ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSE SÁBADO

Por Gustavo Garcia, Guilherme Mazui e João Claudio Netto, G1 — Brasília

 


Davi Alcolumbre (DEM-AP) é eleito presidente do Senado com 42 votos

Davi Alcolumbre (DEM-AP) é eleito presidente do Senado com 42 votos

senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) se elegeu presidente do Senado neste sábado (2) ao obter 42 votos, um a mais que os 41 necessários para um candidato ganhar no primeiro turno. Dos 81 senadores, votaram 77.

Desde o fim da ditadura, é a segunda vez que o MDB perde uma eleição para a presidência do Senado. Renan Calheiros (MDB-AL) buscava se tornar presidente da Casa pela quinta vez. Mas abandonou a candidatura durante a eleição por entender o processo “deslegitimado”.

Com a vitória de Alcolumbre, o DEM passa a comandar Senado Federal e Câmara dos Deputados. Nesta sexta-feira (1º), Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito presidente da Câmara, também em primeiro turno.

O resultado da eleição foi o seguinte:

  • Davi Alcolumbre (DEM-AP) – 42 votos
  • Esperidião Amin (PP-SC) – 13 votos
  • Angelo Coronel (PSD-BA) – 8 votos
  • Reguffe (sem partido-DF) – 6 votos
  • Renan Calheiros (MDB-AL) – 5 votos
  • Fernando Collor (Pros-AL) – 3 votos

A vitória de Alcolumbre foi precedida de

Logo após o anúncio da vitória, Alcolumbre assumiu a cadeira de presidente. Ele cumprimentou todos os concorrentes, inclusive Renan Calheiros. Disse que dará ao rival o mesmo tratamento conferido aos demais colegas.

“Quero dizer ao senador Renan Calheiros que terá dessa presidência o mesmo tratamento que todos os partidos devem ter”, afirmou.

O novo presidente do Senado destacou a importância de “reunificar” a Casa e afirmou que não conduzirá os trabalhos com “revanchismo”. Segundo ele, a “condição de adversários é “passageira”, enquanto as instituições são permanentes.

“Deixo claro também que não conduzirei um Senado de revanchismo. Os meus adversários terão, todos eles, de minha parte, pujante disposição para o diálogo e cooperação”, declarou.

Alcolumbre declarou que, no que depender da sua condução, a sessão que o elegeu presidente terá sido a “derradeira sessão do segredismo, do conforto enganoso do voto secreto”.

O parlamentar afirmou que na Casa não haverá senadores de alto ou de baixo clero. “Todos serão tratados com a mais absoluta deferência e respeito”, garantiu.

Alcolumbre pediu “desculpas pelos ultrajes que apequenaram o Senado” e assegurou que terá “grande e espírito público” na função de presidente.

“Espero deixar essa Casa com o país retomando os trilhos, enfrentando as reformas complexas que com urgência que nosso país reclama”, declarou.

Voto secreto ou aberto

Embora a votação tenha sido secreta, muitos senadores favoráveis ao voto aberto criticaram no plenário a decisão do presidente do STF e declararam o voto no microfone ou exibiram a cédula de papel antes de introduzi-la na urna.

Antes de se iniciar o processo de votação, nove candidatos discursaram no plenário. Nessa etapa, três senadores – Alvaro Dias (Pode-PR), Major Olímpio (PSL-SP) e Simone Tebet (MDB-MS), que havia se lançado de forma avulsa – renunciaram às candidaturas e manifestaram apoio a Davi Alcolumbre.

Com isso, mantiveram-se na disputa, além de Renan Calheiros e Davi Alcolumbre, os senadores Fernando Collor (Pros-AL), Reguffe (sem partido-DF), Angelo Coronel (PSD-BA) e Esperidião Amin (PP-SC).

Concluída a votação, iniciou-se a etapa de apuração dos votos. Mas identificou-se que a urna continha 82 votos – os senadores são 81. Havia 80 envelopes com uma cédula cada um e duas cédulas sem envelopes.

Decidiu-se, então, anular a primeira votação e se iniciar um segundo processo. Enquanto a votação transcorria pela segunda vez, Renan Calheiros foi ao microfone e anunciou que retirava a candidatura. Isso provocou nova interrupção e outro debate sobre a continuidade ou não daquele segundo processo de voltação. A decisão foi por prosseguir.

Noite de sexta-feira

A sessão se iniciou na tarde de sexta-feira, mas foi suspensa à noite após um tumulto motivado pela contestação à presença de Davi Alcolumbre (DEM-AP) – que é candidato – na condução dos trabalhos. Alcolumbre assumiu a presidência porque, embora suplente, foi o único dos integrantes da mesa diretora da legislatura anterior que se reelegeu.

Enquanto presidiu a sessão, Alcolumbre colocou em votação uma questão de ordem sobre voto aberto para a eleição, aprovada por 50 votos a 2 e uma abstenção – 28 senadores não votaram.

Aliados do senador Renan Calheiros (MDB-AL) – também candidato – se insurgiram contra a decisão, sob o argumento de que a votação violava a Constituição e o regimento do Senado, que prevê voto secreto.

Por proposta do senador Cid Gomes (PDT-CE), aprovada por votação simbólica, a sessão foi suspensa pouco depois das 22h e remarcada para a manhã deste sábado. Alcolumbre concordou em deixar a presidência da sessão desde que o resultado da votação fosse respeitado.

Ação no STF

Mas na madrugada os partidos Solidariedade e MDB ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para anular a votação conduzida por Alcolumbre e para impedir que candidatos a presidente do Senado comandassem a sessão.

Às 3h45, o ministro Dias Toffoli, presidente do tribunal, declarou nulo o processo de votação da noite de sexta-feira, determinou votação secreta e mandou comunicar a decisão ao senador José Maranhão (MDB-PB), a quem caberá, “conforme anunciado publicamente”, comandar a sessão que escolherá o presidente do Senado. A decisão foi tomada por Toffoli porque o tipo de ação apresentada é de competência do presidente do Supremo.

“Estou convencido da nulidade do resultado da questão de ordem, que operou verdadeira metamorfose casuística à norma do art. 60 do RISF [Regimento Interno do Senado Federal], pois, ainda que tenha ocorrido por maioria, a superação da norma em questão, por acordo, demanda deliberação nominal da unanimidade do Plenário, o que não ocorreu naquela reunião meramente preparatória”, escreveu o ministro na decisão.

Ele também apontou na decisão “conflito de interesses” se um candidato conduzir o processo de votação.

“A conclusão lógica a que se chega é de que, por imperativo constitucional e regimental, candidato declarado à Presidência do Senado, como na espécie, não pode presidir reunião preparatória, já que interesses particulares não devem se sobrepor às finalidade republicanas das reuniões preparatórias. Há inegavelmente verdadeiro conflito de interesses”, afirmou.

No último dia 9, durante o recesso de fim de ano do Judiciário, Toffoli já havia derrubado decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que em dezembro atendeu a pedido do senador Lasier Martins (PSD-RS).

O senador reivindicou ao Supremo o reconhecimento da votação aberta para presidente do Senado. No entendimento de Marco Aurélio Mello, a transparência é uma exigência para o poder público. Ao derrubar a decisão, Toffoli argumentou que a questão precisa ser analisada em julgamento no plenário do Supremo.

Fonte: G1

Por Itana Alencar, G1 BA

 


Especial 2 de fevereiro: baianos e turistas celebram o Dia de Iemanjá no Rio Vermelho

Especial 2 de fevereiro: baianos e turistas celebram o Dia de Iemanjá no Rio Vermelho

Uma vez por ano, o cheiro de maresia do bairro do Rio Vermelho, em Salvador, se mistura ao da alfazema e das flores. Tradicionalmente, o dia 2 de fevereiro é reservado para pedidos e agradecimentos durante a Festa de Iemanjá.

Neste sábado (2), uma multidão de baianos e turistas foram prestar as homenagens à Rainha do Mar.

As homenagens começaram ainda na madrugada, com a alvorada. O ritual é iniciado pelos pescadores, em gratidão pela fartura que vem das águas salgadas.

Festa da Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Festa da Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Aos poucos, os devotos foram chegando para depositar as oferendas no caramanchão, construção instalada para receber o andor com a imagem de Iemanjá, ou diretamente no mar.

Os que preferiram deixar os presentes no caramanchão enfrentaram uma longa fila, que saía da Casa de Iemanjá, na Colônia de Pesca do Rio Vermelho.

Aninha Barreto — Foto: Itana Alencar/G1 Bahia

Aninha Barreto — Foto: Itana Alencar/G1 Bahia

Quem decidia levar à oferenda diretamente ao mar, seguia o conhecido ritual de renovação da fé: descer a escadaria, pisar na areia, chegar à beira da água e fazer a prece. Devotos, como Aninha Borges, chegaram ainda na madrugada e ficaram para ver o restante da festa.

“Eu vim, como venho todos os anos. Agradeço pelas graças alcançadas e por todas as conquistas e vitórias que ela [Iemanjá] me proporcionou. Cheguei aqui no Rio Vermelho às 2h da manhã. Estou aqui ainda, agradecendo e sentindo a energia do lugar”, disse.

Lânia Reis — Foto: Itana Alencar/G1 Bahia

Lânia Reis — Foto: Itana Alencar/G1 Bahia

Entre as diversas histórias de fé e agradecimento, a da veterana Lânia Reis. A baiana participa da festa há mais de uma década, para cumprir a promessa de uma graça alcançada através do orixá.

“Eu vim agradecer pela minha saúde, saúde da família, pelo ano que passou. O ano de 2018 para mim foi o ano da gratidão. Além disso, eu vim cumprir uma promessa. Eu tive um problema sério de saúde e pedi com muita fé a ela, e ela me curou. Fiz a promessa de vir colocar minhas flores e enfrentar essa fila. Sou muito devota, cumpro há 12 anos”, contou Lânia.

Tainá Borges na Festa de Iemanjá, em Salvador — Foto: Itana Alencar/G1 Bahia

Tainá Borges na Festa de Iemanjá, em Salvador — Foto: Itana Alencar/G1 Bahia

Nas religiões de matrizes africanas, Iemanjá é considerada a mãe de todos os orixás. Por conta disso, muitas mulheres recorrem a ela para pedir e agradecer pela gravidez tranquila e saudável. É o caso de Tainá Borges, grávida de 7 meses de Cecília.

“Hoje eu só vim agradecer. Agradecer pelas bençãos concedidas o ano todo, pelos caminhos abertos. Pela minha filha, que é um presente que eu pedi com fé, e ela me deu”, disse Tainá Borges.

A celebração continua pela tarde. A procissão de embarcações para a entrega do presente principal, no mar, além de cerca de 600 balaios com oferendas depositadas pelos devotos e admiradores, está prevista para às 15h30, também no Rio Vermelho. A saída é da Colônia de Pescadores.

Festa da Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Festa da Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Festa de Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Festa de Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Festa de Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Festa de Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Festa de Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haack

Festa de Iemanjá 2019 — Foto: Roberto Viana/Ag. Haac

Fonte: G1

 

Por G1 SP — São Paulo

 

O presidente Jair Bolsonaro teve náuseas e vômito neste sábado (2) e os médicos precisaram colocar uma sonda nasogástrica para melhorar o quadro clínico dele, que está no quinto dia de internação após cirurgia realizada no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo o boletim médico “o excelentíssimo Presidente da República, Jair Bolsonaro, permanece internado no Hospital Israelita Albert Einstein. Mantém-se sem dor, afebril e com exames laboratoriais normais. Encontra-se com sonda nasogástrica devido a episódio de náuseas e vômito. Continua em jejum e nutrição parenteral exclusiva.”

De acordo com o documento, “por ordem médica, o paciente segue com visitas restritas”, diz o boletim assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, cirurgião; Leandro Echenique, clínico e cardiologista; e Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.

O presidente passou por uma cirurgia para a retirada de uma bolsa de colostomia e a ligação entre o intestino delgado e parte do intestino grosso na segunda-feira (28).

Bolsonaro tem náuseas e vômito neste sábado — Foto: ReproduçãoBolsonaro tem náuseas e vômito neste sábado — Foto: Reprodução

      Bolsonaro tem náuseas e vômito neste sábado — Foto: Reprodução

Recuperação

Quatro dias após cirurgia realizada no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mantém boa evolução clínica, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (1º).

De acordo com o boletim, ele “já apresenta sinais de início dos movimentos intestinais”. “Segue com dieta parenteral (endovenosa) exclusiva, sem infecção ou outras complicações. Realiza fisioterapia respiratória e períodos de caminhada fora do quarto. Por ordem médica, o paciente segue com visitas restritas.”

Ainda nesta sexta-feira, Bolsonaro divulgou um vídeo, em sua conta no Twitter, em que aparece chorando ao assistir a uma dupla cantando “Evidências”, de Chitãozinho e Chororó.

Também nesta sexta, o presidente fez sua primeira vídeoconferência no gabinete provisório montado no hospital. A reunião foi com o ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Heleno.

Bolsonaro em reunião por vídeoconferência direto do hospital com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Heleno — Foto: Divulgação/Presidência da República

Bolsonaro em reunião por vídeoconferência direto do hospital com o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Heleno — Foto: Divulgação/Presidência da República

Em coletiva nesta quinta, o porta-voz, Otávio do Rêgo Barros, disse que o presidente está tentando se manter sem falar, mas a recomendação médica é difícil de ser acolhida por Bolsonaro. “O presidente é difícil, ele está falando já. A despeito do médico dizer para ele ficar calado, ele já está falando.”

“Hoje [ontem] ele despachou tête-à-tête com o doutor João. Eu diria que ele vem tentando se adaptar-se à essa recomendação, mas o espírito dele é liderar pelo exemplo, pela conversa, pela convicção daquilo que vem pondo aos seus ministros. Eu tenho de reconhecer que é difícil e ainda ele se domina nessa questão de falar, mas tem procurado atender aos ditames que os médicos lhe impõem”, completou.

Sobre a melhora do quadro clínico de Bolsonaro e a possibilidade de ele já ter conversado com algum ministro, Barros disse que o presidente “não fez videoconferência e ao menos que eu saiba ele não conversou com ministros hoje. Mas no próprio quarto já conversa com a esposa, com os filhos e assessores.”

Fonte: G1

Por G1

 


O Corpo de Bombeiros informou neste sábado (2), 9º dia de buscas, que subiu para 121 o número de mortes do rompimento da barragem, em Brumadinho. Há ainda 226 pessoas desaparecidas e outras 395 foram localizadas.

De acordo com o tenente porta-voz do Corpo de Bombeiros, Pedro Aihara, o trabalho neste sábado está focado em uma região em que estariam localizadas vítimas que estavam em um vestiário. No final da tarde de sexta-feira, foram identificados objetos deste local e, desde a manhã de sábado, as escavações e a estabilidade do terreno começaram.

“Esse foi um avanço bem importante para as equipes de busca. Estima-se que a área do vestiário congregue um número muito grande de vítimas”, diz Aihara.

Segundo o porta-voz, há ainda pontos em que a lama alcança cerca de 20 metros de profundidade. Desde sexta-feira (1), a operação entrou em nova fase de buscas que demandam muito mais tempo.

“Os corpos que estavam em níveis superficiais da lama, praticamente, em sua totalidade, já foram retirados. Agora, para que sejam localizados novos corpos, é necessário fazer um trabalho muito demorado de escavação. Não adianta só fazer essa escavação, mas estabilizar o terreno e retirar esse corpo com muito cuidado para possibilitar a correta identificação pela Polícia Civil”, afirma Aihara.

Os trabalhos de busca por vítimas da tragédia de Brumadinho entraram no 9º dia neste sábado (2). Trabalham no local mais de 250 bombeiros e 22 cães farejadores. Desde esta sexta-feira (1º), quando o rompimento da barragem da Vale na Grande BH completou uma semana, a operação de resgate entrou numa nova fase e não tem data para acabar, segundo as autoridades.

Especialistas analisam os vídeos do momento em que a barragem de Brumadinho se rompeu

Especialistas analisam os vídeos do momento em que a barragem de Brumadinho se rompe

Números da tragédia

  • 121 mortos confirmados – 94 identificados (veja a lista)
  • 226 desaparecidos (veja a lista)
  • 192 resgatados
  • 395 localizados

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.

Desde sábado (26), não são achados sobreviventes. Para os bombeiros, é muito pequena a possibilidade de achar alguém vivo em meio ao mar de lama. Já o prefeito de Brumadinho, Avimar Barcelos, disse em entrevista nesta sexta: “Neste momento estamos mais preocupados em resgatar vidas, e depois resgatar corpos”.

Brumadinho: animação mostra deslocamento da lama (com vídeos de câmera de segurança)

Brumadinho: animação mostra deslocamento da lama (com vídeos de câmera de segurança)

Vídeos mostram rompimento da barreira

Vídeos registram momento em que barragem da Vale se rompe em Brumadinho

Vídeos registram momento em que barragem da Vale se rompe em Brumadinho

Na entrevista coletiva para falar sobre o balanço deste oitavo dia de buscas, o tenente Aihara, porta-voz dos bombeiros, comentou os vídeos revelados nesta sexta (1º) que mostram o rompimento da barragem em Brumadinho.

Nas imagens – que foram cedidas pela mineradora às autoridades no dia seguinte à tragédia –, é possível ver o tsunami de lama, minério e rejeitos.

Um deles, ao qual a TV Globo teve acesso, mostra o instante exato em que a barragem cede.

Imagens mostram árvores e postes caindo com o estouro da barragem em Brumadinho

Imagens mostram árvores e postes caindo com o estouro da barragem em Brumadinho

“As imagens já tinham sido recebidas. A decisão de não divulgá-las foi uma decisão com embasamento técnico”, justificou Aihara.

“Tinha a preocupação de provocar pânico generalizado na população, já que a barragem 6 [também na mina do Córrego do Fundão] estava sendo monitorada. As pessoas poderiam ter um movimento de evacuação generalizado.”

Em nota, a Vale informa que disponibilizou as imagens às autoridades em 26 de janeiro e que não divulgou vídeos da ocorrência “para não prejudicar as investigações e, sobretudo, em respeito aos atingidos e familiares”.

Câmera mostra outro ângulo do momento em que barragem estoura em Brumadinho

Câmera mostra outro ângulo do momento em que barragem estoura em Brumadinho

Boletim: Vídeo mostra o momento exato em que barragem da Vale estoura em Brumadinho

Boletim: Vídeo mostra o momento exato em que barragem da Vale estoura em Brumadinho

Buscas

Sobe para 115 o número oficial de mortos na tragédia de Brumadinho

Sobe para 115 o número oficial de mortos na tragédia de Brumadinho

Ao falar sobre os trabalhos de sexta, o tenente Aihara disse: “Nenhum metro de lama deixará de ser vistoriado”.

Ao comentar até quando devem durar as operações, o porta-voz dos bombeiros não deu uma previsão e comparou: “Para que se tenha uma ideia, em Mariana as buscas duraram três meses”. Foi uma referência ao rompimento da barragem do Fundão, em outra cidade mineira, ocorrido em novembro de 2015. Lá, morreram 19 pessoas.

Na quinta, bombeiros civis e voluntários começaram a participar das buscas por corpos em Brumadinho. O grupo tem, pelo menos, 50 pessoas. Há bombeiros civis de diversas regiões do país, arqueólogos e engenheiros, além de bombeiros civis do México.

Boletim JN: Bombeiros usam helicópteros para buscas em Brumadinho

Boletim JN: Bombeiros usam helicópteros para buscas em Brumadinho

Equipes atuam para liberar a pista da MG-040, que está bloqueada desde o rompimento da barragem da Vale.

Bombeiros acompanham os trabalhos de perto, caso haja a necessidade de resgatar algum corpo.

Equipes tentam liberar a pista da MG-040, em trecho coberto pela lama de barragem da Vale em Brumadinho — Foto: Fabiana Almeida/TV Globo

Equipes tentam liberar a pista da MG-040, em trecho coberto pela lama de barragem da Vale em Brumadinho — Foto: Fabiana Almeida/TV Globo

Amostras de DNA

Dos 115 corpos já resgatados, 71 foram identificados. O delegado da Polícia Civil em Brumadinho, Arlen Bahia, disse que há também 19 “pré-identificados”.

“Já foi feita coleta de digitais e o exame papiloscópico. Falta apenas o IML conferir, para ver se não tem equívoco. Após a conferência, será liberada a lista, que atingirá o número de 90 identificados”, afirmou Bahia.

Na véspera, ele havia explicado que “daqui para frente, tudo indica que provavelmente a identificação será via odontológica ou DNA”.

Já foram coletadas amostras de DNA de mais de 200 pessoas de mais de 100 famílias para ajudar nos trabalhos de identificação das vítimas. A identificação visual e de digitais torna-se mais difícil com o passar dos dias.

Prefeito fala das dificuldades

prefeito Brumadinho — Foto: GloboNews/ Reprodução

prefeito Brumadinho — Foto: GloboNews/ Reprodução

Em entrevista coletiva na tarde de sexta, o prefeito de Brumadinho, Avimar Barcelos, falou sobre o sofrimento da cidade após a tragédia. “Não tem condições de atender [a população] com a arrecadação que a gente tem. A gente precisa muito do estado e do governo federal”, afirmou.

“A responsabilidade que a Vale teria que ter era de não deixar isso acontecer com a cidade. Não existe isso de pagar vida, esses R$ 100 mil [em doações da Vale às vítimas] não são indenização, tem que deixar claro”, disse o prefeito.

De acordo com ele, os R$ 80 milhões que serão pagos pela Vale ao longo de dois anos devem servir para compensar impostos que não serão arrecadados. “Daria uns R$ 4 milhões por mês”, explicou Barcelos.

“Queremos que a Vale pague todos os funcionários do município. E que eles recebam sem trabalhar, com isso não vai atingir o nosso comércio”, pediu. “A Vale é o segundo maior empregador do município. Se não pagar, nosso comércio vai falir.”

O prefeito disse que, após o incidente em Mariana, ocorrido em novembro de 2015, pressionou a Vale para que o rompimento da barragem não ocorresse também Brumadinho. “Olha o que aconteceu em Mariana. Dizem que Mariana não recebeu praticamente nada, nem muito apoio. Até segunda ordem, parece que eles vão cumprir com a gente o que está sendo combinado”, declarou.

Sobre os serviços da cidade, Barcelos comentou que não há falta de água em Brumadinho: “Tem água mineral de sobra na cidade. O nosso negócio agora é atender bem a população e as famílias das vítimas”.

De acordo com ele, a expectativa é que as aulas sejam retomadas em 11 de fevereiro, depois que forem desobstruídas algumas ruas – há casos de vias com uma camada de lama que chega a mais de 4 metros de altura.

Vale anuncia ajuda financeira extra

Nesta sexta, o diretor-executivo de relações institucionais da Vale, Sergio Leite, afirmou que a empresa fará doações em dinheiro aos afetados pela tragédia.

  • R$ 50 mil para famílias que moram na chamada “zona de impacto”.
  • R$ 15 mil para famílias que tiveram atividade rural ou comercial afetadas.

“Serão cumulativas e inclusive para pescadores atingidos”, afirmou Leite.

Esses valores serão somados à doação emergencial de R$ 100 mil que a mineradora já havia anunciado que doaria a cada família com vítimas. Nesta quinta, a empresa começou a inscrever os nomes de quem vai receber. Não se trata de indenização.

As famílias devem ir a um dos postos de atendimento criados pela Vale – a Estação de Conhecimento e o Centro Comunitário de Feijão. É preciso apresentar documentos que comprovem o parentesco com a vítima.

Se a pessoa perdeu mais de um parente, a doação será por número de vítimas. Assim, a família que tiver perdido duas vítimas para a tragédia vai receber R$ 200 mil.

A inscrição é por ordem alfabética – leva-se em conta o primeiro nome da pessoa que morreu ou está desaparecida. Nesta quinta, foram credenciados os nomes que começam com as letras A e B.

A previsão é terminar as inscrições até terça-feira (5), mas não há um prazo final para comparecimento de quem perdeu um familiar na tragédia.

O pagamento vai ser feito de acordo com uma ordem preferencial:

  • Primeiro, ao responsável legal por filhos menores de idade;
  • Depois, marido, mulher ou pessoa que vivia em regime de união estável com a vítima;
  • Em seguida, filhos e netos;
  • Por último, mãe, pai e avós.

Ajuda de animais

As equipes que atuam na área atingida pela lama ganharam mais reforços. Nesta sexta, a cadela Toya, que ajudou a achar o corpo da turista Fabiana Fernandes em Arraial do Cabo (RJ), chegou a Brumadinho.

Cadela Toya, que achou o corpo da turista Fabiane Fernandes, morta no ano passado, chega para participar das buscas. Veio de Arraial do Cabo, onde aconteceu o crime — Foto: Danilo Girundi/TV Globo

Cadela Toya, que achou o corpo da turista Fabiane Fernandes, morta no ano passado, chega para participar das buscas. Veio de Arraial do Cabo, onde aconteceu o crime — Foto: Danilo Girundi/TV Globo

As buscas por animais perdidos e atolados também continuam. Até o momento, segundo o Corpo de Bombeiros, 90 animais foram resgatados vivos.

Quem avistar animais pode entrar em contato com os números (31) 99839-9932 e (31) 99414-8078. Os números são da empresa Bicho do Mato, contratada pela Vale para mapear e resgatar animais.

Testemunhas ouvidas

Funcionário da Vale conta como escapou da onda de lama em Brumadinho

Funcionário da Vale conta como escapou da onda de lama em Brumadinho

O delegado Wagner Pinto, chefe da Polícia Civil, disse no MG1 desta sexta que a corporação já ouviu oito pessoas para a investigação que apura a tragédia em Brumadinho.

Segundo o delegado, laudos de meio ambiente, do rompimento da barragem e documentos da mineradora Vale serão analisados na investigação.

A Policia Civil deve ouvir centenas de pessoas.

Raio-X da cidade de Brumadinho — Foto: Karina Almeida/G1

Raio-X da cidade de Brumadinho — Foto: Karina Almeida/G1

Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) — Foto: Juliane Souza/G1

Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) — Foto: Juliane Souza/G1

Caminho da lama: veja por onde passaram os rejeitos da barragem rompida em Brumadinho (MG) — Foto: Betta Jaworski e Alexandre Mauro/G1

Caminho da lama: veja por onde passaram os rejeitos da barragem rompida em Brumadinho (MG) — Foto: Betta Jaworski e Alexandre Mauro/G1

Como funcionam as barragens de mineração — Foto: Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1

Como funcionam as barragens de mineração — Foto: Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1

Fonte: G1

 

Moradores de Brumadinho negam ter recebido orientações de evacuação

Moradores da comunidade de Parque das Cachoeiras, em Brumadinho (MG), afirmam que nunca receberam orientações da Vale com relação a possíveis riscos da barragem instalada no município ou planos de fuga e de evacuação em caso de acidentes.

No último dia 25, a barragem Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, se rompeu. Até o momento, as autoridades contabilizam 121 mortos, com 93 corpos identificados. Há ainda 226 desaparecidos e 395 pessoas localizadas.

De acordo com o programador e empresário Mário Lúcio Fontes Pato, 64 anos, em nenhum momento houve instrução aos moradores do que fazer em caso de rompimento.

“Absolutamente nenhum tipo de informação. Se a sirene tocar, você corre pra lá, corre pra cá ou fica dentro de casa, por exemplo. Nem eu nem ninguém recebeu treinamento. Se existia um plano de contingência era no papel, na Vale”, destacou o morador.

Ele afirma que recebia, mensalmente, panfletos da mineradora explicando ações como a instalação de centros de saúde. Não houve, entretanto, informações ou treinamento para situações de emergência.

Mulher de Mário Lúcio, Sandra Maria da Costa, 59 anos, reforça a falta de instruções por parte da Vale. “O único alerta que tivemos foi quando, há alguns meses, eles vieram fazer medições. Nunca tivemos aviso sobre riscos”, afirmou.

Agência Brasil

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DEM sai fortalecido com presidentes tanto no Senado, quanto na Câmara

O DEM se mostrou o grande protagonista nas eleições das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O partido conquistou a presidência das duas câmaras legislativas do Congreso Nacional.

Ontem, o DEM conseguiu reeleger o deputado Rodrigo Maia para a Câmara. Hoje, o partido conquistou o Senado com Davi Alcolumbre.

O DEM é o partido do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que foi um dos grandes articuladores dos dois pleitos, mas, principalmente, na de Davi.

Fortalecido com as duas presidências das duas câmaras legislativas, o DEM pode ser o “fiel da balança” na aprovação de projetos importantes para o governo Bolsonaro.

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Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

O senador Davi Alcolumbre foi eleito presidente do Senado Federal com 42 votos. Eram necessários 41 para que não houvesse um segundo turno.

Os demais candidatos conquistaram: Esperidião Amin teve 13 votos; Ângelo Coronel teve 8; José Reguffe teve 6; Renan Calheiros teve 5; Fernando Collor teve 3; e ainda foram registraras 4 abstenções.

Alcolumbre é próximo do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que, nos bastidores, articulava apoio para ele.

O, agora presidente do Senado, ficou conhecido nesta sexta-feira (1) por assumir a presidência da Mesa Diretora da sessão preparatória, ficando sete horas sem deixar a cadeira, conduzindo a votação que pedia o voto aberto na eleição do Senado e por tecer severas críticas conta Renan Calheiros, que tinha uma grande base de apoio.

Perfil

Alcolumbre nasceu em 1977, em Macapá, e é empresário. Começou na política no PDT, partido pelo qual se elegeu vereador de Macapá em 2000. Também foi secretário de Obras do município. Em 2002 foi eleito deputado federal, sendo reeleito em 2006 e em 2010. Desde 2006 é filiado ao DEM e faz parte do diretório nacional e também do conselho político do movimento jovem da legenda. É o 2º vice-líder do Bloco Social Democrata.

Em 2014 foi eleito senador, com 36,26% dos votos válidos. No Senado, presidiu a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) e participou de colegiados como a Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial e da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. Em 2018, foi candidato ao governo do Amapá, mas não se elegeu. Os suplentes são José Samuel Alcolumbre Tobelem (DEM) e Marco Jeovano Soares Ribas (DEM).

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Número de mortos em Brumadinho sobe para 121

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atualizou os números dos trabalhos de resgate de vítimas em Brumadinho (MG). O número de mortes confirmadas subiu de 115 para 121, com 93 corpos identificados. Além disso, são 226 desaparecidos e 395 pessoas localizadas.

Os bombeiros trabalham na região com 294 militares, 15 aeronaves, 22 cães farejadores e seis drones.

Segundo já adiantou o Corpo de Bombeiros Militar do estado, não há como prever uma data de encerramento das buscas por vítimas. “A perspectiva é que, ao longo do tempo, com a lama se estabilizando, a gente vá mudando as técnicas operacionais e, a partir daí, a gente tenha um panorama. Hoje, é impossível cravar uma data final das operações. Infelizmente, não”, afirmou ontem (2) em coletiva de imprensa o chefe da equipe, coronel Erlon Dias do Nascimento Botelho.

Diversas diligências têm sido estabelecidas pelas autoridades governamentais e pela mineradora, após o incidente, que provocou, inclusive, o adiamento do início do período letivo das escolas do município, que abrangem cerca de 6 mil alunos.

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, indicou os membros de uma força-tarefa para investigar as responsabilidades do rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, da mineradora Vale.

Agência Brasil

 

Renan Calheiros retira candidatura após início do processo de votação

O senador Renan Calheiros anunciou a desistência da candidatura à Presidência do Senado Federal após o início do processo eleitoral.

Como já foi iniciado o processo, oficialmente ele está candidato, mas já anunciou a desistência após severas críticas ao senador Davi Alcolumbre, que é considerado o principal adversário e que presidiu a sessão preparatória de ontem, que articulou a votação aberta.

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ESCULHAMBAÇÃO: Eleição para o Senado encontra 82 votos, porém são 81 senadores

Após a apuração, os senadores descobriram que há 82 votos dentro da urna, porém só existem 81 parlamentares compõem o Senado Federal.

Além disso, dois votos não estavam envelopados. As 82 cédulas de votação estavam assinadas pelo presidente da sessão preparatória.

Esperidião Amin pede a convocação imediata de um juiz de Direito. Os escrutinadores, que são representantes de todos os partidos para fiscalizar o pleito, decidiram por uma nova votação. Demais parlamentares sugeriram excluir os dois votos fora de envelope e ainda contabilizá-los para saber se eles interferem no resultado.

Há mais de 30 minutos descoberta a fraude na eleição, a esculhambação continua e não há uma definição do que vai acontecer.

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Para assessores de Bolsonaro, Toffoli “interferiu indevidamente” no Senado

A decisão monocrática do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de anular a decisão que aprovou uma votação aberta para a presidência da Casa, foi vista com preocupação por interlocutores do presidente Jair Bolsonaro. Para assessores, Toffoli interferiu indevidamente no Senado mesmo havendo entendimentos anteriores de que ingerências sobre assuntos internos de outro poder não poderiam ocorrer.

Em uma sessão tumultuada ontem, os senadores aprovaram, por 50 votos a 2, que a escolha do próximo presidente da Casa seria por voto aberto. Toffoli, porém, acatou pedido do MDB e do Solidariedade para anular esta decisão e manter a votação secreta, como prevê o Regimento Interno do Senado. Os senadores retomaram a sessão na manhã deste sábado para discutir se votam de forma aberta e secreta.

Seja qual for o resultado, a avaliação dos interlocutores de Bolsonaro é que a situação “fugiu do controle” e poderá trazer “sequelas” ao governo em votações importantes, como a reforma da Previdência.

A disputa no Senado se dá principalmente entre o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que já presidiu a Casa por quatro vezes, e Davi Alcolumbre (DEM-AP), que teve apoio velado do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Neste momento, a avaliação é de que, em qualquer cenário, o governo já saiu perdendo, com o desgaste sofrido, a despeito de Bolsonaro ter pedido neutralidade de sua equipe.

Ditadura do Judiciário

Assessores que trabalham no Palácio do Planalto também dizem temer o que chama de “ditadura do Judiciário” que, “alheio aos anseios da população”, “derrubou a decisão de 50 senadores eleitos pelo povo com uma canetada”, em uma “clara interferência indevida em outro poder”. Além de preocupações com a forma como “a democracia está sendo tratada”, na avaliação de um desses interlocutores, há um temor do que poderá acontecer na tramitação de propostas importantes para o Planalto no Congresso

Um dos assessores palacianos comentou que o STF, em vez de trazer segurança jurídica ao País, está provocando exatamente o contrário: “Está gerando insegurança jurídica com suas decisões baseadas em convicções ideológicas, políticas e partidárias”. Para este auxiliar, não é possível que os destinos do País fiquem sendo decididos “de mão em mão de ministros do STF, que tomam posições isoladas que afetam o futuro da Nação”.

Os auxiliares diretos do presidente não querem se posicionar oficialmente para “evitar tumultuar ainda mais o processo”. Com o presidente Jair Bolsonaro, “fora de combate”, se recuperando da cirurgia de retirada da bolsa de colostomia no hospital Albert Einsten, em São Paulo, há dúvidas sobre a autonomia de Onyx, escalado para ser o articulador político do Planalto. Esses auxiliares insistem que o governo não tomou partido nas votações e o que houve foi um apoio a Alcolumbre só por parte de Onyx, contrariando as orientações do presidente.

Uma das avaliações é de que, de qualquer forma, os movimentos de Onyx, apesar de o presidente Bolsonaro ter dito que era para seus auxiliares não se meterem nesse processo, já trouxeram perdas para o governo. “O governo perderá em qualquer resultado neste episódio”, observou um desses interlocutores que lembrou e reiterou que “o pior cenário para o Planalto é ter Renan Calheiros como seu inimigo”.

O governo já avaliava que enfrentaria dificuldades no Congresso. Mas o cenário, na avaliação desses interlocutores, parece ainda mais sombrio. Lembram que, em casos anteriores, decisões do STF foram desrespeitadas e nada aconteceu.

Outro fator levantado pelos auxiliares é a inexperiência política de alguns integrantes do partido do presidente, o PSL, e o fato de estarem divididos em muitos momentos, além de agirem isoladamente.

Estadão Conteúdo

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Raquel Dodge cria força-tarefa para investigar rompimento de barragem

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, designou nove integrantes do Ministério Público Federal (MPF) para atuar em Brumadinho. O grupo formará uma força-tarefa para investigar as causas e responsabilidades do rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, da mineradora Vale, no município mineiro. O colapso ocorreu no dia 25 de janeiro. Até o momento, são 115 mortes confirmadas e 248 desaparecidos.

A força-tarefa atuará por seis meses e as investigações serão conduzidas tanto na esfera cível quanto na criminal.

Os membros designados são: Helder Magno da Silva, Edmundo Antônio Dias Netto Júnior, Flávia Cristina Tavares Torres, Leonardo Andrade Macedo, Paulo Henrique Camargos Trazzi, Malê de Aragão Frazão, Jorge Munhós de Souza e Edilson Vitorelli Diniz Lima. O coordenador do grupo será o procurador da República José Adércio Leite Sampaio, que já atua em uma força-tarefa que investiga o rompimento da barragem em Mariana, ocorrido em 2015. Além dele, cinco dos nove procuradores designados atuam nas investigações da tragédia em Mariana.

Raquel Dodge já havia designado peritos para acompanhar os desdobramentos dos fatos na região. O chefe da Assessoria Nacional de Perícia em Meio Ambiente do Ministério Público Federal (MPF), Murilo Lustosa, foi o nome indicado pela procuradora-geral da República.

Deputados também investigam
A Câmara dos Deputados criou uma comissão externa de parlamentares, em janeiro, para acompanhar as investigações e os desdobramentos do rompimento da barragem. O grupo composto por 15 integrantes será coordenado pelo deputado Zé Silva (SD-MG).

A criação do grupo foi publicada esta semana no Diário da Câmara. As atividades não terão ônus para a Casa. Existe ainda a possibilidade da criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), formada tanto por deputados quanto por senadores, para apurar as responsabilidades sobre o rompimento da barragem.

Agência Brasil

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[FOTO] Deputada Carla Zambelli leva ‘pixuleco’ de Renan para o Congresso

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) trouxe um “pixuleco” de Renan Calheiros (MDB-AL) para o Congresso neste sábado e vai tentar inflar o boneco em frente à Casa neste início de tarde.

Ela ficou conhecida durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff por justamente sempre erguer um boneco inflável do ex-presidente Lula, vestido de presidiário, durante as manifestações.

Zambelli faz oposição à candidatura de Renan para a Presidência do Senado. Mais cedo, a deputada aproveitou uma entrevista que o senador concedia a jornalistas para questioná-lo sobre outros momentos em que ele não aceitou decisões judiciais.

“Renan tem dois pesos e duas medidas. Ele não está interessado no bem do Brasil”, afirmou a parlamentar. A deputada ia tentar inflar o boneco ainda no início da sessão, em frente ao Congresso, na presença de manifestantes.

Ela disse que apoia a candidatura de Davi Alcolumbre (MDB-AP) e disse que seu correligionário Major Olímpio (PSL-SP) pode abrir mão de sua candidatura para reforçar o bloco anti-Renan.

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SENADO: Álvaro Dias retira candidatura a presidência e engrossa o caldo ‘anti-Renan’

O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) retirou a sua candidatura à Presidência do Senado ao discursar no plenário da Casa. Ele também defendeu a chamada nova política.

“Estou renunciando agora para atender a uma aspiração nacional. A renúncia não é fácil. É um ato de covardia, mas neste momento, é um ato de desprendimento”, anunciou o senador. Ele explicou que a decisão foi tomada para que a pulverização de candidaturas não acabasse beneficiando a eleição de Renan Calheiros (MDB-AL) para o comando do Senado.

“A população brasileira, Renan, não quer a sua Presidência no Senado”, afirmou.

Álvaro Dias disse ainda que a população brasileira mostrou nas urnas que quer renovação na política. “Aqueles que pensam que a velha política foi varrida pelas urnas, se equivocam. A luta continua”, disse.

Estadão Conteúdo

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Major Olímpio retira candidatura à presidência do Senado

O senador Major Olímpio (PSL-SP) retirou há pouco a candidatura para a presidência da Casa.

“Cumprida a minha missão e para não ser o PSL tido como o partido instransigente, retiro minha candidatura e passo exatamente a me alinhar a todos aqueles que querem as mudanças que nosso país precisa”, disse na tribuna.

Durante o discurso, ele criticou a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que anulou a decisão dos parlamentares sobre votação aberta e determinou o voto secreto.

“Confesso meu sentimento e manifesto aos colegas a minha contrariedade. Na madrugada, contrariando a livre manifestação de voto de 50 senadores, a decisão monocrática do presidente do Supremo Tribunal Federal determina que tudo o que aconteceu ontem, menos a vergonha de espetáculos circenses aqui passados, sejam nulos”, afirmou o parlamentar.

Para ele, a dignidade do Senado está sendo violada. “Nós votamos. Cinquenta senadores. Péssimo exemplo para a sociedade não irmos ao pleno no Supremo”, defendeu.

Agência Brasil

Fonte: Blog do BG

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