PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

23 de julho, segunda-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado.

Por G1

 

Troca de ameaças. Enquanto você dormia, Trump lançou mão da sua rede social favorita para provocar o Irã. Ao comentar um discurso do presidente Hassan Ronani, o americano fez um alerta no Twitter para que o iraniano “não volte nunca mais a ameaçar os EUA” se não quiser “sofrer consequências históricas”. No Canadá, uma mulher morreu e 13 pessoas ficaram feridas durante um tiroteio em Toronto. O atirador também está morto. No Brasil, Cármen Lúcia assume a presidência pela quarta vez, enquanto Temer viaja para o México. Saiba o que é notícia neste começo de semana:

EUA x Irã

Montagem com as fotos do presidente dos EUA, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rohani (Foto: Mary F. Calvert/Peter Klaunzer/Reuters)

Montagem com as fotos do presidente dos EUA, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rohani (Foto: Mary F. Calvert/Peter Klaunzer/Reuters)

declaração de Trump é uma resposta a uma fala do presidente iraniano Hassan Rohani que recomendou aos Estados Unidos “não brincar com fogo”, já que começar um conflito com Teerã representaria “a mãe de todas as guerras”. O discurso do iraniano foi feito às vésperas do início das novas sanções impostas por Trump ao retirar os EUA do acordo nuclear com o Irã assinado em 2015.

Tiroteio em Toronto

Uma mulher morreu e 13 pessoas ficaram feridas durante um tiroteio em Toronto, no Canadá, no final da noite de ontem. Segundo a polícia, o atirador também foi morto. Uma criança também está entre os feridos e o estado de saúde dela é grave. Ainda não se sabe o que motivou o ataque.

Temer no México; Cármen Lúcia na Presidência

O presidente Michel Temer e a ministra Cármen Lúcia, durante encontro no STF (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Michel Temer e a ministra Cármen Lúcia, durante encontro no STF (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente participará no México de uma reunião inédita entre líderes dos países do Mercosul e da Aliança do Pacífico. Ele viaja hoje e o encontro será amanhã. Na ausência de Temer, quem assume a presidência é a presidente do STF, Cármen Lúcia, já que Rodrigo Maia e Eunício Oliveira também estarão no exterior para evitar problemas com a Justiça Eleitoral. ENTENDA

NACIONAIS

Concursos

Pelo menos 96 concursos públicos no país estão com inscrições abertas e reúnem 13,1 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 12.372,80 na Prefeitura de Laguna Carapã (MS). Confira a lista completa.

Dr. Bumbum

Veja imagens da cobertura onde Dr. Bumbum realizava atendimentos

Imagens exclusivas obtidas pelo Fantástico mostram a fuga do médico Denis Furtado, o Dr. Bumbum, e traz detalhes da cobertura onde foi feito procedimento cirúrgico na bancária Lilian Calixto, que morreu na semana passada. No apartamento, os peritos apreenderam medicamentos e outros tipos de materiais. Próximo à mesa onde Denis trabalhava, as pacientes eram atendidas em macas portáteis. Ele a mãe estão presos em Benfica.

Cultura pop

Johnny Depp, Aaron Paul, Gal Gadot, Andrew Lincoln e Jason Momoa foram destaques da Comic-Con 2018 em San Diego (Foto: AP e Reuters)

Johnny Depp, Aaron Paul, Gal Gadot, Andrew Lincoln e Jason Momoa foram destaques da Comic-Con 2018 em San Diego (Foto: AP e Reuters)

A edição deste ano da Comic-Con, em San Diego, teve anúncio de demissão, trailers, entrevistas e novidades no evento de cultura pop que terminou ontem. A feira também foi marcada por ausências. HBO, Disney e Marvel foram os principais nomes que resolveram não mostrar seus lançamentos no evento. A estratégia é mostrar novidades em seus eventos próprios. G1 lista os destaques.

Fonte: G1

Josué Gomes, de herdeiro de José Alencar a vice cobiçado

FOTO: Guilherme Dardanhan / Divulgação ALMG

 

Filho de José Alencar (1931-2011), vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Josué Gomes é dado como nome certo para vice de Geraldo Alckmin (PSDB). Sempre teve, no entanto, uma estreita relação com um adversário histórico dos tucanos: o PT. A própria filiação ao PR, em abril deste ano, foi sacramentada após articulação de Lula. Antes de ser preso, o ex-presidente sonhava reeditar a chapa que o elegeu em 2002, desta vez trocando José por Josué.

Sucessor do pai na presidência da Coteminas, até o início de 2018 Josué estava no MDB. Como uma aliança com o partido de Michel Temer seria impossível para Lula, trocou de legenda — mas o plano não seguiu como esperado. Após a prisão do petista, Valdemar Costa Neto, dono do PR, ponderou que seria loucura escorar-se num candidato que seria impedido pela justiça de disputar o pleito. Para Valdemar, acima de tudo, vale o pragmatismo.

Na última segunda-feira, em conversa entre Josué e Valdemar, o empresário colocou-se à disposição para ser vice de quem o centrão (DEM, PP, PR, PRB e SD) indicasse. Quinta-feira, com o desfecho da novela, coube a Josué dizer, em nota, que recebia “com responsabilidade” a indicação para ser vice de Alckmin.

Essa não será sua estreia na arena política. Em 2014, foi derrotado por Antonio Anastasia (PSDB) em eleição para o Senado em Minas Gerais. Mas não fez feio: teve 3,6 milhões de eleitores, equivalente a 20% dos votos válidos. Mineiro, Josué vive em São Paulo, onde gerencia um império da indústria têxtil, com fábricas no Brasil, Argentina, Estados Unidos e Canadá.

PESQUISA DESENCORAJOU CANDIDATURA

A experiência de quatro anos atrás fez com que o PR pensasse até mesmo em lançá-lo como cabeça de chapa. Após sugestão do presidente do Democratas, ACM Neto, o PR contratou uma pesquisa qualitativa para testar a viabilidade eleitoral de Josué como candidato ao Planalto. O levantamento foi feito em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.

O resultado, ao qual O GLOBO teve acesso, foi decepcionante. Como não se trata de um levantamento quantitativo, o estudo é focado na análise de pontos positivos e negativos, segundo a visão de eleitores entrevistados. Com os dados coletados, chegou-se à conclusão de que “não foi possível avaliar a imagem do pré-candidato”, dado “o total desconhecimento, tanto do nome quanto da fisionomia” de Josué.

Após a apresentação, pelo pesquisador, de biografia e vídeo, foram retiradas apenas algumas conclusões. Como pontos positivos, o “apelo por ser novo” e “o potencial de focar na pauta de geração de empregos e renda”. Pelo lado negativo, em Belo Horizonte e em São Paulo, houve rejeição pela aproximação de Josué com o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).

No meio político, entretanto, é difícil alguém criticar Josué pela proximidade com o PT. Mesmo o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, ex-presidenciável do PRB que foi apoiado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), elogia o colega:

— É meu amigo. Um grande comunicador, bastante falante, mineiro em não revelar tudo o que diz. Mas fluente em verbalizar tudo, embora não revele o essencial. É o jeito dele.

De fato, Josué comporta-se “mineiramente” para transitar entre as mais variadas correntes políticas. Em maio, quando foi à Câmara conhecer a bancada de seu novo partido, foi perseguido por repórteres que tentaram arrancar-lhe algum indicativo de que fosse candidato. Não descartou nenhuma candidatura, mas terminou dizendo: “Vocês são muito insistentes e eu sou muito mineiro.”

Após essa visita, o nome de Josué começou a circular como um possível candidato. Ele passou a ser recebido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a dialogar com parlamentares. Também começou a fazer rodadas de conversas com empresários em São Paulo.

Apesar da identificação com suas origens, enquanto o quadro ainda estava desorganizado para o centrão — o PR quase declarou apoio a Jair Bolsonaro (PSL) —, Josué rejeitou candidatar-se ao governo de Minas. O motivo foi o seu recente processo de “paulistização”.

Em reunião com dirigentes do PR, segundo um dos presentes, Josué declarou:

— Rapaz, as pessoas lá (em Minas Gerais) são muito bairristas e eu já estou morando em São Paulo há muito tempo. Não vai dar.

O GLOBO

 

17 investigados na Lava Jato estão foragidos; 3 deles no exterior

Dezessete empresários e doleiros investigados na Operação Calicute (versão da Lava Jato no Rio, cujo principal alvo foi o ex-governador Sérgio Cabral) estão foragidos desde que o juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, assinou os pedidos de prisão.

Segundo informações do jornal “O Globo”, três dos 17 estão no exterior. O empresário Arthur Soares, o Rei Arthur, está nos Estados Unidos; Felipe Paiva e José Carlos Lavouras estão em Portugal por terem cidadania lusitana, e isso gerou uma crise entre as autoridades brasileiras e portuguesas.

Até o momento, o país europeu não tomou providências contra eles com base nas provas remetidas pela força-tarefa.

De acordo com “O Globo”, a Lava Jato incluiu os 17 nomes na difusão vermelha da Interpol (alerta internacional para fins de extradição) e busca acordos de cooperação internacional. No entanto, há casos em que os foragidos têm paradeiro conhecido, mas seguem a vida normalmente.

NOTÍCIAS AO MINUTO

 

País só vai superar a recessão em 2020, prevê FGV

Se antes da greve dos caminhoneiros a economia brasileira já estava decepcionando, com a paralisação o Brasil ficou ainda mais deprimido. E a recuperação da crise, mais distante. Estudo inédito da economista Silvia Matos, da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que levaremos 16 trimestres, ou quatro anos, para voltar ao mesmo nível de Produto Interno Bruto (PIB) anterior à crise, em 2014. Será o maior período de recuperação de todas as recessões já vividas pelo país, desde os anos 1980. Contabilizando cinco trimestres desde a retomada do crescimento, no início de 2017, ainda estamos 5,5% abaixo do patamar do PIB de 2014 e levaremos mais 11 trimestres para voltarmos ao ponto inicial da crise. Ou seja, isso só vai acontecer em 2020. Na última recessão longa, entre 1989 e 1992, que durou o mesmo tempo da de 2014 a 2016, a recuperação veio após sete trimestres.

— Mesmo em recessões longas, como a de 1989, o ritmo de crescimento depois foi mais forte. Levar mais três anos para voltar a 2014 será inédito na História brasileira. A previsão é com base no crescimento médio desde o fim da recessão, em torno de 0,5% por trimestre — explica Silvia.

A economista alerta que tantos anos de recessão e baixo crescimento vão tornando o país menos capaz de produzir expansão econômica, com a mão de obra mais despreparada pelo tempo fora do mercado, e sem investimento, o que também diminuiu nossa capacidade de produção. Pelas contas da economista, o PIB potencial, o teto da nossa expansão sem gerar inflação, é de 1,5%. Já foi de 4%.

Silvio Campos Neto, da Tendências, chegou a resultado semelhante. Calcula que voltaremos ao nível de 2014 no terceiro trimestre de 2020, um trimestre antes do que prevê Silvia. Ele espera uma expansão média de 0,6%. São 26 trimestres entre recessão e recuperação:

— O próximo ano vai ditar os rumos. Saberemos quais serão as escolhas e indicações, que tipo de confiança vai gerar para os agentes econômicos.

O tempo de recuperação pode ser ainda maior do que os quatro anos, se a confiança de empresários e consumidores continuar baixa como mostraram as últimas sondagens. Em maio, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) constatou que o índice de confiança havia caído 5,9% por causa da greve dos caminhoneiros. Em junho, com o impacto do movimento já reduzido, subiu 0,6%, nem de longe recuperando as perdas do mês anterior.

— Não houve aprofundamento do processo. Mas o número parece trazer uma nova dimensão de incerteza relacionada ao resultado das eleições. Não temos ainda um sinal de quais candidatos irão para o segundo turno. E não há clareza nas propostas dos candidatos sobre a questão fiscal e a reforma da Previdência. Temos déficts elevados desde 2014, essa sequência tem que ser interrompida — afirma Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de Política Econômica da CNI.

O GLOBO

Fonte: Blog do BG

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