PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

Por G1

 

Após aprovação do texto-base da reforma da Previdência, deputados analisam hoje as sugestões que podem mudar a proposta. Um dos 15 destaques, que excluiria professores da reforma, foi rejeitado ainda na noite de ontem. Outra proposta que também será analisada beneficia policias. Custo de habitação sobe mais que o dobro da inflação nos 25 anos do Plano Real. Segundo dia da Flip 2019 tem debates sobre sexo, consentimento, maternidade, guerra e Brumadinho.

INTERNACIONAIS

Missão cumprida

Imagem de computador da sonda Hayabusa2 — Foto: ISAS / JAXA / via AP PhotoImagem de computador da sonda Hayabusa2 — Foto: ISAS / JAXA / via AP Photo

sonda espacial japonesa Hayabusa2 fez hoje seu segundo pouso em um asteroide localizado a 244 milhões de quilômetros da Terra para coletar amostras subterrâneas que fornecem informações sobre a origem do sistema solar. Foi uma das missões mais importantes do veículo espacial, que está programado para retornar à Terra no próximo ano com as amostras coletadas no asteroide Ryugu.

NACIONAIS

Mudanças na aposentadoria

Plenário da Câmara aprova em 1º turno o texto-base da reforma da Previdência — Foto: Gabriela Biló/Estadão ConteúdoPlenário da Câmara aprova em 1º turno o texto-base da reforma da Previdência — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Para concluir a votação, os parlamentares ainda precisam analisar emendas e destaques apresentados pelos partidos para tentar alterar pontos específicos da proposta.

A Câmara tem três sessões extraordinárias hoje para concluir a análise. A primeira sessão está marcada para as 9h. Há outras duas, às 13h e às 19h. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer, no entanto, reunir os líderes para organizar a votação dos destaques.

Segurados do INSS

Os segurados do INSS que recebem seus benefícios por meio de conta corrente, conta poupança ou cartão magnético precisam comprovar que estão vivos para continuar a ter os valores pagos. Esse procedimento, que passou a valer em 2012, deve ser feito a cada 12 meses. O objetivo é evitar pagamentos indevidos e fraudes. Saiba como proceder.

Moradia x Inflação

Os preços relacionados à habitação subiram mais que o dobro da inflação oficial desde a implantação do Plano Real, há 25 anos — Foto: Reprodução / TV Gazeta Os preços relacionados à habitação subiram mais que o dobro da inflação oficial desde a implantação do Plano Real, há 25 anos — Foto: Reprodução / TV Gazeta

Os preços relacionados à habitação subiram mais que o dobro da inflação oficial desde a implantação do Plano Real, há 25 anos. É o que apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela apuração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação oficial do país.

Comércio

O IBGE divulga dados de maio do comércio para maio. Em abril, as vendas caíram 0,6%, na comparação com o mês anterior, pior resultado para meses de abril desde 2015 (-1%) e também a primeira contração para o mês em quatro anos.

Armando a polícia

Munição calibre.40 — Foto: Reprodução / EPTVMunição calibre.40 — Foto: Reprodução / EPTV

Após decretos do presidente Jair Bolsonaro autorizarem órgãos de segurança pública a importar armas e munições, mercado até então restrito ao monopólio da indústria nacional, a Polícia Militar de São Paulo começou processo para adquirir fuzis e cartuchos do exterior.

A expectativa do governo é pagar até 50% menos pelos projéteis usados em relação ao que gasta atualmente pelos adquiridos no Brasil.

Fabricantes de EUA, Suíça e até China participam do processo. O governo paulista paga R$ 5 por cartucho nacional que é vendido por R$ 1,90 em Miami.

Feminicídio

Consultor Chateaubriand Bandeira Diniz Filho, de 51 anos, é acusado de matar a ex-mulher, Mariana Marcondes, 43, com 19 golpes de faca — Foto: Reprodução/TV Globo/ Arquivo pessoalConsultor Chateaubriand Bandeira Diniz Filho, de 51 anos, é acusado de matar a ex-mulher, Mariana Marcondes, 43, com 19 golpes de faca — Foto: Reprodução/TV Globo/ Arquivo pessoal

O economista Chateaubriand Bandeira Diniz Filho, de 51 anos, foi condenado a 30 anos de prisão, em regime fechado, por matar a facadas a companheira Mariana Marcondes, em setembro de 2016. O julgamento terminou no final da noite de ontem, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Ele foi considerado culpado por feminicídio.

Feira Literária de Paraty

Kristen Roupenian, José Miguel Wisnik, Adriana Calcanhotto e Kalaf Epalanga são destaques no segundo dia da Flip 2019 — Foto: Divulgação/FlipKristen Roupenian, José Miguel Wisnik, Adriana Calcanhotto e Kalaf Epalanga são destaques no segundo dia da Flip 2019 — Foto: Divulgação/Flip

Dois autores africanos discutem dores da guerra e da imigração; autoras best-sellers debatem sobre a escolha de não ser mãe e a crueza das relações modernas; e um passeio pelo rastro de lama e destruição deixado em Brumadinho e Mariana são os principais destaques desta quinta-feira, segundo dia da 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

Flip: quinta-feira, 11 de julho

  • 10h30: Mesa 2: Bendegó – Aparecida Vilaça
  • 12 horas: Mesa 3: Uauá – Adriana Calcanhotto, Guilherme Wisnik e Nuno Grande
  • 15h30: Mesa 4: Sincorá – José Miguel Wisnik
  • 17 horas: Mesa 5: Bom Conselho – Kristen Roupenian e Sheila Heti
  • 19 horas: Mesa 6: Serra Grande – Maureen Bisilliat
  • 20h30: Mesa 7: Quirinquinquá – Gaël Faye e Kalaf Epalanga
  • 22 horas: Golpe de vista – Ava Rocha

Loteria

 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 3,50 e apostas podem ser feitas até às 19h — Foto: Marcelo Brandt/G1Aposta única da Mega-Sena custa R$ 3,50 e apostas podem ser feitas até às 19h — Foto: Marcelo Brandt/G1

O concurso 2.168 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 7,5 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) em São Paulo (SP). Excepcionalmente, são realizados três concursos nesta semana, como parte da “Mega Semana de Férias”.

Carnaval no Rio

O carro do navio negreiro, da Imperatriz Leopoldinense, quando escola ficou em penúltimo no desfile de 2019 — Foto: Rodrigo Gorosito / G1O carro do navio negreiro, da Imperatriz Leopoldinense, quando escola ficou em penúltimo no desfile de 2019 — Foto: Rodrigo Gorosito / G1

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio, Liesa, “desvirou a mesa” do carnaval carioca e confirmou o rebaixamento da escola de samba Imperatriz Leopoldinense, após reunião ontem à noite.

Série ‘Bem do Rio’

João Diamante cozinha no seu espaço chamado Na Minha Casa, na Cadeg — Foto: Jorge SoaresJoão Diamante cozinha no seu espaço chamado Na Minha Casa, na Cadeg — Foto: Jorge Soares

Conheça o chef criado em comunidade que recusou trabalho em Paris por sonho de retribuir à cidade. Série do G1 sobre cariocas que têm uma história com a cidade apresenta João Diamante, que saiu do Complexo do Andaraí para estagiar na França com Alain Ducasse e voltou para se dedicar a projetos comunitários.

Fonte: G1

Por Blog do BG

Rogério Marinho vira ator principal, sai gigante da reforma da previdência e pavimenta caminho para Ministério

Derrotado fragosamente nas urnas de outubro de 2018 na sua tentativa de permanecer na Câmara dos Deputados mesmo após virar protagonista na casa e no Brasil sendo relator da Reforma Trabalhista, o ex-deputado Rogério Marinho é um daqueles casos que a pessoa “CAI PARA CIMA”.

Nomeado braço direito de Paulo Guedes na montagem do ministério da economia, Rogério foi considerado não só pelo Ministro, mas pelo próprio presidente Jair Bolsonaro e foi o único da equipe do governo citado nominalmente pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia em seu discurso nesta quarta na casa legislativa na aprovação da reforma da previdência, considerada a reforma da reforma do governo atual.

O que faltou aqui no estado em vários momentos para o neto de Djalma Marinho, sobrou em Brasília. HABILIDADE.

Rogério fez um trabalho silencioso e fundamental e sai um gigante para virar Ministro em breve.

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Moradores de Paraty vão protestar contra presença Glenn Greenwald na Flip

Moradores organizam em redes sociais e grupos de Whatsapp um protesto contra a presença do jornalista Glenn Greenwald na programação da Festa Literária Internacional de Paraty.

O jornalista, que foi à Flip em 2014 para falar sobre os esquemas de espionagem da Agência Nacional de Espionagem dos EUA descobertos por Snowden e revelados por ele, volta a Paraty como um dos principais nomes da Flipei (Festa Literária Pirata das Editoras Independentes) – também conhecida como o barco pirata da Flip. Fundador do The Intercept Brasil, ele fala, agora, sobre as conversas vazadas dos procuradores da Lava Jato, bem como do então juiz Sérgio Moro, e dos desafios do jornalismo em cobrir a operação.

Greenwald está escalado para participar da mesa “Os desafios do jornalismo em tempos de Lava Jato”, na sexta-feira, 12, às 19h, com Alceu Castilho, Gregorio Duviver e Sergio Amadeu.

“Convocamos todos os Paratienses honestos, trabalhadores desta cidade independente de partido ou opção política, a participar da manifestação que será realizada na próxima sexta feira 12/7 as 17:00hs na praça do Chafariz em repúdio à presença do jornalista Glenn Greenwald”, diz a mensagem compartilhada via redes sociais, sem identificação de grupos, partidos ou mesmo de indivíduos fazendo a convocação.

“Aproveitamos para expor nossa indignação a esse apoio dado pela Flip. Pedimos às nossas autoridades da cidade de Paraty que não permitam mais tal atitude. Não queremos eventos políticos misturados com as festas da cidade. Basta!”, prossegue a mensagem, chamando o protesto político para o mesmo dia da mesa.

A Flip divulgou uma nota informando que não é responsável pela programação dos espaços parceiros. “Essas programações são construídas de forma autônoma e não necessariamente refletem a opinião da Flip. Os organizadores da Festa Literária não se vêem no papel de desautorizar manifestações que por ventura ocorram no seu território, contanto que as mesmas não contenham teor ofensivo ou discriminatório”, diz a nota da Festa.

ESTADÃO

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Com mudanças no texto, reforma trará economia de R$ 744 bi em dez anos, diz órgão do Senado. Número da equipe econômica é de R$ 987 bi

A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal calculou nesta quarta-feira, 10, uma economia de R$ 744 bilhões com a reforma da Previdência em 10 anos. Os técnicos da IFI refizeram as contas depois das concessões feitas ao projeto na Comissão Especial da Câmara e constataram um número R$ 243 milhões menor do que os R$ 987 bilhões projetados pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP) e a equipe econômica.

O diretor-executivo da IFI, Felipe Salto, avalia que a diferenças estão relacionadas às premissas utilizadas. Segundo ele, o valor da economia de R$ 744 bilhões em 10 anos inclui o efeito da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) maior para bancos.

Enquanto o governo estima uma receita de R$ 53,5 bilhões com a taxação dos bancos, o valor estimado pela IFI é muito menor, de R$ 30 bilhões em uma década.

“Os números não batem, necessariamente, com os do governo, o que não significa alguém estar certo e alguém estar errado”, pondera Salto. Ele destaca que os números comparativos da IFI foram feitos com base nas noticias que saíram na imprensa, já que os números consolidados não foram divulgados oficialmente.

Pelos cálculos da IFI, as mudanças nas regras de quem se aposenta pelo INSS garantem uma economia de R$ 567,4 bilhões, enquanto o governo estimou em R$ 717,6 bilhões. As alterações nas regras dos servidores foram estimadas em R$ 84,6 bilhões pela IFI ante R$ 113,3 bilhões pelo governo e a equipe do relator Samuel Moreira.

Os técnicos do governo passaram a quarta-feira fazendo os cálculos das mudanças que estavam sendo apresentadas na votação do plenário da Câmara. Os números só serão divulgados depois da votação dos destaques. A confiança era de que mais de R$ 900 bilhões de economia seria mantida.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Após ameaça de Covas, aliados de Aécio falam em tribunal de exceção no PSDB

Depois de o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), ameaçar deixar o PSDB caso o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) não seja expulso, aliados do parlamentar mineiro dizem que a ala paulista da sigla tenta instalar o que chamam “tribunal de exceção”.

Os tucanos mais próximos a Aécio defendem que o partido respeite o “direito de defesa” do deputado no conselho de ética da sigla e pregam o que chamam de “enfrentamento e resistência” do mineiro.

A coluna Mônica Bergamo revelou nesta quarta (10) que Bruno Covas passou a defender a expulsão de Aécio por causa das acusações de corrupção que pesam contra ele. O prefeito chegou a dizer que o PSDB terá que optar: “Ou eu ou ele”.

“Espero que o bom senso prevaleça e que todo e qualquer membro do partido que porventura venha a ser objeto de questionamento ético tenha respeitado seu direito de defesa no conselho de ética do partido”, disse à Folha o deputado Paulo Abi-Ackel, que preside o diretório estadual do PSDB em Minas Gerais.

“A presunção de inocência é uma conquista do Estado democrático de Direito e no PSDB essa regra não será diferente”, afirmou Abi-Ackel.

Procurado, Aécio não quis comentar as declarações do correligionário nem o pedido de expulsão.

Em maio, em sua convenção nacional, o PSDB aprovou um novo código de ética e disciplina para os filiados. De acordo com o texto, um integrante só pode ser expulso depois de encerrado todo o rito no conselho de ética.

No último dia 4, o diretório municipal do PSDB de São Paulo elaborou uma moção pedindo a expulsão do deputado do partido.

Após a declaração de Covas, aliados de Aécio procuraram o presidente nacional do partido, Bruno Araújo (PE). De acordo com os relatos feitos à Folha, o dirigente tucano indicou que seguirá o regimento interno e estaria trabalhando para tentar conter a rebelião da ala paulista.

Em nota divulgada no Twitter do PSDB, Araújo repetiu o que disse aos correligionários.

“Eventuais representações contra quaisquer filiados do PSDB seguirão a tramitação prevista no código de ética recentemente aprovado por unanimidade em convenção partidária. Sempre obedecendo todas as garantias processuais, respeitando o devido contraditório, e ao princípio da ampla defesa”, afirmou.

Os integrantes do conselho de ética tucano foram eleitos em maio, mas, por questões burocráticas, o colegiado ainda não foi instalado. Ele será comandado pelo ex-vice-governador do Espírito Santo Cesar Colnago, que tem demonstrado disposição de seguir todos os passos do processo interno.

Em São Paulo, a declaração do prefeito Covas deu gás a um movimento dos tucanos paulistas contra Aécio.

“Ou ele ou nós. Não podemos abrir mão da bandeira da moralização sempre defendida pelo PSDB”, disse à Folha Geraldo Malta, coordenador do grupo evangélico do partido.

Preocupados com a eleição para a prefeitura da capital paulista no ano que vem, aliados de Covas —que tentará a recondução ao cargo— estão articulando atos contra o mineiro em São Paulo para reafirmar o discurso de que, se Aécio não sair, haverá uma debandada no partido.

A afirmação de Covas foi feita na manhã desta quarta, quando o prefeito acompanhava o governador de São Paulo em exercício, Rodrigo Garcia (DEM), em uma entrega de trens da CPTM no Brás, no centro da capital. O governador João Doria (PSDB) está em viagem a Londres.

No meio da cerimônia, os jornalistas questionaram Covas sobre o fato de o diretório do PSDB em Belo Horizonte defender a permanência de Aécio, em resposta ao fato de o paulistano sugerir sua expulsão.

“Já [me] manifestei diversas vezes no sentido da expulsão do deputado Aécio Neves do partido”, afirmou Covas. “Recentemente, o diretório municipal aqui da capital [São Paulo] também enviou ofício à direção nacional do partido, solicitando que fosse aberto um processo dentro do conselho de ética do PSDB. E, se o diretório do PSDB de Belo Horizonte quer a minha expulsão, essa é uma boa decisão, então, que fica agora para o PSDB nacional: ou eu ou Aécio Neves no partido”, seguiu o prefeito.

“É um ou outro?”, perguntaram os jornalistas. “É um ou outro. É incompatível”, finalizou Covas.​

FOLHAPRESS

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Aprovação da Reforma da Previdência foi 7 a 1 na esquerda

Não foi uma vitória política do governo, que pode vir a se beneficiar dessa e doutras mudanças que devem ocorrer na economia, caso Jair Bolsonaro não desarranje o país com seus desvarios.

Foi uma imensa derrota da oposição de esquerda, isolada não apenas no plenário da Câmara, de resto quase inteiramente favorável à reforma da Previdência, uma avalanche de 379 votos a 131; 510 dos 513 deputados votaram.

A oposição não teve voz na rua ou na política partidária. Não teve voz na reforma, pois se retirou para trincheiras perdidas nas montanhas do atraso. Não se prepara para outras avalanches de mudanças que devem revirar a ordem socioeconômica do país. Não faz mais do que esperar talvez uma revolta espontânea da população, pois, até ou quando funcionar o programa de reformas liberais, o país atravessará ainda um deserto de crescimento e precariedade.

Foi uma imensa vitória de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e líder do coletivo do miolão do Câmara que aprovou a reforma. Esse líder da direita moderada, de um partido quase extinto no final dos anos petistas, acabou por ocupar quase todo o espaço político-parlamentar que não foi calcinado pela extrema direita.

Maia e o coletivo de líderes do miolão do Congresso acabaram por criar um arranjo talvez provisório, este semestre de “parlamentarismo branco” que aprovou a reforma previdenciária e conteve avanços piores do bolsonarismo. Em discurso no encerramento da votação da reforma, reafirmou seu programa, por assim dizer.

Criticou privilégios do serviço público e as centenas de bilhões de reais de renúncia fiscal que abatem impostos do setor privado.

Criticou quem acha possível, agora, reduzir a carga tributária. Disse que o programa da Câmara do “parlamentarismo branco” é aprovar a reforma das despesas com servidores e das carreiras de Estado, além da reforma tributária.

Disse ainda que o “protagonismo” do Congresso, avariado nos últimos 30 anos (segundo o deputado), vai continuar, “sem tirar prerrogativas” do presidente, um outro modo de dizer que sim, o presidente será podado, nos limites legais.

No meio do discurso, Maia falou algumas vezes de “desigualdade” e “pobreza”, assuntos de que o governo de Jair Bolsonaro não se ocupa nem por homenagem à hipocrisia. Obviamente, Maia não será o líder da reforma social, mas quem se ocupa de política deveria notar o contraponto. É neste universo, entre o miolão do Congresso e Bolsonaro, entre direita e extrema direita, que se joga o jogo da política brasileira.

Quase não houve rua; não havia ninguém no entorno do Congresso. Não houve movimento considerável de oposição de esquerda, mesmo que 44% dos eleitores ainda resistissem à reforma, segundo o Datafolha. A esquerda, por falta de força, meios, competência, ideias e imaginação retrancou-se no conservantismo, a tentativa obtusa de preservar uma situação falida também do ponto de vista de interesses populares.

esquerda não tem um programa de reformas progressistas. Pior ainda, mal entende a crise econômica estrutural do Brasil ou é capaz de ter o que dizer aos que vão caindo pelo caminho ou vão sofrer na transição.

As reformas econômicas vão passando e outras mudanças de fundo na economia estão acontecendo. É provável que tenham efeito positivo no crescimento daqui a dois anos. Talvez então seja tarde demais para a esquerda acordar, mesmo da perspectiva do mais mesquinho pragmatismo político.

Vinicius Torres Freire / FOLHAPRESS

LOCAIS

Comissão na AL rejeita devolução das sobras dos Poderes e fundações

Ao sofrer revés na Comissão de Fiscalização e Finanças (CFF), o Governo do Estado vai tentar reverter hoje, em plenário, a derrota. Ontem, a CFF retirou do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO 162/2019) a previsão de devolução das chamadas sobras orçamentárias dos Poderes e dos órgãos autônomos. No texto original do governo, havia a determinação para que esses saldos fossem revertidas à conta única do  Tesouro do Estado.

Por maioria de votos, os sete deputados que participaram da reunião da CFF, na manhã de ontem, acompanharam o relatório do deputado estadual José Dias (PSDB), que apresentou 21 emendas e manteve, praticamente, o texto original do Poder Executivo, mas encartando duas emendas supressivas à proposta governamental para LDO, relacionadas à exclusão dos  parágrafos 7º e 8º do artigo 64, objeto da emenda 18, que tratam da devolução de recursos à conta única do Governo.

“Cumprimos o que a Lei determina. Não tomamos iniciativa que viesse prejudicar o Governo. O Governo é que queria atropelar tudo querendo a devolução das sobras orçamentárias. A União faz isso, mas não está na LDO e seguimos isso. Cumpro o que é legalmente correto”, afirmou o relator José Dias.

Além da argumentação de que a questão das devoluções orçamentárias está sub-júdice e no aguardo de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado José Dias explicou que sua posição “é a mesma da Assembleia em exercícios anteriores”.

Para José Dias, “há um agravante “nisso, porque mesmo com a devolução de duodécimos, o Executivo não se satisfaz, quer levar os outros Poderes a mesma situação que está o Executivo”.

José Dias afirmou, ainda, que “não via amparo político e nem legal, pois o mais conveniente é o que se fez no ano passado”. O relator da matéria confirmou que, politicamente essa é uma questão fechada dos Poderes, que “também não tem a confiança de que os duodécimos serão liberados e os saldos financeiros são mínimos”.

Para ler a matéria completa só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/comissa-o-rejeita-devolua-a-o-das-sobras-dos-poderes-e-fundaa-a-es/453601

TRIBUNA DO NORTE

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Governo do Estado se reúne com fornecedores e vai detalhar dividas do estado e revogar resolução do “calote”

Governo e fornecedores se reuniram nesta quarta-feira (10) pela primeira vez dentro do Comitê de Relacionamento com Fornecedores (Coref). Na ocasião, o Governo do Estado se comprometeu a revogar a Resolução nº 02/2019 do Comitê de Gestão e Eficiência, mantendo, entretanto, a orientação de quebra de ordem cronológica dos pagamentos até posterior deliberação do comitê. Além disso, também será traçado um perfil detalhado da dívida do Estado com seus fornecedores de bens e serviços para apresentar na próxima reunião.

Criado pelo Governo do Estado, o objetivo do Comitê é discutir políticas públicas que visem garantir a valorização das empresas e gerenciar as relações contratuais com fornecedores. O comitê tem função que vai além da discussão das dívidas com fornecedores, mas de todas as questões que envolvem o relacionamento Governo-Fornecedor.

Na reunião, a governadora Fátima Bezerra reforçou seu compromisso de honrar o pagamento com servidores e fornecedores ressaltando a necessidade de manutenção do diálogo e construção de consensos com todos os setores da sociedade.

Participaram da primeira reunião, a governadora Fátima Bezerra, o secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, os secretário Aldemir Freire (Planejamento), Carlos Eduardo Xavier (Tributação), Pedro Lopes (Controladoria), Virgínia Ferreira (Administração) e o procurador geral do Estado, Luiz Antônio Marinho, representantes da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Federação do Comércio (Fecomércio), Federação da Agricultura (Faern), Federação das Associações Comerciais do RN (Facern) e Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL).

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