ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSE SÁBADO

INTERNACIONAIS

Por Reuters

 


Homem caminha em Mexico Beach em frente a escombros causados pela passagem do furacão Michael no EUA — Foto: Carlo Allegri/Reuters

Homem caminha em Mexico Beach em frente a escombros causados pela passagem do furacão Michael no EUA — Foto: Carlo Allegri/Reuters

Número de mortes causadas por furacão Michael, na Flórida, chega a 18

Número de mortes causadas por furacão Michael, na Flórida, chega a 18

O número de mortes pela passagem do furacão Michael deve aumentar neste fim de semana, já que centenas de pessoas não foram encontradas na área de Panhandle, na Flórida, onde cidades dizimadas seguem incomunicáveis e no escuro.

No começo deste sábado, autoridades estaduais informaram que 18 pessoas foram mortas na Flórida, Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia.

Equipes de resgate, prejudicadas por quedas de energia e da comunicação por telefone, estavam batendo de porta em porta e usando cães farejadores, drones e equipamentos pesados ​​para procurar sobreviventes dentre entulhos em Mexico Beach e em outras comunidades costeiras da Flórida, como Port St. Joe e Panama City.

“Ainda não entramos em algumas das áreas mais atingidas”, disse Brock Long, administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA, na sigla em inglês), na sexta-feira, acrescentando que esperava ver o número de fatalidades subindo.

Foto aérea mostra destruição de casas causada pela passagem do furacão Michael em Mexico Beach, na Flórida — Foto: Chris O'Meara/Pool via Reuters

Foto aérea mostra destruição de casas causada pela passagem do furacão Michael em Mexico Beach, na Flórida — Foto: Chris O’Meara/Pool via Reuters

A rede voluntária de busca e resgate CrowdSource Rescue, com sede em Houston, informou que suas equipes estavam tentando encontrar cerca de 2.100 pessoas que estão desaparecidas ou que precisam de ajuda na Flórida, segundo seu co-fundador Matthew Marchetti.

As redes sociais estavam cheias de mensagens de pessoas que tentavam alcançar as famílias desaparecidas na região atingida.

O Michael atingiu o solo perto de Mexico Beach, na Florida Panhandle, na quarta-feira como uma das tempestades mais poderosas da história dos EUA, com ventos de até 250 km/h. O furacão de categoria 4 foi rebaixado para tempestade tropical na noite de quarta.

O Michael empurrou uma parede de água do mar para o interior, causando inundações generalizadas, destruindo bairros inteiros e reduzindo casas a fundações de concreto e pilhas de madeira e tapume.

Imagem aérea mostra destruíção em Mexico Beach, na Flórida, após passagem do furacão Michael — Foto: Reuters/Dronebase

Imagem aérea mostra destruíção em Mexico Beach, na Flórida, após passagem do furacão Michael — Foto: Reuters/Dronebase

Homem caminha entre destroços de prédio destruído pelo furacão Michael, em Panama City, na Flórida, na quinta-feira (11) — Foto: Brendan Smialowski/AFP

Homem caminha entre destroços de prédio destruído pelo furacão Michael, em Panama City, na Flórida, na quinta-feira (11) — Foto: Brendan Smialowski/AFP

Como se forma um furacão — Foto: Arte/ G1

Como se forma um furacão — Foto: Arte/ G1

NACIONAIS

Por Lara Pinheiro, G1*

 


'Eu não queria concorrer', diz mulher que teve zero votos

‘Eu não queria concorrer’, diz mulher que teve zero votos

Os nomes de Renata Dama, Wandna da Silva e Mariely Sena apareceram nas urnas das eleições deste ano, mas não tiveram nenhum voto. Elas afirmam ao G1 que não sabiam que eram candidatas.

Renata Dama, filiada ao PMB em Roraima, tem 37 anos. Ela disse ter descoberto que era candidata a deputada estadual por meio de uma amiga que viu o nome dela na página do TSE.

“Uma pessoa [do partido] veio até a mim perguntando se eu era filiada e eu disse que era, e essa pessoa me falou que precisava completar ‘X’ número do sexo feminino para completar a legenda (…) Perguntei se eu iria concorrer, e me disseram que eu não ia concorrer, que eu só ia completar a inscrição” (…) Não chegaram em mim dizendo: ‘olha, você vai ser candidata”.

Renata disse que chegou a abrir conta corrente no banco e tirar foto, exigências para formalizar a candidatura — mas não sabia que seria candidata. “A princípio, não era pra eu concorrer. Fiz a inscrição, mas não… Na realidade, fui enganada.” A candidata disse que iria pedir a desfiliação do Partido da Mulher Brasileira (PMB), pelo qual concorreu.

A presidente do PMB em Roraima, Sandra Santos, afirma que todas sabiam que concorreriam ao cargo. Ela admitiu que o partido buscou mulheres filiadas para lançá-las candidatas, mas afirmou que nenhuma delas foi usada como “laranja”, como são conhecidas as candidaturas apenas para cumprir a cota feminina nos partidos (veja regra abaixo). Ela disse ainda que o partido não financiou a campanha de nenhum candidato, mas deu santinhos para os que quisessem.

“Nós temos as mesmas dificuldades que os outros partidos, e isso ainda mais quando se vai para o campo da participação feminina. Lamentavelmente, as nossas mulheres não foram tão bem votadas como nós esperávamos”, afirmou.

Já Wandna da Silva, que entrou na urna como Wandna do Santa Cecília (PRP-RR), nega que tivesse lançado candidatura a deputada estadual, e diz que irá procurar a legenda para entender o que aconteceu. “Eu me filiei só ao partido. Eu não saí como candidata. Pra mim estava só como se eu tivesse filiada, por isso que votei em outra pessoa”, afirma. O G1 não conseguiu contato com o PRP em Roraima.

Mariely Sena (PTC-AP) respondeu que não ao ser perguntada se foi candidata a deputada estadual nas eleições de 2018.

“Até no momento eu queria vir pra deputada estadual, só que eu não tive recurso para arcar com os materiais da campanha. Aí o partido ficou de me passar um dinheiro, mas eu não tive acesso, por isso que no último instante não houve material de campanha. Até você pode ver a foto, que não tem número, aí não teve como eu vir fazer campanha e conquistar votos, porque eu moro no Pracuúba e pra cá é bem distante de Macapá. Até aí foi me repassado isso, que deu problema no comprovante de residência. Só isso que posso lhe informar”.

A direção do PTC no Amapá foi procurada, mas não respondeu.

Dos 24 candidatos que apareceram nas urnas dessas eleições mas não levaram nenhum voto, 21 são mulheres. Todos disputaram vagas nas assembleias legislativas. O Amapá teve o maior número de candidatos com zero voto: 6, seguido do Acre e Roraima, com 5 candidatos. Rondônia teve 3. Ceará, Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro registraram 1.

De acordo com o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, já existem investigações em andamento sobre possíveis candidaturas “laranja” nas eleições em Rondônia.

O que diz a lei

A legislação que estabelece normas para as eleições no Brasil existe desde 1997 e obriga que cada partido ou coligação lance, no mínimo, 30% de candidaturas de cada sexo para deputado. A medida visa a aumentar a participação feminina na política: hoje, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres são 5 em cada 10 eleitores, mas apenas 3 em cada 10 candidatos.

Mesmo 20 anos após a lei, os partidos ainda apresentam chapas que descumprem a regra, como o G1 mostrou. Nesses casos, a Justiça notifica-os para que corrijam os problemas, sob pena de rejeição de todas as candidaturas.

Em 2016, candidaturas de mulheres com zero voto foram investigadas por suspeita de terem sido laranjas – ou seja, terem sido apresentadas apenas para cumprir a cota.

Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, não receber votos não implica necessariamente em candidatura falsa, e é preciso investigar cada caso. Mas, caso fique comprovado que houve uso de candidaturas laranjas, todos os candidatos envolvidos nas chapas fraudulentas devem ser cassados, mesmo que já tenham sido eleitos.

“A posição nossa é de que cai todo mundo — ou seja, perde o mandato todo mundo que estava nessa mesma canoa, porque a fraude não prejudica só ela [a candidata mulher], só os eleitos, mas prejudica os eleitos, os suplentes, e ela. Cai todo o grupo. Isso contamina toda a chapa. E aí a única maneira de que não seja praticado é todo mundo que estava participando dessa fraude — e não apenas a candidata — sejam alcançados pela nulidade.”

Segundo o procurador-regional eleitoral titular em Roraima, Rodrigo Mark Freitas, além da fraude à cota mínima de 30%, os casos apurados pelo G1 podem, em tese, configurar crime de falsidade ideológica eleitoral, que tem pena de reclusão de até 5 anos. Freitas afirmou que o Ministério Público Eleitoral irá apurar esses e outros casos suspeitos.

Jacques afirma que a prisão, no entanto, exige certeza e prova de que as candidatas, “no seu íntimo, sabiam e queriam fazer [a fraude]”, explica. O vice-procurador-geral eleitoral acrescenta, no entanto, que é difícil atestar essa intenção — ou falta dela — em todos os envolvidos. Por esse motivo, na maioria das vezes aplica-se a pena de inelegibilidade dos candidatos por 8 anos e a devolução do recurso público utilizado nas campanhas.

“A ideia é de que elas [as candidatas mulheres] também fiquem inelegíveis. A gente tem que trabalhar de modo objetivo. Houve uma fraude e você participou dela. Se você olhar o lado passional, pessoal, os vencedores dizem ‘eu não sabia de nada, todos os votos que eu tenho foram com meu suor’. As mulheres dizem ‘eu não sabia de nada, eu fui usada’. Aí ninguém sabe de nada, e vai ficar por isso mesmo, é mais ou menos esse o problema. Quem está na chapa tem que olhar se todo mundo está ok”, explica.

No caso de candidatas que não receberam nenhum recurso, cabe à chapa a devolução de todo o dinheiro repassado a ela. Os partidos, no entanto, não ficam inelegíveis.

Mulheres são maioria entre os sem-voto

Dos 24 candidatos que apareceram nas urnas dessas eleições, mas não levaram nenhum voto, 21 são mulheres. O Partido Trabalhista Cristão (PTC), a Democracia Cristã (DC) e o Podemos lançaram o maior número de candidaturas: quatro cada um.

Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, é preciso ficar atento aos casos de desistência. “É um bom álibi para ela e para o partido. Fazemos uma apuração caprichada, verificando elementos de que a pessoa sabia que era só para constar. “

Alguns candidatos contatados pelo G1 afirmaram que desistiram de concorrer. Inês Felix (PRP-RO), Solange Ramos (PHS-RO) e Silvana (Patri-RR) dizem não ter recebido dinheiro do partido para fazer campanha e, por isso, abriram mão da candidatura.

O motivo também foi apontado para o caso de Renata Menezes (Pode-AP) pelo presidente do Podemos em Macapá, David Velasco.

“Ela está grávida e tem quase 40 anos, é uma gravidez de risco. Ela também esperava outra coisa: dinheiro [para a campanha]. O partido só liberou material gráfico e combustível”, diz Velasco.

No Acre, a coligação PRTB-DC teve quatro candidaturas com zero voto, todas de mulheres: Macicleia Ferreira, Eva Silva, Amanda Oliveira e Rosilene Bernaldo.

Segundo o presidente regional do PRTB no estado, Francisco Lira, Rosilene teve de cuidar de um problema de saúde do marido. As outras, diz, desistiram da disputa por desilusão com a política.

“Houve uma grande desilusão pelo momento em que a política está. Algumas pessoas deixavam de fazer campanha porque havia um descontentamento total por conta da política. Elas estavam indo fazer campanha e eram recebidas com xingamentos. Foi uma decepção geral”, afirma.

G1 tentou ligar para Wagner Moura (PV-RN) nos telefones informados ao TSE. Um representante do partido que atendeu e se identificou como Paulo diz que o candidato desistiu de concorrer.

O candidato Maicon Ribeiro (SD-AP) afirmou que desistiu da candidatura por não receber apoio do partido ainda no período de lançamento das pré-candidaturas, mas mesmo assim teve o nome registrado. Chegou a participar de reunião pedindo a intervenção do presidente do Solidariedade. Disse que não recebeu nenhum valor do fundo partidário e não teve condições de fazer a campanha. Por isso, resolveu não votar nele mesmo. Ele informou que vai fazer prestação de contas no TRE-AP.

Já a candidata Débora Melo (PTC – RR) não desistiu da candidatura, mas não esperava não ter nenhum voto.

“Não tem como tu concorrer, ter uma candidatura sem tu saber. Porque tu precisa assinar coisas, precisa abrir conta em banco. É meio complicado tu não saber, né? Eu soube no dia da apuração dos votos que não tirei nenhum voto, mas eu não estava esperando. Votei em outro candidato porque eu achava que ia ter votos, entendeu? Não fiz uma campanha forte. Foi só com os amigos. Era só para pegar uma “experienciazinha”. Bom, não sei te dizer ao certo por que não tive voto, mas eu imagino que foi porque eu não comprei.”

O PRTB do Rio de Janeiro diz que não conseguiu contato com Maria Silvério, candidata do partido à Assembleia Legislativa do estado, que também teve zero voto.

Os demais candidatos foram procurados, mas não responderam até a última atualização desta reportagem. São eles:

  • Mariselva Pereira (Podemos), no Acre;
  • Ana Claudia (Partido Trabalhista Cristão – PTC), no Amapá;
  • Ana Paula Soares (Partido da Mulher Brasileira – PMB), no Amapá;
  • Josimar (Partido da Mulher Brasileira – PMB), no Amapá;
  • Tania Santana (Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB), no Maranhão;
  • Eliane Surugan (Partido Trabalhista Cristão – PTC), no Pará;
  • Dilva Cunha (Podemos), em Roraima.

Mesmo com zero votos, candidatos podem assumir cargo

Dos 24 candidatos que não receberam nenhum voto, 14 constam como suplentes no site do TSE — ou seja, na prática, estão aptos a assumir uma vaga caso os titulares desistam dos mandatos. De acordo com o vice-procurador-geral eleitoral, mesmo sem votação, isso pode acontecer.

“O voto zero não torna impossível aceitar um cargo, porque ela estava naquela chapa. Pode ter colaborado para receber votos, pode ter pedido pela legenda. O voto para deputado é como se tivesse duas expressões: eu quero este grupo e, dentro deste grupo, a minha preferência é para esta pessoa. Então ela estava no grupo eleito, mas não teve a preferência de ninguém”, explica Jacques.

Em resposta enviada por e-mail ao G1, o Tribunal Superior Eleitoral também afirmou que não há exigência de votação mínima para os cargos de suplente, sendo possível que as candidatas tomem posse.

*Colaboraram Janine Brasil (G1 AC); Lorena Kubota (G1 AP); Marília Cordeiro (G1 CE); Mayara Subtil (G1 RO); Emily Costa e Valéria Oliveira (G1 RR).

Fonte: G1

Por G1 AM

Bandidos formam escudo humano com reféns em assalto a casa lotérica em Manaus

Bandidos formam escudo humano com reféns em assalto a casa lotérica em Manaus

Homens armados invadiram uma casa lotérica na Avenida Grande Circular, na Zona Leste de Manaus, por volta das 14h deste sábado (13). Pelo menos 25 pessoas foram feitas de reféns no local. Às 15h40, os assaltantes saíram da loteria usando um grupo de reféns como “escudo” humano.

Populares informaram à reportagem que os homens que invadiram o local estavam com armas de fogo, maçaricos e gasolina.

Casa lotérica está localizada em avenida de grande movimento em Manaus — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Casa lotérica está localizada em avenida de grande movimento em Manaus — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Uma pessoa que passava pelo local ficou ferida, mas ainda não se sabe se ela foi atingida por um tiro, já que os assaltantes efetuaram disparos de dentro da casa lotérica.

A área foi isolada e um negociador da Polícia Civil tentou diálogo com os assaltantes. O secretário de Segurança Amadeu Soares também esteve no local.

Mais de uma hora e meia após o início do assalto, os assaltantes saíram da casa lotérica com os reféns, que foram deixados na rua. Eles ainda não foram presos.

(*colaborou Daniela Branches, da Rede Amazônica)

Fonte: G1

A partir deste sábado, candidato só pode ser preso em flagrante

Nenhum candidato que participará do segundo turno das eleições poderá ser detido ou preso, a partir deste sábado (13), a não ser em caso de flagrante delito. A regra, que restringe a prisão de candidatos nos 15 dias que antecedem as eleições, está no parágrafo 1º do artigo 236 da Lei nº 4.737/1965 do Código Eleitoral.

Disputarão o segundo turno, no dia 28 de outubro, os candidatos a presidente da República Jair Bolsonaro, da Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL/PRTB), e Fernando Haddad, da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PC do B/PROS), além de 28 candidatos a governador em 13 estados e no Distrito Federal.

TSE nega pedido do PT para retirar mensagens de grupo de WhatsApp

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luis Felipe Salomão negou nesta sexta-feira (12) um pedido de liminar feito pela coligação do candidato a presidente Fernando Haddad (PT) para retirar conteúdos ofensivos e falsos de um grupo de WhatsApp.

O alvo do pedido do PT era um grupo de WhatsApp com 173 participantes, cujos administradores já foram identificados, que tem divulgado notícias falsas. Uma delas diz que o partido financia performances com pessoas nuas. Outra, que Manuela d’Ávila (PC do B), candidata a vice, disse que o cristianismo vai desaparecer. Outra, ainda, afirma que Haddad incentiva a hipersexualização de crianças.

O ministro do TSE afirmou em sua decisão que as mensagens via WhatsApp não são abertas ao público, como as do Facebook ou do Twitter. “A comunicação é de natureza privada e fica restrita aos interlocutores ou a um grupo limitado de pessoas, como ocorreu na hipótese dos autos, de modo que a interferência desta Justiça especializada deve ser minimalista, sob pena de silenciar o discurso dos cidadãos comuns no debate democrático”, escreveu Salomão.

“Em um exame preliminar -e ressalvados os casos de difusão de práticas criminosas-, parece evidente a inviabilidade desse tipo de controle, porquanto a Justiça Eleitoral é incapaz de acompanhar todas as conversas e manifestações externadas nas mídias eletrônicas, como aplicativos de mensagens instantâneas”, completou.

O ministro deu dois dias para os responsáveis pelo grupo no WhatsApp apresentarem sua defesa e um dia para o Ministério Público Eleitoral se manifestar.

Folhapress

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BOLSONARO X HADDAD: Saiba mais sobre a isenção de IR para quem ganha até 5 salários mínimos

Os dois candidatos à Presidência da República que disputarão o segundo turno da eleição, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), propõem isenção de cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos.

Considerando a proposta de orçamento encaminhada ao Congresso Nacional (mínimo de R$ 1.006 a partir de 2019), esse valor será de R$ 5.030 no ano que vem. Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, essa isenção custaria cerca de R$ 60 bilhões por ano.

Embora os dois presidenciáveis proponham isentar quem ganha até cinco salários mínimos da cobrança do Imposto de Renda, as propostas para a tributação dos valores acima de R$ 5.030,00, a partir de 2019, têm diferenças.

Jair Bolsonaro (PSL)

Na proposta de plano de governo, o candidato Jair Bolsonaro informa que haverá a “introdução de mecanismos capazes de criar um sistema de imposto de renda negativo na direção de uma renda mínima universal”.

Em entrevista concedida no fim de setembro, o candidato deu mais detalhes. Ele defendeu, na ocasião, a proposta de seu principal assessor econômico, Paulo Guedes, que isenta do Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos e cobra uma alíquota única de 20% para quem ganha acima disso:

“A proposta do Paulo Guedes do Imposto de Renda, eu até falei: ‘Você está sendo ousado’. A proposta dele é o seguinte: quem ganha até cinco salários mínimos não paga imposto de renda. E, dali para frente, uma alíquota única de 20%.”

Segundo o candidato, a medida geraria uma perda de arrecadação, mas daria “gás” às empresas. Por isso, afirmou, compensa.

“A União perderia arrecadação, sim, mas o gás que você daria para as empresas, para os comerciantes, produtores rurais, para empregar gente, desonerando a folha de pagamento, compensa e muito”, afirmou Bolsonaro.

“Vamos mexer na economia nessa área, sem sacrifício para ninguém. Se a alíquota de 20% estiver alta para alguns, eu converso com o Paulo Guedes. ‘Ô Paulo, em vez de ser acima de cinco, 20; até 10, 15; e dali para a frente’. Resolve essa parada aqui. Eu só falei uma coisa. Eu falei: ‘Paulo, eu só quero uma coisa: que a União arrecade menos’”, declarou.

Na última quinta-feira, em entrevista à RedeTV, o candidato afirmou que empresários também seriam beneficiados. “Essa redução em parte também seria vista para os empresários. A Inglaterra fez isso há vinte e poucos anos, Trump acabou de fazer nos Estados Unidos e deu certo”, declarou.

Fernando Haddad (PT)

O candidato do PT, Fernando Haddad, informa, em seu plano de governo, disponível na internet, que, para isentar quem ganha até cinco salários mínimos da cobrança do IRPF, o “andar de cima”, classificado no programa como sendo os “super-ricos”, terão aumento dos valores cobrados.

“O governo Haddad vai propor uma reforma tributária orientada pelos princípios da progressividade, simplicidade, eficiência e da promoção da transição ecológica”, informa, em seu programa de governo.

No último dia 8, ao Jornal Nacional, Haddad afirmou que que sustenta o Estado é o pobre, que “paga mais imposto proporcionalmente à sua renda”. Segundo ele, os muito ricos “não pagam absolutamente nada, paga uma proporção muito pequena da sua renda”.

O candidato afirmou que a isenção de IR para quem ganha até cinco mínimos constará de proposta de reforma tributária a ser enviada ao Congresso:

“A reforma tributária será feita por emenda constitucional, que prevê, inclusive, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos, proposta defendida por nós desde janeiro de 2018.”
No programa de governo, o candidato petista diz que a reforma de tributos compreenderá a tributação de lucros e dividendos e a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), para substituir a atual estrutura de impostos indiretos.

“No âmbito da reforma tributária, o governo Haddad vai criar implantar o Imposto de Renda justo, que prevê a reestruturação da tabela do imposto de pessoa física, para isentar quem ganha até cinco salários mínimos (R$ 4.770), condicionado ao aumento das alíquotas para os super-ricos”, informou.

O valor de R$ 4.770 que consta no projeto de governo do candidato considera o salário mínimo atual, de R$ 954, e não o de 2019, estimado em R$ 1.006 pelo governo, com base em lei aprovada pelo Congresso Nacional. Se considerada a estimativa do governo, o valor subiria para R$ 5.030,00 no ano que vem.

A proposta do candidato do PT não traz mais detalhes sobre as alíquotas que serão cobradas para quem ganha acima de cinco salários mínimos.

Não há projeções numéricas esclarecendo se os valores arrecadados com a cobrança a mais dos chamados “super-ricos” compensarão, integralmente, a perda de arrecadação com a isenção de valores entre R$ 1.903,98 (atualmente isentos) e R$ 5.030,00.

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Campanha de Bolsonaro pede ao TSE retirada de vídeo com ataque ao STF

Foto: Wilton Júnior/ Estadão Conteúdo

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou hoje (12) a retirada do ar em 24h de um vídeo supostamente produzido por apoiadores do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, que inclui ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como alvos de crítica.

A retirada foi determinada pela própria direção da campanha de Bolsonaro, que alegou que “o vídeo em questão prejudica a imagem do candidato representante, na medida em que o coloca em linha de colisão com a atuação do Poder Judiciário brasileiro”.

No vídeo, com o refrão da música “Meus pais”, de Zezé di Camargo e Luciano, ao fundo, aparecem os ministros do STF Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Alexandre de Moraes. “Feito um mal que não tem cura, estão levando à loucura o Brasil que a gente ama”, diz a canção, enquanto se sucedem as imagens, nas quais aparecem também políticos do PT e do MDB.

Os advogados de Bolsonaro alegaram ao TSE que o vídeo deveria ser retirado do ar por induzir ao internauta que, caso eleito, o candidato não respeitaria as decisões emanadas do Poder Judiciário, “o que não é verdade”, afirmaram na representação. A defesa destacou que, apesar de trazer a identidade visual da candidatura, o material audiovisual não foi produzido pela campanha.

Ao acolher os argumentos e ordenar a retirada do vídeo hospedado no YouTube, o ministro Carlos Horbach escreveu que o material “tem evidente potencial lesivo para os representantes, que involuntariamente são vinculados a ideias que não corroboram, cuja repercussão negativa no eleitorado lhes prejudica”.

Agência Brasil

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Bolsonaro diz que debaterá com Haddad se não houver “terceiros”

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado (13) que pode ir a debates se tiver garantias de que não haverá interferência de terceiros sob Fernando Haddad (PT), seu adversário no segundo turno.

“Se for um debate, eu e ele, sem interferência externa, eu to pronto para comparecer”, afirmou, sem explicar a quem se referia ao falar em interferência externa. A declaração foi feita em meio às gravações do programa de TV, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro deixou sua casa na manhã deste sábado, na Barra da Tijuca, e foi ai Jardim Botânico, onde grava vídeos para horário eleitoral, na casa de Paulo Marinho, seu aliado.

Desde que sofreu uma facada, no início de setembro, ele não participou mais dos debates e foi criticado por seus adversários. Bolsonaro aguarda liberação médica para fazer atos de campanha e deve passar por nova avaliação na quinta-feira (18).

Esta semana ele havia indicado que não iria aos programas mesmo se fosse liberado. “Se for eu e ele estou pronto para debater sim. Eu não quero ir a debate se houver a participação de terceiros. Quem está disputando a eleição sou ele e eu.”

Ele voltou a criticar o PT e disse que, se for eleito, vai acabar com o toma lá dá cá na política. “Não adianta você ter boas propostas, mas após uma possível eleição quem vai colocar em prática vai ser um time de ministros que quem vai escalar não vai ser o Haddad, vai set o Lula.”

Bolsonaro voltou a negar que proporia uma Constituinte se for eleito, ao contrário do que defendeu seu vice, o general Hamilton Mourão. Ele disse que seu norte é a Constituição, da qual afirmou ser “escravo”, mas reconheceu discordar de alguns pontos da Carta, sem dizer quais.

“Tem uns artigos que eu discordo. Vamos propor emendas e se o parlamento concordar, tudo bem. Uma nova constituinte, não.”

Folhapress

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Na TV, vice de Haddad faz alerta sobre notícias falsas

Durante o horário eleitoral deste sábado (13), Manuela D’Ávila (PC do B), vice do presidenciável do PT, Fernando Haddad, fez um alerta sobre a divulgação de notícias falsas, as fake news, nas redes sociais.

A candidata citou como exemplo a acusação feita por Jair Bolsonaro (PSL) de que o petista teria distribuído um kit gay para as escolas. O capitão reformado voltou a falar do assunto durante entrevista ao Jornal Nacional, em agosto.

A campanha mostrou notícias de jornais que informavam que o livro que o candidato tentou exibir na bancada nunca foi adotado pelo MEC (Ministério da Educação).

Deputada no Rio Grande do Sul, ela tem sido alvo de notícias falsas difundidas nas redes, como mostrou o projeto Comprova. Não é verdade ela disse que o cristianismo irá desaparece e também é falsa a imagem que simula que ela utilizou uma camisa com a frase “Jesus é Travesti” e com um ícone de arco-íris.

No programa eleitoral, Manuela pede aos eleitores para que denunciem pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e pela campanha as notícias falsas que receberem.

Nesta sexta-feira (12) o ministro do TSE Luis Felipe Salomão negou um pedido de liminar da coligação para retirar conteúdos ofensivos e falsos de um grupo de WhatsApp.

O alvo do pedido era um grupo de WhatsApp com 173 participantes, cujos administradores já foram identificados, que tem divulgado notícias falsas. Uma delas diz que o PT financia performances com pessoas nuas. Outra, que Haddad incentiva a hipersexualização de crianças. A notícia sobre o cristianismo associada a deputada também foi veiculada no grupo.

Folhapress

Fonte: Blog do BG

Por G1 RN

 


Criança morre atropelada e motociclista é espancado até a morte em Natal — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

Criança morre atropelada e motociclista é espancado até a morte em Natal — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

Um jovem foi espancado até a morte após atropelar e matar uma criança de 1 ano e 4 meses no bairro Nazaré, em Natal, na noite de sexta (12).

De acordo com a Polícia Civil, o motociclista – identificado como Mateus Miranda do Nascimento, de 18 anos – estava empinando a moto pela Avenida Lima e Silva quando, próximo à Travessa Vila Viana, perdeu o controle do veículo e atropelou a criança. Kauan Henrique estava com a mãe no momento do acidente e morreu na hora.

Ainda segundo informações da polícia, o motociclista tentou fugir do local do acidente correndo, mas foi pego por populares que o espancaram até a morte. O jovem ainda levou uma facada no peito.

De acordo com o delegado Rysklyft Factore, os responsáveis pelo linchamento ainda não foram identificados, mas pelo menos cinco pessoas participaram do crime. Mateus Miranda não tinha passagem pela polícia.

Esse é o segundo caso de linchamento em Natal em dois dias. Na quinta-feira (11), um homem suspeito de assaltar um ônibus na Ribeira foi pego, amarrado pelo pescoço, arrastado pelo pescoço, espancado e baleado.

Pai chora próximo ao corpo do filho de 1 ano e 4 meses que morreu atropelado em Natal — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

Pai chora próximo ao corpo do filho de 1 ano e 4 meses que morreu atropelado em Natal — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

Por G1 RN

 


Festival MADA completa 20 anos em 2018 — Foto: Rogério Vital

Festival MADA completa 20 anos em 2018 — Foto: Rogério Vital

O Festival Mada continua neste sábado (13) com muita música e diversão em Natal. Uma das atrações da segunda noite é a banda escocesa Franz Ferdinand (UK). Se apresentam ainda Baiana System, Francinso El Hombre, Luísa e Os Alquimistas, Alphorria, entre outros.

Os portões abrem às 17h e os shows começam às 18h. Confira abaixo a ordem de apresentação das bandas.

Palco TNT Energy Drink Stage

19h40 – Angela Castro

21h10 – Luísa e Os Alquimistas

22h50 – Rincon Sapiência

0h30 – Franz Ferdinand (UK)

Palco Coca-Cola

19h – Oto Gris

20h20 – Alphorria

22h – Larissa Luz

23h40 – Francisco El Hombre

2h – Baiana System

Palco MADA Arena

19h – Ciro e a Cidade

20h – Ardu

21h – Potiguara Bardo

Serviço

  • O quê: Festival Música Alimento da Alma (Mada)
  • Datas: 12 e 13 de outubro
  • Horário: a partir de 17h
  • Valor: R$ 60 a R$ 360
  • Ingressos: Loja Oticalli do shopping Midway Mall e online através do Sympla e da Arena das Dunas

Fonte: G1

Por G1 RN

 


Willian Medeiros, 19 anos, estudante de Ciência e Tecnologia e recém-contratado pela empresa em que começou como aprendiz — Foto: Mariana Pinto

Willian Medeiros, 19 anos, estudante de Ciência e Tecnologia e recém-contratado pela empresa em que começou como aprendiz — Foto: Mariana Pinto

Diante do cenário nacional de empregabilidade, com 13,235 milhões de brasileiros em busca de emprego, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entrar no mercado de trabalho logo como funcionário efetivo das empresas não é uma tarefa fácil. Por isso, o ingresso como Jovem Aprendiz tem ganhado cada vez mais destaque.

De acordo com levantamento realizado Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), somente no primeiro semestre deste ano, o Brasil contratou, por meio da Lei de Aprendizagem, 227,6 mil jovens. A oportunidade é encarada por muitos dos aprendizes como uma chance de mostrar trabalho e crescerem profissionalmente, como no caso do jovem potiguar Willian Medeiros, 19 anos, estudante de Ciência e Tecnologia e recém-contratado pela empresa em que começou como aprendiz.

Ainda no Ensino Médio, o estudante já alimentava a vontade de aprender mais sobre o mundo corporativo. “A experiência no programa Jovem Aprendiz facilitou a minha inserção no mercado de trabalho, que era um dos meus desejos, não apenas pelo dinheiro e independência financeira, mas pela aprendizagem adquirida”, declara.

Willian Medeiros era cadastrado no Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e recebeu a notícia de novas vagas no setor administrativo do Grupo JMT Service. Ao longo do processo seletivo, realizou na empresa uma prova sobre atualidades, redigiu uma redação sobre terceirização e participou de uma sondagem das características de personalidade. “Foi a minha primeira seleção de emprego e o resultado recebido foi gratificante. Assim que ingressei na empresa fui muito bem recebido, isso teve reflexo no meu trabalho diário e aprendi bastante”, destaca o jovem.

Segundo a coordenadora administrativa do Grupo JMT Service Jerlani Lucena, a empresa compreende a importância de acompanhar e oferecer um treinamento relacionado à atividade exercida. “Entendemos o papel social na contratação desses jovens, é a primeira oportunidade deles. Por isso, acolhemos e repassamos os ensinamos com objetivo de torna-los grandes profissionais no futuro”, comenta.

Dentro da empresa, o reconhecimento ao profissional é essencial para uma prestação de serviço de qualidade. “Uma das consequências positivas do bom serviço prestado e como forma encontrada de demonstrar o reconhecimento merecido ao jovem aprendiz, realizamos as efetivações deles no quadro de funcionário”, explica Jerlani Lucena.

O caso do estudante William Medeiros representa bem esse cenário. Ele foi contratado com pouco tempo de prestação de serviço como jovem aprendiz. “Hoje, sou mais responsável devido a experiência adquirida na empresa, toda a logística empresaria vivenciada nos últimos meses estão me moldando profissionalmente”, comenta.

Para garantir os direitos e deveres dos jovens aprendizes, de acordo a coordenadora administrativa Jerlani Lucena, a empresa JMT Service se compromete em aplicar todas as leis na prática. “Compreendemos que o jovem ainda está em processo de formação. Por isso, a empresa acompanha a frequência do aprendiz no curso relacionado à área de atuação e ao final do estágio, em parceria com o supervisor de atividade, entregamos um relatório de desempenho, avaliando as questões como os conhecimentos solicitados no momento do preenchimento da vaga, pontualidade, comprometimento, entre outros”, explica.

Jovem Aprendiz

A Lei da Aprendizagem, regulamentada por decreto em 2005, estabelece que as empresas de médio e grande porte contratem aprendizes em uma cota que pode variar de 5% a 15% do quadro de trabalhadores. Apesar de a obrigatoriedade ser específica para empresas maiores, qualquer empresa pode efetivar a contratação.

Fonte: G1RN

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