PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

 


Atriz Viviane Araújo desfila pela Mancha Verde no sambódromo — Foto: Fabio Tito/G1

Atriz Viviane Araújo desfila pela Mancha Verde no sambódromo — Foto: Fabio Tito/G1

A Mancha Verde é a grande campeã do carnaval 2019 de São Paulo. É o primeiro título da escola. Vai-Vai e Acadêmicos do Tucuruvi foram rebaixadas.

G1 acompanhou ao vivo a apuração das notas, que aconteceu na tarde desta terça-feira (4), diretamente do Sambódromo do Anhembi. Veja aqui.

A escola levou o troféu com desfile sobre a princesa africana Aqualtune, avó de Zumbi dos Palmares, e discutiu escravidão, direitos de negros e mulheres e intolerância religiosa na avenida.

Integrantes da Mancha Verde comemoram títutlo de campeã do Grupo Especial do carnaval de São Paulo — Foto: Celso Tavares/G1

Integrantes da Mancha Verde comemoram títutlo de campeã do Grupo Especial do carnaval de São Paulo — Foto: Celso Tavares/G1

Mancha Verde com a taça de campeã do carnaval de São Paulo 2019 — Foto: Paula Paiva/G1

Mancha Verde com a taça de campeã do carnaval de São Paulo 2019 — Foto: Paula Paiva/G1

O resultado final do carnaval de SP em 2019 — Foto: Arte/G1

O resultado final do carnaval de SP em 2019 — Foto: Arte/G1

“Eu tenho muito orgulho de fazer parte da Mancha. Atribuição [da vitória] é para todos nós. E graças a Deus o presidente [Paulo Serdan] teve cabeça fria e trouxe o Jorge Freitas [carnavalesco da escola]. Parabéns, Jorge!”, comemorou o vice-presidente da escola, Rogério Carneiro.

Em seu primeiro ano na Mancha Verde, após títulos na Gaviões da Fiel, na Rosas de Ouro e na Império de Casa Verde, o carnavalesco Jorge Freitas trabalhou com a ideia de enredo dada pelo presidente da escola, Paulo Serdan.

“Fizemos uma grande contratação, que foi o Jorge de Freitas”, disse Serdan. “Conversamos com ele há um tempo, mas a gente não tinha condição de dar a qualidade de ele desenvolver o trabalho. E esse ano deu. O Jorge vale cada centavo que a gente paga por ele. Só vai sair da Mancha o dia que ele quiser.”

Viviane Araújo comemora vitória da Mancha Verde

Viviane Araújo comemora vitória da Mancha Verde

A rainha de bateria Viviane Araújo festejou a vitória da escola. “Ganhamos! Eu queria estar lá com todo mundo, estou muito feliz. Foi lindo, a gente fez um trabalho lindo a escola se preparou para isso o ano todo, o Paulo investiu muito nesse carnaval e é merecido, a Mancha mereceu. Eu queria abraçar todo mundo, festejar com todo mundo, com a Puro Balanço, minha bateria… Estou muito feliz e sexta-feira vamos fazer mais uma festa no Anhembi”, disse ela ao G1.

Mancha Verde - Grupo Especial (SP) - Íntegra do desfile de 01/03/2019

Mancha Verde – Grupo Especial (SP) – Íntegra do desfile de 01/03/2019

Vitória no último quesito

A Acadêmicos do Tatuapé, que ganhou os dois últimos carnavais de São Paulo, liderou a disputa nos oito primeiros quesitos. No nono, o de alegoria, porém, a escola perdeu pontos e foi ultrapassada pela Mancha, que levou o troféu. A Tatuapé acabou em sétimo lugar.

Veja a posição das escolas quesito a quesito — Foto: Arte/G1

Veja a posição das escolas quesito a quesito — Foto: Arte/G1

Trajetória no carnaval de SP

Em 2018, a Mancha ficou na terceira colocação, atrás da campeã Acadêmicos do Tatuapé e da vice Mocidade Alegre, apenas por causa dos critérios de desempate. A escola retornou ao Grupo Especial em 2017, quando ficou em décimo lugar.

Veja a trajetória da Mancha Verde nos últimos anos — Foto: Arte/G1

Veja a trajetória da Mancha Verde nos últimos anos — Foto: Arte/G1

Comparativo do resultado final do carnaval 2019 com o de 2018 — Foto: Arte/G1

Comparativo do resultado final do carnaval 2019 com o de 2018 — Foto: Arte/G1

Ranking de títulos no carnaval

Rebaixada neste ano, a Vai-Vai é a maior campeã do carnaval de São Paulo, com 15 títulos conquistados. Em segundo, está a Nenê de Vila Matilde, com 11, seguida de Camisa Verde e Branco e Mocidade Alegre, com 9 cada uma.

A Rosas de Ouro, que ficou em terceiro lugar na disputa em 2019, tem 7 títulos. Já a vice Dragões não tem nenhum vitória no carnaval. A Mancha, que também nunca tinha ganhada antes deste ano, tem um título. Veja todas as vitórias, ano a ano.

O ranking de títulos do carnaval de SP — Foto: Arte/G1

O ranking de títulos do carnaval de SP — Foto: Arte/G1

Desfile das campeãs

Na sexta-feira (8), a Mancha Verde vai fechar o Desfile das Campeãsno Sambódromo do Anhembi.

Também vão desfilar as outra quatro escolas mais bem classificadas após a apuração realizada nesta terça: Dragões da Real, Rosas de Ouro, Unidos de Vila Maria e Império de Casa Verde, além da campeã e vice do Grupo de Acesso, que serão conhecidas ainda nesta terça.

O Desfile das Campeãs começa às 21h da sexta. Os ingressos estão disponíveis no site da Liga.

Integrante da Mancha Verde durante o desfile campeão — Foto: Fabio Tito/G1

Integrante da Mancha Verde durante o desfile campeão — Foto: Fabio Tito/G1

Destaques do desfile

  • Viviane Araújo completou seu 13º ano como rainha da bateria, vestida como uma princesa africana
  • Uma ala tinha passistas com mãos acorrentadas e barrigas de grávidas, representando escravas reprodutoras. Outra tinha um mar vermelho de sangue dos escravos
  • O último carro mostrava o quilombo dos Palmares, com direito a um busto de Zumbi, neto de Aqualtune
Confira a letra do samba-enredo da Mancha Verde

Confira a letra do samba-enredo da Mancha Verde

Viviane Araújo vem mais uma vez como Rainha de Bateria da Mancha Verde

Viviane Araújo vem mais uma vez como Rainha de Bateria da Mancha Verde

A agremiação, que foi criada a partir da torcida organizada do Palmeiras, botou seus 3.000 componentes para retratar abusos sofridos pelos negros africanos trazidos para o Brasil e obrigados a abandonar suas religiões.

O gigantesco carro abre-alas retratava as riquezas do Congo e de Oxalá, um dos orixás das religiões africanas. No recuo, a bateria vestida como guerreiros africanos inaugurou plataformas para elevarem os diretores, que regem os ritmistas.

Nos carros, atores encenavam momentos de tortura e punições aos quais os escravos eram submetidos no Brasil. No último deles, um enorme busto de ferro, que será doado ao Museu Afro Brasil, representava Zumbi dos Palmares.

Carro Abre-Alas da Mancha Verde mostra o rico marfim e Oxalá

Carro Abre-Alas da Mancha Verde mostra o rico marfim e Oxalá

Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Mancha Verde representam o brilho e as riquezas

Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Mancha Verde representam o brilho e as riquezas

Bateria da Mancha Verde representa os Guerreiros Africanos

Bateria da Mancha Verde representa os Guerreiros Africanos

Ala da Mancha Verde representando coqueiros — Foto: Fabio Tito/G1

Ala da Mancha Verde representando coqueiros — Foto: Fabio Tito/G1

Ala Maracatu, da Mancha Verde — Foto: Fabio Tito/G1

Ala Maracatu, da Mancha Verde — Foto: Fabio Tito/G1

Comissão de frente da Mancha Verde representa chegada da princesa do Congo — Foto: Fabio Tito/G1

Comissão de frente da Mancha Verde representa chegada da princesa do Congo — Foto: Fabio Tito/G1

Mãos calejadas a lavourar, ala da Mancha Verde — Foto: Fabio Tito/G1

Mãos calejadas a lavourar, ala da Mancha Verde — Foto: Fabio Tito/G1

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mancha Verde, Marcelo e Adriana — Foto: Fabio Tito/G1

Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mancha Verde, Marcelo e Adriana — Foto: Fabio Tito/G1

Fonte: G1

 

Por G1 SP

 


Integrantes da Vai-Vai durante a apuração — Foto: Celso Tavares/G1

Integrantes da Vai-Vai durante a apuração — Foto: Celso Tavares/G1

As escolas de samba Vai-Vai e Acadêmicos do Tucuruvi foram rebaixadas do Grupo Especial para o Grupo de Acesso do carnaval de São Paulo. A Vai-Vai ficou em último lugar com 268,8 pontos. É a maior campeã do carnaval de São Paulo com 15 títulos.

Esta é a primeira vez que a Vai-Vai é rebaixada no carnaval de São Paulo. O enredo da escola do Bixiga fundada em 1930 este ano foi “Vai-Vai: o quilombo do futuro”, no qual a escola falou da luta do negro na sociedade e ainda fez uma homenagem à vereadora Marielle Franco assassinada no Rio.

A Tucuruvi ficou empatada com a Tom Maior com 269,2 pontos mas perdeu no critério de desempate. Fundada em 1976 estava no Grupo Especial desde 1998. O enredo este ano foi “Liberdade. O canto retumbante de um povo heroico”.

O resultado final do carnaval de SP em 2019 — Foto: Arte/G1

O resultado final do carnaval de SP em 2019 — Foto: Arte/G1

apuração que definiu o rebaixamento foi feita na tarde desta terça-feira (5) no Sambódromo do Anhembi.

Ainda nesta terça serão definidas as duas escolas do Grupo de Acesso que sobem ao Grupo Especial. Oito escolas disputaram o acesso: Mocidade Unida da Mooca, Independente Tricolor, Barroca Zona Sul, Nenê da Vila Matilde, Leandro de Itaquera, Camisa Verde e Branco, Unidos do Peruche e Pérola Negra.

O ranking de títulos do carnaval de SP — Foto: Arte/G1

O ranking de títulos do carnaval de SP — Foto: Arte/G1

 

Bolsonaro volta a defender ‘excludente de ilicitude’ para agentes de segurança

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Palavras minhas: é urgente que o Congresso aprecie matérias para que os agentes de segurança pública ou não, usem da letalidade para defender a população, caso precisem e estejam amparados por lei para que possamos resgatar a paz diante do terror que vivemos em todo Brasil.

4,238 people are talking about this

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, em sua conta oficial no Twitter nesta terça-feira, 5, o chamado “excludente de ilicitude”, que possibilita tratamento diferenciado a policiais que matarem em serviço. Segundo o presidente, é “urgente” que o Congresso aprecie matérias que deem amparo para que os agentes de segurança pública “ou não” usem da letalidade para defender a população.

“Palavras minhas: é urgente que o Congresso aprecie matérias para que os agentes de segurança pública ou não, (sic) usem da letalidade para defender a população, caso precisem e estejam amparados por lei para que possamos resgatar a paz diante do terror que vivemos em todo Brasil”, disse.

O projeto de lei anticrime enviado pelo ministro Sérgio Moro ao Congresso prevê que policiais poderão ter redução ou isenção de pena quando, por exemplo, estiverem em uma situação de confronto armado, ampliando as previsões do que seria legítima defesa.

Comments

Pancadaria durante o Carnaval encerra megabloco da Ludmilla no Rio

Foto: Reprodução/TV Globo

O desfile do bloco da cantora Ludmilla foi interrompido no início da tarde desta terça-feira (5), no centro do Rio, por causa de uma briga entre foliões.

Uma confusão na frente do carro de som da cantora fez a Polícia Militar lançar bombas de gás pouco antes de 12h30. Minutos depois, outras confusões foram registradas entre o público.

Fervo da Lud é um dos maiores blocos do Carnaval carioca de 2019. Segundo os organizadores, cerca de 1 milhão de pessoas acompanhavam o cortejo.

Após a primeira confusão, a cantora parou de cantar. Os foliões pediam, sem sucesso, o retorno de Ludmilla. A previsão era do bloco tocar até 14h. Às 12h45, a assessoria da cantora anunciou o encerramento da apresentação.

Imagens da TV Globonews mostram brigas generalizadas e a Polícia Militar imobilizando um homem que estava brigando com militares.

O homem foi imobilizado após alguns minutos em que resistiu ao avanço dos policiais. Depois de ser imobilizado, imagens da TV mostraram o homem com o rosto ensanguentado.

O desfile acontece na avenida Primeiro de Março, uma das principais do centro.

Folhapress

Comments

Escola Sem Partido divulga modelo de ação judicial para alunos gravarem professores

O movimento Escola Sem Partido disponibilizou em seu site um modelo de ação judicial para pais pedirem à Justiça autorização oficial para os filhos gravarem as aulas de professores.

O objetivo é que eles possam saber o que vem sendo ensinado e inibir promoção de “preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias” dentro da classe.

“O estudante, quase sempre, é ‘cúmplice’ do professor ‘camarada’, mas negligente, que desperdiça o tempo precioso das aulas com assuntos estranhos ao conteúdo programático, poupando-se do esforço de lecionar sua disciplina, e poupando os alunos do indispensável mas, para a esmagadora maioria, nada prazeroso estudo da matéria. É o conhecido “pacto da malandragem”, no qual o professor finge que ensina, e o aluno finge que estuda”, diz trecho da ação proposta.

O site diz que a iniciativa decorre da inanição do Ministério Público em favor dos pais — em várias ações, o órgão se posiciona de forma contrária a esse tipo de vigilância, sob alegação de proteção à liberdade de manifestação do pensamento dos professores.

No Judiciário, o assunto tem decisões conflitantes. No ano passado, o plenário do STF proibiu o controle de manifestações políticas nos ambientes escolares por qualquer órgão do Estado.

Em fevereiro, com base nesta decisão, Edson Fachin suspendeu uma decisão do TJ-SC que permitia a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) manter canal de denúncias para receber gravações de aulas com manifestações político-partidárias ou ideológicas.

O Antagonista

Comments

Daniela Mercury quer conversar com Bolsonaro sobre a Lei Rouanet

A cantora Daniela Mercury divulgou hoje uma carta dirigida a Jair Bolsonaro na qual se dispõe a conversar sobre a Lei Rouanet.

“Se assim desejar, irei com minha esposa, que é também minha empresária, até Brasília para conversar com o senhor sobre o assunto”, diz a artista na carta, reproduzida pela Folha.

Pela manhã, o presidente divulgou vídeo de uma marchinha segundo a qual “nosso Carnaval não está proibido, mas com dinheiro do povo não será mais permitido”.

“Dois ‘famosos’ acusam o Governo Jair Bolsonaro de querer acabar com o Carnaval. A verdade é outra: esse tipo de ‘artista’ não mais se locupletará da Lei Rouanet”, postou o presidente.

Era uma resposta à música “Proibido o Carnaval”, lançada por Daniela e Caetano Veloso. “Tô no meio da rua, tô louca. Tô no meio da rua sem roupa […] Abra a porta desse armário que não tem censura para me segurar”, dizem alguns versos da canção, dedicada a Jean Wyllys.

Após o tweet de Bolsonaro, Mercury divulgou a carta, informando que nos 20 últimos anos usou 1 milhão de reais de verba pública — “pouco”, segundo ela — para trios elétricos gratuitos para o público, e que teriam rendido retorno econômico a Salvador por meio do turismo.

“Em 35 anos de carreira, fiz muitas apresentações de graça no Brasil, bancadas do meu bolso. Essa fake news sobre a lei rouanet criada na eleição não pode continuar sendo usada para desmerecer o trabalho sofrido e suado dos artistas brasileiros”, diz a artista na carta.

O Antagonista

Comments

Bolsonaro exalta superávit do Governo em janeiro

O presidente Jair Bolsonaro exaltou o resultado primário do Governo Central de janeiro (R$ 30,238 bilhões) em sua conta no Twitter nesta terça-feira (5). “Nós estamos mudando o Brasil”, escreveu o presidente.

O desempenho positivo do primeiro mês do ano, contudo, é sazonal, conforme destacou o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, na última quarta-feira (27), dia da divulgação do dado. “É tradicional haver superávit em janeiro. Não se pode tomar o resultado de janeiro como base para o ano”, disse Mansueto.

O superávit de janeiro deste ano foi o segundo maior da série histórica iniciada em 1997, perdendo para o mesmo período de 2018 (R$ 30,842 bilhões).

Em seu texto, Bolsonaro disse que resgatar o crescimento da economia é um dos primeiros passos rumo à prosperidade e projetou aumento de investimentos no País. “Se tudo correr como planejamos, avançando nas mudanças necessárias, o Brasil aumentará consideravelmente seus investimentos. Ganha a população brasileira.”

Estadão Conteúdo

Comments

Sindicatos perdem 90% da contribuição sindical no 1º ano da reforma trabalhista

Sindicatos de trabalhadores e de patrões tiveram os recursos drenados pelo fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, como era esperado. Dados oficiais mostram que em 2018, primeiro ano cheio da reforma trabalhista, a arrecadação do imposto caiu quase 90%, de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões no ano passado. A tendência é que o valor seja ainda menor neste ano.

O efeito foi uma brutal queda dos repasses às centrais, confederações, federações e sindicatos tanto de trabalhadores como de empregadores. Muitas das entidades admitem a necessidade de terem de se reinventar para manter estruturas e prestação de serviços. Além de cortar custos com pessoal, imóveis e atividades, incluindo colônia de férias, as alternativas passam por fusões de entidades e criação de espaços de coworking.

O impacto foi maior para os sindicatos de trabalhadores, cujo repasse despencou de R$ 2,24 bilhões para R$ 207,6 milhões. No caso dos empresários, foi de R$ 806 milhões para R$ 207,6 milhões. O antigo Ministério do Trabalho – cujas funções foram redistribuídas entre diferentes pastas -, teve sua fatia encolhida em 86%, para R$ 84,8 milhões.

Os valores podem cair ainda mais por duas razões. Primeiro, na sexta-feira passada, 1º, o governo editou Medida Provisória que dificulta o pagamento da contribuição sindical. O texto acaba com a possibilidade de o valor ser descontado diretamente dos salários. O pagamento agora deverá ser feito por boleto bancário O governo diz que o objetivo é reforçar o caráter facultativo do imposto. Segundo, sindicalistas preveem que a arrecadação será menor neste ano, pois muitas empresas ainda descontaram o imposto na folha salarial em 2018 porque tinham dúvidas sobre a lei.

Fusão

Para sobreviver ao modelo estabelecido na reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, o Sindicato dos Empregados na Indústria Alimentícia de São Paulo, que representa 30 mil profissionais, vai se unir aos sindicatos de trabalhadores da área de alimentação de Santos e região, de laticínios e de fumo no Estado. Juntos, passarão a ter base de quase 50 mil funcionários. Do lado empresarial, está em andamento a fusão, em uma única entidade, de sete sindicatos da indústria gráfica de várias cidades do Rio.

Em uma difícil tarefa para tentar reverter o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, anunciada há quase duas semanas, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC teve seus recursos obtidos por meio do imposto reduzidos de R$ 5,94 bilhões em 2017 para R$ 46 milhões no ano passado.

O encerramento da produção de veículos da Ford vai deixar na rua grande parte dos 4,5 mil empregados diretos e indiretos. Dirigentes do sindicato estão buscando apoio em todos os níveis governamentais para tentar convencer a multinacional americana a voltar atrás.

A entidade afirma que o corte certamente gera impactos, mas diz ter outras formas de sustento, até porque devolvia o valor do imposto sindical aos associados. A base do sindicato é formada por 71 mil trabalhadores (39 mil a menos que em 2011), dos quais cerca de 50% são sócio.

O sindicato é filiado à CUT, que em 2017 ficou com R$ 62,2 milhões do repasse da contribuição, o maior valor recebido entre as seis centrais que têm direito a cotas. No ano passado, o valor caiu para R$ 3,5 milhões, deixando a entidade atrás da Força Sindical e da UGT, que receberam R$ 5,2 milhões cada.

Segundo a CUT, os grandes grupos que empregam sua base de trabalhadores, como montadoras e bancos, foram os primeiros a suspender o recolhimento, enquanto empresas de menor porte continuaram fazendo o desconto por terem dúvidas em relação às novas regras.

A central ressalta que sua base tem promovido debates sobre novas formas de contribuição. Sindicatos como o dos Bancários de São Paulo já aprovaram o recolhimento da contribuição negocial, paga após as negociações da data base. Boatos de que a entidade colocou à venda sua sede no bairro do Brás foram desmentidos mas, se surgir uma boa proposta, a central avisa que pode estudar.

Imóvel vendido

Presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah diz que a entidade promoveu uma reestruturação que reduziu seus gastos de R$ 7 milhões para R$ 4,3 milhões no ano passado.

“O número de funcionários do sindicato foi reduzido de 600 para 200, promovemos uma redução de jornada e salários por seis meses, fechamos três subsedes e vendemos, por R$ 10,3 milhões, um edifício que mantínhamos alugado no centro de São Paulo”, exemplifica Patah. “Agora estamos numa ampla campanha de sindicalização.”

A Força Sindical, por sua vez, pede R$ 15 milhões pelo prédio de 12 andares de sua sede no bairro da Liberdade e está assessorando associados a promoverem fusões para compartilhar custos. A intenção é adquirir uma sede menor ou ocupar algumas salas no imóvel vizinho do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

‘Coworking’ na Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu R$ 3,4 milhões de sua cota da contribuição sindical, em comparação a R$ 16,9 milhões em 2017. “Apesar de sermos a favor do fim da obrigatoriedade, a queda teve impacto expressivo em nossa receita”, diz Luciana Freire, diretora executiva jurídica da Fiesp. “Para superar isso, temos de nos reinventar com novos serviços e redução de custos.”

Um novo serviço que a entidade vai oferecer a partir de abril no imponente prédio na avenida Paulista será o de coworking (espaço de escritórios compartilhados). Um dos 16 andares do imóvel foi reformado para receber até 30 sindicatos que queiram compartilhar o espaço para atendimento a associados e prestação de serviços.

Entre os alvos estão os sindicatos de pequeno porte que passam por dificuldades em manter sedes alugadas e mão de obra. Eles poderão reembolsar a entidade pelo uso do espaço e de pessoal pois, além dos próprios funcionários poderão usufruir da equipe da Fiesp. “Esse é um projeto piloto mas, se fizer sucesso, será ampliado”, informa Luciana, para quem o custo para os sindicatos será bem inferior ao de bancar a estrutura independente. A Fiesp reúne 130 empresas de São Paulo e, entre as ações recentes para reduzir custos está a fusão de núcleos temáticos, como o de Economia com o de Competitividade e o de Microempresas com os de Empreendedorismo e Startups.

Locação

A Fecomércio-SP é a federação empresarial que fica com o maior repasse da contribuição sindical recolhida pelo setor. No ano passado recebeu R$ 7,5 milhões. No ano anterior foram R$ 29,3 milhões.

Com mais de 90% das associadas formadas por micro e pequenas empresas, a Fecomércio-SP já defendia, antes mesmo da reforma trabalhista, a fusão de sindicatos principalmente após a lei que criou o Simples Nacional, desobrigando esse grupo de empresas a recolher a contribuição sindical.

O vice-presidente da Fecomércio, Ivo Dall’Acqua, conta que há dois anos a entidade assessorou a fusão dos sindicatos de barbeiros e de cabeleireiros de senhoras, criando uma única entidade patronal, o Sindibeleza. “Em razão da burocracia o novo sindicato não recebeu seu registro e, agora, a decisão é com o Ministério da Justiça.”

Ele ressalta que a Fecomércio tem outras fontes de renda para manter sua sede, um prédio de arquitetura moderna na Bela Vista, área nobre da capital paulista. Além das áreas destinadas à própria entidade, há espaço para exposições, convenções e um teatro, que são alugados para terceiros.

Fundos previdenciários

Na busca da reinvenção para sobreviverem no pós- imposto sindical obrigatório e já prevendo a aprovação da Reforma da Previdência – que pode futuramente adotar o regime de capitalização -, as centrais sindicais começam a avaliar maneiras de participar da gestão de fundos previdenciários.

A ideia, explica o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, é usar como exemplo a experiência dos Estados Unidos e do Canadá onde, há várias décadas, os sindicatos participam ou têm controle de fundos de pensão.

“A discussão ainda é embrionária e não fizemos ainda um debate mais profundo sobre como seria esse processo”, informa Juruna. Por enquanto, a base das discussões são artigos acadêmicos que tratam do tema e trocas de informações com entidades internacionais.

Segundo um dos artigos em análise, dos 100 maiores fundos de pensão do Canadá, responsáveis por quase metade dos recursos dessas instituições, ao menos quatro são controlados por sindicatos. Em razão disso, o nível de sindicalização no país é elevado.

Segundo Juruna, um importante passo para esse processo é unificar mais o movimento sindical criando, por exemplo, entidades que representem toda uma categoria, a exemplo do que também já ocorre nesses dois países e na Europa.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, fiz que a central também avalia essa possibilidade pois os trabalhadores “não podem deixar essa gestão apenas nas mãos dos grandes bancos”.

A Força é uma das entidades que lançou recentemente essa discussão e Juruna diz querer envolver todas as centrais. A CUT informa que debate o tema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Comments

Deputado é condenado por fake news disparados de escritório político

O deputado federal Herculano Passos (MDB) foi condenado a indenizar em R$ 5 mil um blogueiro morador de Atibaia em razão de fake news e ofensas que partiram de dentro de seu escritório político na cidade no interior de São Paulo. A decisão é da 1ª Turma Cível e Criminal do Colégio Recursal – Bragança Paulista. Os desembargadores sentenciaram o parlamentar e absolveram o deputado estadual Edmir Chedid (DEM), que compartilha do mesmo imóvel de Herculano.

Em Atibaia, são diversas as batalhas judiciais envolvendo fake news. Um servidor da prefeitura foi condenado a indenizar um munícipe em R$ 10 mil depois que a quebra de seu sigilo telemático revelou que ele controlava uma página com conteúdo ofensivo.

O município também responde por uma ação que aponta que perfis falsos nas redes sociais eram controlados de dentro do prédio da Câmara Municipal com o mesmo objetivo, segundo dados enviados por uma companhia telefônica à Justiça.

O diretor da ONG Centro Nacional de Denúncia, Cléber Stevens Gerage, foi alvo de ofensas de Cristiane Muller, perfil falsos criado para disseminar fake news. “Tá aí o maior vagabundo da história!”, dizia a página. Em outras postagens, ao lado de charges e memes, o perfil falso acusava o diretor de “possuir bens incompatíveis com seus rendimentos” e afirmava que a “prisão temporária pode sair a qualquer momento”.

Os advogados de Gerage, Rubens da Cunha Lobo Jr. e Claudia Maria Nogueira, pediram na Justiça a retirada da página. O juiz José Augusto Nardy Marzagão, da 4.ª Vara Cível de Atibaia, acolheu o pedido e mandou oficiar o provedor de internet para que entregasse dados de quem controlava o perfil.

Em ofício, a companhia telefônica relatou que o conteúdo era originado de dentro de um escritório, em Atibaia, compartilhado pelos deputados Chedid e Passos. A administradora da rede é assessora da 2.ª Secretaria da Assembleia Legislativa de São Paulo, historicamente ocupada pelo DEM.

Em primeira instância, o José Augusto Reis de Toledo Leite, da comarca de Atibaia, julgou a ação totalmente improcedente. Já em segunda instância, o TJ reverteu parcialmente a sentença, para condenar somente Herculano.

Segundo o desembargador Frederico Lopes Azevedo, relator do caso, ‘é incontroverso nos autos que o autor das postagens ofensivas utilizou-se da estrutura telemática disponibilizada por Herculano Castilho Passos Júnior em seu escritório político, valendo-se do serviço de internet a ela correspondente para criar perfil falso em rede social (Facebook) e, em seguida, disseminar postagens de cunho difamatório em desfavor do recorrente’.

“Não fosse por isso, observa-se, pelas provas reunidas nos autos, que as informações prestadas pelo Facebook e pela empresa Claro convergem no sentido de vincular os IP´s dos equipamentos utilizados para veiculação das postagens difamatórias ao contrato de prestação de serviços de internet formalizado em nome do recorrido Herculano Passos”, anotou.

O desembargador ressalta que ‘embora a efetiva autoria das mensagens não esteja devidamente demonstrada nos autos, a responsabilidade do corréu Herculano Passos não pode ser simplesmente afastada, já que a ele cabia, em última instância, zelar pelo uso correto da estrutura telemática colocada à disposição de seus prepostos e dos eventuais frequentadores do prédio que abriga seu escritório político’.

“Neste contexto, deve ele ser chamado a responder pelos danos que tenham sido causados ao recorrente, ainda que eles decorram do mau uso, por terceiros não identificados, do serviço contratado pelo recorrido (culpa in vigilando)”, escreve.

Já sobre Edmir Chedid, o magistrado diz que entender ‘não ser possível estender-lhe a responsabilidade pelos ilícitos noticiados nos autos’. “Conquanto seja incontroverso que seu escritório político encontrava-se instalado no mesmo imóvel em que estava o escritório político de Herculano Passos, os fundamentos que suportam o édito condenatório construído em desfavor deste último referem-se a aspectos que lhe são individuais e que, nesta medida, não podem ser estendidos ao seu litisconsorte”.

“Nada há de concreto que permita vincular, com a segurança necessária, o corréu Edmir Chedid ao ato ilícito praticado”, anota.

Para o relator, embora ‘possível responsabilizá-lo, em tese, pelos atos praticados por seus prepostos (art. 932, III e 933, do Código Civil), o fato é que o uso compartilhado do local impede que se presuma que o usuário do perfil falso criado junto ao Facebook se trata efetivamente de um de seus correligionários’. “Há, neste ponto, intransponível incerteza acerca da autoria do ilícito”.

COM A PALAVRA, HERCULANO PASSOS

“O corpo jurídico apresentará recurso da decisão. No processo resta provado que as ofensas foram disseminadas por pessoas alheias ao gabinete do parlamentar, a partir da rede de dados do escritório, que, até então, era aberta. Tão logo, verificado o ocorrido, o acesso foi restringido. O deputado Herculano Passos não conhece o autor da ação e nunca teve nada contra o mesmo. O parlamentar não coaduna com esse tipo de prática e é totalmente contrário a quem o faz”.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO RUBENS LOBO, QUE DEFENDE CLEBER GERAGE

“A decisão da Turma Recursal, que reformou a decisão de 1.ª instância, mostrou claramente que meu cliente foi ofendido, sendo que a estrutura utilizada para isso foi bancada com dinheiro público, o que é pior ainda. A Justiça entendeu que houve responsabilidade por parte do Deputado, pois os equipamentos utilizados foram contratados por ele, sendo responsabilidade dele a má utilização dos serviços. Os ataques foram graves. É inaceitável em um Estado Democrático de Direito que um cidadão seja ofendido, por perfis falsos em redes sociais, ainda mais com aparato pago por ele”.

Comments

Onyx reúne-se com Bolsonaro e diz que governo está muito seguro com Previdência

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, visitou na manhã desta terça-feira, 5, o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Alvorada para discutir a agenda do governo para os próximos dias Na saída, o ministro voltou a admitir que o Congresso deve fazer ajustes na proposta de reforma da Previdência.“Estamos muito seguros da Nova Previdência que apresentamos ao Congresso. Agora tem aquela fase de passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e pela Comissão Especial (da proposta). E aí virão os ajustes que o Parlamento seguramente deverá fazer”, disse Onyx às equipes de TVs presentes na porta do Palácio do Alvorada.

Segundo ele, o presidente Bolsonaro retoma a sua rotina no Palácio do Planalto amanhã, 6, a partir das 14h. A já costumeira reunião ministerial das terças-feiras ocorrerá na quinta-feira, 14, da próxima semana. Onyx adiantou que o Tribunal de Contas da União (TCU) fará uma apresentação aos ministros sobre os melhores padrões de governança pública.

Estadão Conteudo

Comments

Carlos Bolsonaro atira na mídia e acerta a família

POR JOSIAS DE SOUZA

De plantão na sua trincheira das redes antissociais em pleno Carnaval, o vereador Carlos Bolsonaro adotou uma inusitada tática de contra-ataque no Caso Coaf. Não podendo apontar virtudes do senador Flávio Bolsonaro, cuidou de realçar que seu irmão é apenas parte de um todo. Iguala-se em abjeção a outros políticos que ardem no caldeirão da Assembleia Legislativa do Rio. Carlos como que anulou qualquer pretensão de Flávio de alegar que é diferente ao se queixar do suposto tratamento privilegiado que a imprensa dedica aos outros encrencados.

“Por que será que maior parte da mídia e canalh(x)s citam A, mas se esquecem de mencionar B, C ou D? Principalmente quando o assunto é PSOL e PT! Curioso, não?”, rosnou o ‘Pitbull’, como Carlos é chamado pelo pai Jair Bolsonaro. “Todos podem ser inocentes ou não, mas a balança para variar sempre tem dois pesos e duas medidas ao falar de PT e aliados.”

Pelas contas do Coaf, 75 servidores da Assembleia Legislativa do Rio têm contas bancárias carunchadas. Juntos, movimentaram R$ 207 milhões em um ano. Trabalharam em 21 gabinetes de deputados estaduais de 14 partidos: Avante, DEM, MDB, PDT, PHS, PRB, PSB, PSC, PSD, PSDB, PSL, PSOL, PT e Solidariedade. Carlos Bolsonaro sabe de tudo isso porque a mídia, tão criticada por ele, cumpriu a obrigação de divulgar —com nomes, cifras e partidos.

A despeito do desejo de Carlos de nivelar o irmão aos demais, alguns detalhes impedem a imprensa de integrar Flávio à baixeza geral de mais um escândalo. Afora o fato de o agora senador ser o primogênito do presidente da República, seu ex-assessor Fabrício Queiroz borrifou pelo menos R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Marido de Michelle, o pai de Carlos e Flávio chegou ao Planalto enrolado na bandeira da moralidade. O pedaço do eleitorado que acreditou na pregação moralizadora que levou Jair Bolsonaro ao Planalto imaginava que o presidente e sua prole inundariam o país de bons exemplos. Os fatos atrapalham. A realidade estraga tudo.

Ao reivindicar que a imprensa trate o irmão Flávio como um suspeito qualquer, Carlos como que destrói a diferença heroica que seu pai dizia representar. Com uma ingenuidade própria das almas iradas, o ‘Pitibull’ não se dá conta da mensagem que passa. Ora, se nem o ‘Zero Dois’ valoriza a superioridade moral presumida dos Bolsonaro como algo digno de diferenciação, quem haverá de valorizar?

Fonte: Blog do BG

 

Por Anderson Barbosa, G1 RN

 


Pelo menos 14 foliões, todos atendidos pelo setor de emergência do Hospital Estadual Telecila Freitas Fontes, mais conhecido como Hospital Regional do Seridó, em Caicó, disseram ter sido atacados com agulhas de seringa em meio ao Carnaval. Segundo a direção da unidade, os atendimentos foram feitos no sábado (2), domingo (3) e segunda-feira (4). Ninguém foi preso.

Hospital Estadual Telecila Freitas Fontes, mais conhecido como Hospital Regional do Seridó — Foto: Sidney Silva

Hospital Estadual Telecila Freitas Fontes, mais conhecido como Hospital Regional do Seridó — Foto: Sidney Silva

A organização do Carnaval de Caicó chegou a emitir um alerta à população, o que causou preocupação. No entanto, segundo a Polícia Civil, nenhuma das pessoas atendidas pelo hospital procurou a delegacia da cidade para formalizar queixas.

Diretora-geral do Hospital Regional do Seridó, Maura Vanessa Sobreira disse ao G1 que as vítimas foram submetidas à profilaxia pós-exposição, que é uma medida de prevenção de urgência à exposição pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis. “Todos deram resultado negativo”, ressaltou.

Ainda de acordo com a diretora, o hospital chegou a receber cerca de 20 pessoas dizendo terem sido furadas por agulhas. “Algumas afirmaram ter visto as seringas”, revelou. “Outras, porém, ao serem informadas que a medicação que receberiam poderia causar efeitos colaterais, como enjoo, por exemplo, se negaram a ser atendidas”, acrescentou.

“As pessoas que foram atendidas, 14 ao todo, foram orientadas a procurar a Polícia Civil, e nos próximos dias devem ser acompanhadas por um infectologista. “Caso alguém apresente alguma complicação, exames devem ser refeitos”, acrescentou Maura.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Caicó, George Victor, mais de 50 mil pessoas participam por dia do carnaval de rua no município. “É muita gente. Tirando esses relatos de atendimentos no hospital, nossa festa está bem tranquila”, destacou.

Semelhança

No ano passado, em meio ao São João de Campina Grande, na Paraíba, 34 casos semelhantes de ataques foram registrados. No entanto, a polícia não confirmou que os ferimentos foram causados por agulhadas.

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

O bloco de carnaval ‘Os Cão’ é uma tradição que já dura mais de meio século, e que mais uma vez se repetiu na manhã desta terça-feira (5) na praia da Redinha, na Zona Norte de Natal. E a fantasia é sempre ela: a lama.

Após saírem do mangue, os integrantes do bloco saem pelas ruas mostrando irreverência e muita criatividade. O repórter fotográfico Pedro Vitorino registrou alguns momentos. Confira:

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro VitorinoBloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco 'Os Cão' arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Bloco ‘Os Cão’ arrasta multidão enlameada pelas ruas da Redinha, na Zona Norte de Natal — Foto: Pedro Vitorino

Fonte: G1RN

Deixe uma resposta

Fechar Menu