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Por Delis Ortiz, TV Globo — Buenos Aires

 


Líderes dos países do G20 — Foto: Reuters

Líderes dos países do G20 — Foto: Reuters

Terminou neste sábado (1) em Buenos Aires a cúpula do G20, que reuniu as 20 maiores economias do mundo.

Ao final do encontro, foi divulgado um documento de 40 páginas, assinado por todos os países, detalhando pontos como a reforma do sistema tributário, acordos comerciais e climáticos, igualdade de gênero e fluxos migratórios.

Duas das mais importantes questões globais foram o foco do G20: as mudanças climáticas e tratados comerciais entre os países.

Acordo ‘irreversível’

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é recebido pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, na Casa Rosada, em Buenos Aires, nesta sexta-feira (30) — Foto: Saul Loeb / AFP

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é recebido pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, na Casa Rosada, em Buenos Aires, nesta sexta-feira (30) — Foto: Saul Loeb / AFP

O documento assinado de forma conjunta reitera a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris. Por outro lado, o país reforça o “forte compromisso” com crescimento econômico e segurança energética e que, para isso, usará todas as fontes de energia e tecnologias, mas protegendo também o meio ambiente.

Por outro lado, todos os demais países signatários do Acordo de Paris reafirmam que o tratado é “irreversível” e se comprometem com a sua implementação total.

“Continuaremos a combater as mudanças climáticas, promovendo o desenvolvimento sustentável e crescimento”, diz o documento. Isso inclui responsabilidades comuns entre as nações, mas levando em conta as realidades de cada país.

Outro ponto abordado foi o estímulo a fontes limpas de energia. “Reconhecemos o papel crucial da energia em ajudar a moldar nosso futuro compartilhado, e encorajamos transições de energia que combinem crescimento com a redução das emissões de gases de efeito estufa para sistemas mais flexíveis e transparentes”.

O documento assinado pelo G20 diz que o investimento nesses tipos de energias, bem como em tecnologias e infra-estrutura, podem ser oportunidades também para a criação de empregos e crescimento.

Reforma da OMC

Do ponto de vista econômico, a cúpula do G20 tratou de forma genérica as atuais tensões comerciais e a reforma da Organização Mundial do Comércio, a OMC.

Em um dos trechos do documento, o G20 diz que detectou “problemas comerciais atuais”. O grupo reafirmou a promessa de “usar todas as ferramentas políticas para alcançar um crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo”.

Especificamente sobre relações globais, os países reconhecem que “comércio internacional e investimento são motores importantes de crescimento, produtividade, inovação, emprego criação e desenvolvimento”, porém, o G20 diz que o atual sistema multilateral está “aquém de seus objetivos”.

Nesse sentido, o G20 diz apoiar a reforma da OMC “para melhorar seu funcionamento”. No entanto, as discussões sobre as mudanças acabaram ficando para o próximo encontro da cúpula.

O documento trata ainda das atuais tensões comerciais globais, e reafirma a necessidade de “revitalizar o comércio”, mas joga seu peso para além da reforma da Organização Mundial do Comércio, a OMC.

Refugiados e igualdade de gênero

O G20 também abordou brevemente os assuntos migração e igualdade de gênero.

No documento, o grupo afirma que “grandes movimentos de refugiados são uma preocupação global com as questões humanitárias, políticas, sociais e consequências econômicas”.

Sem propor uma solução, o texto reforça a necessidade de “ações compartilhadas para abordar as causas básicas de deslocamento e responder às crescentes necessidades humanitárias.”

“A igualdade de gênero é crucial para o crescimento econômico e o desenvolvimento justo e sustentável”. Ainda que não tenha sido discutida maneiras práticas, o G20 reafirmou o compromisso de “reduzir a brecha de gênero na força de trabalho para taxas de participação de até 25% até 2025”.

O grupo também prometeu “promover o empoderamento econômico das mulheres, inclusive trabalhando com o setor privado, para melhorar as condições de trabalho para todos”.

Fonte: G1

Por G1

Carro queimado após protestos dos coletes-amarelos em Paris — Foto: REUTERS/Benoit Tessier

Carro queimado após protestos dos coletes-amarelos em Paris — Foto: REUTERS/Benoit Tessier

Manifestantes que protestam contra o aumento no preço dos combustíveis e a perda de poder aquisitivo entraram em confronto com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, na manhã deste sábado (1º). Pelo menos 205 pessoas foram detidas, de acordoa agência Reuters.

Protestos em todo o país reuniram 36 mil pessoas neste sábado, segundo estimativa do primeiro-ministro, Edouard Philippe. Cerca de 5500 manifestantes com “coletes amarelos” fluorescentes (gilets jaunes, em francês) foram à Champs-Elysées.

As lojas da tradicional Galeria Lafayette e da Printemps foram evacuadas em Paris por causa da violência relacionada ao movimento e os incêndios ameaçam vários prédios no centro da cidade, segundo a agência Reuters. Um fuzil foi roubado de uma viatura da polícia francesa, segundo as autoridades. O caos se estende por vários bairros da capital francesa, a três semanas do Natal.

Após o término da Cúpula do G20, em Buenos Aires, o presidente francês Emmanuel Macron falou sobre os protestos dizendo que não há justificativa para o vandalismo e violência que não tem nada a ver com uma expressão pacífica do descontentamento.

“Nada justifica que forças de segurança sejam atacadas, lojas saqueada, prédios públicos e privados incendiados, pedestres e jornalistas ameaçados ou o Arco do Triunfo sujo”, disse à imprensa.

Se recusando a responder perguntas depois de um dia de tumultos em Paris, ele disse que aqueles que realizaram a violência simplesmente procuraram espalhar o caos. Ele disse que convocaria uma reunião de ministros em breve, enquanto volta para discutir que ações tomar.

Arco do Triunfo cercado por policias após confusão no protesto dos coletes-amarelos — Foto: REUTERS/Benoit Tessier

Arco do Triunfo cercado por policias após confusão no protesto dos coletes-amarelos — Foto: REUTERS/Benoit Tessier

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, declarou sua “profunda indignação” e sua “grande tristeza” em face da violência na capital. Depois dos violentos confrontos perto da avenida de Champs-Elysées, os enfrentamentos se espalharam na tarde de sábado para vários outros bairros de Paris, causando grande confusão.

“Sinto uma profunda indignação e tristeza pela violência no coração de Paris, o que é inaceitável”, disse a prefeita no Twitter. “Nosso país está enfrentando uma grande crise, que só pode ser resolvida através do diálogo, e precisamos encontrar o caminho o mais rápido possível”, escreveu Hidalgo.

Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris

Manifestantes entram em confronto com a polícia em Paris

Mais cedo, um grupo de manifestantes encapuzados e mascarados tentou forçar o bloqueio montado pelas forças de segurança para fazer controles e identificações. Latas de lixo foram derrubadas e queimadas.

A tropa de choque respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água. O Arco do Triunfo foi tomado por uma nuvem de fumaça. A Polícia informou que 65 pessoas ficaram feridas (11 das forças de segurança).

Bombeiros tentam apagar fogo em carro após manifestação dos coletes-amarelos em Paris — Foto: REUTERS/Stephane Mahe

Bombeiros tentam apagar fogo em carro após manifestação dos coletes-amarelos em Paris — Foto: REUTERS/Stephane Mahe

Os manifestantes que participaram pacificamente do protesto foram pegos no fogo cruzado na avenida. Entre eles, Chantal, uma aposentada de 61 anos que tentava evitar se aproximar da confusão.

Para a aposentada, “Macron deve descer de seu pedestal, entender que o problema não é o imposto, é o poder de compra. Todo mês eu tenho que mexer na minha poupança”.

Bombeiros tentam apagar chamas de carro após protesto em Paris — Foto: REUTERS/Stephane Mahe

Bombeiros tentam apagar chamas de carro após protesto em Paris — Foto: REUTERS/Stephane Mahe

‘Coletes-amarelos’

Manifestante de colete amarelo lança gás contra a polícia neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. O protesto é contra o aumento de impostos do governo Macron. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Manifestante de colete amarelo lança gás contra a polícia neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. O protesto é contra o aumento de impostos do governo Macron. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

O movimento que tem como símbolo o “colete-amarelo”, que é uma peça obrigatória para os veículos franceses, começou em 17 de novembro. Ele conta com o apoio de dois em cada três franceses e uma petição “por uma redução nos preços do combustível” que superou o milhão de assinaturas.

O primeiro dia nacional de protesto mobilizou 282.000 pessoas e a segunda cerca de 106 mil, incluindo 8 mil em Paris.

Desconcertado, o governo não consegue dialogar com representantes do movimento que nasceu nas redes sociais, desvinculado de qualquer comando político ou sindical.

Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Os anúncios feitos esta semana pelo presidente Emmanuel Macron – um dispositivo para limitar o impacto dos impostos sobre o combustível, assim como um “grande diálogo” – não convenceram, segundo a France Presse.

Macron afirmou na quinta-feira (30), em Buenos Aires, onde participa da cúpula do G20, que queria responder à irritação legítima e ao sofrimento de uma parte do povo com “decisões adicionais nas próximas semanas e nos meses próximos”, mas que não haverá uma volta atrás.

Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Manifestantes de coletes amarelos protestam contra o aumento de impostos do governo Macron neste sábado (1) na avenida Champs-Elysées, em Paris. — Foto: Kamil Zihnioglu/AP

Sinal de uma revolta social que não diminui, estão previstas manifestações em outras cidades do país, como no emblemático porto de Marselha, e em territórios franceses ultramarinos.

O movimento já começa a ultrapassar as fronteiras da França. Uma centena de ‘coletes amarelos’ belgas também se manifestaram nesta sexta-feira (30) em Bruxelas.

Pichação no Arco do Triunfo, em Paris, afirma 'Os coletes amarelos triunfarão' — Foto: Stephane Mahe/ Reuters

Pichação no Arco do Triunfo, em Paris, afirma ‘Os coletes amarelos triunfarão’ — Foto: Stephane Mahe/ Reuters

Manifestantes destroem carros durante um protesto em Paris, neste sábado (1º) — Foto: Lucas Barioulet / AFP

Manifestantes destroem carros durante um protesto em Paris, neste sábado (1º) — Foto: Lucas Barioulet / AFP

Manifestantes fazem barricada na avenida Champs-Élysées, em Paris, neste sábado (1º) — Foto: Geoffroy Van Der Hasselt / AFP

Manifestantes fazem barricada na avenida Champs-Élysées, em Paris, neste sábado (1º) — Foto: Geoffroy Van Der Hasselt / AFP

Por G1


Andrés Manuel López Obrador toma posse como novo presidente do México — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP

Andrés Manuel López Obrador toma posse como novo presidente do México — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP

Eleito em julho com 53% dos votos, Andrés Manuel López Obrador, de 65 anos, tomou posse como novo presidente do México neste sábado (1º). Conhecido em seu país pela sigla AMLO, ele quebra uma sequência de nove décadas de governos conservadores e centristas no país ao colocar no poder o partido esquerdista Movimento Regeneração Nacional (Morena).

“Eu prometo manter e proteger a Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos (…) e desempenhar leal e patrioticamente a posição de Presidente da República que o povo me concebeu de maneira democrática. Se eles me pedissem para resumir esse governo, eu diria: ‘Acabar com a corrupção e a impunidade’. Mas essa nova etapa vamos iniciar sem perseguir ninguém, porque não apostamos no circo e na simulação”, disse durante o juramento.

López Obrador faz juramento durante sua posse como novo presidente do México — Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP

López Obrador faz juramento durante sua posse como novo presidente do México — Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP

“Hoje uma mudança de regime político começa. Será uma transformação política e ordenada (…) acabará com a corrupção e a impunidade que impedem o renascimento”- Andrés Manuel López Obrador, novo presidente do México

Milhares de mexicanos acompanham posse do novo presidente mexicano — Foto: RODRIGO ARANGUA / AFP

Milhares de mexicanos acompanham posse do novo presidente mexicano — Foto: RODRIGO ARANGUA / AFP

O mandato de AMLO vai até 2024. No entanto, o novo presidente prometeu convocar um referendo no meio do período para que os eleitores decidam se ele completará ou não os quase seis anos no cargo.

Ao assumir o cargo neste sábado, AMLO venceu as eleições com a promessa de um governo “austero, sem luxos ou privilégios”, de combate firme à corrupção e que preservará o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), inicialmente ameaçado por Donald Trump e, depois, reformulado em acordo.

Veja os principais desafios de AMLO na presidência

Campanha presidencial no México foi marcada por violência — Foto: Reuters

Campanha presidencial no México foi marcada por violência — Foto: Reuters

Segurança pública

Um dos maiores problemas do México, a violência atinge níveis alarmantes a cada ano. Em 2017, o país registrou 25.339 assassinatos – o mais violento em duas décadas.

E este ano pode ainda ultrapassar essa marca, porque, só no primeiro trimestre, o México teve 7.667 mortes violentas. O dado representa aumento de 20% em relação ao mesmo período em 2017.

A violência manchou também a campanha eleitoral, considerada “a mais violenta” dos últimos anos. Entre setembro de 2017, quando começou a pré-campanha, até julho de 2018, houve 124 políticos assassinados. Desses, 29 eram pré-candidatos e 18, candidatos, segundo balanço da empresa e de veículos locais, citado pela AFP.

Soldados mexicanos em formação observam a incineração de pilhas de maconha e outras drogas nos arredores de Monterrey, em foto de 2016. — Foto: Daniel Becerril/Reuters

Soldados mexicanos em formação observam a incineração de pilhas de maconha e outras drogas nos arredores de Monterrey, em foto de 2016. — Foto: Daniel Becerril/Reuters

Drogas: entre os cartéis e a liberação

A questão da violência no México passa pelos conflitos de mais de uma década entre militares e cartéis de tráfico de drogas – esses, inclusive, lutam entre si. Em grupos menores, traficantes lutam por rotas de tráfico e território para vender os entorpecentes.

Estima-se que mais de 200 mil morreram desde dezembro de 2006, quando o governo lançou a operação militar antidrogas, segundo dados oficiais que não detalham quantos casos estariam ligados ao crime.

A plataforma de AMLO, no entanto, prevê uma posição mais liberal em relação à solução do problema no país. Em outubro, o então presidente eleito reconheceu a legalização de certas drogas como parte de uma estratégia mais ampla de combate à pobreza e ao crime.

Soldados inspecionam uma plantação de maconha durante uma operação militar em Jalisco, no México. — Foto: Alejandro Acosta/Reuters

Soldados inspecionam uma plantação de maconha durante uma operação militar em Jalisco, no México. — Foto: Alejandro Acosta/Reuters

Na mira de uma possível legalização, estão a maconha e o ópio. AMLO, inclusive, disse que procuraria pagar mais aos agricultores pelo milho, como forma de dissuadi-los de plantar sementes de papoula – matéria-prima do ópio.

A flexibilização das leis sobre a maconha, na verdade, vem sendo debatida mesmo antes de AMLO vencer as eleições. Em 2015, a Justiça mexicana autorizou a importação de um medicamento derivado da cannabis para o tratamento de uma menor que sofre de epilepsia.

Dois anos mais tarde, o Congresso mexicano aprovou o uso medicinal da maconha. Além disso, em 2018, a Suprema Corte do México decidiu que qualquer cidadão pode solicitar uma permissão ao governo federal poderá consumir recreativamente maconha.

Donald Trump e López Obrador — Foto: Reuters/Yuri Gripas e Divukgação/López Obrador via Reuters

Donald Trump e López Obrador — Foto: Reuters/Yuri Gripas e Divukgação/López Obrador via Reuters

Trump, imigração e emigração

Em política externa, a maior questão a ser enfrentada pelo governo AMLO é, evidentemente, a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas apesar dos discursos duros do norte-americano contra imigrantes ilegais mexicanos – a quem chamou de estupradores e traficantes – e da posição política praticamente oposta, a relação entre os dois presidentes começou boa.

O futuro governo de AMLO concordou em apoiar o plano de Trump para mudar a política de fronteira entre os dois países. Pela nova proposta, quem quiser se refugiar nos Estados Unidos terá de esperar no México enquanto o processo segue pelos tribunais norte-americanos.

A questão migratória interessa a AMLO porque, neste ano, o México teve de lidar com caravanas de migrantes de países da América Central. Esse grupo tenta passar, desde outubro, para os Estados Unidos usando a fronteira mexicana.

Moradores de Tijuana, no México, protestam contra caravana de migrantes — Foto: Rodrigo Abd/AP Photo

Moradores de Tijuana, no México, protestam contra caravana de migrantes — Foto: Rodrigo Abd/AP Photo

Nem sempre os migrantes de países como GuatemalaHonduras El Salvador foram bem recebidos no México. Se na capital o governo instalou um grande campo para acolher a caravana, em Tijuana, cidade fronteiriça, houve protestos de mexicanos contra a presença dos migrantes.

Na travessia em Tijuana, inclusive, autoridades norte-americanas lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os imigrantes que estavam perto da passagem de pedestres. O governo de Enrique Peña Nieto pediu explicações aos EUA pelo incidente e deportou 98 pessoas integrantes da caravana.

Caso AMLO consiga adotar uma postura dura com imigrantes de outros países da América Latina e ainda demova os mexicanos de cruzar a fronteira com os EUA, é possível que o novo presidente mexicano tenha relação ainda melhor com Trump.

Polícia dos EUA tenta conter com gás lacrimogêneo migrantes na fronteira com o México — Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

Polícia dos EUA tenta conter com gás lacrimogêneo migrantes na fronteira com o México — Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

No entanto, o muro prometido pelo presidente dos EUA na fronteira com o México pode dificultar a conversa dos dois líderes. Isso porque Trump é a favor não só de se cercar a divisa como obrigar, de alguma forma, o vizinho a pagar pela obra.

Em setembro, AMLO rechaçou a ideia. “Vamos convencê-los de que o problema migratório não se resolve construindo muros, ou com o uso da força, mas é um trabalho diplomático de respeito. Não vamos brigar com o governo dos Estados Unidos. Não vamos brigar com o presidente Donald Trump”, disse.

Migrantes em abrigo na Cidade do México verificam mapa do país antes de seguir viagem — Foto: Rebecca Blackwell/AP Photo

Migrantes em abrigo na Cidade do México verificam mapa do país antes de seguir viagem — Foto: Rebecca Blackwell/AP Photo

Economia e acordo com vizinhos

Outra desafio será a condução da economia. Isso porque há a desconfiança de setores mais conservadores do México quanto à forma com a qual ele vai agir com as finanças de um país que deve crescer 2,2% em 2018, segundo projeção do FMI.

Setores à direita da política mexicana, inclusive, consideram AMLO “populista e chavista”. Candidato derrotado na eleição, Ricardo Anaya, e o Partido Ação Nacional (PAN), acusavam o adversário de querer transformar o México em uma Venezuela.

O candidato presidencial Andres Manuel Lopez Obrador, do partido MORENA, fala durante um comício de campanha no distrito de Coyoacan, na Cidade do México. O país escolherá um novo presidente nas eleições gerais de 1º de julho. Foto tirada na segunda (7) e divulgada nesta terça (8) — Foto: Rebecca Blackwell/AP

O candidato presidencial Andres Manuel Lopez Obrador, do partido MORENA, fala durante um comício de campanha no distrito de Coyoacan, na Cidade do México. O país escolherá um novo presidente nas eleições gerais de 1º de julho. Foto tirada na segunda (7) e divulgada nesta terça (8) — Foto: Rebecca Blackwell/AP

A equipe econômica de AMLO, então, tenta desfazer essa imagem. Carlos Urzua, escolhido pelo presidente mexicano para comandar o Ministério das Finanças ainda na campanha, disse que se reuniu com mais de 65 fundos de investimento, dizendo a eles que o candidato está comprometido a dar autonomia ao banco central, uma livre flutuação de moeda, livre comércio e manter um controle sobre gastos.

Além disso, a reformulação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) – agora Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês) – parece ter jogado a favor de AMLO. O novo presidente mexicano enviou um representante às negociações com os vizinhos a favor do acordo. Em outubro, os três países da América do Norte, enfim, assinaram um novo tratado.

Jesus Seade, negociador-chefe para o Nafta de López Obrador, presidente eleito no México, dá entrevista na Cidade do México — Foto: Edgard Garrido/Reuters

Jesus Seade, negociador-chefe para o Nafta de López Obrador, presidente eleito no México, dá entrevista na Cidade do México — Foto: Edgard Garrido/Reuters

A participação mexicana foi importante porque tanto o governo do então presidente Enrique Peña Nieto, em fim de mandato, quanto um representante de AMLO participaram das negociações. E Trump, antes reticente em relação ao bloco e até favorável a retirar o país dele, gostou do acordo.

AMLO, inclusive, advogou a favor da negociação ao escrever uma carta a Trump pedindo, entre outras coisas, a revisão do Nafta. O mexicano pediu ao presidente dos EUA um “esforço por concluir a renegociação” do acordo, a fim de evitar “prolongar a incerteza” econômica.

O México considera a negociação com Trump vital, uma vez que 80% das exportações do país têm como destino os Estados Unidos, seu maior sócio comercial.

López Obrador acena a apoiadores ao chegar na praça Zocalo neste domingo (1) na Cidade do México — Foto: Moises Castillo/AP Photo

López Obrador acena a apoiadores ao chegar na praça Zocalo neste domingo (1) na Cidade do México — Foto: Moises Castillo/AP Photo

Quem é AMLO?

Nasceu em 13 de novembro de 1953 em Macuspana, no estado de Tabasco, no sul do país. É casado e pai de quatro filhos.

Formado em ciências políticas e administração pública, é um velho conhecido da política mexicana. Militou nos Partido Revolucionário Institucional (PRI) – que governou o México ininterruptamente de 1929 a 2000 -, Partido da Revolução Democrática (PRD) e na Frente Democrática Nacional, coalizão de esquerda e de dissidentes do PRI.

Foi prefeito da Cidade do México de 2000 até 31 de julho de 2005, quando renunciou para começar a campanha presidencial nas eleições de julho de 2006. AMLO concorreu pela Aliança pelo Bem de Todos (integrada por PRD, PT e Convergência).

O presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, durante evento de agradecimento a eleitores em Acapulco, no dia 3 de outubro — Foto: Reuters/Javier Verdin/File Photo

O presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, durante evento de agradecimento a eleitores em Acapulco, no dia 3 de outubro — Foto: Reuters/Javier Verdin/File Photo

Perdeu por uma margem muito pequena, menor do que um ponto percentual, para Felipe Calderón, ligado ao Partido da Ação Nacional (PAN). À época, AMLO, que durante a campanha era apontado como favorito, denunciou fraude eleitoral e manipulação de resultados.

Aquela foi considerada a eleição mais controversa do país. Durante semanas, manifestantes mexicanos acamparam no centro da capital, bloquearam bancos, impediram a cobrança de pedágios nas estradas, paralisaram o tráfego na Cidade do México e enfrentaram a tropa de choque da polícia. Os protestos diminuíram até acabar, depois que Justiça Eleitoral rejeitou as impugnações apresentadas por López Obrador e declarou a vitória a Calderón.

Apoiadora de López Obrador usa máscara do político em evento de campanha na Cidade do México — Foto: Pedro Pardo/AFP

Apoiadora de López Obrador usa máscara do político em evento de campanha na Cidade do México — Foto: Pedro Pardo/AFP

AMLO voltou a concorrer à presidência nas eleições de 2012, pela coalizão Movimento Progressista. Perdeu para Enrique Peña Nieto, do PRI, que trazia uma imagem moderna ao partido que governou o país durante 71 anos e era criticado por um passado autoritário e corrupto. Peña Nieto foi eleito com 38,2% dos votos, enquanto Obrador ficou com 31,6%.

Em 2014, fundou o Movimento Regeneração Nacional (Morena), um dos partidos mais jovens do México. Nas eleições desse ano, o Morena se juntou com os Partido do Trabalho (PT) e o Partido Encontro Social (PES) para formar a aliança Juntos Faremos História, que promoveu a candidatura de Obrador.

AMLO chama seu movimento de “a quarta transformação do México” e se compara a heróis nacionais como Benito Juárez (1806-1876), figura-chave na construção da República no século XIX.

Fonte: G1

Por G1


George H.W. Bush em 2017 — Foto: REUTERS/Adrees Latif/File Photo

George H.W. Bush em 2017 — Foto: REUTERS/Adrees Latif/File Photo

O ex-presidente dos Estados Unidos George H. W. Bush morreu aos 94 anos nesta sexta-feira (30). Chamado popularmente de “Bush pai” após a eleição do filho George W. Bush como presidente, o republicano foi o 41º presidente a ocupar a Casa Branca, entre 1989 e 1993.

O anúncio da morte foi feito por George W. Bush em um comunicado. “Jeb, Neil, Marvin, Doro e eu anunciamos com tristeza que, depois de 94 anos extraordinários, nosso querido pai morreu”, afirmou. “George H. W. Bush era um homem do mais alto nível e o melhor pai que um filho ou filha poderia pedir.” Não há ainda informações sobre o funeral do ex-presidente.

Bush pai foi quem decidiu mandar tropas americanas ao Iraque para a Guerra do Golfo, depois que as forças de Saddam Hussein invadiram o Kuwait.

Morre aos 94 anos o ex-presidente dos EUA George H. W. Bush

Morre aos 94 anos o ex-presidente dos EUA George H. W. Bush

Antes de ocupar a presidência, ele foi vice-presidente durante os oito anos da administração Reagan, diretor da CIA e congressista.

Infância e juventude

George Herbert Walker Bush nasceu em Milton, Massachusetts, em 12 de junho de 1924. Pouco depois sua família, que era muito rica, se mudou para o subúrbio de Nova York, onde foi criado.

Bush estudou em escolas privadas, foi líder estudantil e, após se formar no ensino médio, alistou-se para servir na 2ª Guerra Mundial.

Aos 18 anos, tornou-se um dos mais jovens pilotos da história do país e serviu em 58 missões. Em uma delas, o avião em que estava foi derrubado por japoneses e teve que ser resgatado das águas do Pacífico por um submarino americano. Bush chegou ao cargo de tenente antes de ser liberado com o fim da guerra.

Casamento e vida pessoal

O ex-presidente dos EUA George H.W. Bush e sua mulher, Barbara, em foto de 12 de dezembro de 2008 — Foto: Reuters/Larry Downing/File Photo

O ex-presidente dos EUA George H.W. Bush e sua mulher, Barbara, em foto de 12 de dezembro de 2008 — Foto: Reuters/Larry Downing/File Photo

Em 1945, casou-se com Barbara Pierce. O casal teve seis filhos: George, Robin (que morreu ainda criança), John (conhecido como Jeb), Neil, Marvin e Dorothy. Ficaram casados por 73 anos até a morte da ex-primeira-dama, em 17 de abril de 2018.

Cursou economia na Universidade Yale, formando-se com louvor em 1948. No mesmo ano, se mudou para o Texas e começou a trabalhar na indústria do petróleo do estado, criando uma carreira lucrativa: fundou uma empresa exploradora em 1951 e, na década de 1960, já presidente de outra companhia, tornou-se milionário.

Carreira política

Filho do senador Prescott Bush (eleito por Connecticut, em 1952), Bush se filiou ao Partido Republicano, de perfil mais conservador e economicamente liberal.

Em 1967, tornou-se deputado pelo Texas e ficou no cargo durante duas gestões, até 1970. Entre 1971 e 1974, serviu como embaixador na ONU e passou 14 meses como representante na China. Entre 1976 e 1977, foi diretor da CIA, o serviço de inteligência norte-americano.

Em 1980, Bush tentou se candidatar à presidência, mas perdeu e foi escolhido como vice na chapa do republicano Ronald Reagan. Em seu mandato como vice, de 1981 a 1989, Bush era responsável por programas antidrogas e fez visitas diplomáticas a dezenas de países.

Presidência

George H. Bush recebe Margaret Thatcher em Washington em novembro de 1988. — Foto: Paul Hosefros/The New York Times

George H. Bush recebe Margaret Thatcher em Washington em novembro de 1988. — Foto: Paul Hosefros/The New York Times

Em 1988, foi nomeado candidato à presidência pelo Partido Republicano. Em uma campanha pesada, com ataques pessoais dos dois lados, Bush derrotou o democrata Michael Dukakis. O republicano teve 54% dos votos populares e 426 dos 537 dos votos do colégio eleitoral.

Presidente dos EUA durante o fim da Guerra Fria, seu mandato foimarcado por profundas mudanças na geopolítica, como o desmantelamento da União Soviética.

A política externa teve papel central em seu mandato. Em dezembro de 1989, Bush autorizou o envio de tropas ao Panamá para depor o general Manuel Noriega.

Entre 1990 e 1991, o país enviou tropas com apoio da ONU para remover soldados de Saddam Hussein que invadiram o Kuwait, durante a chamada primeira guerra do Golfo. Quando os soldados foram retirados, ele optou pelo fim da operação militar e não perseguiu Hussein.

Em sua política doméstica, Bush ostentava a promessa de não aumentar impostos, mas chegou a aprovar esta medida em uma tentativa de reduzir o déficit do país.

Bush foi alvo de muita atenção da mídia quando, em 1992, vomitou e em seguida desmaiou durante um jantar diplomático no Japão, com a presença de mais de 100 diplomatas. A cena foi filmada e repercutiu internacionalmente.

O republicano tentou a reeleição e foi derrotado pelo democrata Bill Clinton na eleição de 1992.

Aposentadoria

Após deixar a presidência, ele se aposentou da vida política, mas participou de campanhas para arrecadar dinheiro para vítimas de calamidade pública, como o Furacão Katrina em 2005, e o Furacão Harvey, em 2017. Neste último caso, participou da iniciativa One America Appeal, ao lado de outro quatro ex-presidentes dos EUA: Jimmy Carter, Bill Clinton, seu filho George W. Bush e Barack Obama.

Em 2011, recebeu de Barack Obama a Medalha da Liberdade, maior honraria que pode ser concedida a um civil no país.

Saúde

George H.W. Bush sofria de Parkinson, doença que há muitos anos o impedia de caminhar. Mesmo em cadeira de rodas, o ex-presidente continuou fazendo diversas aparições públicas, mas sua saúde foi se tornando cada vez mais frágil.

Em novembro de 2012, foi internado e passou quase dois meses hospitalizado por causa de uma bronquite, chegando a passar o Natal no hospital. Em dezembro de 2014, voltou a ter problemas respiratórios e retornou ao Houston Methodist Hospital.

Em julho de 2015, foi tratado em um hospital do Maine após quebrar um osso no pescoço como consequência de uma queda e, em 2017, teve duas internações por pneumonia, uma em janeiro e outra em abril.

Em 2018, foi internado no dia 22 de abril, com um quadro de infecção, um dia após o funeral de sua esposa, Barbara.

O ex-presidente George H.W. Bush, ao lado da mulher, Barbara, durante sua internação, em foto de 23 de janeiro — Foto: Reprodução/Twitter/Jim McGrath

O ex-presidente George H.W. Bush, ao lado da mulher, Barbara, durante sua internação, em foto de 23 de janeiro — Foto: Reprodução/Twitter/Jim McGrath

Fonte: G1

Sem confrontar Bolsonaro, Macron reitera defesa do Acordo de Paris

O presidente da França, Emmanuel Macron, reiterou hoje (1º) sua defesa à execução de medidas para minimizar os impactos do aquecimento global, previstas no Acordo de Paris, mas evitou atritos diretos com o presidente eleito, Jair Bolsonaro.

A afirmação ocorre depois de Macron condicionar as negociações de um acordo comercial entre União Europeia e Mercosul ao cumprimento do Acordo de Paris. “Não me compete me pronunciar aqui sobre as intenções de Bolsonaro. Sobre as intenções dele, compete ao presidente Bolsonaro, quando quiser esclarecer as coisas. O que eu disse de minha parte é que a França não apoiará acordo com quem não respeita o Acordo de Paris”, disse Macron, em Buenos Aires, no último dia da Cúpula do G20.

Ontem (30) Bolsonaro reagiu à posição de Macron, afirmando que não pretende assumir compromissos ambientais que impactem o agronegócio brasileiro.

Macron ressaltou hoje que seu ponto de vista se sustenta nos anseios da sociedade. “Por um motivo totalmente evidente: nós não podemos pedir a nossos cidadãos, nossa indústria, nossa agricultura e atores econômicos, que façam esforços indispensáveis neste momento de transição e ao mesmo tempo fazer acordos com países que violam estas mesmas obrigações.”

Agência Brasil

 

Por Lara Gilly, G1 — Resende e Brasília

 

Bolsonaro participa formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman)

Bolsonaro participa formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou neste sábado (1º) que é defensor do meio ambiente, mas não vai mais admitir o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) “sair multando a torto e a direito”.

Ele deu a declaração a jornalistas, após participar de solenidade de formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), na cidade de Resende, no Rio de Janeiro.

Após o evento, Bolsonaro foi questionado sobre nome para o Ministério do Meio Ambiente. Ele afirmou que todos os nomes em análise “são bons” e que ainda não escolheu.

Ainda sobre o assunto, ele disse que não haverá mais brigas entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e que não vai mais admitir o Ibama “sair multando a torto e a direito”.

“Não haverá mais aquela briga do Ministério da Agricultura e o Meio Ambiente. Eu quero defender, sou defensor do meio ambiente, mas não dessa forma xiita como acontece, não”, disse.

“Não vou mais admitir o Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como o ICMbio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]. Essa festa vai acabar”, concluiu.

Bolsonaro disse que já foi alvo de multa ambiental em 2012, no valor de R$ 10 mil, e que está na iminência de ser inscrito na dívida ativa.

“Vou pagar essa multa? Vou. Mas eu sou uma prova viva do descaso, da parcialidade e do péssimo trabalho prestado por alguns fiscais do Ibama e ICMBio. Isso vai acabar”, afirmou.

Bolsonaro afirmou, ainda, que quer integrar o índio à sociedade. “Eu quero o bem estar do índio, eu quero integrar o índio à sociedade. O nosso projeto para o índio é fazê-lo igual a nós. Eles têm as mesmas necessidades de nós. Agora, não podemos admitir que, via Funai, o índio não possa ter o tratamento adequado. O índio quer médico, quer dentista, quer televisão, quer internet. Ele é igualzinho a nós”, disse.

O presidente eleito declarou que as políticas indigenistas e ambientais no país “não trabalham em prol do Brasil, mas em prol de “interesses extraterritório”.

“Podemos ter um Japão dentro do Brasil. Por que não temos? Porque há uma política completamente equivocada indigenista e ambiental. Temos tudo para ser uma grande nação. Mas, por causa de uma política tacanha e mesquinha, que é potencializada na questão ambiental e indigenista, continuamos aqui patinando na economia”, disse.

Nesta sexta-feira (30), após compromisso em Cachoeira Paulista (SP), Bolsonaro afirmou que manter índios em reservas demarcadas é tratá-los como animais em zoológicos.

Solenidade de formatura de oficiais na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, neste sábado (1º) — Foto: Lara Gilly/G1

Solenidade de formatura de oficiais na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, neste sábado (1º) — Foto: Lara Gilly/G1

Salário dos militares

Durante a entrevista, Bolsonaro foi questionado sobre a intenção de aumentar o contingente das Forças Armadas. Bolsonaro disse que tem conversas a respeito com os chefes das Forças Armadas, e defendeu melhoria na remuneração dos militares.

“Nosso contingente é pequeno, mas sabemos das dificuldades que a nação atravessa. O que nós devemos é dar um salário compatível para com eles, botar em votação a medida provisória 2215 [MP de 2001 que prevê a reestruturação da remuneração dos militares das Forças Armadas]; não foi votada ainda, isso é uma excrescência, é um descaso para com as forças armadas”, afirmou.

Solenidade em Resende

Durante a solenidade, 427 cadetes receberam a graduação de bacharel em ciências militares e a espada de oficial do Exército, depois de 4 anos de estudos. Bolsonaro estudou na Aman entre 1974 e 1977.

De acordo com o Exército, a solenidade de formatura do oficial de carreira é uma das mais importantes da Academia. A Aman forma oficiais de infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia e comunicações,além do quadro de material bélico e do serviço de intendência do Exército.

A solenidade contou com a presença de familiares, convidados, autoridades militares e o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Após o evento, Bolsonaro parabenizou os formandos em declaração no Twitter.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Ontem, em Guaratinguetá-SP, na formatura dos Sargentos da Aeronáutica, na Escola de Especialistas (EEAR). Hoje, em Resende-RJ, parabenizo os mais de 420 Aspirantes-a-Oficial formandos na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Brasil Acima de Tudo! Deus Acima de Todos! 🇧🇷

Jair Bolsonaro participou neste sábado (1º) de solenidade de formatura de cadetes

Jair Bolsonaro participou neste sábado (1º) de solenidade de formatura de cadetes

Militares no governo

Nesta sexta-feira (30), Jair Bolsonaro indicou o 7º militar para compor sua equipe de governo. Ele anunciou, por meio do Twitter, o almirante-de-esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior como futuro ministro de Minas e Energia.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

Bom dia! Comunico a indicação do Diretor Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, para o cargo de Ministro de Minas e Energia.

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Cinco futuros ministros fizeram carreira no Exército: os generais Augusto Heleno (GSI), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), além de Wagner Rosário (CGU), graduado em Ciências Militares pela Aman, e Tarcísio Freitas(Infraestrutura) , engenheiro formado pelo Instituto Militar de Engenharia. O tenente-coronel Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) entrou na Força Aérea Brasileira em 1981.

Também nesta sexta, Bolsonaro participou de uma formatura na Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP).

Na ocasião, questionado sobre indulto para presos, ele afirmou que a pena deve ser cumprida de forma integral.

Nesta semana, o assunto ganhou espaço com a retomada de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade do indulto concedido pelo presidente Michel Temer em dezembro de 2017.

Bolsonaro escolhe almirante Bento Costa Lima Leite para Ministério de Minas e Energia

Bolsonaro escolhe almirante Bento Costa Lima Leite para Ministério de Minas e Energia

Paulo Guedes

Sobre inquérito instaurado pela Polícia Federal (PF) para apurar se o economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, cometeu irregularidades na gestão financeira de fundos de investimento, Bolsonaro disse que desconhece.

“Investigação do Paulo Guedes? Desconheço”, afirmou e pediu a próxima pergunta.

A PF atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF), que havia requisitado o inquérito em outubro.

Fonte: G1

Por Vladimir Netto, TV Globo — Brasília

 


O futuro ministro da economia, Paulo Guedes, durante chegada ao gabinete de transição, em Brasília, na sexta-feira (21) — Foto: José Cruz/Agência Brasil

O futuro ministro da economia, Paulo Guedes, durante chegada ao gabinete de transição, em Brasília, na sexta-feira (21) — Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para apurar se o economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PSL), cometeu irregularidades na gestão financeira de fundos de investimento. A PF atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF), que havia requisitado o inquérito em outubro.

Em nota, a defesa de Paulo Guedes afirmou que ele agiu corretamente em todas as operações envolvendo fundos. “A defesa de Paulo Guedes reafirma a lisura de todas as operações do fundo que, diga-se de passagem, deu lucro aos cotistas, incluindo os Fundos de Pensão. Espera também que a investigação – agora corretamente conduzida no âmbito da Polícia Federal – apure as incoerências do relatório irregular produzido na Previc”, disseram os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso.

A partir de janeiro, quando virar ministro, a apuração preliminar sobre Paulo Guedes poderá ser reavaliada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em razão do foro privilegiado que ele passará a ter. Mas, como o Supremo Tribunal Federal (STF) limitou o foro para suspeitas relacionadas ao cargo inclusive para ministros de Estado, a expectativa é de que essa investigação prossiga mesmo na primeira instância.

A PF vai apurar se os investimentos do fundos foram aprovados sem análise adequada e se geraram lucros excessivos a Guedes. Também vai verificar a aplicação de recursos recebidos por Guedes dos fundos.

Investigação

No procedimento já aberto pelo Ministério Público Federal, está previsto um depoimento de Paulo Guedes na próxima quarta-feira (5/12).

De acordo com o MPF, dois fundos de investimentos criados por Paulo Guedes tinham a promessa de receber R$ 1 bilhão de sete fundos de pensão, a partir de 2009. A investigação não aponta quanto deste dinheiro foi, de fato, investido.

No primeiro ano, 2009, os investimentos dos fundos de pensão somaram mais de R$ 60 milhões. Chamou a atenção dos investigadores que os quatro fundos de pensão que mais investiram com Paulo Guedes na época, Previ, Petros, Funcef e Postalis, são hoje alvos de operações de forças-tarefas, com foco nesta modalidade de investimento, o FIP.

De acordo com o MP, depois de receber os recursos dos fundos de pensão, o Fundo BR Educacional investiu o dinheiro de seus cotistas em apenas uma empresa, a HSM Educacional S/A, também controlada por Paulo Guedes.

Com o investimento dos fundos, a HSM Educacional comprou 100% do capital de outra empresa criada por Paulo Guedes, a HSM do Brasil S/A. E os investigadores registraram: “Nos chama a atenção o ágio de 16,5 milhões de reais pago pelas ações da HSM do Brasil, conforme registrado nas demonstrações contábeis da investida”.

E concluem: “Cabe indagar a razão de pagamento de ágio em montante considerável à empresa vendedora, com sede na Argentina”.

Segundo os investigadores, depois dos investimentos dos fundos de pensão, as atividades operacionais da HSM do Brasil S/A apresentaram prejuízos recorrentes.

A suspeita é que os investimentos dos fundos de pensão tenham sido aprovados sem uma análise adequada e tenham gerado lucros excessivos a Paulo Guedes. Por isso, os procuradores querem saber como os fundos de pensão decidiram investir na empresa de Guedes e como foi aplicado esse dinheiro.

Bolsonaro diz que ‘desconhece’ investigação

Em entrevista neste sábado (1º), após solenidade de formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Rio de Janeiro, Bolsonaro afirmou que desconhece investigação a respeito de Paulo Guedes, seu futuro ministro da Economia.

“Investigação do Paulo Guedes? Desconheço”, afirmou ele, que depois pediu a próxima pergunta aos repórteres. Em seguida, acrescentou: “Eu integro o Poder Legislativo no momento e integrarei o Executivo. Isso compete ao Judiciário. Como [foi] conversado com Sérgio Moro, qualquer robustez em denúncia, nós afastaremos o respectivo ministro, independente de quem seja”.

Bolsonaro: ‘Desconheço investigação sobre Paulo Guedes’

Bolsonaro: ‘Desconheço investigação sobre Paulo Guedes’

Fonte: G1

 

Decreto altera regras para extinção de estatais federais

Decreto assinado pelo presidente Michel Temer e publicado no Diário Oficial da União confere ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão o acompanhamento e a adoção de medidas necessárias para liquidar empresas estatais federais controladas diretamente pela União.

De acordo com o texto, publicado ontem (30), compete à essa pasta, ao Ministério da Fazenda e ao ministério setorial ao qual a empresa for vinculada propor ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) a inclusão de empresas desse tipo no Programa Nacional de Desestatização (PND).

A proposição será acompanhada dos estudos que a embasaram, além da justificativa para a liquidação. Já a resolução do CPPI sobre a proposta precisará ser aprovada pelos ministros do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, da Fazenda e do ministério setorial.

A inclusão da empresa no PND, por sua vez, será aprovada em ato do presidente da República.

Agência Brasil

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Kombi com placas de Hortolândia é apreendida na Alemanha com 100kg de cocaína pura

Uma Kombi com placas de Hortolândia (SP) foi apreendida em Hamburgo, na Alemanha, carregada com 100 quilos de cocaína “ultra pura” escondida em um fundo falso. De acordo com veículos de imprensa alemães, a droga está avaliada de 21 milhões de euros, ou cerca de R$ 92 milhões.

Segundo destacado pela rede de notícias alemã Deutsche Welle e pelo jornal Bild, o veículo chegou ao país em um contêiner enviado do Brasil e o entorpecente foi descoberto com a ajuda de aparelhos de raio X, na última sexta-feira (30).

Em entrevista à Deutsche Welle, os oficiais citaram que o esconderijo utilizado pelos traficantes “era quase perfeito”. Os tabletes com cocaína de alto grau de pureza estavam escondidos em uma Kombi 1974, verde-limão.

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Nunca mais seremos um país socialista, diz Eduardo Bolsonaro

Em viagem aos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse que o Brasil nunca mais será “um país socialista”. A declaração foi dada na noite desta sexta-feira (30) em entrevista ao jornalista Lou Dobbs da Fox News e foi retuitada por Jair Bolsonaro hoje (1º).

“Estamos muito otimistas porque o Brasil está mudando de uma gestão extremamente socialista para uma economia muito mais liberal. O que eu vim fazer aqui nos Estados Unidos é dar os primeiros passos para o resgate da nossa credibilidade e mandar uma mensagem clara de que nunca mais seremos um país socialista”, disse. Ele acrescentou que o governo eleito está muito animado com a proximidade com os Estados Unidos.

Sobre as comparações entre Jair Bolsonaro e o presidente norte-americano, Donald Trump, que surgiram durante a campanha a partir de alguns posicionamentos considerados mais radicais do presidente eleito, Eduardo Bolsonaro disse que, assim como Trump, seu pai “não segue a agenda dos politicamente corretos”. “Ele diz o que pensa, gostar ou não é uma escolha de cada um”. Para reforçar a afinidade com medidas adotadas por Trump, Eduardo Bolsonaro voltou a defender a mudança de sede da embaixada brasileira em Israel. “Também adoraríamos mudar a embaixada brasileira de Telaviv para Jerusalém”, disse.

O deputado disse ainda que o futuro governo, assim como fez Trump, pretende não reconhecer a última eleição na Venezuela, que, em maio, reconduziu Nicolás Maduro ao poder. À época, Brasil, Estados Unidos e outros 13 países não reconheceram a vitória de Maduro.

Reformas

Ao citar as prioridades de Bolsonaro, que segundo o jornalista norte-americano, receberá o país depois de quatro anos difíceis “de muita corrupção política e deterioração econômica”, Eduardo Bolsonaro destacou como positivas as escolhas do juiz Sérgio Moro, que comandou a Operação Lava Jato, como ministro da Justiça e do economista Paulo Guedes, para a área econômica. O deputado ressaltou que o Brasil se prepara para passar por uma série de privatizações e por reformas, como a da previdência e a tributária.

IstoÉ

 

Por Anderson Barbosa, G1 RN

 


Vidraça da lotérica de Brejinho foi quebrada pelos criminosos — Foto: Redes sociais

Vidraça da lotérica de Brejinho foi quebrada pelos criminosos — Foto: Redes sociais

Cofres de casas lotéricas de três cidades da região Agreste potiguar foram arrombados na madrugada deste sábado (1º). Segundo a Polícia Militar, os crimes aconteceram em Várzea, Arez e Brejinho. Ninguém foi preso.

A PM acredita que se trata de uma mesma quadrilha, já que nas três cidades os moradores viram uma caminhonete preta em fuga.

Alvo dos criminosos, cofre da lotérica foi violado — Foto: Redes sociais

Alvo dos criminosos, cofre da lotérica foi violado — Foto: Redes sociais

O primeiro arrombamento aconteceu na cidade de Várzea. Na sequência, foi arrombada a lotérica de Arez, onde os criminosos usaram um carro roubado para arrebentar com a porta da lotérica e uma marreta para abrir um buraco na parede. Por último foi a vez da lotérica de Brejinho, que teve a vidraça estilhaçada e o cofre levado pelos bandidos.

Em Arez, os bandidos usaram um carro roubado para arrombar a porta da lotérica — Foto: Redes sociais

Em Arez, os bandidos usaram um carro roubado para arrombar a porta da lotérica — Foto: Redes sociais

Buscas foram feitas pela região, mas nenhum suspeito encontrado. Ainda não há informações sobre os valores saqueados pelos criminosos.

Também em Arez, os criminosos usaram uma marreta para abrir um buraco na parede da lotérica — Foto: Redes sociais

Também em Arez, os criminosos usaram uma marreta para abrir um buraco na parede da lotérica — Foto: Redes sociais

Fonte: G1RN

 

Dermatologistas do RN atendem cerca de mil pacientes no Dezembro Laranja

Um pequeno sinal no braço que crescia e coçava levou o aposentado José Avelino da Silva, de 67 anos, ao hospital da Liga contra o Câncer onde neste sábado (1) ocorre a ação voluntária de atendimento aos pacientes com câncer de pele.

Os dermatologistas associados à Sociedade Brasileira de Dermatologia do RN (SBDRN) atenderam os pacientes através de consultas, diagnósticos e tratamento – incluindo cirurgias para retirada de câncer – além de orientação de fotoproteção e encaminhamento para tratamento.

“A campanha da SBDRN reafirma a disposição dos médicos dermatologistas do Rio Grande do Norte no tratamento e combate ao câncer de pele. Precisamos alertar a todos sobre uso de protetor solar e atenção para os sinais que surgem na pele, principalmente no nosso Estado que tem alto índices de casos de câncer de pele”, destaca a presidente da SBDRN e dermatologista, Dra. Danielle Espinel.

A maioria dos pacientes tem perfil parecido: homens que trabalharam na agricultura; construção civil e/ou com origem em cidades litorâneas. A prevenção ao câncer de pele foi feita através de consulta e distribuição de cartilhas educativas.

Como em todos os anos, famílias estiveram na Liga em busca de tratamento para doenças da pele. “Somos de Parnamirim e estamos preocupados com nossa mãe, que trabalhou na agricultura por muitos anos e aos 82 anos será consultada por um médico dermatologista pela primeira vez”, conta a filha de Iracema Hilário da Silva.

Sentados e aguardando atendimento, os pacientes relataram a dificuldade de consultas na rede pública de saúde. “Estamos há um ano tentando uma consulta. Esse atendimento hoje vai me salvar”, contou, emocionada, a aposentada Maria Augusta Sampaio, de 73 anos.

De acordo com os dermatologistas, o efeito nocivo do sol é cumulativo. E ao apresentar mancha ou sinal, o ideal é procurar um tratamento médico.

Pequenas cirurgias também foram feitas neste sábado. As mais complexas somaram 32 cirurgias e os procedimentos considerados “pequenas cirurgias” foram centenas, feitos por médicos dermatologistas e alunos da residência em dermatologia do Estado.

O mutirão foi iniciado às 7h com distribuição de fichas e terá continuidade o mês inteiro no Dezembro Laranja.

Fonte: Blog do BG

 

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