PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

 

A fase de discussões da PEC da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados terminou nesta madrugada, e Rodrigo Maia convocou sessão para tentar votar hoje o texto-base. Maia também convocou reunião de instalação da comissão especial para a analisar a PEC da reforma tributária. Sai nesta quarta a inflação de junho. Conheça a vida de luxo do ex-genro do doleiro dos doleiros. Veja a programação da Flip 2019. E o futebol nacional está de volta, com três jogos das quartas de final da Copa do Brasil.

INTERNACIONAIS

Cocaína em voo da FAB

Mala e os 39 kg de cocaína apreendidos com militar da FAB preso na Espanha — Foto: Guarda Civil de SevillaMala e os 39 kg de cocaína apreendidos com militar da FAB preso na Espanha — Foto: Guarda Civil de Sevilla

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional realiza audiência sobre o caso do militar preso com cocaína em voo da FAB. Participam o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Antonio Carlos Bermudez.

Sonda em asteroide

Imagem de fevereiro de 2019 feita a 30 metros de distância do asteroide Ryugu mostra a sonda Hayabusa2 se aproximando do corpo celeste. — Foto: Nagooya University / Jaxa / Tokyo University / Kochi University / Rikkyo University / Chiba Institute of Technology / Meiji University / Aizu University / National Institue of Advanced Science and Technology / AFPImagem de fevereiro de 2019 feita a 30 metros de distância do asteroide Ryugu mostra a sonda Hayabusa2 se aproximando do corpo celeste. — Foto: Nagooya University / Jaxa / Tokyo University / Kochi University / Rikkyo University / Chiba Institute of Technology / Meiji University / Aizu University / National Institue of Advanced Science and Technology / AFP

A sonda japonesa Hayabusa2 iniciou a segunda descida para o remoto asteroide Ryugu, a 245 milhões de quilômetros da Terra, com o objetivo de coletar amostras subterrâneas que podem fornecer informações sobre a origem do sistema solar, disse a agência responsável.

NACIONAIS

Previdência

Votação do texto-base da reforma da Previdência deve acontecer nesta quarta (10)

Votação do texto-base da reforma da Previdência deve acontecer nesta quarta (10)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), convocou sessão para as 9h, mas disse que somente às 10h30 dará início aos trabalhos, com a concessão da palavra a seis oradores (três pró e três contra a reforma), por cinco minutos cada um.

A intenção é tentar votar o texto-base da reforma pela manhã e partir para a votação à tarde dos destaques (trechos específicos do texto destacados para votação em separado).

Reforma tributária

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, convocou para hoje reunião de instalação da comissão especial destinada a analisar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária. A instalação é a etapa que marca o início dos trabalhos do colegiado, que vai discutir o mérito das propostas de alteração nas regras tributárias.

Inflação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, de junho. Em maio, a inflação ficou em 0,13%, o que representou uma desaceleração ante a taxa de 0,57% de abril.

Índice de confiança

Os pequenos e médios empresários brasileiros estão mais otimistas neste terceiro trimestre. A confiança desse grupo subiu, segundo o Índice de Confiança dos Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN). Entenda a pesquisa. Levantamento também apurou que carga tributária e burocracia são os principais entraves para pequenos e médios empresários.

Luto oficial

João Gilberto em show — Foto: ReproduçãoJoão Gilberto em show — Foto: Reprodução

O Senado aprovou luto oficial de três dias no Congresso em razão damorte de João Gilberto. Considerado o pai da bossa nova, cantor e compositor morreu no último sábado (6). Com luto, bandeira nacional do Congresso ficará a meio mastro a partir desta quarta-feira.

Genro do doleiro dos doleiros

Rafael Libman comprou, segundo a ex-mulher, 18 apartamentos no RJ e em SP — Foto: ReproduçãoRafael Libman comprou, segundo a ex-mulher, 18 apartamentos no RJ e em SP — Foto: Reprodução

Rafael Libman, ex-genro do doleiro Dario Messer, comprou 18 apartamentos em endereços de luxo no Rio de Janeiro e em São Paulo com a intenção de lavar dinheiro de Messer, o “doleiro dos doleiros“. Todos os negócios foram feitos em dinheiro. A revelação foi feita em delação premiada, homologada pela Justiça, por Denise Messer, filha de Dario e ex-mulher de Rafael. Denise entregou ao Ministério Público Federal uma planilha com a relação dos endereços dos imóveis adquiridos pelo ex-marido. Veja mais detalhes no G1.

Flip 2019

Detalhe da arena que receberá convidados da Flip em Paraty (RJ) — Foto: Zedu Moreau / DivulgaçãoDetalhe da arena que receberá convidados da Flip em Paraty (RJ) — Foto: Zedu Moreau / Divulgação

A 17ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip 2019, começa nesta quarta-feira. Veja a programação completa. Walnice Nogueira Galvão, crítica literária, faz apresentação de abertura do evento. Festa tem cinco dias de debates, entre 10 e 14 de julho.

Desafio Natureza

Uma caixa de plástico camuflada contendo por fora uma lente e, por dentro, um monitor vem mudando a pesquisa com a fauna silvestre nos últimos anos. Acoplada a árvores, a “camera trap”, ou armadilha fotográfica, fornece a pesquisadores e ambientalistas uma janela para a observação dos animais selvagens que dificilmente seriam vistos por humanos.

Acionada por movimentos e com visão infra-vermelha, essa armadilha não captura nem machuca onças, jaguatiricas, macacos e outros bichos, mas registra, em fotos e vídeos, imagens que ajudam a estudar os animais em seu habitat.

Equipamento, que começou a ser usado na última década, já ajudou na identificação de centenas de onças-pintadas diferentes. Veja fotos e vídeos.

Fonte: G1

Por Blog do BG

POLÊMICA: Ministro diz que liberação de emendas foi para aprovar Previdência e valor pode passar dos R$ 5,5 bilhões

Presente no plenário da Câmara nesta terça-feira (9), durante o início da discussão da nova Previdência, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou ao site Jota que a liberação de emendas orçamentárias de sua pasta para os parlamentares foi um esforço para a aprovação da reforma, prioridade do governo de Jair Bolsonaro.

A declaração difere da do presidente da República, que em entrevista e nas redes sociais disse que a medida é uma ação normal da administração pública, sem relacioná-la com a Previdência.

À Folha, Mandetta disse que a liberação de emendas é uma ação normal, embora seja óbvio, em suas palavras, que ela tenha sido impulsionada pela aproximação da votação da reforma.

liberação de verbas federais em troca de votos no Congresso, uma das características do chamado toma lá dá cá, é uma prática que Bolsonaro, durante a campanha, afirmou que iria acabar.

Apesar disso, o governo ofereceu a cada parlamentar fiel um lote extra de R$ 20 milhões de emendas (em um total de mais de R$ 3 bilhões). Além disso, acelerou o empenho —que é o registro oficial de que pretende executar aquele gasto— das emendas ordinárias, conforme mostrou a coluna Painel nesta terça: liberou quase R$ 1 bilhão na véspera da votação, tudo relacionado à pasta da Saúde.

Parlamentares do PT foram à tribuna reclamar do ministro, afirmando que ele cometeu crime ao contrariar dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias que veda o uso de verba pública para influenciar votações.

PROMESSAS DE EMENDAS ATINGE MAIS DE R$ 5 BILHÕES

Na tentativa de iniciar a votação da reforma da Previdêncianesta terça-feira (9), o governo federal aprovou medidas para afagar a bancada ruralista e impulsionou o envio de recursos às bases eleitorais de deputados.

O Executivo acelerou a liberação de emendas orçamentárias e ofereceu um lote extra aos congressistas. Já foram prometidos ao menos R$ 5,6 bilhões a deputados.

Ainda assim, os partidos ampliaram a lista de exigências, atrasando o início da votação da reforma no plenário.

Partidos pressionam por um volume maior de empenho de emendas e também manifestam desconfiança de que o governo, passada a votação, vá descumprir a sua palavra e não executar de fato as emendas.

“Toda a relação do Legislativo com o Executivo é sempre de desconfiança, até porque esse governo, no início, gerou uma desconfiança na relação. Mas acho que isso vai caminhar para o leito normal do rio”, afirmou presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao falar sobre as emendas.

O deputado se tornou o principal fiador da reforma. Entre outros pontos, ele discutia com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), compromisso de ele segurar a votação da reforma no Senado até que o governo cumpra a promessa de liberar, de fato, o dinheiro das emendas ordinárias e extras.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), chegou à Câmara por volta das 18h e, segundo deputados, assegurou que o governo irá cumprir a sua palavra.

FOLHAPRESS

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PDT ameaça expulsar Tabata Amaral caso vote a favor da reforma da Previdência e Eduardo Bolsonaro diz que Policiais precisam dar cota de sacrifício

PDT ameaça expulsar a deputada Tabata Amaral (SP) se ela votar a favor da reforma da Previdência. Em reunião realizada nesta terça-feira, 9, com a bancada do PDT na Câmara, o presidente do partido, Carlos Lupi, disse que quem apoiar as mudanças na aposentadoria propostas pelo governo de Jair Bolsonaro será punido com o desligamento.

Tabata é favorável à reforma e lidera um grupo dentro do PDT que também promete acompanhá-la na votação. O ex-ministro Ciro Gomes, candidato derrotado do PDT à Presidência da República, chegou a telefonar nesta terça para a deputada, pedindo para que ela seguisse a orientação do partido, mas não obteve sucesso.

“Eu fiz um apelo humilde pelo voto dela, para que seja contrário à reforma da Previdência”, afirmou Lupi ao Estado. “O governo tem um poder de convencimento que a gente não tem. Nós temos as palavras e eles têm emendas. Eles têm olhos azuis e nós, negros. Então, muita gente usa a Tabata para se proteger da decisão, alguns por convicção e outros por utilidade pública.”

iro, por sua vez, disse que o governo recorreu ao “toma lá, dá cá” que tanto criticou para aprovar a reforma da Previdência no Congresso. Na conversa por telefone com Tabata, o ex-ministro fez de tudo para convencê-la a mudar de opinião, mas ela alegou que, após negociações, o governo atendeu às reivindicações da bancada feminina e alterou até mesmo o cálculo da aposentadoria.

Contrariado, Ciro foi às redes sociais e pregou a expulsão dos pedetistas desobedientes. “A tentativa de compra de votos por dinheiro de emendas ou ofertas mentirosas a Estados e municípios ronda, neste momento, até os partidos de oposição”, escreveu ele no Twitter. “Defenderei que o PDT expulse aqueles que votarem contra o povo nesta reforma de previdência elitista.”

De acordo com o Placar da Previdência, 7 dos 27 deputados do PDT são favoráveis à reforma da Previdência, enquanto 13 são contrários. Outros quatro se dizem indecisos e três não quiseram responder, incluindo Tabata. “Já estou aqui sofrendo e tento a todo custo uma saída para evitar expulsões”, afirmou Lupi.

EDUARDO BOLSONARO

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse nesta terça-feira, 9, ao Estadão/Broadcast que os policiais também precisam dar sua “cota de sacrifício” na reforma da Previdência.  “É preciso ter uma certa maturidade para que a gente chegue a um consenso de que o Brasil está acima de tudo”, disse.

Conforme informou o Estado, o governo tenta conter o racha do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, para evitar abrir uma “porteira” para novas mudanças na votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Com 22 dos 54 deputados eleitos com a bandeira da segurança pública, o PSL deve entrar na votação dividido em relação a regras mais brandas para policiais federais, rodoviários e legislativos.

Na avaliação de Eduardo Bolsonaro, que é advogado e policial federal, o PSL deve demonstrar “coesão e unidade” na votação da matéria no plenário da Câmara, mas o parlamentar observou que não tem como controlar o posicionamento dos colegas de bancada. “Ninguém acorda querendo fazer uma reforma. Ninguém bate na porta do governo para trabalhar mais três, quatro, cinco anos. Mas ou o Brasil faz isso ou daqui a pouco a gente vai chegar numa situação igual à da Grécia”, afirmou o deputado federal.

ESTADÃO CONTEÚDO

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MEDO DE QUE? Vejam quem foram os deputados que votaram contra prisão em 2ª instância de pacote de Moro

No dia em que as atenções estavam voltadas para a reforma da Previdência, a Câmara rejeitou nesta terça-feira, 9, uma das principais bandeiras do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e dos procuradores da Lava Jato. O grupo de trabalho criado para analisar o pacote anticrime apresentado pelo ex-juiz decidiu, por 7 votos a 6, retirar do texto a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

A intenção de Moro ao apresentar a medida era incluir na lei o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2016, que permitiu, por exemplo, a prisão de vários dos condenados na Lava Jato, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até então, um réu só poderia começar a cumprir sua pena após o chamado transitado em julgado – ou seja, após esgotadas as possibilidades de recursos pela defesa, o que poderia levar anos, aumentando a sensação de impunidade.

A votação na Câmara ocorre no momento em que o próprio Supremo não descarta a possibilidade de um recuo. O presidente da Corte, Dias Toffoli, já sinalizou que a decisão de três anos atrás pode ser rediscutida no segundo semestre deste ano.

A maioria dos deputados justificou o voto com um argumento técnico. A avaliação é de que a mudança apresentada por Moro deve ser tratada no Congresso por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) – que exige os votos, em dois turnos, de 60% dos deputados e dos senadores –, e não por projeto de lei, que precisa de maioria simples, como foi enviado por Moro aos parlamentares.

pacote anticrime de Moro acrescentava um artigo ao Código de Processo Penal para estabelecer que um tribunal, ao proferir acórdão condenatório, “determinará a execução provisória das penas privativas de liberdade”. “Se quiser modificar esse ponto, o ministro e sua bancada deverão fazer através de PEC”, afirmou o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), contrário à proposta.

O relator da matéria no grupo de trabalho, deputado Capitão Augusto (PL-SP), que havia mantido a proposta de Moro em seu relatório, criticou a decisão dos colegas. “O que aconteceu aqui, hoje, favorece a impunidade. A aprovação da proposta nos garantiria a certeza de que condenados por Moro ficariam na cadeia mesmo se o Supremo revisse seu entendimento”, afirmou o deputado.

A votação no grupo de trabalho foi o primeiro passo do pacote anticrime na Câmara. As propostas ainda deverão passar por comissões da Casa e pelo plenário, onde ainda podem sofrer alterações.

A decisão, porém, representa um novo revés político ao ministro, que declarou ter abandonado 22 anos de magistratura com o propósito de aprovar medidas que atualizem a legislação de combate à corrupção no País. Em maio, Moro já havia perdido, por decisão dos parlamentares, o controle do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia.

Como votou cada deputado no pacote anticrime 

Além de Marcelo Freixo(PSOL-RJ), rejeitaram a medida os deputados Lafayette de Andrada (PRB-MG), Paulo Teixeira (PT-SP), Margarete Coelho (PP-PI), Orlando Silva (PCdoB-SP), Fábio Trad (PSD-MS) e Paulo Abi Ackel (PSDB-MG). A favor, além do relator, votaram os deputados Coronel Chrisóstemo (PSL-RO), Adriana Ventura (Novo-SP), Subtenente Gonzaga (PDT-MG), Carla Zambelli (PSL-SP) e João Campos (PRB-GO).

Além da prisão em segunda instância, o grupo ainda vai analisar, pontualmente, outros 15 itens do pacote anticrime de Moro. Em junho, o Estado mostrou que o pacote anticrime do ministro seria desidratado na Câmara.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Com sinais de aprovação sem dificuldade, Câmara deve votar reforma da Previdência nesta 4ª

Após uma pressão de siglas do centrão, a Câmara encerrou à 0h43 desta madrugada a fase de debates da reforma da Previdência e convocou nova reunião para esta quarta-feira (10) para a votação da proposta, que é a prioridade legislativa do governo de Jair Bolsonaro.

A expectativa dos parlamentares é que às 10h30 haja quorum para retomada dos trabalhos.

Ao rejeitar no final da noite desta terça (9) um requerimento protelatório da oposição e ao aprovar na madrugada o encerramento dos debates, o plenário deu sinais favoráveis à reforma —331 votos a 117 e 353 votos a 118, respectivamente —é preciso 308 dos 513 votos para a aprovar a nova Previdência.

Apesar disso, a terça foi marcada por longas negociações que inviabilizaram a votação da proposta nesse dia, como era planejado inicialmente pelo governo.

Mais verbas, demandas de estados e municípios e uma desconfiança generalizada com o presidente da República formaram o impasse.

O governo federal acelerou a liberação de emendas orçamentárias e ofereceu um lote extra aos parlamentares, mas isso não foi o suficiente.

Apesar de na campanha ter adotado o discurso de que colocaria fim aotoma lá dá cá na relação com o Congresso, o governo ofereceu a cada parlamentar fiel um lote extra de R$ 20 milhões de emendas (em um total de mais de R$ 3 bilhões), que é o direcionamento de verbas do Orçamento para o reduto eleitoral dos parlamentares.

Além disso, acelerou o empenho —registro oficial de que pretende executar aquele gasto— das emendas ordinárias: liberou quase R$ 1 bilhão na véspera da votação —R$ 2,6 bilhões só nos seis primeiros dias úteis de julho, segundo levantamento do gabinete do líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ).

Partidos pressionam por um volume maior de empenho de emendas e também manifestam desconfiança de que o governo, passada a votação, irá descumprir a sua palavra. É normal, por exemplo, que empenhos fiquem anos na gaveta, sendo cancelados sem execução.

Maia, que se tornou o principal fiador da reforma, tenta contornar as insatisfações. Entre outros pontos, discute com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), compromisso de ele segurar a votação da reforma no Senado até que o governo cumpra a promessa de liberar, de fato, o dinheiro das emendas ordinárias e extras.

O PSD do ex-ministro Gilberto Kassab também era um problema. O senador Otto Alencar (PSD-BA) vinha liderando um movimento contrário à reforma. As negociações para demovê-lo da iniciativa incluíam promessa de ampliar repasse de recursos federais, dentre eles do petróleo, aos estados e municípios.

A oposição acusa o governo de cometer crime de responsabilidade e tentar comprar votos com promessas vazias.

Segundo o líder do PT, Paulo Pimenta (RS), o governo publicou no Diário Oficial da União liberação de R$ 93 milhões para uma emenda da saúde feita pela Comissão de Seguridade Social da Câmara. O problema é que o Congresso só havia aprovado R$ 2 milhões para essa emenda.

“O governo está comprando votos com cheque sem fundo. Esse governo usa fake news até para comprar votos dos seus aliados”, afirmou o petista.

“A despesa pública depende de autorização expressa do Legislativo, isso acontece por meio da Lei Orçamentária (emendas de bancada, individuais e de comissão). O governo pode executar uma emenda na sua totalidade, mas não pode extrapolar o valor autorizado pelo Legislativo. Isso é crime”, afirmou o PSOL em nota.

Segundo o partido, emendas coletivas da Comissão de Seguridade Social no valor de R$ 604 milhões foram transformadas pelo governo em um valor de mais de R$ 1 bilhão.

Em entrevista e manifestação nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a liberação de emendas é uma ação normal de governo e não a relacionou à votação da Previdência –declaração que difere da de seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que reconheceu que a aproximação da votação da reforma impulsionou a liberação das verbas.

FOLHAPRESS

LOCAIS

CONSCIÊNCIA OU ESTRATEGIA? Tribunal de Contas retira projeto de lei do aumento dos salários dos conselheiros para R$ 35 mil

Reportagem da TRIBUNA DO NORTE desta quarta destaca o pedido do TCE para retirada do projeto de aumento dos conselheiros do TCE:

Segue:

Com a desistência do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o projeto de lei referente ao reajuste salarial de 16,38% para os sete conselheiros da Corte está tendo sua tramitação sustada na Assembleia Legislativa. Inicialmente, o presidente do TCE, conselheiro Francisco Potiguar Cavalcanti Júnior, que havia encaminhou uma solicitação de retirada do projeto. Na leitura do expediente da sessão ordinária de ontem, o deputado Gustavo Carvalho (PSDB) leu o pedido de desistência da Corte de Contas para que a matéria fosse à votação no plenário da Assembleia.

O presidente do TCE disse, ontem, por intermédio de sua Assessoria de Comunicação, que não iria se pronunciar, por enquanto, sobre a desistência da tramitação da revisão dos subsídios na Assembleia.

Fontes do TCE e da Assembleia externaram que existe, ainda, a possibilidade da Corte de Contas  tomar uma decisão interna, seguindo exemplo do Tribunal de Justiça, que alegando a autonomia administrativa e financeira dos Poderes, concedeu reajuste aos desembargadores.

Na exposição de motivos enviada à Assembleia, em 21 de fevereiro, o conselheiro Francisco Potiguar C. Júnior, explicava que a revisão dos subsídios dos conselheiros era uma adequação constitucional, correspondente a 90,25% do  subsídio mensal de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que é de R$ 39,29 mil. O conselheiro do TCE passaria a perceber R$ 35,46 mil em simetria ao reajuste ocorrido em relação aos desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Desde 11 de abril também tramita na Assembleia, a revisão dos subsídios dos procuradores da Casa e dos procuradores do Estado, enviada em 16 de abril pela governadora Fátima Bezerra (PT) e também dos defensores públicos, que chegou em fevereiro, tratando de matéria semelhante.

A aprovação dos reajustes dos subsídios dos membros do TCE, DPE e PGE vêm enfrentando resistência dos deputados na Assembleia. Na sessão do dia 2 de maio, o deputado José Dias (PSDB) fez pronunciamento, declarando que iria se abster na votação da revisão dos subsídios dos conselheiros do TCE.

No começo de junho foi a vez do líder da bancada da minoria, deputado Kelps Lima (SDD) afirmar que iria votar contra a revisão salarial dos procuradores do Estado.

O deputado Kelps Lima ponderava seu posicionamento contrário ao aumento salarial para servidores que estão no topo da pirâmide remuneratória e sua opção de vincular a data do recebimento do seu subsídio, com o pagamento aos Procuradores do Estado, bem como de não receber os valores retroativos de férias e décimo terceiro salário, referentes à matéria aprovada recentemente por essa Casa Legislativa, como forma de contribuir com o Rio Grande do Norte.

O deputado Coronel Azevedo (PSL) encartou emenda, numa reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no sentido de que os efeitos financeiros, se o projeto for aprovado em plenário, só passem a vigorar quando o Estado sair da calamidade financeira em que se encontra.

Até mesmo na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF), a revisão dos subsídios dos defensores públicos foi aprovado  por maioria de votos, mas  contou com o voto contrário de dois deputados, Tomba Farias (PSDB) e Galeno Torquato (PSD), embora o projeto  de revisão dos subsídios dos conselheiros do TCE tenha sido aprovado por unamidade.
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Vejam como estão se posicionando os deputados federais do RN na votação da Reforma da Previdência que vai acontecer nesta quarta

Vejam como estão se posicionando até o momento os deputados federais da bancada potiguar referente a votação da reforma de previdência na Câmara dos Deputados que será votada nesta quarta-feira.

O MDB do Deputado Walter Alves orientou pela votação a favor da reforma e o Deputado Benes Leocádio, deverá ir nesse sentido também.

Fonte: Blog do BG

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