ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSA SEGUNDA-FEIRA

Por G1

 

Diplomação de Bolsonaro. Moro defende apuração sobre depósitos suspeitos. As acusações de abuso sexual contra João de Deus. Posse antecipada na crise de Roraima. Impasse no Brexit. E os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

INTERNACIONAIS

Impasse no Brexit

Para evitar uma derrota no Parlamento britânico, a premiê Theresa May adiou a votação do acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, que seria amanhã. Ainda não há data para uma nova votação do acordo do Brexit. Independente disso, o governo afirma que o Reino Unido deve deixar a UE em 29 de março de 2019.

‘Coletes amarelos’

O presidente francês Emmanuel Macron fez seu primeiro discurso desde o início dos protestos dos ‘coletes amarelos’, e anunciou um aumento de 100 euros no salário mínimo, que é de 1.200 euros. Ele também disse que horas extras não serão taxadas e pediu que empresas paguem bônus de fim de ano, que serão isentos de impostos.

Declaração dos Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, criada pela Organização das Nações Unidas, completou 70 anos. O documento foi criado para proteger o ser humano após a 2ª Guerra. O papa Franciso se manifestou pelo Twitter, e disse que a pessoa humana “é um valor em si” e sujeito de “direitos inalienáveis”.

Menina síria Maya Merhi é clicada brincando com outras crianças após aprender a andar com próteses — Foto: Aaref Watad/AFP

Menina síria Maya Merhi é clicada brincando com outras crianças após aprender a andar com próteses — Foto: Aaref Watad/AFP

Fonte: G1

 

NACIONAIS

Bolsonaro diplomado

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, recebe da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, o diploma que o habilita a assumir a Presidência — Foto: Evaristo Sá/AFP

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, recebe da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Rosa Weber, o diploma que o habilita a assumir a Presidência — Foto: Evaristo Sá/AFP

A partir de 1º de janeiro serei o presidente de todos, dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade, ou religião”
— Jair Bolsonaro, presidente eleito

Bolsonaro e o general Mourão foram diplomados como presidente da República e vice em cerimônia no TSE. Em discurso, Bolsonaro prometeu governar para todos, e falou também de novas tecnologias e afirmou que ‘poder popular não precisa mais de intermediação’. A diplomação oficializa o resultado das eleições e é obrigatória antes da posse, em 1º de janeiro.

Depósitos suspeitos

Após denúncias de relatório do Coaf sobre movimentações consideradas suspeitas na conta do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, o futuro ministro da Justiça Sérgio Moro defendeu a apuração do caso. Ele também afirmou que não cabe a ele falar sobre as suspeitas e que Jair Bolsonaro já prestou esclarecimentos. Fabrício José de Carlos Queiroz teria movimentado mais de R$ 1,2 milhão e depositou R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Acusações contra João de Deus

Ministério Público criou uma força-tarefa para investigar as denúncias contra o médium João de Deus por abuso sexual. Os casos foram revelados na madrugada de sábado pelo programa ‘Conversa com Bial’. Desde a exibição das entrevistas, mais de 200 mulheres afirmaram ter sofrido violência sexual. Há relatos de casos que teriam ocorrido entre a década de 1980 até outubro do ano passado. O médium, um dos mais famosos do Brasil, nega as acusações.

Plano de morte

Polícia decifrou uma carta e descobriu um plano de uma fação criminosa para matar o promotor que combate a atuação do grupono interior de SP e o coordenador dos presídios da região oeste. A mensagem estava com mulheres que visitaram presos em Presidente Prudente. Associação do Ministério Público repudiou conteúdo.

Estado crítico

Em novo episódio da crise de Roraima, o presidente Michel Temer afimou que não haverá bloqueio da entrada de venezuelanos no país após o início da intervenção federal no estado. A frase contraria o novo interventor, o governador eleito Antonio Denarium, que prometeu restringir a migração do país vizinho. A intervenção federal em Roraima tenta amenizar os efeitos de uma crise desencadeada por problemas de gestão, falência do sistema prisional e denúncias de corrupção.

Sem médicos

Cidades em situação de extrema pobreza no Amazonas não tiveram interessados no programa Mais Médicos. Jutaí e Juruá foram os municípios do país que não atraíram profissionais. Há dois anos, Jutaí ficou conhecida nacionalmente depois que um médico improvisou uma garrafa pet no lugar de máscara de oxigênio em bebê internada.

Prefeito preso

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), foi preso em um desdobramento da operação Lava Jato. Ele é suspeito de desviar R$ 10 milhões dos transportes e de cobrar propina das empresas. Ele nega.

Teve isso também

Fonte: G1

Moraes nega três pedidos de Dilma para anular impeachment

O ministro Alexandre de Moraes negou três pedidos de Dilma Rousseff para anular o processo de impeachment de 2016.

A defesa da ex-presidente questionava o ato da Câmara que abriu o processo e a tipificação do Senado das pedaladas como crime de responsabilidade.

O Antagonista

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Após vazamento de dados, Google antecipa fim da rede social Google+

O Google anunciou hoje (10) que vai antecipar o fechamento definitivo da rede social Google+ para abril de 2019 após ter detectado uma nova falha de segurança, que expôs dados de 52,5 milhões de usuários.

“Com a descoberta deste novo erro de software, decidimos acelerar o encerramento do Google+ de agosto para abril de 2019”, disse o vice-presidente de Gestão de Produto do Google, David Thacker.

“Apesar de reconhecermos que há implicações para os desenvolvedores, queremos garantir a proteção de nossos usuários. Começamos o processo de notificar os afetados pela decisão”.

Nomes, endereços de e-mail, emprego e idade de 52,5 milhões de usuários foram expostos a desenvolvedores por um erro do sistema do Google+, mesmo que a conta fosse configurada como privada.

As informações ficaram expostas entre 7 de novembro, quando o Google lançou uma atualização com o erro, e o dia 13 do mesmo mês, data em que o problema foi detectado e corrigido.

O Google+ foi lançado em 2011 e nunca conseguiu cumprir seu objetivo original, que era competir com o Facebook.

EFE

Ex-ministro de Lula e Dilma defende diálogo do PT com PSDB

Após defender a formação de uma frente de oposição ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, “deslocada um pouco para a direita”, o ex-chanceler Celso Amorim (PT) afirmou que há espaço para conversar com o PSDB durante a gestão de Bolsonaro.

Ele citou o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB), que declarou voto em Fernando Haddad no segundo turno da eleição presidencial, como uma das pessoas que o PT poderia chamar para dialogar. “Se for chamar o PSDB, o Goldman, por exemplo, há espaço em que podemos concordar e há espaço em que vamos discordar”. Ele ponderou que a formação de uma frente não faz o PT abrir mão de posições contrárias a medidas como a reforma da Previdência a ser proposta pelo futuro governo.

Anteriormente, o ex-chanceler condicionou a sobrevivência do PT no governo Bolsonaro a uma ampliação de alianças. “No momento, o País exige uma frente ampla democrática em que a linha divisória vai ter que se deslocar um pouco para a direita porque, se não, nós não sobreviveremos”, disse.

A declaração sobre a frente ampla foi dada durante conferência internacional organizada pelo PT e pela Fundação Perseu Abramo, braço teórico do partido, em São Paulo. Amorim foi criticado por um integrante do partido e procurou explicar sua defesa. “Não estou dizendo de maneira nenhuma que nós devemos abdicar das nossas lutas contras as reformas trabalhista e previdenciária, agora, não há como negar que, quando você tem uma ameaça fascista, acho que a luta pela liberdade passa a ser absolutamente essencial”, declarou.

MST

Ao comentar a morte de dois militantes do Movimento dos Sem Terra (MST) na Paraíba, Amorim afirmou que o episódio é um prenúncio do que pode ocorrer no Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro, o qual ele classificou como de extrema direita.

Na noite de sábado, dois integrantes do movimento foram mortos a tiros no interior de um acampamento, no município de Alhambra, a 45 quilômetros de João Pessoa, capital da Paraíba. “É um prenúncio terrível do que pode vir a ocorrer com um governo de extrema direita no Brasil. Essas coisas já ocorriam mesmo em outras situações, mas poderão ocorrer de maneira muito mais grave, mais ampla, se elas ficarem impunes”, disse ele.

Estadão Conteúdo

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TAPETÃO? Sport denuncia suposta irregularidade no Ceará para evitar rebaixamento

última rodada do Brasileirão aconteceu no dia 2 de dezembro, mas o campeonato ainda não acabou. Rebaixado para a Série B, o Sport enviou nesta segunda-feira uma notícia de infração ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pedindo a perda de pontos do Ceará pela escalação irregular do lateral-esquerdo Ernandes.

Na semana passada, a Ponte Preta levantou a suspeita de que o jogador estaria usando um documento falso e protocolou uma notícia de infração contra o Goiás no STJD. Ernandes atuou em 31 partidas na Série B do Brasileiro e, caso a Procuradoria entenda que o clube goiano teve culpa, a última vaga no G4 ficaria com os paulistas.

Alertado pela Ponte Preta, o Sport também protocolou a notícia de infração assinada pelo presidente Arnaldo Barros, mas pedindo punição ao Ceará. Isso porque, antes de se transferir para o Goiás, Ernandes defendeu o clube cearense na primeira rodada do Brasileirão – vitória sobre o Santos por 2 a 0.

A diretoria rubro-negra espera que o Ceará seja punido com a perda dos três pontos e, se isso acontecer, o Sport escaparia do rebaixamento para a Série B. O time pernambucano terminou na 17ª colocação, com 42 pontos, enquanto os cearenses ficaram na 15ª colocação, com 44.

A expectativa é que a Procuradoria do STJD se posicione sobre o caso ainda nesta semana e, se a denúncia for arquivada, o Sport já pediu ao Procurador Geral para fazer um reexame da matéria de infração.

Estadão Conteúdo

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MP Eleitoral ingressa com ação contra governador por abuso de poder político e econômico

Uma ação de investigação judicial eleitoral (Aije) foi impetrada pelo Ministério Público Eleitoral contra o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Mesquita de Faria; seu candidato a vice na última eleição, Sebastião Filgueira do Couto; o prefeito de Santo Antônio, Josimar Custódio Ferreira, e mais quatro integrantes e ex-integrantes da gestão de Robinson Faria.

Eles deverão responder por abuso de poder político e econômico, a partir de irregularidades que foram alvo de ações eleitorais anteriores, como o uso promocional de programas sociais – “restaurante popular”, “café do trabalhador” e “sopa cidadã” – e a doação de duas ambulâncias no município de Santo Antônio.

Também são temas da Aije as propagandas do governo em outdoors no anel viário do aeroporto de São Gonçalo, assim como a inauguração de leitos de UTI no Hospital Regional de Currais Novos (embora ainda não estivessem em funcionamento), a veiculação de publicidade institucional do Detran e finalmente os gastos elevados com publicidade institucional em pleno ano eleitoral.

Além dos candidatos e do prefeito, são alvos da ação ainda o secretário estadual de Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), Francisco Vagner Gutemberg de Araújo; o assessor de Comunicação do Governo do RN, Pedro Ratts de Ratis; o ex-secretário de Saúde Pedro de Oliveira Cavalcanti Filho; e sua esposa e possível assessora da Secretaria de Saúde, Ana Valéria Barbalho Cavalcanti. Os sete podem ser submetidos à pena de inelegibilidade pelo prazo de oito anos.

“Todas essas ações e procedimentos preparatórios eleitorais evidenciam, de forma inconteste, o uso indevido de programas sociais, órgãos e bens públicos pelo investigado em benefício de sua candidatura à reeleição”, resume a procuradora regional eleitoral, Cibele Benevides, autora da Aije.

Ilícitos – Em relação aos programas sociais, foi constatada uma ampliação incomum não só dos investimentos, em pleno ano eleitoral, como também o uso publicitário das ações envolvendo tais programas, sobretudo a inauguração dos chamados restaurantes populares. Informações da própria Sethas apontaram que, em 2018, foram inauguradas 41 novas unidades desses restaurantes (e outros 20 em fase implantação). Em 2017 foram somente 18, em 2016 apenas dois e, em 2015, nenhum.

Isso tudo apesar de o cenário de crise ter se acentuado desde 2014 e sempre com ampla divulgação nas redes sociais do governo e do próprio Robinson Faria. Já no que diz respeito às ambulâncias, o então secretário de Saúde Pedro Cavalcanti e sua esposa, Ana Valéria Cavalcanti, estiveram em Santo Antônio em 25 de agosto, já dentro do período de campanha, para realizar a doação de dois desses veículos, promovendo a candidatura do chefe do executivo estadual.

Nas imagens da solenidade, o prefeito Josimar Custódio usa camisa da cor da campanha do governador e faz com as mãos, junto dos demais presentes, o número 55, exatamente o do candidato. “(…) não se tratou de um simples ato institucional ou regular de governo, mas foi realizada em circunstâncias de exaltação e favorecimento à então candidatura do governador”, destaca o MP. Em postagens na sua rede social, Valéria utilizou a hashtag #todoscomrobinson55.

De forma semelhante, o governador inaugurou leitos de UTI no Hospital Mariano Coelho, em Currais Novos, embora o serviço não estivesse em funcionamento. Houve divulgação no site do governo, com repercussão nos perfis do instagram e facebook, fazendo uso promocional do evento em prol do chefe do Executivo. Para o MP, a atitude evidencia “a má-fé do investigado, mas também a promoção indevida de sua candidatura, por meio de divulgação de falsa propaganda”.

Outdoors

Outro ponto da Aije trata da fixação de nove outdoors no anel viário que leva ao aeroporto de São Gonçalo do Amarante, com intenção promocional e já em período vedado. A inauguração do anel viário ocorreu em 4 de julho, porém os outdoors permaneceram após 7 de julho, quando não seriam mais legalmente aceitos. Ressaltando o que seria a “maior obra viária da história do RN” ou a “obra do século”, os outdoors – na avaliação do MP Eleitoral – tinham o “inevitável efeito de promover pessoalmente o candidato às custas de recursos públicos”.

Somado aos demais fatos, o governador ainda veiculou publicidade institucional em período vedado, por meio do Departamento de Trânsito e utilizando televisão, rádio e outdoor eletrônico. Robinson chegou a ser condenado ao pagamento de multa pela justiça eleitoral. Além disso, houve um elevado uso de recursos financeiros em publicidade por parte do estado, “a despeito de atualmente encontrar-se em grave crise econômica e financeira, inclusive com atraso nos pagamentos dos salários e 13ª salário dos servidores estaduais”.

Foram destinados R$ 5,4 milhões em publicidade institucional somente no primeiro semestre de 2018. “Ou seja, mesmo inserido num contexto calamitoso, em segurança, saúde e funcionalismo público, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, presidido pelo investigado Robinson Faria, optou por gastar milhões de reais com publicidade institucional, não somente de forma contrária à legislação eleitoral, mas também com claro intento promocional em favor da sua candidatura”.

A Aije foi protocolada sob o número 0601608-90.2018.6.20.0000, confira a íntegra.

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Ministério Público investiga assessores de Flávio Bolsonaro e de outros 21 deputados do Rio

O Ministério Público do Estado do Rio investiga movimentações atípicas em contas bancárias de assessores de 22 deputados estaduais do Estado, detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Um dos parlamentares cujos auxiliares estão sob investigação é o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro. O ex-assessor do parlamentar Fabrício José Carlos de Queiroz, de acordo com relatório produzido pelo Coaf na Operação Furna da Onça, movimentou, de 1 de janeiro de 2016 a 31 de janeiro de 2017, R$ 1,2 milhão.

O Ministério Público Federal também teve acesso ao relatório do Coaf há cerca de seis meses, mas não encontrou indícios de envolvimento dos deputados citados no relatório com o esquema desmantelado por sua investigação em conjunto com a Polícia Federal. A investigação aborda crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e de mão de obra terceirizada, principalmente no Detran-RJ. Por não ter competência legal para investigar deputados estaduais por crimes não federais, essa parte ficou com o MPRJ.

O assessor Queiroz, que atuava como segurança e motorista, foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro em 15 de outubro deste ano. Ele também é policial militar. O Coaf detectou que da sua conta saíram recursos depositados em nome da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O relatório também cita que foram detectadas na conta transações envolvendo dinheiro em espécie, embora Queiroz exercesse atividade cuja “característica é a utilização de outros instrumentos de transferência de recurso”. Também foram achados depósitos de outros assessores de Flávio na conta de Queiroz.

O nome do ex-assessor consta da folha de pagamento da Alerj de setembro com salário de R$ 8.517. Ele era lotado com cargo em comissão de Assessor Parlamentar III, símbolo CCDAL-3, no gabinete de Flávio Bolsonaro. Conforme o relatório do Coaf, ele ainda acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar. Ele é subtenente da corporação e passou para a reserva.

O Coaf informou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco. A instituição considerou que são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do ex-assessor parlamentar.

Defesa

O deputado Flávio Bolsonaro afirmou no sábado, 8, ter ouvido de Fabrício de Queiroz uma explicação para a movimentação atípica, mas se recusou a revelá-la.

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou ter feito um empréstimo de R$ 40 mil a Queiroz, que teria feito o pagamento na conta de sua mulher Michelle. Ele e o ex-assessor teriam se conhecido em 1984, em um curso no Exército. Anos depois, o hoje presidente eleito o indicou para ser assessor de Flávio.

O assessor Queiroz não comenta o caso.

Estadão Conteúdo

Fonte: Blog do BG

Por G1 RN


Depoimentos aconteceram no Fórum Miguel Seabra, me Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Depoimentos aconteceram no Fórum Miguel Seabra, me Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Prestaram depoimento na Justiça nesta segunda-feira (10) os dois delatores da operação Dama de Espadas, que apurou desvio de R$ 4,4 milhões da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, através de pagamento de servidores fantasmas por meio de cheques salários. Atualizados, os valores chegariam a R$ 9,3 milhões.

A ex-procuradora da Assembleia, Rita das Mercês, e o filho dela, Gutson Reinaldo, que são réus e fecharam acordo de delação premiada, prestaram depoimento durante todo dia. Ela, pela manha e ele, pela tarde, no Fórum Miguel Seabra Fagundes, Zona Sul de Natal. Os dois confirmaram tudo o que disseram nas delações.

Rita das Mercês reafirmou que o atual governador do Estado, Robinson Faria, lhe pedia que o esquema de fantasmas lucrasse, pelo menos, R$ 100 mil por mês, entre 2006 e 2010. Faria ocupava à época a presidência da Casa Legislativa potiguar.

Ela disse ainda que retirava para si a quantia de R$ 2 mil mensais. A ex-procuradora falou que não tinha quantidade fixa de funcionários fantasmas. O quantitativo desses servidores que não trabalhavam, incluídos por ela indevidamente na folha de pagamento, dependia da quantia de dinheiro que era pretendida pelos participantes do esquema. O somatório dos salários tinha que ser igual ao montante.

Em seu depoimento à Justiça, Gutson Reinaldo disse que ele era responsável por arrecadar parte dos salários dos funcionários dessa folha de fantasmas, e esse dinheiro seria destinado a agentes políticos. Gutson também afirmou novamente que depois da operação Dama de Espadas chegou a ser ameaçado e que até hoje tem medo.

O delator reafirmou em juízo que, no início da operação, foi procurado por duas pessoas que ofereceram vantagens em troca do silêncio dele. Uma delas ofertou R$ 50 mil e estaria a mando do então presidente da Assembleia, Ricardo Motta.

Além de Gutson e Rita, foram interrogadas outras quatro pessoas: um ex-marido de Rita das Mercês, um cunhado e um sobrinho dele, e ainda o então gerente-geral da agência do banco Santander da Assembleia Legislativa.

Todos acusados de se beneficiarem de alguma forma do esquema de funcionários fantasmas. Os depoimentos retomam nesta terça-feira (11), às 9h.

Réus

A Justiça aceitou em maio de 2017 a denúncia do MP contra 24 pessoas. Dentre elas, Rita das Mercês, o Gutson Johnson Reinaldo Bezerra, a ex-secretária particular dela, Ana Paula de Macedo Moura Fernandes, e José de Pádua Martins, o ex-marido de Rita.

De acordo com o MP, ao lado de outros denunciados, eles “constituem o núcleo de uma organização criminosa que atuou no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte no período de 2006 a 2015, que desviou recursos públicos mediante a inserção de fraudulenta de pessoas na folha de pagamento do órgão legislativo e outras forma de desvios”.

Segundo a defesa de Rita das Mercês, a ré tem evitado sair de casa e prefere se manter reservada para evitar pressões de servidores, deputados e outros políticos que ela delatou. Deputados e outros políticos com fórum privilegiado não são réus nessa ação de primeira instância.

Operação Dama de Espadas

A operação Dama de Espadas foi deflagrada em agosto de 2015. De acordo com o Ministério Público, os desvios dos cofres da AL podem passar de R$ 4,4 milhões. Ainda segundo informações do Ministério Público, a associação criminosa era composta por servidores públicos do órgão com o auxílio de um gerente do banco Santander.

Os envolvidos no esquema criaram uma folha salarial suplementar só com funcionários fantasmas, para ficar com o dinheiro dos salários.

Eles utilizavam “cheques salários” como forma de pagamento, para desviar recursos em benefício próprio ou de terceiros. Os cheques eram sacados, em sua maioria, pelos investigados ou por outros não beneficiários, com irregularidade na cadeia de endossos ou com referência a procurações, muitas vezes inexistentes.

A então procuradora-geral da Assembleia Legislativa, Rita das Mercês, e a assessora direta dela, Ana Paula Macedo Moura, foram presas durante a operação, mas foram soltas por força de um habeas corpus três dias depois.

 Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Orquestra Sinfônica e Madrigal da UFRN iniciam turnê na Itália — Foto: Divulgação

Orquestra Sinfônica e Madrigal da UFRN iniciam turnê na Itália — Foto: Divulgação

A música potiguar atravessa o oceano para a turnê “UFRN 60 anos na Itália: Orquestra Sinfônica e Madrigal”, que começou no sábado (8) e segue até a quinta-feira (13) em solo europeu. O Madrigal da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) iniciou a série de apresentações em missa solene na basílica de São Pedro, no Vaticano, onde ecoaram canções sacras de compositores norte-rio-grandenses, em especial do carnaubense Felinto Lúcio Dantas e do natalense Mário Tavares. Do primeiro foram executados o Pai-Nosso e o Tantum Ergo, e do segundo foi realizada a estreia mundial da sua Ave-Maria.

O Madrigal e a Orquestra Sinfônica da UFRN (OSUFRN) fazem apresentação conjunta nesta terça-feira, 11, na embaixada brasileira em Roma, e quarta-feira (12), em audiência geral com a presença do papa Francisco, no Vaticano. O encontro com o pontífice acontece no dia de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina, cuja comemoração contará com um repertório de música brasileira, entre elas a primeira execução completa da peça Regina Coeli, do compositor e professor da UFRN Danilo Guanais.

Na quinta-feira (13), a turnê encerra com apresentação da OSUFRN na província de Frosinone, no Conservatório Licinio Refice, dentro do quadro de cooperação entre as instituições por meio do programa Erasmus de mobilidade acadêmica. O repertório desse momento será mesclado entre as músicas brasileira e italiana, inclusive com a participação de estudantes locais.

Fonte: G1RN

Servidor que atirou em promotores será julgado nesta terça-feira em Natal

Guilherme Wanderley Lopes da Silva atirou em três promotores, feriu dois na sede do Ministério Público e terá sua pena decretada no fórum

Divulgação

Na sede do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Guilherme Wanderley atirou nos promotores

O servidor público Guilherme Wanderley Lopes da Silva, que em março de 2017 abriu fogo contra o então procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis; o procurador adjunto Jovino Pereira Sobrinho; e o promotor Wendell Beethoven Ribeiro Agra, será julgado na manhã desta terça-feira, 11, no Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes, a partir das 8h.

Na sede do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Guilherme Wanderley atirou nos promotores. Errou o tiro em Rinaldo Reis, mas acertou Jovino Pereira Sobrinho e Wendell Beethoven, que sobreviveram.

A presidente em exercício da Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (Ampern), Juliana Limeira Teixeira, disse nesta segunda-feira, 10, que espera que se faça Justiça aos promotores, que sofreram um atentado em pleno exercício da profissão.

O advogado Gabriel Bulhões Nóbrega Dias, que defende os interesses dos promotores de Justiça, acredita que o servidor Guilherme Wanderley Lopes da Silva será culpado por tentativa de homicídio e deverá cumprir pena em regime fechado.

Guilherme é servidor concursado do Ministério Público desde 2001 e queria que o então procurador Rinaldo Reis se exonerasse. Ele jogou uma carta sobre a mesa do procurador com suas exigências e abriu fogo em sequência.

Os três promotores voltaram às atividades normais, mas o trauma do atentado persiste, principalmente porque a tentativa de assassinato se deu dentro da própria sede do Ministério Público e em pleno horário de trabalho. Nesta terça-feira, o plenário do júri será aberto, depois haverá o sorteio dos jurados, a oitiva das testemunhas de acusação, depois as de defesa. “Até o momento o acusado não se pronunciou”, disse o advogado Gabriel Bulhões Nóbrega Dias, que defende os promotores.

Fonte: Agora RN

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