PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

 

Moro vai ao Senado para explicar mensagens divulgadas por site. Ontem à noite, o ‘Intercept’ divulgou novo diálogo atribuído ao ex-juiz da Lava Jato em que ele diz ser questionável investigar FHC ‘pois melindra alguém cujo apoio é importante’. O Comitê de Política Monetária do BC se reúne hoje e deve manter os juros em 6,5% ao ano mesmo com risco de recessão, segundo a previsão de analistas. A comissão especial da Câmara retoma debate sobre a reforma da Previdência. O STJ manda soltar homem que ficou preso 7 meses por dar ‘auxílio moral’ a criminosos. E a seleção brasileira deixa Salvador após empatar em 0 a 0 com a Venezuela pela Copa América.

INTERNACIONAIS

Copa América

Firmino, da Seleção Brasileira — Foto: Juan Mabromata / AFP PhotoFirmino, da Seleção Brasileira — Foto: Juan Mabromata / AFP Photo

As vaias vieram novamente. Mas desta vez no segundo tempo. E não houve compensação para a torcida. O Brasil sofreu com a forte defesa da Venezuela e a tecnologia. Teve dois gols anulados pelo VAR e ficou no 0 a 0 na noite de ontem, na Fonte Nova, pela segunda rodada do Grupo A da Copa América. O resultado frustrou parte dos quase 40 mil torcedores que acompanharam o jogo em Salvador. Houve quem gritasse “olé” para os venezuelanos. Tite e companhia agora lutarão pelo primeiro lugar da chave com o Peru, no próximo sábado (22).

  • 18h30: Colômbia x Catar
  • 21h30: Argentina x Paraguai

E mais:

  • 16 horas: Japão x Inglaterra
  • 16 horas: Escócia x Argentina

Deslocados

Refugiados chegam em barco lotado; foto da exposição "Faces do Refúgio" — Foto: ACNUR / DivulgaçãoRefugiados chegam em barco lotado; foto da exposição “Faces do Refúgio” — Foto: ACNUR / Divulgação

O total de pessoas deslocadas pelo mundo passa de 70 milhões, diz ONU. O número é o maior já registrado. Desse total, quase 26 milhões são considerados refugiados pelos padrões do Alto Comissariado das Nações Unidas (Acnur). Síria e Venezuela são pontos de preocupação da agência.

NACIONAIS

Moro no Senado

O ministro da Justiça, Sergio Moro — Foto: Rafael Marchante/ReutersO ministro da Justiça, Sergio Moro — Foto: Rafael Marchante/Reuters

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, participa hoje de uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para explicar as mensagens atribuídas a ele em conversas com procuradores da Lava Jato.

A participação de Moro na audiência foi anunciada na semana passadapelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O site The Intercept tem revelado nos últimos dias mensagens que, segundo o site, mostram que Sérgio Moro orientou a atuação de integrantes da força-tarefa da Lava Jato.

Novo diálogo

O ministro Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — Foto: Isaac Amorim/MJSP; Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil; Wilson Dias/Agência Brasil O ministro Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — Foto: Isaac Amorim/MJSP; Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil; Wilson Dias/Agência Brasil

O site Intercept divulgou novo diálogo atribuído ao ministro Justiça, Sérgio Moro. O diálogo, segundo o portal, teria ocorrido em 13 de abril de 2017, um dia depois de o Jornal Nacional ter veiculado uma reportagem a respeito de suspeitas contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A reportagem citada pelo portal foi publicada no JN de 12 de abril e trouxe a delação de Emilio Odebrecht, que contou ter pago caixa dois às campanhas de FHC nos anos 1990 – ele foi eleito presidente em 1994 e reeleito em 1998.

O caso foi parar na Lava Jato de São Paulo e nunca passou pela avaliação nem do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, nem do então juiz Sérgio Moro.

Segundo o site, Moro teria manifestado contrariedade com a decisão de investigar o caso em São Paulo mesmo já estando provavelmente prescrito porque isso melindraria “alguém cujo apoio é importante”.

Taxa de juros

Apesar do risco de o Brasil entrar novamente em recessão, que tecnicamente se caracteriza por dois trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto (PIB), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) não deve reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira. A previsão do mercado financeiro é da manutenção, nesta quarta-feira, da taxa básica em 6,5% ao ano.

Reforma da Previdência

Comissão da Câmara começa a debater parecer do relator que propõe mudanças na Previdência

Comissão da Câmara começa a debater parecer do relator que propõe mudanças na Previdência

A comissão especial da PEC da Previdência na Câmara retoma a discussão do parecer do deputado Samuel Moreira, que começou a ser debatido ontem. O presidente da Casa, Rodrigo Maia, quer que o parecer seja colocado em votação na comissão na próxima terça (25).

No Senado, a Comissão de Assuntos Sociais convidou o secretário especial de previdência, Rogério Marinho, para debater a proposta de reforma da Previdência.

Marcelo Crivella

Crivella e o presidente da Câmara, Jorge Felippe, no plenário — Foto: Renan Olaz/CMRJ/DivulgaçãoCrivella e o presidente da Câmara, Jorge Felippe, no plenário — Foto: Renan Olaz/CMRJ/Divulgação

A comissão que analisa o pedido de impeachment do prefeito Marcelo Crivella no Rio de Janeiro se reúne nesta quarta-feira para a leitura do relatório do vereador Luiz Carlos Ramos Filho (Podemos), relator do processo. Segundo apurado pelo RJ2, o relator deve pedir o arquivamento do caso.

‘Auxílio moral’ a criminosos

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura de um homem que passou sete meses preso, no Rio de Janeiro, sob a inusitada acusação de dar “auxílio moral” ao crime de receptação. A decisão foi tomada em julgamento na tarde de ontem. Entenda o caso.

Mega-Sena

 Aposta única da Mega-Sena custa R$ 3,50 e apostas podem ser feitas até às 19h — Foto: Marcelo Brandt / G1Aposta única da Mega-Sena custa R$ 3,50 e apostas podem ser feitas até às 19h — Foto: Marcelo Brandt / G1

O concurso 2.161 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 125 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) em São Paulo (SP).

Educação

Alunos fazem manifestação contra corte de verba da UFF. — Foto: Reprodução / TV GloboAlunos fazem manifestação contra corte de verba da UFF. — Foto: Reprodução / TV Globo

As 19 universidades brasileiras classificadas entre as mil melhores instituições de ensino do mundo apresentaram piora em índices de qualidade, segundo a última edição do QS University Ranking 2020. Veja o ranking.

Segundo o estudo houve queda na empregabilidade de formandos, no desempenho das pesquisas acadêmicas, no nível de ensino e na atratividade para estudantes e professores estrangeiros.

E a tendência, segundo o diretor de pesquisas da QS, é de piora dos índices do país nos próximos anos.

“Existem poucos pesquisadores no mundo capazes de lidar com a perda de quase metade de seu orçamento (…). Dado que nosso indicador de pesquisa é baseado em cinco anos de dados, leva tempo para que as decisões políticas afetem o desempenho nos rankings”, afirma Ben Sowter.

Bailarinos da Maré

Bailarinos da Maré conquistam vaga em escola de dança na Bélgica

Bailarinos da Maré conquistam vaga em escola de dança na Bélgica

Da Maré para o mundo. É assim que Marllon Araújo, de 23 anos, e Luyd de Souza Carvalho, 22, pretendem dar seus passos. E num futuro não muito distante. Moradores do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, os dois foram selecionados para o quadro de alunos da P.A.R.T.S., escola de Bruxelas, Bélgica, reconhecida mundialmente como referência no ensino de dança contemporânea. Entre 1.196 candidatos, a dupla ocupará duas das 45 vagas a partir de outubro.

Carnaval 2020

Comissão de frente da Barroca Zona Sul durante desfile no Anhembi este ano — Foto: Ardilhes Moreira / G1Comissão de frente da Barroca Zona Sul durante desfile no Anhembi este ano — Foto: Ardilhes Moreira / G1

Foi sorteada ontem à noite a ordem dos desfiles do Carnaval 2020 em São Paulo. A Barroca Zona Sul, vice-campeã do Grupo de Acesso, vai abrir a festa do Grupo Especial no sambódromo do Anhembi, dia 21 de fevereiro, sexta-feira. A campeã Mancha Verde será a quarta escola a desfilar no primeiro dia de folia, logo após a Dragões da Real. 14 escolas vão disputar o título. Veja a ordem dos desfiles.

Fonte: G1

Por Blog do BG

Engenheiro boliviano diz que seu software foi usado para disparos pró-Bolsonaro

Em vídeo postado no YouTube, o engenheiro boliviano Nicolás Hinojosa, 32, afirma que seu software de envio de mensagens em massa por WhatsApp foi usado por apoiadores do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) no ano passado e que, por esse motivo, seu número foi bloqueado pelo aplicativo.

“Lamentavelmente, na semana passada, bloquearam meu número de WhatsApp por causa do que aconteceu no Brasil. As pessoas que fizeram campanha para o candidato Bolsonaro usaram meu software, mas nem sequer compraram as licenças, usaram a versão demo [teste]”, diz Hinojosa no vídeo de 5 minutos e 25 segundos, postado em 31 de outubro de 2018.

No dia 18 de outubro do ano passado, reportagem da Folha revelou que empresas brasileiras estavam comprando de agências de marketing pacotes de mensagens por WhatsApp em massa contra o PT.

A campanha de Bolsonaro negou ter conhecimento sobre as mensagens enviadas. No dia seguinte à publicação da reportagem, o WhatsApp anunciou ter bloqueado contas que estavam fazendo envios maciços de mensagens, entre elas as das agências mencionadas na reportagem.

Nesta terça-feira (18), a Folha mostrou que o dono de uma agência de marketing na Espanha afirmou em gravação que empresas brasileiras contrataram sua firma em 2018 para fazer disparos em massa de mensagens políticas a favor do então presidenciável Jair Bolsonaro.

Em entrevista à Folha, Hinojosa afirmou que 360 usuários lançaram mão de seu software “para enviar campanhas para Bolsonaro”.

“Calculo que tenham sido enviadas mensagens de cerca de 30 mil contas [números] de WhatsApp. Todas as mensagens que vi eram campanha para Bolsonaro. Textos e imagens em português”, disse.

“Imagino que outros [candidatos] também devem ter enviado [com o software dele]. Mas o que eu tenho certeza é de que vi [campanha] para o Bolsonaro.”

Procurado, o WhatsApp confirmou ter bloqueado as contas de Hinojosa por mau uso. “O WhatsApp bloqueou algumas contas dele antes das eleições”, disse a empresa por email.

“Na versão demo, obviamente saía na parte de baixo meu website, e lá dentro tinha meu número. Por causa disso, WhatsApp me identificou como se eu tivesse sido a pessoa responsável por esta onda de spam que essas pessoas fizeram e suspendeu meu número.”

A contratação dos disparos por pessoas físicas, sem declarar às autoridades eleitorais, é vedada por lei.

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apenas as campanhas oficiais podem fazer contratação de impulsionamento de conteúdo eleitoral nas redes sociais.

Folhapress

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Governo prepara pacote de nomeações para partidos de olho na Previdência

Para cumprir o cronograma dos sonhos do governo, que prevê a votação da reforma da Previdência na comissão especial semana que vem e no plenário da Câmara até a primeira quinzena de julho, a Casa Civil vai ter de acelerar a entrega de cargos a partidos de centro e centro-direita. As negociações não deslancharam porque o governo quer fazer todas as nomeações em pacote, mas a demora abriu espaço para disputas. A Codevasf, por exemplo, é alvo de queda de braço entre Câmara e Senado.

Presidentes de partidos de centro e integrantes da cúpula do Congresso dizem que o clima de desconfiança é mútuo e que “se o Planalto não entregar o que afiançou, ninguém vai votar no crédito”. Ou seja: sem a formalização das indicações, o andamento da reforma pode travar.

Como mostrou o Painel em abril, o governo ofertou estatais de porte regional a siglas que podem vir a formar sua base no Congresso, além de emendas extras aos parlamentares que votarem a favor das novas regras de aposentadoria.

Painel/Folha de S.Paulo

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Senado rejeita decreto de armas de Bolsonaro; texto segue para a Câmara

Apesar da pressão do presidente Jair Bolsonaro, o Senado derrubou por 47 votos a 28 o decreto que flexibiliza as regras para o porte de armas. Foi a maior derrota imposta pelo Senado ao governo. Antes da votação, Bolsonaro usou redes sociais, eventos públicos e entrevistas para pedir votos. E ligou pessoalmente para senadores. “Não deixeoprojetomorrer”,disseontem,em dois eventos.

A decisão pode ser revertida na Câmara dos Deputados, mas o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já sinalizou que a proposta também não deve prosperar por lá. “O governo tem uma defesa do decreto que acho frágil, mas respeito.” A gestão até já estuda um “plano B”. “Temos de buscar uma alternativa, retirar um ponto ou outro, mas manter a espinha dorsal desse decreto das armas”, afirmou a líder no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que há duas estratégias em curso no governo: a primeira é de avançar projetos de leis que já estão em tramitação no Parlamento. Um deles seria a proposta do ex-senador Wilder Morais (PP-GO) que permite a posse de arma em toda propriedade rural e não só no imóvel. O texto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A outra estratégia é questionar no Supremo a decisão do Congresso de derrubar o decreto. Parlamentares governistas alegam que os decretos legislativos que tentam barrar as modificações discutem o mérito da proposta e a possibilidade de o presidente decidir sobre a questão.
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou “ter certeza” de que o Supremo Tribunal Federal vai julgar, na semana que vêm, procedentes os decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro para facilitar a aquisição, registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo. Mas o STF já impôs uma derrota ao governo ao impedir que Bolsonaro acabasse com conselhos criados por lei por meio de um decreto.

Mas o próprio Bolsonaro já falou ontem em uma alternativa, sem precisar da aprovação legislativa: vai determinar ao ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) que a Polícia Federal não dificulte quem quiser ter armas em casa. “A Polícia Federal está sob meu comando. No Brasil o grande ‘reclamoʼ do pessoal do passado era que a PF, na questão de efetiva necessidade, tinha dificuldade (em analisar os casos de porte)… Eu, como presidente, isso vai ser atenuado. Vou determinar ao ministro Sergio Moro.”

Ontem, senadores criticaram o modo como as mudanças da regra sobre porte chegaram ao Congresso. “O Senado não se intimida com esse bombardeio de robôs, de maníacos, reacionários, que acham que não é através do diálogo, da lei e da polícia que se resolvem as coisas. Que o senhor Presidente da República arme os policiais, treine os policiais, porque nós não podemos permitir que as pessoas cuidem sozinhas das próprias vidas”, disse a senadora Kátia Abreu (PDT-TO).

Com base em um parecer jurídico da consultoria do Senado, parlamentares contrários à proposta afirmaram que o Planalto extrapolou suas prerrogativas. O texto, segundo a consultoria, tinha nove pontos inconstitucionais e abria brechas para facilitar o acesso a uma arma.

Entre esses está o de permitir que pessoas enquadradas em “atividade profissional de risco” e no parâmetro de “ameaça à integridade física” possam ter uma arma, o que inclui até mesmo advogados e jornalistas.

Antes da votação, dez senadores discursaram a favor e contra o decreto. Entre os defensores estava o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, que passou o dia telefonando para colegas e fez um dos discursos mais enfáticos em defesa das normas assinadas pelo pai. Flávio afirmou que o Congresso não poderia anular o decreto.

Estadão Conteúdo

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Executivos que admitiram crimes da Odebrecht têm R$ 438 milhões a receber

Na longa lista de credores da Odebrecht , que entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira com dívidas que somam R$ 98,5 bilhões, um grupo de 42 pessoas se destaca: os executivos e ex-executivos que atuaram como delatores no maior acordo de colaboração já feito dentro da Operação Lava-Jato . Juntos, eles têm a receber R$ 438 milhões em incentivos e remunerações que não foram pagas pela empresa, cujo pedido de recuperação foi formalmente aceito pela Justiça ontem.

Nesta lista constam duas figuras centrais na história do grupo, responsáveis pela gestão da Odebrecht nos momentos de maior expansão e também no estouro do escândalo de corrupção: Emílio e Marcelo Odebrecht . Pai e filho pedem, juntos, R$ 97 milhões.

A delação da Odebrecht, que chegou ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) em dezembro de 2016, teve a participação recorde de 77 delatores, a maior parte deles executivos e ex-executivos do grupo que deram informações sobre crimes de corrupção praticados pela empresa. Nesse processo, foram devolvidos à Justiça R$ 310 milhões. Agora, parte desses delatores tenta receber recursos que foram prometidos pela empresa, mas que acabaram não sendo pagos com a deterioração de suas finanças.

Na lista, há nomes como o do ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, que pede R$ 14,4 milhões, e o do ex-presidente da construtora do grupo Márcio Faria da Silva, detentor de R$ 74,5 milhões em créditos. O ex-diretor de Relações Institucionais, Alexandrino Alencar, cobra R$ 2,5 milhões. Procurada, a Odebrecht não se manifestou.

O Globo

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Moro diz que vazamento foi ataque hacker para prejudicar Lava Jato

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, voltou a classificar o vazamento de mensagens supostamente trocadas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol durante a Operação Lava Jato como um “ataque orquestrado” que mirou as instituições nacionais e teve como objetivo prejudicar o andamento das investigações ou mesmo buscar a anulação de condenações no âmbito da operação.

Em entrevista ao Programa do Ratinho, do SBT, gravado na segunda-feira, 17, e exibido na noite desta terça-feira, 18, Moro descartou a possibilidade de o conteúdo divulgado pelo site The Intercept Brasil ter sido vazado por integrantes da Lava Jato, como chegou a ser cogitado: “Não é alguém que traiu, existe, sim, um grupo criminoso organizado”.

O ministro evitou ainda reconhecer a autenticidade das mensagens, dizendo que não tem mais acesso a elas. “Mas sempre agi com lisura dentro da minha profissão”, enfatizou.

Ao responder perguntas sobre a Lava Jato, Moro buscou reforçar que os casos da operação não fazem mais parte do seu cotidiano e que não têm mais envolvimento com eles. “Meu papel como ministro é dar estrutura e autonomia aos órgãos de investigação.”

Moro comentou também sobre o pacote anticrime apresentado por ele ao Congresso. O ministro disse estar “dialogando intensamente” com parlamentares e que muitos têm dado apoio ao projeto, mas observou que os esforços da agenda nacional estão concentrados, no momento, na reforma da Previdência. Segundo ele, assim que o tema da Previdência estiver resolvido, o pacote anticrime deve ganhar tração no Legislativo.

Moro disse ainda não ter intenção de ser político. Ele reiterou que só aceitou o convite para ser ministro de Jair Bolsonaro sob a condição de que o governo “seja firme” no combate ao crime organizado, crime violento e à corrupção.

Estadão Conteúdo

 

LOCAIS

Eólica investirá R$ 2,4 bilhões no RN

A desenvolvedora de projetos de energia Casa dos Ventos investirá cerca de R$ 2,4 bilhões em um complexo de geração eólica no Rio Grande do Norte, que ainda poderá ter a capacidade quase duplicada no futuro. “O recurso eólico em Rio do Vento (no RN) está entre os melhores do mundo”, afirma Lucas Araripe, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos. “Tem vento constante, de velocidade, alta densidade e com desvio padrão muito baixo: quando junta-se esse vento excepcional com a grande escala do projeto, chega-se a um custo de geração de energia muito baixo.”

O empreendimento terá potência instalada de 445 megawatts, com equipamentos da dinamarquesa Vestas, que fornecerá 106 turbinas ao complexo. O valor do contrato não foi divulgado. Os suportes do motor serão produzidos na fábrica da Vestas no Ceará, enquanto que as pás e torres também serão produzidas localmente, de acordo com as regras do Finame II do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo Araripe, cerca de 5% da produção já foi vendida em leilão realizado pelo governo brasileiro no ano passado, enquanto o restante será oferecida a consumidores no chamado mercado livre de eletricidade, no qual grandes empresas podem negociar diretamente seu suprimento. “Trabalhamos agora para vender essa energia”, afirmou. “Estamos conversando com grandes consumidores.”

A empresa irá agora buscar financiamentos junto ao BNDES e ao Banco do Nordeste (BNB) para o empreendimento, que tem operação prevista para o segundo semestre de 2021. Também não estão descartadas emissões de debêntures para levantar recursos.

O complexo eólico de Rio do Vento é dividido em diversas usinas, e eventualmente os interessados poderão fechar contratos que incluam uma opção de compra futura de uma ou mais unidades do parque.

Ao se tornar sócios do projeto, os clientes podem ter acesso à energia por custos menores, afirmou Araripe. A regulação do setor elétrico isenta de alguns encargos empresas que investem na produção da própria eletricidade. “Podemos assinar contratos normais de longo prazo ou dar ao cliente a opção de compra de uma fatia do projeto referente ao consumo dele, para ser sócio”, disse. “Ele vira sócio depois, sem o risco de implantação e construção.”

O projeto da Casa dos Ventos tem potencial para uma segunda fase que poderia levar a capacidade a 950 megawatts. Tanto a linha de transmissão quanto a subestação do empreendimento serão construídos levando em conta essa futura expansão.

De acordo com Araripe, a expansão deverá ser viabilizada mais à frente, devido a limitações para conexão à rede na região do parque.

Enquanto isso, a empresa deve fazer o próximo investimento em um projeto de até 400 megawatts na Bahia, para o qual pretende começar a buscar contratos após concluir as negociações para venda da energia de Rio do Vento.

Araripe disse ainda que pretende replicar nos novos projetos a estratégia adotada no Rio Grande do Norte, negociando uma parcela mínima de energia em leilões do governo para depois buscar contratos no mercado livre. Isso porque os valores pagos pela energia leilões federais têm caído em meio ao interesse de investidores pelos contratos e a baixa demanda por energia, que acirram a competição nos certames, nos quais vencem usinas com menor tarifa final.

Tribuna do Norte

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