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Por G1

 


O economista Paulo Guedes, assessor da campanha de Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Globonews

O economista Paulo Guedes, assessor da campanha de Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/Globonews

G1 reuniu as propostas para a economia de Paulo Guedes, assessor da área na campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República.

As propostas são as que foram mencionadas em entrevistas que Guedesconcedeu à Globonews e à rádio Jovem Pan, além do que consta no programa de governo apresentado pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

G1 tentou entrevistar o economista, mas ele recusou os convites. A primeira tentativa foi feita ainda no primeiro turno, em 3 de setembro, em mensagem enviada à assessoria do PSL e não respondida. O G1 também tentou agendar entrevistas com Paulo Guedes, no primeiro e no segundo turno, diretamente em seu escritório na Bozano Investimentos, da qual o economista é sócio. Em todas as vezes, a secretária do economista informou que a agenda dele estava cheia. Na terça-feira, em contato direto por WhatsApp, o economista recusou a entrevista, alegando que o pedido foi feito “em cima da hora”.

Veja abaixo as propostas feitas pelo economista no programa de governo e em entrevistas e reunidas pelo G1:

Contas públicas:

  • Como pretende cumprir a promessa de zerar o déficit fiscal em um ano?

“Eu quero zerar (o déficit fiscal) em um ano. (…) Tem R$ 300 bilhões de desonerações, acho que de 10 a 20%, entre R$ 30 bilhões e R$ 60 bilhões talvez apareça. Tem também a cessão da Petrobras, a cessão onerosa, pode dar um líquido de R$ 60 bilhões ou R$ 70 bilhões. (…) R$ 20 bilhões do abono salarial – não entra agora, tem que aprovar agora para valer em 2019. Mas tudo bem, vem R$ 20 bi lá na frente me esperando. Entre R$ 16 bilhões e R$ 27 bilhões é (privatização) Eletrobras, que vai seguir. (…) Se isso não funcionar, digamos, dessa forma, na base do ‘junta aqui, ajuda aqui e ajuda ali’, aí é desvinculação de gastos. Aí você joga para a classe política o problema para resolver. (…) Tem três grandes despesas: (…) Previdência é (necessário fazer) a reforma da Previdência, juros (a solução) são as privatizações e pessoal é (preciso fazer) uma reforma administrativa. (…) É o que eu acho que tem que ser: um ataque frontal às despesas públicas, nos três fronts” – entrevista à Globonews, em 24/10

  • Pretende manter o teto de gastos?

“É evidente que vai furar o teto. Tem o teto e tem as (despesas) obrigatórias subindo. Ora, o teto não fica em pé sem reforma (da Previdência), o teto cai. Não tem parede para segurar, o teto vai cair. Nós queremos isso? Não. Nós queremos o teto. Eu quero o teto. (…) Os gastos do governo subiram descontroladamente 30 anos, vamos controlar os gastos. Você não precisa nem cortar muito, é não deixar crescer” – entrevista à Globonews, em 24/10

“O dinheiro está todo carimbado. A Constituição já carimbou o dinheiro todo. Que era natural 30 anos atrás, quando fizeram a reforma, falaram ‘olha, carimba esse dinheiro todo porque agora nós queremos gasto em educação e saúde’. O dinheiro está todo carimbado. Então, qual é a situação da classe política hoje? 92 ou 93% do dinheiro hoje já é despesa obrigatória, sobra ali a despesa discricionária cada vez menor. Você tem que atacar aquilo, tentar reduzir aquilo o máximo possível, controlar aquilo, mas evidentemente essas despesas compulsórias, obrigatórias, elas vão acabar estourando o teto. Elas vão estourar o teto. E aí você tem que decidir: ou vale o teto de gastos e você devolve o controle orçamentário da União para a classe política e ela tem que decidir… ‘Olha, então, no ano passado, gastamos R$ 350 bilhões em educação, este ano queremos gastar mais, gastar menos, gastar igual. Gastamos quanto em saúde? Quanto em segurança? ’. Você tem que devolver esse protagonismo para a classe política, e governabilidade será em cima desses dois novos eixos. O primeiro eixo é o orçamento da União. ” – Entrevista à Jovem Pan News, em 18/9

  • O que é o “pacto federativo” proposto pela campanha?

“A governabilidade que vai ser construída daqui para frente, ela é em novas bases, ela é diferente, ela não é o ‘toma lá dá cá’ no Congresso. Ela vai ser costurada em torno de um pacto federativo. É uma descentralização de poderes. Recursos para estados e municípios. A recuperação do protagonismo na classe política. (…) Tem a reforma fiscal que é justamente para descentralizar recursos para estados e municípios. O dinheiro tem que ir onde o povo está. O povo não está dizendo que falta segurança, saúde e educação? Esse dinheiro tem que ser descentralizado. (…) Serão poucos ministérios, os ministérios na verdade são apenas instrumentos de coordenação. O ministro da educação vai chamar os secretários estaduais de educação e ele é só um coordenador, porque os recursos vão descer. ” – Entrevista à Jovem Pan News, em 18/9

O que diz o programa de governo: “Inverteremos a lógica tradicional do processo de gastos públicos. Cada gestor, diante de suas metas, terá que justificar suas demandas por recursos públicos. Os recursos financeiros, materiais e de pessoal, serão disponibilizados e haverá o acompanhamento do desempenho de sua gestão. O montante gasto no passado não justificará os recursos demandados no presente ou no futuro.”

Privatizações

  • Quais estatais pretende privatizar?

“Vocês todos elogiam quando a Petrobras vende um ativo para reduzir a dívida, todo mundo bate palma para o Pedro Parente. A União tem que vender ativo. A Petrobras vende refinaria. E o governo pode vender a Petrobras, por que não? (…) É muito interessante isso porque o (Jair) Bolsonaro era associado ao seguinte: ‘não será vendida nenhuma’ (empresa estatal). Ele é uma posição estatizante etc. Agora vai ter uma resultante interessante, porque para mim são todas* (que devem ser vendidas). Então, se não tem nenhuma e tem todas, deve ter algo aí no meio.” – entrevista à Globonews, em 24/10

* apesar de Guedes ter declarado que é a favor da privatização de “todas” as estatais, Bolsonaro disse, em entrevista à TV Bandeirantes em 9 de outubro, que é a favor da privatização de empresas estatais que deem prejuízo, e afirmou que o setor de geração de energia elétrica será exceção, assim como o “miolo” da Petrobras.

O que diz o programa de governo: “Desmobilização de ativos públicos, com o correspondente resgate da dívida mobiliária federal. Estimamos reduzir em 20% o volume da dívida por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União e devolução de recursos em instituições financeiras oficiais que hoje são utilizados sem um benefício claro à população brasileira. Algumas estatais serão extintas, outras privatizadas e, em sua minoria, pelo caráter estratégico serão preservadas.”

Previdência

  • A campanha propõe introduzir o regime de capitalização como alternativa ao modelo atual, que é de repartição. Como fazer isso diante da situação de déficit público?

“Nós vamos consertar os dois. Você tem que lançar um novo para o jovem. E eles vão cuidar da sua poupança, eles têm o direito de embarcar em outro avião, que não é esse. Agora, esse antigo você tem que reduzir esses encargos trabalhistas e substituir por uma outra contribuição previdenciária que não incida sobre a folha de trabalho, de forma que você consiga gerar mais emprego e mais contribuições para o regime antigo. (…) Vai ter uma contribuição previdenciária que substitua, uma base de incidência diferente. A base de incidência não pode ser essa. Não pode ser para você conseguir um emprego alguém da sua idade tem que estar demitido, fora, porque você custa duas vezes. Então, nós vamos trocar a base de incidência desse imposto, de forma que você possa empregar as duas pessoas. Então, as contribuições vão aumentar para esse regime antigo. Ao mesmo tempo, nós vamos pegar também justamente empresas estatais que sejam consideradas estratégicas (que não serão privatizadas). São estratégicas? Então nós vamos fazer o fundo patrimonial da União, vamos botar essas empresas lá e elas têm que ser lastro para isso também.” – Entrevista à Jovem Pan News, em 18/9

O que diz o programa de governo: “Há de se considerar aqui a necessidade de distinguir o modelo de previdência tradicional, por repartição, do modelo de capitalização, que se pretende introduzir paulatinamente no país. E reformas serão necessárias tanto para aperfeiçoar o modelo atual como para introduzir um novo modelo. A grande novidade será a introdução de um sistema com contas individuais de capitalização. Novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho. E aqueles que optarem pela capitalização merecerão o benefício da redução dos encargos trabalhistas. Obviamente, a transição de um regime para o outro gera um problema de insuficiência de recursos na medida em que os aposentados deixam de contar com a contribuição dos optantes pela capitalização. Para isto será criado um fundo para reforçar o financiamento da previdência e compensar a redução de contribuições previdenciárias no sistema antigo.”

Empregos

  • Como aumentar a criação de vagas?

O que diz o programa de governo: “Nossa intenção é criar um ambiente favorável ao empreendedorismo no Brasil. Assim, valorizaremos talentos nacionais e atrairemos outros do exterior para gerar novas tecnologias, emprego e renda aqui. (…) Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos.”

  • Como será a carteira de trabalho verde e amarela proposta pela campanha?

“Pode escolher: porta da esquerda, você tem sindicato, você tem legislação trabalhista para te proteger, você tem encargos, tem uma porção de coisas. Porta da direita, você tem contas individuais, não mistura assistência com previdência, (…) não tem encargos trabalhistas e a legislação é como em qualquer lugar do mundo, se você for perturbado no trabalho você vai na Justiça e resolve seu problema. O FGTS, o fundo de investimento do FGTS sim (acaba), onde está um bom pedaço da corrupção. O FGTS como mecanismo de acumulação do sistema antigo deixa de rodar. O sistema novo não tem. Essa carteira (verde a amarela) é justamente isso.” – entrevista à Globonews, em 24/10

O que diz o programa de governo: “Criaremos uma nova carteira de trabalho verde e amarela, voluntária, para novos trabalhadores. Assim, todo jovem que ingresse no mercado de trabalho poderá escolher entre um vínculo empregatício baseado na carteira de trabalho tradicional (azul) – mantendo o ordenamento jurídico atual –, ou uma carteira de trabalho verde e amarela (onde o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais).”

Comércio internacional

O que diz o programa de governo: “Facilitar o comércio internacional é uma das maneiras mais efetivas de se promover o crescimento econômico de longo prazo. A evidência empírica é robusta: países mais abertos são também mais ricos. O Brasil é um dos países menos abertos ao comércio internacional, a consequência direta disso é nossa dificuldade em competirmos em segmentos de alta tecnologia. Do ponto de vista teórico, a dinamização do comércio internacional funciona como um choque tecnológico positivo no país, aumentando sua produtividade e incrementando seu crescimento econômico de longo prazo. Propomos, assim, a redução de muitas alíquotas de importação e das barreiras não-tarifárias, em paralelo com a constituição de novos acordos bilaterais internacionais.”

Fonte: G1

Por Fernanda Calgaro e Laís Lis, G1 — Brasília

 


Ministra Rosa Weber, presidente do TSE, conduz entrevista coletiva sobre o segundo turno da eleição ao lado de outros ministros do tribunal e ministros do governo — Foto: Fernanda Calgaro / G1

Ministra Rosa Weber, presidente do TSE, conduz entrevista coletiva sobre o segundo turno da eleição ao lado de outros ministros do tribunal e ministros do governo — Foto: Fernanda Calgaro / G1

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, afirmou neste domingo (21), durante entrevista coletiva na sede do tribunal, que não há “base empírica” para as “criativas teses” em mensagens de conteúdo falso que lançam suspeitas sobre o processo eleitoral.

Segundo a ministra, como o sistema de votação das urnas eletrônicas é auditável, uma eventual fraude deixaria “digitais”.

Na última sexta-feira (19), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu à Polícia Federal abertura de inquérito para investigar a divulgação de informações falsas por empresas contra os candidatos à presidência, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Neste sábado (20), o ministro Raul Jungmann informou que o inquérito foi aberto.

“As criativas teses que intentam contra a lisura do processo eleitoral não possuem base empírica. Estão voltadas à disseminação rápida de conteúdos impactantes sem o compromisso com a verdade. A resposta da instituição, ao contrário, há de ser responsável, após análise das imputações. Reafirmo: o sistema eletrônico eleitoral é auditável. Qualquer fraude nele necessariamente deixaria digitais, permitindo a apuração das responsabilidades.”, afirmou a presidente do TSE.

Inicialmente convocada para sexta-feira (19), a entrevista foi remarcada para a tarde deste domingo, uma semana antes do segundo turno da eleição.

A finalidade, segundo Rosa Weber, foi manifestar a “crença de que a desinformação deliberada ou involuntária que sirva ao descrédito da Justiça Eleitoral há que ser combatida com informação responsável e objetiva”.

Além de Rosa Weber, estavam presentes à entrevista os ministros Raul Jungmann (Segurança), Sergio Etchegoyen (Segurança Institucional) e Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União); os ministros do TSE Og Fernandes e Tarcísio Vieira de Carvalho Neto; o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques; e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia.

Indagada sobre eventual falha do TSE no combate à disseminação de mensagens com conteúdo falso, a ministra negou. “Não houve falha alguma da Justiça Eleitoral”, respondeu.

O ministro do Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, do TSE, disse que o tribunal jamais desprezou os efeitos das notícias falsas, mas que está preocupado com um tipo específico de informação falsa: a que abala e coloca em risco a confiabilidade da votação eletrônica.

Segundo Rosa Weber, a desinformação é um fenômeno mundial para o qual não há uma solução “pronta e eficaz”:

“A desinformação visando minar a credibilidade da Justiça Eleitoral, a meu juízo, é intolerável e está merecendo a devida resposta. Nossa resposta está se dando tanto na área jurisdicional como também na própria área administrativa. Agora, se tiverem a solução para que se evitem ou se coíbam ‘fake news’, por favor, nos apresentem. Nós ainda não descobrimos o milagre.”

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a Polícia Federal tem tecnologia e recursos para identificar, no Brasil e no exterior os que disseminam informações falsas.

“Não existe anonimato na internet”, declarou. Segundo ele, a PF encara “com seriedade” qualquer informação que receber.

De acordo com o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, em todas as urnas eletrônicas do primeiro turno havia um lacre eletrônico.

“Em nenhuma urna foi encontrado esse lacre quebrado. Todas as urnas operaram com o sistema de computador que nós assinamos e eles não foram de forma alguma trocados ou alterados”, declarou. “Podemos estar absolutamente tranquilos com a fidedignidade do resultado que elas [urnas eletrônicas] produzem”, disse.

Balanço de ocorrências

Jungmann apresentou um balanço de ocorrências na campanha eleitoral:

  • 2.265 crimes eleitorais, dos quais 1.372 por boca de urna e 247 por propaganda irregular
  • 925 prisões, das quais 523 de cabos eleitorais e 371 por motivos diversos
  • 970 procedimentos instaurados de polícia judiciária (Polícia Civil)
  • 251 termos circunstanciados e prisões em flagrante

Procedimentos abertos pela Polícia Federal:

  • 245 termos circunstanciados
  • 469 inquéritos policiais
  • 455 cidadãos conduzidos
  • 266 cidadãos apreendidos
  • Valor apreendido R$ 2.646.415

Crimes mais comuns:

  • propaganda ilegal
  • produção de informações falsas
  • compra de votos

De acordo com o ministro Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o governo está alinhado com a Justiça Eleitoral contra “qualquer tentativa de fraudar a legalidade e legitimidade do processo”.

Segundo ele, não há nenhum indício de que informações falsas tenham influenciado o processo eleitoral.

“Desde 2016, identificamos pequenas tentativas de influenciar, pequenos movimentos como laboratório. Não houve um incremento considerável em relação a 2016. Do ponto de vista da inteligência, não temos eventos significativos que indiquem alterações no processo eleitoral”, afirmou Etechgoyen.

 Fonte: G1

Por Karina Trevizan e Luiz Guilherme Gerbelli, G1

 


G1 ouviu o economista Guilherme Mello, assessor da campanha de Fernando Haddad, sobre as propostas de governo do candidato do PT à presidência da República. A entrevista foi feita na quarta-feira (17) na Unicamp, em Campinas.

Guilherme Mello, assessor econômico de Fernando Haddad — Foto: Celso Tavares / G1

Guilherme Mello, assessor econômico de Fernando Haddad — Foto: Celso Tavares / G1

Veja a seguir os principais trechos da entrevista:

Primeira medida

  • Qual será a primeira medida econômica do governo Fernando Haddad?

“A primeira medida vai ser focar na geração de emprego, em particular nas milhares de obras paradas que estão espalhadas pelo país, esperando as liberações de verbas. Além de gerar um custo enorme – porque, quando você para obra, gera um custo para Estado -, você também amplia o desemprego. (…) A gente acredita que a retomada destas obras para recuperar um setor fundamental da economia, que é o de infraestrutura, além de gerar emprego e renda, melhora a competitividade da economia.”

Contas públicas

Entrevista com Guilherme Mello

Entrevista com Guilherme Mello

  • Qual é a avaliação do teto dos gastos?

“Uma aberração do ponto de vista internacional. Não tem nenhum país do mundo que tem adotado uma regra que congela o gasto público, o gasto real, por 20 anos. Colocar essa regra na Constituição condena o Estado a reduzir o seu gasto nas áreas sociais. (…) Então, vamos ter que revogar a Emenda Constitucional 95 e rediscutir as regras fiscais porque é evidente que nós precisamos de um horizonte de estabilização fiscal.

O que estamos falando é o nosso compromisso com a responsabilidade fiscal não vem separado do nosso compromisso com a responsabilidade social. (…) Quando você redinamiza a economia, quando você melhora a qualidade da educação, quando você melhora os serviços públicos, quando você na realidade consegue fazer com que o povo se inclua dentro da economia, você consegue obter responsabilidade fiscal e responsabilidade social conjuntamente.”

  • A dívida cresce de forma acelerada. Quais serão as medidas na área fiscal?

“A gente precisa de uma regra fiscal para ter um horizonte de estabilização e redução da dívida ao longo do tempo e, ao mesmo tempo, reativar os investimentos públicos e os investimentos sociais pra você redinamizar a economia. (…) A nossa proposta é reformar o sistema tributária tanto de impostos diretos quanto de impostos indiretos. (…) Essa reforma de mudar a tabela do Imposto de Renda e voltar a cobrar sobre a distribuição de lucros e dividendos vai ajudar na progressividade, quem tem menos paga menos, quem tem mais paga mais (…).

Outra mudança importante é pegar uma série de impostos indiretos e juntar no que a gente está chamando de Imposto sobre Valor Agregado. (…) O desenho exato vai ter de ser discutido com o Parlamento, mas o que importa é que você junte vários impostos que estão soltos por aí, e que alguns incidem em cascata sobre os outros e simplificar. (…) Ao longo do tempo você vai diminuindo o peso dos impostos indiretos, e vai aumentando o peso dos impostos diretos. Ou seja, dos impostos que os muitos ricos não pagam e passarão a pagar sobre a sua renda e sobre o seu patrimônio. Porque também tem uma discussão sobre o impostos sobre herança, sobre as grandes heranças que a gente também pretende mexer. A gente acha que este desenho de reforma tributária tem uma capacidade de melhorar muito a distribuição de renda no Brasil, rapidamente, simplificar a vida dos empresários (…) e, além disso, recuperar aos poucos a arrecadação que você perdeu com a crise.”

  • E do lado dos gastos do governo, quais as propostas?

“Tem uma série de privilégios que permanecem no estado brasileiro. Vamos dar um exemplo que todo mundo conhece? Além dos diversos auxílios, funcionários públicos, em particular do Judiciário, alguns do Legislativos, que ganham muito acima do teto constitucional. Isso não pode ser aceito. (…) Ao combater estes privilégios, tem um ganho fiscal, mas não só isso. Você tem uma série de desonerações que cresceram muito desde 2012. Algumas se justificam porque geraram resultados, e são importantes num momento de transição. Mas muitas outras não geraram os resultados esperados, não se justificam e precisam ser revisadas.”

  • Quais desonerações serão revisadas?

“Toda a discussão de incentivos à estrutura produtiva tem que ser feita de uma forma transparente e com critérios claros e únicos. (…) A gente não vai escolher setores. Vamos ter uma série de critérios. Quais são os critérios: esse setor gera empregos? Este setor gera inovação tecnologia? Esse setor se coaduna com a nossa ideia de transição ecológica, uma sociedade de baixo carbono? Esse setor gera divisas? (…) Vamos dar um exemplo: produção de energia por fontes alternativas tem pesquisa tecnológica por trás, gera emprego, tem a ver com a transição ecológica. Pode gerar uma série de benefícios. Então, esse setor obviamente vai ser olhado com mais atenção na política de estruturação produtiva.”

  • Quando o governo voltará ter superávit num eventual governo Haddad?

“A gente não está falando que vai ser em um ano ou dois anos. O que importa é que se crie uma trajetória crível de recuperação das contas públicas. (…) O que a gente se compromete é em ter uma trajetória em que, ao final do mandato, tenha recuperado o resultado primário e estabilizado e revertido a trajetória da dívida.”

Previdência

Entrevista com Guilherme Mello

Entrevista com Guilherme Mello

  • Qual é a avaliação sobre a reforma da Previdência?

“Estamos muito firmes na reforma dos regimes próprios: combater os privilégios, os salários que estão acima do teto, ajudar estados e municípios. Outra coisa é conjuntural, também está muito claro: a importância da geração de emprego, da retomada da renda, da formalização. Nessa questão mais estrutural, estamos dispostos a discutir mais, com duas condições: que seja uma coisa aberta, democrática e pactuada com a sociedade, e uma segunda condição, que a gente leve em consideração que os dados hoje da Previdência estão poluídos pelo nosso elevadíssimo desemprego. Se você for querer olhar para o dado hoje e se desesperar, aí você faz a reforma do Temer, que é uma reforma que ninguém mais se aposenta.”

  • O que seria essa ajuda e essa apoio aos governos estaduais?

“A gente vai ter que rediscutir a dívida dos estados. (…) Nas negociações de projeto conjunto, de apoio, e de renegociação de dívida, a gente vai ter que dialogar e apoiar os governadores e prefeitos a fazer o que eles nos pedem. Governadores e prefeitos nos procuram e nos pedem ajuda para aprovar as suas reformas da previdência local.”

Emprego e mercado de trabalho

Entrevista com Guilherme Mello

Entrevista com Guilherme Mello

  • Como sustentar a promessa de retomar obras paradas para gerar empregos em um cenário de déficit das contas públicas?

“Se conseguir rever algumas desonerações, cortar alguns privilégios, já libera alguns recursos para fazer investimento. Se conseguir rever a emenda constitucional 95 (teto de gastos), você já ganha algum espaço para fazer algum tipo de investimento. Esses investimentos, ao longo desse tempo, se pagam, geram renda, geram emprego, geram impostos.”

  • O programa fala sobre gerar vagas na construção civil, mas e quanto aos outros setores?

“O gatilho (da construção civil) é o começo do processo, mas isso precisa se espalhar pelo resto da economia, pelo setor de serviços, pelo setor industrial. (…) O principal motor da economia brasileira é o seu mercado interno. Com a reativação do mercado interno, vai ter demanda pelos produtos, inclusive pelos serviços. Como você reativa o mercado interno? É emprego, renda e crédito.”

  • A campanha do Haddad fala em revogar a reforma trabalhista e criar um criar um estatuto do trabalho. O que é isso?

“Estão surgindo novas formas de trabalho que precisam ser regulamentadas, e as pessoas precisam ter o direito delas respeitados. Mas pessoas precisam ter como acessar esses direitos. A grande maldade da reforma trabalhista é que ela impede o trabalhador de acessar a Justiça do trabalho e enfraquece tanto os sindicatos que o trabalhador fica sozinho. O sindicato está super enfraquecido e a Justiça do trabalho, se ele (o trabalhador) for apelar, pode ser que tenha até que pagar as custas do processo.”

  • Haveria a volta do imposto sindical?

Não estamos aqui falando de retomar o imposto sindical. (…) Precisa pensar em formas de como, por exemplo, o sindicato, quando negocia uma coisa, uma parte do conquistado possa vir para financiar o sindicato para ele fazer novas negociações.”

Guilherme Mello, assessor econômico de Fernando Haddad — Foto: Celso Tavares/G1

Guilherme Mello, assessor econômico de Fernando Haddad — Foto: Celso Tavares/G1

Bolsa Família

  • O programa de governo do PT fala em um reforço do Bolsa Família. O que seria exatamente esse reforço?

“Precisa ampliar a base (de cadastrados) e procurar essas pessoas que voltaram para a pobreza. Cadastrá-las para que tenham renda para comer, sobreviver e reintroduzir no mercado. Mas também existe um debate – e isso não está fechado – de como reforçar o orçamento do programa. A gente acha que é possível reforçar o orçamento do programa porque o orçamento é relativamente pequeno para quantidade de pessoas que ele atende. Basta tirar uma ou outra desoneração fiscal que você consegue reforçar o programa.”

Inflação e política monetária

  • Qual a visão sobre o papel do Banco Central?

“O Banco Central tem que ter autonomia para tomar as suas decisões. Só que, obviamente, os instrumentos que o Banco Central tem para isso são variados. (…) A gente é muito alvo de especulação cambial. Porque a gente tem uma taxa de juros sistematicamente maior que a dos outros países e a gente tem um mercado extremamente aberto. (…) A gente tem que olhar para a institucionalidade do nosso mercado, como é que a gente pode atuar.”

  • E como o governo pode atuar?

“Existem experiências, inclusive aqui no Brasil, que você fala assim: olha, a flutuação do câmbio é livre. Só que se todos os bancos resolverem apostar tudo numa mesma direção em volumes enormes, a partir de determinado volume você vai pagar uma taxa. Porque aí já é especulação. É pura especulação. Então, você limitar esses movimentos especulativos é importante para você garantir o mínimo de estabilidade da taxa de câmbio para que o produtor, empresário, possa investir, possa importar, possa exportar.”

  • E com relação aos juros?

“A política monetária brasileira também tem uma taxa de juros muito volátil. (…) Essa volatilidade, em parte, tem a ver com a indexação dos preços que a gente vive aqui, com o nosso histórico inflacionário, mas em parte tem a ver também com o fato de que o nosso regime de metas feito lá em 1999, ele não se atualizou. (…) Por exemplo, a gente mantém como meta o IPCA. O IPCA é uma medida muito ampla de inflação. Inclui preços que às vezes variam e que o governo não tem controle nenhum. Por exemplo: quebrou a safra do tomate. Aí sobe o preço do tomate. Aí sobe a inflação. Aí o que o governo faz? Sobe os juros. Mas, gente: taxa de juros não é dança da chuva. Você não vai aumentar a taxa de juros e vai crescer mais tomate.”

  • E o que haveria no lugar?

“Levar em consideração de maneira mais institucionalizada, o que se chama de medidas de núcleo. (…) Esses mais voláteis saem, você fica olhando o núcleo da inflação e, se o núcleo começar a subir, um conjunto de preços maior começar a crescer conjuntamente, aí você ajeita. Mas não um choque. Outra característica curiosa: o nosso regime de metas de inflação é ano calendário. Quase nenhum país do mundo é ano calendário. Porque se você tem um choque em julho, isso vai prejudicar a meta no final do ano. Um choque cambial, pode ser um choque agrícola. Você já começa a subir a taxa de juros agora. Se você tivesse outra medida de tempo, tipo 12 meses, a perspectiva de 12 meses para frente, alguns países fazem plurianual. Medidas diferentes, que permitem que você lide com choques ao longo do tempo sem precisar, no afogadilho, aumentar a taxa de juros para dar uma resposta. (…) A gente não está falando em abandonar o tripé, longe disso. O que a gente está falando é o seguinte: câmbio livre, câmbio flutuante, metas de inflação sim, buscar retomar o superávit primário sim, mas vamos olhar as boas experiências de geopolítica macroeconômica e fazer os ajustes nas séries fiscais.”

 Fonte: G1

Por Laís Lis, G1 — Brasília

 

Jair Bolsonaro 1️⃣7️⃣

@jairbolsonaro

Entrevista para a Band: com a Presidência e um Parlamento que atendam as remessas da população temos tudo para mudar o Brasil. http://youtu.be/6155NKQrO20 

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) afirmou em entrevista divulgada neste domingo nas redes sociais do candidato que, se eleito, só apresentará propostas ao Congresso depois de discuti-las previamente com os parlamentares.

Segundo ele, assim que nomear os ministros do governo, vai apresentar um pacote de medidas ao Congresso e muitas dessas medidas já terão sido discutidas com deputados e senadores.

“Não vamos apresentar nada sem conversar com os parlamentares. Pretendo ter a certeza de que essas propostas vão ser aprovadas de forma racional pelos parlamentares”, disse Bolsonaro na entrevista, concedida à Band.

Ao ser questionado sobre quais seriam as primeiras medidas, Bolsonaro citou propostas para dar “segurança jurídica” a produtores rurais com relação à demarcação de terras e à reintegração de posse de terra invadida. Ele também pretende tipificar como “terrorismo” eventuais invasões do Movimento dos Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Bolsonaro afirmou que, se o Congresso Nacional der respaldo jurídico, pode colocar integrantes das Forças Armadas no patrulhamento de rotina nas cidades. Para Bolsonaro, um soldado não pode ser punido se matar alguém durante confronto com criminosos.

“Estamos em guerra, ninguém nega isso, e se estamos em guerra devemos nos comportar como soldados em combate. O militar entrando em operação, o lado do inimigo, aquele que porta arma de guerra, caso venha a ser abatido, o nosso soldado deve ser condecorado e não processado”, disse.

O presidenciável disse que o emprego das Forças Armadas para o patrulhamento de rotina em qualquer, exigiria antes uma avaliação do ministro da Defesa e do governador.

Bolsonaro afirmou ainda que pretende cortar pela metade o número de funcionários comissionados na administração federal. Na semana passada, o deputado federal Onyx Lorenzoni, cotado para ser ministro da Casa Civil de Bolsonaro, afirmou que extinguiria 20 mil cargos comissionados no primeiro dia do mandato.

“Eu acho que ele extrapolou nos números, já conversei com ele. Pretendemos diminuir sim, mas os comissionados são muito importantes para a governabilidade. Tem ministério que voce vai precisar sim do trabalho dos comissionados”, disse.

Fonte: G1

Por G1

 


Manifestantes fazem atos a favor de Jair Bolsonaro em oito estados e no Distrito Federal

Manifestantes fazem atos a favor de Jair Bolsonaro em oito estados e no Distrito Federal

Manifestações a favor candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foram registradas em diversas cidades do país neste domingo (21). Os atos foram convocados pelas redes sociais por várias entidades.

Na cidade de São Paulo, a manifestação começou na Avenida Paulista. Grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem pra Rua atravessaram caminhões de som próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Foram feitos discursos contra Lula, o presidenciável Fernando Haddad (PT) e Dilma Roussef.

Apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) se reúnem para manifestação em apoio ao candidato, na Avenida Paulista — Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) se reúnem para manifestação em apoio ao candidato, na Avenida Paulista — Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Ainda no estado de São Paulo, ocorreram atos em Campinas, Santos, Jundiaí, Araçatuba, São José do Rio Preto, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Piracicaba, Itu, Ribeirão Preto, Sorocaba, Araraquara, Presidente Prudente, São José dos Campos, São Carlos, Rio Claro e Santa Isabel.

No Rio de Janeiro, a manifestação passou por Copacabana. No Espírito Santo, manifestantes foram às ruas na capital Vitória e em Vila Velha.

Em Brasília, no Distrito Federal, apoiadores do candidato do PSL à Presidência promovem um ato na Esplanada dos Ministérios. Além da concentração de manifestantes no gramado próximo ao Congresso Nacional, uma carreata a favor do candidato percorreu das 9h30 às 12h30 os principais monumentos da área central da capital federal.

No Paraná, seis cidades registraram protestos: Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel. Em Santa Catarina, houve manifestações em cinco cidades: Florianópolis, Criciúma, Chapecó, Joinville e Blumenau.

Já em Belo Horizonte, a manifestação convocada pelo movimento Vem pra Rua foi contra o PT e teve concentração na Praça da Liberdade. Os manifestantes seguiram depois em direção à Savassi. No sul de Minas, houve ato na cidade Varginha pela manhã.

Em Goiás, um protesto organizado em Goiânia teve participação do governador eleito, Ronaldo Caiado (DEM). Também houve ato na cidade de Jataí. No Mato Grosso do Sul, houve 3 manifestações durante a tarde, em Campo Grande, Corumbá e Dourados.

Nas capitais, manifestações ainda ocorreram em Belém, Recife, Maceió, Manaus, Salvador, Aracaju, São Luís e Rio Branco.

Manifestação pró-Bolsonaro em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo

Manifestação pró-Bolsonaro em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo

Manifestação pró-Bolsonaro em Maceió neste domingo (21) — Foto: Douglas França/TV Gazeta

Manifestação pró-Bolsonaro em Maceió neste domingo (21) — Foto: Douglas França/TV Gazeta

Manifestação a favor de Bolsonaro em Jundiaí (SP) neste domingo (21) — Foto: Vinícius Whitehead/G1

Manifestação a favor de Bolsonaro em Jundiaí (SP) neste domingo (21) — Foto: Vinícius Whitehead/G1

Manifestação a favor de Jair Bolsonaro (PSL) no Rio neste domingo (21) — Foto: Fernanda Rouvenat/G1

Manifestação a favor de Jair Bolsonaro (PSL) no Rio neste domingo (21) — Foto: Fernanda Rouvenat/G1

Manifestação pró-Bolsonaro em São José do Rio Preto (SP) neste domingo (21) — Foto: Fernando Daguano/TV TEM

Manifestação pró-Bolsonaro em São José do Rio Preto (SP) neste domingo (21) — Foto: Fernando Daguano/TV TEM

Manifestantes na Praça do Papa, em Vitória (ES). — Foto: Rafael Silva/ Rede Gazeta

Manifestantes na Praça do Papa, em Vitória (ES). — Foto: Rafael Silva/ Rede Gazeta

Manifestantes em Curitiba (PR). — Foto: Leandro Brito da Silva/RPC

Manifestantes em Curitiba (PR). — Foto: Leandro Brito da Silva/RPC

Ato a favor de Jair Bolsonaro na Praça Cívica, em Goiânia (GO). — Foto: John William/TV Anhanguera

Ato a favor de Jair Bolsonaro na Praça Cívica, em Goiânia (GO). — Foto: John William/TV Anhanguera

Por G1 RN

 

Pelo menos três pessoas morreram vítimas da criminalidade, na noite deste sábado (20), na região metropolitana de Natal, segundo informou a Polícia Civil. Os casos aconteceram na capital e em Ceará-Mirim e, a princípio, não têm relação entre si. Além disso, a polícia registrou prisão de sete pessoas flagradas dirigindo sob efeito de álcool em Parnamirim.

Uma das vítimas de homicídio era um homem que cumpria pena no sistema semiaberto. Segundo a polícia, ele seguia para a penitenciária João Chaves, na Zona Norte de Natal, onde iria passar a noite custodiado, quando foi executado, por volta das 18h30.

Cerca de uma hora e meia depois, outro homem, de 26 anos, foi assassinado a tiros na zona rural de Ceará-Mirim. Segundo a polícia, ele já tinha passagem por tráfico de drogas. Outra vítima foi um adolescente de 17 anos baleado na madrugada do sábado. Ele foi socorrido ao Hospital Santa Catarina, porém ele não resistiu aos ferimentos e morreu já à noite.

Os três casos tiveram investigação inicial na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Natal. No interior, também houve um homicídio em Guamaré e outro em Apodi, no sábado (20).

A Polícia Civil também registrou prisão de sete pessoas por embriaguez, neste sábado (20). Elas foram detidas pela blitz da Lei Seca em Parnamirim e saíam da Festa do Boi, que acontece no Parque Aristófanes Fernandes. Apesar da prisão, todos pagaram fiança e foram liberados.

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Moradores do bairro Candelária, na Zona Sul de Natal, ouviram várias sons de sirene na manhã deste domingo (21). E o cenário de carros de polícia, ambulâncias e ruas interditadas chamou a atenção de quem passou pela BR-101, próximo ao conjunto Mirassol. O que parecia uma grande operação policial, porém, era um treinamento realizado pelos órgãos de segurança do estado dentro de um shopping da capital potiguar.

A atividade envolve os órgãos da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), como Polícia Militar e Polícia Civil, além da Polícia Rodoviária Federal, STTU, guarda municipal, Samu e a gerência de operações do shopping. Até o helicóptero Potiguar I foi mobilizado.

A simulação foi de um roubo com refém, quando dois criminosos tentam fugir do shopping depois de um assalto a uma loja de celulares. De acordo com nota enviada pela administração do Natal Shopping, o objetivo é testar os protocolos de segurança internos e alinhar com os órgãos de segurança os procedimentos sobre uma possível situação real.

Durante o exercício, a marginal da BR-101 e a Avenida das Brancas Dunas foram interditadas.

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Forças policiais do RN fizeram simulação de roubo com refém em shopping de Natal — Foto: Vitorino Júnior

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Climatizadores são uma alterna para a baixa umidade do ar — Foto: Yara Pinho/G1

Climatizadores são uma alterna para a baixa umidade do ar — Foto: Yara Pinho/G1

Com as temperaturas subindo no fim de ano e a proximidade do verão, o uso de ventiladores, aparelhos de ar-condicionado e climatizadores garantem o conforto nas residências, mas é preciso prestar atenção em alguns itens para encarar o calor do verão com economia.

O ar-condicionado, por exemplo, é um dos mais utilizados para o conforto climático, mas de acordo com a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), o aparelho pode ser um vilão quando o assunto é economia financeira.

A empresa listou as vantagens e desvantagens de cada aparelho para um consumo consciente da energia elétrica. Confira:

Ventilador: É o principal aliado de quem deseja se refrescar mas não quer investir muito. O aparelho consome doze vezes menos se comparado a um ar-condicionado. A desvantagem é que essa não é a melhor opção para quem tem problemas respiratórios e alergia à poeira, já que o aparelho ajuda a espalhar partículas e direciona o vento para um único ponto, sem umidificá-lo. De acordo com o Manual de Consumo Consciente de Energia da Cosern, a potência média de um ventilador é de 100 W.

Ar-condicionado: A principal vantagem é o conforto térmico. No entanto, ele consome mais energia e costuma deixar o ar mais seco. Se a sua escolha for comprar um desses, uma dica para minimizar o problema é deixar uma bacia com água no ambiente para ajudar a umidificar o ar. O aparelho ligado durante oito horas por dia consome o triplo de energia em comparação a uma geladeira.

Climatizador: São aparelhos que conseguem reunir vantagens dos outros dois equipamentos. Entre as vantagens, está o fato de ser mais econômico do que o ar-condicionado, mais barato e mais leve, o que facilita o transporte para diversos lugares. É preciso fica atento pois o objetivo do climatizador não é refrigerar o ambiente e sim ventilar e umidificar. Não é adequado para ser usado em lugares excessivamente quentes e úmidos.

Fonte: G1RN

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