ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSE DOMINGO

 


Fantástico mostra como será a posse de Jair Bolsonaro

Fantástico mostra como será a posse de Jair Bolsonaro

Daqui a dois dias, nesta terça-feira (1º), Jair Bolsonaro toma posse e se torna o 38º presidente do Brasil. E a repórter Délis Ortiz mostra como será a grande cerimônia.

O esquema para a cerimônia já está montado em Brasília. O presidente eleito e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, começam a tarde de eventos na Catedral de Brasília e, em seguida, vão para o Congresso Nacional, onde ele fará o primeiro discurso depois de assumir o cargo.

Neste domingo (30), Bolsonaro se reuniu com a equipe do cerimonial. Veja como foi o dia do presidente eleito.

Fonte: G1

 

Grávida baleada na cabeça no início do ano recebe prótese no crânio

Grávida baleada na cabeça no início do ano recebe prótese no crânio

Em janeiro deste ano, Michelle Nascimento foi baleada na cabeça durante um assalto no Rio de Janeiro. Ela estava grávida de oito meses e foi submetida a uma cesariana de emergência. O bebê e a mãe ficaram em estado grave de saúde durante alguns dias mas se recuperaram após algumas semanas.

Meses após o tiro, Michelle sofre com as sequelas e constantes dores de cabeça. O Fantástico acompanhou a operação que colocou uma prótese craniana para ajudar Michelle a ter uma vida normal.

Fonte: G1

 


Entenda a química por trás dos fogos de artifício do réveillon

Entenda a química por trás dos fogos de artifício do réveillon

Faltam pouco mais de 24 horas… A festa já vai começar. Vem aí 2019! Brilho, luz, cor, muuuita cor nas queimas de fogos de artifício que irão acontecer por todo o país. Mas você já parou pra pensar como surgem essas cores?

Elas vêm do poder da química! Veja acima todo o processo de produção dos fogos de artifício com o Fantástico.

Fonte: G1

 


Jair Bolsonaro: como será e como era a vida do presidente eleito em Brasília

Jair Bolsonaro: como será e como era a vida do presidente eleito em Brasília

Salas amplas, jardins, piscina e diversas obras de arte. Entre elas, peças de artistas famosos como Di Cavalcanti e Alfredo Volpi. O piano foi do grande compositor Tom Jobim. É no Palácio Alvorada, de 6.300 metros quadrados, que o presidente eleito, Jair Bolsonaro vai morar a partir do dia 1º.

Deputado federal há 28 anos, Bolsonaro já conhece bem a cidade. O Fantástico esteve no prédio em que fica o apartamento funcional onde ele morou, em seu gabinete na Câmara dos Deputados e em outros lugares onde ele costumava ir quando estava na cidade.

Fonte: G1

Por G1 — Rio de Janeiro

 


Benjamin Netanyahu afirma que Bolsonaro vai mudar embaixada do Brasil para Jerusalém

Benjamin Netanyahu afirma que Bolsonaro vai mudar embaixada do Brasil para Jerusalém

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo (30) no Rio de Janeiro que o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou a ele que a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém era uma questão de “quando, não de se”.

“Bolsonaro me disse que era questão de ‘quando, não de se’ ele vai transferir a embaixada para Jerusalém”, disse Netanyahu durante reunião com líderes da comunidade judaica no Brasil, segundo a agência Reuters.

A mais recente declaração de Bolsonaro sobre a transferência da embaixada do país em Israel foi em entrevista ao pastor Silas Daniel. Na entrevista, divulgada no perfil oficial do presidente eleito no Twitter no último sábado (29), Bolsonaro disse que havia ameaças de boicote econômico ao Brasil caso o governo decida fazer a transferência. Na ocasião, ele afirmou estar avaliando a “melhor maneira” de resolver a questão.

Nas declarações dadas neste domingo, Netanyahu destacou a importância do Brasil no contexto regional.

“Atribuímos enorme importância ao Brasil no contexto da América Latina”, acrescentou o premiê israelense. “Isso anuncia uma mudança histórica.”

Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, em declaração dada no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ GloboNews

Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, em declaração dada no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/ GloboNews

Encontro na sexta-feira

Netanyahu, que se encontrou com Bolsonaro na sexta (28), destacou que o brasileiro aceitou seu convite para visitar Israel, em uma viagem que deve acontecer em março. Ele é o primeiro primeiro-ministro israelense a visitar o Brasil.

Depois de conhecer o líder israelense, Bolsonaro disse que “precisamos de bons aliados, bons amigos, bons irmãos, como Benjamin Netanyahu”.

Bolsonaro e Netanyahu se cumprimentam durante encontro no Forte de Copacabana — Foto: Reprodução/TV Globo

Bolsonaro e Netanyahu se cumprimentam durante encontro no Forte de Copacabana — Foto: Reprodução/TV Globo

Tal movimento de Bolsonaro seria uma mudança brusca na política externa brasileira, que tradicionalmente apoia uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina.

A mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém foi defendida por Bolsonaro durante a campanha e também depois de ser eleito.

O gesto, que reconhece Jerusalém como capital israelense, é polêmico. Palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado. A comunidade internacional, por sua vez, não reconhece a reivindicação israelense de Jerusalém como sua capital indivisível. Entenda o impasse.

Declarações anteriores

Em novembro, após declarações de Bolsonaro sobre a mudança da embaixada, surgiram comentários na política internacional de que países árabes, grandes importadores de carne do Brasil, poderiam retaliar o país caso a medida fosse concretizada.

“Conversei com o embaixador de Israel sobre isso. Conversei com o Ernesto Araújo [futuro ministro das Relações Internacionais]. Alguns países estão realmente ameaçando boicote a nossa economia caso isso [mudança da embaixada] se concretize. E nós estamos conversando a melhor maneira de decidir essa questão”, afirmou Bolsonaro na entrevista divulgada no Twitter.

O presidente eleito disse ainda que cada país tem o direito de definir a própria capital. Afirmou também não ter nada contra o povo palestino.

“Quem decide qual vai ser a capital de seu país é seu Estado, não sou eu”, afirmou. “Não temos nada contra o povo palestino, temos contra o governo, se é que posso falar governo, porque não é um país. Queremos respeitar a autonomia de todos os países, árabes, não árabes, todos. Cada país tem sua política”, completou Bolsonaro.

O Brasil reconhece o Estado Palestino como país desde dezembro de 2010, após carta enviada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

A ONU também reconheceu a Palestina como um “Estado observador”, após aprovação em Assembleia Geral em 2012, cuja capital seria Jerusalém Oriental. Os palestinos querem se estabelecer como um Estado soberano que ocupe a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Os territórios foram ocupados por Israel após a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Encontro com Witzel

O governador eleito do RJ Wilson Witzel publicou em suas redes sociais imagens de seu encontro com o premiê israelense no Pão de Açúcar, na Zona Sul do Rio.

“Mostrar as maravilhas do Rio em um dia tão lindo reforça a necessidade de tratar o turismo como área estratégica. O turismo é o novo petróleo do Estado”, escreveu Witzel.

Wilson Witzel

@wilsonwitzel

Recebi o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e o acompanhei em uma visita ao Pão de Açúcar. Comigo estiveram ainda meu vice, Cláudio Castro e os futuros secretários de Desenvolvimento Econômico e Geração de Renda, Lucas Tristão e de Turismo, Otávio Leite.

Fonte: G1

General Heleno compara posse de arma à posse de um carro

Futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro, o general Augusto Heleno comparou neste domingo (30) a posse de uma arma em casa à posse de um automóvel.

Homem de confiança de Bolsonaro e responsável pela estratégia de segurança do futuro presidente, Heleno deu a declaração ao ser questionado em uma entrevista coletiva na tarde deste domingo sobre mensagem na qual o presidente eleito disse na véspera em uma rede social que pretende garantir por meio de decreto a posse de armas de fogo aos cidadãos sem antecedentes criminais.

Segundo o futuro ministro, permitir que um cidadão possa dirigir nas ruas do país é comparável, em questão de responsabilidade, a autorizar alguém a manter uma arma em casa, em razão do perigo potencial que um veículo pode representar nas mãos de alguém sem habilitação.

Ao responder aos repórteres, o futuro ministro do GSI disse que a flexibilização da posse de armas é um tema reiteradamente defendido por Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Heleno destacou ainda que muitos países concedem o direito à posse de armas como uma maneira de o cidadão garantir a defesa da família e da propriedade.

A posse dá ao cidadão o direito de manter a arma em casa. Para sair de casa com a arma, é preciso ter autorização para o porte.

“A posse da arma, desde que seja concedida a quem está habilitado legalmente, e essa habilitação legal virá por meio de algum instrumento, decreto, ou alguma lei, alguma coisa que regule, […] se assemelha à posse de um automóvel”, ponderou o general da reserva.

Dados do Atlas da Violência 2018 – elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – mostram que, entre 2006 e 2016, aumentou 27,4% o número de mortes no país por armas de fogo. Só em 2016, aponta o Atlas da Violência, houve 44.475 mortes por armas de fogo no Brasil.

Por outro lado, o Sistema de Informações de Mortalidade, do Ministério da Saúde, registra que, em 2016, o número de mortes no trânsito chegou a 37.345.

Em relação a 2008, quando foi implementada a Lei Seca, houve redução de 2,4% no número de óbitos no trânsito, de acordo com os números do ministério. Naquele ano, foram registrados 38.273 mortes no trânsito.

“Se for considerar isso [número de vítimas de acidentes envolvendo veículos automotores] , vamos proibir o pessoal de dirigir. Ninguém pode dirigir. Ninguém pode sair de casa com o carro, porque alguém está correndo o risco de morrer, porque o motorista é responsável”.

G1

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“Brasil está mexendo com uma bomba armada”, diz Felipe Maia sobre mudança da embaixada em Israel

A intenção do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de mudar a embaixada do Brasil em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém gerou críticas entre parlamentares de partidos ligados ao novo governo Pelas redes sociais, políticos disseram que a medida pode trazer efeitos econômicos negativos para o País e fazer com que o Brasil se torne alvo de terrorismo. A mudança, por outro lado, foi apoiada por defensores de Bolsonaro, como o senador Magno Malta (PR-ES).

Neste domingo (30), no Rio, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que ouviu de Bolsonaro que a mudança da embaixada é uma questão de tempo. Logo em seguida, o deputado Felipe Maia (DEM-RN) reagiu à polêmica. “O Brasil está mexendo com uma bomba armada, além do que, o Brasil é signatário de um acordo na ONU que estabelece que a capital de Israel é Tel Aviv. Estamos chovendo no molhado”, escreveu o deputado em sua conta no Twitter, em resposta ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).

“Considero grave erro da diplomacia brasileira a opção por lado na disputa árabe-israelense. Temos histórico de boas relações multilaterais e dar prioridade a um país em detrimento de outros pode trazer prejuízos econômicos, além de risco de o Brasil virar foco do terrorismo”, declarou Nogueira na mesma rede social, no sábado (29).

A proposta de Bolsonaro também foi criticada pela deputada estadual eleita Janaina Paschoal (PSL-SP), integrante do partido do presidente eleito e a mais votada em São Paulo. “Já tive oportunidade de dizer que transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém é juridicamente justificável, na medida em que Israel é um Estado soberano. Porém, por razões diversas, fico feliz que o presidente eleito esteja repensando a ideia. Respeitosamente”, disse Janaina, em referência a uma declaração feita pelo presidente eleito no início do mês, quando afirmou que sua equipe estava conversando sobre como tomar a melhor decisão.

Em contrapartida às ponderações, o senador Magno Malta divulgou uma série de publicações apoiando a intenção de Bolsonaro. Evangélico, Malta declarou que reconhecer Jerusalém como capital de Israel faz “justiça” ao país e é o cumprimento de uma profecia. Em um dos vídeos publicados pelo parlamentar, Malta aparece ao lado de Bolsonaro em junho deste ano afirmando que a mudança seria efetivada por Bolsonaro se ele fosse eleito. Na sexta-feira (28), nos pronunciamentos públicos após encontro com Netanyahu, Bolsonaro não tocou no tema da embaixada.

Estadão Conteúdo

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Deputados querem reajuste automático ao do Supremo

A campanha para a presidência da Câmara ressuscitou a polêmica sobre o aumento salarial dos deputados. Depois que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiram elevar em 16,38% os seus vencimentos – que saltaram de R$ 33,7 mil para RS 39,3 mil -, parlamentares engrossaram a cobrança pelo mesmo reajuste.

Pela regra atual, o aumento da remuneração dos congressistas pode ser aprovado em 2019 e entrar em vigor no mesmo ano. Uma das propostas em tramitação há vários anos na Casa, que voltou ao debate por causa da disputa no Congresso, prevê que o presidente da República, o vice, ministros, senadores e deputados tenham vencimentos idênticos aos dos integrantes do Supremo.

Adversário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – que concorre à reeleição -, o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) defendeu o reajuste para seus pares. “Há colegas que não dependem do salário, mas outros dependem e passam necessidades que a gente não sabe. É preciso dar ao parlamentar uma melhor qualidade de vida. Não é aumento de salário: é reajuste dentro da lei”, argumentou Ramalho, conhecido como Fabinho.

A eleição que renovará o comando do Congresso ocorrerá em 1.º de fevereiro. No último dia 12, Ramalho – hoje vice-presidente da Câmara – ocupou a tribuna para defender o aumento. “Precisamos que os salários de todos os deputados sejam reajustados como estão sendo os de todos os outros Poderes.”

Questionado pelo jornal O Estado de São Paulo sobre a conveniência do aumento em um momento de crise econômica e ajuste das contas públicas, Ramalho disse não ter medo de enfrentar assuntos áridos e destacou que a decisão caberá à maioria. “É melhor o parlamentar ser bem remunerado porque você pode cobrar dele a lisura, mas eu também defendo a reforma da Previdência, que conserta tudo isso”, insistiu.

Ramalho aproveitou para dar uma estocada em Maia, que, ao substituir o presidente Michel Temer no último dia 18, durante uma viagem internacional, sancionou projeto de lei permitindo que municípios com queda na arrecadação gastassem mais de 60% da receita com pagamento de servidores. “Muito mais grave do que falar em reajuste foi esse afrouxamento da Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso é gravíssimo. Tenho certeza de que ele (Maia) não tem capacidade de tocar uma reforma da Previdência.”

O presidente da Câmara não retrucou. Disse, no entanto, que houve uma “interpretação errada” da sanção do texto, porque “nada afetou a Lei de Responsabilidade Fiscal”. Maia também é simpático à ideia de unificar o teto salarial do Executivo, Legislativo e Judiciário. Para que isso ocorra, porém, a Câmara e o Senado precisam aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição.

A PEC que tramita na Câmara sobre o assunto foi apresentada em 2011 pelo deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), não reeleito, e aprovada em comissão especial. “A proposta está pronta há sete anos para ser votada em plenário”, disse Marquezelli. Segundo ele, a vantagem é que a proposta limita o teto no Brasil inteiro e não inclui os chamados penduricalhos. A desvantagem, diz, é que os salários seriam igualados no patamar mais alto – hoje em R$ 39,3 mil.

Atualmente, os salários dos ministros do STF são fixados por lei enviada ao Congresso e dependem de sanção do presidente da República – o valor serve como teto para o funcionalismo público A remuneração bruta do presidente também é menor, de R$ 30 934,70. Líderes na Câmara avaliam como injusto o fato de parlamentares ganharem menos do que os ministros do STF. A aposta é que, com o acirramento da disputa pela presidência da Casa, o tema ganhe maior relevância na busca de apoio, inclusive dos novos deputados que estão chegando a Brasília.

O 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, Fábio Ramalho (MDB-MG), mais conhecido pela alcunha de ‘Fabinho Liderança’, quer mudar o seu lugar na mesa – e ocupar a cadeira que hoje pertence a Rodrigo Maia (DEM-RJ). Autointitulado, o ‘amigo de todos’, lançou-se como candidato à presidência da Casa com um plataforma “nem de direita, nem de esquerda”, mas como alguém que “pretende defender a instituição e os parlamentares”.

Aos 57 anos, Fabinho Liderança passou por legendas como PTB, PV, PMB (Partido da Mulher Brasileira) e agora está no MDB. Ele está prestes a iniciar o seu quarto mandato como parlamentar por Minas Gerais (embora tenha nascido em Brasília). Apesar dos anos de experiência, Fabinho Liderança faz parte do panteão dos folclóricos – principalmente por sua fama como anfitrião de animadas festas.

Normalmente às quartas-feiras o deputado promove eventos gastronômicos em seu apartamento funcional – frequentado por políticos e empresários. Nas festas, o destaque é a comida mineira. Durante a votação da Medida Provisória (MP) dos Portos, por exemplo, a comilança patrocinada por ‘Liderança’ aconteceu dentro da própria Câmara. O cardápio incluía galinhada e leitoa. Durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff (PT), Ramalho providenciou uma leitoa com farofa ao gabinete da presidência do Senado para alimentar os senadores. Não à toa, ele é considerado um habilidoso articulado entre os seus pares.

Em 2017, quando o presidente Michel Temer viajou à China, Fabinho Liderança foi um dos membros da comitiva. Ele também esteve na comitiva oficial que foi à Mendoza, na Argentina, para uma reunião do Mercosul. Antes de assumir à Presidência da República, Temer também era um dos habitués das festas de Fabinho. Apesar da proximidade, o deputado não se furtou, principalmente no último ano, em dar declarações polêmicas em relação ao governo Temer.

No primeiro semestre de 2018, como articulador da bancada mineira, o deputado esbravejou contra a falta de conterrâneos no primeiro escalão do governo e também pela falta do repasse por parte da União de R$ 250 milhões ao Estado. No calor da discussão, chegou a dizer que Temer exercia o poder com tirania e estava cercado por ministros investigados pela Lava Jato. Aparentemente, os ânimos se acalmaram. Aliados de Fabinho dizem até que Temer vê com bons olhos a candidatura do deputado à presidência da Câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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UFC: Dana White exalta feito inédito de Amanda Nunes: ‘A melhor de todos os tempos’

Ao derrotar Cris Cyborg na madrugada deste domingo (no horário de Brasília) no UFC 232, Amanda Nunes entrou para a história. A brasileira se tornou a primeira mulher a ostentar dois cinturões da entidade em diferentes categorias, feito alcançado anteriormente apenas no naipe masculino, por Conor McGregor e Daniel Cormier.

O presidente do UFC, Dana White, se rendeu a Amanda Nunes e rasgou elogios à brasileira após o nocaute aplicado ainda no primeiro round, com menos de um minuto de luta, após uma sequência de socos.

“É claro que ela eventualmente será uma Hall da Fama, olha o currículo dela. Ela é a melhor de todos os tempos”, afirmou, em entrevista coletiva em Los Angeles, palco do evento. “Ela é a melhor de todos os tempos. Se você olhar os nomes de quem ela já bateu… Ninguém pode negar. Você pode tentar, mas ela é a melhor”, acrescentou.

White ainda fez questão de elogiar Cris Cyborg e a luta que as duas proporcionaram, considerada a mais aguardada entre mulheres no MMA. “Você tem duas campeãs que lutam para ser a mais malvada, e trocam socos como essas. É a melhor coisa para ver”, disse.

Cyborg, que estava invicta há mais de uma década no MMA, elogiou o desempenho da adversária e aproveitou a oportunidade para pedir a realização de uma revanche. “É claro que ela fez muito pelo esporte. Batalhou. Não teve o valor que deveria. Tomara que ela conquiste isso agora. Quem sabe não fui usada por Deus para abençoá-la”, exaltou Cyborg. “É lógico que desejo a revanche. Se você perde, quer isso. Se não gostasse de lutar, não faria”, acrescentou.

Além disso, Cyborg minimizou o peso da derrota no UFC 232 para a sequência da sua carreira. “Um dia perdemos, ganhamos em outro. Perdi, agora é voltar na academia e treinar. Não me afeta. Só me fará melhorar cada vez mais”, concluiu a brasileira de 33 anos.

Estadão Conteúdo

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Temer desiste de editar indulto de Natal em 2018

O presidente Michel Temer desistiu de editar neste ano o decreto do indulto de Natal, que concede perdão a presos condenados a determinados crimes não violentos. A decisão ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrar o ano sem finalizar o julgamento sobre a validade do indulto natalino assinado por ele no ano passado. As regras do ano passado foram suspensas após o presidente reduzir as restrições e incluir condenados por corrupção entre os beneficiados.

É a primeira vez desde a redemocratização que o decreto não será editado. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, Temer já tinha em mãos a proposta do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), ligado ao Ministério da Justiça e responsável por elaborar as regras para o indulto a cada ano. O documento previa endurecer as condições para um condenado obter o perdão da pena e incorporava restrições impostas em decisão liminar do ministro do STF Luís Roberto Barroso, como o veto do indulto a condenados por corrupção.

Além de vedar o benefício a condenados por corrupção, havia a previsão de que o perdão só poderia ser concedido a quem tivesse cumprido um terço da pena e sob a condição de a condenação não ser superior a oito anos. O texto também ampliava a lista de crimes pelos quais não poderia haver o indulto, como os cometidos contra agentes de segurança, estupro de vulnerável e homicídio culposo em acidentes de trânsito. Temer, no entanto, poderia alterar o texto proposto pelo conselho.

“A Constituição confere ao Presidente a autoridade para conceder indulto quando ele considerar oportuno. Ele não é obrigado a faze-lo”, afirmou o presidente do CNPCP, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo César Mecchi Morales.

Supremo

No fim de novembro, o STF formou maioria para derrubar a liminar e manter o indulto de Temer de 2017, que admitia o perdão a condenados por crimes sem violência – como corrupção – que tivessem cumprido um quinto da pena até 25 de dezembro de 2017, ponto contestado pela Procuradoria-Geral da República e suspenso por Barroso.

“O presidente não quis confrontar o Supremo neste momento. Ele preferiu se resguardar, não quis tripudiar em cima de nenhuma decisão de ministro”, afirmou o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP). Para ele, o Supremo formou maioria no entendimento de que o presidente pode até se desgastar politicamente, mas não pode ser impedido de fazer algo que é prerrogativa sua definida pela Constituição, como o indulto de Natal.

Previsto na Constituição da República, o indulto natalino foi criticado por mais de uma vez pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, que já prometeu não conceder o benefício em seu governo.

Estadão Conteúdo

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Mãe do filho de Battisti lembra que foragido pode buscar refúgio em embaixada

A mãe do filho caçula de Cesare Battisti, Priscila Luana Pereira, afirmou que o italiano, foragido desde que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux determinou sua prisão no último dia 13 de dezembro, já pensava em pedir asilo político em alguma embaixada. Em entrevista exclusiva ao jornal “Folha de São Paulo” publicada neste domingo(30), a professora de 33 anos relatou ter encontrado seu ex-companheiro pela última vez em outubro, em Cananeia, no litoral paulista, onde Battisti vivia.

Segundo Priscila, ele andava extremamente preocupado. “Não [falava em fugir]. Ele estava cogitando estar numa embaixada que fosse amiga. Mas não sei de que país seria”, disse ela à publicação, ressaltando que não faz ideia sobre seu paradeiro.

Priscila mora em São José do Rio Preto e conheceu o europeu durante uma viagem que fez para Cananeia, em 2012. Entre idas e vindas, os dois mantiveram um relacionamento entre 2012 e 2017.

“[Ele] é pacífico, tranquilo, amoroso, simples, um paizão”, ressaltou. O ex-guerrilheiro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970. “Ele é um injustiçado. Não acredito que seja culpado. Ele nunca confessou nenhum crime. Ele assumiu conspiração [na organização], mas morte de sangue, eu não acredito. Não acredito que tenha cometido [assassinatos]”, afirmou Priscila.

No último dia 13, Fux decretou a prisão de Battisti atendendo um pedido da Interpol. Um dia depois, o atual presidente, Michel Temer, assinou um decreto autorizando a extradição do italiano para o país europeu. Battisti se diz inocente, mas para as autoridades italianas, ele é considerado terrorista. No Brasil desde 2004, o ex-guerrilheiro foi preso três anos depois. Na época, o governo da Itália pediu sua extradição, aceita pelo STF. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pela Suprema Corte. No entanto, desde sua campanha eleitoral, o presidente eleito Jair Bolsonaro se diz favorável à extradição de Battisti. “A situação política é desfavorável. Só que ele não pode ficar sujeito a isso. Troca-se o governo, troca-se o presidente, e ele paga?”, finalizou.

Ansa

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Foto: Debora Camarinho

Uma atitude de um policial militar em São Vicente, no litoral de São Paulo, acabou viralizando nas redes sociais neste fim de semana. Ao observar um garoto sozinho, fazendo malabares em meio aos milhares de turistas que curtem o fim de ano na Baixada Santista, o soldado observou que a criança estava com fome. Em vez de ignorar a situação e continuar sua patrulha, o policial parou, chamou o menino e pagou um lanche para ele, o que comoveu moradores e turistas.

O ‘flagrante’ foi registrado na última sexta-feira (28) por uma moradora do município. Desde que foi postado em alguns de seus perfis nas redes sociais, o relato não parou de comover as pessoas, e já conta com milhares de compartilhamentos e reações. “Fiquei chocada com tudo isso”, afirma a moradora Debora Camarinho.

Segundo Debora, o garoto é conhecido da vizinhança, pois faz os malabares no mesmo local há alguns anos, no intuito de ganhar alguns trocados. “Já tinha visto ele várias vezes ali, soube que já tentaram ajudá-lo. Alguns dizem que ele tem alguns problemas familiares, mas ninguém sabe ao certo”, explica.

Debora conta que passeava com o cachorro pela orla da praia quando decidiu parar em um quiosque. Foi quando se deparou com a cena: o PM trazia o garoto, e o sentou em uma das mesas. “Vi ele pegar um cardápio, e aí o menino escolheu um lanche. Ele pagou e nem esperou o garoto acabar. Deixou ele comendo”, relembra.

Foi quando ela decidiu se dirigir ao policial, de nome Miqueias, para lhe dar os parabéns pela atitude. “Ele disse que não tinha sido nada, mas eu fiz questão de registrar e postar”, afirma.

Para Debora, divulgar o episódio foi uma forma de mostrar às pessoas um outro lado da polícia. “Muitos tem preconceito e criticam a PM. É difícil elogiarmos atitudes de policiais. Então, quando a gente vê o lado bom de um policial, precisa parabenizar e elogiar”, diz.

Essa visão positiva foi reforçada com outro relato, que ela diz ter ouvido de uma amiga, comerciante no mesmo bairro. “Ela estava indo trabalhar e viu outros policiais dando água para as crianças que ficam na rua. Eles veem essas crianças ali, elas não são invisíveis”, conta.

A autora do post acredita que outras iniciativas deveriam ser tomadas para que as crianças que vivem na rua pudessem ser ajudadas de maneira mais efetiva. “Precisamos entender o que está acontecendo para esse menino ficar tanto tempo na rua, afinal já são muitos anos ali. Falta entender e investigar. Dessa vez o policial ajudou. E depois? Quem vai ajudar?”, finaliza.

G1

Foto: Divulgação/Anvisa

A partir de 1º de janeiro de 2019, fica proibida em todo o país a fabricação, a importação e a comercialização de termômetros e de esfigmomanômetros (aparelhos para verificar a pressão arterial) que utilizam coluna de mercúrio para diagnóstico em saúde. A medida, publicada no Diário Oficial da União em março de 2017, também inclui a proibição do uso desses equipamentos em serviços de saúde, que deverão fazer o descarte adequado.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que a determinação, aprovada pela própria pasta e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cumpre o compromisso assumido pelo Brasil na Convenção de Minamata, que debateu os riscos do uso do mercúrio para a saúde e para o meio ambiente. A convenção, assinada pelo Brasil e por mais 140 países em 2013, tem como objetivo eliminar o uso de mercúrio em diferentes produtos.

A resolução, entretanto, não veta o uso doméstico de termômetros de mercúrio para quem que já possui o equipamento. “A população poderá continuar usando os termômetros domésticos, mas com o devido cuidado no armazenamento e na manipulação para que não ocorra a quebra do vidro”, alertou o ministério, citando que, se o produto estiver em boas condições e íntegro, não há problema à saúde.

Caso o usuário deseje se desfazer do termômetro de mercúrio, a orientação é mantê-lo provisoriamente em casa até a divulgação, pela pasta e pela Anvisa, dos pontos de recolhimento. Em caso de quebra, devem ser tomadas as seguintes precauções:

– Isolar o local e não permitir que crianças brinquem com as bolinhas de mercúrio;
– Abrir as janelas para arejar o ambiente;
– Recolher com cuidado os restos de vidro em toalha de papel ou luvas e colocar em recipiente resistente à ruptura, para evitar ferimento;
– Localizar as “bolinhas” de mercúrio e juntá-las com cuidado, utilizando um papel cartão ou similar, evitando contato da pele com o mercúrio. Recolher as gotas de mercúrio com uma seringa sem agulha. As gotas menores podem ser recolhidas com uma fita adesiva;
– Transferir o mercúrio recolhido para um recipiente de plástico duro e resistente ou vidro, colocar água até cobrir completamente o mercúrio a fim de minimizar a formação de vapores de mercúrio, e fechar o recipiente;
– Identificar/rotular o recipiente, escrevendo na parte externa “Resíduos tóxicos contendo mercúrio”;
– Não usar aspirador, pois isso vai acelerar a evaporação do mercúrio, assim como contaminar outros resíduos contidos no aspirador.

Os materiais utilizados durante o procedimento, como luvas e seringas, também deverão ser colocados em embalagens rotuladas e não devem ser descartados em lixo comum.

A proibição não se aplica a produtos para pesquisa e para calibração de instrumentos ou uso como padrão de referência. Assim, serviços de saúde que possuírem medidores de pressão ou termômetros de coluna de mercúrio utilizados como padrão de referência para calibração interna de outros equipamentos deverão identificar esses produtos com etiqueta com os dizeres: “Produto utilizado como padrão de referência para calibração”.

Agência Brasil

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Para Temer, Bolsonaro deve aprovar a Previdência e não desprezar Congresso

Foto: Presidência da República

Poucas horas antes de deixar seu gabinete, no 3.º andar do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer ainda tinha ao seu lado, perto da mesa de trabalho, uma pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida moldada no vidro. “Vou viver comigo mesmo”, afirmou ele, quando questionado sobre o seu futuro.

Dono de alta impopularidade, Temer disse não acreditar que seu sucessor, Jair Bolsonaro, destrua o que foi feito até agora sob sua gestão e apostou na “continuidade”, com adaptações. “A gente está saindo da Presidência. A festa não é mais minha, não é?”

De perfil semipresidencialista, o vice que assumiu o Planalto em 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff, vê dificuldades para mudanças na relação com o Congresso, apesar do discurso de Bolsonaro avesso à negociação com partidos. “Não há hipótese de você dizer: ‘Eu sou do Executivo e vou desprezar o Congresso’. Isso nunca deu certo”, argumentou Temer, que foi três vezes presidente da Câmara.

O sr. entregou um caderno para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, com a recomendação “Não há espaço para retroceder. As mudanças precisam continuar”. Que mudanças são essas?

Aquelas que eu não pude ultimar. Vocês se lembram quando lançamos Uma Ponte Para o Futuro, em 2015, que era uma contribuição para o governo, mas foi vista como espécie de manifestação de oposição. Tudo o que fizemos está nesse programa. Começo pelo teto de gastos públicos, um gesto ousado. Esse teto está dando resultado, tanto que, para o próximo orçamento, nossa previsão de déficit é de R$ 139 bilhões, porque foi caindo. Depois veio a modernização trabalhista, a reforma do ensino médio…

O futuro governo já indicou que quer mexer na estrutura das estatais. O que o sr. acha disso?

Havia uma desmoralização fantástica das estatais. Nós recuperamos a Petrobrás. Quando chegamos aqui, a ação do Banco do Brasil valia R$ 15, hoje vale R$ 45. O patrimônio público aumentou três vezes. Correios só davam prejuízo. A primeira vez que deu balanço positivo foi no primeiro semestre. E assim foi com Eletrobrás, empresas públicas em geral, tudo fruto de um projeto de lei que nós fizemos aprovar, aquela história de a empresa ser ocupada apenas por técnicos. Em maio de 2016, o PIB era negativo em 5,4%; em dezembro, já era 3,6%. Este ano, não fosse a greve dos caminhoneiros, o PIB seria de 3,3%. Mas, de qualquer maneira, vai ser positivo. Demos aumento para o Bolsa Família, mantivemos o Minha Casa Minha Vida, o financiamento de curso superior…

O futuro governo determinou a realização de pente-fino em medidas tomadas por sua gestão.

Eu não quero comentar isso.

As articulações políticas do governo Bolsonaro são feitas com frentes parlamentares e não com partidos. Isso funciona?

Acho que as bancadas temáticas votam unanimemente nos temas do seu interesse. É importante ter contato com líderes, com as duas Casas, presidência do Senado e da Câmara. Na maior parte do tempo, eu fazia reunião dos líderes com os presidentes das Casas sentados ao meu lado.

E como conter o toma lá, dá cá?

Não há isso. Eu fiz governo semipresidencialista e soube contornar as dificuldades. Fiz o que a Constituição dizia, trouxe o Congresso para trabalhar comigo. Eu sentia, no Congresso, que o Legislativo é uma espécie de apêndice do Executivo. Se quiser excluir o Congresso, há dificuldade. Você quer a reforma da Previdência, quem é que vai votar? É o Congresso.

Bolsonaro terá de rever esse posicionamento? Na prática, não mudam as coisas?

Não muda a relação Executivo-Congresso. Não há hipótese de você dizer: “Sou do Executivo e vou desprezar o Congresso”. Isso nunca deu certo. As bancadas que foram chamadas ouviram o presidente Bolsonaro dizer: “Olha, vou precisar muito de vocês”. Ele é do Parlamento. Quem vive 28 anos lá sabe como são as coisas. Tenho a convicção de que ele saberá trabalhar com as bancadas partidárias.

O MDB vai entrar na base aliada?

Acho que o MDB deve apoiar sempre as teses importantes para o País. Não importa se está no governo ou não. Se ficar independente, apoiará o que for de interesse do Brasil. Aqui nós temos um hábito cultural equivocado. Quando se está na oposição acha que é preciso destruir o governo.

Depois de dois anos e sete meses no comando do País, e com tudo o que o sr. enfrentou, que conselho daria a Bolsonaro?

Ele me perguntou: “Que conselho você me dá?”. Eu disse: “Olha, eu não dou conselho para presidente eleito. Se quiser que dê palpite, eu dou”.

E qual seria?

É preciso aprovar a reforma da Previdência, porque completa-se um ciclo. Outra coisa que eu gostaria de fazer mais para frente seria a simplificação tributária. Mas o fundamental seria a Previdência. E eu não faria fatiada porque, cada vez que você propuser uma reforma da Previdência, terá resistências. Eu não estou fazendo pregação, porque parece até atrevimento dar palpite em relação ao governo novo. Mas, como opinião, se você pegar aquilo que já foi feito e levar para o plenário, fica mais fácil. Não tem como fugir dessa questão da idade, do corte de privilégios. Se começar do zero, é claro que haverá as mais variadas resistências.

Mas parece que não querem sua proposta.

Não vejo isso. Acho que eles acabam se ajustando. Quando resolvi lançar a reforma, havia divergências. Nós chegamos a um ponto comum. Tenho absoluta convicção de que isso ocorrerá também no governo eleito.

O presidente eleito afirmou que é horrível ser patrão no Brasil e que vai aprofundar a reforma trabalhista. Ele não está desviando o foco de mudanças mais importantes?

Não me parece, não. Só essa expressão do presidente eleito revela que nós asfaltamos o terreno, porque as ações trabalhistas reduziram mais de 50%.

Acha que a intervenção federal no Rio deveria ser prorrogada?

Aí vai depender do novo governo. Mas não foi só intervenção que fizemos. Veja que eu contei com o auxílio das Forças Armadas, com as chamadas GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Quem é que teve a coragem de assumir a questão da coordenação, integração da segurança no País? Quem botou a mão na ferida fui eu (batendo na mesa). Criamos o Ministério da Segurança e um Sistema Único de Segurança Pública. Pela primeira vez houve ações integradas, com resultados esplêndidos. A intervenção deu resultados. Houve redução de 12,6% nos homicídios. Foram 5.800 vidas poupadas.

Mas a polícia matou mais…

É porque teve de enfrentar a criminalidade, não é?

A crise fiscal nos Estados não afeta a questão da segurança?

Eu acho que o tema da segurança é muito presente no próximo governo. Acho que vai seguir. Pessoalmente, acho que o governo vai ser uma continuidade do que foi feito, com as naturais adaptações. Não tenho dúvida. Dizer que o governo vai destruir o que este governo fez eu não acredito.

Mas a política externa é diferente. O ministro Paulo Guedes disse que não vai dar prioridade ao Mercosul, o Brasil pode abandonar o Acordo do Clima de Paris…

No mundo globalizado, nós temos de sustentar a ideia do multilateralismo. Não podemos desprezar a China, que é o nosso maior parceiro comercial. Com a Argentina nós temos um superávit comercial significativo. E temos de manter as relações mais sólidas com os Estados Unidos. O Brasil ainda não tem potencial econômico, político, internacional que permita um isolamento.

O sr. vai procurar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir um novo centro ou até criação de um partido?

Estou sempre com o presidente FHC. Acho que precisamos de uma grande reforma política. É fundamental para reduzir o número de partidos. Falo até pelo MDB. Não temos partido político. São siglas partidárias que vão se amontoando. Discutir uma coisa dessa natureza vale a pena. Não sei se é criar mais um partido. Agora, se esse “mais um” significar a agregação de 10, 15 siglas, aí vale a pena.

O sr. falou em pacificar o País, que continua dividido. Bolsonaro conseguirá essa conciliação?

O Brasil continua dividido e é ruim. Mais do que pensar em um novo partido seria pensar num grande pacto de unidade nacional, reunindo vários partidos, PCdoB, PSB, MDB, DEM, PSL, lideranças, não importa de que tendência sejam. É uma interação entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Acho que o político é mais ou menos como artista: serve de parâmetro. Se o cidadão vê que os três Poderes estão unidos, isso já é um exemplo. Quando acaba a eleição, você tem de partir para outro momento, no qual situação e oposição devem buscar o bem comum.

O que o sr. vai fazer quando deixar o governo?

Vou viver comigo mesmo. Nunca tive tempo para isso. Só vivi comigo mesmo quando ia de avião, de Brasília a São Paulo, e escrevia poemas no guardanapo. Vou voltar para o meu escritório de advocacia e ver para onde a vida me leva. Penso em escrever outro livro. Françoise Sagan escreveu um livro chamado Bom dia, tristeza. Você percebe que era a vida dela.

O sr. elogiou Dilma Rousseff dizendo que ela era “honesta e correta”. O sr. chegou a ser chamado de conspirador e golpista. Arrepende-se de algo?

Não. Você disse bem: cheguei a ser chamado, mas nunca agi como tal. Tinha divergência política, vocês sabem que ela (Dilma) me isolava. Mas, no plano pessoal, acho que ela era uma pessoa honesta e correta.

Mas neste período em que o sr. ocupou a Presidência, sentiu algum arrependimento?

Eu me arrependo um pouco de uma coisa, que é trivial, mas importante. Tenho o hábito de receber todo mundo. Eu não me dava conta de que, às vezes, marcava seis ou sete audiências e recebia 20 pessoas. Atendia sem agenda. Aí houve aquele episódio do rapaz (Joesley Batista) que foi me gravar. A reforma da Previdência seria aprovada em 2017, mas aí houve aquela trama, muito bem urdida, e toda a denúncia que eu fiz veio à luz com a prisão dos indivíduos que me detrataram.

O sr. já disse que foi pego pelo ângulo moral em investigações e agora está deixando o cargo com uma terceira denúncia, no inquérito dos Portos. Como responde?

Há uma diferença entre a figura do presidente e do cidadão comum. É uma maravilha fazer coisas contra o presidente. Quando você sai do foco político e vai para o foco exclusivamente jurídico, e é o que vai acontecer a partir de 1.º de janeiro, as coisas mudam. Você vai debater o que está no processo.

Quando perder o foro, há quem diga que o sr. poderá enfrentar pedido de prisão preventiva.

Não tenho a menor preocupação. Zero. Começou uma onda de que eu teria assinado o decreto (dos Portos) para favorecer uma empresa chamada Rodrimar. Mandaram uma certidão e essa empresa não é beneficiada. A rigor, o que deveria ter sido feito com esse inquérito?

A Procuradoria-Geral diz que são relações antigas…

É verdade, crime da amizade. Aliás, posso dar uma relação de umas 50 pessoas que conviveram comigo, me ajudaram nas campanhas eleitorais, fizemos sociedade advocatícia. Poderiam investigar 50, 60 pessoas, entendeu?

Mesmo com a baixa popularidade que tem hoje, o sr. acredita que pode ter o trabalho reconhecido depois, como ocorreu com o ex-presidente Itamar Franco?

Acho. Há poucos dias, fui almoçar num restaurante de classe média, em São Paulo. Você sabe que, quando saí, fui aplaudido? Falei: “Puxa vida, eu posso ir a restaurante, não é verdade?”.

Estadão Conteúdo

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