ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSE DOMINGO

INTERNACIONAIS

Por Reuters

 


Barco destruído após passagem do furacão Michael é visto em Mexico Beach, na Flórida — Foto: Carlo Allegri/Reuters

Barco destruído após passagem do furacão Michael é visto em Mexico Beach, na Flórida — Foto: Carlo Allegri/Reuters

A busca por pessoas desaparecidas no começo de domingo (14) após a passagem do furacão Michael está se transformando em uma busca pelos mortos. A esperança de encontrar mais pessoas vivas diminui na região do Panhandle da Flórida, disseram autoridades norte-americanas.

“Estamos entrando no modo de recuperação, infelizmente”, disse o chefe dos bombeiros Alex Baird da Cidade do Panamá. A comunidade costeira da Flórida é uma das mais atingidas pelo furacão que chegou à região na quarta-feira como uma tempestade de categoria 4, com ventos de mais de 140 quilômetros por hora.

“Ao nascer do sol, começaremos novamente a nossa busca”, disse Baird. “Esperamos encontrar mais (sobreviventes), mas é cada vez mais duvidoso.”

Espera-se que o presidente Donald Trump visite a Flórida e a Geórgia no início desta semana para inspecionar os danos, e a Casa Branca disse no final do sábado que o presidente estava totalmente comprometido em ajudar agências estaduais e locais com a recuperação.

Vítimas fatais

O número de vítimas mortais da tempestade chegou a ao menos 18 pessoas na noite de sábado e deve aumentar no sudeste dos Estados Unidos, enquanto equipes de resgate vão de porta em porta em comunidades costeiras da Flórida, Geórgia e das Carolinas.

Voluntários de busca já localizaram centenas de pessoas que estavam dadas como desaparecidas na semana passada.

No sábado, equipes de resgate ouviram gritos de socorro e invadiram uma casa móvel amassada pela tempestade na Cidade do Panamá, libertando uma mãe e uma filha, ambas diabéticas que ficaram presas em um armário sem insulina por dois dias e estavam à beira de um choque diabético, disseram os resgatistas.

A falta de comida e água está entre as questões mais prementes para as pessoas se recuperarem da tempestade, disse um voluntário que trabalha na área da Cidade do Panamá.

Equipes de resgate, prejudicadas por quedas de energia e telefone, usaram cachorros, drones e equipamentos pesados ​​em busca de pessoas nos escombros.

Mais de 1.700 trabalhadores de busca e salvamento foram mobilizados, incluindo quase 300 ambulâncias, informou o escritório do governador da Flórida, Rick Scott.

A eletricidade e o serviço telefônico estavam sendo restaurados lentamente, mas pode levar semanas até que a energia seja restabelecida nas áreas mais danificadas.

Fonte: G1

Por G1

 


 Jamal Khashoggi durante evento promovido pelo Middle East Monitor em Londres, no dia 29 de setembro — Foto: Middle East Monitor/Handout via REUTERS

Jamal Khashoggi durante evento promovido pelo Middle East Monitor em Londres, no dia 29 de setembro — Foto: Middle East Monitor/Handout via REUTERS

Jamal Khashoggi, jornalista saudita crítico ao governo de Riad, está desaparecido desde o dia 2 de outubro, depois que entrou no consulado de seu país em Istambul.

Além de o caso estar repercutindo na Turquia e na Arábia Saudita, outros países se manifestaram, entre eles os Estados Unidos.

Veja o que se sabe até agora sobre o caso:

Quem é Jamal Khashoggi?

Khashoggi sempre foi próximo da elite e dos príncipes sauditas, mas era um jornalista crítico do regime. Ele vem de uma família conhecida no país. Seu avô era o médico do rei Abdulaziz Al Saud, que fundoi o reino.

Nos anos 90, trabalhou como correspondente internacional cobrindo países como o Afeganistão, Algéria, Sudão e países do Oriente Médio. Durante esse tempo, entrevistou diversas vezes o terrorista Osama bin Laden. Nos últimos anos trabalhava como comentarista político e aparecia em canais árabes e internacional.

Em 2017 ele decidiu mudar para os Estados Unidos, temendo por sua segurança, depois que o príncipe Mohammed bin Salman começou a combater dissidentes sauditas. Ele tinha cidadania americana e colaborava para o jornal “The Washington Post”.

O que aconteceu com ele?

No dia 2 de outubro, Khashoggi foi ao consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, para pegar um documento para se casar com a sua noiva turca, enquanto ela ficou esperando na porta. Uma imagem de câmera de segurança mostra ele entrando no prédio do consulado.

Turquia diz ter provas de assassinato de jornalista saudita

Turquia diz ter provas de assassinato de jornalista saudita

A polícia turca diz que não há registro da saída dele e autoridades turcas dizem que suspeitam que ele foi assassinado dentro do consulado. A Arábia Saudita diz que ele saiu do prédio, mas não forneceu evidências.

Como andam as investigações?

Uma delegação da Arábia Saudita foi à Turquia para se reunir com as autoridades locais e discutir o caso. Segundo o presidente americano Donald Trump, investigadores dos EUA também estão envolvidos.

O jornal americano “Washington Post” disse que há provas do que aconteceu com Khashoggi, mas elas ainda não foram divulgadas. Segundo o jornal, 15 sauditas desembarcaram em Istambul no dia 2 de outubro e estavam dentro do consulado quando o jornalista desapareceu. Eles teriam deixado o país em um avião de uma empresa de Riad.

Segurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP PhotoSegurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP Photo

Segurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP Photo

O “Wahsington Post” e o “The Sabah”, turco, citam a existência de uma gravação de áudio que mostraria como o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi interrogado, agredido e morto no local.

O “The Sabah”, que tem publicado informações vazadas por autoridades de segurança da Turquia, afirma que o arquivo de áudio foi gravado pelo Apple Watch de Khashoggi e foi recuperado pelo seu iPhone, que tinha ficado com a sua namorada fora do consulado, e pela sua conta no iCloud.

O que diz a Turquia?

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse que está “preocupado” com o caso e desafiou o regime saudita a provar que o jornalista saiu do consulado. “Se sair um mosquito (do consulado), seus sistemas de câmera vão interceptar”, afirmou aos jornalistas a bordo do voo que o trazia de uma visita a Budapeste.

Jornalista saudita desaparece após entrar no consulado de seu país em Istambul — Foto: Reprodução/JN

Jornalista saudita desaparece após entrar no consulado de seu país em Istambul — Foto: Reprodução/JN

O ministro britânico das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, advertiu que as autoridades sauditas se expunham a “sérias consequências” em caso de responsabilidade no desaparecimento, ou possível assassinato do jornalista.

O que dizem os Estados Unidos?

Inicialmente, Trump pediu explicações à Arábia Saudita, aliado tradicional dos Estados Unidos com o qual a administração Trump estreitou ainda mais os vínculos. Nesse fim de semana, Trump subiu o tom e ameaçou infligir “severa punição” se as investigações provarem que o príncipe saudita foi o mandante do suposto crime. Mas disse que preferia evitar sanções econômicas.

Donald Trump fala sobre sumiço de jornalista saudita

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O que diz a Arábia Saudita?

A Arábia Saudita classifica a acusação de que o jornalista foi morto no consulado como “infundada” e “mentirosa”. O reino autorizou as buscas no local.

No fim de semana, em uma aparente resposta a Trump, o reino divulgou um comunicado rejeitando qualquer ameaça de sanções e dizendo que vai contra-atacar em caso de medidas hostis.

Segurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP PhotoSegurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP Photo

Segurança sai do consulado da Arábia Saudita em Istambul — Foto: Petros Giannakouris/ AP Photo

Quem mais se manifestou?

O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu “a verdade” sobre o desaparecimento de Khashoggi A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse que se a morte for confirmada será algo chocante.

ONU pede investigação ampla por paradeiro de jornalista saudita

ONU pede investigação ampla por paradeiro de jornalista saudita

A União Europeia cobrou uma investigação completa sobre o caso. Alemanha, Grã-Bretanha e França emitiram um comunicado conjunto pedindo às autoridades sauditas e turcas que instaurem uma “investigação confiável” e dizendo que estão tratando o incidente com “extrema seriedade”.

Fonte: G1

Por G1 SP

 

Guga Oliveira, durante entrevista ao Programa do Jô em 2010 — Foto: Reprodução/TV Globo

Guga Oliveira, durante entrevista ao Programa do Jô em 2010 — Foto: Reprodução/TV Globo

Morreu na madrugada deste domingo (14) aos 77 anos o produtor e diretor de televisão Guga Oliveira. Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, Zona Sul de São Paulo.

Uma das filhas de Guga, Deka Oliveira, publicou uma mensagem no Facebook informando sobre o falecimento do pai. Segundo ela, a condição de Oliveira “estava muito ruim nos últimos dias”.

Irmão mais novo do executivo José Bonifácio Sobrinho, o Boni, Guga nasceu em Osasco, na Grande São Paulo, em 1941, e morou parte da vida no Rio de Janeiro. Ele foi casado duas vezes e teve cinco filhas e um filho.

Diretor de televisão Guga de Oliveira morre em São Paulo

Diretor de televisão Guga de Oliveira morre em São Paulo

O velório de Guga começou na tarde deste domingo e ocorre até 20h. Na segunda-feira (15), o corpo dele será velado no Cemitério Morumby a partir das 9h, e o enterro será às 12h.

Publicitário, Guga Oliveira começou a trabalhar aos 15 anos na TV Paulista e foi realizador tanto de televisão quanto de cinema. Ele chegou a passar pela TV Tupi e foi um dos criadores do Fantástico, na TV Globo. Em 1989, ele produziu a novela “Cortina de vidro”, realizada por sua produtora e exibida no SBT.

Em 2010, ele lançou o livro de memórias “A Vida É Show”, sobre histórias de bastidores de seus anos por trás das câmeras.

Fonte: G1

PSL terá a maior fatia do fundo Partidário

O crescimento exponencial da bancada do PSL na Câmara dos Deputados garantirá ao partido do presidenciável Jair Bolsonaro a maior fatia do Fundo Partidário a partir do próximo ano. Segundo levantamento feito pelo Estado com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sigla receberá em torno de R$ 110 milhões em recursos do fundo – abastecido com verbas públicas – ao longo de 2019. O valor é mais de 17 vezes maior que o embolsado pela sigla em 2017, último ano com números mensais consolidados, quando recebeu R$ 6,2 milhões.

Apesar de ter conquistado a maior bancada na Casa para a próxima legislatura, o PT ficará em segundo lugar na divisão do dinheiro. Isso ocorre porque o critério para calcular o fundo é o número de votos válidos obtidos pelos partidos, não o número de deputados eleitos. O montante destinado ao partido de Bolsonaro será R$ 13 milhões superior ao que os petistas terão direito. “O PSL vai ter dinheiro para se estruturar, é uma novidade sem tamanho para eles”, afirmou o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV.

Exame

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[VÍDEO] Com Boulos e Gleisi, apoiadores de Haddad avisam que a casa de Bolsonaro “vai virar ocupação”

Carlos Bolsonaro

@CarlosBolsonaro

Boulos, ao lado de Gleisi Hoffman, diz que invadirá a casa de Jair Bolsonaro. Como, para defender sua família, você reagiria nesse caso?

Está circulando na internet um vídeo supostamente gravado neste sábado (13) em que o ex-candidato a presidente Guilherme Boulos, sua vice Sônia Guajajara, a presidente do PT Gleisi Hoffmann e apoiadores da campanha de Fernando Haddad avisam que a casa de Jair Bolsonaro será alvo de invasão.

Aos gritos de “Ô, Bolsonaro preste atenção. A sua casa vai virar ocupação”, Boulos ainda diz que a casa do candidato a presidente da República não parece ser produtiva, o que justificaria a invasão.

O filho de Jair, Carlos Bolsonaro, publicou o vídeo em suas redes e ainda ironiou a situação: “Boulos, ao lado de Gleisi Hoffman, diz que invadirá a casa de Jair Bolsonaro. Como, para defender sua família, você reagiria nesse caso?”, escreveu.

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Após dizer que Bolsonaro votou contra deficientes, Haddad apaga tuíte

A equipe do candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, retirou há pouco do ar um tuíte que criticava seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), por supostamente ter votado contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Procurada, a equipe do petista disse que, na verdade, Bolsonaro se absteve da votação, e que por isso a postagem foi excluída. Haddad participou neste domingo de agenda com representantes do segmento de pessoas com deficiência.

“O deputado Jair Bolsonaro votou contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Acredito que ele tenha votado contra por falta de conhecimento. Ele não foi educado para compreender toda a diversidade humana e sua complexidade”, transmitiu o Twitter de Haddad, neste domingo, mas foi retirado do ar pouco depois.

Após o debate presidencial do primeiro turno na Rede Globo, no dia 4, do qual não participou por estar internado depois de levar uma facada no ato de campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro postou um vídeo nas redes sociais em que disse ter sido vítima de “fake news”, segundo as quais votou contra o projeto da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que foi aprovada e concede benefícios a deficientes.

Um dos filhos do candidato, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também presente à transmissão, afirmou que na verdade eles votaram contra um destaque que tratava de orientação sexual e ideologia de gênero. “Era um jabuti, óbvio que não podíamos aceitar”, disse.

“Quem lançou essas fake news foi a mãe do Duvivier, garoto que tem um site onde ele esculacha os valores familiares, prega contra Jesus, contra evangélicos, aquele humor que não é sadio, que ninguém pode zombar da fé de ninguém”, afirmou Bolsonaro, em referência à cantora e violinista Olívia Byington, mãe do escritor, ator e humorista Gregório Duvivier.

Exame

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Haddad faz novo aceno a FHC e reforça críticas a Edir Macedo

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, esboçou neste domingo (14) mais uma tentativa de se aproximar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Haddad declarou que é preciso abrir o diálogo com o tucano para defender a democracia no país.

“Existe um muro que separa o FHC do Bolsonaro. De mim, é uma porta”, disse Haddad, em referência à entrevista do tucano ao jornal Estado de S.Paulo.

No texto, FHC pondera que não existe uma “porta aberta, mas há uma porta” na relação com o petista. “O outro não tem porta. Um tem um muro, o outro uma porta”, afirmou FHC, ao tratar da impossibilidade de manifestar apoio a Jair Bolsonaro (PSL).

“Se existe uma porta que precisa ser aberta em nome da democracia, então todo mundo tem a obrigação de abrir essa porta”, disse Haddad, após evento com representantes de entidades de pessoas com deficiência.

Veja

Bolsonaro parabeniza policiais que mataram assaltantes que usaram reféns como escudo humano

Jair Bolsonaro 1️⃣7️⃣

@jairbolsonaro

Parabéns aos Policiais pelo bom trabalho 👍🏻.

Estadão

@Estadao

Polícia mata quatro assaltantes que fizeram reféns como escudo em Manaus http://bit.ly/2CgyglH 

O candidato Jair Bolsonaro usou as redes sociais para parabenizar os policiais militares que mataram quatro criminosos que, fortemente armados, estavam usando os reféns de assalto como escudo humano para se proteger.

Uma das bandeiras de Bolsonaro é o fortalecimento da polícia e a revisão do chamado excludente de ilicitude. expressão existe no Código Penal e inocenta aquilo que, embora tenha a aparência de crime, não é ilícito: abarca tanto a legítima defesa do cidadão comum quanto o exercício da profissão policial. Bolsonaro tem como bandeira evitar que policiais sejam presos em ações com essas.

Comments POLÍTICA

‘Qual o limite da loucura do meu adversário?’, indaga Haddad

 

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, questionou neste domingo (14) o comportamento de Carlos Eduardo, filho do adversário Jair Bolsonaro, que reproduziu nas redes sociais uma notícia falsa de que o petista defendera o incesto.

A publicação, um tuíte com um texto do escritor Olavo de Carvalho, dizia que Haddad pregava a derrubada do tabu do incesto. O autor retirou o texto das redes sociais, explicando-se depois. Mas Carlos Bolsonaro a manteve com a pergunta “é isso que você quer ver governando o país?”

Após um “encontro com pessoas com deficiência pela democracia”, Haddad listou mentiras das quais seria vítima.

“Qual o limite da loucura do meu adversário? Acusar um oponente de defender o incesto. Onde nós vamos parar?”, questionou Haddad.

O petista também disse que vê com preocupação o que chama de projeto de poder de líderes igreja Universal do Reino de Deus, citando ainda o fato de Bolsonaro ter chamado dom Paulo Evaristo Arns de vagabundo e picareta.

“Onde é que esta loucura vai parar? Hoje, uma igreja católica amanheceu pichada com uma suástica. Eu fui perseguido por um carro por um bolsonarista chamando a igreja católica de igreja gay”.

Haddad cobrou ainda a imprensa pelo que chamou de omissão. “Vocês não vão acordar para o risco que nós estamos correndo? Quando é que a imprensa vai acordar? A ombudsman da Folha está fazendo justamente isso”.

Segundo Haddad, “se a imprensa não ajudar, não vai acabar bem”. “A democracia está em risco, acordem”, apelou.

Folhapress

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Bolsonaro diz que, se depender dele e o Congresso aprovar, não haverá mais progressão de pena nem saídas temporárias de presos

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, disse final de semana que, no que depender dele, e se o Congresso aprovar, não haverá mais progressão de pena nem saídas temporárias para presos.

Bolsonaro passou o dia no Rio de Janeiro, onde participou de gravações para a propaganda eleitoral. Ele saiu de casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, por volta das 9h da manhã.

O candidato foi até o Jardim Botânico, na Zona Sul, para gravar o programa eleitoral. Depois, ele respondeu a perguntas de jornalistas e falou sobre a sua participação em debates.

“Não é questão que mudou, é questão de estratégia. Eu estou impossibilitado de ir, por recomendação médica, até quinta-feira. Não sei qual vai ser o parecer. Se ele der o parecer favorável, eu vou ver estrategicamente se é o caso de ir ou não. O [candidato do PT, Fernando] Haddad quer tanto debater comigo, não é isso? É sinal que interessa para ele”, afirmou.

Mais cedo, Bolsonaro explicou o que pretende fazer para combater a violência.

“A primeira é escalar o time, é dessa forma. A outra, um pacote de medidas para que nós possamos, num primeiro momento, diminuir a violência em nosso Brasil. Eu tenho uma máxima: eu não quero ninguém sofrendo, sendo torturado, passando necessidade numa cadeia. Mas, no que depender de mim, a polícia no encarceramento se fará presente. E o conselho que eu dou agora para quem quer fazer a maldade, se não quiser ir para lá, não faça maldade. Passa por aí. O ser humano só respeita o que ele teme. E nós temos que mostrar para o ser humano que, se ele cometer um crime, ele vai pagar e, no que depender de mim também e do parlamento, obviamente, não teremos progressão de pena, muito menos ‘saidões’”, afirmou.

O candidato também comentou o que espera da oposição se for eleito.

“Eu acho que eu vou ter a menor oposição. A gente está bem com a bancada ruralista, que é muito grande, evangélica, da segurança, do turismo. O PSDB também… vai vir por gravidade. São coisas que interessam para o Brasil. Se o Parlamento fizer uma oposição às propostas que nós temos, que algumas já vêm sendo colocadas na mesa há algum tempo, o Brasil vai para o buraco. Eu não quero impor nada nem tenho como impor. Mas as nossas propostas, em momento nenhum, exigirão mais sacrifícios à população”, disse.

Às 14h, Jair Bolsonaro voltou para casa. Assessores disseram que ele não recebeu visitas e aproveitou a maior parte do tempo para descansar.

G1

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‘Bolsonaro só fala em morte’, diz Haddad

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil]

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, reagiu na manhã deste domingo à campanha do adversário, Jair Bolsonaro (PSL), que leva ao ar a acusação de que, se eleito, o petista transformará o Brasil na vizinha Venezuela.

Em resposta, Haddad disse que essa é uma tentativa de Bolsonaro de desviar atenção sobre seu próprio passado.

“Isso é jogo de cena para desviar a atenção sobre o passado dele, que elogia torturador, que diz para uma colega de parlamento que não a estupra porque ela não merece, que fala mal do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, chamando ele de picareta e vagabundo”, afirmou.

Segundo Haddad, essa é uma estreita “para mudar de assunto, desviar atenção”.

“Quem tem que responder sobre seu passado é ele, que defendeu a tortura, que defendeu o extermínio de 30 mil pessoas”, acrescentou o ex-prefeito.

“Qual é o exemplo que ele está dando? Só fala em morte”, perguntou Haddad.

Em resposta ao adversário, Haddad disse também que o PT nunca violou um princípio democrático nos anos que governou o país e sempre fortaleceu as instituições democráticas.

“Nunca, nunca, nunca uma instituição foi enfraquecida, pelo contrário. Todas foram fortalecidas. O Estado democrático de direito é um princípio e segue sendo um princípio basilar da nossa conduta”.

Folhapress

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Bancada feminina cresce, mas recebe parentes de políticos tradicionais

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados terá, na legislatura que se inicia dia 1º de fevereiro, a maior bancada feminina das últimas três legislaturas, mas o Brasil ainda continuará abaixo da média da América Latina em número de mulheres no Legislativo. Uma das características do grupo de deputadas eleitas é o parentesco com políticos tradicionais: 10,4% das 77 eleitas.

Na bancada feminina, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) identificou oito integrantes de famílias de políticos. A campeã de votos no Distrito Federal é Flávia Arruda (PR), mulher do ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal José Roberto Arruda. Ele está inelegível, porque foi condenado em 2014 por improbidade administrativa, após as investigações da Operação Caixa de Pandora.

Ao aproveitar os feitos do governo do marido, no qual desenvolveu projetos sociais, a empresária Flávia Arruda foi eleita para a Câmara com 121.140 votos.

Pelo Espírito Santo, o senador Magno Malta (PR-ES) não conseguiu se reeleger, mas o eleitorado capixaba mandou para a Câmara sua mulher, a empresária e música Lauriete (PR-ES). Ela já exerceu mandato na Câmara de 2011 a 2015.

Outro derrotado nas urnas que conseguiu eleger a herdeira política foi o deputado Alex Canziani (PTB-PR). Nestas eleições, Canziani disputou uma cadeira no Senado e cedeu a vaga na Câmara para sua filha Luísa (PTB-PR), de 22 anos, a mais jovem deputada. Ela conquistou 90.249 votos.

Reeleitas
De Rondônia, chegará à Câmara outra deputada com sobrenome tradicional: Jaqueline Cassol (PP). Empresária e advogada, Jaqueline é irmã do senador Ivo Cassol (PP-RO) e teve 34.193 votos. Ambos são filhos do ex-deputado federal Reditário Cassol (PP-RO), suplente de senador na chapa do filho.

No Rio de Janeiro, Daniela do Waguinho (MDB) foi eleita com 136.286 votos. A nova deputada federal é mulher do prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Cerneiro, o Waguinho. Ela foi secretária de Assistência Social e Cidadania do município.

Entre as atuais deputadas, renovaram os mandatos: Clarissa Garotinho (Pros-RJ), filha do ex-governador Anthony Garotinho; Soraya Santos (PR), casada com o ex-deputado federal Alexandre Santos; e Rejane Dias (PT), a campeã de votos no Piauí (138.800 votos), esposa do governador reeleito Wellington Dias.

Crescimento
Segundo balanço feito pelo Diap, houve crescimento de 15% no total de mulheres eleitas para a Câmara, mas isso ainda é “insuficiente para equilibrar a participação de homens e mulheres no exercício da função de legislar e fiscalizar em nome do povo brasileiro”. Nestas eleições, a legislação estabeleceu um mínimo de 30% de candidaturas femininas por partido ou coligação.

O percentual de mulheres eleitas vem aumentando nas últimas legislaturas e, neste pleito, teve discreta aceleração. Em 2014, quando foram eleitas 51 deputadas, a taxa de crescimento foi 10% na comparação com a bancada de 45 deputadas eleitas em 2010.

“O índice alcançado na eleição de 2018 sinaliza um cenário mais otimista, de modo que o Brasil avance no ranking de participação de mulheres no Parlamento”, informa o Diap. No entanto, segundo o Diap, o Brasil ainda está “abaixo da média na América Latina, em torno de 30%” de representação feminina nos legislativos.

Na bancada da Câmara, 47 eleitas são novatas. Outras 30 já são deputadas e foram reeleitas. Das que exercem mandato, 14 não se reelegeram. Há também deputadas que disputaram outros cargos. Janete Capiberibe (PSB-RO) foi derrotada na disputa para o Senado, Jô Moraes (PCdoB) perdeu como vice em Minas Gerais, ao contrário de Luciana Santos (PCdoB) que assumirá como vice-governadora em Pernambuco.

Agência Brasil

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Cícero Martins diz que não vota Carlos Eduardo, nem em Fátima: “Só voto em Bolsonaro”

Ao contrário dos dirigentes do seu partido, o PSL, o vereador Cícero Martins não irá apoiar no segundo turno a candidatura ao governo do Rio Grande do Norte do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT).

A senadora Fátima Bezerra (PT) também não receberá o voto do aliado de Bolsonaro.

Martins, que se intitula “opositor ferrenho de Carlos Eduardo e inimigo número um do PT”, anuncia que vai se limitar a votar e fazer campanha para o presidenciável Jair Bolsonaro.

“Se o PSL diz não aceitar nada associado a corrupção, deveria fazer o mesmo que estou fazendo. Não existe menos corrupto ou mais corrupto, existe corrupto. Lamento ver meu partido dividindo espaço com a política velha e tradicional. Se me ouvissem, estariam focados apenas em Bolsonaro. Basta ver como Bolsonaro vem agindo, mantendo-se na mesma linha de não se aproximar de oportunistas e profissionais da política. Aqui não era para ser diferente”, protesta.

Flávio Marinho

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Eleições 2018: 20% dos candidatos ao Senado tiveram 1% dos votos

Desde domingo (8), os vencedores nas bancadas para Senado e Câmara dos Deputados ganharam destaque no noticiário. Mas, por outro lado, a votação também mostra quem não conseguiu convencer o eleitor: candidatos que tiveram a menor votação nestas eleições.

A Agência Brasil conferiu estado a estado os candidatos que somaram 1% dos votos nas disputas ao Senado e 0,1% no pleito para um lugar na Câmara, considerados percentuais de baixo desempenho nas urnas.

Dos 8.588 candidatos a deputado federal, 2.998 tiveram 0,1% ou menos dos votos, o equivalente a 34,9% do total. Dos 358 candidatos a senadores, 20% (75) conseguiram apenas 1% ou menos dos votos.

Estados

Entre os estados, o com maior número de candidatos à Câmara que não ultrapassaram 0,1% foi São Paulo: com 1.010 concorrentes. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (542), Minas Gerais (436), Bahia (228) e Pernambuco (159).

Partidos

Em relação aos partidos, os candidatos mais mal colocados concorreram por legendas como PRTB, PRP, PMB, PPL, Rede e PROS. Agremiações menores de esquerda, como PSTU, DC, PCO e PCB, também estão na lista.

Sudeste

O estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, foi o campeão em candidatos à Câmara dos Deputados, com 1.010 concorrentes ficaram na casa do 0,1%. A menor votação foi de Rosicleide Oliveira (PRTB), que recebeu apenas 10 votos. Na corrida ao Senado, quatro participantes fizeram menos do que 1%, dois do Rede e dois do PSTU.

Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, foi também o segundo estado com mais concorrentes à Câmara Federal na margem de 0,1% dos votos, com 436. Nas últimas colocações, três integrantes do PPL, como Paloma Pereira que obteve nove votos. Em relação ao Senado, cinco postulantes tiveram baixo desempenho.

O Rio de Janeiro teve quatro concorrentes ao Senado abaixo do 1% e 542 candidatos a deputado abaixo de 0,1%. No Espírito Santo, quatro postulantes ao Senado não foram além de 1%, e 15 candidatos a deputado ficaram com 0,1%.

Sul

No Rio Grande do Sul, cinco candidatos a senador ficaram com menos de 1%. Do total, 126 candidatos ficaram com menos de 0,01%.

Em Santa Catarina, foram quatro aspirantes ao Senado abaixo da marca de 1%. Entre os que miraram a Câmara Federal, 41 ficaram na casa dos 0,1%. Margarete Charão (PRTB) foi a menos votada, com 16 votos.

No Paraná, o Senado teve cinco candidatos que tiveram menos de 1% dos votos. Entre os concorrentes a deputado federal, foram 151 com 0,1%. O último foi Valdir Januário dos Santos (PRTB), com 12 votos.

 

Agência Brasil

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Os políticos investigados na Lava Jato que perderam o foro privilegiado

Na eleição deste ano, a alta renovação dos quadros políticos tirou do poder diversos nomes investigados na Operação Lava Jato que estavam protegidos pelo foro privilegiado.

Ao todo, dois candidatos a governador, 11 senadores e 14 deputados agora terão seus casos enviados para a primeira instância do judiciário. Com isso, as investigações retornarão do ponto em que pararam e eles podem ser condenados.

Após o pleito eleitoral, o procurador-geral da República Deltan Dallagnol, chefe das ações da Lava Jato e conhecido por sua campanha contra a corrupção, comemorou o resultado.

O procurador afirmou ainda que “toda essa mudança no Congresso aconteceu num cenário em que sociedade remou contra a correnteza, pois milhões do novo fundo eleitoral bilionário foram direcionados para campanhas da velha política. Parabéns aos brasileiros!”

Dentre os “graúdos” que Deltan cita estão caciques políticos como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) e os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), Edison Lobão (MDB-MA), José Agripino Maia (DEM-RN) e Romero Jucá (MDB-RR) – da famosa frase sobre “estancar a sangria”.

Também figuram na lista dos senadores que perderam o foro privilegiado: Benedito de Lira (PP-AL), Paulo Bauer (PSDB-SC), Raimundo Colombo (PSD-SC), Valdir Raupp (MDB-RO) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Exame

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Jovens, militares e empresários serão a base do PSL no Congresso

Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil

A bancada do partido de Jair Bolsonaro no Congresso terá mais empresários, militares e jovens do que a média das outras legendas. Será composta por políticos com idade, patrimônio e origem geográfica peculiares.

E sua representatividade em termos de raça e gênero será quase tão desigual quanto a do restante do futuro Parlamento. Para descobrir essas e outras especificidades do grupo, o Estado comparou os eleitos pela sigla aos de outros partidos.

Entre os 52 deputados e 4 senadores do PSL, 83% são homens e 72%, brancos. Os demais grupos políticos somados terão 85% de homens e 75% de brancos. Ou seja, os bolsonaristas têm presença levemente maior de negros e de mulheres, se comparados às outras legendas somadas.

Especialistas acreditam que a composição da bancada do PSL não tem necessariamente relação com as propostas de seus eleitos (mais informações nesta página). A jornalista Joice Hasselmann, deputada federal mais votada nas eleições, com 1 milhão de votos, por exemplo, não pretende encampar nenhuma pauta feminista. “Mostrei que é possível vencer sem ter cota, sem ser filha de político, sem ser mulher de nenhum político, sem estar na rabeira de nenhum outro político.”

Segundo ela, seu projeto “é de nação e não de gênero”. Joice prefere priorizar o combate à corrupção e cortar benefícios nos Três Poderes. “Não tem como ter um monte de auxílio e assessores remunerados que muitas vezes não estão lá.”

Até setembro, a bancada do PSL tinha oito membros na Câmara e nenhum no Senado. Considerada um partido nanico até a divulgação do resultado eleitoral, a sigla tornou-se a segunda maior bancada da Câmara – e pode ainda alcançar o primeiro lugar, com a adesão de parlamentares de legendas que serão obrigadas a se fundir por não terem atingido o mínimo de representação.

No quesito de renovação, a composição da bancada do partido de Bolsonaro é majoritariamente nova – na Câmara (90%) e no Senado (75%). Nos demais partidos, a taxa nas duas Casas fica entre 40% e 42%

Boa parte dos eleitos pela legenda para a Câmara (25%) pegou carona não só popularidade do capitão reformado do Exército, mas em seu histórico militar. Não faltam nomes de urna com os títulos de “major”, “delegado”, “coronel” e até “general”.

A preocupação com o combate ao crime levou o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais Junio Amaral a iniciar a militância política em grupos de direita.

“O País foi jogado muito à esquerda, nos últimos 30 anos, principalmente. É a hora de, no mínimo, equilibrar esse cenário ideológico. Com certeza, há uma guinada à direita, um levante à direita na sociedade”, diz o deputado federal eleito. Cabo Junio defende o endurecimento das leis e menos benefícios para condenados. “Isso cria um sentimento de leniência e permissividade que faz o crime compensar em nosso País”, sustenta.

Uma segunda característica do Cabo Junio marca a bancada do PSL como um todo. Ela é mais jovem do que a média. Enquanto as outras siglas têm a maioria dos parlamentares acima dos 50 anos, o partido de Bolsonaro concentra políticos abaixo dos 40. O policial militar eleito por Minas tem 31 anos.

A bancada do grupo de Bolsonaro é também menos rica que o restante do Congresso eleito. O parlamentar mediano do PSL declarou bens que somam R$ 700 mil. Nos demais partidos, esse valor é de R$ 1 milhão. No partido de Bolsonaro, 43% se enquadram entre os que declararam patrimônio avaliado em mais de R$ 1 milhão. Em outros partidos, essa proporção chega a 50%.

Profissões. Apesar de ter grande número de militares entre seus quadros, a sigla não apresenta esse grupo como a atividade mais comum. Empresários compõem o maior bloco (são 23% no PSL, ante 11% nos demais partidos). Soraya Thronicke, nova senadora do PSL pelo Mato Grosso do Sul, com 373 mil votos, despertou para a militância política nos protestos de rua iniciados em 2013, que culminariam nos atos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

A decisão foi tomada, disse Soraya, após ela perceber que os políticos corruptos não se abalam por protestos. Negando que o candidato do PSL à Presidência seja machista, Soraya disse que quer incentivar a participação das mulheres na economia.

“Nós sempre fomos empreendedores. Então, a gente sente na pele essa demonização dos empresários e uma vitimização dos funcionários. Queremos apenas uma economia liberal que seja ‘ganha-ganha’ para todo mundo.” Sócia do marido em dois motéis, em Campo Grande e em Brasília, ela pretende trabalhar pelo Estado mínimo e pela abertura da economia. As informações são do jornal Entre os 52 deputados e 4 senadores do PSL, 83% são homens e 72%, brancos.

Exame

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O ministro Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral, negou um mandado de segurança apresentado contra a presidente da Corte, Rosa Weber, pela condução do processo eleitoral pelo sistema de votação eletrônico.

A ação foi proposta pela Associação Pátria Brasil. Além de apontar problemas processuais no caso, Fachin ressaltou que desde 1997, o ordenamento jurídico prevê que a votação e a totalização dos votos serão levadas a efeito pelo sistema eletrônico e que está se cumprindo a regra legal.

“Na condução desse processo, este Tribunal Superior obedece a comando vinculante contido na regra do art. 59 e seguintes da Lei nº 9.504/1997. Impende assinalar que tal norma prevendo o sistema eletrônico foi aprovada pelo Congresso Nacional, expressão da vontade popular, e que sobre ela paira a presunção de constitucionalidade e legalidade”, escreveu o ministro.

E completou: “ante tal cenário, não se verifica ato ou omissão, ilegal ou abusivo,
presente ou futuro, da presidência desta Corte que desrespeite aos princípios
norteadores do Estado de Direito Democrático; ao contrário: a presidente está
cumprindo a regra contida na lei”.

Segundo Fachin, “cidadania, igualdade e democracia são três pilares da ordem jurídica no Estado de Direito Democrático, atendidos no cumprimento da lei”. “Ausente ato ou omissão, nos termos antes expostos, ou ao quando
menos apontamento inequívoco de tal imputação ação ou omissão, saliente está
o paralogismo decorrente da inicial, é manifestamente inadmissível a
impetração como deduzida nos presentes autos”, afirmou o ministro.

Ao TSE, a APB afirmou que a urna eletrônica é deficiente e não atende as normas do ordenamento jurídico, especialmente, o princípio da publicidade do processo eleitoral e o sigilo do voto do cidadão.

“O uso da urna eletrônica, tal qual se deu no primeiro turno do corrente ano, retrata o risco de que novamente milhares de cidadãos sejam roubados em seu sagrado direito constitucional do exercício do voto. É notório (art. 374, I do CPC) pelos meios de comunicação (que já não são monopólio da velha imprensa há muito tempo) o fato de que milhares de cidadãos foram impedidos no exercício do voto
pelo programa da urna eletrônica”, disse a entidade.

Jota Info

Por Globo Rural

 

 

Escola profissionalizante de excelência ensina apicultura na caatinga nordestina

Escola profissionalizante de excelência ensina apicultura na caatinga nordestina

No sertão de Pau dos Ferros, no Grande do Norte, divisa com o Ceará, uma escola profissionalizante virou marco na paisagem e símbolo de esperança. Lá é ministrado o primeiro – e único – curso de apicultura de um instituto federal do país.

A estrutura é de fazer inveja a muita escola de elite mundo afora. Grande parte da eletricidade que consome é gerada lá mesmo, captando luz solar nos telhados. O Instituto Federal Rio Grande do Norte (IFRN) tem ainda ar condicionado e aparelhagem completa de data show, com telão e controle remoto para os professores, em todas as salas.

As turmas fazem Ensino Médio completo, incluindo aulas de língua estrangeira. Classes de música também estão na grade de ensino. Mas os estudantes não recebem apenas a educação padrão, aprendem junto uma profissão. Além do curso de apicultura, eles podem escolher o curso de tecnologia de alimentos e de informática.

Dos 1 mil alunos do instituto, 250 cursam apicultura. A seleção é concorrida e, do total de vagas, 50% são reservadas para alunos de escolas públicas.

Segundo a diretora Antonia Francimar da Silva, de cada dez alunos, sete vêm de classes mais populares.

É o caso do João Victor Pires da Silva, filho de agricultores, que acorda às 4h30 e viaja 60 quilômetros todos os dias, de moto e ônibus, para chegar à escola. Também é o caso de José Kelvin de Araújo Silva, filho de um conhecido tapioqueiro da região, José Zildomar Silva, chamado de Zé Tapioca.

A instituição provoca na região uma transformação parecida com a que acontece quando chove na caatinga, quando a vida explode e fica tudo verdinho. Com educação de excelência, a juventude floresce e a cidadania frutifica.

Apicultura do campo à indústria

Curso técnico em apicultura em instituto federal em Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte — Foto: Reprodução/TV Globo

Curso técnico em apicultura em instituto federal em Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte — Foto: Reprodução/TV Globo

O curso de apicultura vai na vida real das profissões, para que o aluno já possa, se for o caso, ter um ganha pão longo que conclui o Ensino Médio. Por isso, as aulas práticas são intensas.

Em dos experimentos práticos, por exemplo, os estudantes desenvolvem estruturas que simulam ninhos para que os apicultores possam criar as abelhas solitárias, sem ferrão e que não formam enxames, que polinizam com mais eficiência algumas culturas e também têm papel importante na preservação da vegetação nativa da região. Já foram coletadas no instituto cerca de 300 dessas abelhas, de 15 espécies diferentes.

Além de técnicas de produção, propriamente, o curso oferece também uma formação mais científica sobre os chamados aspectos físico-químicos dos derivados da abelha, com muita pesquisa de laboratório. É que só uma análise técnica pode indicar a qualidade do mel.

“Por que ter aulas com todo esse conhecimento de análise? Porque enquanto técnicos eles podem prestar consultoria aos produtores, para já dividir e classificar (o mel)”, diz a química e professora do instituto Luciene de Mesquita Carvalho.

Poderão também prestar consultoria para solucionar um desafio que, na caatinga, é maior que em outras regiões do país, a falta de pasto apícola causada pelos longos períodos de estiagem.

Nas classes, os alunos aprendem a produzir o chamado “bife das colmeias”. Trata-se de uma pasta feita de albumina, uma proteína presente no ovo, da qual os insetos passam a se alimentar quando não encontram mais néctar nem pólen na vegetação ao redor.

Diferentes tipos de alimentação artificial para as abelhas vêm sendo testadas em laboratório há três anos pelo professor do instituto e biólogo Antonio Abreu.

Formação que abre mercado

A educação integrada com formação profissional atraiu novas empresas, novos negócios, novos empregos na região de Paus dos Ferros.

Em um sítio em Marcelino Vieira, os produtores vivem um momento histórico. Fazia seis anos que a caatinga, o semiárido do Alto Oeste do Rio Grande do Norte não via chuva. Com ela, a agricultura voltou e a apicultura também.

Eles acabaram de realizar a primeira safra de mel deste ano: cerca de 10 toneladas, um resultado até bom diante do baque que os enxames sofreram com a longa estiagem.

Dois fatores contribuíram para a reviravolta que estão dando, além do clima: o conhecimento prático do seu Antonio Medeiros, o pioneiro que 30 anos atrás começou a montar apiários na região e, sobretudo, a contribuição do curso do curso que o apicultor Euzir de Queiroz fez. Ele se formou na primeira turma de apicultura do IF, em 2015, e aprimorou várias técnicas para manter e fortalecer os enxames na época que não tem florada.

“Antes eu era criador e com o curso eu adquiri o conhecimento teórico. E hoje vejo isso como fundamental para o crescimento dos meus enxames”, avalia Euzir.

E o dinheiro do mel ficou importante na região. “Com ele é que a gente mantém a criação de gado, que compra a ração dos animais, para quem tira leite especialmente. Ele é importante demais para a gente”, diz Antonio.

Educação que amplia horizontes

Mas nem todos os alunos do instituto pretendem abraçar a profissão aprendida ali. Segundo a diretora, pela qualidade do ensino, muita gente procura o curso profissionalizante como plataforma para a universidade.

O José Kelvin, por exemplo, quer ser psicólogo. Há mais de 50 alunos que saíram do IF para fazer medicina e mais de cem fazendo engenharia.

“A qualidade do ensino que é ofertado aqui é que proporciona isso. Ele (o estudante) pode até não ser o apicultor (…) mas ele vira um engenheiro agrônomo, um engenheiro de produção, um médico, um enfermeiro, um advogado”.

Porém, boa parte da turma de apicultura sonha em trabalhar com as abelhas, como João Victor.

“Antes de entrar no curso de apicultura, eu não me via como apicultor, eu não sabia, na verdade, a definição de apicultura. Hoje eu posso afirmar que sou apaixonado pela apicultura.”

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