POESIA: O PAPA FRANCISCO É PURA POESIA, É PURO AMOR, É UNANIMIDADE

Na nossa POESIA desta quinta-feira temos um gesto perfeito, magnânimo, de uma  simplicidade, humildade e pureza tais que só uma linda poesia pode traduzir o que o Papa Francisco fez ao beijar os pés dos líderes do Sudão do Sul. Assista ao emocionante vídeo e depois leia esta bela poesia. 

Em gesto sem precedentes no Vaticano, o Papa Francisco ajoelhou-se e beijou os pés de líderes do Sudão do Sul que viviam em guerra pelo controle do país. O Pontífice apelou que eles não voltassem a travar uma guerra civil pelo poder. Francisco pediu ao presidente Salva Kiir, seu ex-vice que virou líder rebelde Riek Machar e três outros vice-presidentes que respeitem o cessar-fogo que assinaram e se comprometam a formar um governo de união no próximo mês.

Um vídeo… um poema:

 

Onde mora o Amor?

Onde mora o Amor?
Nas asas frágeis de uma borboleta que
beija o cálice delgado de um lírio recém florido?
No sorriso puro de uma criança brincando
entre trapos amontoados

sob um viaduto enegrecido?

Onde mora o Amor?
No gesto sincero daquele que
estende a mão para um cidadão excluído?
Na renúncia de privilégios e mordomias
descabidas
por um político polido,

em nome de seu povo sofrido?

Onde mora o Amor neste circo de horror
em que tentam transformar o mundo

certos homens embrutecidos?

Em cada coração de um adulto
mora uma criança e um espírito,
que um dia foram deixados para trás,

esquecidos.

Onde está a pureza e a grandeza do Ser límpido
há muito forjados pelo Amor e
gestos de um Criador misericordioso

que nos fez desta Mãe Terra merecidos?

Onde está o Amor como o deste Senhor
que beija os pés de autoridades da guerra do Sudão do Sul,
com seus corações abertos para a Paz e

arrependidos?

Onde está Amor dos homens
que se extraviam nas ilusões da matéria,
agredindo

ao próximo em troca de satisfazer seus egos envaidecidos?

Calo-me diante do gesto tão grandioso do Papa Francisco,
que o fará ser lembrado por todos os tempos.
Espelho do suplício de todos os seres de corações puros,
de todas as crianças em apuros,
de todos os homens e mulheres humilhados,
de todos os povos excluídos,
da natureza castigada,
de todos os animais silvestres destruídos
e de todo os Reais Princípios.
Leis imutáveis que nos lembrarão invariavelmente
ao leito de nossa morte:
O que plantamos
colheremos nesta vida ou noutra
sem contar

posição social ou sorte.

Pois a única coisa que realmente nos pertence,

é a morte.

O que pensa você que embruteceu seu coração,
querendo deixar cicatrizes
sobre a humanidade?
Em troca de moedas tão insignificantes

criadas pela vaidade?

O que espera lá na frente?
Reconhecimento, glorias?
Ou a escuridão do calabouço
da justiça iluminadora dos fatos,
fruto dos tempos que passam e não falham.
Reverberando arduamente nas consciências
pecadoras,
expondo-lhes todas as feridas da hipocrisia e da mentira criadas.
Trazendo-o a punição,
seja na terra ou no umbral,
deixando-lhe toda vaidade ao chão

ou a trapos.

Carlos Diz – abril de 2019

Fonte do vídeo: 

Estreou em 11 de abr de 2019

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