OPINIÃO: ADVOGADO TEM SIM QUE COMPROVAR A ORIGEM DOS HONORÁRIOS COMO QUALQUER BRASILEIRO

Caro(a) leitor(a),

Conheça o novo projeto de autoria da deputada federal  Bia Kicis que obriga os advogados criminalistas a comprovarem a origem dos seus honorários e também subordina advogados e escritórios de advocacia ao controle do COAF. Essa é uma medida de extrema importância, pois fecha o cerco completo sobre os traficantes de drogas e armas, bem como dos corruptos lavadores de dinheiro. E advogado precisa sim comprovar a origem dos seus honrários como qualquer outro brasileiro. Leia o artigo a seguir e saiba tudo sobre o PL 3.787/19.

ÔNUS DA PROVA

Mais um projeto quer obrigar advogados a provar origem legal dos honorários

Chegou na Câmara dos Deputados na segunda-feira (1º/7) novo projeto de lei que quer responsabilizar advogados que receberem honorários advocatícios tendo conhecimento de sua origem ilícita.

Para justificar PL, deputada diz que advogados fazem parte de um “grupo muito suscetível de receber recursos financeiros oriundos de atividades ilícitas”

O PL 3.787/19, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL), altera o Código Penal e o Código de Processo Penal para equiparar à receptação qualificada o recebimento de honorários advocatícios que “sabe ser proveniente de produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, os receba”. A pena proposta é de um a quatro ano de prisão.

O texto também altera a Lei de Lavagem de Dinheiro para que advogados e escritórios de advocacia sejam subordinados a mecanismos de controle. A proposta é que os profissionais prestem informações periódicas acerca de suas atividades ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ou outro órgão regulador.

Além disso, para fiança, o projeto estipula que é preciso comprovar a origem lícita do dinheiro, ativos e bens oferecidos em depósito, sob pena de indeferimento.

A justificativa da deputada é a de que advogados fazem parte de um “grupo muito suscetível de receber recursos financeiros oriundos de atividades ilícitas”.

Clique aqui para ler o projeto.
PL 3.787/19

Fonte: Revista Consultor Jurídico

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