REFLEXÃO: AS ESTAÇÕES NOS CONVIDA A UMA PROFUNDA REFLEXÃO SOBRE O ATO DE JULGAR

Julgar talvez seja a coisa mais difícil de se fazer nessa vida, principalmente quando se faz parte do ofício, tal qual um juiz tem como tarefa principal julgar os diversos atos, aparentemente ilícitos dos cidadãos e ainda absolver ou condenar. Por isso, se faz necessário, em qualquer situação examinar bem os fatos, ponderar e não se precipitar. Não devemos fazer juízo de valor sobre nada, nem ninguém de primeira análise. O texto a seguir, As estações, de autor desconhecido, mas de grande sabedoria nos convida a esta REFLEXÃO. 

As estações (autor desconhecido)

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos
aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um viajar para observar uma pereira que estava plantada em um distante local.

O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão e o quarto e mais jovem, no Outono.

Quando todos eles retornaram, ele os reuniu e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.

O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.

O segundo filho disse que ela era recoberta de botões verdes e cheia de promessas.

O terceiro filho discordou. Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele tinha visto.

O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas…

O homem, então, explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…

Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida, podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estiverem completas.

Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza do Verão, a expectativa do Outono.

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.

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