PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTE SÁBADO

Por G1

 

A chuva volta a provocar estragos no Rio, parte de um túnel desaba e dá um nó no trânsito. Presidente de comissão que analisa a reforma da Previdência diz que já discute texto alternativo para as mudanças nas aposentadorias. O que está por trás do pedido de demissão de mais um presidente do Inep. Dólar sobe a R$ 4,09 e bolsa fecha no pior patamar do ano. FBI investiga multinacionais suspeitas de cartel no Brasil. E ‘Juntos e Shallow now’, a versão brasileira para a música de Gaga que virou piada no Brasil.

INTERNACIONAIS

Suspeita de cartel

O FBI investiga as empresas Johnson & Johnson, Siemens, General Electric e Philips por suspeita de corrupção no Brasil. Suposto esquema teria desviado R$ 600 milhões em contratos no RJ. Autoridades brasileiras dizem que mais de 20 empresas podem ter participado de um “cartel” que pagava propinas e cobrava preços inflacionados por equipamentos médicos, como máquinas de ressonância magnética e próteses.

Preservação da Amazônia

Presidente francês, Emmanuel Macron, cumprimenta líder indígena Raoni, em encontro no Palácio do Eliseu, sede do governo, em Paris, na quinta-feira (17) — Foto: Thomas Samson / AFP

Presidente francês, Emmanuel Macron, cumprimenta líder indígena Raoni, em encontro no Palácio do Eliseu, sede do governo, em Paris, na quinta-feira (17) — Foto: Thomas Samson / AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu o líder indígena Raoni e lhe assegurou o apoio da França na luta para proteger a biodiversidade e os povos da Amazônia, vítimas de um crescente desmatamento. O governo francês também anunciou que a França planeja sediar uma cúpula internacional de povos indígenas do mundo inteiro, provavelmente em junho de 2020.

NACIONAIS

Desabamento no Rio

Parte de teto de túnel desaba na Zona Sul do Rio de Janeiro e atinge um ônibus

Parte de teto de túnel desaba na Zona Sul do Rio de Janeiro e atinge um ônibus

Parte do teto do Túnel Acústico, que liga as zonas Sul e Oeste do Rio, desabou após um deslizamento de terra provocado pela chuva. O túnel caiu sobre um ônibus, mas ninguém se feriu. Assustados, motoristas de carros deixaram os carros dentro do túnel. O trânsito, que já estava prejudicado por uma interdição na Avenida Niemeyer, ficou caótico.

“Vi a ribanceira caindo e joguei o ônibus na frente para parar o trânsito”, diz motorista

Chuva em SP

Deslizamento de encosta na Rodovia Anchieta — Foto: Rogério Soares/Jornal A Tribuna de Santos

Deslizamento de encosta na Rodovia Anchieta — Foto: Rogério Soares/Jornal A Tribuna de Santos

No litoral paulista, as rodovias Anchieta e dos Tamoios estão fechadas por causa da chuva. Vias foram obstruídas por deslizamentos de encostas. A Rio-Santos também chegou a ser bloqueada e foi liberada à tarde.

Nervosismo nos mercados

O dólar fechou em alta de 1,58% após alcançar os R$ 4,11. A moeda norte-americana encerrou a semana a R$ 4,09. Para analistas, os investidores estão preocupados com a piora das expectativas para a economia brasileira e apreensivos com a lentidão da agenda de reformas.

Também influenciada pelo clima negativo, mas com reflexo mais atenuado, a Bovespa fechou em leve queda, abaixo dos 90 mil pontos, renovando a mínima do ano.

Reforma da Previdência

Previdência: comissão avalia votar texto alternativo ao do governo

Previdência: comissão avalia votar texto alternativo ao do governo

O presidente da comissão especial da Câmara que discute a reforma da Previdência, Marcelo Ramos, confirmou a possibilidade de o grupo votar um projeto substitutivo, alternativo ao do governo, informa o blog do Camarotti. descontentes com articulação política do Palácio do Planalto, deputados querem apresentar um novo texto, deixando claro que as propostas são do Congresso.

Dança das cadeiras

A saída do delegado da PF Elmer Coelho Vicenzi da presidência do Inep, órgão responsável pelo Enem, está ligada a uma divergência sobre acesso a dados dos estudantes coletados pelo Censo da Educação. O pedido para acessar os dados foi feito por Elmer Coelho Vicenzi com o conhecimento do ministro Abraham Weintraub, mas a Procuradoria do Inep foi contra.

Após a demissão de Vicenzi, o advogado e engenheiro Alexandre Lopes foi nomeado para o cargo.

Paralisação da Avianca

Sentados no chão, funcionários da empresa aérea Avianca fazem protesto no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em meio ao processo de recuperação judicial que a empresa enfrenta — Foto: Pilar Olivares/Reuters

Sentados no chão, funcionários da empresa aérea Avianca fazem protesto no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em meio ao processo de recuperação judicial que a empresa enfrenta — Foto: Pilar Olivares/Reuters

A greve de funcionários da Avianca Brasil e o mau tempo fizeram com que a companhia aérea cancelasse 20 dos 42 voos desta sexta. Treze ocorreram por causa da paralisação, e os demais, pelo tempo, informou a Avianca. A empresa opera hoje apenas em quatro aeroportos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. Em São Paulo, funcionários protestaram no Aeroporto de Congonhas.

Igreja Católica

O papa francisco aceitou a renúncia do bispo brasileiro dom Vilson Dias de Oliveira, da Diocese de Limeira, suspeito de acobertar casos de abuso sexual na Igreja. Ele também é investigado por extorsão e enriquecimento ilícito.

Convocados para a Copa América

Tite anunciou os jogadores que vão disputar a Copa América pela Seleção Brasileira

Tite anunciou os jogadores que vão disputar a Copa América pela Seleção Brasileira

Tite convocou a Seleção para a Copa América que será disputada no Brasil entre 14 de junho e 7 de julho. Everton, do Grêmio, e dupla Cássio e Fagner, do Corinthians, são os representantes de clubes brasileiros na lista de 23. Fabinho, Vinicius Junior e Lucas Moura ficaram fora.

Também teve isso…

Fonte: G1

‘Não parece crível que Queiroz seja o líder da organização criminosa’, diz Ministério Público

Foto: Reprodução / SBT

Ao pedir a quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PSL) e de outras 94 pessoas, o Ministério Público Estadual do Rio afirmou que são ‘inverossímeis’ as justificativas do ex-assessor Fabrício Queiroz sobre as movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção da Promotoria do Rio atribui ao senador indícios de ‘fantasmas’, compra e venda sub e superfaturada de imóveis, apropriação de salários e ‘laranjas’.

De acordo com a Promotoria, ‘não parece crível a insinuação da defesa de que a liderança da organização criminosa caberia ao próprio Queiroz, um assessor subalterno, que teria agido sem conhecimento de seus superiores hierárquicos durante tantos anos’.

O Ministério Público ainda diz que ainda estão pendentes a identificação das lideranças do núcleo político e outros possíveis integrantes dos núcleos operacional e executivo, bem como a descoberta do destino final dos recursos desviados’.

Nos autos da investigação, Queiroz afirmou, por meio de seus advogados, ter conhecido Flávio na década de 1980, e foi convidado a exercer o cargo em 2007.

Ele justifica que, em razão de o parlamentar ter tido uma ‘margem pequena de votos’ nas eleições de 2006, teve a ideia de construir uma ‘aproximação maior com a base eleitoral nos setores de segurança pública e forças armadas’, acrescentando que, apesar de o chefe de gabinete oficial da reserva da Força Aérea Brasileira e já cuidar da relação superior e institucional da base eleitoral, coube a Fabrício Queiroz ‘gerenciar as questões relacionadas à atuação dos assessores fora do gabinete do deputado, ou seja, em caráter externo, trabalhando para ‘expandir as redes de contato e de colaboradores do deputado’.

Queiroz diz que acertou com os comissionados que, para trabalharem no gabinete de Flávio, teriam de entregar parte dos vencimentos para que ele repassasse a outras pessoas que atuariam como assistentes informais da base eleitoral do deputado estadual.

Antes ainda de se manifestar por meio de defensores, Queiroz havia dado outra versão, em entrevista ao SBT na qual afirmou ter obtido o dinheiro com revenda de carros usados. “Sou muito bom de negócio”.

Para os promotores, as afirmações não são factíveis. “As declarações de Fabrício Queiroz, com nítido objetivo de tentar assumir sozinho a responsabilidade penal e desviar o foco da investigação que também recai sobre o ex-deputado estadual que nomeou os assessores envolvidos no esquema criminoso, não foram acompanhadas por nenhum momento de prova e pecam por diversas fragilidades e contradições”.

A Promotoria ressalta que a defesa ‘nem sequer indicou os nomes desses supostos assessores ‘externos’ ou apresentou a contabilidade de tais pagamentos’.

“Ora, caso a destinação dos recursos desviados realmente tivesse a finalidade alegada pela defesa, Fabrício Queiroz não teria dificuldades de indicar os dados qualificativos e a quantia que cada pessoa teria recebido, já que se intitulou como gerente dos ‘assessores’ de fora do gabinete”.

“Não se pode sequer alegar que não houve tempo de providenciar a relação dos destinatários dos recursos, pois a defesa técnica do investigado já teve acesso aos autos há mais de três meses e mesmo assim não juntou qualquer comprovação material de suas alegações”, afirmam os promotores.

Eles destacam que,’além de não ter sido fornecido pela defesa técnica nenhum documento com a identificação das pessoas e a contabilização dos recursos repassados aos supostos assessores, pela argumentação defensiva tampouco haveria qualquer controle sobre as atividades externas, supostamente desenvolvidas por essas pessoas’.

“Ou seja, não há evidências de que quaisquer pessoas tenham sido remuneradas pelos valores desviados para a conta de Fabrício Queiroz, nem de que quaisquer valores lhes tenham sido repassados, nem de que quaisquer atividades tenham sido desempenhadas pelas mesmas, inexistindo qualquer elemento de corroboração a indicar que tal alegação seja algo diverso do que uma conveniente obra de ficção.”

Segundo os promotores, a versão de Queiroz também não é compatível com os relatórios de inteligência financeira do Coaf, que mostram que ele ‘acolheu como vencimentos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro o valor de R$ 81 mil, enquanto os pagamentos de títulos bancários, despesas eminentemente pessoais, superam seus vencimentos, alcançando o valor de R$ 101 mil, de onde é possível concluir que, no mínimo, Fabrício Queiroz se apropriava de parte dos valores desviados dos salários dos assessores depositados em sua conta bancária para pagar despesas pessoais que superavam sua capacidade financeira’.

“Outro ponto que fragiliza sobremaneira a tese defensiva é a existência de centenas de milhares de reais movimentados através de depósitos e saques fracionados em espécie na conta de Fabrício Queiroz ao lado de transferências bancárias identificadas envolvendo outros assessores”, afirmam os promotores.

“Ora, se o investigado entendia ser lícita a conduta de ecigir parte dos salários dos assessores e transferir para terceiros, por que ao invés de transferir diretamente os recursos para as contas dos destinatários realizava vários depósitos e saques em espécie de forma fracionada, em notória tentativa de burlar os mecanismos de identificação do Coaf?”, indagam

Os promotores ainda questionam. “E por que o advogado do investigado, mais de três meses depois de ter tido acesso aos autos da investigação, ainda não sabe informar a relação das pessoas que teriam sido beneficiadas pelas contratações informais?”

E exemplificam. “Mais uma circunstância que torna incoerente a tese defensiva é o fato de o Policial Militar Jorge Luís de Souza, também assessor do ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro, ter depositado a expressiva quantia de R$ 90 mil em uma única transação, em espécie, na conta bancária de sua mãe”.

“Portanto, todas essas circunstâncias levantam suspeitas de que os valores transferidos ou sacados em espécie pelos assessores não eram destinados para a contratação de assistentes informais como afirma a defesa de Queiroz. Ao revés, as informações de inteligência financeira sugerem que as quantias desviadas do orçamento da Alerj eram distribuídas entre as principais lideranças do Gabinete Parlamentar, razão pela qual se justifica a presente medida cautelar para aprofundamento das investigações”, concluem.

COM A PALAVRA, FLÁVIO BOLSONARO

O senador Flávio Bolsonaro defende-se por meio de nota divulgada por sua assessoria dizendo que ‘não são verdadeiras as informações vazadas acerca de meu patrimônio’. Ele afirmou que continua sendo ‘vítima de seguidos e constantes vazamentos de informações contidas em processo que está em segredo de justiça’.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE QUEIROZ

O advogado Paulo Klein, defensor da família Queiroz, também rebateu as acusações. “O que dizer do MP que depois de 1 ano e 5 meses não tem indícios mínimos de prática criminosa? Tanto é que não existe denúncia até agora.”

Estadão Conteúdo

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“Se é para a Caixa dar lucro, privatiza logo”, diz Paulo Guedes

Foto: Alan Santos/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira que a função de um banco público como a Caixa é passar seu excesso de receita para taxas de juros menores, e não dar lucro como uma instituição privada.

“Se é pra dar lucro, privatiza logo. Pra que eu vou ter um banco com 21 mil agências no Brasil todo para dar lucro máximo? Se for pra isso, privatiza, vende, funde com o Banco do Brasil”, disse Guedes, em discurso no 91º Enic, encontro do setor da construção, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no Rio.

Guedes defendeu um programa de habitação popular, sugerindo mudanças no Minha Casa Minha Vida. Também defendeu juros mais baixos para o financiamento imobiliário. Sem detalhar a proposta, o ministro disse que, se os juros para o financiamento imobiliário fossem em torno de “IPCA (o índice oficial de inflação) mais 2%”, geraria demanda para a construção civil, num movimento que chamou de “capitalismo popular”.

Estadão Conteúdo

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Justiça amplia quebra de sigilo e manda Receita passar notas fiscais de Flávio

O juiz Flávio Itabaiana determinou que a Receita Federal envie ao Ministério Público do Rio de Janeiro todas as notas fiscais emitidas entre 2007 e 2018 em nome do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), de seu ex-assessor Fabrício Queiroz e outros sete investigados no caso.

A decisão assinada na quarta-feira (15) é uma ampliação das quebras de sigilo bancário e fiscal determinadas no fim do mês passado.

O Ministério Público apura a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de Flávio quando ele exercia o mandato de deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Também são alvos da nova medida a mulher de Flávio, a dentista Fernanda Bolsonaro, a empresa do senador e cinco parentes de Queiroz.

Ao solicitar a medida, o Gaecc (Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção) afirma que, “em razão das peculiaridades da investigação, torna-se necessário obter as notas fiscais a fim de possibilitar o cruzamento de dados bancários”.

A determinação do magistrado foi endereçada à Receita Federal, que deve entregar os documentos ao Ministério Público fluminense.

As notas fiscais aprofundam as informações a que o Ministério Público terá acesso. Com os dados bancários, os investigadores visualizariam apenas as transferências de recursos. Os novos documentos permitem identificar mercadorias e serviços adquiridos com esses pagamentos.

Segundo a Folha apurou, uma das hipóteses a ser checada é se Queiroz pagava contas e serviços pessoais do senador. Não há evidências, por enquanto, de que isso ocorria.

No mês passado, Itabaiana deferiu a quebra de sigilo bancário e fiscal de 86 pessoas e 9 empresas. Além do próprio senador, sua mulher e empresa, foram alvos todos os seus ex-assessores, nomes ligados a Queiroz e pessoas físicas e jurídicas que fizeram transações imobiliárias com Flávio nos últimos 14 anos.

O pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal foi o primeiro passo judicial da investigação após um relatório do governo federal ter apontado, há 500 dias, a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz.

Além do volume movimentado na conta de quem era apresentado como motorista de Flávio, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo.

As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Assembleia Legislativa, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos (2003-2018) até ser eleito senador.

Queiroz já admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado.

Flávio Bolsonaro afirmou, por meio de sua assessoria, que o pedido para envio de notas fiscais “não significa que houve crime”.

“Decisões judiciais devem ser respeitadas. Isso, porém, não significa que eu ache correto o que estão fazendo contra mim com essa campanha caluniosa”, afirmou o senador.

“Reafirmo que não são verdadeiras as informações vazadas pelo Ministério Público. Continuo sendo vítima de seguidos e constantes vazamentos de informações contidas em processo que está em segredo de justiça. Movimento que deixa evidente a campanha contra mim para atingir o governo de Jair Bolsonaro”, completou, em nota.

A defesa de Fabrício Queiroz afirmou, em nota, que “acredita que a decisão de ampliação do objeto de devassa na vida pessoal dele e de sua família só releva e reforça o caráter desmedido e ilegal com que vem sendo tratada a questão.”

Folhapress

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Deputados articulam novo projeto para a reforma da Previdência sem Paulo Guedes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em mais um embate com o governo de Jair Bolsonaro, um grupo de deputados decidiu que o projeto de reforma da Previdência que sairá da Câmara terá a marca do Parlamento, e não a do Executivo. Segundo o presidente da Comissão Especial que analisa a reforma, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), a ideia é apresentar um substitutivo ao texto enviado pelo governo, de forma a garantir que o projeto tenha o DNA da Câmara, mas sem mudar os prazos de tramitação.

Segundo Ramos, a decisão foi tomada na quinta-feira, em reunião na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), da qual participaram líderes de partidos do grupo conhecido como Centrão. Estavam na reunião os deputados Arthur Lira (PP-AL), Wellington Roberto (PR-PB), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Marcos Pereira (PRB-SP). Também participou o deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

Ramos contou que a decisão de apresentar um substitutivo ao projeto enviado pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, tem conotação basicamente política, levando em consideração a relação completamente desgastada entre o Legislativo e o Executivo. “Este é um governo que desconsidera completamente o Parlamento”, afirmou.

Para o deputado, apresentar um projeto alternativo é a única chance de a reforma da Previdência ser aprovada. “Essa é uma reforma muito importante para o País, fundamental, e não podemos correr o risco de não ser aprovada porque o deputado antipatiza com o governo Bolsonaro”, afirmou.

Além disso, segundo ele, o projeto enviado pelo governo tem muitos problemas. “É quase impossível emendar esse texto, às vezes você mexe em um ponto achando que está diminuindo a idade de aposentadoria e, quando vai ver, está aumentando”, disse.

Não há ainda, disse Ramos, um texto definido para ser apresentado. Segundo ele, isso ainda será discutido a partir da próxima semana. “Mas há alguns projetos no Congresso que podem servir de base.” Ele deixou claro, no entanto, que o substitutivo terá de ser apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que é o relator do projeto na Comissão Especial da Previdência.

Ramos informou também que a ideia de um texto alternativo não foi apresentado ao ministro Paulo Guedes. “Mas, se nós aprovarmos um projeto que garanta a economia que ele está buscando, não estará bom?”, disse.

Ramos afirmou que uma das premissas básicas a serem perseguidas no substitutivo seria exatamente não comprometer o cronograma da tramitação, ou seja, o projeto não precisaria voltar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde já foi aprovado. Além disso, teria de garantir a potência fiscal do projeto – uma economia de pelo menos R$ 1 trilhão em dez anos – e, mais importante, “fazer os ajustes que garantam os 308 votos necessários pra aprovação”.

Ideias

Um dos deputados que participaram na reunião na casa de Maia, que preferiu falar sob condição de anonimato, disse que várias ideias foram discutidas no encontro, entre elas até a volta de antigos projetos de reforma da Previdência. Mas, segundo ele, ficou claro que um novo projeto será apresentado, com a assinatura dos líderes dos partidos, embora a forma de se fazer isso não tenha ficado clara ainda.

O deputado Rodrigo Maia, porém, disse não concordar com a ideia de se modificar totalmente o projeto apresentado pelo governo. “Não concordo com essa tese. Vou trabalhar no diálogo com Paulo Guedes. Tem um ou outro deputado que vai apresentar um voto em separado, mas isso não tem nada comigo”, afirmou.

O relator da reforma na Comissão Especial, Samuel Moreira, por sua vez, escreveu em sua conta no Twitter que essa não é hora de buscar protagonismo, e sim de ter unidade em torno da reforma. “Quando há mudanças na proposta original, esse procedimento é natural. Não há nada de novo. Não podemos achar que tudo é luta política. Temos que unir todas as forças. Vamos blindar a reforma.”

Estadão Conteúdo

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Nova forma de governar não agrada grupos do passado, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem (17), em nota lida pelo porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, que a mudança na forma de governar o Brasil não tem agradado a grupos que, no passado, se beneficiaram do ele chama de “relações pouco republicanas”.

“Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada aqueles grupos que, no passado, se beneficiaram das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e recolocarmos o país de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude”, disse Bolsonaro na declaração lida por Rêgo Barros a jornalistas.

A declaração foi uma resposta ao vazamento de uma mensagem do próprio presidente Bolsonaro enviada a grupos de WhatsApp dos quais ele faz parte. Na mensagem, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o presidente compartilha um texto assinado por um “autor desconhecido”, em que o principal argumento é o de que o país é governado “exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público”. Segundo este texto, o Brasil seria uma país “ingovernável” fora de “conchavos”.

O Palácio do Planalto confirmou que o texto em questão foi realmente distribuído pelo presidente em grupos de WhatsApp. Ao distribuir a mensagem, o presidente classifica o texto como “no mínimo interessante” e ainda escreve: “Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: ‘essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar’. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões”. Em seguida, ele teria pedido para que o material fosse compartilhado.

Agência Brasil

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Partidos veem aceno do presidente à radicalização; bolsonarista fala em ‘fechar Congresso’

O texto distribuído por Jair Bolsonaro a aliados foi lido por dirigentes de partidos como um sinal de que o presidente acenou à radicalização para voltar a comandar a cena política.

A mensagem foi interpretada como uma tentativa de incendiar convocatória que circula nas redes bolsonaristas para ato em defesa dele, contra o Congresso e o Supremo, dia 26. Em áudio que chegou ao Planalto, um caminhoneiro fala em mostrar força à Câmara, ao Senado e “àqueles 11 togados de merda”.

Bolsonaro compartilhou uma espécie de artigo, intitulado “texto apavorante”, que dissemina a tese de que o “sistema” se uniu para não deixá-lo governar. Ele o fez após receber informações de que as convocações para ato em sua defesa estavam ganhando corpo. Assim como na campanha, o principal vetor da mobilização é o WhatsApp.

O presidente foi abastecido por aliados com as mensagens que estavam circulando. Em um áudio, um caminhoneiro diz ter se dado conta de que “a parte podre do Congresso —Câmara e Senado—, mais o STF com o apoio da Rede Globo, estão se unindo para tentar derrubar o capitão”. “E a gente não vai deixar”, ele conclui.

“O povo vai se levantar em favor do presidente para dar a ele salvo-conduto para fazer o que for necessário. (…) Nem que seja para fechar esse Congresso maldito e interditar esse STF”, diz o caminhoneiro. O texto compartilhado por Bolsonaro, endossa, de forma menos virulenta, a tese de uma conspiração.

Presidentes de siglas orientaram suas bancadas a não reagirem institucionalmente ao artigo divulgado por Bolsonaro para não dar vazão à teoria conspiratória que ele, agora pessoalmente, alimenta.

Militares que não atuam no Planalto viram com preocupação a escalada dos fatos desta sexta (17). Dizem que o momento era de somar esforços, não de dividir.

Pessoas próximas à família atribuem os últimos gestos do presidente ao combo de derrotas no Congresso e ofensiva do Ministério Público sobre Flávio Bolsonaro. A devassa nas contas do filho, com implicações para outros integrantes do clã, o abalou.

Painel/Folha de S.Paulo

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Bolsonaro sanciona anistia a partidos que não aplicaram o mínimo em campanhas femininas

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta sexta-feira (17) um projeto aprovado pelo Congresso que prevê, entre outros pontos, anistia a partidos políticos que não investiram o mínimo de 5% dos recursos do Fundo Partidário em campanhas femininas.

A proposta consta de um projeto aprovado no mês passado pela Câmara, e que já havia passado pelo Senado. O prazo para a sanção terminava nesta sexta.

O trecho sancionado prevê: “Art. 55-A. Os partidos que não tenham observado a aplicação de recursos prevista no inciso V do caput do art. 44 desta Lei nos exercícios anteriores a 2019, e que tenham utilizado esses recursos no financiamento das candidaturas femininas até as eleições de 2018, não poderão ter suas contas rejeitadas ou sofrer qualquer outra penalidade.”

O artigo mencionado estabelece que os recursos do Fundo Partidário devem ser aplicados na “criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres […] conforme percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 5% (cinco por cento) do total”.

Mais cedo, nesta sexta, Bolsonaro se reuniu no Palácio da Alvorada com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e com o subchefe de Assuntos Jurídicos, Jorge Antonio de Oliveira Francisco, para discutir o tema.

Ao sancionar o projeto, Bolsonaro decidiu vetar o trecho relacionado à anistia em caso de doações de servidores públicos.

O trecho vetado previa: “Ficam anistiadas as devoluções, as cobranças ou as transferências ao Tesouro Nacional que tenham como causa as doações ou contribuições feitas em anos anteriores por servidores públicos que exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração, desde que filiados a partido político.”

Após se reunir com Bolsonaro, o ministro Onyx Lorenzoni se dirigiu à casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para explicar as razões do veto, entre as quais a de que não havia previsão orçamentária para a renúncia fiscal.

G1

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José Dirceu se entrega à PF em Curitiba para cumprir pena na Lava Jato

O ex-ministro José Dirceu se entregou à Polícia Federal (PF), em Curitiba, na noite desta sexta-feira (17) para cumprir pena de 8 anos e 10 meses pela segunda condenação dele na Operação Lava Jato.

Ele chegou à Superintendência da PF por volta das 21h30. Na tarde de quinta-feira (16), o juiz federal Luiz Antonio Bonat mandou prender o ex-ministro e estipulou que ele se entregasse até as 16h desta sexta.

No entanto, ele não obedeceu o prazo estipulado. A defesa alegou que Dirceu não cumpriu o horário estabelecido porque viajou de carro, de Brasília (onde mora) para Curitiba. Como manifestou disposição em se apresentar à PF, ele não foi considerado foragido após as 16h.

A determinação da prisão foi feita depois que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou, por unanimidade, um recurso da defesa, que pedia prescrição da pena pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Mesmo com a prisão sendo executada, a defesa do ex-ministro ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados também podem tentar um último recurso, chamado de embargos dos embargos, no próprio TRF-4.

No fim da tarde, com o fim do prazo estipulado pelo juiz, a defesa entrou com uma petição no processo e informou que José Dirceu estava a caminho de Curitiba. No documento, os advogados ressaltaram que ele se apresentaria ainda nesta sexta-feira.

“Esclarece, contudo, que pela distância entre Brasília e Curitiba e pelo mau tempo, o condenado, que saiu de carro, durante a madrugada, da Capital Federal, não conseguirá chegar até as 16h. A Defesa não informou o provável horário de chegada, mas comprometeu-se a fornecer maiores informações assim que tiver uma previsão mais concreta”, disse o juiz em despacho.

Diante do pedido, Bonat informou que não caberia mais a ele aceitar o pedido por um novo prazo para que Dirceu se entregar. Segundo o juiz, a decisão cabe ao juiz da execução penal.

“Detalhes para a entrega do preso, inclusive quanto à dilação do horário para tanto, devem ser requeridos àquele Juízo, razão pela qual deixo de examinar o pleito da Defesa”, afirmou.

Dirceu foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em 2017 em um processo que investigou recebimento de propina em um contrato com a empresa Apolo Tubulars para o fornecimento de tubos para a Petrobras, entre 2009 e 2012.

O ex-ministro ficou ficou preso em Curitiba entre agosto de 2015 e maio de 2017, em cumprimento da primeira condenação que recebeu na Lava Jato.

O STF concedeu a ele um habeas corpus e o direito de aguardar o julgamento dos recursos desse processo com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Em 2018, depois que os recursos foram julgados, Dirceu voltou à prisão. Ele foi solto novamente em junho de 2018, após uma determinação da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou que ele deveria aguardar até que os recursos fossem julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em liberdade.

No primeiro processo, o ex-ministro foi condenado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

G1

Por Blog do BG

Ministro diz que há indícios de irregularidades no Fundo Amazônia

Foto: José Cruz/Agência Brasil 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse hoje (17), em entrevista coletiva, em São Paulo, que parte dos projetos do Fundo Amazônia apresentaram irregularidades após análise preliminar. “Em 1/4 dos 103 projetos há exemplos que merecem análise mais aprofundada dos órgãos de controle”, afirmou.

Segundo o ministro, os projetos seguem agora para análise do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), órgão gestor e executor dos contratos, para que sejam tomadas as providências. Ele disse que os principais problemas são inconsistências nas prestações de contas, altas despesas administrativas e gastos excessivos com folha de pagamento. A análise feita pelo MMA, segundo Salles, também será repassada à Controladoria Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU).

“Há uma desconexão na escolha desses diferentes projetos, há montantes muito altos com gastos administrativos e destinações muito pequenas para atividades-fim”, afirmou Salles. De acordo com ele, foram analisados contratos de ONGs e órgãos públicos ambientais.

O ministro disse que a maior parte dos projetos analisados foi contratada sem licitação. “Há um percentual grande, de 82%, de contratações de balcão, que são aquelas não licitadas”. “Essas questões remontam à necessidade de melhorar a governança pela qual são feitas as contratações e as escolhas do projeto do Fundo Amazônia”, acrescentou.

Salles recomendou que novos convênios e projetos não sejam feitos por enquanto. “Até resolvermos o que fazer com a situação encontrada até agora, não recomendamos que se façam novas contratações.” De acordo com ele, embora seja uma recomendação do MMA, a decisão ficará a cargo do BNDES. No âmbito do ministério, a pasta define critérios e diretrizes para escolha dos projetos e o BNDES é o gestor dos recursos.

Mesmo com irregularidades, o ministro reconheceu que as ações ajudaram a diminuir o desmatamento na Amazônia. “Entendemos que o recurso do Fundo Amazônia certamente ajudou em algum grau a controlar, reduzir ou segurar o desmatamento, mas o que gostaríamos de ter são instrumentos para mensurar o quanto de recursos foram dispendidos mediante o resultado alcançado”.

Fundo Amazônia

Segundo o site do governo federal, o Fundo Amazônia capta doações de instituições nacionais e internacionais para o financiamento não reembolsável de ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento na Amazônia Legal, e ainda o fortalecimento do uso sustentável dos recursos florestais no Brasil e em outros países tropicais.

Atualmente, a Petrobras e os governos da Noruega e da Alemanha são os principais doadores para o Fundo Amazônia. Em dezembro de 2017, por exemplo, os dois países europeus doaram R$ 271,2 milhões. No total, o apoio do fundo já chega a cerca de R$ 4,6 bilhões (US$ 1,2 bilhão).

Agência Brasil

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Talentos estão rejeitando trabalhar no Facebook após escândalos

O Facebook viu uma diminuição notável na taxa de aceitação em suas ofertas de emprego. Segundo a CNBC, até três anos atrás o número de pessoas que aceitavam ofertas para trabalhar na empresa era perto de 90%, enquanto hoje essa proporção caiu para quase 50%.

A empresa ainda se recupera das consequências de seu escândalo Cambridge Analytica há mais de um ano, e esse foi o motivo apontado pelo portal como uma das razões para os candidatos estarem recusando as ofertas de emprego.

O escândalo em questão envolveu uma empresa de dados que acessou indevidamente os dados de 87 milhões de usuários do Facebook e usou para segmentar anúncios para Donald Trump na eleição presidencial de 2016. Isso foi feito por meio de um teste de personalidade acessado apenas por alguns milhares de pessoas, mas que aproveitava a liberdade que o Facebook fornecia a desenvolvedores para também coletar informações de outros contatos de usuários que não necessariamente fizeram o teste.

Os recrutadores do Facebook disseram que após o caso da Cambridge Analytica, eles notaram uma queda acentuada na taxa de aceitação das ofertas de emprego, segundo as fontes ouvidas pela publicação. Este é um impacto negativo para a empresa, que tem cada vez mais dificuldades para agregar talentos, especialmente jovens e universitários.

O escritório da rede social já foi considerado o melhor lugar para se trabalhar nos Estados Unidos. Além do escândalo, outros motivos foram apontados sendo chave para a baixa aceitação, como o aumento do custo de vida na região do Vale do Silício e a competição acirrada entre empresas no setor de tecnologia, incluindo gigantes como Google e Apple e startups.

O porta-voz do Facebook, Anthony Harrison, disse que o número de funcionários da empresa cresceu 36% ano a ano do primeiro trimestre de 2018 até o primeiro trimestre de 2019. O Facebook contestou a precisão das contas dos recrutadores, mas se recusou a apontar pontos específicos errados.

Apesar de tudo isso, a empresa liderada por Zuckerberg está longe de diminuir. Pelo contrário: a empresa afirma que veio o número de funcionários aumentou em 36% em 2018.

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MP recebeu relatório sobre Flávio Bolsonaro em janeiro de 2018; caso só veio a público 11 meses depois

A investigação sobre Flávio Bolsonaro e outros deputados e diversos assessores parlamentares veio a público em dezembro, mas o relatório do Coaf que aponta movimentações suspeitas está com o Ministério Público do Rio desde o início do ano passado – foi recebido pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro do MPRJ em 3 de janeiro de 2018.

O documento do Ministério Público do Rio que pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas que tiveram relação com Flávio Bolsonaro cita outros Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Coaf.

Um deles revela que, entre novembro de 2017 e junho de 2018, houve 190 mil reais de saques em espécie da conta de Fabricio Queiroz, amigão e ex-assessor de Flávio Bolsonaro.

No documento, o Ministério Público do Rio afirma que encontrou indícios de organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato no gabinete de Flávio Bolsonaro na época em que ele era deputado estadual.

Com informações da Veja

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Ex-ministro Bebianno diz que Carlos Bolsonaro ‘sabe como manipular o pai’

Foto: Ricardo Borges/Folhapress 

Demitido depois de entrar em confronto com o filho do presidente e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, o ex-ministro Gustavo Bebianno conversou com VEJA. Nos Estados Unidos, ele afirmou que Carlos sabe como “manipular” o presidente.

“A minha impressão é que há muita chantagem emocional envolvida e assuntos íntimos de família que não me dizem respeito”, explicou.

Bebianno ainda observou que o presidente Jair Bolsonaro aparenta ter uma “grande dificuldade para impor limites”, o que “atrapalha o governo”.

Veja

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Previdência: comissão avalia votar texto alternativo ao do governo, diz presidente do grupo

POR GERSON CAMAROTTI

O presidente da comissão especial da Câmara que discute a reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR-AM), confirmou a possibilidade de o grupo votar um projeto substitutivo, alternativo ao do governo, informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews.

Conforme mostrou o blog, descontentes com articulação política do Palácio do Planalto, deputados querem apresentar um novo texto, deixando claro que as propostas são do Congresso.

“Dentro da lógica de blindar a pauta econômica e de dar um protagonismo maior à Câmara dos Deputados, já que é a Câmara dos Deputados que tem assumido a responsabilidade de enfrentar as reformas estruturantes que o país precisa, nós hoje consideramos como hipótese a ideia de um projeto substitutivo ao projeto encaminhado pelo governo”, declarou Marcelo Ramos.

De acordo com o presidente da comissão, o texto poderia ser apresentado pelo relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

Segundo Marcelo Ramos, a ideia é que o novo texto a ser apresentado mantenha a “premissa” da equipe econômica, de economizar cerca de R$ 1 trilhão em dez anos.

Conforme alguns parlamentares, o objetivo com a apresentação de um novo texto é “blindar” a reforma do que eles consideram “crises” produzidas pelo próprio governo.

Seria um jeito também, segundo eles, de garantir o protagonismo do Congresso no tema e em eventuais mudanças, como na aposentadoria rural e no Benefício de Prestação de Continuada (BPC).

“Vamos trabalhar para que ao final o relatório da reforma da Previdência possa ser votado da forma mais equilibrada. Nós teremos a oportunidade de avançar em uma pauta que dialogue com a agenda do país, que é previdência, tributária e novo pacto federativo”, afirmou o vice-presidente da comissão especial, Silvio Costa Filho (PRB-PE).

G1

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CRISE: Caixa Econômica Federal abre PDV na próxima semana para 3,5 mil empregados

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta sexta-feira (17) a funcionários do banco um programa de demissão voluntária (PDV) com objetivo de reduzir 3,5 mil postos.

Segundo a instituição estatal, o público alvo principal do programa são 28 mil funcionários que trabalham na matriz e em escritórios regionais da Caixa. O prazo para adesão ao PDV começa na segunda-feira (20) e vai até o começo de junho.

“Simultaneamente, o banco vai chamar aprovados em concurso em 2014”, afirmou a assessoria de imprensa do banco. Ainda não há uma estimativa de quantos serão contratados, mas a expectativa é de que até 25% desse público seja composto por pessoas portadoras de deficiência física.

O banco afirmou ainda que não há neste momento planos para fechamento de agências. A Caixa tem mais de 4,4 mil pontos físicos de atendimento no Brasil.

A instituição não informou de imediato qual a estimativa de economia a ser obtida com o PDV. A Caixa tinha 85 mil funcionários no final de 2018, o dado público mais recente.

Folhapress

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Dólar supera os R$ 4,10 e Bolsa fecha abaixo dos 90 mil pontos

O mercado brasileiro não se recuperou das perdas da véspera nesta sexta-feira (17). O dólar continuou a subir e fechou a R$ 4,1020, valorização de 1,58%. A Bolsa brasileira fechou abaixo dos 90 mil pontos, pior desempenho do ano.

Analistas destacam que não houve mudança no quadro político em direção ao avanço da reforma da Previdência. A crise entre governo Bolsonaro e Câmara e investigações envolvendo o filho do presidente, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), preocupam investidores.

No exterior, o dia também foi de perdas após negativas da China quanto a um acordo com os Estados Unidos para por fim à guerra comercial. As Bolsas chinesas recuaram mais de 2%.

Nos EUA, índice Dow Jones recuou 0,38%. S&P 500 caiu 0,45% e Nasdaq teve queda de 1%.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, operou em alta durante a maior parte do pregão. A recuperação após a queda de quinta (16), no entanto, não se sustentou. A Bolsa fechou com leve recuo de 0,03%, a 89.992 pontos, pior patamar do ano. O giro financeiro foi de R$ 16,4 bilhões. Na semana, o índice acumula queda de 4,5%.

Na véspera, o índice caiu 1,75%, a 90 mil pontos. O recuo foi impulsionado pela queda nas ações da Vale, com risco de rompimento de duas barragens. Hoje, com o recorde no preço do minério de ferro, os papeis da companhia se recuperaram e tiveram alta de 2,8%.

Durante a sexta, o dólar continuou trajetória de alta e chegou a R$ 4,1140. A moeda encerrou cotada a R$ 4,1020, alta de 1,58%. O valor é o maior desde 19 de setembro de 2018, período pré-eleitoral.

Na quinta, a moeda americana havia fechado acima dos R$ 4 pela primeira vez desde 1º de outubro.

Na semana, o dólar acumula valorização de 4%. Este é o pior período para o real desde a semana de 20 de agosto, quando a moeda americana teve alta acumulada de R$ 4,80. Dentre as divisas emergentes, o real foi a que mais se desvalorizou, com 2,48% de perdas, bem à frente do Florim húngaro, segundo mais desvalorizado, que perdeu 1,21% frente ao dólar.​

Para Sidnei Nehme, diretor da corretora de câmbio NGO, a alta do dólar não deve se manter. “O patamar de R$ 4,10 já é de altíssimo risco para quem aposta na alta do dólar. Se o governo der um passo firme em direção a reforma da Previdência, a cotação da moeda americana desmorona”, afirma.

Para o economista, a valorização do dólar reflete o cenário de incertezas domésticas. “Neste caso, a guerra comercial entre EUA e China não teve grande pressão. A cotação reflete uma aposta de que o dólar continue a subir, uma aposta no caos. O câmbio é um dos únicos segmentos que não temos problema, com grande reserva e mecanismos para suprir liquidez do mercado. O real é a moeda mais bem defendida e a que cai mais, por especulação de que o cenário político vá piorar”, diz Nehme.​

O início da investigação judicial contra Flávio Bolsonaro e a citação a Rodrigo Maia em delação sobre o pagamento de propina pela companhia aérea Gol podem ser mais um entrave no panorama político. Maia é o principal articulador político da reforma da Previdência, vista como a salvação das contas públicas brasileiras.

Protestos contra o corte de verbas da Educação e a postura conflituosa de Jair Bolsonaro também preocupam o mercado.

Dados econômicos do início do ano tampouco geram otimismo. Segundo o Banco Central, a atividade econômica no primeiro trimestre recuou e as projeções para o PIB do período são negativas.

O clima no exterior também piou na semana, com novos capítulos da guerra comercial entre China e Estados Unidos. Na segunda, o governo chinês anunciou o aumento de tarifas para importações americanas, o que derreteu os mercados globais.

Nesta sexta, o governo chinês afirmou que não tem pressa de fechar um acordo e que a decisão do governo de Donald Trump de elevar as tarifas de importações chinesas feriu “profundamente” as negociações. De forma protecionista, os chineses anunciaram novos incentivos para o mercado interno.​

Folhapress

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Guedes: ‘Temos coisas para disparar, mas não queremos disparar antes da hora’

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ao ser cobrado em evento da construção civil sobre medidas de curto prazo que destravem a economia, que existem várias medidas para serem disparadas, mas que precisam ser anunciadas no tempo certo. Ele afirmou que vem ouvindo “todo mundo” e o País vai voltar a crescer.

Entre as medidas que já estão sendo adotadas Guedes citou a simplificação para abertura de empresas, e que espera aumentar a competição no mercado financeiro com o lançamento de fundos de renda fixa.

“Se você começa a apertar o botão, como fizeram no governo passado, sem garantir as reformar complementares… pode ser que eu solte nas duas ou três semanas, se a Previdência andar…”, afirmou.

Sem querer antecipar outras medidas que serão tomadas, Guedes acenou com algum benefício para as igrejas, “mas acho que o presidente vai querer anunciar”, referindo-se a Bolsonaro.

“Setores reclamam para nós (governo) sobre medidas abusivas. Não pode por exemplo uma igreja ter que contratar contador se faturar acima de R$ 3,6 mil… o eSocial obriga isso, não está certo”, disse Guedes.

Estadão Conteúdo

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Moro: ‘Não sou advogado de ninguém’

POR FREDERICO VASCONCELOS

Na última quarta-feira (15), jornalistas da Globo perguntaram ao ministro da Justiça, Sergio Moro, o que achava dos indícios de lavagem de dinheiro atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), segundo reportagem da revista Veja.

Moro disse que tivera apenas notícias da reportagem.

“O ministro da Justiça não é um ‘super tira’, ele não cuida de todas as investigações do país. Meu papel é estrutural, principalmente em relação aos órgãos afetos ao Ministério da Justiça”, disse Moro.

“Não cuido de casos concretos e específicos. Uma coisa que me recusei desde o início: eu não vou ser advogado, eu não sou advogado de ninguém. Se outros ministros da Justiça no passado se sentiam confortáveis em despir a pele de ministro e agir como advogados, acho que esse não é o papel do ministro da Justiça”, afirmou.

Em fevereiro, Moro deu resposta semelhante à Veja: “Meu papel é diferente, não é ficar advogando, como faziam outros ministros da Justiça do passado. Acho uma conduta inapropriada.”

A referência a “outros ministros” foi associada aos ex-ministros da Justiça José Eduardo Cardozo (governo Dilma Rousseff) e Thomaz Bastos, ambos advogados.

Cardozo defendeu Lula em entrevista ao Valor Econômico, em 2015.

Thomaz Bastos levou o criminalista Arnaldo Malheiros a uma reunião na casa do então ministro da Fazenda Antonio Palocci, quando veio à tona o episódio da quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa.

Malheiros e Thomaz Bastos já morreram.

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Enem já recebeu 5,8 milhões de inscrições; estudantes tem até 23h59 para se inscrever

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) registrou 5.894.270 de inscrições até as 16h30 de hoje (17), de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Esta sexta-feira (17) é o último dia para se inscrever no exame, que podem ser feitas pela internet, na Página do Participante, até as 23h59, no horário de Brasília.

A taxa de inscrição custa R$ 85. Quem não tem isenção deve fazer o pagamento até o dia 23 de maio, em agências bancárias, casas lotéricas e Correios. A inscrição é confirmada apenas após o pagamento.

No ano passado, o exame recebeu 6.774.891 de inscrições, mas 5.513.662, o equivalente a 81,3%, confirmaram a participação.

O Enem será aplicado em dois domingos, nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia de prova, os participantes responderão a questões de linguagens e ciências humanas e farão a prova de redação. Para isso, terão 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, os estudantes terão 5 horas para resolver as provas de ciências da natureza e matemática.

Os gabaritos das provas serão divulgados até o dia 13 de novembro. O resultado sairá em data a ser divulgada posteriormente.

As notas do Enem podem ser usadas para ingressar em instituição pública pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para obter bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

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LOCAIS

CAU e Crea apresentarão propostas para minimizar suicídios na Ponte Newton Navarro

Na próxima segunda-feira (20), às 10h30, os presidentes do Crea-RN, Ana Adalgisa Dias e do Cau-RN, Luciano Barros, concedem coletiva à imprensa para apresentar uma proposta de solução para a Ponte Newton Navarro, com o intuito de minimizar o índice de suicídios que vêm ocorrendo no local.

O deputado federal General Girão também participará da coletiva. O parlamentar confirmou que irá a Brasília, juntamente com os integrantes dos órgãos, para apresentar a proposta ao Governo Federal e tentar sensibilizar à classe política para a necessidade da realização da obra. A coletiva será concedida na sede do Crea-RN, em Natal, na avenida Senador Salgado Filho, nº 1840, Lagoa Nova.

 

Empresa potiguar de cuidadores é selecionada para participar de programa de saúde na Holanda

A Cuidare Brasil, franquia de cuidadores de pessoas 100% potiguar, com 58 unidades e presente em 21 Estados brasileiros, através do diretor Etevaldo de Miranda Júnior, foi convidada para integrar o 1º grupo oficial de brasileiros para conhecer o Hogeweyk, a maior referência mundial em lar geriátrico, sediado em Utrecht, na Holanda, também conhecido como Vila Demência.

O grupo é formado por 12 médicos e geriatras de todo o Brasil, levado pela renomada organização francesa Dialog Health, em que serão oferecidos seis dias de imersão, com palestras, visitas a três organizações diferentes e um encontro com os representantes do Ministério da Saúde Holandês.

Miranda Júnior espera adquirir mais know-how para a franquia Cuidare Brasil e reconhece que a experiência que será vivida na Holanda é uma excelente oportunidade de obter mais conhecimentos para as empresas.

Fonte: Blog do BG

 

Por G1 RN

 

Ação da PM em Mãe Luíza chega ao 5º dia com 10 detidos e drogas apreendidas — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

Ação da PM em Mãe Luíza chega ao 5º dia com 10 detidos e drogas apreendidas — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

A operação que já dura cinco dias no bairro de Mãe Luíza, na Zona Leste de Natal, chegou a essa sexta-feira (17) com nove pessoas presas, um adolescente apreendido, carros e drogas apreendidos e outros materiais levados para a delegacia. Além disso, um homem morreu em confronto com a PM nesta quinta (16).

A operação da polícia começou na comunidade depois que, no domingo (12), a base da Polícia Militar em Mãe Luíza foi atacada. Na ocasião, o prédio foi atingido por disparos de arma de fogo. Os policiais informaram que a ação só será finalizada depois que os responsáveis pelo atentado se entregarem.

Ao todo, além dos detidos, a PM chegou ao final da semana com três armas de fogo apreendidas, e dois coletes à prova de bala e quatro quilos de drogas, entre maconha, crack e cocaína, também apreendidos.

Fonte: G1 RN

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