PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

4 de maio, sexta-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado.

EXCLUSIVO: A vida de Lula no cárcere

VEJA teve acesso à ala restrita do prédio da PF e revela os detalhes dos primeiros trinta dias de cadeia do ex-presidente

O elevador para no 3º andar do prédio da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Quando se sai dele, à esquerda, um agente fardado, com uma espingarda calibre 12 em punho, impede o acesso à escada de incêndio. Subindo-se as escadas, em direção ao 4º andar, há duas portas corta-fogo de ferro. Cada uma delas exibe um alerta impresso em papel sulfite branco: o ambiente é monitorado por câmeras. O acesso é permitido somente a pessoas autorizadas. Atravessando-se a última porta, logo à direita, percebe-se que ali existe algo diferente. Uma fita azul, semelhante às usadas nos aeroportos para formar filas, dificulta o avanço de quem aparece. Ultrapassando-se a barreira, dois agentes fardados com uma pistola, do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), a tropa de elite da PF, fazem uma espécie de barricada ao lado de uma porta de madeira. Cruzando-se essa porta tem-se acesso a uma sala. É nesse espaço, de 15 metros quadrados, isolado e protegido da curiosidade alheia, que se encontra “o cliente”, apelido dado pelos policiais ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril.

Na tarde da sexta-feira 27, VEJA teve acesso com exclusividade ao local onde o petista está detido e reconstituiu o cotidiano de seu primeiro mês na prisão — uma rotina diferente da dos outros 22 presos na carceragem da PF em Curitiba. O ex-presidente não tem hora para acordar ou dormir, não tem hora para o banho de sol, pode receber os advogados quando desejar, as visitas não passam pela revista íntima e a cela, confortável se comparada às demais, não fica trancada. Normalmente, a porta permanece apenas fechada. Mesmo sem horários rígidos, o dia de Lula na prisão começa por volta das 7 horas — e segue uma rotina especial. Após pular da cama, Lula tem o hábito de ligar a televisão para acompanhar o noticiário da manhã. O desjejum é servido por volta das 7h30. O cardápio é frugal e o mesmo dos demais presos: café preto e pão com manteiga. Em deferência ao prisioneiro, o encarregado de servir a refeição bate na porta antes de abri-la. Entra, coloca a marmita sobre a mesa redonda e aplica uma dose de insulina no ex-presidente, necessária para o tratamento do diabetes.

 

Em dilmês, prisão provisória é…

O palavrório foi registrado em abril deste ano, durante uma palestra da ex-presidente na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos

Em 16 de abril deste ano, numa palestra na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, a ex-presidente Dilma Rousseff tentou explicar em dilmês erudito o que é a prisão provisória. Confira:

“É a prisão provisória. Se, se, o preso puder ser liberado, segundo muitos deles, ele não é solto, ele não pode ser solto. Então mudaram a compreensão de forma casuística, dizendo o seguinte, olha, isso foi em fevereiro de 2016. Pode ter uma coisa que se chama prisão provisória. É prisão de qualquer jeito. Está claro no inciso da Constituição que ninguém será considerado culpado, mas consideram que a pessoa em prisão provisória não é culpado, é provisoriamente culpado”.

Fonte: VEJA

QUINTA, 03/05/2018, 19:28

Justiça

STF tem cerca de 500 processos envolvendo autoridades com foro

Muitos deles, os que têm como alvo deputados e senadores, poderão ter outro destino a partir de agora, já que o Supremo restringiu o foro para os políticos. Apenas na Lava-jato são 119 inquéritos e 10 ações penais já abertos no Supremo.

Sessão do STF que iniciou a votação sobre a restrição do foro em 2018. Foto: Moura/SCO/STF (Crédito: )

Fonte: CBN

 

 

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