DE PONTA-CABEÇA: DESTINO

A coluna DE PONTA-CABEÇA desta segunda-feira convida o leitor para uma REFLEXÃO sobre a vida que nos leva para um Destino pré-destinado. Confira e boa leitura!

Destino

Pixabay

Quem nunca esperou por alguma coisa acreditando ser o destino o responsável? Quem nunca esperou o destino agir e lhe colocar de frente para o amor da sua vida? E aos que acham que agiram… Quem nunca trabalhou uma vida inteira em uma empresa acreditando ser aquele o seu destino? Quem nunca fez uma carreira, estudou uma vida inteira para aquele ramo, acreditando ser aquele o seu destino? Acreditando que aquilo era felicidade.

A gente pode passar uma vida inteira comendo pizza de frango com catupiry e acreditar que aquela é a melhor ou a única opção. A gente pode passar uma vida inteira usando o mesmo perfume acreditando que aquele é o que mais harmoniza com a nossa pele. A gente pode passar uma vida inteira usando o mesmo shampoo acreditando que aquele é o que deixa o nosso cabelo mais sedoso e brilhoso. A gente pode passar uma vida inteira frequentando os mesmos lugares, fazendo as mesmas coisas e com as mesmas pessoas acreditando serem aqueles os melhores momentos que poderíamos providenciar para nós mesmos.

E em que momento a gente tenta mudar? Em que momento a gente se pergunta se as coisas poderiam ser ainda melhores? Se a gente poderia ser ainda melhor. Por que a gente está sempre fazendo comparações com coisas piores, pessoas piores, momentos piores? Por que quando ficamos insatisfeitos o primeiro pensamento que vem é “podia ser pior” e não “podia ser melhor”?

Em geral, a insatisfação tem dois perfis:

  • Insatisfação instantânea: dura somente até pensarmos que “podia ser pior”
  • Insatisfação eterna: dura eternamente após pensarmos que “podia ser melhor” e não tomamos nenhuma atitude para mudar a situação

Ambos os perfis são cômodos porque não há ação, apenas um pensamento que pode martelar uma vida inteira. Ou não.

Alguns artifícios são usados pelo cérebro para bloquear o “podia ser melhor”, como ver o lado bom das coisas: “estou um caco, mas o salário é bom”, “meu marido me bate, mas é um ótimo pai”, “não temos assunto, mas pelo menos tenho companhia”, “a comida não é boa, mas o lugar é tão chic”, “advogar nunca foi uma paixão, mas estava escrito nas estrelas”.

Parece que ver o lado bom não tem só o lado bom, ao contrário, pode ser extremamente perigoso. Pode lhe fazer comer pizza de frango com catupiry uma vida inteirinha, quando há tantas outras opções muito mais temperadas e apetitosas: nordestina, calabresa, portuguesa, marguerita, baiana, quatro queijos!

Acreditar ou não em destino é algo que pode definir o seu nível de inquietação e também ser decisivo nas suas reflexões e consequentes tomadas de ação. E, claro, no seu destino. Porque, afinal, todo mundo tem um, mas se ele é imutável ou não, só você pode decidir. Tomar as rédeas da nossa vida, em vez de deixar ela nos levar, pode nos conduzir a grandes aventuras e maravilhosas descobertas.

E, então, vai mais uma pizza de frango?

Autoria: Deborah Braga

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