ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSE SÁBADO

Por Ana Carolina Moreno, G1 — São Paulo

 


As mulheres, que são 52,5% do eleitorado do país, representam 32% inscrições para concorrer a um cargo eletivo nas eleições gerais de 2018, segundo os dados mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da noite de sexta-feira (21).

Já entre os pedidos considerados inaptos pela Justiça Eleitoral – ou seja, candidaturas que não vão estar nas urnas em outubro –, a proporção delas é maior: 40%.

Com isso, a participação delas, que já era menor que a dos homens entre candidaturas apresentadas, cai ainda um pouco mais, para 31%.

São consideradas candidaturas inaptas aquelas que não vão concorrer em 2018. Elas são subdivididas entre indeferidas (rejeitadas pela Justiça Eleitoral sem possibilidade de recurso), as renúncias, os pedidos que sequer foram apreciados pela Justiça, os cancelados pelos partidos, e os mortos.

O principal motivo para inaptidão é o indeferimento. E, nessa categoria, a proporção de mulheres chega a 43%, ante os 32% da participação entre as apresentadas.

Pedidos de registro de candidatura
Em números absolutos, divididos por gênero
Homens: 19.892Mulheres: 9.206
Fonte: TSE
Candidaturas consideradas inaptas
Em números absolutos, divididos por gênero

Homens: 1.164Mulheres: 764

Mulheres
inaptas 764
Fonte: TSE

Os números representam as candidaturas para todos os cargos. No Brasil, atualmente só é obrigatório que os partidos e coligações cumpram uma cota mínima de candidatas mulheres para cargos proporcionais – neste ano, são os de deputado estadual, federal ou distrital (entenda as regras no fim da reportagem).

Em agosto, um levantamento do G1 mostrou que os tribunais regionais eleitorais (TREs) já haviam notificado pelo menos 37 chapas em dez estados por descumprimento da lei.

Segundo Marilda Silveira, especialista em direito eleitoral e professora da Faculdade de Direito do IDP-São Paulo, nos últimos 20 anos a lei de cotas avançou para garantir às mulheres uma parte mínima do dinheiro do fundo partidário para campanhas, mas ainda precisa melhorar em alguns pontos, como ter uma definição clara sobre que punição deverá ser aplicada aos partidos e coligações que descumpram a regra.

Além disso, como os tribunais são obrigados a notificar o descumprimento depois do prazo de apresentação de candidaturas, e antes do primeiro turno, em geral as coligações e partidos não sofrem punições porque regularizam a situação no decorrer do período eleitoral, seja apresentando novas candidatas mulheres ou reduzindo o número de candidatos homens.

Candidaturas indeferidas ou questionadas

Até o balanço divulgado na manhã desta sexta, a grande maioria dos pedidos de registro (mais de 25 mil) foram deferidos pelos tribunais eleitorais sem necessidade de recurso por parte dos candidatos. Mas pelo menos 2.880 pedidos foram indeferidos na primeira instância – outros 80 ainda não tinham sido analisados pela Justiça Eleitoral.

Essa soma considera três tipos diferentes de situações:

  • 1.371 pedidos indeferidos: quando a candidatura foi julgada não regular, por não atender às condições exigidas para o deferimento do registro. Esses são os inaptos
  • 1.210 pedidos indeferidos com recurso: quando a candidatura se encaixa no mesmo caso acima, mas o candidato entrou com recurso e aguarda o julgamento em uma instância superior; enquanto isso não acontece, ele é considerado pela Justiça como apto a concorrer
  • 299 pedidos deferidos com recurso: segundo o TSE, nesse caso, o pedido foi considerado regular pela Justiça, mas houve interposição de recurso contra essa decisão, e esse questionamento ainda não foi julgado em uma instância superior; isso quer dizer que o registro da candidatura ainda corre um risco de ser cassado. Mas, em princípio, está apto

As mulheres representam 35% das candidaturas nesse grupo, participação um pouco maior do que a que elas têm na soma total de pedidos.

Considerando cada uma das três situações, elas têm maior peso entre o total de candidatos que tiveram o pedido indeferido, mas entraram com recurso para tentar reverter a decisão, e agora aguardam o novo julgamento.

Uma comparação entre as candidaturas femininas e masculinas considerando essas três categorias do TSE mostra que, do total de mulheres que se candidaram, 11% tiveram algum tipo de problema na Justiça EleitoralNo caso dos homens, o número é semelhante: 9% dos pedidos de candidaturas masculinas ou foram indeferidos ou foram questionados depois do deferimento.

Além disso, dos 664 candidatos que renunciaram durante a campanha e desistiram de concorrer, 36% são mulheres.

Como aumentar a participação feminina entre as candidaturas?

Para a professora Marilda Silveira, da Faculdade de Direito do IDP-São Paulo, os dados parciais do TSE não revelam se as candidaturas de mulheres, mesmo as indeferidas, representam fraude ou casos de “candidatas de fachada” e, por isso, não é possível concluir se o número real de mulheres interessadas em se eleger para cargos públicos é menor.

Ela disse, porém, que nos 21 anos desde que foi aprovada, a lei passou por avanços nas regras, mas ainda precisa de ajustes.

“A redação dela foi alterada quatro vezes”, explicou ela, lembrando que, no início, o texto dava abertura para a interpretação de que a lei apenas sugeria um número mínimo de candidatas, mas não constituía uma obrigação. Depois, ela passou a uma redação mais clara indicando que uma coligação que descumprisse a cota poderia ser indeferida e, nesse caso, todos os pedidos da coligação seriam indeferidos.

Um dos principais trunfos recentes dela, porém, é obrigar os partidos a distribuir uma parte mínima fixa do fundo partidário para custeio das campanhas de mulheres.

“É preciso dar efetividade à participação das mulheres, dar efetividade à entrega dos fundos dos partidos para que as mulheres façam campanha”, diz Marilda.

Como evitar candidaturas femininas ‘de fachada’?

Na opinião de Marilda, não é simples descobrir se de fato uma candidata pediu o registro porque quer realmente concorrer a um cargo, ou foi convencida a participar para que o partido pudesse cumprir a cota.

Ela afirma que todos os pedidos precisam passar pela análise da Justiça Eleitoral antes de serem confirmadas ou não. “Você não pode aferir a legibilidade de antemão, e ninguém pode acusar de ser inelegível antes de a Justiça declarar”, explicou a professora ao G1.

Como essa análise acontece durante o período de campanha (e inclusive pode ultrapassar o dia da votação), a cota se aplica apenas aos pedidos apresentados, e não ao número total de pedidos deferidos.

Caso uma análise do tribunal identifique a possibilidade de fraude, a ação indicada seria notificar o Ministério Público para que ele abra uma investigação. Mas, na maior parte das situações, fica difícil comprovar a fraude, porque as mulheres concordaram com sua candidatura “de fachada”.

O que fazer com essas candidaturas?

Há casos, porém, em que mulheres são inscritas sem o seu conhecimento, mas eles são raros, segundo a professora. Na semana passada, duas mulheres do Ceará que são mãe e filha fizeram a denúncia de que foram registradas sem saber. O pedido de registro delas foi considerado apto pela Justiça Eleitoral, mesmo que uma análise mais atenta mostre que as fotos delas foram feitas por meio de montagens.

“Isso é um caso raro, hoje em dia até para fazer coisa errada as pessoas não são bobas assim. Queria saber se a pessoa que fez isso teria coragem de fazer isso com um homem”, disse Marilda.

Mulheres denunciam que foram cadastradas como candidatas sem que elas soubessem

Mulheres denunciam que foram cadastradas como candidatas sem que elas soubessem

Em um caso desse tipo, mesmo estando apta, a mulher pode ir à Justiça para pedir o cancelamento de seu registro, e o tribunal pode notificar o Ministério Público para que a denúncia de fraude seja investigada.

O que acontece se um partido não cumpre a lei?

Não existe uma definição. Isso porque, de acordo com Marilda, na hora de avaliar os pedidos de registro de candidatura, ao tribunal compete apenas aplicar os critérios objetivos, e não investigar. Quando o tribunal eleitoral analisa os pedidos e percebe que um partido isolado, ou uma coligação de partidos, não cumpriu a cota, é obrigação da Justiça notificar os partidos para que eles regularizem a situação.

É por essa possibilidade de regularização durante a campanha, diz ela, que há poucos casos de descumprimento. Em geral, a atitude dos partidos para cumprir a cota passa ou por apresentar novas candidaturas femininas, ou reduzir o número de candidatos homens.

A pena, porém, pode variar. “A lei não é clara”, afirma Marilda. Segundo ela, a denúncia de irregularidade pode ser feita depois do dia da votação, mas deve ser apresentada ou antes da diplomação ou até 15 dias depois.

Caso seja confirmada a fraude, uma das penas pode ser a perda de mandato e inegibilidade dos candidatos eleitos pelo partido ou coligação. Mas ela não é automática. “Não se sabe se é só aqueles do partido [que perdem o mandato], ou pessoas que foram beneficiadas, ou se não cassa as mulheres”, explicou ela. Para Marilda, se uma mulher perde o mandato porque sua coligação não cumpriu a cota de candidatas mulheres, “o que acontece é que a mulher acaba sofrendo duas vezes, não é uma solução”.

A investigação e o julgamento, porém, podem demorar. Marilda cita que há pelo menos três casos de denúncia por descumprimento da cota nas eleições de 2016 esperando julgamento no TSE.

O que diz a lei

  • A cota para candidatas mulheres diz respeito apenas às eleições para os cargos de vereador e deputado estadual, distrital ou federal; ela não vale para os candidatos e candidatas ao Senado, aos governos estaduais e à Presidência da República
  • Nas cidades com mais de 100 mil eleitores e nos estados em que o número total de vagas de deputados para a Câmara dos Deputados ou as assembleias for maior do que 12, cada partido pode apresentar um número de candidaturas que represente no máximo 150% do total de vagas; dessas, pelo menos 30% tem que ser de candidatas mulheres
  • Nas cidades com menos de 100 mil eleitores e nos estados em que o número total de vagas de deputados para a Câmara dos Deputados ou as assembleias for de até 12, cada partido pode apresentar um número de candidaturas que represente no máximo 200% do total de vagas; dessas, pelo menos 30% tem que ser de candidatas mulheres
  • Em todos os casos, cada sexo só pode representar no máximo 70% dos pedidos de registro de candidatura de cada partido, ou seja, tanto os candidatos homens quanto as candidatas mulheres devem representar entre 30% e 70% do total de candidaturas
  • A cota vale apenas para o total de pedidos apresentados no registro de cada partido isolado ou coligação, e não o total de pedidos considerados aptos pela Justiça Eleitoral, por causa do calendário eleitoral

Por Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

 


Relembre a promulgação da Constituição de 1988

Relembre a promulgação da Constituição de 1988

Há 30 anos, nascia a atual Constituição do Brasil. Após 20 meses de discussões na Assembleia Nacional Constituinte, foi aprovada em 22 de setembro de 1988 e promulgada em 5 de outubro do mesmo ano.

Chamada de “Constituição Cidadã”, assegurou a liberdade de pensamento e consagrou direitos sociais, como educação, saúde, moradia e proteção à maternidade e à infância; direitos trabalhistas, como a introdução da licença-paternidade; e direitos de defesa do consumidor.

Mas os indicadores sociais e o cotidiano dos cidadãos demonstram que muitos desses direitos estão longe de serem plenos, conforme analistas e especialistas de vários segmentos ouvidos pelo G1.

É como pensa Dimitri Dimoulis, professor de direito constitucional da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP):

“A Constituição foi muito generosa no seu texto, mas, quando se verifica a realidade 30 anos depois, vemos que a aplicação está aquém do que deveria ser.”

Na esfera política, o texto de 1988 restabeleceu a eleição direta para presidente da República e o equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

O país tinha recém-saído de um período de ditadura e precisava se firmar como democracia. O novo texto veio substituir a Constituição de 1967, que havia instituído a eleição indireta para a Presidência da República, por meio de um colégio eleitoral, e vigorou com atos institucionais, incluindo o que deu poderes absolutos ao regime militar.

Sessão da Assembleia Nacional Constituinte de promulgação da Constituição de 1988 — Foto: Arquivo Agência Brasil

Sessão da Assembleia Nacional Constituinte de promulgação da Constituição de 1988 — Foto: Arquivo Agência Brasil

A nova Constituição criou mecanismos de participação da sociedade, como a possibilidade de cidadãos comuns apresentarem projetos de iniciativa popular. Para isso, é preciso que a proposta tenha a assinatura de 1% dos eleitores do país.

“A introdução da iniciativa popular legislativa foi uma grande conquista. Já produziu algumas legislações relevantes, como a Lei da Ficha Limpa, e é algo que tem ainda potencial para ser explorado”, avalia Floriano de Azevedo Marques Neto, diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Dimitri Dimoulis sustenta que a Constituição contemplou demandas de diversos setores da sociedade e que já se tinha dimensão da dificuldade que haveria para colocá-la totalmente em prática.

“A Constituição de 88 prometeu infinitas coisas, mas depois veio a conta a pagar. Já se sabia, de certa maneira, que teria uma certa ineficácia”, diz.

Floriano de Azevedo Marques Neto concorda:

“A Constituição pegou um cobertor curto e convidou um monte de gente para se cobrir com ele.”

Para Dimoulis, a Constituição tem uma “eficácia seletiva”. “Grupos sem tantos meios de pressão acabam sendo os mais prejudicados”, observa.

Ele cita o caso do direito à moradia, previsto na Constituição. “Setores organizados, como o dos juízes, pressionam e conseguem ter um auxílio-moradia. Aqueles mais vulneráveis, que moram na periferia ou em favelas, não têm o mesmo poder de mobilização e ficam sem moradia. Não é que a Constituição não deu certo porque não foi aplicada. O que há é uma eficácia seletiva”, afirma.

Linha do tempo / Brasil 1988-2018 — Foto: Arte / G1 / Karina Almeida

Linha do tempo / Brasil 1988-2018 — Foto: Arte / G1 / Karina Almeida

Educação

Desde 1988, a educação passou a ser um dever do Estado, implicando responsabilização da autoridade competente em caso de não-oferecimento do ensino obrigatório. Foram reforçadas diretrizes para incluir as pessoas com deficiência e a população indígena.

Porém, embora a legislação determine que todas as crianças e jovens entre 4 e 17 anos estejam na escola, cerca de 2 milhões estão fora das salas de aula, segundo o relatório de 2018 de monitoramento das metas do Plano Nacional de Educação, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação.

Para Caio Callegari, coordenador de projetos do Movimento Todos pela Educação, não basta somente aumentar os recursos para o setor, mas é preciso melhorar a gestão:

“Temos tido avanços, mas ainda não cumprimos o básico da Constituição, que diz que a educação é um direito de todos e tem que haver igualdade de condições de acesso e de permanência na escola.”

Saúde

Outro exemplo de descompasso que os especialistas apontam entre a prática e o que está na lei é o setor de saúde.

A Constituição criou o Sistema Único de Saúde (SUS), com a universalização do atendimento gratuito para todos os cidadãos, desde uma simples avaliação da pressão arterial até o transplante de órgãos.

Foi considerado um grande avanço porque, até então, somente os trabalhadores vinculados à Previdência Social tinham acesso ao serviço público de saúde. O restante da população precisava recorrer a santas casas ou a outras entidades filantrópicas.

“O SUS é a única estrutura que articula todos os entes federativos. E funciona enquanto máquina organizativa. Tem problema de dinheiro e de alcance, mas, como sistema, funciona muito melhor do que educação e segurança pública, que são desarticulados”, afirma Azevedo Marques, da USP.

Para Gastão Wagner, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a melhora nos indicadores de saúde nestes 30 anos deve ser atribuída ao SUS, tanto em relação às ações preventivas quanto à ampliação do acesso a tratamento, que elevaram a expectativa de vida no país:

“O SUS é um patrimônio do Brasil. Ao mesmo tempo, tem problemas crônicos em razão do financiamento insuficiente e gestão inadequada, o que gera filas e heterogeneidade na oferta de atendimento.”

O deputado Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte: "Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil” — Foto: Arquivo Agência Brasil

O deputado Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte: “Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil” — Foto: Arquivo Agência Brasil

Direitos individuais e coletivos

Além dos direitos sociais, a Constituição explicita detalhadamente os direitos individuais e coletivos ‒‒ somente um dos artigos está dividido em 78 incisos.

A Constituição reforçou preceitos de igualdade entre homens e mulheres em termos de direitos e obrigações, proibindo, por exemplo, a diferença de salários por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. Também definiu como inviolável a liberdade de consciência e de crença.

Mas “direito conquistado não é direito garantido”, afirma a professora Maira Covre, coordenadora do Núcleo de Estudos de Desigualdades e Relações de Gênero (Nuderg) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj):

“A luta das mulheres mostra isso. Hoje, mesmo mais escolarizadas, as mulheres ganham cerca de 80% do que ganham os homens no mesmo cargo.”

Na opinião dela, a Constituição foi inovadora, mas precisa ser aperfeiçoada para acompanhar a sociedade.

“É preciso também ficar atento para não haver retrocesso. Nos últimos anos, iniciativas no Congresso Nacional tentaram minar alguns desses direitos”, diz.

Ela cita o projeto de lei conhecido como Estatuto da Família, aprovado em 2015 em uma comissão especial da Câmara dos Deputados e que define família como a união entre homem e mulher e exclui a união homoafetiva.

O texto também considera família o arranjo formado por apenas um dos pais e os filhos.

“Isso vai na contramão do que vemos hoje. A Constituição considera como entidade familiar o casamento civil ou a união estável entre o homem e a mulher, mas foi uma concepção da época, que sabemos hoje que não é só isso”, afirma Maira Covre.

Em 2011, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo. E, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou resolução que habilita os cartórios a celebrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Brasil 1988 x Brasil 2018 — Foto: Arte / G1 / Karina Almeida

Brasil 1988 x Brasil 2018 — Foto: Arte / G1 / Karina Almeida

Fonte: G1

Marina pede que TSE investigue Bolsonaro por ‘orquestração’ de ataque hacker a grupo de mulheres

A candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, ingressou com uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) neste sábado (22) contra Jair Bolsonaro (PSL) por “orquestração” do ataque hacker à página “Mulheres contra Bolsonaro”, informa Thais Arbex.

A ex-senadora pede que a Justiça Eleitoral investigue possíveis atos de abuso dos meios de comunicação e do poder político pelo presidenciável do PSL e pelo seu vice, o general Hamilton Mourão, e também de Eduardo Bolsonaro, filho do candidato.

Na ação, Marina alega que, ainda que não se confirme que Bolsonaro e seus aliados foram autores ou mandantes do ataque ao grupo, o capitão reformado obteve vantagem eleitoral com o caso.

“De forma voluntária, buscou projetar a sua campanha, fazendo crer que possuiria apoio e aceitação do eleitorado feminino”, diz o documento enviado ao TSE.

“Além disso, os ataques à página do grupo ainda que realizados por apoiadores da campanha, de fato, o beneficiaram, tendo em vista que foram excluídas as mensagens que lhe teciam críticas, alterando-as para outras que eram elogiosas.”

A ação destaca ainda que, ao reproduzir em suas redes o ataque, Bolsonaro agiu “de forma sarcástica, buscado se valer do episódio, sem qualquer pudor, para tentar alavancar a sua campanha”

“Os atos noticiados na demanda são graves por violarem os direitos constitucionais de liberdade de pensamento e expressão, por terem sido praticados na internet e no período eleitoral, portanto, atentarem contra a democracia”, diz Rafael Moreira Mota, advogado da coligação.

Folhapress

Comments

Haddad é vaiado por petistas ao citar viúva de Eduardo Campos em PE

O candidato Fernando Haddad (PT) foi vaiado por militantes petistas, em Pernambuco, na manhã deste sábado (22), ao mencionar, durante discurso, os nomes de Renata Campos e João Campos, viúva e filho do ex-governador Eduardo Campos respectivamente.

Em outros trechos de sua fala, sobretudo quando citava o ex-presidente Lula, foi bastante aplaudido.

No comício, parte do público também vaiou por várias vezes o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Em coro, o pessebista foi chamado de golpista. Toda vez que o locutor citava Paulo, vaias eram ouvidas.

O governador apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016. Em Pernambuco, a vereadora Marília Arraes (PT) acabou sendo retirada da disputa após acordo nacional entre o PT e o PSB.​

Ao lado de Câmara, que fez campanha para o tucano Aécio Neves no segundo turno da disputa eleitoral de 2014, Fernando Haddad destacou que o Brasil começou a se desestabilizar quando o resultado da eleição não foi aceito.

“Eles não aceitaram até hoje a derrota de 2014. E desde lá, só fizeram bagunça com o Brasil”, discursou. De olho no segundo turno das eleições, Haddad afirmou que não era hora de revanchismo.

“Vamos nos reconciliar com o Brasil. Muita gente percebeu o que vem acontecendo. Uma parte grande da população foi levada ao erro em 2016 e hoje as pessoas acordaram”, ressaltou.

O petista disse que o Nordeste já sabe o resultado das eleições. “O Nordeste já é festa. Já sabe que nós vamos para cima. Que nós vamos segurar o Brasil integrado, sem raiva de ninguém e com muito amor.”

Em entrevista após o ato, ele informou que não leu a carta escrita por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em que o tucano pede união do povo contra candidatos radicais.

“Não li a carta. É um gesto de apoio a Geraldo. É natural. Ele tem uma ligação muito grande com o Geraldo. Mesma ideia, mesmo estilo. É natural o apoio.”

O candidato também comentou a fala de Paulo Guedes, o guru do candidato Jair Bolsonaro (PSL), sobre “o voto programático de bancada”.

“Olha, eu penso que nós não podemos tentar resolver na base do autoritarismo e da violência. Democracia deve ser celebrada a todo tempo. A ampla aliança de primeiro e segundo turno vai formar a base de sustentação para os projetos que eu e Lula definimos.”

No discurso, Haddad lembrou uma história contada pelo governador da Bahia, Rui Costa. “Lá na Bahia, uma mulher disse para o Rui Costa uma frase que eu repito em todo comício. Ela falou assim: ‘Rui, nem golpe esses caras sabem dar. Eles afastaram a Dilma, prenderam o Lula, mas esqueceram de prender o povo’”.

No início da tarde, o candidato seguiu para Caruaru, no agreste pernambucano. Neste domingo (23), realiza ato de campanha em Petrolina, no sertão.

Folhapress

Comments

Bolsonaro recebe alta da Unidade de Terapia Semi-Intensiva

 

O Hospital Albert Einstein divulgou no começo da tarde deste sábado, 22, um novo boletim com informações sobre o estado de saúde do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. A equipe médica que atende o presidenciável informou que ele não apresenta dor, febre ou disfunções orgânicas. A melhora clínica progressiva permitiu que ele recebesse alta da Unidade de Terapia Semi-Intensiva nesta manhã.

De acordo com fontes ouvidas por VEJA, a alta da Unidade de Terapia Semi-Intensiva significa apenas uma alteração de tratamento, que demanda menos cuidados e não uma mudança de localização. Ele permanece no mesmo quarto em que estava antes.

Segundo o boletim, o candidato “segue com recuperação dos movimentos intestinais, recebendo dieta pastosa em associação à nutrição parenteral. Está mantendo as medidas de prevenção de trombose venosa” e realizando exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.

O documento é assinado pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo, o clínico e cardiologista Leandro Echeniquye e o diretor superintendente do Albert Einstein, Miguel Cendoroglo. Leia aqui o boletim médico na íntegra.

Veja

Comments

Suas conversas privadas do Twitter podem ter vazado: a empresa revelou ter descoberto um bug que enviava mensagens diretas e tuítes protegidos para desenvolvedores externos que não deveriam receber essas coisas.

O Twitter começou a alertar usuários sobre a falha nesta sexta-feira, 21, mas o problema durou algum tempo: o bug existe desde pelo menos maio de 2017. Ou seja, há mais de um ano que mensagens privadas estão sendo enviadas indevidamente para desenvolvedores de fora do Twitter.

O próprio Twitter diz que a falha foi encontrada no dia 10 de setembro e corrigida logo depois. No entanto, por algum motivo a empresa esperou mais dez dias para alertar usuários sobre ela. Em um post em seu blog oficial, o Twitter diz que a vulnerabilidade afetou menos de 1% dos seus mais de 330 milhões de usuários, e que todos os atingidos pelo bug vão receber alertas.

O problema, de acordo com o Twitter, estava em uma API usada por empresas para interagir com consumidores que acabava coletando mensagens diretas e tuítes protegidos indevidamente. Usuários que trocaram mensagens com empresas que usavam a ferramenta tiveram os dados vazados, segundo o Twitter.

Olhar Digital

 

LOCAIS

Monte Alegre recebe nota máxima do Ministério da Saúde nas unidades básicas

O prefeito de Monte Alegre Severino Rodrigues comemora mais um feito da sua administração. O Ministério da Saúde concedeu nota máxima para a rede pública municipal de saúde. Com isso o município conseguiu o mais alto conceito entre todas as cidades do Rio Grande do Norte.

Monte Alegre conta com dez equipes de Saúde da Família com Saúde Bucal. As unidades de saúde do município estão todas completas, no seu quadro de profissionais e equipamentos, além de se destacar pelos investimentos nas ações preventivas e de promoção da saúde.

O conceito máximo do Ministério da Saúde veio a partir do trabalho dos técnicos do Governo Federal durante o segundo semestre do ano passado, quando o Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde avaliou todas as equipes de atenção do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica. Esse programa tem como objetivo acompanhar e avaliar o padrão da qualidade das unidades básicas de saúde.

Empresário é sequestrado e executado em Natal

O empresário e funcionário público estadual Marcos Pontes foi sequestrado e executado na noite desta sexta-feira(21), em Natal.

Pelas informações repassadas ao blog, os bandidos abordaram Marcos Pontes, que ainda tentou reagir, mas terminou se entregando aos bandidos após ficar sob a mira de de uma arma de fogo. Ele terminou sendo sequestrado e, desde então, a família não tinha informações dele.

Mas, na manhã deste sábado (22), o corpo do empresário foi encontrado próximo ao Guarapes com várias marcas de disparos na cabeça e no peito. A polícia está investigando o caso.

Fonte: Blog do BG

Fechar Menu