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Alianças nos estados contrariam 12 das 13 chapas presidenciais

O G1 analisou as ligações em torno de 199 candidatos a governador para ver como partidos que são adversários na disputa pela Presidência se aliam para tentar conquistar governos estaduais.

Por G1*, São Paulo

 

Mapa dos 35 partidos do país e suas posições na disputa presidencial de 2018 (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa dos 35 partidos do país e suas posições na disputa presidencial de 2018 (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Dos 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 31 participam da eleição para a Presidência, agrupados em 13 candidaturas de partido único ou coligações. Mas, se eles são adversários no plano nacional, a situação é diferente nos estados, segundo uma análise dos dados das chapas nacionais e de 199 candidaturas aos governos dos estados e do Distrito Federal feita pelo G1.

As informações foram obtidas junto aos próprios partidos e nas atas que eles entregaram à Justiça Eleitoral e mostram as diferentes relações entre as legendas a partir de cada chapa presidencial. Foram levadas em conta as alianças formalizadas em coligações ou não.

De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, alguns motivos explicam a aparente incoerência entre as alianças dos partidos:

  • A união dos partidos em torno de nomes, e não de ideologias
  • A prevalência dos interesses regionais nas campanhas para governador
  • O grande número de partidos políticos
  • A extensão territorial do país

Eles também dizem que esses fatores fazem com que as discrepâncias pouco influenciem o voto para presidente (leia mais no fim da reportagem).

O resultado é um emaranhado de alianças que transcendem qualquer definição do espectro político nacional:

Mapa de todas as ligações entre os partidos nas disputas pelos governos dos estados nas eleições de 2018 (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa de todas as ligações entre os partidos nas disputas pelos governos dos estados nas eleições de 2018 (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Veja a situação detalhada de cada candidatura à Presidência da República, em ordem alfabética:

Álvaro Dias (Podemos)

A chapa de Álvaro Dias tem aliança nos estados com partidos de 8 chapas adversárias na disputa da Presidência: Ciro, Daciolo, Meirelles, Marina, Lula, Bolsonaro, Alckmin e Goulart Filho.

O Podemos oferece apoio a 21 candidatos a governador, mas nenhum deles é de partidos que participam de sua coligação em nível nacional. Além disso, a sigla é cabeça de chapa para o governo em 3 estados, em alianças que receberam o apoio de 12 partidos, inclusive 4 que lideram chapas na disputa nacional: MDB, Rede, Patriotas e PPL.

Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Alvaro Dias à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Alvaro Dias à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Cabo Daciolo (Patriota)

O Patriota concorre sozinho à Presidência, mas a situação é diferente nos estados. A sigla só tem um candidato a governador, em Santa Catarina, que se aliou ao PMN localmente. Mas o Patriota oferece apoio ao PMN e a outros 13 partidos em 25 estados. Cinco são cabeças de chapa de adversários na disputa presidencial: MDB (Meirelles), Podemos (Álvaro Dias), PSDB (Geraldo Alckmin), PSL (Jair Bolsonaro) e PT (Lula).

Mapa das ligações nos estados do Patriota, partido de Cabo Daciolo (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa das ligações nos estados do Patriota, partido de Cabo Daciolo (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Ciro Gomes (PDT)

Os partidos da coligação de Ciro Gomes (PDT e Avante) se aliam regionalmente a 8 candidaturas presidenciais adversárias. Em 9 estados, o PDT dá apoio a 19 dos demais 33 partidos que não estão em sua chapa nacional. Já os 2 candidatos do Avante a governos não recebem apoio do PDT.

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Ciro Gomes à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Ciro Gomes à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Geraldo Alckmin (PSDB)

A coligação do PSDB de Geraldo Alckmin na disputa presidencial é a mais numerosa na eleição deste ano. Os 9 partidos da chapa oferecem apoio um para o outro em vários estados, mas eles também travam alianças com seus adversários em nível nacional. Só o PSDB aceitou o apoio local de 7 chapas rivais para a Presidência. Já os partidos coligados deram ou receberam apoio inclusive do PT, principal rival dos candidatos tucanos desde a eleição de Fernando Henrique Cardoso em 1994. Das siglas com candidato a presidente, as agremiações reunidas por Alckmin só não se ligam com o PSTU de Vera Lúcia e o Novo de João Amoedo.

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Geraldo Alckmin à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Geraldo Alckmin à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Guilherme Boulos (PSOL)

O PSOL, de Guilherme Boulos, se aliou ao PCB para disputar a Presidência. Em nível regional, essa aliança se repete em 15 estados, sempre com o PCB oferecendo apoio ao candidato psolista. Mas o PSOL também recebe apoio de 2 partidos de rivais nacionais: o PPL, do candidato à Presidência João Goulart Filho, no Pará, e o PSTU, de Vera Lúcia, em Roraima.

Mapa das ligações, nos estados, das legendas da chapa de Guilherme Boulos à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa das ligações, nos estados, das legendas da chapa de Guilherme Boulos à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Henrique Meirelles (MDB)

A coligação de Henrique Meirelles tem 2 partidos, o MDB e o PHS. Mas, nos estados, as siglas juntas darão e receberão apoio a 28 dos outros 33 partidos existentes no país, inclusive os de 9 chapas presidenciais rivais. 12 dos 13 candidatos a governador do MDB recebem apoio de pelo menos um de 26 partidos diferentes – São Paulo é a única exceção. Novo, PSOL, PCB, PSTU e PCO são as únicas siglas que não se aliaram a MDB ou PHS nos estados.

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Henrique Meirelles à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Henrique Meirelles à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Jair Bolsonaro (PSL)

Jair Bolsonaro (PSL) tem um único partido aliado para disputar a Presidência: o PRTB. Mas, nos estados, essas duas legendas se aliam a partidos de outras 9 chapas nacionais. O PSL se aliou regionalmente com 17 partidos que, nacionalmente, integram ou lideram chapas adversárias, como Patriota e PDT. O PRTB, com 12, inclusive os cabeças de chapa PT (Lula), MDB (Meirelles), PSDB (Alckmin), Podemos (Dias) e Rede (

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Jair Bolsonaro à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Jair Bolsonaro à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

João Amoedo (Novo)

O Novo, do presidenciável João Amoedo, lançou 5 candidatos a governador (DF, MG, RJ, RS e SP). Assim como na disputa nacional, o partido não fez coligação com nenhuma outra sigla nas disputas estaduais, seja recebendo ou dando apoio durante a campanha eleitoral.

Mapa mostra ausência de ligações, nos estados, da chapa de Amoêdo à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa mostra ausência de ligações, nos estados, da chapa de Amoêdo à Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

João Goulart Filho (PPL)

João Goulart Filho, do PPL, concorre sem apoio de outros partidos à Presidência da República e seu partido não lançou candidato a governador. Mas, nas disputas estaduais, a sigla se aliou a outras 9, que participam de 8 chapas de adversários na campanha presidencial.

Mapa das ligações, nos estados, do PPL, partido de João Goulart Filho, que disputa a presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa das ligações, nos estados, do PPL, partido de João Goulart Filho, que disputa a presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

José Maria Eymael (DC)

Assim como Goulart Filho, José Maria Eymael, concorre sozinho à Presidência. Mas o DC, seu partido, distribuiu apoio a 13 partidos diferentes em 23 estados, sendo que todos, menos o PSB, estão em lados opostos na disputa nacional. A sigla tem 2 candidatos para governador, no Piauí e em São Paulo, mas não recebeu apoio de nenhum outro partido.

Mapa das ligações do DC, partido do presidenciável José Maria Eymael, nos estados (Foto: Alexandre Mauro/G1)
Mapa das ligações do DC, partido do presidenciável José Maria Eymael, nos estados (Foto: Alexandre Mauro/G1)
Assim como a chapa de Meirelles, a chapa PT-PCdoB-PROS, que lançou Lula como candidato à Presidência, tem alianças com 28 dos 32 partidos restantes – as exceções são Novo, PCB, PSTU e PCO. Eles participam de 9 chapas adversárias. De 20 partidos que, em 2016, tiveram pelo menos metade de seus congressistas votando a favor do impeachment de Dilma Roussef, o PT aceitou o apoio de 15 para seus candidatos ao governo. Em 4 estados o partido não conta com alianças.
Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Lula na disputa pela Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)
Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Lula na disputa pela Presidência (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Marina Silva (Rede)

A coligação de Marina Silva (Rede-PV) para a Presidência da República não se repete na maior parte dos casos estaduais. A Rede lançou 11 candidatos a governador, mas em 4 casos houve coligação com outras siglas, e em um deles o PV ofereceu apoio. Já o Partido Verde tem 2 candidatos ao governo, e só um conta com apoio da Rede. Porém, a legenda de Marina faz alianças com 15 outros partidos, enquanto o PV se ligou a 18 siglas. No total, eles se relacionam a 8 adversários na disputa presidencial.

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Marina na disputa pela Presidência (Foto: Alexandre Mauro, G1)

Mapa das ligações, nos estados, dos partidos da chapa de Marina na disputa pela Presidência (Foto: Alexandre Mauro, G1)

Vera Lúcia (PSTU)

A candidatura de Vera Lúcia pelo PSTU não recebe apoio de nenhum outro partido na disputa presidencial, assim como as 12 candidaturas que o partido lançou para governos estaduais. Apesar de não receber apoio de nenhuma sigla, o partido decidiu apoiar o PSOL em um estado: Roraima.

Mapa das ligações, nos estados, do PSTU, que disputa a presidência com Vera Lúcia (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Mapa das ligações, nos estados, do PSTU, que disputa a presidência com Vera Lúcia (Foto: Alexandre Mauro/G1)

Por que isso acontece?

O emaranhado de siglas e apoios mostra como a eleição é centrada em nomes, não em projetos. E essa preferência por escolher pessoas não parte apenas do eleitor, explica o professor Ricardo Caldas, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol-UnB). “Se você olha para os partidos, verá que eles mesmos não fazem escolhas ideológicas, e sim, por pessoas”, afirmou.

“A maior parte dos eleitores não tem ideologia. As coligações apenas refletem isso.” – Ricardo Caldas, professor da UnB

Além disso, as alianças nos estados são feitas com base em interesses regionais – que nem sempre são iguais aos interesses políticos nacionais. “Os apoios levam em consideração aliados e inimigos políticos no estado”, acrescentou Caldas.

As alianças estaduais influenciam o voto para presidente?

Pouco, afirmou Caldas. O especialista não crê que o eleitor veja o jogo das alianças políticas estaduais como algo muito relevante. “As dinâmicas locais não interferem nacionalmente. O Brasil dá muita liberdade – um candidato ou partido não tem que apoiar todo mundo o tempo todo”, comentou.

“A disputa em um estado não tem necessariamente a ver com a eleição presidencial, e essa é apenas uma das variáveis em jogo”, comentou Arruda.

Por que isso importa?

Porque os interesses eleitorais envolvem outros interesses, como aponta o cientista político Pedro Arruda.

“Construir alianças perpassa pela discussão de planos de governo e também de cargos. Passa por indicações, estatais, secretarias e base parlamentar”, explicou Arruda.

Caldas afirma que a definição das coligações se tornou uma “disputa de cargos” e “troca de favores”, e diz que “falta uma reforma política para dar um mínimo de consistência aos partidos”.

*Reportagem: Amanda Polato, Ana Carolina Moreno, Lucas Vidigal, Tais Laporta, Vanessa Fajardo e Vitor Sorano

Fonte: G1

Após embate, Bolsonaro tenta minimizar ataque de Marina Silva

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, minimizou o embate que teve com a candidata Marina Silva (Rede) no debate desta sexta-feira, 17, na RedeTV. Ele negou que tenha sido grosseiro com a ex-senadora, que, insatisfeita com uma resposta de Bolsonaro sobre mulheres, criticou o posicionamento do deputado acerca da desigualdade salarial entre homens e mulheres.

“Eu acho que fui duro o suficiente, porque estava discutindo ali a questão do aborto e legalização da maconha. Ela não gostou porque perdeu praticamente o apoio de certos setores da sociedade que ela tinha e não tem mais”, disse Bolsonaro após cerimônia de formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em Resende, no sul fluminense. “Ela gritou comigo, me interrompeu, e eu a tratei com a maior cordialidade possível.”

No Twitter, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato, reforçou o discurso de que o pai estaria no papel de vítima diante da concorrente. “Marina Silva deu passos nas direção (sic) de Bolsonaro com a intenção de intimidá-lo. Imagina se fosse o contrário?”, escreveu.

Questionado se havia preocupação de impopularidade entre o eleitorado feminino, Bolsonaro afirmou que há uma tentativa de rotulá-lo como contrário aos direitos das mulheres. “Estão tentando me jogar contra as mulheres, contra os negros, contra os gays. É essa tentativa o tempo todo de me rotular. Eu defendo a mulher para valer”, disse o candidato do PSL. Segundo a última pesquisa Ibope, 55% do eleitorado indeciso é feminino – e, dentro do eleitorado de Bolsonaro, há uma discrepância entre homens e mulheres.

O presidenciável argumentou que sempre há mulheres nos palanques de seus comícios e que defende a lei do feminicídio aliada à posse de armas de fogo para que elas possam se defender. Bolsonaro acrescentou ainda que “adora as mulheres” e, para exemplificar, citou sua paternidade. “Você duvida? Tenho cinco filhos”, brincou o candidato.

Após o debate desta sexta-feira, Marina disse que os concorrentes eleitorais costumam subestimar as mulheres e que é preciso se preocupar com a desigualdade salarial entre elas e os homens. “Há um desrespeito com a democracia, com a verdade ao dizer que não se precisa se preocupar porque já está resolvido na CLT. Não está resolvido.”

Estadão Conteúdo

Decreto proíbe cobrança por cadeira de roda em viagem rodoviária

As cadeiras de rodas e outras formas de auxílio à mobilidade, como bengalas e muletas, estão livres dos limites de peso e tamanho em viagens rodoviárias interestaduais e internacionais.

Decreto assinado pelo presidente Michel Temer e publicado ontem (17) no Diário Oficial da União impede que esse tipo de equipamento seja alvo de cobranças adicionais ou restrições para serem levados no bagageiro de ônibus de viagem e similares. A nova regulamentação altera o Decreto 2.521 de 1998.

Segundo ressaltou o secretário nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegri, o texto parte do pressuposto que os equipamentos de mobilidade devem ser entendidos como parte integrante do corpo das pessoas com deficiência. “O cidadão tem que viajar sempre acompanhado daquilo que garante sua mobilidade, autonomia e independência, sem nenhum ônus”, ressaltou.

Agência Brasil

Uber perdeu mais de US$ 890 milhões em apenas três meses

A Uber continua a ser um buraco negro de dinheiro. A empresa continua acumulando prejuízos gigantescos com o intuito de expandir suas atividades, e, no segundo trimestre de 2018, as perdas ficaram na casa dos US$ 891 milhões, como informa a Bloomberg.

Perdas assim tem se tornado rotina nos últimos anos para a empresa. No ano passado inteiro, a companhia reportou um prejuízo na faixa de US$ 4,5 bilhões, com uma perda acumulada de US$ 11 bilhões, desde sua abertura em 2009.

Apesar do número alto, existem algumas boas notícias. Uma delas é que o ritmo das perdas diminuiu um pouco: no mesmo período de 2007, o prejuízo registrado foi de US$ 1,1 bilhão, então a companhia está perdendo menos dinheiro por trimestre. Além disso, a empresa ainda tem bastante dinheiro para “queimar” para se expandir, com US$ 7,3 bilhões em caixa para gastar.

Como a empresa consegue perder tanto dinheiro e continuar crescendo? Isso se deve ao fato de a empresa receber muitos investimentos externos pesados em troca de participação na companhia. Esses investidores podem recuperar seu capital quando a Uber decidir realizar seu IPO e começar a ter suas ações negociadas na bolsa de valores. Com US$ 7,3 bilhões em mãos, no entanto, talvez a abertura de capital possa demorar um pouco mais.

Olhar Digital

Fonte: Blog do BG

 

LOCAIS

PF prende dois homens com skunk, LSD e ectasy

A Polícia Federal prendeu no início da tarde de hoje, 18/08, em Ponta Negra, Zona Sul da capital potiguar, dois homens acusados de tráfico de drogas. Com eles foram encontrados cerca de dois quilos e meio de skunk, 20 micropontos de LSD e 10 comprimidos de ecstasy.

A ação da PF teve início durante uma fiscalização de rotina realizada ainda no período da manhã no aeroporto internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana de Natal. Os policiais inspecionavam os passageiros de um voo que teve origem em Manaus/AM e desconfiaram de um homem que desembarcou sem bagagem e apresentava comportamento suspeito. Sem saber que estava sendo observado, ele solicitou uma condução através de um aplicativo e, no momento em que deixou o aeroporto, passou a ser seguido.

Ao chegar nas imediações de um shopping em Ponta Negra, um outro homem já o aguardava estacionado em um carro branco. No momento em que eles se encontraram e a corrida estava sendo paga, os policiais fizeram a abordagem e, após uma rápida busca, encontraram sob as vestes do passageiro que havia desembarcado no aeroporto, uma cinta de esparadrapo na altura do estômago camuflando a droga, enquanto que no carro do homem que o esperava foi achada uma pistola Cal. 380 e munição, sem a devida documentação legal. Ele também estava de posse da droga sintética apreendida e de R$ 40 mil em espécie que foram encontrados na sua residência. No mesmo local a PF apreendeu ainda uma motocicleta e um veículo.

Os homens receberam voz de prisão e foram conduzidos para autuação da sede da Polícia Federal em Lagoa Nova, onde a droga foi retirada da cinta que a prendia ao corpo de um dos acusados e submetida aos exames periciais preliminares.

Indiciados nos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, os suspeitos permanecem custodiados na sede da PF, à disposição da Justiça.

Esta foi a primeira apreensão de skunk que a Polícia Federal realizou este ano e que chegou via aeroporto Aluízio Alves.

Centenas de pessoas são atendidas pelo Check-up Vascular em Natal

O sábado foi pra cuidar da saúde, pelo menos para aqueles que antes mesmo das 7h da manhã estavam na fila para o Check-up Vascular, promovido pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular em parceria com a Farmoquímica – FQM, no shopping Via Direta, na zona Sul de Natal.

O serviço gratuito à população, por meio do atendimento individual, com informações a respeito das doenças vasculares, formas de prevenção e tratamento, atendeu mais de 750 pessoas. Centenas delas receberam orientação e encaminhamento para exames, para combater doenças vasculares. A procura foi grande e o atendimento ultrapassou às 16h, três horas a mais do que o previsto pela organização, que deu início ao atendimento às 8h e previa encerrar às 13h.

Para Maria Aparecida Santos, 61 anos, que mora na Zona Oeste da capital, o Check-up Vascular foi muito bom para orientá-la sobre dores que sente nas pernas. Atendida pela presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular no RN, Dra. Liana Berúcia, ela ficou sabendo que seu problema de circulação pode ser melhorado através de exames e medicamentos, e o melhor, não era nada grave.

O Check-up Vascular ofereceu uma estrutura montada na lateral do shopping, com atendimentos, onde os médicos fizeram uma triagem das principais doenças venosas e arteriais periféricas, além de orientarem o público através de palestras quanto aos sinais e sintomas dessas doenças, na intenção de que todos fiquem atentos aos perigos de alguns comportamentos de risco e as devidas precauções a serem tomadas.

O evento contou com a contribuição de cirurgiões vasculares, residentes da especialidade, acadêmicos e alunos ligados à SBACV-RN.

Samu passa por renovação de frota e terá 32 novas ambulâncias

O SAMU 192 RN está passando por uma renovação da sua frota, o que dará mais qualidade ao Atendimento Móvel de Urgência no Rio Grande do Norte. Até o final do mês de agosto, 32 ambulâncias novas estarão atuando nos atendimentos.

São 14 viaturas locadas pela Sesap e 18 doadas pelo Ministério da Saúde (12 já no RN em atividade e seis que chegarão até o final do mês), que servirão a 24 municípios de várias regiões do estado, como Alto Oeste, Vale do Assu, Seridó, Agreste, Trairi e Mato Grande.

Neste sábado (18), as 14 novas unidades locadas pela Secretaria foram colocadas em plena atividade. Desse total, oito são de formato UTI e as demais com características de unidade básica.

Atualmente, a frota do SAMU possui um total de 39 ambulâncias, número que atende às exigências do Ministério da Saúde. As novas unidades deverão substituir as que apresentam maiores desgastes, uniformizando a frota.

O SAMU 192 está presente no Rio Grande do Norte através de suas bases descentralizadas, abrangendo uma cobertura populacional de cerca de 2,5 milhões de habitantes.

Aumento dos casos de raiva no RN deixa produtores rurais em alerta no interior

Foto: Josemário Alves/Divulg

Produtores rurais estão em alerta sobre os cuidados que devem ter para evitar a transmissão do vírus da raiva para os seus rebanhos no interior do Rio Grande do Norte. A preocupação é devido ao grande aumento no número de casos de raiva registrados em animais em 2018. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) no início desse mês.

De acordo com o relatório da Secretaria, de janeiro a agosto foram notificados 21 casos de raiva no RN, sendo 17 somente em morcegos. A SESAP também identificou o vírus em três raposas e um carneiro nas cidades de São Bento do Trairi, Caicó e Governador Dix-sept Rosado.

Segundo o veterinário Pollastry Diógenes, que atua em Apodi há quase 10 anos, os números mostram uma situação que precisa de atenção, uma vez que o morcego é um grande agente transmissor e possui facilidade para infectar outros animais.

“A raiva pode ser transmitida por vários animais, basta ele estar infectado e morder alguém ou outro animal. Mas a questão do morcego é porque não tem como o produtor impedir que ele morda os animais de uma fazenda, por isso é preciso estar atento e, principalmente, com o rebanho protegido”, destaca Pollastry.

A vacina anual antirrábica é o principal método de prevenção da raiva. Cães e gatos recebem a imunização gratuitamente todos os anos através de campanhas públicas, mas os animais de fazenda como bovinos, caprinos e ovinos acabam ficando desprotegidos se o proprietário não comprar a vacina e mandar aplicar.

“Esses animais de fazenda também devem ser vacinados, mas dificilmente os produtores fazem isso. Agora, com esse aumento no número de casos, muitos estão com medo de perder algum animal para esta doença”, explicou o veterinário.

Nos últimos 13 anos, foram confirmados mais de 350 casos de raiva no RN, inclusive em seres humanos. A raiva é uma doença que afeta o sistema nervoso central, que mata em 99,9% dos casos quando não se busca assistência médica no tempo correto. Ela é causada por um vírus e somente os mamíferos a transmitem.

Fonte: Blog do BG

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