EMPREGO: SOBRAM VAGAS NO SETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A coluna EMPREGO desta segunda-feira mostra que, no cenário de 13,4 milhões de brasileiros desempregados, sobram vagas no setor de Tecnologia da Informação por falta de mão de obra qualificada. 

Setor de tecnologia da informação sofre com a falta de mão de obra

Em um cenário de 13,4 milhões de brasileiros desempregados, sobram vagas no setor

 Foto: Ed Alves/CB/D.A Press 
O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) está com falta de mão de obra no Brasil. Em um cenário de 13,4 milhões de brasileiros desempregados, sobram vagas no setor por falta de profissionais qualificados. O setor foi responsável por 7% do PIB de 2018 e demandará 420 mil novos empregos entre 2018 e 2024. Números fazem parte de relatório da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).O mercado brasileiro de TIC é o 7º maior do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido, Alemanha e França. Em 2018, o setor era responsável por 1,52 milhão de empregos e criou outros 43 mil novos trabalhos. O grupo obteve uma produção setorial de R$ 479,1 bilhões e um crescimento nominal de 2,5%.

Segundo o diretor de relações institucionais da Brascom Paulo Sergio Sgobbi, sobram vagas no setor por falta de mão de obra: “Existem alguns problemas: um deles é a desconexão geográfica de onde se forma e onde se demanda. Por exemplo: São Paulo representa 45% do mercado de TI no Brasil, e forma insuficientemente para a quantidade demandada. O oposto ocorre na Bahia, por exemplo, onde se forma muito mais gente do que se contrata.”

Sgobbi explica que os currículos das instituições de formação atrasados também representam um problema: “A tecnologia se atualiza permanentemente e os currículos têm uma certa rigidez nos seus processos, principalmente os de ensino superior. Há um engessamento que não permite essa atualização de acordo com o que o mercado está exigindo”.

Carlos Alberto Ramos, professor do Departamento de Economia da UnB e especialista em mercado de trabalho, explica que esse cenário pode ser revertido com o tempo: “A formação desse tipo de profissional demora, mas geralmente quando se tem falta de mão de obra, os salários sobem e existe uma indução da juventude para que escolha aquela área que está em ascensão”.

Fonte: Correio Braziliense

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