PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

 

PF suspende investigações que usam dados do Coaf sem aval da Justiça. Toffoli determinou que esses inquéritos fossem paralisados após pedido da defesa do filho do presidente, Flávio Bolsonaro. Pesquisa aponta que 58% reprovam e 15% aprovam as políticas do governo para a Educação. Foragido, segurança da milícia em Queimados, no Rio, foi denunciado por homicídios investigados pela polícia. Na véspera dos 50 anos, relembre a corrida entre União Soviética e EUA pela chegada do 1º homem à Lua.

INTERNACIONAIS

A corrida espacial

Edwin Aldrin retirando equipamentos do módulo Eagle, fotografado por Neil Armstrong — Foto: Divulgação / NasaEdwin Aldrin retirando equipamentos do módulo Eagle, fotografado por Neil Armstrong — Foto: Divulgação / Nasa

O módulo lunar Eagle pousou na Lua dia 20 de julho de 1969, de onde desembarcaram os astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin.

Mas pisar na superfície lunar foi, além de marco histórico, uma corrida espacial, estratégica e política entre os Estados Unidos e a União Soviética. Ficou muito claro que a missão não era só científica. É também o início a guerra fria que assustou o mundo anos depois de o homem pisar na Lua.

Veja no texto de Cássio Barbosa como foi essa corrida que tornou famosos nomes como Yuri Gagarin, Alan Shepard, Michael Collins, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, entre outros, e equipamentos como Sputnik, Gemini, Mercury, Saturno e Apollo.

E mais: brasileiro dará palestra a convite da Nasa

Carioca é convidado pela NASA para evento em homenagem aos 50 anos do homem na Lua

Carioca é convidado pela NASA para evento em homenagem aos 50 anos do homem na Lua

Neste sábado (20), exatos 50 anos após a chegada do homem à Lua, o engenheiro carioca – e ex-hacker – Wanderley de Abreu Junior estará em Nova York, a convite da Nasa, para apresentar exemplos de tecnologias desenvolvidas durante a corrida espacial e incorporadas ao dia a dia das pessoas. A palestra será em evento de comemoração do 50º aniversário da Apollo 11.

Entre os trabalhos de Wanderley de Abreu está o programa que ajudou a desmontar uma rede de pedofilia no Rio de Janeiro.

Tragédia em Kyoto

Bombeiros trabalham para combater incêndio na Kyoto Animation, no oeste do Japão, na quinta-feira (18) — Foto: Kyodo News / via AP PhotoBombeiros trabalham para combater incêndio na Kyoto Animation, no oeste do Japão, na quinta-feira (18) — Foto: Kyodo News / via AP Photo

Os corpos de 19 das 33 pessoas que morreram em um incêndio no prédio da Kyoto Animation, na cidade de Kyoto, no Japão, foram encontrados na escadaria para o telhado, cuja porta estava fechada.

NACIONAIS

Investigações suspensas

PF manda suspender inquéritos instaurados com relatórios do Coaf sem aval da Justiça

PF manda suspender inquéritos instaurados com relatórios do Coaf sem aval da Justiça

As investigações da Polícia Federal (PF) que usam dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem autorização judicial estão suspensas, conforme determinação do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Toffoli afirmou que a decisão “é uma defesa do cidadão“.

A PF suspendeu os inquéritos por prevenção, a fim de evitar que futuramente essas investigações se tornassem nulas. Ainda não é conhecida a quantidade de inquéritos afetados pela medida.

A Educação e o Governo

Pesquisa obtida com exclusividade pelo G1 aponta que 58% dos entrevistados reprovam e 15% aprovam a atuação do governo federal na área de educação. Para 60%, a qualidade da educação no país é ruim ou péssima e 10% a consideram regular ou boa.

O levantamento ouviu 1.720 pessoas, tem abrangência nacional e foi feito em junho pela organização Todos pela Educação e pelo grupo Ideia Big Data.

‘Macaco Louco’

Polícia pede informações sobre Carlos Luciano Soares da Silva, segurança da milícia de Queimados — Foto: DivulgaçãoPolícia pede informações sobre Carlos Luciano Soares da Silva, segurança da milícia de Queimados — Foto: Divulgação

A atuação de milicianos em condomínios do Minha Casa, Minha Vida em Queimados, na Baixada Fluminense, avançou com extorsões, cobranças de taxas e homicídios. Um dos chefes mais violentos do grupo está foragido: Carlos Luciano Soares da Silva, conhecido como “Macaco Louco”. O Disque Denúncia divulgou um cartaz oferecendo recompensa por informações sobre ele.

‘Casca Grossa’ é ouro

Ana Marcela Cunha — Foto: Satiro Sodré / Rededoesporte.gov.brAna Marcela Cunha — Foto: Satiro Sodré / Rededoesporte.gov.br

Ana Marcela Cunha é casca grossa. Dois dias após o tetra nos 5 km, a brasileira venceu os 25 km da maratona e se tornou tetracampeã mundial na Coreia do Sul, com o tempo de 5h08m03s. Com um sprint final bem forte, ela não deu chances para a alemã Finnia Wunrams, que ficou com a medalha de prata, e para a francesa Lara Grangeon, que levou o bronze. A nadadora do Brasil conquistou seu segundo ouro no Mundial de 2019 e sua 11ª medalha na carreira.

Demissões na Ford

Fábrica da Ford em São Bernardo — Foto: DivulgaçãoFábrica da Ford em São Bernardo — Foto: Divulgação

A Ford vai demitir cerca de 750 trabalhadores até o fim deste mês em sua fábrica de São Bernardo do Campo, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em fevereiro passado, a montadora anunciou o fechamento da unidade paulista e sua saída do mercado de caminhões da América do Sul. Cerca de 3 mil pessoas de diversos setores trabalham na fábrica.

A montadora foi questionada sobre as declarações do sindicato e disse que não vai se pronunciar.

Desafio Natureza

O paulista Sandro Tabaray usa uma tonelada de água para manter cinco aquários em casa — Foto: Sandro Tarabay / Arquivo pessoalO paulista Sandro Tabaray usa uma tonelada de água para manter cinco aquários em casa — Foto: Sandro Tarabay / Arquivo pessoal

Veja como o mercado de peixes ornamentais ajuda a preservar outras espécies. Especialistas dizem que desenvolvimento da prática do aquarismo e ampliação das espécies de peixes ornamentais permitidas podem ajudar a preservar outras espécies. E entenda se peixe é ou não pet.

Fonte: G1

 

Por Blog do BG

‘Espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei’, diz Marco Aurélio, do STF, sobre Moro

É crescente o incômodo do meio jurídico com a interação revelada pelas mensagens obtidas pelo The Intercept entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, diz que continua a “indagar o que nós estaríamos a dizer se [Moro] tivesse mantido essa espécie de diálogo com a outra parte [a defesa dos réus]”. “Ministério Público no processo é parte e tem que ser tratado como tal”, afirma. “Eu espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei em 2021.”

Ponto sem volta Marco Aurélio deixará o Supremo após Celso de Mello. É dele, portanto, a segunda vaga na corte para a qual Jair Bolsonaro escolherá um substituto. O ministro, que já havia dito que Moro não é “vocacionado” à magistratura, reiterou a crítica. Para ele, com a divulgação dos diálogos entre o ex-juiz e procuradores, “a máscara caiu”.

A reação de Moro à reportagem publicada pela Folha e pelo The Intercept, nesta quinta (18), deixou membros do STF inquietos. O ministro da Justiça disse que é dever do juiz exigir mudanças em acordos de delação muito generosos. “Não foi, aliás, essa a crítica a acordos como o dos sócios da JBS?”, indagou.

Painel/Folha de S.Paulo

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‘Pretendo beneficiar meu filho, sim’, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta quinta-feira, 18, a indicação do seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, e disse que, se quisesse, poderia indicá-lo até para ser ministro das Relações Exteriores.

“Eu posso chegar hoje e falar: Ernesto Araújo (atual ministro) está fora, o Eduardo Bolsonaro vai ser ministro das Relações Exteriores. Ele vai ter sob seu comando mais de uma centena de embaixadas no mundo todo”, afirmou. O presidente citou o exemplo para justificar que indicações políticas não são proibidas na administração pública, incluindo para embaixadas.

“Você tem de ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende ao interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada pela manhã.

No final do dia, durante transmissão ao vivo feita em rede social, Bolsonaro rebateu acusações de oposicionistas e até de apoiadores de favorecimento. “Pretendo beneficiar filho meu, sim. Se eu puder dar um filé mignon ‘pro’ meu filho, eu dou, mas não tem nada a ver com o filé mignon essa história aí. É aprofundar o relacionamento com a maior potência do mundo.”

O nome indicado pelo presidente tem de passar por sabatina no Senado. Como o Estado mostrou, integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Casa estão divididos sobre aceitar ou não a indicação, já que Eduardo não tem uma carreira na área diplomática.

O presidente afirmou que, dentro do quadro das indicações políticas, vários países fazem o mesmo que ele pretende fazer. “É legal fazer no Brasil também”, disse. Ele comparou o caso com outros dois que, para ele, também foram motivados por questões políticas. A do ex-deputado Tilden Santiago, do PT, para a representação brasileira em Havana, em Cuba, feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e do diplomata e político Oswaldo Aranha, embaixador nos EUA no governo Getúlio Vargas.

“O Tilden Santiago não foi reeleito em 2002, foi ser embaixador em Cuba, ninguém falou nada. Sei que lá atrás não tinha Itamaraty, Rio Branco, mas quando Oswaldo Aranha acertou lá nos anos 40 com Israel, era uma indicação política. Tivemos várias indicações políticas”, disse Bolsonaro.

Santiago foi deputado por três mandatos e concorreu a uma vaga no Senado em 2002, mas ficou em terceiro lugar. Ele foi nomeado ao posto de Havana no primeiro mandato de Lula. Depois, chegou a ser suplente na chapa do ex-senador e hoje deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

Estadão Conteúdo

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Em delação, Palocci diz que bancos doaram ao PT em troca de favores

O ex-ministro Antonio Palocci afirmou, em acordo de delação premiada homologado pela Justiça, que alguns dos principais bancos do país fizeram doações eleitorais que somam R$ 50 milhões a campanhas do PT em troca de favorecimentos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Em trechos de sua delação obtidos pelo GLOBO, Palocci citou casos envolvendo Bradesco, Safra, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. O interesse das instituições, de acordo com o ex-ministro, ia de informações privilegiadas sobre mudanças na taxa básica de juros, a Selic, até a busca por apoio do governo na defesa de interesses das instituições e seus acionistas.

Procurados, os acusados negam irregularidades, classificam a delação de Palocci de “mentirosa” e “inverossímil”, apontam que ele criou versões sem provas para tentar obter benefícios da Justiça e dizem que todas as doações foram feitas legalmente.

Os anexos envolvendo os bancos estão sob sigilo e fazem parte da delação premiada assinada no ano passado com a Polícia Federal (PF). O ex-ministro havia procurado inicialmente o Ministério Público Federal em Curitiba, que rejeitou a proposta de delação por considerar que não havia provas suficientes para corroborar os relatos. Em seguida, então, Palocci buscou a PF e fechou a delação. O acordo de colaboração foi homologado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região em junho do ano passado e pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, em novembro.

Principal interlocutor do PT com o sistema financeiro desde que foi o fiador da política econômica ortodoxa do primeiro governo Lula, Palocci foi ministro da Fazenda do ex-presidente e chefe da Casa Civil de Dilma. Nos depoimentos, ele relata supostos favorecimentos obtidos por cada instituição em troca dos repasses ao partido, via doações oficiais.

O Globo

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CASO COAF: PF suspende investigações após decisão de Toffoli

A Polícia Federal suspendeu todas as investigações em andamento que utilizem dados financeiros e bancários compartilhados sem autorização judicial. Os delegados foram comunicados nesta quinta-feira, 18, por meio de ofício assinado pelo corregedor-geral substituto da PF, Bráulio Cézar da Silva Galloni. Os inquéritos que tiverem dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal e Banco Central serão devolvidos para a Justiça. O Estado apurou que a decisão atinge centenas de casos.

A orientação foi dada após o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, suspender inquéritos e ações penais que tiveram dados fiscais e bancários compartilhados sem autorização da Justiça. A decisão, tomada na terça-feira, atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e teve repercussão geral (ou seja, vale para todos os casos semelhantes no País).

Flávio é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de receber parte do salário de seus assessores quando ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado. Sua defesa alega que não houve autorização judicial prévia para o Coaf repassar dados fiscais dele aos investigadores.

A Circular 008/2019 da Corregedoria da PF, a que o Estado teve acesso, diz que “apesar de a Polícia Federal não ter sido formalmente intimada da referida decisão (de Toffoli), foi determinada a suspensão do processamento de todos os inquéritos em trâmite no território nacional (…) tendo em vista que a ela foi dada repercussão geral”.

A Corregedoria orientou cada delegado a identificar e enviar à Justiça os inquéritos que se enquadram na ordem do presidente do Supremo para que os magistrados decidam quais devem continuar. A nota afirma que essa medida é necessária, sobretudo, para os casos em que estão “sendo realizadas diligências cuja interrupção possa causar dano irreparável (interceptações telefônicas, ações controladas, dentre outras)”.

De acordo com delegados, a medida foi proativa e preventiva. O objetivo é evitar gerar nulidade nos inquéritos, uma vez que quase todas as investigações de combate à lavagem de dinheiro contam com relatórios de inteligência financeira (RIF) elaborados pelo Coaf.

A decisão da PF, contudo, não atinge apenas os inquéritos que tenham informações produzidas pelo Coaf, mas também os que utilizem dados da Receita e do Banco Central, tais como Informações de Pesquisa e Investigação e Representação Fiscal para Fins Penais (RFFP). Este último mecanismo foi fundamental para as investigações da Operação Lava Jato.

Impacto. Na circular, a PF diz que o impacto da decisão de suspender todos os casos que se encaixam na restrição do Supremo ainda será medido. A Corregedoria orienta os delegados a repassar o número de inquéritos atingidos para a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor), cujo titular é o delegado Igor Romário de Paula, ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba.

“Para fins de estudo do impacto da decisão, as autoridades policiais, antes de proceder à remessa dos autos, devem reunir dados básicos, conforme tabela e demanda a ser oportunamente efetivada pela Dicor, com o objetivo de avaliar as reais dimensões das consequências da referida decisão nas investigações conduzidas pela Polícia Federal em todo o País”, afirma o documento.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a quem a PF está subordinada, disse ao Estado que não comentaria a decisão da instituição. Moro está de férias nesta semana. A PF também informou que não iria comentar o assunto.

Já Toffoli voltou nesta quinta-feira a justificar a sua decisão atacando os órgãos de controle. Em entrevista ao Estado, ele disse que “houve uma sede de poder” por parte das instituições. “E poder no Brasil são só três: Executivo, Legislativo e Judiciário. Não existe o ‘poder órgãos de controle’. Esses são submetidos aos controles do Judiciário.”

A reação à medida tomada por Toffoli foi imediata no Ministério Público Federal. Em notas, a Procuradoria-Geral da República e as forças-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Rio e Brasília demonstraram preocupação e pediram urgência para que a decisão do ministro seja julgada no plenário do Supremo. O caso está marcado para ser analisado apenas em novembro.

Também de acordo com procuradores do Ministério Público Federal, a decisão do presidente do Supremo pode levar o Brasil a sofrer sanções internacionais. A avaliação é de que foram contrariadas com a medida recomendações de órgãos como o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e Terrorismo (Gafi).

Casos. Os inquéritos que serão paralisados pela PF ainda não são conhecidos. Mas, na Justiça, advogados já se movimentam para pedir a interrupção de processos. O Estado revelou nesta quinta-feira que a defesa do médium João Teixeira de Farias, o João de Deus, vai questionar um dos inquéritos contra ele que trata de lavagem de dinheiro e teria dados do Coaf enviados para o Ministério Público Federal sem autorização judicial.

Advogados que atuam para investigados na Operação Alcatraz, que apura desvios de recursos públicos em licitações em Santa Catarina, também já apresentaram pedidos para suspender ou anular os processos com base na decisão de Toffoli.

No caso de Flávio Bolsonaro, a defesa afirmou que o Ministério Público obteve do Coaf informações protegidas por sigilo bancário e fiscal e só depois pediu autorização à Justiça. A investigação é sobre supostos crimes de peculato, lavagem e organização criminosa no gabinete do então deputado estadual.

Estadão Conteúdo

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Bolsonaro recebeu empresários fora da agenda para discutir FGTS

A pressão de representantes da construção civil sobre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, fez o governo adiar o anúncio da liberação dos saques do FGTS, previsto para esta quinta-feira (18).

Enquanto a ação do setor, liderado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria e Construção), chegou a Onyx, grandes empresários foram falar diretamente com Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

O presidente recebeu, fora da agenda, Rubens Menin, dono da MRV, e Ricardo Valadares Gontijo, presidente-executivo da Direcional Engenharia.

Eles disseram que, em 2017, quando o ex- presidente Michel Temer (MDB) liberou R$ 44 bilhões em saques de FGTS e PIS/Pasep, a construção sofreu um baque e que, no momento em que o país está estagnado, uma nova onda de retiradas agravaria ainda mais a situação no médio e longo prazo.
O presidente da CBIC, José Carlos Martins, ligou para Onyx e reclamou que o setor não tinha sido consultado pelo Ministério da Economia sobre as mudanças, que, para eles, poderão agravar ainda mais a situação financeira das empresas do ramo.

O setor da construção é o termômetro da economia por ser intensivo em contratações. Por isso, Martins sempre esteve em contato com ex-ministros da Economia.

Paulo Guedes e ele se falam com frequência, mas, no caso das liberações do FGTS, a CBIC não foi consultada pela SPE (Secretaria de Política Econômica), que fez os cálculos para definir a sistemática e os valore dos saques.

Muito próximo de Onyx, Martins ligou para o chefe da Casa Civil. Eles se encontraram na terça-feira (16) à noite.

“Conversamos sobre os projetos que faríamos na construção com recursos do FGTS para gerar emprego no ‘day after’ [dia seguinte, em inglês] da aprovação da reforma da Previdência”, afirmou Martins à Folha.

“Não tinha conversa de saques naquele momento”, disse o presidente da entidade.

Folhapress

Fonte: Blog do BG

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