ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSE SÁBADO

Por Diego Haidar e Ana Paula Santos, TV Globo e G1 Rio

 

Trabalhos de busca por vítimas após deslizamento em Niterói (RJ) — Foto: Reprodução/TV Globo

Trabalhos de busca por vítimas após deslizamento em Niterói (RJ) — Foto: Reprodução/TV Globo

Pelo menos dez pessoas morreram após um deslizamento atingir imóveis no Morro da Boa Esperança, em Niterói, Região Metropolitana do Rio, na madrugada deste sábado (10). Até o começo da noite, 11 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros. Segundo o Corpo de Bombeiros, havia ainda, pelo menos, mais quatro desaparecidos e as buscas serão mantidas ao longo da noite.

Para o trabalho noturno, um gerador foi instalado na comunidade para ajudar a iluminar a área. Várias equipes do Corpo de Bombeiros atuavam no local, com a ajuda de voluntários.

A última morte confirmada foi de um bebê de 11 meses. O número de desaparecidos ainda não foi confirmado pelos Bombeiros, mas a corporação trabalha com a possibilidade de encontrar mais vítimas ainda vivas sob os escombros.

Procura por sobreviventes de deslizamento em Niterói continua à noite

Procura por sobreviventes de deslizamento em Niterói continua à noite

Nós sempre trabalhamos com essa possibilidade [de encontrar sobreviventes]. Temos todo o cuidado de fazer o trabalho de resgate, que é feito praticamente, contando com a possibilidade de encontrar pessoas com vida
— Coronel Roberto Robadey, comandante do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Estado

O oficial informou que, após a tragédia, 25 imóveis foram interditados na comunidade de forma preventiva. Robadey disse que não há previsão de chuva nas próximas horas, o que poderia aumentar ainda mais o risco de novos deslizamentos.

O que se sabe até o momento

  • 9 casas habitadas e uma pizzaria foram atingidas pelo deslizamento
  • Segundo os bombeiros, uma pedra rolou e atingiu os imóveis
  • 11 pessoas foram resgatadas com vida. Entre elas, há um bebê
  • 10 pessoas morreram. Entre elas, três crianças e duas idosas
  • Moradores dizem que há ainda pelo menos quatro desaparecidos
  • Os bombeiros foram chamados às 4h13
Moradores da comunidade da Boa Esperança acompanham resgate das vítimas do deslizamento em Niterói — Foto: TV Globo

Moradores da comunidade da Boa Esperança acompanham resgate das vítimas do deslizamento em Niterói — Foto: TV Globo

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), afirmou que o local não era considerado de alto risco geológico, e que a tragédia foi causada por uma “rachadura no maciço” da encosta.

“Esse fenômeno do dia de hoje não foi deslizamento de encosta. Na realidade, o que ocorreu foi uma rachadura do maciço de um ponto onde infelizmente ocorreu a tragédia.”

Fonte: G1

Por G1 Rio

 


Presidente da associação de moradores diz que a Defesa Civil tinha alertado sobre risco

Presidente da associação de moradores diz que a Defesa Civil tinha alertado sobre risco

O engenheiro geotécnico Maurício Ehrlich, que trabalha fazendo análises de encostas, afirmou que poderia ter sido evitada a tragédia que deixou ao menos dez mortos na comunidade da Boa Esperança, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Segundo ele, danos nas estruturas das casas já anunciavam movimentação atípica e perigosa no local.

O presidente da Associação de Moradores da Comunidade da Boa Esperança, Cláudio dos Santos, disse que a Defesa Civil já havia identificado risco de desabamento de uma casa. Porém, que houve resistência da família em deixar o imóvel.

“Na época trouxe a Defesa Civil aqui pra isolar casa, só que com moradores isso é complicado, não queren sair. Ontem mesmo avisei ainda que estava preocupado com essa chuva. Só que aconteceu o que acontceu”, disse Santos.

O prefeito da cidade, Rodrigo Neves, admitiu que há três anos uma casa teve de ser interditada na comunidade após apresentar uma rachadura.

“Quando há movimento no solo, a casa não se movimenta igualmente, tem uma parte que se movimenta mais do que outra e por isso que acontece esse intrincamento. Porque você tem um recalque diferencial e isso estressa a estrutura da casa e ela trinca. Então, é uma evidência que estava havendo problemas no local, que o solo estava se movimentando. Deveria ter sido feita uma avaliação séria de todas as casas em volta”, disse o engenheiro.

Ao avaliar as imagens registradas neste sábado na comunidade, já depois de ocorrida a tragédia, o engenheiro Maurício Ehrlich disse que há riscos de novos deslizamentos. A evidência, segundo ele, é uma rachadura em uma rocha.

“Essa rachadura não é uma situação normal. Ela abriu porque está indicando um movimento. Então, na hora que vai chover a água vem e exerce pressão nesse espaço e ainda exerce pressão na base do bloco, e o bloco desce. É uma coisa parecida com a que aconteceu na parte da frente”, apontou.

Rachadura em rocha no alto da comunidade sugere risco de novo deslizamento, segundo engenheiro — Foto: TV Globo

Rachadura em rocha no alto da comunidade sugere risco de novo deslizamento, segundo engenheiro — Foto: TV Globo

O especialista em gerenciamento de risco, Gerardo Portela disse, em entrevista à GloboNews, que para ele a região que desabou não era segura.

No fim da manhã, o prefeito Rodrigo Neves afirmou que o local não era considerado de alto risco geológico, e que a tragédia foi causada por uma “rachadura no maciço” da encosta.

Imagem do desabamento no Morro da Esperança, em Niterói — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagem do desabamento no Morro da Esperança, em Niterói — Foto: Reprodução/TV Globo

“De qualquer forma, é bem claro que aquela região ali, está provado por evidências, não era uma região segura. Deveria estar sim dentro do mapeamento de risco. Houve falha neste sentido. Me parece que o mapeamento da Defesa Civil não foi atualizado e a tragédia aconteceu”, explicou.

Segundo Portela, a tragédia aconteceu por inúmeros fatores, entre eles, a dificuldade da população em perceber o risco e deixar as suas casas e a falta de ação das autoridades.

“Enquanto não se tomar uma atenção certa, num tempo certo, enquanto não se tomar uma atitude. Nossa região tem essa característica (de chuvas). Se não tomar atitude antes do acidente acontece coisas assim”, afirma acreditando que o acúmulo de água foi a principal causa do desabamento.

“Há inúmeras possibilidades e só a investigação vai dizer isso. Muito provável que o acúmulo de água tenha causado um dano na sustentação da rocha”, declarou.

A Defesa Civil municipal esclarece que houve a ruptura de um maciço em uma área de preservação ambiental acima da localidade Boa Esperança. A região não era diagnosticada como de alto risco geológico dentro do mapeamento de risco do Departamento de Recursos Minerais do Governo do Estado (DRM), que norteia a atuação da Defesa Civil.

Fonte: G1

Por Jornal Nacional

 

Em depoimento à Justiça, ex-deputado Rocha Loures entra em contradição sobre a mala entregue pela JBS

Em depoimento à Justiça, ex-deputado Rocha Loures entra em contradição sobre a mala entregue pela JBS

O ex-deputado e ex-assessor especial do presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, afirmou em depoimento ao juiz da 15ª Vara Federal de Brasília, Jaime Travassos, que nunca abriu a mala recebida da JBS com R$ 500 mil em São Paulo, no ano passado.

O site do jornal “O Globo” publicou neste sábado (10) reportagem com os vídeos do depoimento de Rocha Loures, prestado na última quarta-feira (7).

O ex-deputado, que chegou a ser preso, é réu por corrupção passiva no processo que trata sobre o caso da mala. Ele foi filmado pela Polícia ao receber a mala, em uma pizzaria, do ex-executivo do grupo J&F Ricardo Saud – segundo o Ministério Público, o dinheiro seria propina para Temer, que sempre negou.

De acordo com delatores da J&F, o dinheiro era parte de um suborno que valeria por 20 anos, uma espécie de mesada para Rocha Loures e para Temer em troca de atuação junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O objetivo, segundo os delatores, era resolver uma disputa sobre o preço do gás fornecido pela Petrobras a uma termelétrica do grupo J&F.

Depoimento

Conforme “O Globo”, as declarações de Rocha Loures no depoimento à Justiça apresentam contradições, dentre elas com a própria defesa. Isso porque os advogados haviam apontado que o ex-deputado recebeu a mala “sem saber qual era seu conteúdo”. À Justiça, embora Rocha Loures afirme que nunca abriu a mala, ele deixa claro que sabia que havia conteúdo ilícito e disse que não queria recebê-la.

Em um dos vídeos publicados pelo jornal, Rocha Loures disse que foi ao encontro de Ricardo Saud, em uma pizzaria em São Paulo, com a intenção de encerrar as conversas, terminar a participação dele no caso e depois avisar o presidente Michel Temer.

“Quando eu saio da pizzaria, eu tô saindo da pizzaria pra ir embora, porque eu imaginei ele não está aqui, o que eu iria dizer a ele o seguinte: olha, Ricardo, eu não vou mais tratar com você, você avisa ao Joesley [Batista], eu não vou mais me prestar a esse papel, então eu vou, tô avisando a vocês, vou avisar ao presidente, a conversa terminou por aqui. Essa era a minha intenção, conversa rápida e encerrar o processo”, disse o ex-deputado.

Loures contou ao juiz Jaime Travassos que neste momento foi abordado por Saud já com a mala contendo o dinheiro.

“O Ricardo tá parado ali, estacionado do lado do carro dele, e quando eu tô saindo ele diz assim: ‘Rodrigo, Rodrigo’ ou, não sei como é que ele me chama, eu sei que ele está ali. Eu vou até ele, aí ele pe… com essa mala na mão, ele diz assim: ‘olha a sua mala, pega que você vai perder o avião, corre que você vai perder o avião”, relatou.

“Naquele momento, excelência…. Eu entrei em pânico, no meio da rua, e eu saí correndo. As imagens… Eu não sabia o que fazer… E eu fugi, eu corri… Eu não consegui, eventualmente agredi-lo, se fosse o caso, e me desfazer dessa situação ali, naquele momento, até pra que ficasse gravado. E o meu inferno começou”, completou.

Solícito

A reportagem de “O Globo” também apontou que Rocha Loures foi questionado durante o depoimento sobre a ausência de R$ 35 mil quando devolveu a mala. O ex-deputado disse que a mala nunca foi aberta.

A investigação da Polícia Federal mostrou que Rocha Loures atuou junto ao Cade. Segundo “O Globo”, em seu depoimento à Justiça, o ex-deputado negou ter ajudado o empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F.

“Ele (Joesley) me diz, atrapalhadamente, ele pega e fala assim: ‘Se você resolver esse assunto pra mim, tem lá 5% disso, 5% daquilo’. (…) Eu não entendi que foi uma oferta de propina, eu não entendi que ele estava oferecendo a mim esses valores e eu não iria fazer nada por ele, como não fiz”, disse Rocha Loures segundo “O Globo”.

O juiz Jaime Travassos fez questionamentos incisivos ao ex-assessor de Temer. O magistrado quis saber porque um deputado federal estava se prestando aquela situação suspeita. Rocha Loures explicou que estava ali a pedido do presidente da República.

“Então eu vou lhe responder. O presidente havia pedido para eu ouvir as demandas do grupo. O presidente não havia pedido para eu resolver nem fazer ilícitos com quem quer que seja. O presidente pediu para eu ouvir as demandas do grupo. Então, excelência, eu, até provem o contrário ou até mudar esse acordo com o presidente, eu sou uma pessoa solícita, mas não sou venal, não sou corrupto”, disse Rocha Loures.

Encontro entre Temer e Joesley

O juiz Jaime Travassos perguntou se o ex-assessor da Presidência e ex-deputado esteve com Joesley no dia 6 de março de 2017 para marcar o encontro do empresário com o presidente Michel Temer.

“Aconteceu o encontro. Ele me enviou mensagem por telefone, nunca havia enviado uma mensagem. Aliás, eu não tinha o telefone dele, eu não sei… Ele teve o telefone de alguma maneira. Enviou uma mensagem dizendo assim: ‘olá, aqui é o Joesley, você poderia falar?’ Trocamos mensagens, ele queria um encontro com o presidente”, explicou Rocha Loures.

O ex-parlamentar disse no depoimento que intermediou o encontro e que Temer quis saber o assunto, mas que Joesley não informou. Mesmo assim, Temer autorizou a ida de Joesley ao Palácio do Jaburu, em Brasília. Por causa da agenda cheia, Temer recebeu Joesley tarde da noite.

“Não participei da reunião, só vai a casa do presidente quem é convidado por ele. Aliás, só vai à casa de alguém quem é convidado pelo dono da casa, não por quem está sendo convidado. E é assim. Esse é o protocolo”, afirmou.

Foi o conteúdo dessa conversa gravada por Joesley que levou a Procuradoria Geral da República (PGR) a denunciar o presidente – a denúncia teve o prosseguimento barrado pela Câmara dos Deputados e será analisada pela Justiça após o término do mandato de Temer, em janeiro de 2019.

Tornozeleira

Rocha Loures é réu e responde pelo crime de corrupção passiva. Apesar das negativas do ex-deputado diante das imagens da mala, dos telefonemas gravados e do conteúdo das delações, o juiz Jaime Travassos disse o ex-deputado colabora com o processo, que está na fase final.

Por isso, o magistrado acolheu pedido da defesa de Rocha Loures para retirar a tornozeleira eletrônica que ele usava desde julho do ano passado, quando foi preso.

Na decisão, o juiz manteve medidas cautelares. Rocha Loures não pode manter contato com os investigados, não pode deixar o país e só pode viajar para São Paulo, Paraná e Distrito Federal. Nesses locais, ele tem que manter o recolhimento noturno.

Na sexta-feira (10), Rocha Loures precisou ir a Goiânia retirar a tornozeleira. O equipamento foi emprestado pelo governo do estado porque as tornozeleiras estavam em falta na Polícia Federal de Brasília.

O que dizem os citados na reportagem

A defesa de Rocha Loures não quis comentar as contradições. Segundo a delesa, as contradições são uma questão de interpretação.

A assessoria do Cade disse que não houve qualquer parecer ou decisão favorável à empresa do grupo JBS. A assessoria ainda reiterou que todos os atos processuais foram conduzidos de maneira técnica, isenta e independente, sem quaisquer favorecimentos.

Fonte: G1

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MDB promove armistício entre seus caciques para garantir sobrevivência

A cúpula do MDB articula um armistício entre suas principais lideranças para tentar garantir a sobrevivência do partido e protagonismo no Congresso durante o governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O plano foi colocado em marcha no início desta semana e terá ao menos duas frentes: manter o controle do Senado com Renan Calheiros (AL) na presidência da Casa e ecoar o discurso de que a sigla será independente — e não oposição — a partir de 2019.

Isso vai permitir tanto um alinhamento à pauta econômica de Bolsonaro, principalmente quanto à reforma da Previdência, como deixa a porta aberta para que o partido se afaste do novo governo quando achar conveniente.

Renan Calheiros (MDB-AL), que pode disputar a presidência do Senado
Renan Calheiros (MDB-AL), que pode disputar a presidência do Senado  – Pedro França – 06.nov.2018/Agência Senado
Dirigentes do MDB consideram o futuro da gestão Bolsonaro bastante incerto. Afirmam que é preciso esperar que ela comece de fato para entender como o Planalto vai estabelecer sua correlação de forças com o Congresso.

O capitão reformado se elegeu com um discurso antissistema, anticorrupção e contra a velha política e tem dito que não vai governar cedendo cargos em troca de apoio político.

Já nomeou, porém, dois deputados do DEM para seu primeiro escalão: Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Tereza Cristina (Ministério da Agricultura).

O presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), preferiu se escaldar. Afirmou que acabou a era de seu partido como o “da governabilidade”.

Não descartou, no entanto, conversar sobre possíveis convites caso o presidente eleito procure a legenda para compor sua Esplanada.

Enquanto isso, Jucá tenta unir as correntes emedebistas para fortalecer o partido.

O principal conflito foi resolvido na segunda-feira (5). Pelo menos por enquanto, Renan Calheiros e o presidente Michel Temer selaram o cessar-fogo após reunião no Planalto.

O senador fez duras críticas a Temer e aproximou-se da esquerda e do PT para garantir sua reeleição em Alagoas —onde a popularidade do ex-presidente Lula é alta, e a de Temer, baixíssima.

Agora, dizem aliados, entendeu que a conjuntura é outra e que precisa do apoio de seu partido para se eleger presidente do Senado, cargo que já ocupou outras três vezes.

No início da semana, Renan foi à casa do deputado Heráclito Fortes (DEM-PI) acompanhado do ex-presidente José Sarney (MDB). Falaram sobre a disputa no Senado, e Renan mostrou que já contabiliza os votos que tem a seu favor.

Publicamente, contudo, diz que não tratou com Temer —nem com ninguém— de articulações para a presidência da Casa, até porque ainda não decidiu se será candidato. “Mas não teria condição nenhuma de sê-lo se não tivesse capacidade de conversar com as pessoas”, disse ele à Folha.

A estratégia do MDB é não desgastar Renan até a eleição no Congresso, marcada para o início do próximo ano, e até permitir que outros nomes se movimentem para o posto, como é o caso da líder do partido na Casa, senadora Simone Tebet (MS).

É tradição que o partido de maior bancada presida o Senado —o MDB contará com 12 senadores em 2019.

Na Câmara, porém, a legenda sofreu forte revés e caiu de 66 deputados eleitos quatro anos atrás para 34 este ano.

Com a presidência do Senado na mão —o presidente é também o chefe do Congresso—, a sigla não pretende mediar questões administrativas do novo governo, como a fusão de ministérios, mas quer poder para barrar projetos e capitalizar eventuais sucessos da política econômica.

Na quarta-feira (7), dirigentes do MDB se reuniram em Brasília para debater os próximos passos do partido.

Divulgaram um documento, antecipado pela Folha, com uma espécie de receita para o governo Bolsonaro.

Caso queira ter sucesso à frente do Planalto, dizem emedebistas, o presidente eleito deve manter a política econômica de Temer, baseada no ajuste e reformas estruturais.

Renan já fez acenos a Bolsonaro e falou em uma “convergência programática”.

Um dos filhos do presidente eleito, Flávio Bolsonaro, respondeu no mesmo dia e disse que não descartava apoiar nomes do MDB, como o de Renan, para o comando do Senado —o primogênito do capitão reformado foi eleito senador pelo PSL do Rio.

O temor do MDB a partir de janeiro é o futuro de Temer.

Com duas denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, emedebistas avaliam que o presidente vai se tornar alvo preferencial da Justiça quando perder o foro especial, o que pode desgastar ainda mais a imagem do partido.

Partido encolheu nas eleições de outubro

34 deputados federais foram eleitos pelo MDB em 2018. Em 2014, haviam sido 66

Três emedebistas se elegeram governadores neste ano (PA, AL e DF). Quatro anos atrás, tinham sido sete

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Bolsonaro diz que, se fosse Temer, vetaria reajuste para magistrados

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que, se fosse o presidente Michel Temer, vetaria o reajuste de 16% sobre o salário dos magistrados e da Procuradoria-Geral da República com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A afirmação foi feita hoje (10) em entrevista à Rede Record de Televisão e a gravação foi publicada nas redes sociais de Bolsonaro.

Questionado pelo repórter, o futuro presidente disse que, se a decisão estivesse em suas mãos, vetaria o aumento.

“Agora, está nas mãos do presidente Temer, não sou o presidente Temer, mas se fosse, acho que você sabe qual seria minha decisão. Não tem outro caminho, no meu entender, até pela questão de dar exemplo. Eu falei antes da votação que é inoportuno, o momento não é esse para discutir esse assunto. O Brasil está numa situação complicadíssima, a gente não suporta mais isso aí, mas a decisão não cabe a mim. Está nas mãos do Temer. Eu, por enquanto, sou apenas o presidente eleito”, disse.

Jair Bolsonaro voltou a dizer que o STF “é a classe que mais ganha no Brasil, a melhor aquinhoada”, e que o reajuste do salário dificulta o discurso a favor da reforma da Previdência. “E complica pra gente quando você fala em reforma da Previdência, onde você vai tirar alguma coisa dos mais pobres, você aceitar um reajuste como esse”, afirmou.

O presidente eleito descartou que o Congresso vote esse ano uma emenda constitucional para alterar a Previdência, o que demandaria a suspensão da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Bolsonaro negou que vá usar a reforma da Previdência apresentada por Temer e ressaltou que recebeu propostas de mudanças na legislação infraconstitucional que já tramitam no Congresso, mas que só deve apresentar uma proposta quando assumir o mandato.

“Se nós bancarmos uma proposta dessa e formos derrotados [este ano], você abre oportunidade para a velha política vir pra cima de nós. (…) Eu tenho que começar o ano que vem com a nossa proposta e convencer os deputados e senadores a votar a nossa proposta. E tem que ser de forma paulatina, não pode querer resolver de uma hora para outra essas questões”, disse.

Em outro momento da entrevista, o presidente eleito disse que mudanças nas regras da aposentadoria devem respeitar os direitos adquiridos dos trabalhadores.

“Nós temos compromisso, temos contrato, as pessoas começaram a trabalhar lá atrás, ou já trabalharam, tinham um contrato, e você tem que cumpri-los, do contrário você perde a sua credibilidade”, afirmou.

Sobre a questão fiscal, afirmou que orientou sua equipe econômica para aumentar a arrecadação sem elevar impostos. Disse, ainda, que vai buscar maior abertura comercial para o país como forma de estimular a economia.

“A situação é crítica. Eu apelo a todos. Nós não queremos que o Brasil se transforme numa Grécia [que enfrentou recentemente grave crise econômica]. E a tendência, se nada for feito, e não tivermos a colaboração de todos, sem exceção, nós chegaremos a esse ponto”, afirmou.

Arroz, feijão e carne são os alimentos mais desperdiçados no Brasil

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) encerrou neste sábado (10), em Brasília, a Semana Nacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdícios de Alimentos 2018.

A programação do último dia contou com uma estrutura montada na Central de Abastecimento (Ceasa) da capital federal, e incluiu oferta gratuita de oficinas de combate ao desperdício, com dicas sobre como tirar o melhor aproveitamento de alimentos, evitando o descarte daquilo que ainda pode ser consumido. Ao longo dos últimos dias, exposições e outras oficinas, como a de hortas urbanas, também movimentaram o local.

Na casa das famílias brasileiras, arroz, carne vermelha, feijão e frango são os alimentos mais jogados fora, segundo a Secretária de Articulação Institucional e Cidadania do MMA, Rejane Pieratti. Ela explica que planejamento é fundamental para se evitar o desperdício.

“Começo planejando o que eu preciso comprar. A maioria das pessoas vai ao supermercado e compra coisa que não vai usar e vai perder dentro da geladeira”, afirmou, em entrevista à Rádio Nacional de Brasília. Os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU)sobre o desperdício no país datam de 2013. Naquele ano, o Brasil desperdiçou mais de 26 milhões de toneladas de alimentos. Estima-se que, em todo o mundo, o volume anual de alimentos jogados fora seja de 1,3 bilhão de tonelada.

Agência Brasil

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PT precisa mudar suas práticas, afirma Aloizio Mercadante

Em entrevista a Época, Aloizio Mercadante defendeu que PT atue de forma “generosa, parceira e sem disputa” com quem quiser lutar pela democracia durante o governo de Jair Bolsonaro.

Questionado se o partido errou ao não fazer um “mea culpa” durante a campanha presidencial, o fundador do partido e ex-ministro do governo Dilma Rousseff (Casa Civil e Educação) disse não achar “que a coisa de se autoflagelar” resolve. “O que resolve é mudar as práticas, renovar-se e estar em sintonia com a sociedade.”

Como o PT deve se posicionar agora que voltou à oposição?

Se olharmos o histórico de pouco trabalho que Jair Bolsonaro fez na vida pública e o muito que ele fala, nossa tarefa hoje é a defesa da democracia. Precisamos construir uma ampla frente democrática com a sociedade civil incluindo entidades, personalidades, artistas, intelectuais, centros acadêmicos. Os partidos políticos têm que participar, mas não controlá-la. A ideia é criar comitês de defesas da democracia que unam essa diversidade e permitam discussões. Quando mais organizada estiver a sociedade, menos espaço haverá para a volta do autoritarismo, para o avanço do estado de exceção seletivo.

O PT errou em não fazer um “mea culpa” na campanha?

É evidente que para construir um país como o Brasil muitos erros foram cometidos ao longo dos mais de 13 anos de governo. Acho que o maior problema que enfrentamos foi não ter conseguido fazer uma reforma política nesse tempo. Mas não acho que a coisa de se autoflagelar resolve. O que resolve é mudar as práticas, renovar-se e estar em sintonia com a sociedade. O PT tem que entender o momento histórico atual e colocar os interesses partidários a serviço de uma frente democrática. Se estiver na linha de frente dessas lutas de forma generosa, parceira, solidária, sem querer disputar, e dar espaço para que todos interessados estejam presentes, ele vai se fortalecer muito.

Época

Defesa pede liberdade de Joesley, preso na Operação Capitu

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A defesa do empresário Joesley Batista formalizou hoje (10) pedido de revogação da prisão decretada contra ele pelo Tribunal Regional Federal (TRF1) da 1º Região em Belo Horizonte. A solicitação foi feita à desembargadora Mônica Sifuentes, que expediu os mandados no âmbito da Operação Capitu. Além do dono da JBS, foi preso pela Polícia Federal nessa sexta-feira (9) o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB). A operação investiga o pagamento de propina a servidores e agentes políticos que atuavam no Ministério da Agricultura e na Câmara dos Deputados.

Autor do pedido, o advogado André Callegari argumentou que a prisão temporária foi decretada para que Joesley fosse ouvido e entregasse documentos solicitados pela Justiça. Como a Polícia Federal já tomou o depoimento do empresário e os mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, não haveria mais necessidade da prisão.

Além de Joesley e de Andrade, que foi ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff, tiveram o pedido de prisão temporária expedidos o deputado estadual João Lúcio Magalhães Bifano (MDB), Marcelo Pires Pinheiro e Fernando Manuel Pires Pinheiro, Ildeu da Cunha Pereira; Mateus de Moura Lima Gomes; Mauro Luiz Rodrigues de Souza Araújo; José Francisco Franco da Silva Oliveira; Cláudio Soares Donato; Odo Adão Filho; Waldir Rocha Pena; Walter Santana Arantes; Rodrigo José Pereira Leite Figueiredo; Ricardo Saud; Demilton Antonio de Castro e Florisvaldo Caetano de Oliveira, que se entregou hoje em São Paulo.

Ao todo, 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária foram cumpridos em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba e no Distrito Federal. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria prejudicado a instrução criminal, ao tentar “desviar a linha de apuração adequada ao correto esclarecimentos dos fatos”. “Eles omitiram informações de que as empresas teriam ocultado e destruído parte do material probatório. Há inclusive indícios de que foram destruídas provas no gabinete de um lobista. Outras provas foram escondidas. Ao omitir essas informações, eles prejudicaram a qualidade da colaboração”, afirmou o delegado Mário Veloso.

A defesa do empresário afirma também no pedido que ele cumpre rigorosamente o acordo de colaboração – sob exame do Supremo Tribunal Federal (STF) desde setembro de 2017, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a anulação, por fraude, da delação premiada dos irmãos Batista.

Agência Brasil

Após retirar Eunício da agenda, Bolsonaro cancela encontro com Maia

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, cancelou a visita que teria ao Congresso Nacional na próxima terça-feira e também encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou a equipe responsável pela transição de governo. Ambos os eventos chegaram a constar da agenda e foram retirados, assim como ocorreu nesta sexta-feira, 9, com reunião marcada com o presidente do Congresso, Eunício Oliveira.

Na sexta-feira, a assessoria de imprensa havia divulgado uma agenda em que constava uma audiência com Eunício, “a confirmar”, às 9h. Minutos depois, a agenda foi apagada e reenviada com uma reunião com Maia. Com os cancelamentos, Bolsonaro seguirá da Base Aérea direto para o CCBB, onde está montado o gabinete de transição. A primeira agenda do presidente eleito será com a ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os cancelamentos ocorrem em meio a uma indisposição entre a equipe eleita e o presidente do Senado e do Congresso. Nessa semana, Eunício demonstrou insatisfação por não ter sido procurado pela equipe de Bolsonaro. O futuro ocupante do Palácio do Planalto se encontrou com os chefes dos dois outros poderes, Executivo e Judiciário.

Em entrevista ao Estado, Eunício, que não se reelegeu, lembrou que ainda é presidente de um dos poderes e disse não estar preocupado “se Bolsonaro vai gostar ou não” do que é votado no Congresso. Dentro da equipe de Bolsonaro há uma preocupação de que os parlamentares que não foram reeleitos utilizem o resto do ano para votar as chamadas “pautas bomba”, com impacto fiscal.

Gerou desconforto ainda entre os parlamentares frase do futuro ministro da economia, Paulo Guedes, defendendo “uma prensa” no Congresso para aprovar a reforma da Previdência. Em relação à Maia, preocupa ao presidente da Câmara que uma linha do PSL não esteja disposta a apoiar sua reeleição à Casa no ano que vem.

Estadão Conteúdo

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Bolsonaro volta a defender turismo como fórmula para preservar meio ambiente

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender o “turismo associado ao meio ambiente”, como forma de preservação. Pelo Twitter, ele sinalizou que a preservação, da forma como é feita hoje, trava o desenvolvimento econômico.

“O turismo associado ao meio ambiente é uma ótima fórmula comprovada para a preservação. A alegação do intocável age em prol de pequenos grupos, suga a mente de inocentes, enche o bolso de poucos e domina a grande maioria envolvida, travando o verdadeiro desenvolvimento!”, afirmou pela rede social.

No sábado, em transmissão ao vivo pelo Facebook, ele já havia sugerido que o turismo em áreas protegidas impede que esses locais sejam abandonados. E defendeu que, com hotéis em áreas protegidas, esses locais estariam preservados.

Além disso, emendou que a forma de preservação adotada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é “xiita”.

Bolsonaro ainda sinalizou a intenção de fazer acordos com alguns países – sem deixar claro quais – para explorar a Amazônia. Sempre reiterando o discurso de que a exploração e as medidas de preservação devem ser feitas “sem viés ideológico”.

Estadão Conteúdo

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REFORMA TRABALHISTA: Governo prometeu 2 milhões de vagas; só criou 298,3 mil até agora

Aprovada quando o país tinha 13,3 milhões de desempregados e uma taxa de desocupação de 12,8%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a nova lei foi vendida pelo governo como solução contra o desemprego e a informalidade.

Ao sancioná-la, Temer repetiu o que disse durante toda a tramitação da proposta: que a reforma era indispensável para a criação de empregos. O então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, chegou a dar um número: 2 milhões de vagas em 2018 e 2019.

A julgar pelo balanço do primeiro ano de reforma, o país terá que pisar fundo no acelerador para conseguir cumprir a previsão do ex-ministro.

Desde que a reforma entrou em vigor, em novembro de 2017, até setembro deste ano, mês do dado mais recente, o país criou 298.312 vagas com carteira assinada, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

É um cenário muito melhor que o visto entre 2014 e 2017, quando o país perdeu milhões de empregos. Mas está muito aquém dos anos pré-crise econômica, quando o país chegou a abrir mais de 2 milhões de vagas com carteira por ano.

UOL

 

PGR pede arquivamento de investigação contra Eliseu Padilha por prescrição

A Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento de uma investigação contra o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.

rimes de prevaricação ou advocacia administrativa no Incra, onde o ministro teria pressionado dirigentes para desapropriação de um imóvel nos municípios de Paraúna e Rio Verde (GO).

“Ao analisar os autos sob esta perspectiva, verifico que, em relação a quaisquer das hipóteses criminais em apuração, houve prescrição da pretensão punitiva estatal em razão da idade do requerido”, escreveu Dodge sobre a manifestação da defesa do ministro.

Padilha tem 71 anos e, de acordo com o artigo 115 do Código Penal, o cálculo do prazo prescricional é reduzido pela metade em relação aos maiores de 70. Padilha é representado pelo advogado Daniel Gerber.

“Considerando a pena máxima aos delitos sob investigação, a prescrição da pretensão punitiva ocorreria normalmente em 4 anos”, ressaltou a PGR. “Entretanto, com a diminuição decorrente da idade do ministro-chefe da Casa Civil, esse lapso cronológico diminuiu para 2 anos”, concluiu afirmando que o caso teria acontecido em setembro de 2016.

Conjur

[VÍDEO] Anitta diz que não sabia quem eram as 24 pessoas que beijou em novo clipe

Anitta causou nesta sexta-feira (9) ao lançar três videoclipes de uma só vez, nos quais canta em inglês, português e espanhol. Em um deles, “Não Perco Meu Tempo”, ela aparece beijando 24 pessoas, entre homens e mulheres, velhos e jovens.

De Miami, nos Estados Unidos, Anitta conversou com o UOL e contou que só foi conhecer as pessoas que ela beijou no momento da gravação. “Não faço a menor ideia de como eles foram escolhidos. Foi a produtora que escolheu. Eu só fui conhecê-los na hora em que sentaram na minha frente. Eu não vi antes”, disse a artista.

No videoclipe, Anitta aparece sentada em uma sala de frente para várias pessoas, até que em um momento todos se levantam e se beijam. “As pessoas estão achando que foi montagem, mas não foi. No decorrer dessa semana, eu vou postar o making of para provar que os beijos foram de verdade”.

Anitta disse que a ideia de beijar todos eles foi dela. “Eu queria tornar comum as pessoas verem diferentes tipos de casais, sem problematizar, sem estranheza e sem julgar. Acho que o entretenimento é uma boa porta de entrada para fazer as pessoas se acostumarem com algumas coisas”.

Amiga das cobras

No clipe em que canta em espanhol, “Veneno”, Anitta também surpreendeu aos fãs ao interagir com 29 cobras como jiboias e pítons.

“Eu amo qualquer tipo de animal doméstico. As cobras eram domesticadas. Se não fossem, eu estaria apavorada. A sensação é de que elas estavam fazendo um carinho em mim, parecia uma massagem”, explicou.

“Quando cheguei lá, tive 30 minutos para conhecê-las, ficar amiga, saber da vida delas. Pegamos intimidade”, brincou a cantora. “Na hora gravar, eu já até as chamava pelo nome”.

Já o terceiro clipe, “Goals”, interpretado em inglês, foi um presente que ela ganhou do produtor Pharrell Williams. “Tenho bastante contato com o Pharrell. A festa de lançamento dos clipes aqui em Miami rolou no bar dele. Ele me falou desta música um tempo atrás, quando estávamos em Las Vegas e eu amei”.

Mercado internacional

Anitta revelou que ela canta em inglês e espanhol para conquistar o mercado internacional e que para isso é preciso muita disposição. “Quando eu gravo uma nova música em outro idioma, sempre tem alguém latino ou americano para me indicar o sotaque correto. Em ‘Goal’ foi o próprio Pharrell. Ele disse: ‘Nessa pronúncia fala assim ou assado’. Em outras, ele achou que ficaria melhor o sotaque brasileiro”, completou.

A artista explicou ainda o motivo de as novas músicas serem mais lentas. “É óbvio que não vou deixar de rebolar, mas eu gosto sempre de mostrar uma Anitta diferente em cada coisa que faço. Não quero cair na mesmice”.

Ainda no mercado latino, Anitta comentou sobre a sua participação como jurada do “The Voice México” e disse estar surpresa com as pessoas a reconhecendo na rua. “Da penúltima vez que fui para o México e agora que voltei, eu senti uma diferença absurda na repercussão. As pessoas estão me reconhecendo”.

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Juízes do STF já ganham mais que colegas europeus, mesmo sem reajuste

O plenário do Senado aprovou, esta semana, um aumento de 16,3% nos salários dos ministros do STF. Com o aumento, os salários dos ministros passarão dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil.

O aumento foi pedido pelos próprios ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiram incluir no Orçamento de 2019 uma autorização para o reajuste salarial em 2019. Em agosto, o presidente Michel Temer fechou um acordo com os ministros em troca do fim do auxílio-moradia.

Os salários do STF servem de parâmetro para os demais cargos do Judiciário. Por isto, o aumento custará ao menos R$ 1,7 bilhão para a União no ano que vem, segundo uma nota técnica divulgada nesta quarta-feira pela Consultoria de Orçamento do Senado. Nos Estados, o impacto deve ser ainda maior.

O ministro Ricardo Lewandowski, autor de um dos votos favoráveis à medida, chegou a dizer que o reajuste era “modestíssimo”.

Se comparados com os vencimentos de juízes em outros países, porém, os contracheques do Judiciário brasileiro estão longe de ser modestos.

Um estudo de 2016 da Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (Cepej, na sigla em francês) mostra que, em 2014, um juiz da Suprema Corte dos países do bloco ganhava 4,5 vezes mais que a renda média de um trabalhador europeu. No Brasil, a realidade do salário do STF é ainda mais distante da média da população: o salário-base de R$ 33,7 mil do Supremo Tribunal Federal corresponde a 16 vezes a renda média de um trabalhador do país (que era de R$ 2.154 no fim de 2017).

Em 2014, um magistrado da Suprema Corte de um país da União Europeia recebia, em média, 65,7 mil euros por ano. Ao câmbio de hoje, o valor equivaleria a cerca de R$ 287 mil – ou R$ 23,9 mil mensais.

Segundo a última edição do relatório Justiça em Números, produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil tem hoje cerca de 18 mil magistrados (juízes, desembargadores, ministros). Eles custam cada um, em média, R$ 47,7 mil por mês – incluindo salários, benefícios e auxílios.

Os ganhos dos demais magistrados (juízes e desembargadores) em todo o país estão vinculados aos rendimentos dos ministros do STF. No caso da magistratura, o aumento é automático – o reajuste para os ministros é repassado para todos os demais.

Além disso, os salários dos ministros também estabelecem o chamado Teto Constitucional, que é o valor máximo que pode ser recebido pelos servidores dos três poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo). Se o valor do teto sobe, há a possibilidade de outras carreiras, fora do judiciário, pedirem aumento também. Mas, neste caso, o aumento não é automático.

“O efeito é chamado vinculativo, porque a Constituição determina que que o subsídio dos ministros dos tribunais superiores (STM, STF, STJ, TSE etc) seja de 95% do subsídio do STF, e o mesmo ocorre com outras categorias. Este aumento é automático, e é a isto que se chama de ‘efeito cascata’. Há uma hierarquia clara”, diz a advogada constitucionalista Vera Chemim.

Nos Tribunais de Justiça dos Estados, o vencimento dos desembargadores é, teoricamente, de 90,2% daquele dos ministros do STF, ou R$ 30,4 mil. Em alguns Estados, o aumento é automático. Em outros, depende de autorização em lei local.

Há ainda uma outra forma pela qual o reajuste do STF impacta as contas públicas: em várias carreiras, há servidores que ganham mais que o teto constitucional. Seus salários sofrem o chamado “abate teto”. Se o teto aumentar, os salários também sobem.

Terra

Fonte: Blog do BG

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