ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSA TERÇA-FEIRA

Por G1 — São Paulo

 


Confira o sorteio da Mega da Virada

Confira o sorteio da Mega da Virada

Os números da Mega da Virada foram sorteados na noite desta segunda (31), em São Paulo. O valor do prêmio é estimado em R$ 302,5 milhõesG1transmitiu ao vivo.

As dezenas sorteadas foram: 05 – 10 – 12 – 18 – 25 – 33.

O rateio ainda não foi divulgado pela Caixa. O prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso ninguém acerte os seis números, ele será dividido entre os apostadores que acertarem cinco dezenas, e assim por diante.

R$ 1 milhão por mês

Ainda segundo estimativa da Caixa, o prêmio do concurso pode render mais de R$ 1 milhão por mês, caso seja aplicado inteiramente na poupança. O valor é suficiente para comprar um carro popular por dia.

Neste ano, a Mega da Virada chega ao 10° sorteio. O primeiro deles ocorreu no dia 31 de dezembro de 2009, teve valor superior a R$ 144 milhões e duas apostas vencedoras.

Desde a criação do concurso, a Caixa já pagou R$ 2,8 bilhões em todas as faixas de premiação: somando sena, quina e quadra.

Fonte: G1

Ano Novo 2019: réveillon de Copacabana

Acompanhe a chegada do ano novo


RESUMO

  • Estacionamento em diversas ruas de Copacabana e Leme já está proibido
  • Bilhetes especiais do metrô estão esgotados; após as 19h, embarque só com os cartões com hora marcada
  • Avenida Atlântica está interditada para o tráfego de veículos
  • O cantor Marco Vivian é a primeira atração do palco principal
  • Serão 14 minutos de show de fogos embalados por música

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Narayanna Borges@narayannaborges

Banda de Ipanema, Patrimônio Cultural da Cidade, em Copacabana. @GloboNews @g1rio

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Narayanna Borges@narayannaborges

Multidão na Praia de Copacabana assistindo ao show da Banda de Ipanema. @GloboNews @g1rio

Nathalia Toledo@nathaliatoledo

Estamos no ar com o maior réveillon do mundo! Liga na @GloboNews!

Raoni Alves@RaoniA

Esperando um ano novo de muita luz e equilíbrio, a paulista Valéria Marinho, professora de ioga, colocou os amigos para fazer um breve alongamento nas areias de Copacabana antes da virada.

Patricia Teixeira@Paft1984

Grupo de meninos agride adolescente de 15 anos na areia de Copacabana para roubar celular. Atenção!!!

Calor provoca atendimentos médicos

Prefeitura fez 49 atendimentos até às 20h em Copacabana e encaminhou três pessoas para hospitais. Principalmente por mal estar, por causa do calor.

Patricia Teixeira@Paft1984

Músicas e marchinhas de carnaval com a Banda de Ipanema no palco de Copacabana

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Patricia Teixeira@Paft1984

Banheiros químicos sem fila por volta das 20h

Fonte: G1

Ano Novo 2019: réveillon da Avenida Paulista

Acompanhe a chegada de 2019


RESUMO

  • 1,7 milhão de pessoas são esperadas na festa de réveillon da Paulista nesta segunda-feira (31)
  • Shows começaram por volta de 17h40 desta segunda-feira; Gal Costa e Jorge Ben Jor são atrações confirmadas.

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G1 – São Paulo

@g1saopaulo

Diogo Nogueira chama o cantor Péricles ao palco. Agora os dois estão comandando a festa da virada na Av. Paulista.

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G1 – São Paulo

@g1saopaulo

Cantor Diogo Nogueira continua no palco animando o público que veio aqui para a Av. Paulista.

Público toma conta da Avenida Paulista para ver shows da festa de réveillon

Público toma conta da Avenida Paulista para ver shows da festa de réveillon (Foto: Reprodução/TV Globo)

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G1 – São Paulo

@g1saopaulo

Mulher canta “Deixa a vida me levar” na voz de Diogo Nogueira, que está animando o público na Av. Paulista

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G1 – São Paulo

@g1saopaulo

A festa da virada na Av. Paulista já começou — e tá animada! O cantor Diogo Nogueira está no palco agora

Público toma conta da Avenida Paulista para shows da festa de Ano Novo

Público toma conta da Avenida Paulista para shows da festa de Ano Novo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Público acompanha shows da Paulista da grade do palco

Público acompanha shows da Paulista da grade do palco (Foto: Ananda Migliano/O Fotográfico/Estadão Conteúdo)

Por Luiz Felipe Barbiéri e Guilherme Mazui, G1 — Brasília


Em 31 meses de governo, Temer editou 142 medidas provisórias — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

Em 31 meses de governo, Temer editou 142 medidas provisórias — Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República

Michel Temer encerrou nesta segunda-feira (31) os 2 anos e 7 meses de mandato de presidente da República com média de uma medida provisória (MP) publicada a cada 6 dias e meio. Temer deixa o comando do Palácio do Planalto nesta terça-feira (1º), quando passará a faixa presidencial para Jair Bolsonaro.

A média do emedebista é a maior desde 1995, quando se iniciou o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ao longo dos 31 meses de governo, Temer editou 142 medidas provisórias. O número é 39% maior do que as 102 MPs que a ex-presidente Dilma Rousseff publicou nos 31 primeiros meses de gestão – em média, uma MP a cada 9,1 dias.

Após a Constituição de 1988, somente José Sarney e Itamar Franco usaram o recurso mais vezes do que Temer. Itamar Franco fez, em média, uma MP a cada 5,7 dias, e Sarney, uma a cada 5,8 dias.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou, em média, uma MP a cada 6,8 dias, e Fernando Henrique Cardoso, uma a cada 7,8 dias.

Envio de MPs ao Congresso

Presidente Período Número de MPs Média
José Sarney 24 meses 125 Uma a cada 5,8 dias
Fernando Collor 31 meses 89 Uma a cada 10,4 dias
Itamar Franco 27 meses 142 Uma a cada 5,7 dias
Fernando Henrique Cardoso 96 meses 365 Uma a cada 7,8 dias
Luiz Inácio Lula da Silva 96 meses 419 Uma a cada 6,8 dias
Dilma Rousseff 62 meses e 11 dias 204 Uma a cada 9,1 dias
Michel Temer 31 meses 142 Uma a cada 6,5 dias

As medidas provisórias são recorrentemente utilizadas pelos presidentes da República porque os efeitos delas entram em vigor imediatamente após a publicação no “Diário Oficial da União”, antes mesmo de serem analisadas pelo Congresso Nacional.

Após 45 dias de tramitação no parlamento, uma medida provisória passa a trancar a pauta da Casa em que estiver tramitando. É justamente por isso que os parlamentares reclamam constantemente do envio de MPs – porque isso atrasa a análise de outros projetos.

O Legislativo têm até 120 dias para analisar as MPs, caso contrário, a matéria perde a validade. Para transformar uma medida provisória em lei, são necessários os votos de, pelo menos, 257 deputados e 41 senadores.

Durante o mandato, Temer foi alvo de duras críticas de deputados e senadores em razão do número de medidas provisórias que enviou ao Legislativo. Um dos principais críticos deste instrumento nos últimos anos foi o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Um dos principais integrantes da “tropa de choque” de Temer, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, justificou que o atual governo editou muitas medidas provisórias porque o período de Temer na Presidência foi curto.

“A verdade é que nosso governo foi curto, de dois anos e meio, com muito para fazer. E isso fez com que em muitos momentos nós lançássemos mão em função da urgência de medidas provisórias. Sei que não é o ideal, mas foi a maneira que nós encontramos de fazer o Brasil avançar”, argumentou Marun.

Entre as medidas provisórias enviadas pelo governo Temer ao Congresso com maior destaque estão a que liberou até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras e a que promoveu uma reforma no ensino médio.

Ao assumir o comando do Palácio do Planalto em 2016, o presidente editou medidas provisórias para reestruturar a Esplanada dos Ministérios. Ele também colocou em prática por meio de MP o auxílio financeiro ao Rio de Janeiro para despesas de segurança pública durante as Olimpíadas.

Outros projetos

Considerando-se todas as propostas enviadas ao Legislativo, o governo Temer encaminhou ao Congresso um total de 316 projetos em 31 meses de mandato. O levantamento foi feito com base em dados disponíveis no site da Secretaria de Governo.

G1 considerou o encaminhamento de projetos de lei, projetos de lei complementar, medidas provisórias, propostas de emenda à Constituição e projetos que abriram créditos adicionais para suprir despesas não previstas no Orçamento.

No mesmo intervalo de dois anos e sete meses, Dilma havia encaminhado ao Legislativo 273 propostas.

Temer assumiu o comando do Palácio do Planalto em maio de 2016, depois que o Senado abriu o processo de impeachment de Dilma, prometendo fortalecer as relações com o Congresso, desgastadas durante o governo da antecessora dele.

Aproveitando-se da base de apoio político formada durante as articulações pela queda da petista, Temer enviou logo no primeiro ano à frente do Planalto as duas propostas de emenda à Constituição (PEC) que apresentaria em todo o mandato, o mesmo número apresentado por Dilma.

Este é o tipo de matéria que exige o maior número de votos para ser aprovada. É necessário o apoio de pelo menos 308 deputados e 49 senadores, com votação em dois turnos em cada uma das casas legislativas (Câmara e Senado), para modificar a Constituição.

A base do governo no Congresso, porém, só aprovou uma delas: a que instituiu um teto para o crescimento dos gastos públicos. A outra PEC, que propõe uma reforma no sistema da Previdência, foi engavetada em fevereiro por falta de apoio na base aliada.

Veja outros projetos enviados por Temer ao parlamento:

  • Nos quase três anos em que comandou o país, Michel Temer encaminhou ao Legislativo 39 projetos de lei ordinária e outros três projetos de lei complementar. Neste grupo, estão matérias que instituíram o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados e do Distrito Federal e alteraram a legislação trabalhista. Dilma encaminhou ao Congresso 59 projetos de lei e outros 4 projetos de lei complementar
  • O governo Temer também enviou ao Legislativo 130 de Projetos de Lei de Créditos Suplementares e Especiais (PLN) para pedir autorização para despesas não computadas ou insuficientemente previstas na Lei de Orçamento. No mesmo período, Dilma enviou 106 projetos da mesma natureza

Por Gerson Camarotti


Nas conversas com integrantes do governo Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem deixado claro a prioridade que deve ser dada à Reforma da Previdência logo nos primeiros meses. Ele tem alertado que a aprovação de um texto consistente no primeiro semestre de 2019 dará a possibilidade de uma espécie de “voo de cruzeiro” para os próximos quatro anos de governo.

Mas também tem dito que um eventual adiamento dessa pauta pode ser fatal para os rumos econômicos do país, o que atingiria em cheio a popularidade do governo. É aquela velha máxima de um marqueteiro americano para explicar o sucesso ou fracasso de um governo: “É a economia, estúpido!”. E a aposta de Paulo Guedes é centrada nesta lógica.

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito com o discurso de combate à corrupção, contra o PT e de um enfrentamento ao crime organizado e ao crescimento da violência no país. Tem uma boa chance de ter resultado satisfatório nesse campo, principalmente no combate à corrupção. A própria escolha do ex-juiz Sérgio Moro para comandar a pasta da Justiça já foi um movimento simbólico de grande impacto para o seu eleitorado.

Mas toda essa expectativa positiva com o governo e a economia (como mostra a recente pesquisa Datafolha) pode sofrer uma reversão se a reforma da Previdência não for votada rapidamente. E, nesse ponto, a realidade se mostra mais difícil do que o discurso de campanha. Há resistência política no Congresso à reforma da Previdência de setores que apoiam o próprio Bolsonaro.

Paulo Guedes já disse internamente que quer aproveitar a tramitação da reforma da Previdência encaminhada pelo governo Temer para ganhar tempo. Há, sim, brecha legislativa para fazer essas modificações ao texto original.

Resolvendo a situação mais emergencial da Previdência, e criando uma expectativa futura, a equipe econômica pode contar com uma espécie de ciclo virtuoso: a atração de novos investimentos e a retomada mais consistente de crescimento. E ganharia tempo para apresentar uma segunda fase da reforma da Previdência, com a adoção do sistema de capitalização.

Esse é o cenário ideal. Mas caso haja dificuldade política de encaminhamento neste primeiro semestre da reforma da Previdência, o país poderá enfrentar um cenário extremamente adverso nos próximos quatro anos. Por isso, essa pauta será uma espécie divisor de águas do governo Bolsonaro.

Gerson Camarotti — Foto: Editoria de Arte / G1

Gerson Camarotti — Foto: Editoria de Arte / G1

Fonte: G1

 

PARA QUEM ACREDITA: confira dicas e simpatias para atrair fortuna, amor e muita felicidade em 2019

(Pai Ducho ensina dicas de prosperidade – Foto: Betto Jr/CORREIO)

O último dia de 2018 é nesta segunda-feira (31) e já tem muita gente preparando os detalhes da virada do ano. Mas, para quem pensa que esperar 2019 é algo simples, está muito enganado. É preciso pensar e lembrar de muita coisa, como a cor da roupa, as comidas que dão sorte, achar um mar para pular as sete ondas e outras simpatias e tradições que não escapam dos mais crentes.

Em Salvador não é diferente. A autônoma Ana Reis, 56, já separou o look branco e disse que, na família, todos são proibidos de usar trajes escuros na virada. “Eu não sei quando isso começou. Mas, fui criada assim, sempre usando branco, tanto na virada quanto no dia primeiro de janeiro, quando era aniversário de meu avô”, conta.

Nas comemorações do estudante Guilherme Spínola, 20, o que não faltam são simpatias. Questionado pelo CORREIO sobre quais as tradições que não podem faltar na virada, o jovem ficou até sem palavras. “Todo mundo aqui em casa tem uma superstição diferente. É tanta coisa que eu até me perco. Uma tia que sempre leva presente para Iemanjá, não levou em um ano e, quando pulou as ondas, perdeu os óculos. Depois ela disse que foi castigo. Todo mundo da família é supersticioso”, revela.

Guilherme afirmou, inclusive, que vai esperar 2019 ao lado dos amigos, e que ainda não definiram onde vai ser a ‘festa’. “Eu nem consigo mais acompanhar as decisões do grupo, porque tem gente que precisa ir na praia na madrugada, para pular as sete ondas; outras pessoas pulam as ondas no primeiro dia do ano. É muita coisas para organizar”, ressalta.

A moradora de Itapuã, Eliene Souza, 69, coleciona superstições e rolha de champagne. Isso mesmo! A cada virada, ela precisa guardar a rolha da bebida do brinde. Além disso, ela conta que gosta sempre de pular as sete ondas, chupar uvas e guardar a semente na carteira, comer uma romã e também guardar as sementes.

Bacharel em Direito, Vanessa Domingos, 25, é praticamente uma expert em simpatias de Ano Novo. Ela contou ao CORREIO que preserva tradições e incorpora novos hábitos a cada virada de ano. “Eu faço algumas conhecidas, como comer as doze uvas antes da virada, lentilha e pular ondas”, diz.

Mas, como nem sempre o clichê é suficiente, a estudante afirmou que adota outras táticas para atrair coisas boas no ano que vai chegar. “Procuro sempre comer algum alimento doce após a meia-noite, porque acredito que, se fizer isso, meu ano vai ser doce e tranquilo. Além disso, uso alguma peça de roupa dourada, por causa da fortuna e não como nada que ande para trás”, declarou.

Lua minguante

Um detalhe que foi lembrado por Vanessa é que o ano de 2019 vai chegar em uma terça-feira de lua minguante. Para a maioria das pessoas – inclusive para a repórter que vos escreve – este detalhe mal seria percebido. Mas, é importante prestar atenção na dica da estudante.

“A novidade é a lua minguante, quando você não deve pedir para atrair nada. Ou seja, na virada do ano, as pessoas devem evitar pedir dinheiro, saúde, felicidade. No lugar disso, elas devem pedir para banir das vidas a pobreza, tristeza, doenças e tudo mais que quiserem. A lua minguante é um período de banimento”, explicou.

Banho de folhas

Além de pedir o banimento das energias e coisas ruins, Pai Ducho de Ògún explicou que 2019 vai ser um ano regido por Ogum, responsável por trazer prosperidade, abrir caminhos, ao lado de Exú, além de permitir alegrias e felicidade.

“A previsão é um ano de fartura. A gente espera que os governantes não enganem os Orixás e cumpram o que têm prometido ao povo. O que a gente precisa e espera é mais empregos, mais educação e que as pessoas possam se sustentar e viver dignamente”, disse.

Pai Ducho de Ògún também afirmou que existem dois banhos que não podem faltar na virada e no novo ano. “É importante que, na noite de Réveillon, a pessoa busque água corrente para se banhar, para que seja feito o descarrego. Já no primeiro dia do ano, é necessário um banho de folha”, declarou.

Ele destacou que são inúmeros os tipos de banhos de folhas, entre eles os de “abre caminho”, “patchouli”, “banho de desata nó”, “vence batalha”. No entanto, como bem explicou Pai Ducho, “nenhuma água pode ser fervida, porque, se isso acontecer, a quentura quebra a força das folhas. Basta a água morna e as folhas”.

Mas, independente das tradições, crenças e superstições, todo mundo espera começar o novo ano com renovações e boas energias. Por isso, o CORREIO listou as principais dicas e superstições praticadas na virada do ano.

Confira abaixo:

Presentear Iemanjá: flores, velas ou qualquer outra oferenda na virada do ano faz com que todos os problemas sejam levados para o fundo do mar e devolvidos em forma de ondas, o que vai resultar em sorte para o novo ano;

Romã: a fruta é símbolo da fertilidade e da prosperidade. Para realizar a simpatia, corte a romã ao meio, escolha 3 (o número pode variar) sementes e segure-as entre os dentes até a meia-noite. Depois guarde as sementes envoltas em um papel durante todo o ano;

Lentilha na ceia: uma colher de lentilha na virada no ano significa fartura para os próximos meses, o que não significa apenas dinheiro, mas, sim, coisas boas e positivas em abundância;

Sete ondas: se for passar o Réveillon perto de uma praia, não hesite em pular as sete ondas tradicionais da virada. De acordo com a tradição grega, os mar tem o poder de renovar as energias;

Roupa branca: a tradição vem de rituais africanos e representa, além da purificação da alma, uma homenagem a Iemanjá;

Vinho em taça de cristal: o vinho, por ser feito de uva, é considerado uma bebida que traz fartura e prosperidade. E as taças de cristal representam a purificação da energia espiritual;

Evitar comer aves: as aves, por ciscarem para trás, são relacionadas a retrocesso, falta de positividade. Por isso, muitas pessoas preferem consumir peixes e outros alimentos na virada do ano;

Frutas secas ou cristalizadas: pêssego, figo e avelãs simbolizam sorte e fartura. Além delas, a uva também é sinônimo de positividade, mas, devem ser comidas doze delas, uma para cada mês, e os caroços guardados na carteira durante todo o ano.

Além do branco, outras cores também têm significados e tradições na passagem do ano.

Veja:

Amarelo: brilho, vida, esclarecimento, riqueza, conforto, iluminação, esperança;
Vermelho: coragem, amor, criatividade, desejo, sexualidade;
Azul: calma, tranquilidade, paz, relação com o divino, verdade, intelectualidade, confiança;
Verde: natureza, esperança, sorte, alegria, juventude, equilíbrio, saúde;
Laranja: fidelidade, consciência, prosperidade, alegria, sucesso;
Rosa: romance, paixão, resgate do feminino, suavidade, delicadeza;
Roxo: equilíbrio entre corpo e alma, espiritualidade, introspecção;
Cinza: estabilidade, serenidade, sabedoria;
Preto: proteção, poder, elegância, mistério.

Correio 24 horas

Procuradoria em Brasília convoca Palocci para delatar fundos de pensão

(Arquivo) Antonio Palocci, em Brasília, em 26 de janeiro de 2006 – ABR/AFP

A Procuradoria da República no Distrito Federal quer ouvir o ex-ministro Antonio Palocci (Governos Lula e Dilma/Fazenda e Casa Civil), delator da Operação Lava Jato, sobre ‘irregularidades nos fundos de pensão estatais’. A força-tarefa da Operação Greenfield pediu autorização ao juiz Danilo Pereira Júnior, da 12,ª Vara Federal de Curitiba – Execução Penal – para que Palocci se desloque a Brasília nos dias 7, 8 e 9 de janeiro.

Palocci foi condenado a 9 anos e 10 dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Em setembro de 2016, ele foi preso na Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. Para se livrar da prisão, ele fechou acordo de delação com a Polícia Federal, homologado pelo desembargador Gebran Neto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4).

No dia 29 de novembro, o ex-ministro deixou a prisão dois anos e três meses depois de detido para cumprir pena provisória em regime prisional semiaberto domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

A investigação da Greenfield mira ilícitos contra fundos de pensão – principalmente Funcef, Petros e Previ – , o FGTS e fraudes e desvios na Caixa.

A força-tarefa iniciou sua apuração em 2016, com a elaboração de um plano de investigação no começo daquele ano e a execução da operação em setembro. Em agosto de 2018, os procuradores informaram, em relatório à Procuradoria-Geral da República, que os potenciais prejuízos dos casos alvo da operação chegam a R$ 54 bilhões.

A Procuradoria relata ‘a existência de tratativa de se firmar um acordo de colaboração premiada’ com o ex-ministro.

O que Palocci disse à Polícia Federal sobre os fundos de pensão

À PF, o ex-ministro relatou suposta atuação criminosa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar o projeto de nacionalizar a indústria naval e arrecadar recursos para ‘quatro ou cinco’ campanhas do PT – em especial, a primeira eleição de Dilma Rousseff, em 2010 –, a reboque da descoberta do pré-sal.

Segundo o delator, Lula e Dilma teriam determinado indevidamente a cinco ex-dirigentes dos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobrás (Petros), indicados aos cargos pelo PT, que capitalizassem o ‘projeto sondas’. Cinco ex-dirigentes de fundos de pensão foram citados.

A operação financeira, que resultou na criação da Sete Brasil, em 2010, buscava viabilizar a construção no Brasil dos navios-sonda – embarcações que perfuram os poços de petróleo – para a Petrobrás explorar o pré-sal. A estatal anunciara em 2008 que precisaria de 40 equipamentos – no mundo, existiam menos de 100. “Dentro desse investimento, tinha todo ilícito possível”, afirmou o ex-ministro, em depoimento à PF.

Palocci citou ‘reuniões’ de Lula com os representantes dos fundos, ‘muitas vezes em conjunto’, outras separadamente. A delação forneceu à PF pistas para confirmação dos encontros, alguns em ‘reuniões oficiais’ com atas. O ex-ministro afirmou ter alertado Lula sobre os riscos, por não serem ‘atas de reuniões, mas sim relatos de ilícitos’.

O delator disse ter sido procurado por ex-dirigentes dos fundos, que demonstraram ‘preocupação’. “Eles pediam para que eu ajudasse a tirar a pressão do Lula e da Dilma para que eles pudessem ter tempo de avaliar o projeto e fazer (os investimentos) de forma adequada.”

Segundo Palocci, ‘o presidente reagia muito mal’. “Ele (Lula) falava ‘quem foi eleito fui eu, ou eles cumprem o que eu quero que façam ou eu troco os presidentes’.”

Isto É

 

Governo Bolsonaro: conheça os líderes estrangeiros que assistirão à posse do novo presidente

Netanyahu chegou ao Brasil no fim de semana e confirmou presença na posse de Bolsonaro — Foto: EPA

Mesmo com a ausência dos presidentes de Venezuela, Cuba e Nicarágua, chefes de Estado latino-americanos compõem a maioria dos líderes que confirmaram presença na posse de Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto nesta terça-feira, mantendo o padrão das últimas inaugurações de mandato presidencial no país.

A lista de autoridades, porém, deve destoar das anteriores pela presença dos líderes conservadores de Israel e da Hungria, além da fraca presença de mandatários africanos (confira a relação abaixo).

Segundo o Ministério de Relações Exteriores, 12 chefes de Estado afirmaram que participarão da cerimônia de Bolsonaro. O órgão não divulgou todos os nomes, citando questões de segurança.

Na primeira cerimônia posse de Dilma Rousseff, em 2011, houve 21 chefes de Estado; na segunda, 12. Lula recebeu dez chefes de Estado na cerimônia de 2003 e nenhum em 2007.

Líderes de esquerda

Integram o grupo que assistirá à posse de Bolsonaro os presidentes de sete países sul-americanos – incluindo os líderes de esquerda Evo Morales, da Bolívia, e Tabaré Vázquez, do Uruguai.

Os presidentes de Venezuela, Cuba e Nicarágua não foram convidados à cerimônia, segundo o futuro chanceler, Ernesto Araújo, que expôs divergências ideológicas com os três governos e os acusou de ditatoriais pelo Twitter.

Para Geraldo Zaran, professor de Relações Internacionais da PUC-SP, a presença de grande número de líderes sul-americanos na posse de Bolsonaro e de seus antecessores evidencia a importância do Brasil na região.

Ele afirma que o protagonismo do país também explica a vinda dos líderes da Bolívia e Uruguai, cujos países mantêm fortes laços econômicos com o Brasil e teriam optado por uma postura pragmática, apesar das divergências políticas com Bolsonaro.

O Brasil é o maior importador de produtos bolivianos e uruguaios e mantém fronteira com as duas nações.

Ensaio no Palácio do Planalto para a cerimônia de posse presidencial; evento deve contar com 12 chefes de Estado — Foto: Agência Brasil

Marcos Guedes, professor titular de Ciência Política e Relações Externas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), atribuiu a presença dos líderes de direita da Hungria e Israel a motivos ideológicos e econômicos.

“Imagino que Israel vê na aproximação com o governo brasileiro uma oportunidade para criar vínculos comerciais”, afirma.

A relação também interessa a Bolsonaro, que com o cortejo a Netanyahu acena a ao eleitorado evangélico brasileiro, simpático a Israel.

No fim de semana, o premiê disse que o presidente eleito assegurou que mudará a embaixada do Brasil em seu país de Tel Aviv para Jerusalém.

A troca brasileira representaria um reconhecimento da cidade como capital de Israel, o que pode provocar não apenas atritos com palestinos e países árabes, mas também reações da comunidade internacional, cuja posição é de que o status de Jerusalém deve ser decidido em negociações de paz entre israelenses e palestinos. Até agora, apenas EUA e Guatemala tomaram medida semelhante.

A vinda do líder húngaro, por sua vez, sinalizaria a busca por uma aliança política e econômica com o Brasil, segundo Guedes.

“A Hungria e outros membros da nova direita europeia têm se sentido constrangidos pela União Europeia por defenderem políticas que vão de encontro às europeias”, afirma. “A aproximação com o Brasil pode ser um canal de escape.”

Política externa para a África

Guedes destaca ainda a ausência, por ora, de confirmações entre líderes africanos – diferença significativa em relação às posses anteriores.

Quatro chefes de Estado africanos estiveram na primeira posse de Dilma Rousseff em 2011, e três participaram da segunda, em 2014.

Segundo o professor, as visitas refletiam a importância que a política externa petista dava à África, destino de investimentos brasileiros e vista como um baú de votos em organizações internacionais.

Com Bolsonaro, porém, o continente deve passar a ser encarado apenas segundo seu potencial econômico, afirma o analista.

Confira a lista de chefes de Estado que devem vir à posse nesta terça:

Argentina: Mauricio Macri

No posto desde 2015, o presidente e ex-empresário se elegeu com uma coalizão de partidos de direita e promoveu uma série de reformas fiscais no cargo. Hoje enfrenta uma crise econômica, com forte desvalorização do peso e alta inflação.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, só vai se encontrar com Jair Bolsonaro no próximo dia 16 de janeiro, duas semanas depois que ele assumir a Presidência do Brasil. Macri está de férias com a família na Patagônia, preparando-se para enfrentar um ano difícil, em que terá que zerar o déficit fiscal, reduzir a inflação anual de quase 45% e tentar se reeleger para um segundo mandato.

Na posse de Bolsonaro, nesta terça-feira(1), a Argentina será representada pelo ministro das Relações Exteriores, Jorge Faurie.

Bolívia: Evo Morales

Presidente desde 2006, o ex-líder sindical será um dos poucos líderes de esquerda na cerimônia. Em seu governo, a Bolívia cresceu em média 5% ao ano – maior índice da América do Sul. Ele conseguiu permissão da Justiça para concorrer a um quarto mandato em 2019, mesmo após um referendo realizado em 2016 ter rejeitado a possibilidade de uma nova reeleição.

Chile: Sebastián Piñera

Desde 2018, preside o país pela segunda vez, apoiado por uma coalizão de partidos de direita. Construiu uma fortuna como empresário e investidor, tendo participações em uma TV, um time de futebol e uma companhia aérea.

Colômbia: Iván Duque Márquez

Assumiu a Presidência em agosto como principal candidato da direita colombiana. Advogado, é afilhado político do ex-presidente Álvaro Uribe. Elegeu-se prometendo rever o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2016.

Hungria: Viktor Orbán

Primeiro-ministro desde 2010 e reeleito neste ano, é lider de um partido nacionalista e conservador. Considerado xenóbo e racista por críticos, defende barrar a entrada de muçulmanos na Hungria e na Europa.

Israel: Benjamin Netanyahu

Primeiro-ministro desde 2009, é líder do partido conservador Likud. É investigado por suspeitas de corrupção e tem perdido apoiadores no Parlamento, o que o fez antecipar a próxima eleição para abril. Adota linha dura no conflito com os palestinos.

Paraguai: Mario Abdo Benítez

Eleito em 2018 pelo conservador Partido Colorado, que governou o Paraguai na maior parte de sua história. É empresário, fez faculdade de Marketing nos EUA e foi paraquedista militar antes de entrar na política.

Peru: Martín Vizcarra

Vice-presidente na chapa eleita em 2016, assumiu o governo após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski (PPK), em meio a um escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht. Engenheiro, integra um partido conservador e liberal.

Uruguai: Tabaré Vázquez

Desde 2015, governa o país pela segunda vez. Médico, é um dos líderes da coalizão esquerdista Frente Ampla, também integrada pelo ex-presidente José Pepe Mujica e que está no poder desde 2005.

Outras autoridades confirmadas

Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, Ji Bingxuan, vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular (Parlamento chinês).

Países com chefes de Estado presentes em posses presidenciais anteriores
Dilma Rousseff, 2014: Guiné Equatorial, Uruguai, Bolívia, Países Baixos, Paraguai, Venezuela, Chile, Costa Rica, Suécia, Marrocos, Gana e Guiné-Bissau.

Dilma Rousseff, 2011: Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, El Salvador, Guatemala, Jamaica, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela, Guiné, Guiné-Bissau, Marrocos, Senegal, Coreia do Sul, Palestina, Catar, Bulgária, Portugal.

Luiz Inácio Lula da Silva, 2007: nenhum chefe de Estado foi convidado.

Luiz Inácio Lula da Silva, 2003: Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Portugal, Venezuela, Cuba, Suécia, Belize, Guiana.

G1, com BBC

 

PARA QUEM ACREDITA: confira dicas e simpatias para atrair fortuna, amor e muita felicidade em 2019

(Pai Ducho ensina dicas de prosperidade – Foto: Betto Jr/CORREIO)

O último dia de 2018 é nesta segunda-feira (31) e já tem muita gente preparando os detalhes da virada do ano. Mas, para quem pensa que esperar 2019 é algo simples, está muito enganado. É preciso pensar e lembrar de muita coisa, como a cor da roupa, as comidas que dão sorte, achar um mar para pular as sete ondas e outras simpatias e tradições que não escapam dos mais crentes.

Em Salvador não é diferente. A autônoma Ana Reis, 56, já separou o look branco e disse que, na família, todos são proibidos de usar trajes escuros na virada. “Eu não sei quando isso começou. Mas, fui criada assim, sempre usando branco, tanto na virada quanto no dia primeiro de janeiro, quando era aniversário de meu avô”, conta.

Nas comemorações do estudante Guilherme Spínola, 20, o que não faltam são simpatias. Questionado pelo CORREIO sobre quais as tradições que não podem faltar na virada, o jovem ficou até sem palavras. “Todo mundo aqui em casa tem uma superstição diferente. É tanta coisa que eu até me perco. Uma tia que sempre leva presente para Iemanjá, não levou em um ano e, quando pulou as ondas, perdeu os óculos. Depois ela disse que foi castigo. Todo mundo da família é supersticioso”, revela.

Guilherme afirmou, inclusive, que vai esperar 2019 ao lado dos amigos, e que ainda não definiram onde vai ser a ‘festa’. “Eu nem consigo mais acompanhar as decisões do grupo, porque tem gente que precisa ir na praia na madrugada, para pular as sete ondas; outras pessoas pulam as ondas no primeiro dia do ano. É muita coisas para organizar”, ressalta.

A moradora de Itapuã, Eliene Souza, 69, coleciona superstições e rolha de champagne. Isso mesmo! A cada virada, ela precisa guardar a rolha da bebida do brinde. Além disso, ela conta que gosta sempre de pular as sete ondas, chupar uvas e guardar a semente na carteira, comer uma romã e também guardar as sementes.

Bacharel em Direito, Vanessa Domingos, 25, é praticamente uma expert em simpatias de Ano Novo. Ela contou ao CORREIO que preserva tradições e incorpora novos hábitos a cada virada de ano. “Eu faço algumas conhecidas, como comer as doze uvas antes da virada, lentilha e pular ondas”, diz.

Mas, como nem sempre o clichê é suficiente, a estudante afirmou que adota outras táticas para atrair coisas boas no ano que vai chegar. “Procuro sempre comer algum alimento doce após a meia-noite, porque acredito que, se fizer isso, meu ano vai ser doce e tranquilo. Além disso, uso alguma peça de roupa dourada, por causa da fortuna e não como nada que ande para trás”, declarou.

Lua minguante

Um detalhe que foi lembrado por Vanessa é que o ano de 2019 vai chegar em uma terça-feira de lua minguante. Para a maioria das pessoas – inclusive para a repórter que vos escreve – este detalhe mal seria percebido. Mas, é importante prestar atenção na dica da estudante.

“A novidade é a lua minguante, quando você não deve pedir para atrair nada. Ou seja, na virada do ano, as pessoas devem evitar pedir dinheiro, saúde, felicidade. No lugar disso, elas devem pedir para banir das vidas a pobreza, tristeza, doenças e tudo mais que quiserem. A lua minguante é um período de banimento”, explicou.

Banho de folhas

Além de pedir o banimento das energias e coisas ruins, Pai Ducho de Ògún explicou que 2019 vai ser um ano regido por Ogum, responsável por trazer prosperidade, abrir caminhos, ao lado de Exú, além de permitir alegrias e felicidade.

“A previsão é um ano de fartura. A gente espera que os governantes não enganem os Orixás e cumpram o que têm prometido ao povo. O que a gente precisa e espera é mais empregos, mais educação e que as pessoas possam se sustentar e viver dignamente”, disse.

Pai Ducho de Ògún também afirmou que existem dois banhos que não podem faltar na virada e no novo ano. “É importante que, na noite de Réveillon, a pessoa busque água corrente para se banhar, para que seja feito o descarrego. Já no primeiro dia do ano, é necessário um banho de folha”, declarou.

Ele destacou que são inúmeros os tipos de banhos de folhas, entre eles os de “abre caminho”, “patchouli”, “banho de desata nó”, “vence batalha”. No entanto, como bem explicou Pai Ducho, “nenhuma água pode ser fervida, porque, se isso acontecer, a quentura quebra a força das folhas. Basta a água morna e as folhas”.

Mas, independente das tradições, crenças e superstições, todo mundo espera começar o novo ano com renovações e boas energias. Por isso, o CORREIO listou as principais dicas e superstições praticadas na virada do ano.

Confira abaixo:

Presentear Iemanjá: flores, velas ou qualquer outra oferenda na virada do ano faz com que todos os problemas sejam levados para o fundo do mar e devolvidos em forma de ondas, o que vai resultar em sorte para o novo ano;

Romã: a fruta é símbolo da fertilidade e da prosperidade. Para realizar a simpatia, corte a romã ao meio, escolha 3 (o número pode variar) sementes e segure-as entre os dentes até a meia-noite. Depois guarde as sementes envoltas em um papel durante todo o ano;

Lentilha na ceia: uma colher de lentilha na virada no ano significa fartura para os próximos meses, o que não significa apenas dinheiro, mas, sim, coisas boas e positivas em abundância;

Sete ondas: se for passar o Réveillon perto de uma praia, não hesite em pular as sete ondas tradicionais da virada. De acordo com a tradição grega, os mar tem o poder de renovar as energias;

Roupa branca: a tradição vem de rituais africanos e representa, além da purificação da alma, uma homenagem a Iemanjá;

Vinho em taça de cristal: o vinho, por ser feito de uva, é considerado uma bebida que traz fartura e prosperidade. E as taças de cristal representam a purificação da energia espiritual;

Evitar comer aves: as aves, por ciscarem para trás, são relacionadas a retrocesso, falta de positividade. Por isso, muitas pessoas preferem consumir peixes e outros alimentos na virada do ano;

Frutas secas ou cristalizadas: pêssego, figo e avelãs simbolizam sorte e fartura. Além delas, a uva também é sinônimo de positividade, mas, devem ser comidas doze delas, uma para cada mês, e os caroços guardados na carteira durante todo o ano.

Além do branco, outras cores também têm significados e tradições na passagem do ano.

Veja:

Amarelo: brilho, vida, esclarecimento, riqueza, conforto, iluminação, esperança;
Vermelho: coragem, amor, criatividade, desejo, sexualidade;
Azul: calma, tranquilidade, paz, relação com o divino, verdade, intelectualidade, confiança;
Verde: natureza, esperança, sorte, alegria, juventude, equilíbrio, saúde;
Laranja: fidelidade, consciência, prosperidade, alegria, sucesso;
Rosa: romance, paixão, resgate do feminino, suavidade, delicadeza;
Roxo: equilíbrio entre corpo e alma, espiritualidade, introspecção;
Cinza: estabilidade, serenidade, sabedoria;
Preto: proteção, poder, elegância, mistério.

Correio 24 horas

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Procuradoria em Brasília convoca Palocci para delatar fundos de pensão

(Arquivo) Antonio Palocci, em Brasília, em 26 de janeiro de 2006 – ABR/AFP

A Procuradoria da República no Distrito Federal quer ouvir o ex-ministro Antonio Palocci (Governos Lula e Dilma/Fazenda e Casa Civil), delator da Operação Lava Jato, sobre ‘irregularidades nos fundos de pensão estatais’. A força-tarefa da Operação Greenfield pediu autorização ao juiz Danilo Pereira Júnior, da 12,ª Vara Federal de Curitiba – Execução Penal – para que Palocci se desloque a Brasília nos dias 7, 8 e 9 de janeiro.

Palocci foi condenado a 9 anos e 10 dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Em setembro de 2016, ele foi preso na Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. Para se livrar da prisão, ele fechou acordo de delação com a Polícia Federal, homologado pelo desembargador Gebran Neto, relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4).

No dia 29 de novembro, o ex-ministro deixou a prisão dois anos e três meses depois de detido para cumprir pena provisória em regime prisional semiaberto domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

A investigação da Greenfield mira ilícitos contra fundos de pensão – principalmente Funcef, Petros e Previ – , o FGTS e fraudes e desvios na Caixa.

A força-tarefa iniciou sua apuração em 2016, com a elaboração de um plano de investigação no começo daquele ano e a execução da operação em setembro. Em agosto de 2018, os procuradores informaram, em relatório à Procuradoria-Geral da República, que os potenciais prejuízos dos casos alvo da operação chegam a R$ 54 bilhões.

A Procuradoria relata ‘a existência de tratativa de se firmar um acordo de colaboração premiada’ com o ex-ministro.

O que Palocci disse à Polícia Federal sobre os fundos de pensão

À PF, o ex-ministro relatou suposta atuação criminosa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar o projeto de nacionalizar a indústria naval e arrecadar recursos para ‘quatro ou cinco’ campanhas do PT – em especial, a primeira eleição de Dilma Rousseff, em 2010 –, a reboque da descoberta do pré-sal.

Segundo o delator, Lula e Dilma teriam determinado indevidamente a cinco ex-dirigentes dos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobrás (Petros), indicados aos cargos pelo PT, que capitalizassem o ‘projeto sondas’. Cinco ex-dirigentes de fundos de pensão foram citados.

A operação financeira, que resultou na criação da Sete Brasil, em 2010, buscava viabilizar a construção no Brasil dos navios-sonda – embarcações que perfuram os poços de petróleo – para a Petrobrás explorar o pré-sal. A estatal anunciara em 2008 que precisaria de 40 equipamentos – no mundo, existiam menos de 100. “Dentro desse investimento, tinha todo ilícito possível”, afirmou o ex-ministro, em depoimento à PF.

Palocci citou ‘reuniões’ de Lula com os representantes dos fundos, ‘muitas vezes em conjunto’, outras separadamente. A delação forneceu à PF pistas para confirmação dos encontros, alguns em ‘reuniões oficiais’ com atas. O ex-ministro afirmou ter alertado Lula sobre os riscos, por não serem ‘atas de reuniões, mas sim relatos de ilícitos’.

O delator disse ter sido procurado por ex-dirigentes dos fundos, que demonstraram ‘preocupação’. “Eles pediam para que eu ajudasse a tirar a pressão do Lula e da Dilma para que eles pudessem ter tempo de avaliar o projeto e fazer (os investimentos) de forma adequada.”

Segundo Palocci, ‘o presidente reagia muito mal’. “Ele (Lula) falava ‘quem foi eleito fui eu, ou eles cumprem o que eu quero que façam ou eu troco os presidentes’.”

Isto É

 

Governo Bolsonaro: conheça os líderes estrangeiros que assistirão à posse do novo presidente

Netanyahu chegou ao Brasil no fim de semana e confirmou presença na posse de Bolsonaro — Foto: EPA

Mesmo com a ausência dos presidentes de Venezuela, Cuba e Nicarágua, chefes de Estado latino-americanos compõem a maioria dos líderes que confirmaram presença na posse de Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto nesta terça-feira, mantendo o padrão das últimas inaugurações de mandato presidencial no país.

A lista de autoridades, porém, deve destoar das anteriores pela presença dos líderes conservadores de Israel e da Hungria, além da fraca presença de mandatários africanos (confira a relação abaixo).

Segundo o Ministério de Relações Exteriores, 12 chefes de Estado afirmaram que participarão da cerimônia de Bolsonaro. O órgão não divulgou todos os nomes, citando questões de segurança.

Na primeira cerimônia posse de Dilma Rousseff, em 2011, houve 21 chefes de Estado; na segunda, 12. Lula recebeu dez chefes de Estado na cerimônia de 2003 e nenhum em 2007.

Líderes de esquerda

Integram o grupo que assistirá à posse de Bolsonaro os presidentes de sete países sul-americanos – incluindo os líderes de esquerda Evo Morales, da Bolívia, e Tabaré Vázquez, do Uruguai.

Os presidentes de Venezuela, Cuba e Nicarágua não foram convidados à cerimônia, segundo o futuro chanceler, Ernesto Araújo, que expôs divergências ideológicas com os três governos e os acusou de ditatoriais pelo Twitter.

Para Geraldo Zaran, professor de Relações Internacionais da PUC-SP, a presença de grande número de líderes sul-americanos na posse de Bolsonaro e de seus antecessores evidencia a importância do Brasil na região.

Ele afirma que o protagonismo do país também explica a vinda dos líderes da Bolívia e Uruguai, cujos países mantêm fortes laços econômicos com o Brasil e teriam optado por uma postura pragmática, apesar das divergências políticas com Bolsonaro.

O Brasil é o maior importador de produtos bolivianos e uruguaios e mantém fronteira com as duas nações.

Ensaio no Palácio do Planalto para a cerimônia de posse presidencial; evento deve contar com 12 chefes de Estado — Foto: Agência Brasil

Marcos Guedes, professor titular de Ciência Política e Relações Externas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), atribuiu a presença dos líderes de direita da Hungria e Israel a motivos ideológicos e econômicos.

“Imagino que Israel vê na aproximação com o governo brasileiro uma oportunidade para criar vínculos comerciais”, afirma.

A relação também interessa a Bolsonaro, que com o cortejo a Netanyahu acena a ao eleitorado evangélico brasileiro, simpático a Israel.

No fim de semana, o premiê disse que o presidente eleito assegurou que mudará a embaixada do Brasil em seu país de Tel Aviv para Jerusalém.

A troca brasileira representaria um reconhecimento da cidade como capital de Israel, o que pode provocar não apenas atritos com palestinos e países árabes, mas também reações da comunidade internacional, cuja posição é de que o status de Jerusalém deve ser decidido em negociações de paz entre israelenses e palestinos. Até agora, apenas EUA e Guatemala tomaram medida semelhante.

A vinda do líder húngaro, por sua vez, sinalizaria a busca por uma aliança política e econômica com o Brasil, segundo Guedes.

“A Hungria e outros membros da nova direita europeia têm se sentido constrangidos pela União Europeia por defenderem políticas que vão de encontro às europeias”, afirma. “A aproximação com o Brasil pode ser um canal de escape.”

Política externa para a África

Guedes destaca ainda a ausência, por ora, de confirmações entre líderes africanos – diferença significativa em relação às posses anteriores.

Quatro chefes de Estado africanos estiveram na primeira posse de Dilma Rousseff em 2011, e três participaram da segunda, em 2014.

Segundo o professor, as visitas refletiam a importância que a política externa petista dava à África, destino de investimentos brasileiros e vista como um baú de votos em organizações internacionais.

Com Bolsonaro, porém, o continente deve passar a ser encarado apenas segundo seu potencial econômico, afirma o analista.

Confira a lista de chefes de Estado que devem vir à posse nesta terça:

Argentina: Mauricio Macri

No posto desde 2015, o presidente e ex-empresário se elegeu com uma coalizão de partidos de direita e promoveu uma série de reformas fiscais no cargo. Hoje enfrenta uma crise econômica, com forte desvalorização do peso e alta inflação.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, só vai se encontrar com Jair Bolsonaro no próximo dia 16 de janeiro, duas semanas depois que ele assumir a Presidência do Brasil. Macri está de férias com a família na Patagônia, preparando-se para enfrentar um ano difícil, em que terá que zerar o déficit fiscal, reduzir a inflação anual de quase 45% e tentar se reeleger para um segundo mandato.

Na posse de Bolsonaro, nesta terça-feira(1), a Argentina será representada pelo ministro das Relações Exteriores, Jorge Faurie.

Bolívia: Evo Morales

Presidente desde 2006, o ex-líder sindical será um dos poucos líderes de esquerda na cerimônia. Em seu governo, a Bolívia cresceu em média 5% ao ano – maior índice da América do Sul. Ele conseguiu permissão da Justiça para concorrer a um quarto mandato em 2019, mesmo após um referendo realizado em 2016 ter rejeitado a possibilidade de uma nova reeleição.

Chile: Sebastián Piñera

Desde 2018, preside o país pela segunda vez, apoiado por uma coalizão de partidos de direita. Construiu uma fortuna como empresário e investidor, tendo participações em uma TV, um time de futebol e uma companhia aérea.

Colômbia: Iván Duque Márquez

Assumiu a Presidência em agosto como principal candidato da direita colombiana. Advogado, é afilhado político do ex-presidente Álvaro Uribe. Elegeu-se prometendo rever o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2016.

Hungria: Viktor Orbán

Primeiro-ministro desde 2010 e reeleito neste ano, é lider de um partido nacionalista e conservador. Considerado xenóbo e racista por críticos, defende barrar a entrada de muçulmanos na Hungria e na Europa.

Israel: Benjamin Netanyahu

Primeiro-ministro desde 2009, é líder do partido conservador Likud. É investigado por suspeitas de corrupção e tem perdido apoiadores no Parlamento, o que o fez antecipar a próxima eleição para abril. Adota linha dura no conflito com os palestinos.

Paraguai: Mario Abdo Benítez

Eleito em 2018 pelo conservador Partido Colorado, que governou o Paraguai na maior parte de sua história. É empresário, fez faculdade de Marketing nos EUA e foi paraquedista militar antes de entrar na política.

Peru: Martín Vizcarra

Vice-presidente na chapa eleita em 2016, assumiu o governo após a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski (PPK), em meio a um escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht. Engenheiro, integra um partido conservador e liberal.

Uruguai: Tabaré Vázquez

Desde 2015, governa o país pela segunda vez. Médico, é um dos líderes da coalizão esquerdista Frente Ampla, também integrada pelo ex-presidente José Pepe Mujica e que está no poder desde 2005.

Outras autoridades confirmadas

Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, Ji Bingxuan, vice-presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular (Parlamento chinês).

Países com chefes de Estado presentes em posses presidenciais anteriores
Dilma Rousseff, 2014: Guiné Equatorial, Uruguai, Bolívia, Países Baixos, Paraguai, Venezuela, Chile, Costa Rica, Suécia, Marrocos, Gana e Guiné-Bissau.

Dilma Rousseff, 2011: Chile, Colômbia, Costa Rica, Curaçao, El Salvador, Guatemala, Jamaica, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela, Guiné, Guiné-Bissau, Marrocos, Senegal, Coreia do Sul, Palestina, Catar, Bulgária, Portugal.

Luiz Inácio Lula da Silva, 2007: nenhum chefe de Estado foi convidado.

Luiz Inácio Lula da Silva, 2003: Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Portugal, Venezuela, Cuba, Suécia, Belize, Guiana.

G1, com BBC

 

Novo governo: fusão e extinção de pastas deixam R$ 121 bilhões em aberto no Orçamento Federal

Ministério do Trabalho tem maior montante previsto no orçamento. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Os programas governamentais de ministérios que serão alvo de fusão ou extinção no governo de Jair Bolsonaro têm cerca de R$ 121 bilhões previstos no Orçamento de 2019. Mesmo ao desconsiderar iniciativas que devem ser mantidas, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, há pelo menos 25 programas com valores aprovados que mudarão de lugar na nova estrutura de governo, e podem ser relegados.

A lista inclui ações como a instalação de cisternas no Nordeste, o gerenciamento de riscos contra desastres naturais, o financiamento de projetos de planejamento urbano, obras de saneamento básico, programas de incentivo ao desenvolvimento da indústria e de proteção à segurança alimentar.

O atual Ministério do Trabalho, que será dividido entre as novas pastas da Economia e Justiça e Segurança Pública, tem o maior montante previsto no Orçamento, com um total de quase R$ 80 bilhões que têm destino incerto. Entre as ações com os maiores valores está a capacitação de trabalhadores.

Os programas estão discriminados na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019, aprovada no plenário do Congresso há duas semanas.

O valor de R$ 121 bilhões se refere a programas de investimento das 11 pastas que sofrerão mudanças – ou seja, desconsidera itens como a Previdência de servidores, manutenção dos ministérios e reservas de contingência. A lei aguarda a sanção presidencial, mas os valores não devem mudar substancialmente.

Bolsonaro deve ter bastante liberdade para decidir o futuro dos projetos, mesmo com os valores já aprovados. O Planalto poderá remanejar os programas de uma pasta para outra ou mesmo travar o repasse de recursos sem consultar o Legislativo. O Executivo não tem a prerrogativa de extinguir nenhum item do Orçamento sem permissão mas, segundo analistas, na prática a descrição dos programas é genérica e o governo pode gastar menos do que o previsto sem ter de dar explicações ao Congresso.

Flexibilidade

“Eu não diria que o governo vai ficar engessado”, disse o senador Waldemir Moka (MDB-MS), relator da LOA no Congresso, sobre a previsão de valores para pastas que devem ser aglutinadas. “Ele (governo) tem condição de remanejar e transferir. Tem algumas coisas que, se quiser alterar, vai precisar da autorização do Congresso Nacional, e quem vai fazer isso é o próximo Congresso. Na maioria, são novos deputados e novos senadores.”

Segundo Moka, a equipe de transição optou por fazer pedidos de alterações pontuais no Orçamento. Nenhuma mudança estrutural nos programas foi feita. A LOA foi aprovada, inclusive, com mais de R$ 2 bilhões em investimentos previstos para o Ministério da Segurança Pública, criado pelo presidente Michel Temer em caráter extraordinário, com prazo de validade.

A expectativa é de que o governo faça a reforma ministerial por meio de Medida Provisória, que tem força de lei a partir da publicação no Diário Oficial, nos primeiros dias após a posse. Depois, os programas já podem passar para novos ministérios.

Na avaliação do economista Raul Velloso, que foi secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento no governo José Sarney, a nova gestão pode optar por desidratar programas sem alterar a lei orçamentária e com pouca resistência no Congresso.

“Orçamento, no Brasil, não é impositivo. Ele é apenas um limite, o que quer dizer que você pode gastar menos do que tudo que está ali sem dar satisfação”, disse Velloso. “O Orçamento é muito genérico e, sendo genérico, cabe tudo ali. Você não precisa mexer muito para fazer uma ou outra coisa.”

Questionada, a assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não tem uma posição sobre a continuidade de programas dos ministérios que serão remanejados para a sua pasta como é o caso do Trabalho.

Vitrine. Ao longo de 2018, os programas das 11 pastas que agora perderão o status de ministério representaram investimento de R$ 183 bilhões. Algumas das ações dessas pastas tiveram recursos repassados, inclusive, por emendas parlamentares, que muitas vezes servem como “moeda de troca” por apoio de deputados e senadores a propostas do governo. Foi o caso de um programa de ampliação de espaços culturais (como museus, bibliotecas e cinemas) do Ministério da Cultura – que deve ser incorporado ao novo Ministério da Cidadania. Segundo o balanço do governo, mais de R$ 20 milhões foram repassados por meio de emendas nesse tipo de ação.

Balanço oficial de Temer faz alerta

Em documento elaborado pelo governo federal para prestar contas da gestão Michel Temer, um alerta sobre o efeito de cortes orçamentários nas políticas públicas foi incluído. O texto cita diminuição “aguda” de recursos do programa Água Para Todos, que apoia famílias com dificuldade de acesso a água potável.

“Tal situação coloca em risco sua atuação e a continuidade das intervenções de combate à seca e à estiagem, o que tem preocupado os responsáveis pela execução das tecnologias de acesso à água e atendimento à população”, diz o documento. “A cada ano os períodos de seca têm se prolongado e a dificuldade de acesso à água tem se tornado uma realidade, inclusive, da população urbana”, completa.

O texto foi publicado no site oficial do governo, com o nome Valeu Brasil, e foi usado pela equipe de transição. Os programas das áreas de segurança hídrica e alimentar estão entre as iniciativas que serão transferidas para novas pastas com a reforma ministerial – devem passar para o superministério de Desenvolvimento Regional.

Entre programas que serviram de vitrine para a última gestão, a maior parte está em alocada em pastas que perderão o status de ministério. Inaugurado no governo Temer, oCartão Reforma, do Ministério das Cidades, teve mais de R$ 135 milhões investidos neste ano, segundo o governo.

Já o Avançar, que substituiu o PAC da gestão Dilma Rousseff no incentivo à infraestrutura, tem investimentos totais da ordem de R$ 42 bilhões. A coordenação deve ser transferida do Ministério do Planejamento para a nova pasta da Economia.

Estadão

 

Temer não faz decreto, e salário mínimo fica em R$ 954 em vez de R$ 1.006

Imagem: Lucato/Getty Images/iStockphoto

O salário mínimo em 2019 permanecerá em R$ 954 até que o presidente Jair Bolsonaro publique um decreto para reajustar o piso das remunerações. Tradicionalmente, a publicação é realizada nos últimos dias do mês de dezembro, mas a assessoria do presidente Michel Temer informou que isso não ocorrerá.

A previsão anterior era de R$ 1.006, segundo estimativa divulgada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2019.

O salário mínimo é usado como referência para os benefícios assistenciais e previdenciários, como o abono salarial, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O que entra na conta

O salário mínimo é reajustado com base na inflação do ano anterior, levando em conta o INPC (no caso, o de 2018), mais o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, ou seja, de 2017.

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mede a variação de preços das famílias mais pobres, com renda mensal de um a cinco salários mínimos.

Além disso, foi acrescentado R$ 1,75 que ficou faltando no salário mínimo de 2018. Como o valor de R$ 954 foi definido no final de 2017, quando a inflação ainda não havia sido fechada, o reajuste do mínimo levou em consideração uma projeção, que acabou ficando abaixo do dado oficial.

Bolsonaro precisa definir nova regra

Em 2019, a fórmula atual de reajuste do salário mínimo será aplicada pela última vez. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem até 15 de abril para decidir se mantém a regra ou se muda.

O tema é espinhoso porque afeta diretamente as contas públicas, já que R$ 1 de aumento causa impacto de cerca de R$ 300 milhões nas despesas da União, segundo cálculos da equipe econômica.

PIB cresceu 1% em 2017

A atual regra de cálculo do salário mínimo, que leva em conta a inflação e o crescimento da economia de dois anos antes, é garantida por lei até 2019. Em 2017, o PIB cresceu 1%.

No caso de aposentados e pensionistas do INSS, a regra vale apenas para os que ganham até um salário mínimo. Quem ganha mais, recebe apenas o reajuste equivalente à inflação.

Mínimo deveria ser de R$ 3.674,77, diz Dieese

A lei que criou o salário mínimo foi assinada em 1936, pelo então presidente Getúlio Vargas. A legislação definiu o valor como a remuneração mínima devida ao trabalhador, capaz de satisfazer suas necessidades de alimentação, vestuário, habitação, higiene e transporte.

Porém, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), o valor está longe disso.

Em novembro, por exemplo, o Dieese calculou que o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.959,98. O valor é 4,15 vezes o salário atualmente em vigor.

UOL

A POSSE E O CARRO ABERTO: Bolsonaro irá ouvir recomendação da segurança sobre Rolls-Royce

Rafael Carvalho/Governo de Transição 30.12.2018

O presidente eleito Jair Bolsonaro não irá tomar uma decisão sozinho sobre o uso do Rolls-Royce, um carro aberto, durante o cortejo da posse presidencial nesta terça-feira (1º). Ele irá ouvir a recomendação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), responsável pela segurança do evento.

A interlocutores, Bolsonaro disse que o que a segurança recomendar, ele vai cumprir: “Não adianta ficar todo bonitão e tomar um tiro”. O carro aberto, no entanto, não está descartado. “Nós vamos até o último segundo com as duas possibilidades”. O presidente eleito ainda se recupera de um ataque à faca durante evento de campanha em Juiz de Fora em 6 setembro.

Neste domingo, em entrevista coletiva após o último ensaio da cerimônia de posse, o general Heleno, futuro ministro do GSI, disse que a decisão sobre o Rolls-Royce se chama: “Jair Messias Bolsonaro”, e que será tomada minutos antes da cerimônia de posse. O fato da decisão ser tomada de última hora faz parte da estratégia da segurança: “Ações de segurança têm caráter sigiloso”, disse o general Heleno ao ser questionado sobre a presença ou não de policiais à paisana armados entre a população.

Sobre o critério da recomendação do uso do Rolls-Royce e qual seria a posição do GSI, ele disse: “O critério chama-se Jair Messias Bolsonaro e se eu tivesse que aconselhar não faria na frente das câmeras”.

O general Sérgio Etchegoyen, atual ministro do GSI, minimizou a discussão sobre o uso do Rolls-Royce: “A decisão do carro aberto ou fechado, que é uma coisa menor, será decidida no dia 1º entre o general e o presidente Jair Bolsonaro. A cerimônia é o simples coroamento da festa da democracia para que o desejo de milhões de brasileiros se concretize. Não vamos reduzir a festa a carro aberto ou fechado”.

O carro aberto não será o único momento em que Jair Bolsonaro estará mais exposto, ao ar-livre, durante a cerimônia. Ele também irá subir a rampa do Congresso Nacional e a rampa do Palácio do Planalto, além de passar as tropas em revista na saída do Congresso e receber a faixa e falar no parlatório no Palácio do Planalto, virado para a Praça dos Três Poderes. O Rolls-Royce é, portanto, apenas uma pequena parte da cerimônia, mas tem, no imaginário, o peso do atentado sofrido pelo presidente americano Jonh F. Kennedy, assassinado a tiros enquanto desfilava em um carro aberto, a limousine presidencial, em Dallas, em novembro de 1963.

A segurança de toda a posse foi reforçada em função do atentado sofrido por Bolsonaro em setembro e pelas ameaças que ele ainda enfrenta. Os acessos à Esplanada dos Ministérios estão mais restritos à população e a jornalistas que farão a cobertura, na comparação com as posses de Fernando Henrique, Lula e Dilma. O número de policiais, de atiradores de elite e de outros instrumentos de segurança também foi aumentado.

Coluna do Fraga – R7

Fonte: Blog do BG

 

LOCAIS

Confira os feriados no RN em 2019, e faça a sua programação

Veja abaixo feriados nacionais, e ainda no Estado e na capital potiguar.

1º de janeiro: Confraternização Universal (terça-feira)

6 de janeiro: Santos Reis (domingo)

5 de março: Carnaval (terça-feira)

19 de abril: Sexta-feira Santa

21 de abril: Tiradentes (domingo)

1º de maio: Dia Mundial do Trabalho (quarta-feira)

20 de junho: Corpus Christi (quinta-feira)

07 de setembro: Independência do Brasil (sábado)

03 de outubro: Mártires de Cunhaú e Uruaçu (quinta-feira)

12 de outubro: Nossa Senhora Aparecida (sábado)

02 de novembro: Finados (sábado)

15 de novembro: Proclamação da República (sexta-feira)

21 de novembro: Nossa Senhora da Apresentação (quinta-feira)

25 de dezembro: Natal (quarta-feira)

 

Fonte: Blog do BG

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