REFLEXÃO: SER NATURAL É NATURAL

Na nossa reflexão desta quarta-feira temos um texto publicado por Beth Michepud sobre a naturalidade infantil que nos falta quando adultos, ou seja, a pensar, falar, agir e sentir com o coração. Leia o belíssimo texto e comece o seu dia leve!

 

SER NATURAL É NATURAL

Sabe quando, de repente, fazemos alguma coisa só porque nos sentimos com disposição para fazê-lo, e às vezes parecemos ridículos, insensatos ou disparatados aos olhos alheios?
Isto é espontaneidade. É quando confiamos em nossos instintos e deixamos fluir verdadeiramente nossos sentimentos genuínos. Muitas vezes nos surpreendemos e aos outros também, e este simples gesto nos liberta da rotina quadradinha em que nos habituamos a viver e traz um prazer inesperado, saudável e leve.
O texto de Rubia A. Dantés, chamado “Onde foi que perdemos a espontaneidade” nos convida a refletir.

“Recentemente me encantei com a forma que uma criança, de mais ou menos seis meses, expressou-se ao ver uma pessoa que gostava.
Mostrou alegria e contentamento com tanta espontaneidade,  que era visível o entusiasmo que estava sentido por ver aquela pessoa. Fazia tudo para demonstrar isso na forma que podia, mexendo os bracinhos, sorrindo e dentro da sua linguagem, fazendo os sons que mostravam claramente sua alegria.

Pensei em quantos de nós, depois de adultos ainda se manifesta espontaneamente sempre que a presença de alguém ou de alguma coisa lhe toca sinceramente o coração.

Somos sujeitos a tantas regras de comportamento, tantas memórias de dor por termos exposto nosso sentimentos com verdade, que quase sempre essa manifestação espontânea de apreço, de admiração, passa primeiro pelos muitos filtros e, no final, o que sobra pode ser só um cumprimento polido.

Todos querem nos colocar regras para que possamos nos inserir dentro da sociedade, dos grupos, das religiões e, com isso, não cabemos mais em nós mesmos. Vamos nos encolhendo daqui,  acrescentando ali,  para nos adaptarmos às muitas exigências que fazem para nos incluir nisso ou naquilo.

Parece que temos que aprender como nos comportar para sermos aceitos como membros dos muitos grupos que andam por aí, só que esse padrão leva em conta regras estabelecidas por outros e podem podar a espontaneidade e a nossa expressão mais genuína.

Sempre julgamos o outro a partir do nosso limitadíssimo ponto de vista, cujo exemplo somos nós mesmos. Se alguém faz coisas que fogem ao nosso altíssimo padrão de exigência de como as pessoas devem ser, já excluímos ou taxamos de inadequado.

Porque não observar o outro assim como observamos uma criança e, mesmo que sua ação fuja aos nossos padrões de normalidade, tentar ver a beleza que existe nas diferenças?”

Certamente vamos viver com mais leveza, quando formos capazes de externar nossos mais puros e verdadeiros sentimentos, sem receio de parecermos inadequados ou ridículos. Se perdemos nossa espontaneidade, talvez seja melhor encontrá-la. Pense nisso!

Um salve à Vida!!

Fonte: Sabedoria Universal

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