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Por G1 Rio

 


Instalação destruída pelo fogo no Centro de Treinamento do Flamengo, no Rio — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Instalação destruída pelo fogo no Centro de Treinamento do Flamengo, no Rio — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

A empresa NHJ, responsável pela construção do contêiner modulado que pegou fogo no CT do Flamengo na última sexta-feira (8), alega que os módulos são feitos de metal e preenchidos com material antichamas.

Peritos que investigam o incêndio que matou 10 atletas no Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, querem saber se havia poliuretano na estrutura dos contêineres. O poliuretano é o mesmo material – altamente inflamável – usado na Boate Kiss, que pegou fogo em 2013, com 242 pessoas mortas e quase 700 feridos.

Os peritos que trabalharam neste sábado (9) no CT se concentraram no material utilizado no acabamento dos contêineres por dentro. Uma fonte ouvida pelo Jornal Nacional contou que os peritos encontraram espuma em parte dos painéis – instalados como se fossem paredes.

Em nota, a NHJ esclareceu que seus produtos são fabricados “de acordo com os padrões técnicos internacionais e obedece a todas as exigências técnicas, inclusive de segurança”.

“Os módulos habitáveis instalados no Ninho do Urubu são constituídos de estrutura metálica com fechamento em painéis termoacústicos (chapa de aço galvanizado com miolo em poliuretano expandido injetado auto extinguível). Em outras palavras, os módulos são feitos de metal e preenchidos com material antichamas. Embora as causas do incêndio ainda sejam desconhecidas, a NHJ do Brasil está colaborando para a apuração dos fatos e, desde o primeiro momento, disponibilizou a sua equipe técnica”, dizia a nota.

O Flamengo também informou, em nota, que representantes da empresa NHJ – em reunião realizada na manhã deste domingo (10), na sede da Gávea – esclareceram que o poliuretano utilizado entre as chapas metálicas “não é propagador de incêndios, por ter característica auto-extinguível”.

Sobre a manutenção do ar-condicionado, o clube disse que a empresa Colman Refrigeração realizou no último dia 5 de fevereiro a manutenção preventiva de rotina nos seis aparelhos de ar-condicionado instalados no alojamento modular utilizado pelos atletas das categorias de base do Clube de Regatas do Flamengo, no Centro de Treinamento George Helal.

Por G1 Rio


Duas últimas vítimas do incêndio no CT do Flamengo são identificadas

Duas últimas vítimas do incêndio no CT do Flamengo são identificadas

Foram identificadas neste domingo (10) as duas últimas vítimas do incêndio que aconteceu no Centro de Treinamento do Flamengo na sexta-feira (8): Samuel Thomas de Souza Rosa e Jorge Eduardo dos Santos Pereira Dias, ambos de 15 anos de idade. Por volta das 15h30, as famílias dos jovens ainda aguardavam a liberação dos corpos no Instituto Médico Legal.

Jorge Eduardo Pereira dos Santos, volante do Flamengo de Além Paraíba — Foto: Divulgação

Jorge Eduardo Pereira dos Santos, volante do Flamengo de Além Paraíba — Foto: Divulgação

Samuel Thomas foi uma das vítimas do incêndio no CT do Flamengo — Foto: Reprodução

Samuel Thomas foi uma das vítimas do incêndio no CT do Flamengo — Foto: Reprodução

incêndio ocorreu no fim da madrugada de sexta-feira (8), em uma parte do Ninho do Urubu que servia de alojamento para as categorias de base do Flamengo. No momento do acidente, 26 pessoas estavam no alojamento: 10 jogadores morreram, três ficaram feridos e outras 13 pessoas conseguiram se salvar sem ferimentos. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 5h10. Antes das 6h o fogo já havia sido controlado.

Os 10 jogadores mortos são Christian Esmério, 15 anos; Arthur Vinícius de Barros Silva Freitas, 14 anos; Pablo Henrique da Silva Matos, 14 anos; Bernardo Pisetta, 15 anos; Vitor Isaias, 15 anos; Samuel Thomas Rosa, 15 anos; Athila Paixão, 14 anos; Jorge Eduardo, 15 anos; Gedson Santos, 14 anos; e Rykelmo Viana, 16 anos.

Entre os feridos estão Cauan Emanuel, de 14 anos, Francisco Dyogo, de 15 anos, e Jhonata Ventura da Cruz, que está internado em estado grave no Hospital Pedro II. Jhonata está sedado e respirando por aparelhos, segundo o último boletim médico.

Cauan recebeu alta do CTI. Segundo os médicos, o adolescente respira sem a ajuda de aparelhos e está clinicamente bem. Ele foi encaminhado para um quarto no início da tarde deste domingo. Francisco Dyogo, de 15, segue no CTI.

Quem são os 10 garotos mortos no incêndio do CT do Flamengo — Foto: Arte/G1

Quem são os 10 garotos mortos no incêndio do CT do Flamengo — Foto: Arte/G1

Fonte: G1

Por Paula Paiva Paulo, G1, em São Paulo


 — Foto: Alexandre Mauro/G1

— Foto: Alexandre Mauro/G1

Pouco mais de um mês antes da tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, a Vale obteve autorização do governo de Minas Gerais para um projeto de expansão das minas do Córrego do Feijão, onde ocorreu o desastre, e de Jangada. Ambas fazem parte do Complexo Paraopeba.

No entanto, as obras previstas contrariavam algumas recomendações de segurança do relatório da consultora Tüv Süd, segundo engenheiros ouvidos pelo G1. Elaborado em julho de 2018 a pedido da própria Vale, o laudo da companhia alemã atestou a estabilidade da estrutura, mas detectou problemas no sistema de drenagem e fez ressalvas – a estabilidade do alteamento estava no limite de segurança das normas brasileiras.

O estudo recomendou à mineradora ações que aumentassem a segurança e evitassem a liquefação, fenômeno verificado quando um material rígido passa a se comportar como fluido e uma das possíveis causas do rompimento da barragem em Brumadinho, que deixou 157 mortos e 182 desaparecidos.

O documento da consultoria recomendou:

  • proibir explosões nas redondezas da mina;
  • evitar o tráfego de veículos e equipamentos pesados;
  • impedir a elevação do nível da água na estrutura.

Já o licenciamento para expansão das minas aprovado em 11 de dezembro pela Secretaria do Meio Ambiente (Semad) de Minas Gerais previa:

  • uso de explosivos;
  • retroescavadeiras para remoção mecânica de rejeitos;
  • caminhões de grande porte para transportar materiais.

Procurada pelo G1, a Vale afirmou que obteve a licença para a continuidade das operações da mina Córrego do Feijão e expansão da mina de Jangada no dia 12 de dezembro de 2018. “Nenhuma das atividades licenciadas foram iniciadas pela Vale”, disse a empresa em nota.

“No relatório emitido pela Tüv Süd em junho, não existe a recomendação expressa de paralisação das operações das minas. Essas detonações, portanto, eram realizadas de forma monitorada na cava das minas de Córrego do Feijão e de Jangada, estando de acordo com as recomendações da auditoria.”

Vale obteve autorização para obras que colocavam barragem em risco

Vale obteve autorização para obras que colocavam barragem em risco

As intervenções aumentariam a capacidade produtiva em quase 70%, passando dos atuais 10,6 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para 17 milhões. Com isso, “a vida útil do empreendimento seria prolongada até 2032”, diz o parecer da Semad sobre o processo de licenciamento.

A secretaria informou que a Vale apenas entregou a declaração de estabilidade da estrutura, sem mencionar qualquer fator de risco.

Professor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, o engenheiro Carlos Martinez afirmou que as obras previstas na expansão das minas afetariam a segurança da barragem. “É uma aprovação que colocava a barragem em risco, e a Semad deu. Os técnicos não deveriam ter dado, e a Vale não deveria ter pedido”, disse em entrevista ao G1.

Fazia parte do programa de aumento da produção o reaproveitamento de rejeitos de duas barragens da mina do Córrego do Feijão: a Barragem I, que se rompeu em 25 de janeiro, e a VI. O objetivo era recuperar os finos de minério de ferro para produzir o pellet feed fines (PFF), usado na fabricação das pelotas (pequenas bolinhas de minério de ferro aplicadas na fabricação do aço).

Para isso, estava prevista a remoção mecânica por retroescavadeira na Barragem I, seguida por empilhamento e transporte. O projeto também cita explosões no Complexo Paraopeba. “Estão previstos desmontes por explosivos na mina de Jangada e o carregamento e transporte do minério e estéril por máquinas e equipamentos que podem gerar impactos de acústica e vibração”, diz o parecer da Semad (veja outros impactos abaixo).

Professor de engenharia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio e ex-presidente da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), Alberto Sayão concorda que detonações em áreas vizinhas das minas, assim como movimentações de caminhões, poderiam funcionar como gatilho para a liquefação.

“Num ambiente de mina de ferro, os caminhões são muito grandes, muito pesados. E, quando estão carregados com as pedras que são tiradas da mina, ele [o terreno] vibra, por isso que eles [autores do relatório] pediram para evitar”, explica Sayão. “São caminhões enormes, que fazem uma trepidação similar a um sismo de baixa magnitude.”

Uma troca de e-mails entre profissionais da Vale, da Tüv Süd e da Tec Wise, outra empresa contratada, revelou que a mineradora soube de problemas em sensores de Brumadinho dois dias antes do rompimento da barragem.

As mensagens foram identificadas pela Polícia Federal (PF), que colheu depoimentos de dois engenheiros da consultora alemã que eram responsáveis pelos laudos. Presos em 29 de janeiro, André Yassuda e Makoto Mamba deixaram o presídio nesta quinta-feira (7).

Peritos e especialistas que se juntaram à força-tarefa de investigação do caso vão fazer estudos para saber se as explosões em minas vizinhas teriam ou não contribuído para a liquefação da barragem B1.

O que dizem especialistas

Carlos Martinez, da Unifei, se diz “chocado” com as análises feitas no relatório da Tüv Süd. Ele disse que o local deveria ter sido evacuado: “Eles tinham que ter tirado todo o pessoal. Eles foram muito arrogantes tecnologicamente”.

O professor Edilson Pizzato, do Instituto de Geociência (IGc) da Universidade de São Paulo (USP), analisou o relatório da Tüv Süd e disse que a metodologia é conhecida e utilizada mundialmente. Ele explicou que foi feita uma série de cálculos e testes com base nos indicadores aferidos naquele momento. No caso de qualquer intervenção, deveriam ter sido feitos novos estudos.

“Se fossem fazer uma detonação – ou obras que fossem ser realizadas – próximo dali, segundo o próprio relatório, isso poderia alterar aquelas condições que foram estudadas. Poderiam alterar essas condições e eventualmente deflagrar o processo [de liquefação]”, afirmou Pizzato.

“Com esse relatório [da consultoria alemã], seria muito preocupante executar justamente esse tipo de obra que ele [o projeto de expansão] está citando e que pode causar a ruptura. O relatório fala que está no limite e que precisariam executar estudos melhores.”

Parecer favorável da Secretaria do Meio Ambiente

Com data de 20 de novembro, um parecer da Superintendência de Projetos Prioritários (SUPPRI) – atrelada à Semad – recomenda a autorização da licença.

O documento diz que a Vale formalizou a obtenção do pedido da licença em agosto de 2015. O empreendimento licenciado compreendia uma série de novas intervenções para ampliação das atividades no Complexo Paraopeba.

Veja o escopo:

  • Continuidade das operações da cava (grande buraco de onde se extrai o minério) do Córrego do Feijão;
  • Implantação da Pilha de Disposição de Estéril (material com pouco ou nenhum minério) na mina do Córrego do Feijão;
  • Continuidade e ampliação das operações da Pilha de Estéril da barragem Menezes (que fica na região);
  • Recuperação de finos de minério da barragem I e VI da mina do Córrego do Feijão;
  • Implantação de rejeitoduto (duto para transporte dos rejeitos da mineração) de 1.544 metros na mina do Córrego do Feijão;
  • Disposição do rejeito em cava;
  • Adequações da Instalação de Tratamento de Minério a Seco e Planta Semimóvel de Córrego do Feijão.
Projeto de expansão da Vale em complexo de minas em Brumadinho — Foto: Igor Estrella/G1

Projeto de expansão da Vale em complexo de minas em Brumadinho — Foto: Igor Estrella/G1

Voto único contra o licenciamento

O projeto de licenciamento requerido pela Vale envolvia três licenças:

  • Licença Prévia;
  • Licença de Instalação do projeto de expansão da mina do Córrego do Feijão;
  • e Licença de Operação.

As três foram aprovadas em 11 de dezembro de 2018. O período do licenciamento é de 10 anos.

A câmara de Atividades Minerárias, que aprovou o pacote de licenças, é formada por representantes do poder público e da sociedade civil.

No dia da aprovação, havia nove pessoas presentes – o único voto contrário partiu da ambientalista Maria Teresa Corujo, a Teca, do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc-CBH). Para ela, cada licença deveria ser aprovada separadamente. “Nunca poderia ter sido as três licenças de uma vez”, disse, acrescentando que o processo teve “uma série de atropelos grave”.

Teca afirmou ao G1 que a câmara não havia sido informada quanto às recomendações de segurança da Tüv Süd. “Nunca tivemos acesso a esse relatório. No processo de licenciamento, não são colocados os documentos que atestam a estabilidade. Nos pareceres técnicos da Semad, só foi informado que, em relação, à estabilidade está tudo garantido pelo auditor”.

Mesmo sem saber que a estabilidade da barragem estava no limite da segurança, Teca se opôs às obras, por considerar que a ampliação das atividades representava risco ao meio ambiente. Ela chegou a pedir três vezes que o licenciamento fosse retirado da pauta. De acordo com a ativista, a câmara teve pouco tempo hábil para analisá-lo.

Em seus pedidos de vista, Teca chamou atenção para o ponto que prevê a derrubada de 13,15 hectares de vegetação nativa em Área de Proteção Permanente (APP), o que, segundo ela, corresponde a 18 campos de futebol do tamanho do Mineirão.

Para a ativista, o processo de licenciamento é peça-chave para mostrar como funciona o “modus operandi da mineração em Minas Gerais”. Em sua avaliação, as licenças são apenas um efeito burocrático (“de cartório”), sem que de fato haja uma análise de monitoramento e controle ambiental e social.

Impactos na fauna, flora e oferta de água

O parecer da Semad detalha os impactos previstos com as obras e atividades de expansão no complexo Paraopeba da Vale. Entre as interferências listadas, além da derrubada de vegetação nativa, está a interferência nos recursos hídricos da região, o que poderia afetar a oferta de água nas comunidades do entorno.

Estão listadas como Área de Influência Direta (AID) o Povoado de Córrego do Feijão, o Bairro de Casa Branca, o Povoado do Tejuco, o Parque da Cachoeira e o Povoado de Monte Cristo.

Veja, abaixo, outros impactos, segundo o documento:

  • Ruídos: as fontes de ruído da fase de operação são causadas pelas máquinas e equipamentos;
  • Qualidade do ar: a emissão de materiais particulados e gases de veículos e equipamentos são os maiores impactos decorrentes da fase de operação com relação a qualidade do ar;
  • Qualidade e Vazões de águas Superficiais: as fontes de impactos sobre as águas superficiais são semelhantes a da fase de implantação com o carreamento de sedimentos e de óleos e graxas decorrentes de abastecimento e manutenção de máquinas e equipamentos, podendo causar alteração nos parâmetros físico-químicos e assoreamento dos corpos hídricos;
  • Instalação de Processos Erosivos: os impactos de processos erosivos são decorrentes da exposição do solo causada por supressão de vegetação e movimentação de terras principalmente;
  • Perda de micro-habitat e indivíduos da fauna silvestre: as intervenções ambientais autorizadas neste parecer gerarão a perda de micro-habitats, de habitats significativos e, eventualmente, sem os devidos controles e de resgate, indivíduos da fauna silvestre.

O que dizem a Vale, a Semad e a ANM

Em nota, a Vale confirmou as detonações nas minas de Jangada e Feijão. “A ocorrência de detonações é inerente às atividades de mineração. Essas atividades, realizadas de forma monitorada na cava das minas de Córrego do Feijão e de Jangada, estavam de acordo com as recomendações da auditoria”, disse.

De acordo com a empresa, a barragem I, que se rompeu, “não estava em obras, tampouco tinha equipamentos de grande porte transitando sobre sua estrutura. Ela possuía todas as declarações de condição de estabilidade aplicáveis e passou por auditorias de empresas externas em 2018”, afirmou a Vale em nota.

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semad), por sua vez, afirmou que a manifestação técnica da pasta considera os aspectos socioambientais do projeto. “Quanto às análises que fogem da competência da secretaria, como segurança de barragens de mineração, impactos em patrimônio histórico, impacto em tráfego aéreo, a Semad apenas recebe as informações dos órgãos competentes.”

“O órgão ambiental recebeu, da mineradora, laudo técnico concluindo que as obras previstas não causariam impactos na segurança da barragem”, afirmou a Semad em nota. A secretaria também diz que “quem fiscaliza a segurança e estabilidade de barragens de rejeitos da mineração é a Agência Nacional de Mineração (ANM).”

Segundo o órgão, cabe à Vale “declarar, se for o caso, situações de risco não conhecidas pelo órgão licenciador, para avaliação ou, quando a norma assim exigir, solicitar manifestação do órgão de controle, responsável pela fiscalização de segurança de barragens, no caso, a Agência Nacional de Mineração (ANM)”.

A Semad acrescentou que a empresa “apresentou a declaração de estabilidade, não havendo qualquer impedimento à continuidade de sua análise e julgamento.”

“Vale salientar que não houve manifestação expressa no processo acerca de quaisquer gatilhos ou outros impedimentos ao julgamento da licença para reaproveitamento dos rejeitos e descomissionamento da estrutura Barragem B1”, disse ainda, em comunicado.

A Agência Nacional de Mineração (ANM), do governo federal, responsável pela fiscalização desses empreendimentos, não respondeu se tinha ciência do relatório da empresa alemã.

Leia a íntegra da nota da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) :

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) tem por finalidade formular, coordenar, executar e supervisionar as políticas públicas para conservação, preservação e recuperação dos recursos ambientais, visando ao desenvolvimento sustentável e à melhoria da qualidade ambiental do Estado. A este órgão, compete o licenciamento ambiental que, como o próprio nome diz, é o procedimento administrativo destinado a licenciar atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos ambientais, devidamente classificados pela legislação.

Quanto às análises que fogem da competência da secretaria, como segurança de barragens de mineração, impactos em patrimônio histórico, impacto em tráfego aéreo, etc., a Semad apenas recebe as informações dos órgãos competentes.

No processo de licenciamento ambiental n° 00245/2004/050/2015, que previa o reaproveitamento dos rejeitos e o consequente descomissionamento da Barragem I, foram apresentados laudos conclusivos, nos quais é atestada a estabilidade da barragem. De forma preventiva, a Semad solicitou, em 9 de maio de 2017, por meio de Ofício de Informações Complementares, declaração de estabilidade específica para o processo de recuperação de finos da Barragem I, considerando que o projeto previa o trânsito de retroescavadeiras e caminhões basculantes em cima do reservatório das barragens e, com isso, a possibilidade de alteração na operação das estruturas já implantadas.

A Vale protocolou, em 18 de julho de 2017, a resposta às informações solicitadas, em documento informando que, segundo projeto elaborado por empresa independente, foi analisada a estabilidade geotécnica das alterações advindas da operação de reaproveitamento de rejeitos da Barragem I e informa:

  • “Declaração de condição de estabilidade das alterações advindas da operação de reaproveitamento (…)
    Considerações Finais, deste mesmo relatório, o projetista declara que a lavra e o desmonte concebido para a Barragem I satisfazem as condições de estabilidade recomendadas
    (…)
    os resultados das análises de estabilidade, para as condições geométricas e níveis freáticos estimados, tanto para a lavra quanto para o desmonte, satisfazem as condições de estabilidade recomendadas”.

Portanto o órgão ambiental recebeu, da mineradora, laudo técnico concluindo que as obras previstas não causariam impactos na segurança da barragem.

Importante ressaltar também que, conforme Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.344/2010), quem fiscaliza a segurança e estabilidade de barragens de rejeitos da mineração é a Agência Nacional de Mineração (ANM), antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

A ANM prevê na sua Portaria 70.389/2017 que seja feita a Revisão Periódica de Segurança de Barragens (RPSB) antes do início das obras de reaproveitamento dos rejeitos dispostos nas barragens:

  • “§ 3° No caso de retomada de Barragens de Mineração por processo de reaproveitamento de rejeitos, o empreendedor deverá executar previamente a RPSB, sob pena de interdição imediata da estrutura.”

A RPSB é uma revisão completa de segurança e tem como objetivo diagnosticar o estado geral de segurança da barragem, considerando o atual estado da estrutura para os critérios de projeto, a atualização de dados hidrológicos, as alterações das condições a montante e a jusante do empreendimento, entre outros aspectos. A RPSB deve ser realizada por equipe multidisciplinar com competência nas diversas disciplinas que envolvam a segurança da barragem em estudo.

O resultado da RPSB é a emissão de nova Declaração de Condição de Estabilidade (DCE), que é anexada ao Plano de Segurança de Barragens (PSB) e entregue à ANM via Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGBM), como previsto no texto da referida lei:

  • “§ 1º Ao ser concluída a RPSB, deve ser emitida uma DCE que será anexada ao PSB e inserida no SIGBM.”

Portanto, a mineradora Vale não poderia iniciar o reaproveitamento sem rever todos os critérios de segurança junto à ANM, inclusive com emissão de nova DCE. Se a RPSB que seria feita, pela Vale, antes do início das obras, detectasse algum problema, a estrutura seria interditada e a ANM seria comunicada:

  • “§ 2º Caso as conclusões da RPSB indiquem a não estabilidade da estrutura, esta informação deve ser transmitida ao DNPM imediatamente por meio do sistema SIGBM, o que ocasionará, de imediato, a interdição da estrutura e a suspensão, pelo empreendedor, do lançamento de efluentes e/ou rejeitos no reservatório.”

Portanto, além de a Semad ter recebido, durante a análise da licença ambiental, laudos e declarações que concluem pela estabilidade da estrutura frente ao projeto analisado, a mineradora Vale possuía obrigação legal de rever todos os projetos de segurança junto ao órgão fiscalizador federal (ANM) antes do início das obras.

Importante ressaltar que a licença ambiental certifica que o projeto está em conforme com a legislação socioambiental e não dispensa nem substitui a obtenção, pelo empreendedor, das demais certidões, alvarás, licenças ou autorizações, de qualquer natureza, exigidos pela legislação federal, estadual ou municipal.

Para maiores detalhamentos da metodologia de fiscalização sobre os aspectos de segurança e estabilidade mencionados, deve-se consultar o órgão fiscalizador, neste caso a ANM.

Leia a íntegra da nota da Vale:

“A Vale obteve licença em 12 de dezembro de 2018 para a continuidade das operações da mina Córrego do Feijão e expansão da mina de Jangada. Nenhuma das atividades licenciadas foram iniciadas pela Vale. Ainda é importante ressaltar que todas as operações nas referidas minas são realizadas a seco, sem geração de rejeitos, desde 2016.

A barragem I, que se rompeu, estava localizada na mina Córrego do Feijão, e não tinha relação com a mina de Jangada. A barragem I não estava em obras, tampouco tinha equipamentos de grande porte transitando sobre sua estrutura. Ela possuía todas as declarações de condição de estabilidade aplicáveis e passou por auditorias de empresas externas em 2018.

A ocorrência de detonações é inerente às atividades de mineração. No relatório emitido pela TUV SUD em junho/18, não existe a recomendação expressa de paralisação das operações das minas. Essas detonações, portanto, eram realizadas de forma monitorada na cava das minas de Córrego do Feijão e de Jangada, estando de acordo com as recomendações da auditoria.”

Fonte: G1

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Uma ala do Congresso articula a imposição de travas ao pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça). A estratégia, capitaneada por líderes de siglas alinhadas a Jair Bolsonaro, é condicionar o avanço da proposta à inclusão de medidas que miram o Judiciário e o Ministério Público. A principal é a que pune o abuso de autoridade. Esses parlamentares dizem que faltou autocrítica ao ministro e que Câmara e Senado têm “a obrigação de mostrar que a corrupção não é exclusividade do Legislativo”.

A estratégia prevê um fatiamento do pacote de Moro na Câmara. Dessa forma, questões relativas à segurança pública e ao crime organizado tramitariam em um projeto diferente do de medidas contra a corrupção.

Nesse segundo conjunto de propostas é que seriam embutidos projetos que têm como alvo juízes e promotores.

Para vencer as resistências, Moro tem percorrido o Congresso e procurado líderes partidários para discutir as medidas do pacote. Nesta semana, o ministro fez mudanças no projeto para atender governadores e o Supremo.

O ex-juiz da Lava Jato decidiu usar a própria imagem para alavancar campanha direcionada a funcionários de sua pasta e dos órgãos vinculados ao Ministério da Justiça. Em um vídeo promocional, Moro defende a ética no ambiente de trabalho. O mote é “Faça a coisa certa. Sempre”.

Folhapress

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Brasileiro está mais confiante, mas incerteza com futuro da economia dificulta retomada

A economia brasileira enfrenta um descompasso: os índices de confiança de consumidores e empresários estão melhorando, mas a atividade ainda não tem respondido na mesma intensidade e segue com uma recuperação tímida. Na leitura dos analistas, o ambiente de incerteza provocado pela necessidade de o governo Jair Bolsonaro tirar do papel uma agenda pesada de medidas econômicas importantes tem limitado um desempenho melhor do país.

Desde a eleição de Bolsonaro, em outubro do ano passado, os indicadores de confiança passaram a subir com força, diante da expectativa de que o novo governo vai resolver a questão fiscal do país, com a aprovação da reforma da Previdência, e adotar uma agenda de perfil liberal na economia.

Os índices de confiança são monitorados de perto pelos economistas porque funcionam como um importante termômetro do desempenho do país. Em momentos de alta, revelam mais disposição dos consumidores em gastar e dos empresários em investir. Logo, na maioria das vezes, essa melhora de humor impulsiona a atividade econômica. Por ora, no entanto, a incerteza com o avanço da agenda do governo está enfraquecendo as decisões de consumo e investimento, limitando a retomada.

Esse futuro nebuloso é mensurado pelo Indicador de Incerteza da Economia, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Nos últimos meses, ele tem permanecido num patamar elevado, acima dos 110 pontos, evidenciando esse cenário de difícil retomada do país.

“Se as medidas necessárias forem aprovadas, vão garantir que as confianças continuem altas. E mais importante: elas vão exercer o seu papel mais tradicional (de ajudar na recuperação da economia)”, afirma o superintendente de estatísticas públicas do Ibre/FGV, Aloisio Campelo.

No fim do ano passado, mesmo depois da eleição presidencial e da melhora dos índices de confiança, a economia continuou colhendo uma série de resultados frustrantes. O emprego terminou 2018 com um desempenho tímido, e a indústria registrou apenas um leve avanço.

Os analistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, que apura a estimativa de uma centena de analistas para a economia, projetam um avanço do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 1,3% para 2018 (os dados oficiais serão divulgados no final de fevereiro) e de 2,5% para este ano. Mas, diante dos últimos resultados, algumas consultorias e bancos já estão revisando as projeções. Na sexta-feira (8), o banco Itaú reduziu a previsão para o PIB de 2019 de 2,5% para 2%.

“A confiança está vindo forte desde a eleição do ano passado e ela tem se descolado dos dados reais, especialmente dos da indústria”, afirma o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale. “Os dados de confiança pegam uma percepção geral da economia e acabam não captando algumas coisas que estão acontecendo, como a crise na Argentina, que afetou em muito a produção industrial.”

Uma análise detalhada dos índices de confiança revela ainda que a avaliação sobre a situação atual da economia permanece difícil para empresários e consumidores. Dessa forma, o que tem puxado a alta dos indicadores é justamente a expectativa com o futuro da economia.

Em janeiro, por exemplo, a confiança empresarial marcou 98 pontos. Na pesquisa, o subíndice para a situação atual foi de 90,9 pontos e o de expectativas avançou a 104,5 pontos. Entre os consumidores, essa dinâmica ocorre da mesma forma. O índice de confiança subiu a 96,6 pontos. Dentro dele, o subíndice para a situação atual foi de 76,8 pontos e o de expectativas cresceu para 110,7 pontos.

Lenta recuperação

O descompasso entre os índices de confiança e o desempenho da economia reforça a percepção de que a saída da crise tem sido bastante lenta e de que a economia brasileira deverá ganhar tração apenas ao longo de 2019 – se as medidas econômicas forem aprovadas pelo governo.

“É uma saída da crise bem diferente das anteriores, quando a recuperação costumava ser mais rápida”, afirma a economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada, Alessandra Ribeiro. “Isso ocorre porque, além da incerteza, o país lida com outros problemas, como a situação fiscal dos estados, que acaba retardando a recuperação.”

Se tudo correr bem, a aposta dos economistas é que a melhora da confiança tenha um impacto mais concreto na atividade por meio do crédito. Depois de anos no sufoco, as famílias começaram a reorganizar o seu orçamento pessoal, abrindo espaço para mais consumo. A taxa de juros num patamar baixo também deve ajudar a irrigar a economia com mais crédito – na quarta-feira (6), o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 6,5% ao ano, o menor patamar desde 1986.

“O crédito é muito importante para a demanda doméstica. Ele retroalimenta a economia com mais consumo e emprego”, diz a economista-chefe da Rosemberg Associados, Thaís Zara.

De olho na agenda

De toda as medidas da agenda do governo Bolsonaro necessárias para retomar a confiança da economia, a mais importante é a reforma da Previdência. Ela é considerada crucial para o ajuste das contas públicas. Sem a reforma, a percepção sobre a saúde da economia brasileira pode piorar, provocando uma saída de recursos do país, o que tende a desencadear uma desvalorização do real e aumento da inflação e dos juros, dificultando o crescimento da economia.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já afirmou que a equipe econômica espera conseguir uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos com a proposta de reforma da Previdência a ser encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional.

G1

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Bolsonaro faz caminhada no hospital; boletim médico informa melhora significativa

O presidente Jair Bolsonaro deu cinco voltas pelo corredor do Hospital Albert Einstein neste domingo (10), de acordo com a assessoria de imprensa da Presidência da República. Hoje ele comeu creme de frutas e tomou chá e passou o dia acompanhado da esposa Michelle e do filho Carlos Bolsonaro.

O boletim médico divulgado na tarde deste domingo (10) pela equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein atestou a boa evolução do quadro clínico do presidente. Bolsonaro recupera-se de uma cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia, realizada no dia 28 de janeiro.

Ontem (9) presidente recebeu a visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “Fiz uma breve visita ao nosso presidente Jair Bolsonaro. Grande alegria em vê-lo firme e bem disposto!”, publicou o ministro em sua conta no Twitter, na noite de sábado.

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Piloto da American Airlines é preso na Inglaterra por suspeita de estar bêbado

Um voo da American Airlines que iria de Manchester, na Inglaterra, para a cidade americana da Filadélfia, foi cancelado depois que um dos pilotos foi preso por suspeita de estar embriagado, confirmou a companhia aérea à emissora NBC.

O piloto, que ainda não foi identificado, era um de três que fariam o voo AA735. Ele foi preso depois que autoridades suspeitaram que estava acima do limite de álcool por volta das 11h da manhã desta quinta (7), pela hora local, explicou um porta-voz da American Airlines.

O voo foi cancelado e todos os passageiros tiveram suas passagens remarcadas. “Segurança é nossa maior prioridade e pedimos desculpas aos nossos clientes pela interrupção de seus planos de viagem, nós colocamos em voos alternativos”, disse o porta-voz da companhia. “Estamos cooperando plenamente com as autoridades locais”, completou.

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Número de mortes em Brumadinho sobe para 165 neste domingo; 160 pessoas ainda estão desaparecidas

Subiu para 165 o número de mortos pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG). Há ainda 160 desaparecidos, segundo informou neste domingo, 10, a Defesa Civil de Minas Gerais.

Na manhã deste domingo, 17º dia de buscas por vítimas, os trabalhos foram retomados pelos bombeiros com o auxílio de 35 máquinas pesadas e 11 aeronaves.

Os focos de buscas por vítimas estão na usina de instalação de tratamento de minério (ITM) na parte administrativa – refeitório, casa e estacionamento -, na área da ferrovia e em locais de acúmulo de rejeitos.

O efetivo total envolvido é de 352 pessoas, com 35 equipes em campos, das quais 150 militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 129 bombeiros militares de outros Estados, 64 integrantes da Força Nacional de Segurança e 9 voluntários. Também reforçam as buscas 19 cães farejadores.

A barragem 1 da mina Córrego do Feijão em Brumadinho se rompeu no dia 25 de janeiro. Os rejeitos atingiram a área administrativa da empresa, uma pousada e comunidades que moravam perto da mina.

As causas da tragédia ainda não foram esclarecidas. A principal linha de investigação sobre as causas do colapso é o acúmulo anormal de água e a falha no sistema de drenagem da barragem.

Estadão Conteúdo

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IML do Rio identifica todas as vítimas do incêndio no CT do Flamengo

O Flamengo divulgou nota no meio da tarde deste domingo para informar que todos os dez mortos no incêndio ocorrido no CT do clube, na madrugada de sexta-feira, foram identificados. O Instituto Médico Legal (IML) estava com dificuldades para identificar duas das vítimas.

Os dois últimos jogadores identificados foram Jorge Eduardo dos Santos Pereira Dias e Samuel Thomas de Souza Rosa, ambos de 15 anos. Pela manhã, uma tia de Jorge Eduardo havia reclamado publicamente da demora na liberação do corpo do sobrinho.

Devido à dificuldade na identificação dos corpos, havia o temor de que a identificação só pudesse ocorrer a partir de exames de DNA, o que inevitavelmente levaria dias para se obter um resultado. Agora, todos os dez jogadores mortos estão liberados para sepultamento. Alguns deles já foram enterrados, em cerimônias ocorridas no sábado e neste domingo.

Os demais jogadores mortos no incêndio são Arthur Vinicius de Barros Silva, Pablo Henrique da Silva Matos, Vitor Isaías Coelho da Silva, Bernardo Augusto Manzke Pisetta, Gedson Corgosinho Beltrão dos Santos, Áthila de Souza Paixão, Christian Esmerio Candido e Rykelmo de Souza Viana.

 

Estadão Conteúdo

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Em boletim médico, Flamengo diz que sobrevivente continua em estado grave

O Flamengo divulgou neste domingo um novo boletim médico sobre o estado de saúde dos três sobreviventes do incêndio no alojamento das categorias de base do clube na última sexta-feira Segundo o comunicado, Cauan Emanuel e Francisco Dyogo estão em evolução e apresentam quadro positivo das condições respiratórias, enquanto Jhonata Ventura tem quadro estável, mas considerado grave.

Jhonata teve 30% do corpo queimado e está internado no Hospital Pedro II. O garoto está sedado em ventilação mecânica e teve febre nas últimas 24 horas. Os funcionários do hospital deram um banho nele para trocar os curativos nas queimaduras mais profundas. Os médicos do Flamengo Luiz Claudio Baldi e Gustavo Dutra acompanham o caso.

Por outro lado, outros dois garotos sobreviventes estão em condição bem melhor. Cauan Emanuel e Francisco Dyogo estão no Hospital Vitória, onde se recuperam bem, conversam com os parentes e apresentam boa evolução. O Flamengo mantém no acompanhamento à dupla dois médicos do clube, Márcio Tannure e Mauro Fonseca, além de contar com um cardiologista do próprio hospital.

Cauan ganhou alta da UTI neste domingo e nas próximas horas será levado ao quarto. O jogador está bem e respira sem a ajuda de aparelho. O outro paciente, Francisco Dyogo, se recupera mais lentamente e tem feito exercícios de fisioterapia respiratória. Segundo o pai dele, Francisco Pereira, o garoto inalou muita fumaça e, por isso, ainda sente algumas dores ao tentar respirar.

Estadão Conteúdo

Presidente do Senado pede a corregedor investigação de suposta fraude

Na última sexta-feira (8), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou para o corregedor da Casa, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), o requerimento de investigação da suposta fraude ocorrida durante a eleição para a Presidência do Senado no dia 2 de fevereiro. Durante o pleito, foram contadas 82 cédulas de votação sendo que a Casa é composta por 81 parlamentares.

— Que ele [corregedor] possa fazer a apuração necessária para esse episódio que aconteceu e que a gente possa dar uma resposta para a sociedade brasileira em relação a uma votação tão importante do Senado Federal — afirmou Davi.

O presidente detalhou que, no próprio dia da eleição, o senador Major Olímpio (PSL-SP) entregou um pedido para averiguação dos fatos. No dia 4, os senadores Fernando Bezerra (MDB-PE) e José Maranhão (MDB-PB) fizeram a mesma solicitação. A partir daí, Davi determinou que a polícia legislativa recolhesse as imagens feitas no Senado durante o escrutínio. O HD com a gravação foi encaminhado para o corregedor junto com o pedido de apuração.

Davi explicou que só não formalizou o requerimento antes porque estava inteiramente envolvido com as articulações para eleição dos demais integrantes da Mesa, realizada nesta semana. Não há prazo para o corregedor concluir a investigação, mas o presidente enfatizou que o Brasil espera celeridade e lembrou que o mandato de Roberto Rocha se encerra em junho deste ano.

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CÂMARA DOS DEPUTADOS: Plenário pode votar projeto sobre combate a organizações terroristas

Na primeira semana de votações de 2019, o Plenário da Câmara dos Deputados poderá votar o projeto (PL 10431/18) que determina o cumprimento imediato, pelo Brasil, de sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas relacionadas ao crime de terrorismo, principalmente o bloqueio de ativos.

O objetivo do projeto, do Poder Executivo, é agilizar o procedimento de bloqueio de bens e a identificação de empresas e pessoas associadas ao crime de terrorismo e também à proliferação de armas de destruição em massa.

A legislação brasileira já possui norma para atender a essas sanções (Lei 13.170/15), mas prevê a necessidade de ação judicial para fazer esse bloqueio, o que foi criticado pelo Conselho de Segurança da ONU devido à demora.

O Ministério das Relações Exteriores argumenta que o Brasil pode sofrer sanções ou restrições internacionais nos campos político, diplomático e financeiro se não fizer as mudanças, pois participa tanto do conselho, como membro rotativo, quanto do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi), cujo foco é o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, inclusive se associados a atos de terrorismo.

De acordo com o texto, que tramita em regime de urgência e será relatado em Plenário, o Ministério da Justiça deverá comunicar os órgãos devidos para as providências após receber oficialmente do Conselho de Segurança da ONU o pedido de bloqueio de bens ou de imposição de restrições à circulação de pessoas ou ao ingresso de bens.

Agência Câmara

Fonte: Blog do BG

 

LOCAIS

Seletiva do PSG reúne 600 participantes antes das aulas do próximo sábado

A Paris Saint-Germain Escola de Futebol Natal realizou neste sábado (9) a Seletiva de avaliação com a presença de 600 crianças e adolescentes, com idade entre 4 a 19 anos. O evento aconteceu na Arena das Dunas e atraiu um grande público, formado por pais e familiares. Um grupo de observadores e coordenadores técnicos da PSG Academy conduziu as atividades no gramado, avaliando o desempenho de cada atleta. Cinco sessões de treinamentos foram realizadas, divididas em grupos por faixas etárias.

Além de muita disposição e suor em campo, os garotos e as meninas encheram os olhos dos expectadores com boas jogadas. O atleta Rafael Basílio, de 12 anos, fez de tudo para participar da Seletiva e realizar o sonho de jogar na Escola de Futebol do PSG. Com pouco recursos e de família carente, juntou dinheiro com os amigos e familiares e fez uma rifa para participar da atividade. “Eu consegui um dinheiro com algumas pessoas, porque meus pais não tem tanto dinheiro. Então, fiz uma rifa de uma cesta básica, pegue minha bicicleta e saí vendendo por algumas em Parnamirim. Consegui juntar o dinheiro e realizei uma parte do meu sonho. Agora, vou correr atrás para realizar a última parte, que é jogar na Escola de Futebol do PSG”, contou emocionado o garoto, acolhido pela direção da franquia da escola potiguar.

Diretor técnico da PSG Academy Natal, Ewerton Cortez ressalta que a proposta da Seletiva é colocar os participantes em um teste de nivelamento, para que os potenciais esportivos sejam avaliados.

“A Seletiva da Escola de Futebol do Paris Saint-Germain foi um sucesso em todos os sentidos. Tivemos a presença de 600 participantes, com idades desde os menores com 4 anos até o jovens de 19 anos, e observamos que temos muitos talentos na nossa região. Todos tiveram a oportunidade de mostrar o seu futebol, conforme a sua faixa etária, fazendo que cada turma pudesse absorver melhor a metodologia da PSG”, contou.
As meninas também tiveram um grande destaque na Seletiva. A jovem Carolina Santos, de 13 anos, contou que a experiência de participar de uma Seletiva da Escola de Futebol do PSG foi importante para fortalecer a escolha pelo esporte e lembrou que o PSG também é feito por jogadoras da Seleção.

“Eu sempre gostei de futebol e participar de uma escola de futebol do Paris Saint-Germain é maravilhoso. Além de Neymar, a PSG tem grandes jogadoras brasileiras, como Formiga e Daiane, que também jogam na seleção brasileira. Fazer parte de uma escola com esses jogadores vai me ajudar a gostar de futebol ainda mais”, disse Carolina.

O resultado da Seletiva PSG Academy Natal estará disponível na próxima terça-feira (12), na sede da escola, que fica na BR-101, em Cidade Satélite, na Zona Sul de Natal, das 8h às 12h e das 14h às 18h. As aulas começarão no dia 16 de janeiro, em uma estrutura com a mesma metodologia aplicada às categorias de base do clube na França. Ouytras informações pelo site www.psgacademynatal.com.br ou pelo telefone (84) 98181-9000.
O centro de treinamento conta da PSG Academy Natal com três campos society com medidas oficiais, utilizando a melhor grama sintética do Norte/Nordeste com tecnologia para diminuir o impacto nas articulações dos alunos. Além disso, o projeto contempla áreas de convivência com acessibilidade, amplos vestiários e espaços para a recepção de pais e visitantes. Além de Natal, a PSG Academy está presente em 10 cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Vitória, Brasília, Porto Alegre, Sumaré, Guarulhos e Vale dos Sinos).

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Comércios, locadoras e food parks de Ponta Negra são notificados a desocuparem espaços sob pena de serem expulsos com uso da força policial

Os turistas que frequentam Natal, normalmente, ficam hospedados em hoteis, pousadas e albergues de Ponta Negra ou da Via Costeira. Esse mesmo público, durante a noite, costuma a utilizar os comércios de bens e serviços ao longo da Roberto Freire, mas, a partir de março, essa rotina deve ser alterada.

Os comerciantes, empresários, artesãos e empreendedores que ocupam a lateral da avenida Engenheiro Roberto Freire, em Ponta Negra, foram notificados pela Prefeitura do Natal para deixarem o local até o dia 11 de março sob pena de serem expulsos com uso da força policial no dia 12. Pelo Plano Diretor de Natal, a área é considerada como non aedificandi, ou seja, onde não é permitido erguer edificações. A notificação vale para todos os terrenos: tanto os que possuem construções, quanto os que não possuem..

Desde 2018, que alguns comerciantes tentavam explicar que alguns dos comércios não utilizaram qualquer tipo de construção de edificações, apenas ambientações naturais, e que o uso dos terrenos cumpria com o papel social da localidade: garantir o uso do espaço evitando o abandono; trazer mais vida para a cidade com iluminação e fluxo de pessoas; gerar emprego e renda para as famílias de forma direta e indireta; garantir recursos para o Município e para o Estado através do recolhimento de impostos; e ser uma opção de lazer tanto para natalenses, como turistas.

Contudo, em uma audiência do processo judicial do caso, com um parecer do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), ficou entendido que as áreas, independente de possuírem construção ou não, configuravam edificações e que os ocupantes deveriam ser expulsos a partir da notificação de desocupação, pois estariam descumprindo o que determina o Plano Diretor. Assim, a Prefeitura realizou a notificação.

Estima-se que mais de 200 famílias que são empregadas diretamente na região fiquem desempregadas e que o fechamento gere a perda de arrecadação de milhares de reais em Imposto Sob Serviço (ISS) para o próprio Município e em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o Estado. Alguns moradores da região também temem que a desocupação volte a tornar o local escuto e com pouco fluxo de pessoas, aumentando a sensação de insegurança.

Fonte:  Blog do BG

 

Por G1 RN

 


Assembleia Legislativa vai discutir a situação das barragens do Rio Grande do Norte — Foto: Eduardo Maia/Assessoria AL

Assembleia Legislativa vai discutir a situação das barragens do Rio Grande do Norte — Foto: Eduardo Maia/Assessoria AL

Os deputados estaduais do Rio Grande do Norte vão discutir, em audiência pública, o estado de conservação das barragens potiguares. A audiência vai acontecer nesta segunda-feira (11), às 9h, no auditório deputado Cortez Pereira, na sede da Assembleia Legislativa.

A audiência tratará de um projeto de lei apresentado pelo deputado Kelps Lima (Solidariedade) no final de 2018, por sugestão do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), obrigando o poder público a fazer manutenção em prédios, obras e barragens.

“Quando acontecem tragédias como as de Mariana e Brumadinho, que levam vidas, é que a gente lembra a necessidade de se fazer manutenção”, declarou Kelps Lima. Segundo o deputado estadual, dos acidentes registrados em obras e prédios públicos, 66% ocorrem por falta de manutenção.

“O Rio Grande do Norte tem cinco reservatórios hídricos que apresentam risco de desabamento”, disse Kelps, reportando-se ao relatório de 2017 da Agência Nacional de Águas (ANA), depois de analisar 515 barragens e açudes do Rio Grande do Norte.

Fonte: G1RN


Cosern oferece bolsas para pós-graduação na Espanha e no Reino Unido — Foto: Canindé Soares/Cosern/Divulgação

Cosern oferece bolsas para pós-graduação na Espanha e no Reino Unido — Foto: Canindé Soares/Cosern/Divulgação

A Neoenergia, controladora da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), abriu neste mês de fevereiro as inscrições para seu Programa de Bolsas para cursos de pós-graduação latu sensu nas áreas de Energia, Meio Ambiente e Tecnologia da Informação e da Comunicação em universidades na Espanha e no Reino Unido. A seleção é dirigida a alunos brasileiros ou residentes no Brasil, com título de graduação ou com graduação prevista até junho de 2019. As inscrições serão encerradas às 11h (horário de Brasília) do dia 29 de março próximo.

Os selecionados poderão estudar em algumas das mais conceituadas universidades da Europa no ano acadêmico 2019-2020. Fazem parte da lista de instituições do Programa de Bolsas da Neoenergia, entre outras: Universidad Politécnica de Madrid; Universidad Politécnica de Valencia; Universidad de Zaragoza; Imperial College of London; University of Cambridge; University of Glasgow; University of Liverpool.

As bolsas contemplam as seguintes áreas de conhecimento: Energias Renováveis; Sistema Energético Sustentável; Meio Ambiente; Tecnologias limpas de carvão e Gestão de Emissões; Eficiência Energética; Armazenamento de Energia; Veículo Elétrico; Redes de Distribuição Inteligentes; Tecnologia da Informação e da Comunicação; Tratamento de Dados (Big Data) e Cibersegurança.

No processo de seleção, a Neoenergia analisará a documentação enviada, o histórico acadêmico, o currículo, o nível de Inglês e o interesse no projeto de estudos, entre outros itens. Para os candidatos admitidos, a empresa custeará o valor total do curso e uma bolsa-auxílio mensal, de 1.580 euros para os bolsistas do Reino Unido, e de 900 euros para os bolsistas da Espanha, destinados a custos com moradia, transporte e materiais. As bolsas têm duração de doze meses, de acordo com o país escolhido pelo candidato.

Os interessados podem consultar todas as regras nos editais do Programa de Bolsas e preencher o formulário de inscrição online, disponíveis no site.

Por meio dessa iniciativa, a Neoenergia pretende promover a excelência na formação de jovens talentos, interessados em se aprofundar em temas como energias renováveis, proteção do meio ambiente e na eficiência do sistema energético, e trabalhar em empresas do grupo no Brasil.

Sobre a Cosern

A Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), empresa do Grupo Neoenergia, é sexta maior distribuidora de energia elétrica do Nordeste em número de clientes e a quinta em volume de energia fornecida. Presente nos 167 municípios potiguares, a Cosern tem uma área de concessão de 53 mil quilômetros quadrados. A empresa atende 1,4 milhão de clientes (3,5 milhões de habitantes).

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Bailinho Mamãe Eu Quero é uma matinê infantil carnavalesca em Natal — Foto: Divulgação

Bailinho Mamãe Eu Quero é uma matinê infantil carnavalesca em Natal — Foto: Divulgação

O Bailinho Mamãe Eu Quero vai animar carnaval das crianças no domingo que vem, dia 17, em Natal. A prévia infantil da festa de momo está em sua quarta edição e tem a proposta de resgatar as matinês que aconteciam nos salões da capital potiguar nas décadas de 1970 e 1980. O evento será distribuído em dois salões da AABB, no Tirol, Zona Leste da cidade.

A Orquestra de Frevo do Papão vai comandar a programação musical da festa, com um repertório de frevo, marchinhas clássicas e músicas infantis em ritmo de carnaval. A programação tem ainda com a participação da Companhia Era Uma Vez, com os personagens Lady Bug e Cat Noir. O palhaço Piruá (Rodrigo Bruggemann), da Cia. Circense Tropa Trupe, comandará o palco do evento com sorteio de brindes, distribuição de balas e pirulitos, desfile de fantasias (não competitivo), entre outras atrações.

Serviço

Local: Salão AABB
Data: 17 de fevereiro de 2018
Horário: Das 15h às 19h
Ingressos Antecipados:

  • Adulto: R$ 40,00
  • Criança: R$ 20,00
    Promoção casadinha: (2 adultos + 2 crianças): R$ 100,00
    Vendas: LILICA & TIGOR (Natal Shopping e Midway Mall)

Fonte: G1RN

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