CINEMA: ASSISTA AO PREMIADO E ACLAMADO CURTA “ILHA DAS FLORES”

Na coluna CINEMA, desta quinta-feira, a sugestão é o filme “Ilha das Flores”, aclamado em prêmios nacionais e internacionais, e eleito o melhor curta-metragem brasileiro da história. Com uma lista dos 100 melhores, propomos ao leitor que veja curtas e aprecie um pouco mais das produções nacionais. 

“Ilha das Flores” é eleito o melhor curta-metragem brasileiro da história

Combinando inventividade narrativa e crítica social, produção gaúcha apresentada por Jorge Furtado em 1989 consagrou-se  como obra referencial do cinema brasileiro

Por GauchaZH

Em votação foi promovida pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) que  servirá de base para livro realizado em parceria com Canal Brasil e Editora Letramento, o filme Ilha das Flores, do gaúcho Jorge Furtado, foi eleito o melhor curta-metragem brasileiro de todos os tempos.

A produção gaúcha, disponível na plataforma Canal Brasil Play, deu início a sua trajetória de prêmio no Festival de Gramado de 1989. No ano seguinte, ganhou o Urso de Prata da categoria no Festival de Berlim, em 1990. Aclamado pela crítica,  tornou-se tema de aula nas escolas e objeto de estudo de teses acadêmicas. Exemplo de inovação estética, criatividade narrativa e poder de concisão, o curta mostra em 12 minutos – alternando registros de comédia e drama, ficção e documentário, animação e colagem, realidade e farsa, antecipando ao seu modo o recursos do hiperlink que viria a se popularizar anos depois com internet – trajetória de um tomate desde sua plantação até ser rejeitado dentro de uma casa e virar objeto de disputa entre humanos e porcos em um lixão.

Na votação que contou com a participação de críticos de cinema de todo o Brasil, Ilha das Flores  ficou à frente de produções assinadas por alguns dos mais importantes diretores do Brasil, como, entre eles  Glauber Rocha (Di,1977, ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes), Andrea Tonacci (Blábláblá, 1968), Humberto Mauro (A Velha a Fiar, 1964) e Joaquim Pedro de Andrade (Couro de Gato, 1962), que ocupam da segunda à quinta posição na lista, respectivamente. Furtado tem outo trabalho na lista, O Dia em que Dorival Encarou a Guarda (1986), que dirigiu junto com José Pedro Goulart, na 20ª posição.  E cabe ressaltar que Ilha das Flores já havia figurado, ocupando a 13ª colocação, na votação da Abraccine com os cem melhores filmes brasileiros de todos os tempos, incluindo longas (foi a  única produção gaúcha listada).

Organizado por Gabriel Carneiro e Paulo Henrique Silva, presidente da Abraccine, o livro Curta Brasileiro – 100 Filmes Essenciais será lançado no segundo semestre de 2019. A publicação contará com ensaios dedicados a cada um dos títulos, escritos por autores diferentes ligados à crítica e à pesquisa de cinema. Terá ainda 20 artigos sobre a história do curta-metragem no Brasil.

Curta Brasileiro encerra a coleção 100 Melhores Filmes, formada por 100 Melhores Filmes Brasileiros (2016), Documentário Brasileiro – 100 Filmes Essenciais (2017) e Animação Brasileira – 100 Filmes Essenciais (2018), produzidos em conjunto por Abraccine, Canal Brasil e Editora Letramento. O de animação contou também com parceria da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e patrocínio da Secretaria do Audiovisual.

Os 100 melhores curtas do Brasil

1.        Ilha das flores (1989), de Jorge Furtado

2.        Di (1977), de Glauber Rocha

3.        Blábláblá (1968), de Andrea Tonacci

4.        A velha a fiar (1964), de Humberto Mauro

5.        Couro de gato (1962), de Joaquim Pedro de Andrade

6.        Aruanda (1960), de Linduarte Noronha

7.        SuperOutro (1989), de Edgard Navarro

8.        Maioria absoluta (1964), de Leon Hirszman

9.        A entrevista (1966), de Helena Solberg

10.      Arraial do Cabo (1959), de Paulo Cezar Saraceni e Mário Carneiro

11.      Alma no olho (1973), de Zózimo Bulbul

12.      Viramundo (1965), de Geraldo Sarno

13.      Vinil verde (2004), de Kleber Mendonça Filho

14.      Documentário (1966), de Rogério Sganzerla

15.      Vereda tropical (1977), de Joaquim Pedro de Andrade

16.      Recife frio (2009), de Kleber Mendonça Filho

17.      Nelson Cavaquinho (1969), de Leon Hirszman

18.      Zezero (1974), de Ozualdo Candeias

19.      Sangue corsário (1980), de Carlos Reichenbach

20.      O dia em que Dorival encarou a guarda (1986), de Jorge Furtado e José Pedro Goulart

21.      O poeta do castelo (1959), de Joaquim Pedro de Andrade

22.      Brasília, contradições de uma cidade nova (1967), de Joaquim Pedro de Andrade

23.      Maranhão 66 (1966), de Glauber Rocha

24.      O som ou tratado de harmonia (1984), de Arthur Omar

25.      Subterrâneos do futebol (1965), de Maurice Capovilla

26.      Mato eles? (1983), de Sérgio Bianchi

27.      Guaxuma (2018), de Nara Normande

28.      Meow! (1981), de Marcos Magalhães

29.      Eletrodoméstica (2005), de Kleber Mendonça Filho

30.      O rei do cagaço (1977), de Edgard Navarro

31.      Fantasmas (2010), de André Novais Oliveira

32.      Socorro Nobre (1995), de Walter Salles

33.      À meia noite com Glauber (1997), de Ivan Cardoso

34.      Dias de greve (2009), de Adirley Queirós

35.      A pedra da riqueza (1975), de Vladimir Carvalho

36.      Memória do cangaço (1965), de Paulo Gil Soares

37.      O duplo (2012), de Juliana Rojas

38.      Quintal (2015), de André Novais Oliveira

39.      Fala Brasília (1966), de Nelson Pereira dos Santos

40.      O porto de Santos (1978), de Aloysio Raulino

41.      Horror Palace Hotel (1978), de Jairo Ferreira

42.      Esta rua tão Augusta (1968), de Carlos Reichenbach

43.      Muro (2008), de Tião

44.      Manhã cinzenta (1969), de Olney São Paulo

45.      O tigre e a gazela (1977), de Aloysio Raulino

46.      Cinema inocente (1980), de Julio Bressane

47.      …a rua chamada Triumpho 969/70 (1971), de Ozualdo Candeias

48.      Carro de bois (1974), de Humberto Mauro

49.      Olho por olho (1966), de Andrea Tonacci

50.      Praça Walt Disney (2011), de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira

51.      Chapeleiros (1983), de Adrian Cooper

52.      Juvenília (1994), de Paulo Sacramento

53.      Os óculos do vovô (1913), de Francisco Santos

54.      Dossiê Rê Bordosa (2008), de Cesar Cabral

55.      Lampião, o rei do cangaço (1937), de Benjamin Abrahão

56.      Animando (1983), de Marcos Magalhães

57.      Jardim Nova Bahia (1971), de Aloysio Raulino

58.      Partido alto (1982), de Leon Hirszman

59.      Torre (2017), de Nádia Mangolini

60.      Mauro, Humberto (1975), de David Neves

61.      Ver ouvir (1966), de Antônio Carlos Fontoura

62.      Congo (1972), de Arthur Omar

63.      Caramujo-flor (1988), de Joel Pizzini

64.      Lacrimosa (1970), de Aloysio Raulino e Luna Alkalay

65.      Palíndromo (2001), de Philippe Barcinski

66.      Um sol alaranjado (2002), de Eduardo Valente

67.      Cantos de trabalho (1955), de Humberto Mauro

68.      O guru e os guris (1973), de Jairo Ferreira

69.      Nosferato no Brasil (1970), de Ivan Cardoso

70.      Mulheres de cinema (1976), de Ana Maria Magalhães

71.      Kbela (2015), de Yasmin Thayná

72.      A voz e o vazio: a vez de Vassourinha (1998), de Carlos Adriano

73.      Libertários (1976), de Lauro Escorel

74.      Meu compadre Zé Ketti (2001), de Nelson Pereira dos Santos

75.      Seams (1993), de Karim Aïnouz

76.      Céu sobre água (1978), de José Agrippino de Paula

77.      Dov’è Meneghetti? (1989), de Beto Brant

78.      Teremos infância (1974), de Aloysio Raulino

79.      Texas Hotel (1999), de Cláudio Assis

80.      Rituais e festas Bororo (1917), de Major Thomaz Reis

81.      Integração racial (1964), de Paulo Cezar Saraceni

82.      HO (1979), de Ivan Cardoso

83.      Kyrie ou o início do caos (1998), de Debora Waldman

84.      Pouco mais de um mês (2013), de André Novais Oliveira

85.      Cartão vermelho (1994), de Laís Bodanzky

86.      Um dia na rampa (1960), de Luiz Paulino dos Santos

87.      Moreira da Silva (1973), de Ivan Cardoso

88.      Nada (2017), de Gabriel Martins

89.      Nada levarei quando morrer aqueles que mim deve cobrarei no inferno (1981), de Miguel Rio Branco

90.      O ataque das araras (1975), de Jairo Ferreira

91.      Enigma de um dia (1996), de Joel Pizzini

92.      Amor! (1994), de José Roberto Torero

93.      Menino da calça branca (1961), de Sérgio Ricardo

94.      Estado itinerante (2016), de Ana Carolina Soares

95.      Amor só de mãe (2002), de Dennison Ramalho

96.      Carolina (2003), de Jeferson De

97.      Contestação (1969), de João Silvério Trevisan

98.      Guida (2014), de Rosana Urbes

99.      Exemplo regenerador (1919), de José Medina

100.   Frankstein punk (1986), de Cao Hamburger e Eliana Fonseca

 

Fonte: GauchaZH

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