ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSA TERÇA-FEIRA

Por G1 — Brasília

 


O presidente Jair Bolsonaro — Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente Jair Bolsonaro — Foto: Evaristo Sá/AFP

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado nesta terça-feira (1º) em edição extra do “Diário Oficial da União” fixou o salário mínimo em R$ 998 neste ano. O valor atual é de R$ 954.

Com isso, o valor ficou abaixo da estimativa que constava do orçamento da União, de R$ 1.006. O orçamento foi enviado em agosto do ano passado pelo governo Michel Temer ao Congresso.

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/'Diário Oficial'Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/'Diário Oficial'

Decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/’Diário Oficial’

O que a equipe econômica do governo Michel Temer dizia é que a inflação de 2018 (um dos fatores que determinam o valor) vai ser menor que o projetado anteriormente – quando foi proposto salário mínimo de R$ 1.006 em 2019.

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para o rendimento de cerca de 48 milhões de trabalhadores no Brasil.

Salário mínimo em 2019
Bolsonaro assina decreto para definir valor

Em R$6786787247247887888808809379379549549989982013201420152016201720182019010002505007501250

2016
880
Fonte: Governo federal

Fórmula do salário mínimo

O reajuste do salário mínimo obedece a uma fórmula que leva em consideração o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a variação da inflação, medida pelo INPC, do ano anterior.

Para o salário mínimo de 2019, portanto, a fórmula determina a soma do resultado do PIB de 2017 (alta de 1%) e o INPC de 2018. Como só será possível saber no início do ano que vem a variação do INPC de 2018, o governo usa uma previsão para propor o aumento.

Além da inflação e do resultado do PIB, no reajuste do mínimo de 2019 está embutido uma compensação pelo reajuste autorizado em 2018, de 1,81%, que ficou abaixo da inflação medida pelo INPC. Esse foi o menor aumento em 24 anos.

O ano de 2019 é o último de validade da atual fórmula de correção do mínimo, que começou a valer em 2012. O próximo presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda não detalhou qual será sua proposta para o salário mínimo de 2020 em diante.

Impacto nas contas

O reajuste do salário mínimo tem impacto nos gastos do governo. Isso porque os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos aposentados não podem ser menores do que um salário mínimo.

A Constituição 1988 estabeleceu o salário mínimo como piso de referência dos benefícios da Seguridade Social – que incluem Previdência, assistência social e o seguro-desemprego.

O governo projeta que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um incremento de cerca de R$ 300 milhões ao ano nas despesas do governo.

Segundo cálculos do Dieese, porém, o salário mínimo “necessário” para despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 3.959,98 ao mês em novembro deste ano.

Fonte: G1

Por G1 — Brasília

 


O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e a nova primeira-dama, Michelle Bolsonaro — Foto: Célio Messias/Estadão Conteúdo

O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e a nova primeira-dama, Michelle Bolsonaro — Foto: Célio Messias/Estadão Conteúdo

O capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL), de 63 anos, tomou posse nesta terça-feira (1º) em Brasília como 38º presidente da República. O mandato vai até 31 de dezembro de 2022.

Acompanhada por cerca de 115 mil pessoas, segundo o governo federal, a posse foi marcada pelo maior aparato de segurança da história.

Bolsonaro fez dois discursos nesta terça-feira e reafirmou as bandeiras apresentadas na campanha eleitoral. Defendeu, ainda, um “pacto nacional” e disse que irá “restabelecer a ordem” no Brasil.

A cerimônia de posse teve as seguintes etapas:

  1. Saída da Granja do Torto;
  2. Desfile em carro aberto;
  3. Posse no Congresso;
  4. Discurso no Congresso;
  5. Transmissão da faixa;
  6. Discurso da primeira-dama em Libras;
  7. Discurso no parlatório;
  8. Cumprimentos no Planalto;
  9. Posse dos ministros;
  10. Recepção no Itamaraty.
Comboio com Bolsonaro e Michelle deixa Granja do Torto em direção à Catedral de Brasília

Comboio com Bolsonaro e Michelle deixa Granja do Torto em direção à Catedral de Brasília1. Saída da Granja do Torto

1. Saída da Granja do Torto

Bolsonaro deixou a Granja do Torto, em Brasília, pouco depois das 14h20 em direção à Esplanada dos Ministérios. Quando ele deixou a residência oficial, dezenas de apoiadores o aguardavam na portaria com bandeiras do Brasil e camisas nas cores verde e amarela (veja no vídeo acima).

O comboio chegou à Catedral de Brasília cerca de 10 minutos depois. Bolsonaro e a primeira-dama, Michelle, cumprimentaram o padre Firmino e seguiram em desfile em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios.

Jair Bolsonaro e primeira-dama desfilam em carro aberto

Jair Bolsonaro e primeira-dama desfilam em carro aberto

2. Desfile em carro aberto

Durante o desfile, Bolsonaro e Michelle acenaram ao público. Um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, ficou com o casal no carro. Carlos é vereador do Rio de Janeiro e ficou sentado na parte de trás do veículo.

No início do desfile, o carro oficial teve de reduzir a velocidade porque um dos cavalos dos Dragões da Independência se chocou com outro e teve de ser controlado pelo militar que estava montado nele.

Bolsonaro e Michelle desfilam em carro aberto, na Esplanada dos Ministérios — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Bolsonaro e Michelle desfilam em carro aberto, na Esplanada dos Ministérios — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

3. Posse no Congresso

Após o desfile em carro aberto, Bolsonaro chegou ao Congresso Nacional e se dirigiu ao plenário da Câmara dos Deputados, onde foi declarado presidente, assinou o termo de posse e fez o primeiro pronunciamento como novo chefe de Estado brasileiro.

4. Discurso no Congresso

primeiro discurso de Bolsonaro como presidente da República durou cerca de dez minutos.

A uma plateia formada por parlamentares e convidados, Bolsonaro defendeu um “pacto nacional” entre a sociedade e os poderes da República para que o Brasil conquiste “novos caminhos” na superação de desafios (veja a íntegra do discurso no vídeo abaixo).

Discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional

Discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional

5. Transmissão da faixa

Bolsonaro chegou ao Palácio do Planalto acompanhado de Michelle e do novo vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão (PRTB). Eles foram recebidos por Temer e pela ex-primeira-dama Marcela na rampa do palácio.

Em seguida, todos se dirigiram ao parlatório do Planalto, onde houve a transmissão da faixa presidencial, às 17h. Temer não discursou e deixou o palácio em direção à Base Aérea de Brasília.

O ex-presidente Michel Temer transmite a faixa presidencial para o presidente empossado Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, em Brasília — Foto: Célio Messias/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Michel Temer transmite a faixa presidencial para o presidente empossado Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, em Brasília — Foto: Célio Messias/Estadão Conteúdo

6. Discurso da primeira-dama em Libras

Antes de Bolsonaro fazer o tradicional discurso no parlanatório, a nova primeira-dama, Michelle Bolsonaro, fez um discurso inesperado em Libras (veja no vídeo abaixo).

Michelle é engajada em causas de pessoas com deficiência. Ela faz parte do Ministério de Surdos e Mudos da Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde atua como intérprete de Libras nos cultos que acontecem aos domingos.

Michelle Bolsonaro transmite mensagem de agradecimento em libras

Michelle Bolsonaro transmite mensagem de agradecimento em libras

7. Discurso no parlatório

Já com a faixa de presidente da República, Bolsonaro fez o primeiro pronunciamento à nação, no qual prometeu “tirar peso do governo sobre quem trabalha e produz” e “restabelecer a ordem neste país“.

“Vamos tirar a desconfiança e o poso do governo sobre quem trabalha e quem produz. Também é urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais”, afirmou.

Após o discurso de Bolsonaro, o público na Praça dos Três Poderes chamou o presidente de “mito” e entoou o grito “o capitão voltou”. Bolsonaro aparentava estar emocionado.

>> Veja a íntegra do discurso no vídeo abaixo:

Bolsonaro discursa no Palácio do Planalto com a faixa presidencial

Bolsonaro discursa no Palácio do Planalto com a faixa presidencial

8. Cumprimentos no Planalto

Após discursar no parlatório, Bolsonaro se dirigiu à área interna do Palácio do Planalto, onde recebeu cumprimentos de líderes internacionais e convidados.

Entre os presentes estavam Mario Abdo Benítez (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai), Marcelo Rebelo de Sousa (Portugal), Sebastián Piñera (Chile) e Evo Morales (Bolívia).

Presidente Jair Bolsonaro em foto oficial com toda a nova equipe ministerial — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Presidente Jair Bolsonaro em foto oficial com toda a nova equipe ministerial — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

9. Posse dos ministros

Uma das últimas etapas da cerimônia foi a posse dos novos ministrosdo governo.

Ao todo, Bolsonaro deu posse a 21 ministros, entre os quais Sérgio Moro (Justiça), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), general Augusto Heleno (Segurança Institucional), general Santos Cruz (Secretaria de Governo), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Ricardo Vélez Rodríguez (Educação).

Embora Bolsonaro já tenha definido o novo presidente do Banco Central, o atual ministro Ilan Goldfajn permanecerá no cargo até o Senado votar a indicação de Roberto Campos Neto.

10. Recepção no Itamaraty

A última etapa da posse é a recepção no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores e um dos principais pontos turísticos de Brasília.

A recepção é oferecida a líderes internacionais que acompanharam a posse e a convidados do novo presidente da República.

Fonte: G1

Por G1 — Brasília

 


O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o novo vice-presidente, general Hamilton Mourão, erguem as mãos após discurso no parlatório do Palácio do Planalto — Foto: Evaristo Sá/AFP

O novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o novo vice-presidente, general Hamilton Mourão, erguem as mãos após discurso no parlatório do Palácio do Planalto — Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente Jair Bolsonaro prometeu nesta terça-feira (1º), ao discursar no parlatório do Palácio do Planalto após receber a faixa presidencial do agora ex-presidente Michel Temer, “tirar o peso do governo sobre quem trabalha e produz” e “restabelecer a ordem” no país (leia a íntegra do pronunciamento ao final desta reportagem).

Depois de garantir que o governo dele implementará as reformas necessárias para o Brasil avançar, Bolsonaro afirmou que agora tem o desafio de “enfrentar os efeitos da crise econômica”, o “desemprego recorde”, a “ideologização” das crianças, o “desvirtuamento dos direitos humanos” e a “desconstrução da família”.

“Vamos propor e implementar as reformas necessárias. Vamos ampliar infraestrutura, desburocratizar, simplificar, tirar a desconfiança e o peso do governo sobre quem trabalha e quem produz”, discursou o novo presidente aos apoiadores que lotavam a Praça dos Três Poderes para acompanhar o pronunciamento.

Bolsonaro discursa no Palácio do Planalto com a faixa presidencial

Bolsonaro discursa no Palácio do Planalto com a faixa presidencial

Ao longo do discurso de oito minutos, Bolsonaro também afirmou que, com a posse dele, o Brasil “começou a se livrar do socialismo” e disse que é “urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais”.

“É com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como presidente do Brasil. E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto (Jair Bolsonaro)

Ao final do discurso, ele abriu, com o auxílio do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, uma bandeira do Brasil e citou um dos cânticos que marcaram protestos contra o governo Dilma Rousseff.

“Essa é a nossa bandeira [a do Brasil, verde e amarela], que jamais será vermelha”, enfatizou, sob aplausos de apoiadores que estavam na Praça dos Três Poderes.

Em outro trecho do discurso, Bolsonaro voltou a agradecer a Deus por ter sobrevivido ao atentado à faca durante a campanha eleitoral e aos eleitores que o elegeram presidente da República.

Em discurso, Bolsonaro diz que Brasil precisa deixar de lado a divisão ideológica

Em discurso, Bolsonaro diz que Brasil precisa deixar de lado a divisão ideológica

Ele ressaltou, mais uma vez, que a eleição presidencial deu “voz” a quem não era ouvido e que o desejo expresso nas ruas e nas urnas foi de “mudança”.

O novo chefe do Executivo destacou que foi eleito “com a campanha mais barata da história” e disse que vai combater o que classificou de “ideologias nefastas” que tentam “dividir os brasileiros”.

“Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros, ideologias que destroem nossos valores e tradições, que destroem as nossas famílias, alicerce da nossa sociedade”, declarou.

O presidente ressaltou que o governo dele pretende priorizar a educação básica, que ele classificou como uma das formas de reduzir a desigualdade social, e voltou a dizer que a relação do Brasil com outros países não se guiará pelo viés ideológico.

No período de transição, Bolsonaro pediu ao Itamaraty para desconvidar os representantes de Cuba e da Venezuela para a cerimônia de posse.

Discurso no Congresso

Discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional

Discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional

O discurso no parlatório do Palácio do Planalto foi o segundo do dia do novo presidente da República. Mais cedo, durante a cerimônia de posse no plenário da Câmara dos Deputados, Bolsonaro discursou ao longo de nove minutos.

Na primeira fala como presidente empossado, ao falar sobre os desafios do novo governo na área econômica, ele propôs um “pacto nacional” entre a sociedade e os poderes da República.

Solenidade de posse

Jair Bolsonaro, e sua esposa, Michelle Bolsonaro — Foto: Ricardo Moraes/ReutersJair Bolsonaro, e sua esposa, Michelle Bolsonaro — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Jair Bolsonaro, e sua esposa, Michelle Bolsonaro — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

A cerimônia de posse teve início em frente à Catedral de Brasília às 14h46. O novo presidente desfilou pela Esplanada dos Ministérios no Rolls-Royce conversível da Presidência ao lado da mulher, Michelle, e do filho Carlos Bolsonaro, vereador do Rio (PSL).

Ao chegar ao parlamento, foi recebido na rampa do Legislativo pelos presidentes do Congresso, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Seguidos pelo vice-presidente Hamilton Mourão, os chefes do Executivo e do Legislativo caminharam pelo tapete vermelho estendido pelas dependências do parlamento até o plenário da Câmara, onde Bolsonaro jurou obedecer a Constituição e assinou o termo de posse. Na sequência, ele fez o primeiro discurso como presidente da República.

Bolsonaro assina o livro com o termo de posse dos presidentes da República — Foto: Nelson Almeida/AFP

Bolsonaro assina o livro com o termo de posse dos presidentes da República — Foto: Nelson Almeida/AFP

Ao final da solenidade no plenário da Câmara, Jair Bolsonaro foi até o gabinete do presidente do Senado para se reunir com os chefes das duas casas legislativas. Eles ficaram cerca de 50 minutos no gabinete em uma conversa reservada.

Encerrada a conversa com Eunício e Maia, o novo presidente da República – que é o comandante supremo das Forças Armadas – passou em revista as tropas do batalhão da guarda presidencial nos gramados do Congresso sob uma salva de 21 tiros de canhão enquanto era reproduzido, mais uma vez, o Hino Nacional.

Dos gramados do parlamento, Jair Bolsonaro seguiu para o Palácio do Planalto em carro aberto ao lado da primeira-dama para receber a faixa presidencial de Temer. O agora ex-presidente da República aguardava o sucessor na companhia da mulher, Marcela Temer, na porta da entrada principal do salão nobre do Planalto.

Bolsonaro subiu a rampa do palácio acompanhado da primeira-dama, do vice-presidente e da mulher de Mourão, Paula. Na porta do Planalto, os quatro foram cumprimentados por Temer e Marcela.

Em seguida, Bolsonaro e o agora ex-presidente se dirigiram ao parlatório, onde, às 17h, Temer passou a faixa presidencial para o novo presidente sob os olhares de milhares de cidadãos que ocupavam a Praça dos Três Poderes, localizada em frente ao Palácio do Planalto.

Eles acompanharam a execução do Hino Nacional pela banda do Primeiro Regimento de Guardas e, na sequência, Temer e Marcela se despediram dos novos ocupantes do Planalto, retornando à área interna do palácio.

Antes de Bolsonaro discursar no parlatório, a primeira-dama Michelle transmitiu uma mensagem por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) à população. A mulher de Bolsonaro é intérprete de Libras e atua em atividades sociais com pessoas com deficiência.

No discurso em Libras, a primeira-dama agradeceu o carinho dos brasileiros desde o início da campanha e a solidariedade nos “momentos difíceis”, destacando os 23 dias em que o marido dela ficou internado em hospital para se recuperar do atentado à faca.

Michelle Bolsonaro transmite mensagem de agradecimento em libras

Michelle Bolsonaro transmite mensagem de agradecimento em libras

Leia a íntegra do discurso de Bolsonaro no parlatório do Palácio do Planalto:

Amigas e amigos de todo o Brasil,

É com humildade e honra que me dirijo a todos vocês como Presidente do Brasil.

E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto.

As eleições deram voz a quem não era ouvido.

E a voz das ruas e das urnas foi muito clara.

E eu estou aqui para responder e, mais uma vez, me comprometer com esse desejo de mudança.

Também estou aqui para renovar nossas esperanças e lembrar que, se trabalharmos juntos, essa mudança será possível.

Respeitando os princípios do estado democrático de direito, guiados por nossa Constituição e com Deus no coração, a partir de hoje, vamos colocar em prática o projeto que a maioria do povo brasileiro democraticamente escolheu, vamos promover as transformações de que o país precisa.

Temos recursos minerais abundantes, terras férteis abençoadas por Deus e um povo maravilhoso.

Temos uma grande nação para reconstruir e isso faremos juntos.

Os primeiros passos já foram dados.

Graças a vocês, eu fui eleito com a campanha mais barata da história.

Graças a vocês, conseguimos montar um governo sem conchavos ou acertos políticos, formamos um time de ministros técnicos e capazes para transformar nosso Brasil. Mas ainda há muitos desafios pela frente.

Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros. Ideologias que destroem nossos valores e tradições, destroem nossas famílias, alicerce da nossa sociedade.

E convido a todos para iniciarmos um movimento nesse sentido. Podemos, eu, você e as nossas famílias, todos juntos, reestabelecer padrões éticos e morais que transformarão nosso Brasil.

A corrupção, os privilégios e as vantagens precisam acabar. Os favores politizados, partidarizados devem ficar no passado, para que o Governo e a economia sirvam de verdade a toda Nação.

Tudo o que propusemos e tudo o que faremos a partir de agora tem um propósito comum e inegociável: os interesses dos brasileiros em primeiro lugar.

O brasileiro pode e deve sonhar. Sonhar com uma vida melhor, com melhores condições para usufruir do fruto do seu trabalho pela meritocracia. E ao governo cabe ser honesto e eficiente.

Apoiando e pavimentando o caminho que nos levará a um futuro melhor, ao invés de criar pedágios e barreiras.

Com este propósito iniciamos nossa caminhada. E com este espírito e determinação que toda equipe de governo assume no dia de hoje.

Temos o grande desafio de enfrentar os efeitos da crise econômica, do desemprego recorde, da ideologização de nossas crianças, do desvirtuamento dos direitos humanos, e da desconstrução da família.

Vamos propor e implementar as reformas necessárias. Vamos ampliar infraestruturas, desburocratizar, simplificar, tirar a desconfiança e o peso do Governo sobre quem trabalha e quem produz.

Também é urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais, que levou o Brasil a viver o aumento dos índices de violência e do poder do crime organizado, que tira vidas de inocentes, destrói famílias e leva a insegurança a todos os lugares.

Nossa preocupação será com a segurança das pessoas de bem e a garantia do direito de propriedade e da legítima defesa, e o nosso compromisso é valorizar e dar respaldo ao trabalho de todas as forças de segurança.

Pela primeira vez, o Brasil irá priorizar a educação básica, que é a que realmente transforma o presente e o futuro de nossos filhos e netos, diminuindo a desigualdade social.

Temos que nos espelhar em nações que são exemplos para o mundo e que por meio da educação encontraram o caminho da prosperidade.

Vamos retirar o viés ideológico de nossas relações internacionais.

Vamos em busca de um novo tempo para o Brasil e os brasileiros!

Por muito tempo, o país foi governado atendendo a interesses partidários que não o dos brasileiros. Vamos restabelecer a ordem neste país.

Sabemos do tamanho da nossa responsabilidade e dos desafios que vamos enfrentar. Mas sabemos aonde queremos chegar e do potencial que o nosso Brasil tem. Por isso vamos dia e noite perseguir o objetivo de tornar o nosso país um lugar próspero e seguro para os nossos cidadãos e uma das maiores nações do planeta.

Podem contar com toda a minha dedicação para construir o Brasil dos nossos sonhos.

Agradeço a Deus por estar vivo e a vocês que oraram por mim e por minha saúde nos momentos mais difíceis.

Peço ao bom Deus que nos dê sabedoria para conduzir a nação.

Que Deus abençoe esta grande nação.

Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

Fonte: G1

Por Luiza Garonce, G1 DF

 


Público reunido em frente ao Palácio do Planalto para a posse de Jair Bolsonaro — Foto: Adriano Machado/Reuters

Público reunido em frente ao Palácio do Planalto para a posse de Jair Bolsonaro — Foto: Adriano Machado/Reuters

Segundo o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), 115 mil pessoas estiveram na Praça dos Três Poderes durante a tarde desta terça-feira (1º), para a posse de Jair Bolsonaro (PSL).

Verde e amarelo tomam conta da Praça dos Três Poderes durante posse de Jair Bolsonaro

Verde e amarelo tomam conta da Praça dos Três Poderes durante posse de Jair Bolsonaro

Adultos subiram em árvores e grupos pediram para que as pessoas sentassem no gramado, próximo ao Congresso Nacional (veja vídeo acima). Todos queriam ver Bolsonaro, mesmo que de longe.

Pessoas sobem em árvores, na Esplanada dos Ministérios, para tentar enxergar Jair Bolsonaro durante posse, em Brasília — Foto: Michele Mendes/TV Globo

Pessoas sobem em árvores, na Esplanada dos Ministérios, para tentar enxergar Jair Bolsonaro durante posse, em Brasília — Foto: Michele Mendes/TV Globo

Enquanto isso, crianças aproveitaram para brincar com um dos cachorros do Batalhão de Cães da Polícia Militar do Distrito Federal. Com um ano e meio de idade, Bruno está na PM há 8 meses.

O Pastor Belga de Malinois ajuda na apreensão de armas e drogas. Depois de reforçar a segurança na cerimônia de posse, ele estava sendo colocado no carro quando chamou a atenção (vídeo abaixo).

Crianças brincam com cachorro da PM, durante posse se Bolsonaro

Crianças brincam com cachorro da PM, durante posse se Bolsonaro

Para entrar na Esplanada dos Ministérios, um forte esquema de segurança – com quatro pontos de revista – foi montado. Algumas pessoas preferiram ver a passagem do presidente em carro aberto de cima do viaduto da rodoviária do Plano Piloto, antes da primeira barreira.

Pessoas esperam pela passagem do presidente Bolsonaro pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília — Foto: Bianca Marinho/TV Globo

Pessoas esperam pela passagem do presidente Bolsonaro pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília — Foto: Bianca Marinho/TV Globo

Religiosos

Um grupo de 40 mineiros passou a virada de ano na estrada, dentro de um ônibus fretado, para participar da cerimônia. Eles fizeram o percurso de Belo Horizonte a Brasília — cerca de 730 quilômetros.

Fiéis da Igreja Batista Principal da Paz eles não chegaram perto de Bolsonaro. Por conta dos cartazes (presos em bastões de madeira e PVC), sacrificaram a oportunidade de ver o presidente e exibiram as mensagens religiosas no gramado central da Esplanada, antes do primeiro cordão de revista.

Grupo de religiosos viajou de Belo Horizonte até Brasília para acompanhar posse de Bolsonaro — Foto: Luiza Garonce/G1

Grupo de religiosos viajou de Belo Horizonte até Brasília para acompanhar posse de Bolsonaro — Foto: Luiza Garonce/G1

Mas dizem ter garantido o objetivo principal da viagem: ” transmitir a mensagem de Jesus a quem passasse pelo caminho”.

“Jesus merece, o maior sacrifício ele fez por nós”, disse o operário da construção civil Antônio Elias, de 55 anos.

O grupo contou ao G1 que chegou por volta das 11h e que ficaria no local até o fim da celebração. “Está sendo bem legal, as pessoas tiram foto, oram com a gente”, disse o analista de sistemas Gabriel de Andrade, de 25 anos.

Gabriel de Andrade segura cartaz que trouxe de Belo Horizonte para a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro — Foto: Luiza Garonce/ G1

Gabriel de Andrade segura cartaz que trouxe de Belo Horizonte para a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro — Foto: Luiza Garonce/ G1

Gabriel segurava a placa com a frase “toda nação dividida não subsistirá” e reforçou a missão religiosa que cumpre na capital. “O principal motivo foi trazer a mensagem de Jesus”, disse o analista.

Já o pastor Laurindo-Shalom, presidente da Associação Internacional Cristã Amigos Brasil-Israel, carregou, apoiado sobre o ombro, um mastro com a bandeira de Israel. A Estrela de Davi foi tocada e fotografada por várias pessoas.

Pastor Laurindo-Shalom levou a bandeira de Israel para a Esplanada dos Ministérios durante posse de Bolsonaro — Foto: Luiza Garonce/ G1

Pastor Laurindo-Shalom levou a bandeira de Israel para a Esplanada dos Ministérios durante posse de Bolsonaro — Foto: Luiza Garonce/ G1

Para o religioso, o apoio a Bolsonaro está estreitamente ligado ao “respeito” por Israel. “Ele assumiu o compromisso de Deus, de proteger Israel, a terra prometida. Ele fez a conexão da terra prometida com a terra da promessa, que é o Brasil.”

Por conta da bandeira, o pastor também acompanhou a cerimônia de longe, sem passar pelos cordões de revista até a Praça dos Três Poderes.

Fonte: G1

Temer diz que entrega um Brasil ‘muito melhor’ para todos os brasileiros

Michel Temer

@MichelTemer

Encerrei meu mandato como presidente do Brasil. Agradeço a todos. Valeu cada obstáculo vencido, cada momento vivido, cada conquista alcançada. Não poupei esforços, nem energia e sei que entrego um Brasil muito melhor para todos os brasileiros.

Vídeo incorporado

Michel Temer

@MichelTemer

Deixo as reformas e os avanços, que colocaram nosso País em um novo tempo. Saio com a alma leve e a consciência do dever cumprido. Meu muito obrigado a todos.

Três horas depois de entregar a faixa a Jair Bolsonaro, o ex-presidente Michel Temer (MDB) defendeu o legado dele na Presidência da República em uma sequência de mensagens postadas no Twitter.

O emedebista agradeceu o apoio da população e disse que valeu a pena “cada obstáculo vencido, cada momento vivido, cada conquista alcançada”. “Não poupei esforços, nem energia e sei que entrego um Brasil muito melhor para todos os brasileiros”, escreveu.

Temer disse ainda que deixa “reformas e avanços, que colocaram nosso País em um novo tempo”. “Saio com a alma leve e a consciência do dever cumprido. Meu muito obrigado a todos”, pontuou.

 

GSI estima que 115 mil pessoas acompanharam posse de Bolsonaro

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência estima que 115 mil pessoas acompanharam a cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes na tarde desta terça-feira, 1º. A expectativa inicial era de que pelo menos 250 mil pessoas acompanhariam a posse e previsões mais otimistas citavam até a possibilidade de público de meio milhão de pessoas.

Durante a manhã desta terça-feira, o tempo não ajudou muito e choveu na região da Esplanada dos Ministérios. À tarde, apesar das nuvens carregadas, o clima melhorou gradativamente e o sol saiu durante a cerimônia de posse de Bolsonaro.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal não divulgou nenhuma estimativa de público durante o dia. Segundo o governo distrital, números só seriam anunciados após o fim da cerimônia na região central de Brasília.

Estadão Conteúdo

Discurso de posse foi fala de esperança, dizem apoiadores de Bolsonaro

O discurso de posse do presidente Jair Bolsonaro no Congresso foi visto por apoiadores como uma fala de esperança e novos tempos para o Brasil. Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o momento é de unir forças e entender que alguns remédios adotados pelo governo serão amargos.

“A dificuldade é que o país está com déficit orçamentário enorme. Realmente, ele [presidente Jair Bolsonaro] precisa mudar o estilo [de governo no país] e não é só ele. Aí tem que ter também a parceria dos servidores públicos, dos ministros e da população, com um engajamento para fazer um combate real à criminalidade, a situação crítica de gastos públicos, fazer cortes que não serão simpáticos em um momento inicial, reformas que são importantes. Eu, por exemplo, declarei apoio à reforma da Previdência, toda nossa bancada do estado de Goiás vamos fortalecer o governo para que possamos também salvar os estados”, disse.

Outro a defender rapidez, especialmente na reforma da Previdência, foi o relator da matéria na Câmara dos Deputados, no governo Temer, deputado Arthur Maia (DEM-BA). Reeleito, ele defende que o governo aproveite o texto que já tramita na Casa para colocar a medida em votação no plenário já no início do governo. Para o parlamentar, a proposta não deve ser fatiada. Na avaliação de Maia, fazer o trabalho por etapas pode dificultar e prolongar o processo. “O meu conselho é esse. Botem na cabeça que nenhum governo terá força para fazer duas reformas da Previdência”, alertou.

Segundo o parlamentar, a proposta atual já abrange cinco principais temas a serem enfrentados no setor previdenciário do país. “A proposta que nós fizemos abrange os cinco grandes temas que, necessariamente, terão que ser tratados. Se não forem enfrentados esses temas, não tem reforma”.

Para Arthur Maia, a reforma ideal tem que contemplar idade mínima, regra de transição, isonomia entre setor público e privado, aposentadorias especiais de policiais e professores e trabalhadores rurais. “É bobagem qualquer governo que está entrando achar que vai reinventar a roda, porque senão tratar desses cinco pontos, não vai haver reforma nenhuma. É uma falta de bom senso reiniciar esse trabalho para chegar ao mesmo ponto”, completou.

Apoio

Apesar de três ministros na equipe de Bolsonaro, o presidente do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, disse que o apoio formal da legenda ao novo presidente ainda será decidido. A definição, segundo ACM Neto, sairá após uma reunião da Executiva Nacional, que deverá ocorrer logo após a posse dos deputados eleitos, em fevereiro.

Em defesa da manutenção do controle da Casa, ele afirmou que a legenda não pediu cargos na Esplanada e que os nomes do partido que compõem o governo foram uma decisão pessoal de Bolsonaro. “É claro que o fato do partido ter três ministros não pode ser desconsiderado em termos de força partidária”, reconheceu ACM Neto. “O que a gente espera do governo é isso: que ele se mantenha neutro [nas eleições da presidência da Câmara], respeitando a independência do Legislativo”, concluiu.

ACM Neto disse que a eleição de Jair Bolsonaro é a oportunidade para que o país saia da “agenda de crise”. “Estamos vivendo há quatro anos agenda de crise, crise, crise. Acho que agora é a oportunidade de dar essa virada. Começando um ano novo, um governo novo, e eu espero que uma disposição também do novo Congresso Nacional para fazer essa agenda avançar, sobretudo a agenda econômica”.

Agência Brasil

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Toffoli e Eunício são vaiados na chegada ao Itamaraty

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), chegaram ao Itamaraty sob vaias de populares que aguardam o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e sua esposa Michelle.

Durante a tarde, no Congresso, Toffoli também já havia sido vaiado ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Eunício, que não foi reeleito, saiu do carro sob gritos de “ladrão” na chegada ao coquetel oferecido a chefes de Estados, ministros, chanceleres, empresários e autoridades para coquetel no Itamaraty.

Já estão no local o primeiro ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, o presidente do Chile, Sebastian Piñera, e o secretário do Estado dos EUA, Mike Pompeo, entre outros.

Valor

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Novo governo prepara ‘revogaço’ para os próximos dias

O novo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse nesta terça-feira, 1º, que o governo está preparando um “revogaço” para os próximos dias, mudando portarias, instruções normativas e resoluções que “infernizam” a vida do cidadão.

“Os primeiros atos serão no sentido de desfazer a burocracia. Isso pode ser feito por decreto, sem votação no Congresso”, afirmou Onyx.

Reportagem publicada nesta terça pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que o presidente Jair Bolsonaro usará o expediente do decreto, logo nos primeiros dias de governo, para fazer mudanças na legislação sem passar pelo crivo do Legislativo. As medidas atingem praticamente todas as áreas – do Meio Ambiente à Indústria e Comércio, passando por Segurança, Agricultura, Transportes e Habitação – e vão além do pente-fino anunciado na semana passada para promover uma revisão de atos praticados pela equipe de Michel Temer.

“A gente brinca internamente que a gente está preparando um revogaço, que é para tirar da frente da vida das pessoas tudo o que atrapalha”, comentou Onyx. “É um processo forte e dentro de alguns dias vamos divulgar várias medidas.” No sábado, por exemplo, Bolsonaro postou mensagem no Twitter anunciando que pretende garantir, por decreto, a posse de arma de fogo para cidadãos sem antecedentes criminais, além de tornar o registro do equipamento definitivo. Até agora não há detalhes sobre outras iniciativas, mas a reportagem apurou que questões polêmicas envolvendo o Código Florestal também estão na mira do Planalto.

Onyx informou que Bolsonaro lhe pediu para marcar uma reunião ministerial no próximo dia 3, quinta-feira, às 9 horas. Para o ministro, as novas ações da equipe terão o objetivo de “simplificar a legislação existente e favorecer a atividade econômica, do pequeno ao grande empreendedor”.

Questionado se, daqui para a frente, Bolsonaro privilegiará as relações com os Estados Unidos, Onyx disse que o País vai “recuperar o tempo perdido” e se “ombrear” com as nações mais desenvolvidas do mundo, “tendo sempre a democracia como base”.

O chefe da Casa Civil foi no mesmo diapasão de Bolsonaro, que, em discurso no Parlatório do Palácio do Planalto, assegurou a retirada do “viés ideológico” das relações internacionais. “De maneira coerente, vamos trabalhar nessa linha”, argumentou Onyx.

Estadão Conteúdo

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em tom diplomático, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), negou hoje (1º), durante a cerimônia de posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que o Congresso aprovou “pautas-bombas” ou deixou uma “herança maldita” para a gestão que começa. Segundo ele, em cooperação com o governo Michel Temer foram aprovadas medidas essenciais para o equilíbrio do país.

“Aqui, nesta Casa, neste Congresso, não houve pauta-bomba nem deixou-se qualquer herança maldita. Houve, sim, muito trabalho para avançar na pauta que era necessária ao país”, ressaltou o presidente do Senado.

A expressão “pauta-bomba” se refere a eventuais propostas aprovadas na Câmara e no Senado e que divergem dos interesses do governo federal, em geral são as que geram mais despesas para a União.

Eunício sugeriu a Bolsonaro que sustente seu governo no diálogo e na paciência, assim como no respeito à autonomia e independência entre o Executivo, Legislativo e Judiciário. “Com trabalho, diálogo, paciência e perseverança, tenho certeza Vossa Excelência triunfará como presidente de todos os brasileiros”, afirmou.

Para o presidente do Senado, Bolsonaro enfrentará menos dificuldades do que Temer. “Este Congresso não faltará a Vossa Excelência, não faltará ao Brasil, como também não faltou na legislatura que se encerra dentro de um mês”, disse Eunício. “O governo de Vossa Excelência certamente enfrentará um pouco menos de dificuldades graças a importantes matérias aqui votadas.”

Eunício ressaltou a importância da cooperação entre o governo Temer e o Congresso Nacional para garantir a aprovação da chamada PEC (proposta de emenda à Constituição) de Gastos. Segundo ele, a medida assegurou o equilíbrio do Orçamento Geral da União. “Esses Poderes [Executivo, Judiciário e Legislativo] independentes e harmônicos deverão trabalhar, juntos, para o bem deste país”, destacou.

Agência Brasil

Fonte: Blog do Saber

 

Novo presidente da Caern promete tornar companhia lucrativa e descarta venda

O novo presidente da Companhia de Águas e Esgotos (Caern), Roberto Linhares, garantiu, durante a cerimônia de posse da governadora Fátima Bezerra, que a empresa pública não será vendida e que ela será lucrativa.

“Não há nenhuma possibilidade de privatização enquanto eu estiver na condição de presidente, isso já deixei bem claro. Posso dizer que enquanto a governadora estiver a frente do Executivo, também não há nenhuma possibilidade de privatização. Vamos tornar a companhia lucrativa sem precisar vendê-la. Existem planos para isso e conseguiremos torná-los possíveis”, prometeu.

A venda da Caern já foi uma recomendação do Tesouro Nacional para o Estado tanto pela falta de lucros como por ser um ativo atrativo para empresas se colocado à venda, como uma alternativa para colocar as contas em dia.

A Caern detém a concessão dos serviços públicos de saneamento básico, captação, tratamento e distribuição de água em vários municípios do Rio Grande do Norte. Mesmo não dando lucros, funcionários defendem a companhia diante do importante papel social que ela desempenha distribuindo água para comunidades que sofrem com as contantes secas.

Novo secretário de Planejamento confirma prioridade em pagar salários, mas adianta que não é possível anunciar calendário

O economista Aldemir Freire, que será empossado secretário de Planejamento e Finanças do Rio Grande do Norte nesta quarta-feira (2), disse durante a posse da governadora Fátima Bezerra que, msmo sendo prioridade, ainda não é possível anunciar um calendário de pagamento do funcionalismo público estadual.

“A governadora tem dito que a prioridade é o salário dos servidores e é isso que vamos enfrentar. Queremos que o servidor tenha um mínimo de previsibilidade, embora reconheçamos que não dá para anunciar um calendário ainda. Em algum momento precisaremos discutir as formas de como vamos negociar e pagar esses débitos”, explicou.

Fátima Bezerra disse durante o discurso de posse que essa é uma das prioridades, mas manteve a linha da crise nas contas públicas que, segundo contabilizado pela equipe de transição, o Estado tem dívida da ordem de R$ 2,6 bilhões e três folhas a pagar.

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Foto: João Gilberto/ALRN

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira da Souza (PSDB), em discurso durante a solenidade de posse da governadora do RN, Fátima Bezerra, nesta terça-feira (1), disse que somente a união de todos: deputados, membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Defensoria Pública e de todas as entidades representativas da sociedade, nos setores público e privado fará o Rio Grande do Norte vencer as enormes dificuldades atuais. “Sem essa união, chegaremos rapidamente a uma situação de gravidade imprevisível e de governabilidade insustentável”, afirmou o deputado Ezequiel.

Diante de um auditório lotado da Escola de Governo, local da solenidade de posse, Ezequiel foi enfático: “O desafio não é só de quem assume o governo. O desafio é de todos nós, sob a liderança da governadora Fátima Bezerra, que, certamente, não será apenas a governadora do seu partido político ou dos seus eleitores, mas de todos os norte-riograndenses. Esse é o rumo certo para quem prometeu e deseja acertar. Esse é o caminho de quem sabe que não pode errar. Nosso povo está sofrido, nossa economia está carente de empregos, nossos servidores vivem tempos de angústia pelo presente e temor pelo futuro”, disse.

Durante o discurso o presidente da Assembleia Legislativa enalteceu a política e a democracia que proporcionam uma solenidade de posse com a nobre missão de cumprir o desejo popular, expresso no voto livre dos cidadãos, empossando Fátima Bezerra e Antenor Roberto nos mais altos cargos do Poder Executivo estadual. “É esse o encanto maior da política e da democracia: atender, respeitar e obedecer à vontade e a soberania popular, pois vencer uma eleição significa receber uma procuração do povo para representá-lo através de um mandato que lhe pertence”, destacou.

Para Ezequiel a chegada desse novo governo representa a renovação da esperança do povo potiguar por um estado equilibrado, mais forte e, principalmente, mais justo com todos os seus filhos. Ezequiel ressaltou que Fátima Bezerra chega à chefia do Poder Executivo estadual em um momento que o Rio Grande do Norte atravessa a mais grave crise fiscal, econômica e financeira dos últimos tempos.

E, esse fato, aumenta a complexidade do ato de governar. “Mas, certamente, fará crescer na senhora e em toda a sua equipe, a vontade absoluta de ultrapassar os desafios e vencer os obstáculos, para fazer no governo o que prometeu ao povo nas ruas, nas praças, nos cantos e recantos de todo o Rio Grande do Norte”, pontuou o presidente da Assembleia.

Ezequiel destacou a coragem, o destemor, a responsabilidade, o espírito público e o desejo de honrar o mandato que o povo concedeu a Fátima Bezerra, que segundo Ezequiel, sabe que pela dinâmica da política, aos governantes de hoje recai a missão de melhorar a vida do povo, porque a esse mesmo povo, o candidato de ontem, assim prometeu.

De acordo com Ezequiel Ferreira o povo escolheu Fátima Bezerra por reconhecer o seu trabalho e a sua história, formatada na dignidade, no espírito público e na sensibilidade social. “Mas é chegada a hora de unir responsabilidades. Unir o Rio Grande do Norte como um todo”, voltando a conclamar a união de todos os setores produtivos em nome da governabilidade. E, acrescentou que estava de mãos estendidas para somar no esforço comum, na parceria coerente com os compromissos e responsabilidades perante o povo, dentro da normalidade democrática e da constitucional independência dos poderes.

Ezequiel Ferreira disse ainda que os tempos mudaram. O Brasil mudou. A política mudou. As instituições estão mudando. “Mas essa mudança, positiva e antenada com a sociedade, não pode ser restrita aos políticos. Tem de ser completa: do cidadão a todos os detentores de cargos públicos, aos empresários e demais partícipes da nossa coletividade. Mudamos, porque queremos um Brasil e um Rio Grande do Norte diferentes. E faremos a nossa parte”, disse.

Ao final o presidente da Assembleia Legislativa relembrou que os dois mandatos como deputada estadual, três como deputada federal e um como senadora da República, dignificam o currículo público de Fátima Bezerra e garantem o conhecimento e a coerência necessária para o relacionamento institucional entre os poderes. Além de ser uma política nascida na luta sindical e amadurecida no poder legislativo. “Isso, por si só, já nos dá a certeza de uma relação aberta e coerente, baseada no desejo comum de acertar e na independência democrática, a qual sempre foi defendida nos seus mandatos parlamentares”, disse.

Ezequiel desejou, na chegada ao novo desafio que Fátima Bezerra buscou na vida pública, muita luz, sabedoria, humildade, equilíbrio e resiliência, para liderar um governo que faça o Rio Grande do Norte avançar nos campos social, econômico, administrativo e virar a página atual. “E aos norte-rio-grandenses, desejamos que recebam do novo governo os compromissos assumidos, especialmente na segurança, na geração de empregos, na saúde, na educação, na relação com os servidores públicos, no apoio ao fomento econômico, aos municípios e ao homem do campo”, finalizou o presidente da Assembleia, desejando um feliz ano novo a todos os norte-riograndenses.

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Fátima Bezerra: “Legado que estamos recebendo é dramático”; confira discurso na íntegra

Foto: João Gilberto/ALRN

A governadora Fátima Bezerra foi empossada oficialmente para o cargo na tarde desta terça-feira (1), em cerimônia realizada na Escola do Governo. Durante o discurso ela falou sobre a situação financeira do estado e sobre a împortância de se pagar o funcionalismo público em dia.

Fátima ainda destacou que vai governar para todos e que será necessário superar gradativamente os desafios para colocar as contas em dia. “Estamos herdando uma dívida da ordem de R$ 2,6 bilhões; três folhas de pagamento do funcionalismo público atrasadas; dívidas com fornecedores que fornecem para áreas essenciais do governo. Uma das faces mais cruéis dessa herança se expressa no completo desrespeito com os servidores públicos”, disse.

Confira na íntegra o discurso de Fátima Bezerra

“Excelentíssimo Sr. Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira;

Excelentíssimo Sr. Vice-Governador, Antenor Roberto;

Demais autoridades presentes;

Meus amigos e minhas amigas,

A generosidade e o desejo de mudança expressos pela população do Rio Grande do Norte nos trouxe até aqui hoje. Assumo, sem dúvida nenhuma, a tarefa mais desafiadora da minha vida política: ser governadora do estado do Rio Grande do Norte. Um estado que me acolheu desde a minha juventude, e para o qual dediquei uma vida de trabalho como professora, deputada estadual, deputada federal e senadora.

O sentimento de gratidão que quero externar para vocês hoje, tem a dimensão da esperança que foi depositada nas urnas por mais de um milhão de pessoas; da responsabilidade de quem sabe que foi eleita para fazer diferente; do compromisso com aqueles e aquelas cujos direitos sempre foram negados; e da humildade de quem sabe que não se pode governar sozinha.

Em um momento tão difícil da história do nosso Estado e do nosso País, onde o desemprego, a escassez de serviços públicos de qualidade, o desrespeito aos trabalhadores e a insegurança afetam grandemente as famílias, me foi confiada a honrosa tarefa de governar o Rio Grande do Norte. De colocá-lo nos trilhos do desenvolvimento, da justiça e da inclusão social.

Sou a única mulher a tomar posse hoje como governadora. A única governadora eleita em todo o país. Eleita pelo estado onde as mulheres primeiro conquistaram o direito ao voto; que primeiro elegeu uma mulher ao cargo de deputada estadual; e que teve a primeira prefeita eleita em toda a América Latina.

Por isso, trago aqui a memória de Maria do Céu Fernandes, de Alzira Soriano, de Clara Camarão, de Nísia Floresta, de Alta de Souza, de Celina Guimarães e Dona Militana. De todas as mulheres potiguares e brasileiras que me inspiram cotidianamente a seguir a luta. Vocês tomam posse hoje comigo.

Fizemos uma linda campanha. Responsável, propositiva, que não brincou com a esperança ou vendeu ilusões à população. Uma campanha marcada pela participação popular, pelo pé no chão e pelo respeito aos nossos adversários e ao povo. Debatemos ideias, confrontamos projetos, apresentamos propostas que contaram com a aprovação da maioria do povo potiguar.

Agora, governadora eleita, vou governar para todos. Para os que votaram e para os que não votaram em mim. Quero liderar um processo de diálogo que envolva todos os setores representativos da sociedade. Quero construir convergências em prol do nosso do nosso principal objetivo: melhorar a vida do povo do Rio Grande do Norte.

Queremos fazer do nosso governo um instrumento de transformação social. Não um governo para o povo potiguar, mas um governo COM o povo. De mãos dadas com todos para superar desafios e encontrar soluções capazes de fazer do nosso estado um GRANDE Rio Grande do Norte.

Sabemos que o legado que estamos recebendo é dramático. Basta falarmos da crise fiscal. Estamos herdando uma dívida da ordem de R$ 2,6 bilhões; três folhas de pagamento do funcionalismo público atrasadas; dívidas com fornecedores que fornecem para áreas essenciais do governo. Uma das faces mais cruéis dessa herança se expressa no completo desrespeito com os servidores públicos.

É grave a realidade que vivem os servidores, que não só não recebem seus salários em dia, como não dispõem sequer de um calendário de pagamento. Essa situação, que se tornou rotineira, não pode ser por nós naturalizada. Nosso foco, antes de mais nada, será organizar as contas para colocar em dia o pagamento dos servidores. Isso exigirá de nós muito esforço fiscal, tanto para conter o crescimento das despesas obrigatórias como para ampliar a arrecadação. Nos empenharemos nisso.

Precisamos superar gradativamente a grave crise fiscal em que o RN se encontra; regularizar o pagamento dos servidores públicos; aprimorar a política de segurança pública e valorizar os seus profissionais, dando paz à população; garantir segurança hídrica para todas as regiões do estado; qualificar os serviços públicos, em especial nas áreas de educação, saúde e assistência social; retomar a capacidade de investimento do nosso estado, para que possamos impulsionar a geração de emprego e renda, e assim garantir cidadania e vida digna.

Entendemos que não é possível um estado com tantos potenciais de riquezas naturais, como o petróleo, a fruticultura, o sal e os minérios, com um gigantesco potencial para o turismo, não converter essas riquezas em cidadania para o seu povo. Isso só se explica pela visão arcaica das gestões oligárquicas, de perfil conservador, que tivemos até hoje.

Não, não faremos um governo olhando para o retrovisor. Ao nosso projeto não serve recorrer à herança maldita. Mas temos a obrigação de sermos cristalinos com a população a respeito do quadro atual do nosso estado. Tenham certeza que começaremos a enfrentá-lo já no primeiro dia de governo, quando iremos promover um encontro com diversas entidades representativas, para adotar um conjunto de medidas que visam retomar o desenvolvimento econômico do nosso Rio Grande do Norte.

Não será fácil, já sabíamos. Mas, afinal, fácil nunca foi. Como a maioria do povo potiguar, eu não nasci em berço de ouro, sempre lidei com as dificuldades. Com a fome, a pobreza, a falta d’água, a dificuldade para estudar. Sei o significado da luta e da construção de oportunidades.

Sei também a responsabilidade que me trouxe cada um dos mais de um milhão de votos recebidos, carregados de esperança e do desejo de mudança que brotou nos corações simples, corajosos e indignados da nossa sociedade. Me emociona lembrar cada abraço e cada palavra de encorajamento que recebi durante a campanha.

Não queremos apenas inverter prioridades, queremos promover uma Educação Democrática e Libertadora, uma Segurança Cidadã, uma Saúde Humanizada, a Participação Popular e a Transparência como princípios norteadores das políticas.

Como guia, temos o nosso programa de governo que foi construído a muitas mãos e amplamente debatido com o conjunto da sociedade. Nele não há soluções mágicas ou promessas intangíveis, mas propostas que visam a construção de um governo verdadeiramente popular, capaz de enfrentar os tempos difíceis que vivemos.

Com esse espírito compus o meu Secretariado, formado por lideranças sérias e comprometidas das áreas econômica e sociais do governo, com o qual trabalharei em equipe, sem personalismo, com ética e espírito público, pensando exclusivamente no melhor para a população do Rio Grande do Norte.

Com esse espírito iremos também manter uma relação construtiva e fraterna om os demais Poderes, respeitando sua independência e o exercício de suas funções constitucionais. O Poder Legislativo, que neste ato empossa a mim e ao meu vice, Antenor Roberto, é o mesmo que tive a honra de compor quando fui parlamentar, e com o qual desejo contar para o debate e a viabilização das mudanças que a sociedade espera de nós.

Quero dizer a vocês que minha dedicação será integral, minha disposição será absoluta e que meu compromisso é inegociável em fazer do Rio Grande do Norte um Estado mais justo, que trate com dignidade o seu povo. Para isso fui eleita. Para isso me elegeram a primeira governadora de origem popular do nosso Estado.

A população disse que esse Estado não tem mais donos e que mesmo na adversidade nós devemos ter esperança. A esperança que Paulo Freire nos ensinou, do verbo esperançar. Não a esperança que espera, mas a que se levanta, que vai atrás, que constrói, que não desiste. Esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo.

Esse é o pacto que quero fazer com vocês. Vamos sonhar e organizar o sonho. Vamos governar para todos e para os que mais precisam. Vamos ter esperança e coragem. Paciência e perseverança. Serenidade para lidar com os desafios, sabedoria para governar e união para juntos trilharmos um outro caminho. Vamos juntos!

Viva o povo do Rio Grande do Norte!”

Fonte: Blog do BG

 

Por G1 RN

 

Nova mesa diretora da Câmara Municipal de Natal, empossada nesta terça-feira (1º). — Foto: Pedro Vitorino

Nova mesa diretora da Câmara Municipal de Natal, empossada nesta terça-feira (1º). — Foto: Pedro Vitorino

Tomou posse na tarde desta terça-feira (1º) a nova mesa diretora da Câmara Municipal de Natal, para o biênio 2019-2020. O novo presidente do Legislativo, vereador Paulinho Freire (PSDB), vai suceder o vereador Raniere Barbosa (AVANTE).

O ato foi realizado na sala da presidência da Casa Legislativa na presença de vereadores, servidores e convidados representantes de instituições e Poderes, como o prefeito de Natal, Álvaro Dias (MDB).

Paulinho Freire foi eleito para comandar o Poder Legislativo Municipal em eleição ocorrida em junho de 2017 e disse reassumir a missão com o mesmo espírito e emoção de quando ocupou o mesmo cargo entre os anos de 1997 e 2002. Para o novo mandato à frente da Câmara, ele disse que pretende transformar o Legislativo num fórum de debates.

“Chegou a hora da Câmara ampliar sua parcela de contribuição à sociedade, trazendo grandes debates e aprovando leis que venham a melhorar a vida da população, discutindo assuntos que se transformem em ações. Queremos flexibilizar o acesso das pessoas para que visitem mais, debatam conosco e tragam suas ideias criando esse fórum de discussões”, declarou. O novo presidente se disse emocionado com a responsabilidade que se repete pela terceira vez na sua vida pública. “Mesmo com toda a experiência na vida pública, eu tenho a Câmara Municipal como uma referência muito grande na minha vida e assumo sentindo a mesma emoção da primeira vez que fui empossado presidente desta Casa”.

Paulinho sucede Raniere Barbosa, que avaliou como positiva sua gestão nos dois últimos anos. “Conseguimos fazer uma Câmara mais forte e próxima do cidadão. Criamos o Câmara Itinerante, Câmara Cidadã, Procon Legislativo, promovemos diversas ações e parcerias com a Escola do Legislativo, reforma administrativa, a Rádio Câmara que vai entrar no ar, entre outras iniciativas fazendo da Câmara instrumento de debate democrático, servindo melhor à sociedade”, declarou Raniere.

O prefeito Álvaro Dias compareceu à posse para cumprimentar a nova Mesa Diretora e disse que a relação institucional será a mais saudável possível. “Já temos um diálogo aberto com a Câmara pelo bem-estar da cidade. Viemos para cumprimentar e demonstrar nosso interesse de que essa relação continue e se fortaleça”, disse o prefeito.

Nova Mesa Diretora

A nova Mesa Diretora é composta ainda pela vereadora Nina Souza (PDT), como primeira vice-presidente; Eriko Jácome (Podemos), segundo vice-presidente; e Fernando Lucena (PT), terceiro vice-presidente. O vereador Felipe Alves (MDB) assume a função de primeiro secretário e Dickson Júnior (PSDB) é o segundo secretário. Os vereadores do PDT, Júlia Arruda e Chagas Catarino, completam a composição da Mesa, ocupando a terceira e quarta secretaria, respectivamente.

O termo de posse foi lido pelo vereador Felipe Alves que assume pela primeira vez um cargo na Mesa Diretora. “É um novo desafio onde vamos unir esforços para que essa gestão seja transparente e austera”, disse.

A primeira vice-presidente diz que a escolha da nova Mesa Diretora foi feita com base no diálogo. “Construímos essa mesa no diálogo e já tínhamos uma interlocução muito forte nos debates. Sabemos a responsabilidade que é fazer parte da Mesa, o momento politico e econômico do estado e pretendemos fazer uma boa gestão para resgatar a imagem institucional da Câmara”, reforçou Nina Souza.

Perfil do novo presidente

Paulo Eduardo da Costa Freire é natural de Natal e assume aos 54 anos a Presidência da Casa para o biênio 2018/2019. Eleito para o primeiro mandato como vereador em 1992, pelo PMDB, ocupou a cadeira de presidente da Câmara por seis anos. Em 2002 o parlamentar foi para o PSB e se elegeu para o mandato de deputado estadual. Em 2008 foi vice-prefeito de Natal. Voltou à Câmara em 2012 e renovou o mandato para atual legislatura pelo partido Solidariedade, com 2.884 votos, integrando em 2018 o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Explosões em queima de fogos deixam 30 feridos em duas cidades do RN

Explosões em queima de fogos deixam 30 feridos em duas cidades do RN

Explosões nas queimas de fogos marcaram as viradas de ano nas cidades de Bom Jesus e Grossos, no Rio Grande do Norte. Ao todo, 37 pessoas precisaram de atendimento médico na madrugada desta terça-feira, todas com ferimentos leves, segundo os hospitais dos dois municípios.

Na cidade de Bom Jesus, que fica 54 quilômetros distante de Natal, a explosão assustou e dispersou quem acompanhava o show pirotécnico. O fato aconteceu após a queda de um suporte que segurava os fogos. Segundo o Hospital Maternidade Severina Azevedo de Oliveira, localizado na cidade, 30 pessoas deram entrada durante a madrugada desta terça-feira (1), com ferimentos leves, por conta do incidente. Algumas pessoas foram ao local apenas para se acalmarem depois do susto. Toda a equipe do hospital estava de plantão.

Os videos enviados ao G1 mostram o desespero das pessoas que acompanhavam a queima de fogos de perto, após o incidente acontecer.

Já em Grossos, cidade da Região Oeste do estado, a situação foi semelhante. Após a explosão, sete pessoas deram entrada no Hospital Municipal Flaviana Jacinta, todas também com ferimentos leves, e foram liberadas.

O Corpo de Bombeiros informou que não foi notificado das ocorrências nas duas cidades.

Fonte: G1RN

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