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Filhos de Bolsonaro discutirão com PF reforço à segurança da família

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), disse hoje (9) que ele e o irmão Flávio terão reunião com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rogério Galloro, nesta segunda-feira (10). Eles falarão sobre um possível reforço de segurança para o pai e para a família do candidato.

Jair Bolsonaro está internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, desde sexta-feira (7), quando foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG). Ele sofreu um ataque à faca na quinta-feira (6) enquanto fazia uma atividade de campanha pelas ruas da cidade.

“Vamos bater papo lá [na Polícia Federal] para saber o que pode ser feito em relação à segurança. A gente sabe que ele [Jair] faz questão desse contato com o povo e diante desse quadro é muito difícil fazer a segurança de uma autoridade, mas acredito que o nível de periculosidade que o Jair Bolsonaro se encontra é muito maior”, disse o deputado, em entrevista à imprensa. Ele esteve hoje no Hospital Albert Eistein.

Sobre o estado de saúde do pai, Eduardo destacou que o quadro está evoluindo e que Jair Bolsonaro já começa a se movimentar mais pelo quarto com a ajuda de um andador. “Os médicos falam que a recuperação dele está sendo boa, mas ainda está numa UTI [unidade de terapia intensiva], está um pouco anêmico, está fraco, não está 100%, mas está melhorando bem”, disse à imprensa.

Nas redes sociais da campanha, Bolsonaro afirmou agora à tarde que continuará na disputa ao Palácio do Planalto e destacou a importância da colaboração de seus apoiadores. “De forma alguma estamos fora do pleito! Não daremos esse gosto a quem desejou este desfecho! Brasil Acima de Tudo! Deus acima de todos!”, escreveu.

Mais cedo foi publicado um vídeo atribuído a Débora Maciel, uma adolescente que canta e toca violão, em homenagem ao candidato. “Difícil não se encantar e não se emocionar”, afirmou Bolsonaro, acrescentando que “logo estaremos 100%”.

Agência Brasil

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Cidade palco de ataque a Bolsonaro tem tradição de apoiar PT

Embora nas últimas 72 horas a cidade mineira de Juiz de Fora tenha vivido o episódio mais inesperado da campanha —a facada em Jair Bolsonaro (PSL)—, os últimos 20 anos de corrida presidencial ali não foram nada imprevisíveis.

Desde 1998, a escolha majoritária nas urnas do município de 516 mil habitantes é uma só: o PT.

Foi assim com Lula de 1998 a 2006 —ele chegou a atingir 83% dos eleitores contra José Serra (PSDB) em 2002— e continuou com Dilma em 2010 e 2014, sempre em patamares acima de 60% no segundo turno.

Um dos motivos da preferência todo mundo sabe, entre pesquisadores, políticos e moradores: Juiz de Fora tem um perfil universitário, com longa tradição em movimentos estudantis.

“É um movimento poderoso, do ponto quantitativo e simbólico de vocalização”, diz Paulo Roberto Figueira, cientista político e professor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Há 80 instituições de ensino superior registradas pelo Ministério da Educação no município, entre elas 2 federais e 11 privadas de grande porte.

A atuação desses grupos, tanto universitários quanto secundaristas, não se restringe ao espaço acadêmico, diz a estudante de história da UFJF Paloma Silva, 24, que participou da União da Juventude Comunista da universidade e hoje milita em um coletivo feminista.

“Além de levar reivindicações dos alunos para a coordenação, o movimento atua na cidade, organizando atos como o do passe livre, por melhorias na saúde, na educação, por maior participação da classe trabalhadora nas decisões”, diz ela.

Juiz de Fora também é reconhecida por ter uma comunidade LGBT forte e organizada. Em 2000, foi uma das primeiras cidades a aprovar uma lei contra a discriminação, a chamada Lei Rosa, que prevê punição a quem desrespeitar homossexuais, bissexuais ou transgêneros.

Se no nível nacional os votos pendem para o PT, no municipal a dinâmica política é menos unilateral. Nas últimas três eleições para prefeito a candidata do partido, Margarida Salomão, foi derrotada nas urnas por opositores de PSDB e MDB. Ela cumpre, porém, seu segundo mandato como deputada federal.

“Do ponto de vista local, a dinâmica é mais em torno de lideranças do que partidária”, diz o pesquisador Figueira. Nos últimos 35 anos, foram apenas quatro prefeitos eleitos, variando entre MDB, PRN (atual PTC), PSDB e PTB.

A cidade mineira —que fica mais próxima da antiga capital federal, o Rio (190 km), do que de Belo Horizonte (260 km)— carrega uma longa história de industrialização, movimentos sindicais e produção de lideranças, tanto à esquerda quanto à direita.

A mais famosa delas é do ex-presidente Itamar Franco (1930-2011), duas vezes prefeito de Juiz de Fora e uma vez governador de Minas. A figura de Itamar foi evocada na gestão do prefeito eleito nos dois últimos pleitos, Bruno Siqueira (MDB), cujo pai era muito próximo do ex-presidente.

Mas Siqueira deixou a prefeitura em abril para concorrer ao Senado, o que acabou não acontecendo por problemas de articulação política. Quem administra a cidade atualmente é seu vice, Antônio Almas (PSDB).

Apesar do perfil universitário e aberto a homossexuais, Juiz de Fora carrega fortes características de cidade interiorana e conservadora, inclusive na Câmara Municipal.

“Se você for em alguns bairros mais na ponta, parece uma cidadezinha do interior, com forró, pessoas que se sustentam do plantio”, destaca Júlio Delgado, deputado federal pelo PSB e filho de Tarcísio Delgado, que foi um dos que se revezaram na prefeitura nas últimas décadas.

Também compõe esse cenário uma grande presença militar. “Aqui tem um contingente militar muito consistente. Existem várias unidades militares, incluindo dois batalhões do Exército e três batalhões da PM”, diz o político.

Foi de Juiz de Fora que saíram as tropas que culminaram no golpe de 1964, e muitos opositores da ditadura foram torturados ali. O episódio foi relembrado por alguns depois do atentado a Bolsonaro.

Folhapress

 

Defesa de Lula pede a Rosa Weber mais prazo para substituir candidato

A defesa do ex-presidente Lula ajuizou, na noite de sábado (8/9), um pedido urgente para que a presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, suspenda o prazo de substituição de candidato na chapa do PT até que o Plenário do Supremo Tribunal Federal julgue seu recurso extraordinário sobre o caso.

Ao indeferir o pedido de registro de candidatura de Lula, a corte eleitoral fixou o dia 11 de setembro, próxima terça-feira, como limite para que a coligação substitua o candidato à presidência. Os advogados Luiz Fernando Pereira, Maria Claudia Bucchianeri e Fernando Neisser, que assinam o pedido direcionado a Rosa, pedem a suspensão do prazo porque a lei autoriza a troca até o dia 17.

“Corre-se o grave risco de um registro de candidato a Presidente da República, julgado em sede originária por este Tribunal Superior Eleitoral, com dois votos vencidos justamente (de dois Ministros integrantes da Suprema Corte), ver o seu direito perecer, sem que sequer o Supremo Tribunal Federal possa analisar o seu direito, inquestionavelmente fundado em bases estritamente constitucionais”, ressaltam.

A defesa afirma que o TSE violou a Constituição Federal ao negar eficácia à decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU, e se apoia no voto favorável ao ex-presidente proferido pelo ministro Edson Fachin. Portanto, sustentam os advogados, a matéria constitucional deveria ser julgada pelo Pleno do STF antes da candidatura de Lula ser “enterrada viva”, com base no artigo 16-A da Lei Eleitoral (9.504/1997), que prevê a possibilidade de um candidato com registro sub judice de concorrer até o “deferimento de seu registro por instância superior”.

“É imperioso que a Suprema Corte possa se pronunciar sobre a matéria. Até mesmo por uma questão de prestação jurisdicional efetiva. Por questão de legitimidade. Impedir uma candidatura presidencial sem facultar uma última palavra pela Suprema Corte é algo que fere o próprio senso de justiça”, dizem os advogados.

A defesa de Lula aponta que não necessariamente o prazo seria estendido até o dia 17 de setembro, já que a decisão do Supremo pode sair a partir de quarta-feira (12/9). Eles lembram que o recurso para que o STF suspenda a decisão do TSE sobre o indeferimento do registro de candidatura foi negado pelo ministro Celso de Mello na última quinta-feira (6/9) sob justificativa de que caberia à presidência da corte eleitoral conceder a medida cautelar.

Consultor Jurídico

Fonte: Blog do BG

 

Propaganda do PT pode ser suspensa se exibir nova manifestação de apoio à candidatura de Lula, adverte TSE

Ministro Luís Roberto Barroso autorizou suspensão de peças no rádio e na TV se coligação desobedecer decisão. MP alega que chapa continua apresentando ex-presidente como candidato.


Por Renan Ramalho, G1, Brasília

 

O ministro Luís Roberto Barroso durante sessão do TSE que rejetou concessão do registro de Lula como candidato a presidente (Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo)

O ministro Luís Roberto Barroso durante sessão do TSE que rejetou concessão do registro de Lula como candidato a presidente (Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), advertiu o PT de que a Corte poderá suspender as propagandas presidenciais do partido na TV e no rádio se forem exibidos novas inserções ou programas que apoiem a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

A nova decisão atende parcialmente a pedido do Ministério Público, para quem a coligação formada por PT, PC do B e PROS vem descumprindo decisão do TSE que proibiu propagandas que apresentem Lula como candidato no mesmo julgamento que, na semana passada, rejeitou conceder ao petista o registro de candidatura.

O MP alegou que, mesmo após diversas decisões suspendendo propagadas específicas que apresentam Lula como candidato, a coligação mantém no ar peças que fazem isso de forma indireta, na qual o candidato a vice, Fernando Haddad, demonstra apoio ao ex-presidente.

O objetivo do novo pedido era impedir “qualquer outro jogo de palavras publicitariamente voltados a alimentar a ideia de continuidade da candidatura indeferida, de modo a que não se configure propaganda eleitoral enganosa com qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o eleitor quanto a candidatura presidencial inexistente”.

A ação do MP já pedia a suspensão das propagandas da coligação do PT na TV e no rádio pelo mesmo tempo já usado para promover Lula, bem como a remoção de todas as inserções e programas na internet com referência ao ex-presidente e também a destruição de material impresso com o nome do petista.

Barroso reconheceu a desobediência da coligação à decisão do TSE e proibiu novamente o grupo de partidos a apresentar Lula como candidato, sob pena de suspender novas propagandas.

“As sucessivas veiculações de propaganda eleitoral em desconformidade com o decidido revelam que a atuação da Coligação se distanciou dos compromissos por ela assumidos, a exigir uma atuação em caráter mais abrangente”, escreveu o ministro.

Desde a decisão que barrou Lula da disputa presidencial, os ministros responsáveis pela propaganda eleitoral no TSE – Luis Felipe Salomão, Carlos Horbach e Sérgio Banhos – vêm proibindo o PT de repetir propagandas específicas veiculadas no rádio e na TV que apresentam o petista como candidato.

Mesmo assim, novas programas e inserções, apesar de não declarar explicitamente que Lula é candidato, têm veiculado mensagens de apoio à participação dele no pleito.

Fonte: G1

Flávio Bolsonaro contesta chefe do Exército e diz que País está unido com o pai

Crédito: Rafael Wallace

Estadão Conteúdo

O filho mais velho de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, candidato a senador pelo mesmo partido, discordou do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o atentado ao deputado mostrou a grande polarização política do País, e que o próximo presidente poderia ter a sua legitimidade contestada.

“É a opinião dele, eu não acho que o País esteja dividido, o País está mais do que nunca unido em torno do Bolsonaro e será no primeiro turno. Eles queriam matar o meu pai para tirá-lo da disputa, mas não foi a facada, ele não vai ser eleito por causa da facada, ele tomou a facada porque já estava eleito”, disse a jornalistas após discursar em evento do partido na praia de Copacabana – que já estava programado antes do atentado -, dando início à campanha sem a presença do candidato, o que vai acontecer, segundo ele, “em todos os Estados do País”.

Ele afirmou que estará nesta segunda-feira (10) com o superintendente-chefe da Polícia Federal para obter mais detalhes sobre a facada recebida durante campanha em Juiz de Fora (MG).

“Nossa preocupação é saber se ele agiu sozinho ou não. Certamente não agiu sozinho, essa quadrilha que está por trás dele já estava mapeando passo a passo a família, não apenas o meu pai, temos que saber se tem mais alguém (na mira), eu ou meus irmãos”, disse, após discursar.

Ele não soube estimar quando o pai retomará a campanha, mas garantiu que o tom não será modificado por causa do atentado, e afirmou que não haverá segundo turno, ao ser perguntado se o pai poderia voltar a fazer campanha no segundo turno.

“A gente faz política trazendo a verdade. Então não tem o que mudar, é só manter a mesma linha, só queremos resgatar o Brasil. É só isso. Ele continua comunicando isso, mas de dentro do hospital”, disse Flávio.

Também para Raiane Ramos Alexandre, de 22 anos, técnica de enfermagem que empunhava a bandeira do candidato a deputado estadual Jacaré em apoio a Bolsonaro, não há motivo para mudar a campanha que dissemina o armamento como solução para a violência. “Armar todo mundo não seria essa bagunça que todo mundo fala, é a solução, é preciso olhar mais para os policiais”, disse a futura esposa de militar, com casamento previsto para este ano.

De cabelos e barbas longas e poucas palavras, o vendedor gaúcho Gelson de Medeiros, 37 anos, veio do Sul especialmente para o ato no Rio se diz “100% Bolsonaro”. Com família de militares, ele antecipou a vinda ao Rio para apoiar a categoria. “Não era para vir agora, mas não tinha como não apoiar”, explicou.

Fonte: Isto É

 

PT ataca comandante do exército


O PT divulgou ‘uma nota em repúdio’ à entrevista do general Villas Bôas ao Estadão deste domingo.

Para o partido, a entrevista do general “é o mais grave episódio de insubordinação de uma comandante das Forças Armadas ao papel que lhes foi delimitado”.

Leia, abaixo, a íntegra da nota:

“O Partido dos Trabalhadores convoca as forças democráticas do país a repudiar declarações de cunho autoritário e inconstitucional do comandante do Exército divulgadas pela imprensa neste domingo.

A entrevista do general Villas Boas é o mais grave episódio de insubordinação de uma comandante das Forças Armadas ao papel que lhes foi delimitado, pela vontade soberana do povo, na Constituição democrática de 1988.

É uma manifestação de caráter político, de quem pretende tutelar as instituições republicanas. No caso específico, o Poder Judiciário, que ainda examina recursos processuais legítimos em relação ao ex-presidente Lula.

É muito grave que um comandante com alta responsabilidade se arrogue a interferir diretamente no processo eleitoral, algo que as Forças Armadas não faziam desde os sombrios tempos da ditadura.

Depois de dizer quem pode ou não pode ser candidato, de interpretar arbitrariamente a lei e a Constituição o que mais vão querer? Decidir se o eleito toma posse? Indicar o futuro presidente à revelia do povo? Mudar as leis para que o eleitor não possa decidir livremente? O Brasil já passou por isso e não quer voltar a este passado sombrio.

A Constituição diz claramente que as Forças Armadas só podem atuar por determinação expressa de um dos poderes da República, legitimados pelo estado de direito democrático, e nunca a sua revelia ou, supostamente, para corrigi-los.

A sociedade brasileira lutou tenazmente para reconstruir a democracia no país, com o sacrifício de muitas vidas, após o golpe civil e militar de 1964, que acabou conduzindo o país a um regime ditatorial nefasto para o povo e desmoralizante para as Forças Armadas”.

Fonte: O ANTAGONISTA

 

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