ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSA QUINTA-FEIRA

Por G1

 

A nova ministra de Bolsonaro. Palocci complica Lula. A prisão que chacoalhou o mercado financeiro. Gaga no Globo de Ouro. Um rolê pela Comic Con. E a cor de 2019.

INTERNACIONAIS

Chacoalhão no mercado

prisão da herdeira da fabricante chinesa Huawei alterou o humor dos mercados internacionais e colocou mais lenha na já tensa relação comercial entre EUA e China. O governo americano pediu a extradição da diretora da empresa de tecnologia, presa no Canadá acusada de ter violado sanções dos EUA ao Irã. O governo chinês quer sua libertação. No Brasil, o dólar fechou a R$ 3,87 e a bolsa caiu 1,3%.

O G1 explica

A adoção de barreiras comerciais entre China e EUA causa temores sobre o impacto na economia global. Quem perde, quem ganha e como fica o Brasil no meio dessa guerra comercial? Saiba mais aqui.

Agora os estudantes

O governo francês desistiu de subir o preço dos combustíveis, mas os protestos continuam. Mais de 700 estudantes foram presos hoje, durante manifestações contra a reforma na educação. Quase 280 escolas de ensino médio foram bloqueadas no país. E vem mais por aí: os ‘coletes amarelos’ prometem um novo protesto em Paris no sábado. Museus, lojas e a torre Eiffel ficarão fechados.

Os indicados

Foram anunciados os concorrentes do Globo de Ouro 2019. “Vice” concorre a melhor filme musical ou comédia e lidera com 6 indicações. “Bohemian Rhapsody”, “Pantera Negra” e “Nasce uma estrela” também foram lembrados. Lady Gaga concorre como melhor atriz. Veja a lista completa de séries e filmes indicados.

Fonte: G1

NACIONAIS

Mulher, Família e Direitos Humanos

 — Foto: Arte/G1

— Foto: Arte/G1

A advogada e pastora evangélica Damares Alves chefiará o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo Bolsonaro. Assessora do senador Magno Malta, Damares também ficará com a Funai. Na 1ª entrevista, ela disse ser contra o aborto e defendeu que homens e mulheres tenham salários iguais.

Palocci depõe

O ex-ministro Antonio Palocci disse em depoimento à Justiça que Lula beneficiou montadoras em troca de dinheiro para seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva. A compra de medidas provisórias é investigada na Operação Zelotes, em que o ex-presidente é réu por corrupção passiva. A defesa de Lula diz que Palocci mente e tenta “atacar a honra e a reputação” do ex-presidente.

123 anos

A ação mais antiga do Brasil foi julgada hoje no STJ, que decidiu: o Palácio Guanabara, sede do governo do RJ, pertence à União. A família imperial pedia a devolução do imóvel ou indenização. Pensa que acabou? Ainda cabe recurso, e o processo continua.

Tesouro escondido

Um grupo de arqueólogos encontrou no Centro de São Paulo pelo menos 7 esqueletos da época da escravidão, enterrados entre 1775 a 1858. A área abrigava um prédio até o início do ano, que foi demolido para a construção de um novo empreendimento. Saiba mais sobre a descoberta, revelada com exclusividade pelo G1. Assista ao vídeo:

Escavação arqueológica traz à tona primeiro cemitério público de SP

Escavação arqueológica traz à tona primeiro cemitério público de SP

A cor de 2019

Pantone escolhe 'Living Coral' como a cor de 2019 — Foto: Reprodução

Pantone escolhe ‘Living Coral’ como a cor de 2019 — Foto: Reprodução

O tom alaranjado aí de cima é a cor de 2019, segundo a Pantone, empresa referência em controle e especificação de cores. A “Living Coral” já apareceu em desfiles de moda e modelos do iPhone.

Paraíso geek

Prepare o cosplay! Começou hoje em SP a Comic Con Experience, feira que traz os principais destaques e lançamentos dos quadrinhos, de filmes e séries. Em seu estande, o grupo Globo anunciou lançamentos e séries originais para o Globoplay. A instalação reproduz o cenário de “Ilha de Ferro”.

Estande de empresas do Grupo Globo na CCXP — Foto: Fabio Tito/Divulgação

Estande de empresas do Grupo Globo na CCXP — Foto: Fabio Tito/Divulgação

Os ingressos para o sábado estão esgotados, mas ainda há entradas para amanhã e domingo. Não quer perder nada? Mostramos como localizar as principais atrações no vídeo abaixo:

O G1 te leva para dar um passeio na Comic Con Experience 2018

O G1 te leva para dar um passeio na Comic Con Experience 2018

Também teve isso…

Fonte: G1

Criador do Escola sem Partido quer mudar proposta na Câmara

Foto: Jornal Livre

O fundador do movimento Escola sem Partido, o procurador de Justiça de São Paulo Miguel Nagib, foi à Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (6) pedir que o relator do projeto de lei que recebeu o mesmo nome, deputado Flavinho (PSC-SP), retire do texto a proibição para tratar de questões de gênero nas escolas.

Hoje haveria mais uma tentativa de votação do substitutivo apresentado por Flavinho na comissão especial que discute a matéria na Câmara, mas isso não ocorreu. Nagib, então, encontrou o parlamentar no plenário da Casa e teve com ele uma breve conversa no café do local. A intenção era ter uma reunião formal, mas o deputado embarcaria em voo para São Paulo.

“O substitutivo tem artigos que se contradizem; está errado, não pode ficar assim. Eu acho que essa lei não pode proibir conteúdos, nem questão de gênero, ela deve estabelecer que seja qual for o conteúdo, ele tem que ser apresentado sem dogmatismo, sem proselitismo, que são abordagens próprias da religião”, disse Nagib à Agência Brasil.

O tempo está cada vez mais apertado para que o projeto seja aprovado na atual legislatura, o que é o desejo daqueles que são favoráveis ao texto. Já aqueles que são contrários, querem que o projeto seja arquivado, o que ocorrerá caso a aprovação na comissão especial não seja ainda este ano. Nagib acredita que a supressão do artigo que trata de gênero vai facilitar a aprovação.

Nagib explica que o próprio substitutivo estipula, no Artigo 2º, que o Poder Público “não se imiscuirá no processo de amadurecimento sexual dos alunos nem permitirá qualquer forma de dogmatismo ou proselitismo na abordagem das questões de gênero”.

Depois, ressaltou o procurador, o texto apresenta uma contradição, no artigo 6º, quando diz: “A educação não desenvolverá políticas de ensino, nem adotará currículo escolar, disciplinas obrigatórias, nem mesmo de forma complementar ou facultativa, que tendam a aplicar a ideologia de gênero, o termo ‘gênero’ ou ‘orientação sexual’.”

Após a conversa, deputado Flavinho disse que irá analisar a possibilidade de mudança na redação, mas que não abre mão da proibição de que escolas tratem de orientação sexual. “Questão de orientação sexual, questões de gênero, que são questões filosóficas, ideológicas, não são permitidas de serem tratadas no ambiente escolar, se não for de forma científica. Como não há ciência sobre isso, ele [o substitutivo] impõe uma limitação para o trato da questão”, diz.

Ele acrescenta, no entanto, que não há proibição “de se tratar de questões da sexualidade, dentro do ambiente próprio, da faixa etária própria. Não há nenhuma proibição como essa no substitutivo”.

Discussões acaloradas

As discussões do projeto de lei que conta com o apoio do presidente eleito, Jair Bolsonaro, têm sido acaloradas na Câmara dos Deputados. São frequentes os bate-boca tanto entre parlamentares quanto entre manifestantes pró e contra o texto que acompanham as sessões.

O embates ultrapassam o Congresso Nacional. No país, são diversos os movimentos de ambos os lados. Do lado favorável, estudantes têm sido incentivados a gravarem aulas de professores e pais a denunciarem os docentes. Do lado contrário, no mês passado, o Ministério Público Federal expediu recomendações para pôr fim a ações arbitrárias contra professores. Entidades educacionais também se mobilizaram criando o movimento Escola com Diversidade e Liberdade e lançando um Manual de Defesa contra a Censura nas Escolas.

O projeto de lei surge para evitar que professores usem do espaço da sala de aula para doutrinar os estudantes. Um dos pontos controversos, no entanto, é que não está claro o que poderia ser enquadrado nessa doutrinação.

Para Nagib, a ciência tem que ser prioridade na sala de aula e os assuntos devem se tratados dos mais diversos pontos de vista. “Onde houver mais de um ponto de vista relevante, contemplado pela bibliografia, o aluno tem direito de saber, não é justo professor suprimir, omitir do estudante, uma perspectiva que tem peso”.

Segundo Nagib, os professores têm o dever, por exemplo, de ensinar a teoria da evolução aos alunos. “Caso um aluno fale que acredita em criacionismo, o professor tem que, respeitosamente, dizer que isso não é ciência, é religião. ‘Você tem todo o direito de acreditar nisso e não pode ser ridicularizado, mas o que eu tenho o dever de ensinar a você é a teoria da evolução’”, defende e é taxativo: “Quando um professor vai com camiseta com Lula ou do Bolsonaro, esta é uma prática ilegal”.

O posicionamento de Nagib, no entanto, não é consenso entre os apoiadores. Alguns acreditam que gênero não deve ser abordado nas escolas de maneira nenhuma, como defende Flavinho, ou que criacionismo deve ser lecionado.

Contrário à proposta, o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que representa diversos movimentos educacionais, Daniel Cara, diz que, se aprovado, o projeto irá “prejudicar gravemente a qualidade da educação”, disse, acrescentando: “Porque um professor não vai conseguir lecionar sob um tribunal ideológico ou moral. Ele não vai conseguir lecionar sob o medo. Vai tornar o ambiente escolar tão instável, que mesmo os professores que são conservadores vão começar a atuar contra o Escola sem Partido. Isso já está acontecendo”.

Agência Brasil

Comissão aprova salário e licença-maternidade para quem adotar adolescentes

O direito de receber salário e licença-maternidade para quem adotar ou obtiver guarda judicial de adolescentes, previsto no Projeto de Lei do Senado (PLS) 143/2016, foi aprovado nessa terça-feira (4) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O projeto, do senador Telmário Mota (PTB-RR), garante os benefícios nos casos de adoção de adolescentes de qualquer idade até os 18 anos. A proposta será agora analisada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Pela legislação atual (Lei 8.213, de 1991), o direito aos auxílios só é concedido nos casos de adoção de crianças de até 12 anos. O texto estende para os adotantes de adolescentes a garantia ao salário-maternidade durante 120 dias (cerca de quatro meses) e da licença-maternidade por igual período, ou até seis meses para as servidoras públicas.

Na CAE, a proposta foi relatada pela senadora Rose de Freitas (Pode-ES), favorável ao projeto. Para ela, o texto é um avanço da legislação para “eliminar a discriminação entre mãe natural e mãe adotiva e, ainda, conceder igualdade de tratamento entre filhos biológicos e adotivos”.

Tramitação

A matéria estava em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde recebeu voto favorável da relatora, senadora Regina Sousa (PT-PI). Um requerimento do senador licenciado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), contudo, solicitou que o texto também fosse apreciado na CAE.

Segundo Regina, as definições da proposta encontram amparo na Constituição Federal, visto que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem o direito à convivência familiar e comunitária. A senadora afirmou ainda em seu relatório que o projeto implica despesa futura “praticamente nula” diante dos benefícios individuais e sociais que produz.

“Tal ato de amor e de solidariedade deve receber do Estado a melhor e a maior proteção jurídica possível, pois gera para o adolescente uma esperança de vida em família, longe dos riscos e da vulnerabilidade social que é inerente à juventude, com amplo benefício à sociedade e ao próprio Estado”, argumentou.

O projeto receberá decisão terminativa na CAS, ou seja, caso seja aprovado na comissão e não houver recurso para votação em Plenário, seguirá para a análise da Câmara dos Deputados.

Agência Senado

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DISPUTA MULHERES: Pabllo Vittar fica na frente de Deborah Secco e Sabrina Sato na lista de ‘mais sexy de 2018’

Fotos: Reprodução/Intagram/Montagem

Surpresa na disputa das mulheres brasileiras mais sexy de 2018 na eleição feita pela revista “Isto é gente”, Pabllo Vittar ficou na 13ª posição do ranking, segundo o resultado divulgado nesta quarta-feira. Na lista das 25 mais do ano, a famosa drag queen aparece na frente de nomes como Deborah Secco (17ª colocada), Giovanna Ewbank (18ª), Giovanna Lancellotti (20ª), Giovanna Antonelli (21ª), Taís Araújo (23ª), Flávia Alessandra (24ª) e Sabrina Sato (25ª).

O primeiro lugar na disputa que contou com milhares de votos na internet ficou com a funkeira Tati Zaqui, seguida por Paolla Oliveira, Bruna Marquezine, Lívia Andrade, Marina Ruy Barbosa, Cleo Pires, Flávia Pavanelli, IZA, Anitta, Fluvia Lacerda, Isis Valverde e Juliana Paes.

A campeã Tati Zaqui comemorou a vitória com um texto no Instagram falando de aceitação. “Ganhamos com mais de 73 mil votos! Meninas, nós, magrinhas, podemos, sim! Quantas vezes nessa vida já ouvi piada por ser magra demais? Nem por isso deixo que as coisas me abalem. Eu danço mesmo, mostro mesmo, fotografo nua mesmo. Porque eu me amo, sim. E se eu mudo ou deixo de mudar algo em meu corpo, é quando sinto vontade e não por pressão de uma sociedade hipócrita que criou voz através da internet”, desabafou.

A funkeira Tati Zaqui venceu a disputa da mulher mais sexy de 2018 Foto: Reprodução/Instagram

A lista

Confira a lista das 25 mulheres mais sexy de 2018:

1) Tati Zaqui

2) Paolla Oliveira

3) Bruna Marquezine

4) Lívia Andrade

5) Marina Ruy Barbosa

6) Cleo Pires

7) Flávia Pavanelli

8) Iza

9) Anitta

10) Fluvia Lacerda

11) Isis Valverde

12) Juliana Paes

13) Pabllo Vittar

14) Camila Queiroz

15) Carol Nakamura

16) Erika Januza

17) Deborah Secco

18) Giovanna Ewbank

19) Ana Clara

20) Giovanna Lancellotti

21) Giovanna Antonelli

22) Luísa Sonza

23) Taís Araújo

24) Flávia Alessandra

25) Sabrina Sato

Extra O Globo

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‘Casamento homoafetivo é um direito adquirido’, diz futura ministra de Direitos Humanos, vítima de violência sexual aos 6 anos

Foto: Reprodução / Youtube

A futura ministra de Direitos Humanos, Damares Alves , tem uma filha indígena, é pastora da Igreja Quadrangular e trabalha como assessora no Congresso Nacional há mais de 20 anos, sempre próxima da bancada evangélica.

Damares foi anunciada nesta quinta-feira como ministra da nova pasta criada: Mulher, Família e Direitos Humanos, que também será responsável pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Em entrevista ao GLOBO, ela afirmou que homens e mulheres não são iguais, que é preciso inserir transexuais no mercado de trabalho e que o casamento homoafetivo é um direito adquirido. Afirmou também que é defensora dos indígenas.

Em uma visita ao gabinete de transição na semana passada, Damares foi convidada a assumir um órgão de Direitos Humanos e Mulheres, que ainda não se sabia se seria ou não ministério. Ela aceitou o convite após conversar com seu chefe, o senador Magno Malta (PR-ES).

Como se deu sua militância pelos direitos humanos?

São anos na estrada na defesa da infância. A cada momento da minha vida, encontrei um grupo de crianças mais vulnerável que o outro. Nasci no Paraná, mas me criei entre Sergipe e Bahia. Em Aracaju, comecei com meninos e meninas de rua, por volta de 1984. Fui professora desde muito cedo. Estava em sala de aula há quinze anos, já, e trabalhava com a primeira infância. Às vezes o aluno não vinha porque algo tinha acontecido. “Meu irmão morreu”, “meu irmão está preso”. Eram meninos que estavam na rua. Militei algum tempo no movimento Meninos de Rua, atendendo meninos que estavam se prostituindo, cheirando cola.

E depois?

Fui embora para São Paulo para fazer (faculdade de) direito e lá eu continuei trabalhando, mas mais focada no menor dependente químico e nas mulheres. No final de 1987, fui trabalhar com mulheres camponesas e pescadoras. Tenho uma história de muita intimidade e identificação com a história delas. São mulheres sofridas, que apanharam de maridos, foram agredidas na infância, trabalharam desde cedo.

Como foi a agressão que a senhora sofreu na infância?

Sofri uma violência sexual aos seis anos. A partir daí, tão logo comecei a trabalhar, decidi defender crianças, proteger os vulneráveis. Sou educadora e pastora, em 1991 me tornei advogada e passei a usar o direito para buscar a proteção de direitos. Essa foi a minha história até vir para o Congresso Nacional, onde eu vim fazer essa abordagem nos bastidores com os parlamentares. Eu ia para a rua brigar pelos meninos, mas ainda não tínhamos o Estatuto da Criança e do Adolescente. Então eu ajudei a construir e aperfeiçoar essa legislação. Achei que o Legislativo poderia ser uma seara em que eu pudesse ajudar a construir leis protetivas, leis punitivas com quem agride. No Legislativo, encontrei as crianças indígenas, que são uma causa especial para mim, assim como as crianças ciganas e os povos tradicionais.

De que igreja a senhora é pastora?

Sou pastora da Igreja Quadrangular. Meu pai é pastor Quadrangular e minha igreja me ordenou pastora. Eu sou obreira licenciada, o que os fiéis chamam de pastora. Mas hoje estou na Igreja Batista Lagoinha. É uma igreja com um trabalho social incrível, no Brasil e no mundo, e pela identificação com o projeto, acabei ficando com essa igreja.

Qual sua principal bandeira para o ministério?

Com toda a minha militância, a gente percebe que, na sociedade, temos os “invisíveis”. Eu gostaria muito de trazer para o protagonismo dessa história de direitos humanos os invisíveis, que são os ciganos, a mulher ribeirinha, a mulher seringueira, cortadora de cana, que cata siri, que quebra coco, que colhe açaí. Essas mulheres de mãos calejadas não estão no protagonismo e as políticas públicas nem sempre chegam nelas. Temos mais de um milhão no ciganos no Brasil. Esse povo é lindo, é incrível, e está invisível, sofre preconceito e discriminação.

E os transexuais?

É essencial ter um diálogo com a travesti que está na rua, que está se prostituindo. Será que está lá por opção, ou porque não ingressam no mercado de trabalho? Gostaria muito de conversar sobre isso. Tenho encontrado travestis dotados de uma inteligência extraordinária e com o corpo machucado. O corpo na rua sendo machucado. Será que não está na hora de a gente começar a ver esse ser, que foi por tantos anos discriminado, e se perguntar: por que para o travesti sobra só a prostituição? Por que só esse caminho, por que não trazer eles para as universidades?

A senhora é a favor da legalização da prostituição?

Não. Prostituição não dignifica ninguém. Não tenho nenhum problema com a prostituta, mas quem consome mulher na prostituição pra mim é predador. Então eu quero muito pensar nessa prostituta como um ser humano que precisa de dignidade. Elas sofrem, apanham na rua. Não tem glamour, tem dor e sofrimento. Nem todas as mulheres são “Uma Linda Mulher”. Estou na rua com elas eu sei como é chorar com elas, levar sopa, cobertor. Meu sonho é um mundo em que ninguém precisasse vender o corpo, que a mulher tivesse o corpo respeitado.

Qual sua opinião sobre a discussão da identidade de gênero?

Eu tenho uma posição muito forte em relação à teoria de gênero. É uma teoria furada, sem nenhuma comprovação científica. Nós temos que lutar pela igualdade de direitos civis entre homens e mulheres. Eu não quero nenhuma mulher ganhando menos que um homem ou sendo preterida por ser mulher, ou sendo enterrada viva por ser mulher, o que acontece no Brasil. Mas homens e mulheres não são iguais. E isso eu tenho certeza. Mulher é mulher, homem é homem. É muito ruim dizer que somos iguais, porque eu não consigo carregar um saco de cimento nas costas, e o homem que está do meu lado não consegue fazer todas as coisas que eu faço ao mesmo tempo.

A senhora já está enfrentando críticas por ter dito que a mulher nasceu para ser mãe.

Mas a mulher nasceu para ser mãe, porque nasceu com útero. Nesse planeta Terra, a fêmea nasce com útero para gerar. Então eu não menti. A mulher nasce para ser mãe. Se ela não quer ser mãe, é uma opção dela, mas a mulher nasceu, sim, para ser mãe. Isso é tão instintivo, da natureza humana, que mesmo aquelas que não querem ser mães vão dizer “puxa, eu podia ter sido mãe”. Então a veia salta dizendo que é direito da mulher não querer ser mãe. Eu concordo, mas é uma luta contra a natureza humana. Quem manda são as regras biológicas, que nos fizeram com peito, útero, ovário e trompas, para gerar.

Então o papel da mulher é procriar, e do homem é ganhar o pão?

É raça humana. O homem é protetor, provedor, cuidador. Mas a raça humana mudou. Então a gente briga com a natureza. A civilização está mudando e a gente tem que ir para o mercado de trabalho, mas eu gostaria de ter um mundo em que a mulher só trabalhasse se quisesse. Mas não temos essa opção hoje, precisamos trabalhar para sobreviver. Algumas têm prazer em trabalhar, eu, por exemplo. Eu sou privilegiada, porque sou muito feliz com o que eu faço. Mas nem todos são felizes.

Isso não vale para mulheres e homens?

Mulheres e homens. Mas entendo que o ideal para a mulher seria, quando tiver um filho, escolher se quer ficar quatro anos em casa com o bebê. Mas não tem como. Somos muito cobradas, a competição no mercado de trabalho é muito grande. Precisamos ajudar com o sustento, ajudar o marido. Somos, em maioria, chefes de família. Vejo mães de licença-maternidade agoniadas com o que está acontecendo no trabalho. É angustiante.

As mulheres sofrem discriminação?

Sim. O Brasil é um país que a mulher sofre, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, a cada 7 uma sofre violência doméstica, e detalhe, esses são os números oficiais. E a mulher que não denuncia, que não fala? É uma nação que machuca as mulheres e eu sonho com essa mudança.

Como combater a violência contra a mulher?

Nós vamos ter que fazer uma revolução cultural. Todos os meninos vão ter que entregar flores para as meninas nas escolas, para entender que nós não somos iguais. Quando a teoria de gênero vai para a sala de aula e diz que todos são iguais e que não tem diferença entre menino e menina, as meninas podem levar porrada, porque são iguais aos meninos. Somos frágeis, mas somos muito especiais, fazemos coisas que eles não conseguem fazer. Vamos proteger as crianças, as grávidas, e mostrar que uma nação que teve uma mulher presidente da República tem tudo para ser o melhor país do mundo para mulheres.

Qual sua posição sobre o casamento homoafetivo?

Isso é uma questão que já está praticamente definida no Brasil. É uma conquista deles. Direitos conquistados não se discute mais. Então, pra mim, é uma questão vencida, tanto é que o movimento gay nem tem mais isso como pauta, é uma questão superada, um direito civil garantido.

Os ministros do governo Bolsonaro aparentemente não querem ficar com a Funai. A senhora abrigaria o órgão?

Eu brigaria pela Funai. Índio não é um problema. Funai não é um problema, o problema é a forma como nós lidamos com a política indigenista. Me incomoda a proposta de colocar os índios no ministério da Agricultura. Metade dos nossos índios já estão em área urbana. O que o ministério da Agricultura vai fazer com o índio universitário? Foge da atribuição do ministério da Agricultura. Nossos índios já estão com internet, têm senso crítico, participam. Então a gente tem que preparar os indígenas para um novo momento de interação. Os técnicos da Agricultura não teriam essa habilidade. O presidente Bolsonaro está falando de uma forma muito bela, quando diz que índio não é bicho.

(Foi anunciado que a Funai será, de fato, abrigada no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.)

A senhora é a favor de uma flexibilização nas regras das reservas indígenas?

O problema é que quando se fala em índio só se pensa em terra. Não é por aí. Mas sim, sou a favor do índio poder ter um manejo sustentável em suas terras, existem excelentes programas de criação de peixe, de camarão. Para sua sobrevivência, sim. Outra questão é a mineração em áreas indígenas, está sendo discutido no Congresso Nacional. Mas não aceito demarcar uma área enorme e deixar o índio solto, sozinho, sem ajuda para sustento, sem fiscalização. Quem quer ficar no mato, fica, quem quer ficar na cidade, pode ficar. Mas se me perguntar de que lado eu estou, eu estarei sempre do lado do índio. Sempre.

Sua filha é indígena?

Minha filha é índia, do povo Kamayurá, e está comigo desde os seis anos. É uma linda moça, uma princesa que está se preparando para o curso superior. Tem 20 anos hoje. Se tivesse nascido do meu útero, não era tão parecida comigo. Sempre recebo a família biológica dela em Brasília, nós vivemos bem e ela mantém a identidade cultural dela, se pinta, dança, canta, come formiga. Sou divorciada. Está indo assumir o ministério uma nova configuração de família. Sou uma mulher divorciada, mãe de uma filha adotiva. Essas famílias existem e estão aí no Brasil.

O Globo

LOCAIS

Ex-secretário estadual é preso em Brasília

Resultado de imagem para Aristides Siqueira NetoUma ação conjunta do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) prendeu em Brasília o ex-chefe de Gabinete da Governadoria do Estado Aristides Siqueira Neto. Ele é condenado a 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão pelo crime de peculato. Aristides Siqueira foi auxiliar de Fernando Antônio da Câmara Freire quando ele foi vice-governador e governador.

Aristides Siqueira Neto era considerado foragido e foi localizado após uma denúncia dando conta do paradeiro dele. As informações foram checadas e o MPDFT cumpriu o mandado de prisão na terça-feira (4) com o apoio da Polícia Civil do DF.
Em abril de 2014, Freire e Siqueira foram condenados 6 anos e 6 de reclusão pelo crime de peculato (subtração ou desvio de dinheiro público). O MPRN apelou da decisão e em 2016 a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte determinou a ampliação da pena dos dois para 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão. O esquema fraudulento praticado por eles ficou conhecido como a ‘Máfia dos Gafanhotos’.

Fernando Freire, Aristides Siqueira e outros envolvidos foram condenados por crimes de peculato porque realizaram o desvio de dinheiro público para a concessão fraudulenta de gratificações por meio do pagamento de cheques salário.
No caso investigado pelo MPRN, Aristides Siqueira atuava como indicador dos beneficiários e como sendo um deles. A movimentação bancária de Aristides em 2002 aponta um elevado número de depósitos recebidos, sempre por meio de cheques ou de dinheiro em espécie.

Com oito poços perfurados e quatro em andamento, SAAE de Extremoz aumentará oferta de água no município

Para garantir o abastecimento regular de água no município, o SAAE está perfurando o décimo segundo poço artesiano neste ano. Desta vez, o bairro beneficiado é Jardins de Extremoz. Com o novo poço que será entregue ainda em dezembro, os consumidores dos bairros adjacentes serão beneficiados, já que a expectativa de vazão de água é de 20 mil litros/hora, respectivamente.

Segundo o Diretor Presidente do SAAE, Jailton Tinôco, o trabalho vem sendo feito para resolver o problema de abastecimento, não apenas nos bairros, mas também nos distritos. “Estamos fazendo um trabalho comprometido para garantir o abastecimento das comunidades, fazendo o que precisa ser feito”, destaca o gestor.

Os novos poços perfurados estão localizados na Praia de Santa Rita (onde a água era de péssima qualidade), Central Park I, Comum, Real Park, Village, Alto da Bela Vista, Central Park Clube e Barro Vermelho (Capim). E os que estão sendo perfurados estão localizados na Praia de Pitangui, Campinas, Jardins e Contendas.

O SAAE informa que para melhorar a qualidade da água foram instalados 29 dosadores e até o final de janeiro de 2019, serão instalados dezoito dosadores. E a cada três dias, é trocada as pastilhas de cloro.

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FOTOS: PF incinera mais de uma tonelada de drogas em Natal

Fotos: Divulgação/PF

A Polícia Federal incinerou nesta quinta-feira (6) quase 1,5t de drogas que foram apreendidas no Rio Grande do Norte, nas cidades de Parnamirim, Macaíba, Goianinha e Natal, no segundo semestre deste ano.
Foram destruídas 1,4t de cocaína e 36,86 kg de maconha. O volume incinerado deu origem a 4 (quatro) inquéritos policiais.
Em 2018, a PF no Estado bateu o recorde histórico em apreensão de cocaína, partindo de 300kg para 1,4t. A marca foi atingida devido a constantes ações de capacitação dos policiais, investimento em tecnologia e foco nas ações de inteligência.
A incineração ocorreu em ambiente apropriado no Distrito Industrial de São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana de Natal, na presença de policiais federais,representantes do Ministério Público Estadual e Vigilância Sanitária.
Fonte: Blog do BG

Comissão do Senado aprova emenda de R$ 15 mi para o Porto-Ilha, em Areia Branca
Terminal salineiro potiguar é responsável por cerca de 70% do sal produzido no país e gera mais de 60 mil empregos diretos e indiretos

Divulgação / Codern
Terminal Salineiro de Areia Branca, no RN

Em reunião com o relator setorial da área de Transporte do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2019, senador Wilder Morais, o futuro senador pelo Rio Grande do Norte, Jean-Paul Prates, e a governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), articularam o aporte de R$ 15 milhões para a emenda de bancada do estado, destinada à manutenção do Porto-Ilha do município de Areia Branca.

A proposta foi aprovada pela Comissão Mista de Orçamento. Atualmente o terminal salineiro é responsável por cerca de 70% do sal produzido no país e gera mais de 60 mil empregos diretos e indiretos. Segundo Prates, os recursos serão fundamentais para o desenvolvimento econômico do estado e do Brasil.

Para Airton Torres, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Sal do RN, a liberação desse aporte no próximo ano será importante para recuperação dos pontos emergenciais que ameaçam a operação do Terminal Salineiro, garantindo a sobrevivência do setor no estado e o sustento das 75 mil famílias que dependem da atividade.

Transporte

O ministro dos Transportes, Valter Casimiro, garantiu na quarta-feira, 5, que tem buscado soluções para o Porto-Ilha. “Estamos buscando soluções para resolver os problemas de manutenção do terminal salineiro”, declarou o representante governamental.

Fonte: Agora RN

 

Ponte Newton Navarro será fechada na madrugada deste final de semana
Secretaria de Mobilidade Urbana diz que fechamento foi solicitado pelo DER, que vai instalar dois pórticos com placas de sinalização no equipamento

José Aldenir / Agora RN

Ponte Newton Navarro liga a zona Norte às demais zonas urbanas da capital potiguar

A Ponte Newton Navarro e a Rua Conselheiro Tristão, na zona Norte de Natal, serão fechadas do sábado, 8, até o domingo, 9. A interdição ocorrerá das 22h às 06h. Com isso, o motorista que desejar entrar ou sair da região durante o período deve utilizar a Ponte de Igapó.

De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana, o fechamento foi solicitado pelo Departamento de Estradas de Rodagens, que vai instalar dois pórticos com placas de sinalização, sendo um na cabeceira da ponte no lado da ZN e outro na Rua Conselheiro Tristão, nas proximidades do Viaduto da Redinha.

Transporte público
As linhas de ônibus que circulam pela Ponte Newton Navarro terão a operação alterada. As linhas 35 (Soledade/Candelária), 64A/43 (Nova Natal/Praia do Meio/Candelária) e 78A/47 (Santos Reis/Nova Descoberta) terão suas últimas viagens iniciando e terminando no Terminal de Ônibus de Brasília Teimosa, em Santos Reis. A linha 75 (Parque das Dunas/Ribeira) terá suas últimas viagens com ida e volta pela Ponte de Igapó e as linhas 84 (Soledade/Ribeira) e 85 (Soledade/Ribeira) terão a operação suspensa a partir das 22h.

Fonte: Agora RN

Governo conclui Plano de Trabalho e assegura empenho de R$ 56 milhões para Oiticica
Obras da parede da barragem já se encontram com um percentual de execução de 70% e as da Nova Barra de Santana está atualmente com percentual de execução de 56%

Anderson Barbosa / G1-RN

Barragem de Oiticica, em Jucurutu

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), entregou, na manhã da quarta-feira, 5, ao Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, o novo Plano de Trabalho das obras da Barragem de Oiticica, que amplia o limite do termo de compromisso de R$ 311 milhões para R$ 550 milhões. O envio do documento com a nota técnica assegurou o empenho feito pelo Departamento, no valor de R$ 56 milhões.

“Com isso, fechamos o ano com 100 milhões empenhados, recursos esses advindos de emendas impositivas da bancada federal. A luta agora é batalharmos para transformar isso em repasses financeiros para que o próximo governo inicie com dinheiro em caixa, o que vai assegurar um ritmo mais acelerado da obra”, ressalta o Secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Mairton França.

Mairton acrescenta que recentemente conseguiu, junto ao Ministério da Integração, anular toda a questão do pagamento das contrapartidas, por parte do Governo Estadual. “O atendimento a esse pleito vai ajudar muito no andamento da obra, pois a obrigatoriedade da contrapartida muitas vezes travava o pagamento às empresas envolvidas” disse.

As obras da parede da barragem já se encontram com um percentual de execução de 70% e da Nova Barra de Santana, construída para abrigar os moradores do distrito que será alagado pela construção do reservatório, atualmente com percentual de execução de 56%. O novo cemitério está concluído aguardando disponibilidade financeira para o início da remoção dos corpos.

Em paralelo às obras físicas, a Semarh está trabalhando na elaboração dos estudos exigidos pela Agência Nacional de Águas (ANA) para emissão da outorga definitiva, entre eles, o de sedimentação e de simulação para a qualidade da água que será futuramente reservada. A Semarh também protocolou, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), os projetos de prospecção da área que será afetada pela construção da barragem, necessários para rastrear novos sítios arqueológicos, caso existam.

“O Governo do Estado dá uma atenção enorme a tudo que envolve a obra e trabalha para cumprir todos os compromissos assumidos junto à sociedade, tentando cumprir os prazos que foram acertados nas audiências sobre o acordo extrajudicial firmado com o movimento de atingidos pela construção do complexo da Barragem de Oiticica” finaliza o Secretário.

Na sexta-feira, 7, acontecerá na Câmara Municipal de Jucurutu, a décima quarta sessão pública do acordo extrajudicial entre o movimento e os Governos Federais e Estaduais. Os itens de pauta tratam dos detalhes financeiros como pagamentos realizados, replanilhamento e prestação de contas das instituições envolvidas. A reunião será mediada pelo juiz Adriano da Silva.

Fonte: Agora RN

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