ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSA QUARTA-FEIRA

Por G1

 

Professores e alunos de mais de 200 cidades do país protestam contra os cortes na educação. Bolsonaro diz que os bloqueios de verbas são necessários, e chama os manifestantes de ‘idiotas úteis’ e ‘massa de manobra’. No plenário da Câmara, o ministro da Educação explica o contingenciamento, e culpa Dilma e Temer. E o G1 mostra qual é o tamanho do bloqueio e analisa o orçamento das 10 maiores universidades federais. O ex-presidente Temer deixa a prisão. ‘Prévia’ do PIB aponta recuo da economia no 1º trimestre.

INTERNACIONAIS

Por Blog do BG

Dólar volta a encostar em R$ 4 e fecha no maior valor em sete meses

Em um dia de tensões no mercado financeiro, a bolsa de valores caiu e a moeda norte-americana fechou no maior nível em sete meses. O dólar comercial no encerramento desta quarta-feira (15) foi vendido a R$ 3,996, com alta de R$ 0,02 (0,51%). Esse foi o maior valor de fechamento desde 1º de outubro, semana do primeiro turno das eleições, quando a cotação tinha atingido R$ 4,018.

Pela manhã, o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 4. Na máxima do dia, por volta das 10h, chegou a ser vendido a R$ 4,02. No início da tarde, a cotação desacelerou, ficando em torno de R$ 3,99.

Ibovespa

O nervosismo também refletiu-se no mercado de ações. O Ibovespa, principal índice da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o dia com queda de 0,51% aos 91.623 pontos. Esse é o nível mais baixo em quatro meses e meio, desde 3 de janeiro. Na ocasião, o indicador tinha encerrado em 91.564 pontos.

Num dia de protestos contra o contingenciamento (bloqueio) de verbas na educação, o mercado financeiro também prestou atenção à divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador, que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), encolheu 0,68% no primeiro trimestre de 2019 contra o último trimestre de 2018.

Cenário externo

No cenário externo, as vendas no comércio nos Estados Unidos caíram 0,2% em abril. Paralelamente, as vendas e a produção industrial na China registraram desaceleração. Os dois países atravessam uma escalada de tensões comerciais, após os Estados Unidos terem sobretaxado produtos chineses em US$ 200 bilhões.

No início da semana, o país asiático informou que aplicarão tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias norte-americanas a partir de junho.

Agência Brasil

Fonte: Blog do BG

NACIONAIS

Manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo (SP) — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo (SP) — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Protestos pela educação

Os atos contra os cortes na educação começaram pela manhã e ao longo do dia atingiram 222 cidades nos 26 estados e no DF. Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

Protesto levou milhares de pessoas ao Centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Protesto levou milhares de pessoas ao Centro do Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

À tarde, manifestantes bloquearam a Av. Paulista nos dois sentidos e se concentraram em frente ao Masp. No início da noite, iniciaram uma passeata até o Ibirapuera. No Rio, estudantes e professores se reuniram na Candelária, no Centro. Manifestantes também fizeram ato no Centro do Recife, e milhares ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, pela manhã. Em BH, marcha reuniu alunos do ensino médio e universitários.

Piracicaba (SP) tem protesto contra bloqueios na educação — Foto: Sidney Júnior/Arquivo pessoal

Piracicaba (SP) tem protesto contra bloqueios na educação — Foto: Sidney Júnior/Arquivo pessoal

Vários cartazes faziam referência à fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub sobre “balbúrdia” em universidades. Uma das faixas dizia que “balbúrdia é contra o dinheiro da educação”; veja fotos com as frases dos protestos.

‘Idiotas úteis’

Bolsonaro chama manifestantes de 'idiotas úteis' e 'massa de manobra'

Bolsonaro chama manifestantes de ‘idiotas úteis’ e ‘massa de manobra’

Ainda pela manhã, nos EUA, onde está para receber uma homenagem em Dallas, o presidente Bolsonaro disse que não queria cortar verbas da educação, mas que o bloqueio foi necessário, e que os manifestantes eram ‘idiotas úteis’ e ‘massa de manobra’.

“É natural, é natural. Agora… a maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7 x 8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil”, afirmou Bolsonaro.

No Brasil, a declaração de Bolsonaro teve reações imediatas, e a fala do presidente recebeu críticas de estudantes nas redes sociais, e também nas ruas.

Estudantes protestam na Avenida Paulista — Foto: Bárbara Muniz Vieira/ G1 SP

Estudantes protestam na Avenida Paulista — Foto: Bárbara Muniz Vieira/ G1 SP

Sabatina na Câmara

Abraham Weintraub durante sessão na Câmara, nesta quarta-feira (15) — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Abraham Weintraub durante sessão na Câmara, nesta quarta-feira (15) — Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Ao explicar os cortes para deputados, no plenário da Câmara, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o governo Bolsonaro não é responsável pelo contingenciamento atual, e atribuiu culpa ao governo da petista Dilma Rousseff, que tinha Michel Temer como vice. Ele também afirmou ainda que a prioridade do governo é o ensino básico, fundamental e técnico.

“O orçamento atual foi feito pelo governo eleito Dilma Rousseff e Michel Temer, que era vice. Nós não votamos neles. Não somos responsáveis pelo desastre da educação brasileira. O sonho das pessoas é colocar os fihos na educação privada, não na pública”, declarou.

Para entender

Entenda o congelamento de verba das universidades federais — Foto: Arte/G1

Entenda o congelamento de verba das universidades federais — Foto: Arte/G1

No fim de abril, governo anunciou o congelamento de R$ 1,7 bi dos gastos das universidades, de um total de R$ 49,6 bi. Os cortes atingem as 63 universidades e os 38 institutos federais de ensino do país.

O corte, segundo o governo, foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas. Assistência estudantil e pagamento de salários e aposentadorias não foram afetadas. Segundo o MEC, a verba pode ser desbloqueada no 2º semestre se a arrecadação de impostos crescer.

Temer solto

Michel Temer deixa o Comando do Policiamento de Choque da Polícia Militar na região central de São Paulo e chega em sua casa no Alto de Pinheiros — Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Michel Temer deixa o Comando do Policiamento de Choque da Polícia Militar na região central de São Paulo e chega em sua casa no Alto de Pinheiros — Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Michel Temer deixou a sede do Choque, da PM de SP, onde estava preso desde segunda (13), após a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus. Ao chegar na casa dele, em Pinheiros, Temer falou aos jornalistas:

“Duas palavras que eu quero dar. A primeira é que eu me apresentaria à Polícia Federal. Foi o que eu fiz. Em segundo lugar, eu disse que aguardaria com toda a tranquilidade e serenidade a decisão do Superior Tribunal de Justiça que se deu no dia de ontem”.

O Coronel Lima, que também estava preso no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo, também foi libertado no início da tarde.

Recuo na economia

'Prévia' do PIB aponta recuo de 0,68% no 1º trimestre, diz BC — Foto: Arte/G1

‘Prévia’ do PIB aponta recuo de 0,68% no 1º trimestre, diz BC — Foto: Arte/G1

A economia brasileira registrou retração de 0,68% no 1º trimestre de 2019, indica o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo Banco Central.

Procuradoria-geral

A atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não se candidatou para disputar recondução ao cargo. Mesmo fora da lista, que teve as inscrições encerradas hoje, Dodge pode ser escolhida pelo presidente Bolsonaro.

Decreto das armas

O Ministério Público Federal entrou com recurso pedindo a suspensão do decreto das armas, elaborado pelo governo Bolsonaro. Para o MPF, decreto é um retrocesso no controle de armas no país e coloca em risco a segurança pública.

O decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, facilita o porte de arma, entre outras categorias, para advogados, caminhoneiros e políticos eleitos – desde o presidente da República até os vereadores.

Também teve isso…

Fonte: G1
Por Blog do BG

Dodge não se candidata para disputar recondução à PGR

A Associação Nacional dos Procuradores da República encerrou a lista de candidatos à lista tríplice para o cargo de procurador-geral da República, nesta quarta-feira, 15, sem o nome de Raquel Dodge, atual chefe do Ministério Público Federal – isso, no entanto, não impede que ela seja a escolhida para um eventual segundo mandato.

Após as eleições internas, marcadas para 18 de junho próximo, os três nomes mais votados serão levados ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem a Constituição confere a prerrogativa de indicar o ocupante da cadeira.

Cabe ao presidente da República escolher, a cada dois anos, o procurador-geral da República. Ele não é obrigado a indicar um nome da lista tríplice. A atual procuradora-geral pode concorrer por fora, assim como, por exemplo, o subprocurador-geral Augusto Aras.

A lista dos que aspiram o topo da instituição é esta:

1) José Robalinho Cavalcanti, atual presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.
2) Lauro Cardoso, procurador regional, foi paraquedista do Exército e secretário-geral do Ministério Público da União.
3) Blal Dalloul, procurador regional, foi secretário-geral na gestão Rodrigo Janot.
4) José Bonifácio da Andrada, ex-vice da gestão Janot.
5) Luiza Cristina Frischeisen, subprocuradora-geral.
6) Vladimir Aras, procurador regional.
7) Mário Luiz Bonsaglia, subprocurador.
8) Paulo Eduardo Bueno, subprocurador
9) Antonio Carlos Fonseca Silva, subprocurador.
10) Nívio de Freitas, subprocurador.

O mandato de Raquel se encerra em setembro. A eleição da lista tríplice ocorre em 18 de junho. Os candidatos farão o primeiro debate público na sede da Procuradoria Regional da República no Pará, em Belém, na segunda-feira (20), às 15h.

Desde 2003, primeiro ano da era Lula, nomes eleitos em lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República são entregues ao presidente da República, que tem indicado o chefe da Instituição, independente da colocação no pleito interno.

O primeiro procurador-geral escolhido por Lula foi Cláudio Fonteles, que permaneceu no cargo entre 2003 e 2005. Ele foi sucedido por Antonio Fernando de Souza (2005-2009), Roberto Gurgel (2009-2013), Rodrigo Janot (2013-2017) e a atual procuradora-geral, Raquel Dodge. Todos foram conduzidos ao cargo com base na lista tríplice da ANPR.

Estadão Conteúdo

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Para Mourão, houve exploração política em protestos: “É óbvio”

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, avaliou que houve “exploração política” das manifestações desta quarta-feira, 15, contra o bloqueio de recursos da educação. Segundo ele, o contingenciamento é feito todos os anos e as milhares de pessoas que foram às ruas hoje aproveitaram para protestar contra o governo. “Não tem a mínima dúvida”, considerou.

Para o vice-presidente, as manifestações estão dentro da normalidade, mas houve exploração política contra o governo, já que, segundo ele, o contingenciamento orçamentário ocorre todo ano e nem sempre há protestos.

“Em outros anos não houveram (sic) manifestações dessa natureza. É óbvio que houve uma exploração política na manifestação de hoje, para aproveitar como protesto ao nosso governo”, observou.

Ele ainda comentou o tamanho dos atos no país, que ocorreram na maioria das capitais. “O tamanho dos protestos são normais pela arregimentação das organizações que fizeram esse protesto têm condições de mobilizar. Não vejo nada demais, tá dentro da normalidade”, afirmou.

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Flávio Bolsonaro comprou 19 imóveis por R$ 9 milhões, diz MP

Ao pedir à Justiça a quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o Ministério Público do Rio de Janeiro apontou indícios de que o parlamentar tenha utilizado a compra e venda de imóveis no Rio de Janeiro para lavar dinheiro.

Segundo os promotores, entre 2010 e 2017, o então deputado estadual lucrou 3,089 milhões de reais em transações imobiliárias em que há “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”. No período, ele investiu 9,425 milhões de reais na compra de dezenove imóveis, entre salas e apartamentos. Faturou mais no mercado imobiliário do que como deputado.

VEJA teve acesso às 87 páginas do documento que embasou o pedido de quebra de sigilo autorizado pelo juiz da 27ª Vara Criminal do Rio. Ali, o MP afirma que a suposta fraude pode ter ocorrido para “simular ganhos de capital fictícios” que encobririam “o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos” da Assembleia Legislativa fluminense.

Os promotores citam casos em que teria havido uma valorização excessiva de imóveis comprados pelo filho Zero Um do presidente Jair Bolsonaro. Em 27 de novembro de 2012, por exemplo, ele adquiriu, por 140 000 reais, um apartamento na Avenida Prado Junior, em Copacabana, Zona Sul carioca. Quinze meses depois, em fevereiro de 2014, vendeu o imóvel por 550 000 reais. Lucro: 292%.

De acordo com o MP, de acordo com o índice Fipezap, utilizado no mercado imobiliário, a valorização de imóveis no bairro ficou em 11% neste período. Também em novembro de 2012, Flávio arrematou outro imóvel em Copacabana, na Rua Barata Ribeiro, desta vez por 170 000 reais. Um ano mais tarde, vendeu por 573 000 reais. Lucro: 237% – nesses doze meses que separam compra e venda, o índice de valorização na área não passou de 9%.

Na medida cautelar, os promotores apontam que os valores declarados para a compra foram inferiores aos do mercado; e, os da venda, superiores. De acordo com os promotores, os dois imóveis de Copacabana foram vendidos com a intermediação do americano Glenn Howard Dillard. Uma das transações deu confusão. O proprietário do apartamento na Prado Junior, o também americano Charles Eldering, acusou Dillard de não lhe ter repassado o dinheiro obtido com a venda.

Veja

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País continuará com déficit até 2025, prevê instituição do Senado

Mesmo com a aprovação da reforma da Previdência, o país continuará a registrar déficits primários – resultado das contas públicas desconsiderando os juros da dívida – até 2025, só voltando a ter resultados positivos em 2026. A conclusão consta de relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão auxiliar do Senado, divulgado hoje (15).

O relatório também apontou alto risco de descumprimento do teto de gastos – que limita o crescimento das despesas federais à inflação – a partir de 2022. Para 2019 e 2020, a IFI considera baixas as chances de os gastos estourarem o teto, mas vê risco moderado em 2021.

O principal fator para a revisão das projeções foi a piora nas previsões de crescimento econômico e na arrecadação do governo no curto prazo. A IFI reduziu de 2,3% para 1,8% a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) para 2019. Para 2020, a instituição revisou a estimativa de crescimento de 2,36% para 2,24%.

Segundo a IFI, o acionamento de gatilhos para o teto de gastos a partir de 2023 reduziria o gasto com pessoal em quase dois pontos do PIB: de 4,2% para 2,5% do PIB entre 2020 e 2030. Apesar disso, os gatilhos seriam insuficientes para que o governo tivesse margem para executar as despesas necessárias para o funcionamento da máquina pública.

O menor crescimento adiará a estabilização da dívida pública. No cenário base, o mais provável, a projeção da dívida bruta do Governo Geral para o fim de 2019 passou de 77,8% para 79,6% do PIB. O endividamento continuaria a crescer até atingir o pico de 85,5% do PIB em 2025 e começando a cair gradualmente, até chegar a 82,6% do PIB em 2030. No relatório anterior, a dívida atingiria o ponto mais alto de 82,7% do PIB em 2023 e 2024, caindo para 72,2% até 2030.

No cenário mais pessimista, que não considera a aprovação de nenhuma reforma, a dívida bruta do Governo Geral atingiria 100% do PIB em 2026, e não em 2030, como anteriormente estimado.

Perda de fôlego

O relatório destaca a perda de fôlego da indústria e a manutenção das incertezas domésticas como fatores principais para a revisão para baixo do crescimento econômico. A IFI cita o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) como fator de impacto na indústria extrativa. Na indústria de transformação, os principais responsáveis pela desaceleração foram o enfraquecimento da demanda argentina, principal destino das mercadorias manufaturadas brasileiras, e a demanda doméstica mais fraca.

Em relação ao varejo, o relatório informa que o desemprego ainda alto impede a recuperação do consumo interno de bens e de serviços. No entanto, a IFI pondera que as projeções para o PIB de 2019 podem ser revistas para cima caso o governo consiga aprovar ações para equilibrar as contas públicas e incentivar a produtividade.

Criada em dezembro de 2016 por resolução do Senado Federal, a Instituição Fiscal Independente produz relatórios, notas técnicas, banco de dados e projeções econômicas que são levadas em conta pelos parlamentares na análise de projetos de lei e de medidas do governo. O órgão pode agir tanto por iniciativa própria como quanto por demandas específicas de senadores.

Agência Brasil

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Vice-presidente reconhece que governo não soube comunicar bloqueio no orçamento

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou hoje (15) que o governo não soube comunicar os bloqueios orçamentários feitos em várias áreas, em especial na educação. Por causa do contingenciamento na área, milhares de manifestantes, principalmente estudantes e professores universitários, saíram às ruas de todo o país para protestar contra a medida.

“Nós, governo, não soubemos comunicar isso. Ficou o tempo todo colocado como corte, aquele número cabalístico de 30%, quando todos os ministérios que têm um grande número de gastos e um orçamento elevado, eles sofreram um bloqueio consistente”, disse Mourão. Segundo ele, a frustração de receitas, causadas pela queda na arrecadação, determina que haja uma contenção orçamentária, que poderá ser desbloqueada no fim do ano.

“Isso é contingenciamento, o que acontece. Eu tenho que me programar, selecionar quais são minhas despesas principais, colocar minha prioridade naquilo ali e retardar minhas despesas secundárias para o segundo semestre do ano, ou até o último trimestre, quando normalmente esses recursos são desbloqueados”, acrescentou.

IstoÉ

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Mais de 33 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe no país

Mais de 33 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe no país. O número corresponde a 56% do público-alvo definido pelo Ministério da Saúde para a campanha nacional de imunização contra a gripe deste ano. Os dados atualizados foram divulgados pelo Ministério da Saúde hoje (15).

O governo federal estabeleceu como meta vacinar 59,5 milhões de pessoas com a campanha. Os chamados “grupos prioritários” abrangem idosos (a partir de 60 anos), crianças de até seis anos, gestantes, professores, trabalhadores da saúde, pessoas com doenças crônicas e população privada de liberdade. A faixa etária do público infantil foi ampliada de até cinco anos para até seis anos.

Os estados com maior cobertura até o momento são Amazonas (88,8%), Amapá (83,8%), Espírito Santo (69,4%), Alagoas (66,1%) e Rondônia (66%). A menor cobertura foi detectada nos estados do Rio de Janeiro (38,3%), do Acre (45%), de São Paulo (48,8%), do Pará (50%) e de Roraima (51,8%).

Agência Brasil

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Líder do governo Bolsonaro critica manifestantes: “Fumadores de maconha”

Integrantes do PSL buscaram endossar as críticas do presidente Jair Bolsonaro aos protestos que se espalharam por todo o país contra os cortes do governo na educação. As falas mais duras vieram, principalmente, do líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), e da líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

Questionado sobre as paralisações, Waldir chamou os participantes do movimento de “baderneiros” e “fumadores de maconha”. “Por que querem parar? Hoje é feriado? O que acontece é que as pessoas não estão acostumadas com as palavras firmes e duras do presidente. As pessoas são manipuladas, é uma minoria. Quantas pessoas foram para rua? Quem foi? Foram aqueles fumadores de maconha, aqueles baderneiros”, disse o deputado de Goiás.

Mais cedo, o próprio Bolsonaro classificou os integrantes dos protestos como “idiotas úteis” e “imbecis”. O mesmo tom foi adotado pela líder do governo na Congresso. Ao ser ouvida sobre como avaliava as greves, ela procurou deslegitimar os movimentos.

“(Bolsonaro) nunca compactuou com esse tipo de manifestação ideológica, barulhenta e com muito pouca produtividade. Não tem como fazer diálogo com gente que está na rua gritando, esperneando, xingando o governo. Isso não é diálogo, é baderna”, disse.

Questionada se concordava, então, com a afirmação de que se tratavam de “idiotas”, a deputada do PSL evitou usar o mesmo termo. “Eu não falei isso. Eu não vou deixar que ninguém ponha nada na minha boca, mesmo os colegas de imprensa. O que eu disse é que o presidente tem posições fortes (…) e ele sempre teve essa posição de que baderna ideológica não é algo inteligente. Ele não é de meias palavras e não vai ser de meias palavras porque virou presidente”, complementou.

Valor

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Pesquisas no Brasil não estão conectadas com ‘as novas tecnologias’, diz Onyx

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a pesquisa no Brasil não está conectada com “as novas tecnologias”. A afirmação foi feita logo após o Onyx deixar o plenário da Câmara onde o chefe da Educação está sendo sabatinado nesta quarta-feira, 15.

“O Brasil ainda faz pesquisa básica”, declarou. “Queremos fazer do Brasil um país com capacidade de dar vida esperança para nossos jovens”, afirmou o ministro sobre os objetivos do governo na Educação.

IstoÉ

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Atos contra cortes na educação ocorreram em 170 cidades do Brasil

Milhares de manifestantes realizam protestos contra cortes na educação básica e no ensino superior nesta quarta-feira, 15. Atos ocorrem em um total de 170 cidades, que incluem as capitais de todos os Estados e o Distrito Federal, além de cidades do interior.

Parte das escolas e universidades das redes pública e privada também aderiu às manifestações e cancelaram o dia letivo.

Em visita a Dallas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) chamou os manifestantes de “idiotas úteis” e “massa de manobra”. Além disso, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, fala na tarde desta quarta sobre o contingenciamento em sessão na Câmara dos Deputados.

Estadão Conteúdo

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Líderes enfatizam questão ideológica e chamam Weintraub de “covarde”

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados 

Em comissão geral no Plenário, o líder do PT, deputado Paulo Pimenta (RS), chamou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, de “covarde” e disse que ele “disputa o título de pior ministro da Educação”.

Pimenta afirmou que Weintraub se esquivou de falar sobre o tema da convocação: o bloqueio de recursos em universidades e institutos federais.

“Não falou sobre cortes, não justificou os critérios e não tem coragem de dizer o que ele e o presidente Bolsonaro pensam: que a universidade não é lugar do filho da classe trabalhadora”, declarou o líder. Segundo ele, os governos petistas promoveram a expansão e a inclusão do ensino superior.

Por sua vez, o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO), rebateu as críticas. “O ministro tem a coragem de expor o que a esquerda fez no passado, que destruiu a educação no Brasil”, sustentou.

Ele afirmou que os indicadores brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) caíram inclusive nos governos Lula e Dilma. Disse ainda que a aprovação das reformas da Previdência e tributária vão dar condições para se aumentar os investimentos em educação.

Ideologia

Para o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), as universidades têm sido utilizadas para “balbúrdia” ao mostrar fotos de festas com “satanismo”, entre outras denúncias. O deputado Alexandre Frota (PSL-SP) lembrou que houve cortes no governo Dilma e apontou que a “esquerda tenta desvirtuar o foco do problema, que é a corrupção dos últimos 13 anos”.

O líder do PSL, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), informou que conversou com o presidente Bolsonaro, que “teria agradecido aos partidos de centro” pela convocação do ministro da Educação. Ele criticou ainda as manifestações contra os cortes: “As universidades estão paradas. Estão de folga? É feriado?”.

Já a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que o ministro da Educação apresentou uma exposição “cínica”. “O argumento para esse desastre não foi dificuldade financeira, mas foi cortar de três universidades que tinham balbúrdia. Argumento ideológico de perseguição das instiuições”, destacou. Ela chamou de “fake news” fotos apresentadas por deputados do PSL – as imagens retratariam, conforme os governistas, festas ocorridas em universidades públicas – e criticou a vinculação do dinheiro da educação à aprovação da reforma da Previdência.

Agência Câmara

 

Ministro diz que deputados não conhecem carteira de trabalho

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, travava duros embates com deputados durante audiência no plenário da Câmara dos Deputados, chegando a afirmar que já trabalhou com carteira assinada e questionando se os parlamentares sabiam do que se tratava.

Em sua fala, Weintraub negou ainda que existam cortes no orçamento da pasta que comanda, alegando tratar-se de um contingenciamento, e disse que o programa de governo do presidente Jair Bolsonaro previa priorizar a educação básica e fundamental e não o ensino superior.

“Nós não somos responsáveis pelo contingenciamento atual. O Orçamento atual foi feito pelo governo eleito de Dilma Rousseff e do senhor Michel Temer, que era vice. Nós não votamos neles, então nós não somos responsáveis pelo contingenciamento atual. Nós não somos responsáveis, absolutamente, pelo desastre da educação básica brasileira”, disse o ministro aos deputados.

“Não estou querendo diminuir o ensino superior, o que a gente se propõe é cumprir com o plano de governo que foi apresentado a toda população durante a campanha. A prioridade é a pré-escola, o ensino fundamental e o ensino técnico, mantendo a atual estrutura das universidades, porém mudando a estratégia”, acrescentou.

Durante os questionamentos de deputados, Weintraub foi duramente criticado por parlamentares da oposição. O líder do PT, Paulo Pimenta (RS), chamou o ministro de “covarde” enquanto o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), autor do requerimento de convocação do ministro, afirmou que a educação não é uma prioridade do governo Bolsonaro.

Em um dos momentos mais tensos da audiência até aqui, Weintraub lembrou que trabalhou como bancário, com carteira assinada, e disse que talvez os deputados não saibam o que é isso. Ele citou o ministro da Propaganda do regime nazista na Alemanha, Joseph Goebbels, ao afirmar que a oposição busca transformar mentiras em verdades.

“Eu não critico o outro lado, eu não quero morte para o outro lado, eu quero diálogo. Eu quero conversar com base em ciência, em números. Dois mais dois é quatro. Dois mais dois não é 30, não importa quantas vezes você diga isso. Goebbels falava que (se repetisse) mil vezes virava verdade. Continua sendo quatro. Não tem corte”, disse Weintraub.

“Eu gostaria também de falar que eu fui bancário, carteira assinada, viu? A azulzinha, não sei se vocês conhecem. Trabalhei muito, pagava imposto sindical, trabalhei para valer, recebia o tiquetezinho. E tem mais uma coisa: quem ligou para o dono do Santander na Espanha para pedir a cabeça de uma bancária, colega minha, porque ela ousou falar que se a Dilma fosse eleita, o dólar ia subir e a bolsa ia cair, foi o Lula, que hoje está na cadeia”, disparou.

Weintraub se referia ao episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2014 em que uma funcionária do banco Santander escreveu em nota a clientes de alta renda da instituição que a reeleição da então presidente Dilma Rousseff deterioraria o desempenho da economia brasileira.

A declaração do ministro instaurou um tumulto no plenário e o presidente em exercício da Câmara, Marcos Pereira (PRB-SP), pediu calma aos deputados, ao mesmo tempo que disse ter se sentido pessoalmente ofendido pela declaração de Weintraub sobre a carteira de trabalho e pediu ao ministro que se ativesse ao tema da audiência.

Terra

 

LOCAIS

Fátima e Boulos participam dos protestos em Natal

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A governadora Fátima Bezerra e o candidato derrotado a presidente Guilherme Boulos participaram dos protestos contra o contingenciamento de recursos da educação realizado pelo Governo Federal.

Ela aproveitou o momento em que os estudantes passaram em frente ao Centro Administrativo para declarar o apoio, juntamente com Boulos, movimentos sociais, sindicatos e centrais sindicais.

“Verás que uma professora não foge à luta!”, disse na rede social.

Fátima participou do protesto exatamente no momento em que o Governo do Estado precisa do apoio financeiro do Governo Federal, inclusive participando de reuniões com o presidente Jair Bolsonaro e assessores.

 

Presos após pichar sede do PSL, estudantes são levados para a delegacia dentro de carro de sindicato

Os dois jovens que foram detidos na noite desta quarta-feira (15) após pichar a sede do PSL em Natal foram levados para a delegacia dentro de um carro do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte).

Escoltados por polciais e, em meio a uma corrente formada por outros estudantes, os detidos foram encaminhados para a Delegacia, onde foram assinar um Termo Circustanciado de Ocorrência (TCO) pelo dano provocado ao patrimônio, pelo ato de vandalismo e ainda por crime ambiental.

Ao deixarem a sede do PSL, os dois jovens gritaram “Viva a revolução”. Os dois foram acompanhados por parentes.

As imagens foram registradas pela equipe do Via Certa Natal.

Fonte: Blog do BG

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