hoje Latam). A Varig quebrou ao resistir ao corte de custos. A TAM se salvou justamente por fazê-lo – eliminou, mais recentemente, até a tradicional balinha de boas-vindas.

Competição

Gol e Latam se tornaram, assim, muito competitivas – o que tem dificultado a entrada de novas companhias no setor e feito novatas quebrarem no caminho, diz o especialista no setor aéreo André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company.

Para tentar ganhar passageiros em rotas dominadas pelas concorrentes, a Avianca apostou em preços inferiores para passagens compradas de última hora, apesar de oferecer um serviço muitas vezes superior – e mais caro -, como comida quente e espaço maior entre poltronas. A estratégia poderia funcionar para ganhar participação de mercado, mas não era sustentável no longo prazo.

A Azul foi a única que conseguiu, até agora, entrar com sucesso no setor dominado por Latam e Gol. A receita foi fugir das rotas nas quais as duas estão presentes. Ajudou também o fato de ela começar a crescer quando a crise dava os primeiros sinais, obrigando Latam e Gol a focarem nas próprias operações, e não na concorrente. A questão é que atuar no mercado secundário é mais caro. Entrar no segmento da Azul tem, portanto, um desafio extra para uma possível nova estreante. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Nomeação de almirante para a presidência da Apex abre nova queda de braço entre olavistas e militares

A nomeação do almirante Sergio Ricardo Segovia Barbosa para a presidência da Apex inaugura nova etapa da queda de braço no órgão entre aliados do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e do escritor Olavo de Carvalho contra os militares.

Indicada pelo chanceler, a diretora de Negócios da agência, Letícia Catelani, atuou contra a indicação do almirante. Aliados dela dizem que o militar não tem experiência em comércio exterior nem fluência em inglês, requisitos para comandar a Apex.

A ofensiva contra Sergio Segovia aumentou consideravelmente nos últimos dias porque o grupo do governo que é ligado ao escritor Olavo de Carvalho recebeu a informação de que a nomeação do almirante para a Apex seria assinada na sexta (3).

A indicação de Segovia foi confirmada neste sábado (4). Na véspera, Olavo de Carvalho atacou nas redes o ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo), um dos padrinhos do almirante.

Folhapress

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ATENÇÃO, PAIS: Cresce alerta para automutilação entre crianças e adolescentes no Brasil

“O que está doendo tanto em você para fazer isso?” Foi o que a aposentada Maria, de 40 anos, perguntou para Bárbara (nomes fictícios) quando viu cortes no braços da filha, de 11. “A dor dela era se achar tão inferior que não merecia carinho de ninguém.” Cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes, as automutilações trazem à tona feridas emocionais de meninos e meninas e mobilizam escolas em planos de intervenções e ações preventivas.

Depois de terapia e a aposta em um esporte novo, aos poucos os cortes deram lugar às cicatrizes nos braços de Bárbara, mas a menina ainda vê colegas da mesma idade que passam pelo problema. O Brasil não tem dados específicos sobre o número de jovens que se automutilam. Nos corredores dos colégios e consultórios, porém, a sensação é de aumento.

Conhecer a dimensão das lesões entre adolescentes é um dos objetivos de uma lei sancionada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A norma prevê que escolas passem a notificar casos de automutilação a conselhos tutelares – a ideia é que a família também seja avisada, ao mesmo tempo. “É um fenômeno. Outros países enfrentam os mesmos dilemas e, para instituir políticas públicas, precisamos de dados precisos”, disse ao jornal O Estado de São Paulo a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A pasta vai articular a regulamentação da norma.

A escola é vista por autoridades e especialistas com um papel central na identificação dos casos – parte ocorre dentro das unidades e com objetos cortantes de uso cotidiano dos estudantes. Mas, em meio a uma série de outros desafios ligados à aprendizagem e falta de recursos, os colégios ainda precisam superar tabus e a falta de formação de seus profissionais para lidar com o tema.

Pesquisadora da violência nas escolas há quase 20 anos, Miriam Abramovay se assustou quando percebeu o volume de relatos sobre automutilações em um estudo em escolas públicas do Ceará e Rio Grande do Sul. Realizada em 2016 e 2017, a pesquisa incluiu o tópico pela primeira vez e ouviu grupos de jovens. “Em uma escola onde fizemos pesquisa, devolveram ao professor um ‘kit de automutilação’. Disseram que não precisavam mais, já se sentiam reconhecidos não só pela escola, como também pela sociedade.”

“Era uma catarse, eles choravam muito”, lembra Miriam, pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). “Tanto que começamos a levar caixinhas de lenço de papel”, comenta.

Professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Leila Tardivo observa, além do aumento, uma mudança no perfil. “Era mais entre mulheres acima de 20 anos, pessoas com problemas psiquiátricos. Agora, acontece em pessoas mais jovens, de 12, 13, 14 anos.” As meninas são maioria, mas a prática também ocorre entre os meninos.

Raramente há intenção de causar a morte. “Os adolescentes se machucam até para não se suicidar. Muitos dizem que a dor no braço é menor do que a tristeza”, diz Leila, que, com uma equipe da USP e pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, participa de ações preventivas em escolas públicas de São Paulo.

Automutilação está ligada a frustrações e depressão

Para ela, o contágio pelas redes sociais – há jovens que publicam as lesões na internet e páginas que incentivam a prática – ajuda a explicar o fenômeno, mas não é a única causa. “A automutilação está ligada a frustrações, à depressão.” Os casos também podem vir após violência em casa, bullying e abandono. O tratamento inclui psicoterapia e, em geral, não dura menos de um ano.

Espaços como o ambulatório do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP se especializaram no assunto. Jovens com histórico de autolesões começaram a chegar em 2013 e não pararam mais. “Hoje, temos mais adolescentes com automutilação do que uso de drogas no ambulatório”, diz a psiquiatra do IPq Jackeline Giusti, que também tem recebido ligações de escolas em dúvida sobre como agir.

Foi depois da demanda de colégios que uma equipe do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) passou a estudar questões emocionais e afetivas relacionadas à automutilação entre adolescentes.

Para Antônio Augusto Pinto Júnior, professor da UFF, chama a atenção o número de jovens encaminhados pelas escolas de Volta Redonda, no Rio, onde o projeto é realizado: mais de dez em cada colégio. “Que problema é esse que está acontecendo com os jovens que eles precisam usar uma conduta autoagressiva para dar conta de suas questões?”, indaga.

A interrogação também ecoa entre professores e pais – que fazem parte de uma geração em que essa prática era menos comum. “Fiquei desesperada porque nunca imaginei que existisse isso”, conta Laís, de 37 anos, alertada pelo colégio de que o filho, aos 14, estava machucando os pulsos. Após terapia e o olhar atento da mãe, as lesões cessaram.

Para Gustavo Estanislau, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda é comum que as escolas reajam diante de casos de autolesão ou com susto excessivo ou banalização. Ele defende a abertura ao diálogo e o acompanhamento profissional.

“Temos de ter cuidado para não sobrecarregar o educador, mas fortalecê-lo para identificar e fazer ao menos o primeiro movimento de encaminhar ao orientador”, diz ele, que faz parte do projeto Cuca Legal, de formação de professores.

Muita atenção aos sinais

1. Feridas. A automutilação tem se tornado mais comum, mas não deve ser banalizada. Ela pode indicar dificuldades emocionais.

2. Comportamento. Fique atento a mudanças de humor e isolamento. O uso de mangas compridas no calor pode indicar uma tentativa de esconder lesões.

3. Apoio. Caso identifique a situação, acolha o adolescente, escute os motivos e evite repreendê-lo. Procure ajuda profissional.

Estadão Conteúdo

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Volkswagen supera GM e assume a liderança de vendas no Brasil no começo de maio: Gol e Voyage no top 5


A Volkswagen do Brasil registrou uma disparada de vendas no começo de maio de 2019, o que lhe rendeu a liderança de mercado brasileiro. A montadora alemã conta nos primeiros dois dias úteis com 19,2% do mercado, superando por larga margem a norte-americana GM, que está com 15,8%. A Fiat mantém a terceira posição com 15%, enquanto a Toyota mantém-se na quarta colocação, com 8,8% de participação.

Nesses dois primeiros dias de maio foram vendidos 20.500 carros e comerciais leves no Brasil, com média diária de 10.250 – um número bastante expressivo para um começo de mês – o que aponta para a continuidade do processo de retomada do mercado brasileiro.

Entre os modelos, a liderança permanece com o Chevrolet Onix, com 1.314 unidades vendidas, mas o destaque vai para o veterano Gol, em 2º, com 1.059 emplacamentos, e para sua respectiva versão sedã, o Voyage, em 4º , com 788 emplacamentos.

Car Blog

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MP vai pedir quebra do sigilo fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro e Queiroz

De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, publicada no Globo, deste domingo (5), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) vai pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Jair Bolsonaro e atual senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSL).

Além dele, será pedido também o sigilo de Fabrício Queiroz, ex-motorista e assessor de Flávio.

O jornalista informa que o processo, que está nas mãos do promotor Luís Otávio Lopes, do MPRJ, desde fevereiro, está prestes a andar.

O MPRJ vai tornar a dupla formalmente investigada e, se o Judiciário autorizar, o sigilo de Flávio e de seu ex-motorista, hoje habitando local incerto, serão quebrados.

O filho do presidente chegou a entrar na Justiça acusando o MPRJ de ter aberto seus dados ilegalmente. Queria, assim, trancar, a pré-investigação dos procuradores.

Seu pedido foi indeferido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assim como foram barradas pelo Judiciário outras tentativas de matar as investigações na sua fase inicial.

Estadão Conteúdo

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Inscrições para o Enem 2019 começam nesta segunda-feira

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 começam amanhã (6), às 10h (no horário de Brasília), e podem ser feitas até o dia 17, exclusivamente pela internet, por meio da Página do Participante. As provas estão marcadas para os dias 3 e 10 de novembro (dois domingos consecutivos).

A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio, de acordo com o cronograma do exame.

O participante terá até o dia 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Depois dessa data, nenhuma informação poderá ser alterada.

O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 a 24 de maio.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir ainda este ano pode utilizar as notas no Enem, por exemplo, em programas de acesso à educação superior, de bolsas de estudo ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de concorrer efetivamente às vagas na educação superior ou para bolsas de estudo. Esses participantes devem declarar ter ciência disso já no ato da inscrição.

Mesmo quem solicitou a isenção da taxa precisa se inscrever. Estudantes que entraram com recurso relacionado ao pedido de isenção já podem verificar o resultado. As informações foram divulgadas na quinta-feira (2) no Sistema Enem. É necessário fazer login para acessar o resultado.

Agência Brasil

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Projetos ambientalmente sustentáveis terão financiamento acelerado

Projetos de infraestrutura com impactos ambientais e sociais positivos terão o financiamento acelerado. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia prepara mudanças no decreto que regulamenta a emissão de debêntures (títulos privados) sem cobrança de Imposto de Renda para empreendimentos da área.

Segundo a pasta, as mudanças pretendem atrair investidores para o financiamento de infraestrutura e fomentar o mercado de títulos verdes – títulos que financiam empreendimentos ecologicamente e socialmente corretos. O ministério pretende criar um fast track (via rápida) para a emissão de debêntures incentivadas para esse tipo de projeto.

Atualmente, o decreto relaciona sete setores que podem apresentar projetos prioritários para a emissão de debêntures incentivadas. Os empreendimentos, no entanto, só alcançam o status de prioritário após cada ministério envolvido no projeto publicar uma portaria. Os projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) dispensam a publicação das portarias para serem considerados prioritários. Agora, o governo quer estender a facilidade a projetos que ajudem o meio ambiente e a sociedade.

Segundo o Ministério da Economia, o desenvolvimento do mercado de títulos verdes representa uma opção para o Estado reorganizar a atuação na economia, regulando e induzindo investimentos privados no setor de meio ambiente, num momento em que o desequilíbrio nas contas públicas impede o governo de gastar mais.

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Privatização dos Correios deve entrar na pauta do Senado no início do segundo semestre

Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estimam que as primeiras propostas de privatização de estatais vão chegar à Casa no início do segundo semestre. A expectativa é a de que Correios inaugure a lista, juntamente com a EPL (Empresa de Planejamento e Logística).

Na semana passada, após defender que os Correios continuem sendo uma empresa pública, o presidente da estatal, general Juarez Cunha, disse, para os funcionários da estatal, que estão sendo feitos estudos para a abertura de capital da empresa.

“Com vistas à modernização da empresa, já iniciamos estudos para a abertura do capital da empresa. Isso é uma medida fundamental, importante, de maneira que possamos ter um quadro de sócios minoritários”, afirmou.

Essa semana os Correios abriram um Plano de Desligamento Voluntário (PDV), cujas inscrições vão de 2 de maio a 12 de junho.

Fonte: Blog do BG

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