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INTERNACIONAIS

Trump anuncia a criação de “Força Espacial”

Trump anuncia a criação de “Força Espacial”

O presidente americano, Donald Trump, desembarca do avião presidencial Air Force One ao chegar ao aeroporto internacional John Glenn Columbus em Columbus, Ohio, 4 de agosto de 2018 – AFP

09/08/18 – 15h52 – Atualizado em 09/08/18 – 16h22

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira a criação de sua “Força Espacial”, um sexto braço de suas forças armadas idealizada pelo presidente Donald Trump para garantir que seu país “domine o espaço”.

Quem fez este anúncio foi o vice-presidente Mike Pence falando ante os militares no Pentágono.

“Chegou o momento de escrever o próximo grande capítulo da história de nossas forças armadas, de se preparar para o próximo campo de batalha, para onde serão convocados os melhores e os mais corajosos americanos para dissuadir e vencer uma nova geração de ameaças ao nosso povo, à nossa nação”, afirmou pence.

“A Força Espacial está a caminho!”, festejou Trump no Twitter, pouco depois do discurso de seu vice.

Além disso, a Casa Branca emitiu um comunicado.

“O presidente Trump sabe que o espaço é parte integral de nossa forma de vida e prosperidade econômica nos Estados Unidos, e é um domínio vital para a defesa nacional”.

Em 18 de junho, Trump ordenou ao Pentágono a criação dessa nova “Força Espacial”, prometendo o “domínio americano” na exploração da Lua e de Marte, mas também em uma eventual guerra pelo espaço.

“Os Estados Unidos serão sempre os primeiros no espaço”, disse Trump durante um discurso na Casa Branca.

Após o anúncio, a criação dessa força deve ser aprovada pelo Congresso, onde enfrentará o ceticismo de legisladores e funcionários da Defesa, que se opõem firmemente ao custo e burocracia que a iniciativa envolve.

Consciente disso, Pence disse que o processo será feito em etapas e que a intenção do governo é converter a Força Espacial em realidade em 2020, ano em que Trump finaliza seu mandato.

– Domínio do espaço –

“Para defender os Estados Unidos, uma simples presença no espaço não é suficiente, devemos dominar o espaço”, enfatizou Pence.

O vice-presidente assinalou que estão trabalhando nos preparativos para fazer com que a Força Espacial seja o sexto braço das Forças Armadas americanas, junto com Exército (US Army), a Força Aérea (US Air Force), a Marinha (US Navy), o Corpo de Marines (fuzileiros) e a Guarda Costeira, como propôs o presidente dos Estados Unidos.

Atualmente, é a Força Aérea que se ocupa do espaço.

Mas, segundo Pence, uma força independente é essencial para contra-atacar o “trabalho agressivo da China e da Rússia” em suas capacidades de desestabilizar satélites.

“O espaço mudou fundamentalmente em uma geração”, disse Pence. “Hoje, outras nações estão buscando atrapalhar nossos sistemas baseados no espaço e desafiar a supremacia americana como nunca antes”.

E o vice-presidente citou o lançamento em 2007 pela China de um míssil que detectou e destruiu um de seus próprios satélites, o que Pence chamou de “uma demonstração altamente provocativa da capacidade crescente da China de militarizar o espaço”.

Também mencionou os projetos russos de laser e mísseis aéreos destinados a destruir os satélites americanos.

“Nossos adversários já transformaram o espaço em um campo de batalha”, destacou.

O secretário de Defesa Jim Mattis disse, por sua vez, concordar plenamente que o Pentágono deva criar um novo comando dedicado ao espaço, apesar de antes ter se manifestado contra a execução do projeto.

Mattis, que não se pronunciou na sessão desta quinta no Pentágono, no ano passado se mostrou cético sobre a necessidade de criar uma Força Aérea.

Em uma carta ao Congresso, indicou que “não gostaria de acrescentar um serviço em separado que provavelmente teria uma concepção mais restrita das operações no espaço”, acrescentando que isso criaria uma nova burocracia e que seria muito caro.

Mas, na terça passada, diante de jornalistas, declarou-se a favor da criação do novo comando militar para o espaço, sem, no entanto, apoiar a ideia de que venha a ser um sexto ramo das forças armadas.

“Precisamos pensar no espaço como uma área em desenvolvimento de luta e, certamente, um comando militar é uma das coisas que se pode criar”, concluiu ele.

Fonte: Isto É

 

TECNOLOGIA & MEIO AMBIENTE

Suzuki e Yamaha admitem fraude em controles de poluição

Suzuki e Yamaha admitem fraude em controles de poluição

O presidente (c) e dois diretores da Suzuki Motor participam de entrevista coletiva em Tóquio – Jiji/AFP

Um mês depois da Nissan, as fabricantes japonesas Suzuki, Mazda e Yamaha Motor admitiram terem manipulado os controles de poluição de alguns veículos – anunciou o Ministério japonês dos Transportes nesta quinta-feira (9).

Essas irregularidades vieram à tona após o governo ordenar investigações internas aos 23 fabricantes de automóveis e motos do Japão.

A investigação permitiu estabelecer que Suzuki, Mazda e Yamaha Motor utilizaram “métodos inapropriados” nos controles de seus veículos.

A Suzuki admitiu que 6.401 veículos foram afetados – ou seja, metade dos que foram submetidos aos testes entre 2012 e 2018.

Há dois anos, a Suzuki já tinha sido criticada após admitir que mediu a poluição de seus veículos de forma não regulamentar.

No caso da Mazda e da Yamaha Motor, as manipulações são são menos vistosas: 3,8% da amostragem, para a primeira, e 2,1%, para a segunda companhia.

Entre as demais 20 empresas, a maioria afirmou não ter identificado nenhuma irregularidade, e outras ainda precisam anunciar o resultado de suas investigações.

Fonte: Isto É

NACIONAIS

Justiça nega novo pedido para Lula participar de debate

Para desembargadora Cláudia Cristina Cristofani, do TRF4, PT não é parte legítima para fazer a solicitação

O Partido dos Trabalhadores teve negado mais um pedido para autorizar a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate da TV Bandeirantes, às 22h desta quinta-feira.

A decisão é da desembargadora Cláudia Cristina Cristofani, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Para ela, a legenda não é parte legítima para fazer a solicitação.

Fonte: VEJA

 

STJ volta a negar recurso da defesa pela liberdade de Lula

STJ volta a negar recurso da defesa pela liberdade de Lula

Agência Brasil

Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que tivesse garantido o direito de recorrer em liberdade contra sua condenação no caso do triplex em Guarujá (SP).

O pedido já havia sido negado pelo relator, ministro Felix Fischer, em 11 de junho. Em sessão realizada no início do mês, os ministros Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik o acompanharam. O acórdão (decisão colegiada) do julgamento está previsto para ser publicado amanhã (10).

Na solicitação ao STJ, a defesa de Lula destacou 17 pontos que teriam sido violados no processo que resultou na prisão do ex-presidente ou que atestam a ilegalidade da medida. Os advogados argumentaram ainda que os direitos de Lula estão sendo seriamente cerceados por ele estar impedido de participar do processo eleitoral.

Os ministros do STJ entenderam não haver urgência em conferir ao recurso de Lula no tribunal o chamado efeito suspensivo, quando a execução de pena do condenado fica suspensa enquanto a apelação à instância superior não é julgada.

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, onde cumpre a pena de 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal.

O recurso especial de Lula ao STJ já teve sua admissibilidade apreciada pelo TRF4 e ainda deve ser analisado na Corte Superior.

Fonte: Isto É

Aumento dos ministros do STF terá ‘efeito cascata’ de R$ 4 bi nas contas públicas

Estadão Conteúdo

 

Aumento dos ministros do STF terá ‘efeito cascata’ de R$ 4 bi nas contas públicas

 

O reajuste de 16,38% que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem aprovar no próprio salário para 2019 pode gerar uma fatura extra de até R$ 4 bilhões, a ser dividida entre os poderes da União e dos Estados. O cálculo foi feito pelas consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado.

Só para a União, o custo adicional pode ser de R$ 1,4 bilhão, incluindo todos os Poderes. Isso acontece porque já há hoje servidores ganhando, no papel, mais que os R$ 33,7 mil mensais permitidos pelo teto atual.

Eles são alvo do chamado “abate-teto”. Se for aprovada no Congresso a elevação da remuneração máxima para R$ 39,2 mil mensais, haverá servidores que terão um “reajuste automático”.

Nos Estados, o impacto deve chegar a R$ 2,6 bilhões. Mas os consultores admitem que o número pode estar superestimado, pois a conta pressupõe que todos os juízes, por exemplo, terão ganhos com a mudança. Esse modelo é usado para facilitar o cálculo, pois é muito difícil identificar e excluir da conta aqueles servidores que ganham abaixo do teto atual e, por isso, não sentirão efeito algum.

O “efeito cascata” do reajuste proposto pelo STF preocupa a área econômica porque as estimativas de gasto com pessoal já estão ficando piores antes mesmo de qualquer alteração no teto do funcionalismo. Em abril, o governo projetou uma despesa de R$ 322 bilhões com a folha de pagamento da União para 2019 – a segunda maior do Orçamento, atrás apenas dos benefícios previdenciários.

Ao refazer as contas para o Orçamento do ano que vem, que precisa ser enviado até 31 de agosto, a área econômica já percebeu que o gasto vai crescer mais. A estimativa atual está em R$ 328 bilhões, segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A decisão dos ministros do Supremo foi vista pela equipe econômica como um sinal bastante negativo em meio ao esforço de ajuste fiscal. A avaliação é que o timing do aumento atrapalha inclusive a argumentação do governo a favor do adiamento do reajuste dos servidores da União de 2019 para 2020, medida essencial para equilibrar o projeto de lei orçamentária para o ano que vem.

Se o reajuste do STF for levado adiante, boa parte da economia de R$ 6,9 bilhões será injetada em salários de servidores que já estão no topo das remunerações, em vez de ser direcionada à manutenção de serviços públicos e a investimentos.

A proposta do adiamento dos reajustes dos servidores partiu justamente da necessidade do governo de abrir espaço no teto e desafogar os gastos voltados para custeio e investimentos, que estão sofrendo severas restrições diante do avanço acelerado de despesas obrigatórias como salários e Previdência.

Para o ano que vem, a estimativa da área econômica é de que há espaço de apenas R$ 90 bilhões para os gastos chamados “discricionários”, um corte significativo ante os R$ 125 bilhões que são estimados para este ano.

Se o reajuste aos ministros do STF passar no Congresso Nacional, esse espaço cairá para menos de R$ 90 bilhões, pressionando ainda mais os investimentos e a prestação de serviços à população.

Fonte: Estadão Conteúdo

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