PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Por G1

 

Jair Bolsonaro deve se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, primeiro encontro entre eles desde que o presidente mandou a Petrobras suspender o aumento do diesel. Reforma da Previdência: a CCJ da Câmara se reúne para discutir a proposta, mas deputados do Centrão tentam adiar o debate. Orçamento: o Ministério da Economia apresenta o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020, primeira etapa na definição do Orçamento do ano que vem. Carro fuzilado no Rio: sobreviventes contaram ao Fantástico que o carro estava em baixa velocidade quando começou a ser atingido e relataram rajada já com veículo parado. Tragédia na Muzema:bombeiros encontraram o corpo de uma mulher sob os escombros, elevando a dez o número de mortos.

INTERNACIONAIS

Governo Maduro corta sinal de TV alemã que opera em língua espanhola na Venezuela

A TV estatal alemã Deutsche Welle informou neste domingo que a autoridade de transmissões da Venezuela bloqueou seu canal em língua espanhola de todas as operadoras de televisão a cabo no país.

“Por instruções da Conatel, operadoras de televisão a cabo retiraram do ar o sinal da @dw_espanol, um meio de comunicação internacional que tem dedicado múltiplos espaços a informações que mostram a crise, que é de todas as naturezas, na Venezuela”, alertou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) no Twitter.

A Alemanha está entre os mais de 50 países que reconheceram o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela desde janeiro passado.

O gerente geral da Deutsche Welle Peter Limbourg pediu que a agência reguladora venezuelana Conatel “retome urgentemente a distribuição do sinal da DW”. Limbourg afirmou que a emissora continuará transmitindo os programas, em especial os que debatem a situação na Venezuela, nas redes sociais e no canal do Youtube da Deutsche Welle.

— Com certeza, continuaremos fazendo todo o possível para informar nossa audiência na Venezuela — disse.

O Ministério da Informação da Venezuela não comentou o assunto.

Jornalistas venezuelanos e estrangeiros denunciaram o assédio ou detenções. Em fevereiro, os canais NatGeo e Antena 3 foram retirados do ar na Venezuela no momento em que exibiam o show na cidade colombiana de Cúcuta, um evento promovido por Guaidó para promover a entrada, frustrada, de ajuda humanitária internacional no país.

O GLOBO

Fonte: Blog do BG

NACIONAIS

Bolsonaro e Guedes

A agenda do presidente Jair Bolsonaro prevê um encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Será a primeira reunião entre eles desde que Bolsonaro mandou a Petrobras suspender o aumento do diesel, na quinta. A ingerência do presidente provocou uma reação negativa dos investidores: na sexta, a Petrobras perdeu R$ 32,4 bilhões em valor de mercado após suas ações desabarem. Guedes retorna ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos. No fim de semana, ao falar com a imprensa, ele disse que “uma conversa conserta tudo“.

Reforma da Previdência

Incomodados com a falta de diálogo, parlamentares de partidos como SD, DEM, PP e PR defendem que, antes de analisar a reforma da Previdência, a CCJ deve discutir a proposta que aumenta o percentual de gastos obrigatórios do governo. A chamada PEC do Orçamento já foi aprovada pela Câmara uma vez, mas voltou para nova análise porque foi alterada no Senado.

Na prática, inverter a pauta da CCJ significa atrasar a tramitação da reforma da Previdência. A semana do Congresso deve ser mais curta devido ao feriado da Páscoa. Na semana passada, o relator da reforma, Marcelo Freitas (PSL-MG), apresentou um parecer favorável à proposta, que agora precisa ser votado na comissão.

Salário mínimo

O Ministério da Economia apresenta o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2020. É a primeira etapa na definição do Orçamento do ano que vem. No documento, são incluídas as previsões para o desempenho do PIB e o valor do salário mínimo. O governo também precisa informar qual será a sua meta fiscal: se prevê fechar as contas no vermelho (déficit primário) e, neste caso, qual será o tamanho do rombo.

Quanto ao salário mínimo, o plano do governo é propor a correção do valor só pela inflação, sem aumento real. Desde 2011, a política de reajuste instituída no governo Dilma prevê correção pela inflação mais a variação do PIB de dois anos antes. Essa regra deve ser abandonada.

Carro fuzilado

“Morreu no meu ombro”, conta sobrevivente de carro fuzilado por militares

Sobreviventes do carro fuzilado por militares do Exército em Guadalupe, no último domingo, contaram ao Fantástico detalhes inéditos sobre o crime que matou o músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos. Entre outros detalhes, eles contam que o carro estava em baixa velocidade quando começou a ser atingido e relatam rajada já com veículo parado. Em depoimento, militares presos disseram que perderam um carro perseguido de vista, antes de atirarem no da família.

Busca por sobreviventes

Bombeiros trabalham na noite deste domingo (14) em busca de sobreviventes na Muzema — Foto: Reprodução / GloboNews

Bombeiros trabalham na noite deste domingo (14) em busca de sobreviventes na Muzema — Foto: Reprodução / GloboNews

Bombeiros encontraram no final da noite de ontem o corpo de uma mulher sob os escombros do desmoronamento na Muzema, Zona Oeste do Rio, elevando a dez o número de mortos. Não há identificação da vítima. Com a localização de mais um corpo, a corporação trabalha agora com a possibilidade de 14 desaparecidos.

O pastor Cláudio Rodrigues, de 40 anos, que era líder comunitário na Muzema, foi enterrado ontem sob homenagens dos vizinhos. Um primo dele disse que Cláudio morreu para salvar a filha e a mulher, que sobreviveram.

Vizinhos e parentes enterram o corpo de Cláudio Rodrigues, morto no desmoronamento na Muzema — Foto: Reprodução/TV Globo

Vizinhos e parentes enterram o corpo de Cláudio Rodrigues, morto no desmoronamento na Muzema — Foto: Reprodução/TV Globo

Violência no futebol

Uma briga entre torcedores do São Paulo e do Corinthians em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, terminou com 14 feridos e 5 presos. Três pessoas foram baleadas. A polícia apreendeu socos ingleses e investiga se o confronto foi marcado pela internet. Houve confusão também em Belo Horizonte, antes e depois do clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG. Torcedores brigaram e um grupo foi detido com bombas caseiras.

Domingo de finais

Dentro de campo, São Paulo e Corinthians ficaram no 0 a 0. O jogo de volta será no domingo que vem, no estádio do Corinthians. Quem ganhar, leva o título. Novo empate levará a disputa para os pênaltis. No Rio, o Flamengo venceu por 2 a 0 e saiu na frente do Vasco. Em Minas Gerais, a vantagem é do Cruzeiro, que bateu o Atlético-MG por 2 a 1. No Rio Grande do Sul, Internacional e Grêmio também empataram sem gols. Assista aos gols do Fantástico:

Confira os gols dos primeiros jogos das finais dos campeonatos estaduais

Confira os gols dos primeiros jogos das finais dos campeonatos estaduais

Curtas e Rápidas:

Desligou no fim de semana?

Hoje é dia de…

  • Dia Nacional da Conservação do Solo

Fonte: G1

 

Invasões de terra caem após início da gestão Bolsonaro

Nos primeiros cem dias de governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) registrou só uma ocupação de terra no país. Situação bem diferente da registrada no mesmo período de 2018, quando ocorreram 43 invasões de propriedades.

O discurso de Bolsonaro pela “criminalização” de movimentos tem solapado as iniciativas de ocupação de terra. Mas não é só isso.

O movimento está mais fraco também pela falta de financiamento do setor público, feito por meio de convênios, de entidades e organizações não governamentais, algo que não ocorria nos governos do PT.

Neste mês, que devia ser o marco da mobilização pelo país, os sem-terra nem sequer aparecem nos relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Os dados são usados pelo governo para antever protestos.

As atividades dos sem-terra já estavam em ligeiro declínio de 2015 para cá, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e acabaram ainda mais esvaziadas neste primeiro trimestre.
Marcado para começar a partir de quarta-feira, o Dia Nacional da Luta pela Reforma Agrária terá atos limitados a marchas, comercialização de produtos agrícolas e plenárias de debates.

Cautela
O abrandamento é uma decisão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cuja direção nacional quer evitar conflitos com forças de segurança nos Estados e com a ala mais radical dos bolsonaristas. “Temos de esperar diminuir o tensionamento das eleições”, disse João Paulo Rodrigues, integrante da coordenação nacional do MST. “Temos de ser cautelosos.”

A facilitação da posse de armas, uma das primeiras medidas de Bolsonaro, e a atuação de milícias armadas no campo preocupam os militantes. “A criminalização dos movimentos fez com que recuassem”, explica a coordenadora executiva nacional da CPT, Isolete Wichinieski.

Ela observa que a Justiça também tem sido mais rigorosa com os movimentos: “Você não pode ocupar uma terra e ficar porque ela não vai ser desapropriada, há outros mecanismos e leis”. Políticos de oposição com acesso ao MST também avaliam que a inflexão dos movimentos sociais deve-se ao atual contexto repressivo, somado à poda de recursos públicos.

A única invasão de terra registrada pelo Incra nem foi promovida pelo Movimento Sem-Terra. Em janeiro, cerca de 70 integrantes da União Nacional Camponesa (UNC) permaneceram três dias na Fazenda Novo Mundo, em Itupiranga, no sudeste paraense.

No governo Bolsonaro, um grupo de mulheres ligadas ao MST chegou a entrar numa fazenda do médium João de Deus, em março, na cidade goiana de Anápolis, Goiás. A invasão não entrou nas estatísticas oficiais e foi classificado pelo movimento como um ato político em protesto ao abuso sexual, crime pelo qual o líder espiritual é acusado.

Numa ação anterior, em janeiro, mulheres do movimento bloquearam uma estrada de ferro da Vale próxima a Brumadinho, Minas Gerais, onde uma barragem rompeu, matando mais de 200 pessoas.

METRÓPOLES

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VÍDEO – DONO DO MUNDO: Juiz manda testemunha “calar a boca” em MG e OAB reage

POR METRÓPOLES

A atuação do juiz Rodrigo Braga Ramos, da vara criminal de João Monlevade (MG), município a cerca de 110km de distância de Belo Horizonte, será o tema de uma reunião da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da cidade. O juiz foi gravado em vídeo, gritando, ameaçando e ofendendo uma testemunha, inclusive mandando a pessoa calar a boca.

O vídeo passou a circular em grupos do WhatsApp e, desde então, a presidente da OAB local, Larissa de Oliveira Santiago, passou a ser procurada por advogados que relataram atitudes semelhantes em outras ocasiões.

Segundo ela, nenhuma atitude seria tomada pelo órgão inicialmente, pois o vídeo não demonstrava uma ataque à prerrogativa de um advogado. “Mas conforme o vídeo foi sendo compartilhado, muitos advogados vieram me procurar para dizer que este juiz já teve essa atitude com eles ou com seus clientes”, disse Larissa ao Conjur.

Ela também afirmou que, para que a OAB possa tomar alguma atitude sobre os casos, é necessário que uma reclamação formal seja feita. “Por isso, faremos essa reunião, e depois vamos analisar os episódios que já ocorreram e o que pode ser feito”, completa ela.

Nas imagens gravadas, a testemunha responde a perguntas sobre um aspecto do caso e diz que vai descrever dois episódios que poderiam ajudar a entender o caso em questão. É possível ouvir um barulho, que parece ser um soco na mesa, e Braga Ramos passa a gritar com a testemunha.

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Planalto e ministros discutem saídas para impasse do diesel desde a intervenção de Bolsonaro

O governo Jair Bolsonaro (PSL) começa a discutir nesta segunda-feira (15) a busca de uma solução para o impasse instaurado desde a intervenção do presidente no preço do diesel da Petrobras.

Repetir a subvenção é uma das opções que serão levadas a uma reunião com representantes da ANP (Agência Nacional do Petróleo), os ministros Paulo Guedes (Economia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia), além do presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

O encontro será no Palácio do Planalto. O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Joaquim Levy, também foi convocado. A reunião foi chamada pela Casa Civil, de Onyx Lorenzoni.

Sem repassar o aumento do custo do diesel ao consumidor, a Petrobrasassume uma perda na operação e, por isso, pode ser alvo de contestação de acionistas no Brasil e no exterior.

A intervenção derrubou o valor de mercado da empresa na Bolsa em R$ 32 bilhões.

Ainda não está decidido o que será feito, mas o governo terá de encontrar uma solução que não gere perdas para a Petrobras, segundo uma pessoa que acompanha o assunto no governo.

Em 2018, a gestão Michel Temer (MDB) solucionou o problema criando uma subvenção temporária ao diesel. Foi a saída encontrada para pôr fim à greve dos caminhoneiros.

Os reajustes passaram a ser mensais e o Tesouro Nacional bancava até R$ 0,30 por litro, em caso de alta do petróleo no mercado externo ou das cotações do dólar.

Repetir a subvenção pode ser uma das possibilidades. Alguns técnicos, no entanto, criticam a subvenção e temem que a reedição da medida possa prejudicar os planos da Petrobras de vender seus ativos na área de refino.

Há ainda a possibilidade de usar a tributação que incide sobre o combustível para criar um mecanismo para atenuar a flutuação.

Qualquer desconto dos tributos, no entanto, teria de ser compensado por outra fonte de receita pelo governo, segundo a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

A Petrobras tentou contornar por conta própria a insatisfação dos caminhoneiros. Há pouco menos de um mês, a empresa estendeu de sete para 15 dias o intervalo para fazer as correções de preços e lançou o cartão-caminhoneiro.

FOLHAPRESS

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Mortes caem 21,7% em trechos de estradas federais após radares

Levantamento da Folha mostra que a redução média de mortes foi de 21,7% nos quilômetros de rodovias federais em que o dispositivo eletrônico foi colocado. Os dados apontam ainda para uma redução de 15% nos índices de acidentes após a instalação dos radares.

Segundo Bolsonaro, os aparelhos serão retirados das estradas conforme seus contratos de operação terminem. Novos contratos não serão firmados, diz. Procurado pela Folha, o Ministério da Infraestrutura não fala em fim dos radares, mas em reavaliação.

O governo federal deveria estar assinando os novos contratos dos radares que substituem as antigas contratações. Após a declaração do presidente, alguns trechos de estradas ficaram sem controle de velocidade, segundo as empresas do ramo.

Na quarta-feira (10), uma liminar da Justiça Federal determinou que nenhum radar fosse retirado de rodovias federais e que o governo prorrogasse por 60 dias os contratos perto de expirar. A decisão diz que não há dados técnicos que justifiquem o fim do serviço.

Para especialistas, a retirada dos radares aumentará a insegurança em um país em que já morrem 37 mil pessoas no trânsito por ano.

O cálculo da Folha sobre a eficácia dos equipamentos considerou os acidentes e mortes registrados pela Polícia Rodoviária Federal entre 2007 e 2018 nos quilômetros de estradas que até o fim do ano tinham radares.

Foram analisados os índices de acidente em cada um desses quilômetros antes e depois da colocação dos radares. No total, foram computados 1.530 pontos.

O cruzamento dos dados permitiu verificar que, em 72% dos quilômetros onde houve a implantação de radares, caiu o número de mortes.

A rodovia que teve a maior queda nominal da taxa de mortes por ano foi a BR-470, em Santa Catarina. Os trechos analisados da rodovia tinham em média 21 mortes por ano e passaram a ter 11 após os radares (queda de 49%).
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PSDB encomenda pesquisa para avaliar mudança de nome

Maior liderança tucana hoje, o governador de São Paulo, João Doria, disse que o PSDB encomendou uma pesquisa para avaliar entre outras coisas a possibilidade de uma mudança no nome do partido.

“Nós vamos estudar. Defendo que façamos uma pesquisa a partir de junho. Já está previsto, inclusive. E que esta ampla pesquisa nacional avalie também o próprio nome do PSDB”, disse Doria, neste domingo, 14, depois de participar da convenção municipal do PSDB de São Paulo.

“Melhor do que o achismo e o personalismo é a pesquisa, ela representa a convicção daquilo que emana da opinião pública”, justificou o governador.

A possibilidade de troca do nome de um dos mais tradicionais partidos políticos do Brasil foi revelada pela Coluna do Estadão. Segundo Doria, a reavaliação dos rumos do PSDB não representa uma guinada à direita abandonando o legado social-democrata tucano, como temem algumas lideranças históricas da legenda.

“O caminho do PSDB deve valorizar a sua história mas entender também a dinâmica de um país que evolui no tempo e no espaço. Hoje o PSDB caminha para ser um partido de centro com respeito à esquerda e à direita com definições claras em suas políticas sociais mas também liberal na política econômica”, disse Doria.

A convenção municipal dos tucanos paulistanos elegeu o sociólogo Fernando Alfredo, o Fernandão, chefe de gabinete da subprefeitura de Pinheiros e militante oriundo da base do partido, para presidir o diretório municipal do PSDB.

Aos gritos de “1, 2, 3 é Covas outra vez” o PSDB fez o primeiro gesto explícito em direção à reeleição do prefeito Bruno Covas, que participou da convenção.

A escolha não teve disputa. Ao longo da semana caciques tucanos fecharam um acordo para formação de uma chapa única na qual Covas indicou o presidente e Doria o secretário geral, Wilson Pedroso, além do tesoureiro-geral, o secretário municipal da Casa Civil, João Jorge.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Compra e venda de ações na Bolsa já retratam descrença com economia

A alta da Bolsa brasileira em 2019, agora um pouco espremida pela recente turbulência política, mascara um pessimismo com a recuperação econômica do país, que já vem desde o início do ano.

Ao longo dos últimos meses, os investidores estão trocando de posição. Eles passaram a vender papéis de empresas de consumo ou focadas no mercado interno e estão comprando ações principalmente de exportadoras, em especial de commodities.

A alta do Ibovespa, principal índice acionário do país, que renovou máximas históricas desde a virada do ano, não foi disseminada de forma equânime. Entre as principais companhias que se valorizam e sustentam o índice estão justamente as ligadas à exportação e ao setor de energia.

No grupo das que amargam perdas, predominam as ligadas ao setor de consumo, dependentes, portanto, da recuperação da economia.

A lanterninha entre as empresas é a Lojas Americanas, acompanhada ainda de B2W, CVC, Hypera e administradoras de shoppings, como Iguatemi, BR Malls e Multiplan.

Fora do espectro consumo figuram Embraer, BR Distribuidora e Ultrapar. Essas empresas estão entre as dez principais quedas do ano até aqui.

Em seguida vem a Magazine Luiza, que há anos figura como um grande case de sucesso: uma grande reestruturação levou a companhia a multiplicar seu valor de mercado. Nem isso foi suficiente para fazê-la escapar do pessimismo instaurado em 2019.

Não distantes entre as baixas estão também Via Varejo e Lojas Renner.

A lista dá uma amostra da desconfiança de investidores com a capacidade de crescimento do varejo em um ambiente mais adverso e, na leitura ampliada, com a própria economia brasileira, que não esboça reação.

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Fonte: Blog do BG

 

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