ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSA QUARTA-FEIRA

 

Por G1

 

Um documento do governo que permitiria comprar livros didáticos com erros e sem referência bibliográfica para escolas públicas do país provoca polêmica. O médium João de Deus vira réu e passa a responder a processo por crimes sexuais. A procuradora-geral da República pede 80 anos de prisão para o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Morre aos 88 anos o Padre Quevedo. E chegou a hora de conhecer os participantes do BBB19.

NACIONAIS

Polêmica dos livros

O Ministério da Educação informou no fim da tarde que anulou as mudanças que havia feito na política de compra de livros escolares. Essas mudanças, publicadas no dia 2, já sob o governo Bolsonaro, permitiriam a aquisição de obras com propaganda e erros de revisão e sem referência bibliográfica. Além disso, suprimiam exigências de que o livro retratasse a diversidade étnica e cultural do Brasil e o compromisso com o combate à violência contra a mulher. Em nota, o ministro Ricardo Vélez disse que o documento foi elaborado no governo Temer e continha erros.

Aposentadoria

Ontem, o ministro Paulo Guedes afirmou que vai propor ao Congresso uma mudança no sistema de Previdência, que passaria a ser o de capitalização. Nele, cada trabalhador contribui individualmente para a sua própria aposentadoria. Mas como ele funciona? Em que países já foi adotado? O G1 reuniu informações para você saber mais do assunto.

Por falar em reforma da Previdência, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, defendeu que os militares tenham um regime diferenciado. Segundo ele, as “peculiaridades” da carreira justificam a existência de um modelo próprio para as Forças Armadas. Atualmente, os militares passam para a reserva após 30 anos de serviços prestados.

Fortuna escondida

Lembra das malas e caixas com R$ 51 milhões que a PF encontrou em um apartamento em Salvador?

Malas e caixas com dinheiro encontradas dentro de um apartamento em Salvador — Foto: Divulgação/PF

Por causa delas, a Procuradoria-Geral da República pediu uma pena de 80 anos de prisão para o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está detido desde 2017 na Penitenciária da Papuda, em Brasília. A PGR entende que o dinheiro tem origem ilícita e quer a condenação de Geddel. O advogado do ex-ministro divulgou nota na qual diz lamentar que o Ministério Público ofereça alegações “lastreadas em vazias afirmações não comprovadas” e em elementos de prova “marcados por flagrante ilicitude”.

Eleição na Câmara

O presidente do STF, Dias Toffoli, negou um pedido para que a votação que elegerá o presidente da Câmara seja aberta. Com isso, valerá a regra interna da Câmara, que prevê voto secreto. Ao rejeitar o pedido do deputado eleito Kim Kataguiri (DEM-SP), Toffoli argumentou que um poder não deve interferir nas decisões de outro.

João de Deus

O médium João de Deus agora é réu e responderá a processo por estupro de vulnerável e violação sexual. A juíza Rosângela Rodrigues dos Santos aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás. Preso desde o mês passado, João de Deus foi acusado de abuso sexual por dezenas de pacientes e nega os crimes. A Justiça bloqueou R$ 50 milhões em bens do médium.

Violência no Ceará

O governador do Ceará, Camilo Santana, disse que 21 integrantes de facções que estavam presos no estado foram levados para penitenciárias federais. A transferência é uma tentativa de conter a onda de ataques iniciada há uma semana que já atingiu Fortaleza e outros 41 municípios. Desde a semana passada, foram contabilizadas 172 ações criminosas. O governo estadual diz que os ataques são uma reação de facções criminosas ao anúncio de que a fiscalização nos presídios vai ficar mais rígida. Mais de 200 suspeitos foram detidos.

‘Isso non ecziste’

Padre Quevedo morreu por complicações no coração — Foto: Comunicação da Província dos Jesuítas do Brasil/Divulgação

Padre Quevedo morreu por complicações no coração — Foto: Comunicação da Província dos Jesuítas do Brasil/Divulgação

Morreu aos 88 anos o Padre Quevedo. Famoso pelo bordão que usava ao desvendar supostos fenômenos sobrenaturais, ele tinha problemas cardíacos. Nascido em Madri, o religioso é considerado um dos maiores especialistas do mundo na área de parapsicologia e escreveu dezenas de livros.

Em 2000, Padre Quevedo apresentou o quadro “O Caçador de Enigmas” no Fantástico (relembre aqui), no qual investigou casos como o das gêmeas que diziam sentir as mesmas coisas mesmo estando separadas. Ele também expôs a farsa de uma casa mal-assombrada, interpretou gravações que impostores diziam ser do além e comentou casos de premonição envolvendo a queda de um avião em SP.

Família morta

Os corpos de uma família boliviana que estava desaparecida desde dezembro foram encontrados dentro de malas em uma casa em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. As vítimas são um casal e o filho de 8 anos. A polícia recebeu uma denúncia de cárcere privado e foi até o imóvel, que era usado para guardar máquinas de costura e estava fechado. A polícia procura um familiar do casal que alugou o imóvel.

Libertadores

A Conmebol vai proibir bandeirões e bandeiras com mais de 1,5 metro de comprimento e 1 metro de largura nos estádios durante suas competições já neste ano. A restrição vale para a Libertadores e a Sul-Americana. E mais: o novo regulamento prevê que, a partir de 2021, todos os ingressos sejam vendidos pela internet e com assentos marcados. Não está claro se os estádios em que há espaços sem cadeiras, onde os torcedores ficam de pé, serão obrigados a se adaptar. Vale lembrar: a partir deste ano, a final da Libertadores será disputada em partida única e campo neutro.

Separação

O bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon e homem mais rico do mundo, anunciou que vai se divorciar da mulher, MacKenzie Bezos. A fortuna de Bezos é estimada em US$ 146,8 bilhões.

BBB19

Foram revelados hoje os participantes da 19ª edição do Big Brother Brasil. Saiba quem são eles.

Carnaval

Quase 600 blocos se inscreveram para desfilar no carnaval de Belo Horizonte, 22% a mais do que em 2018. Leia mais notícias sobre o carnaval.

CES 2019

A CES, maior feira de tecnologia do mundo, não tem polêmica apenas entre as grandes empresas do setor. Um dos assuntos que roubaram atenção no evento em Las Vegas foi a retirada de um prêmio dado a um vibrador criado por mulheres. A fundadora da empresa diz que houve discriminação.

Mookie usa sistema de reconhecimento facial para liberar ração apenas para o bichinho que for o 'dono' da tigela — Foto: Robyn Beck/AFP

Mookie usa sistema de reconhecimento facial para liberar ração apenas para o bichinho que for o ‘dono’ da tigela — Foto: Robyn Beck/AFP

Também teve isso

Fonte: G1

Delegado de Homicídios cuidará exclusivamente do caso Marielle Franco

Ao tomar posse hoje (9), como diretor do recém-criado Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no Rio de Janeiro, o delegado Antônio Ricardo disse que Giniton Lages, da Delegacia de Homicídios da Capital, será mantido no comando das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes.

Marielle e Anderson foram mortos na noite de 14 de março do ano passado, ao sair de um evento político no centro do Rio. O delegado Antônio Ricardo disse que a investigação avançou muito e que tem riqueza de evidências dos suspeitos de envolvimento no crime.

“O delegado Giniton ficará exclusivo nesse caso. Nós vamos colocar mais delegados e mais agentes na Delegacia de Homicídios. A equipe que está à frente da investigação já me apresentou o trabalho [que vem sendo feito ao longo desses meses].”

Avanços

Na avaliação do delegado Antônio Ricardo, o trabalho está bem avançado. “Eu não posso prever prazos de conclusão, mas eu posso afirmar que a investigação avançou muito. Temos suspeitos e uma série de dados ainda em análise, e não queremos concluir essa investigação com a menor margem de dúvida para a defesa. Queremos concluir a investigação o quanto antes, mas com a maior riqueza de provas possível”, afirmou.

O diretor do DHPP evitou associar a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes à motivação política.

“Eu vou manter neste momento o sigilo, até porque há uma ordem judicial nesse sentido. Eu reafirmo que a investigação está bem avançada. Nós temos suspeitos da prática desse crime. Nós temos uma riqueza de evidências, mas nós não queremos que essas evidências depois sejam questionadas em juízo. Ao ponto que essas pessoas que efetivamente cometeram esse crime sejam condenadas na Justiça”, afirmou o delegado.

Antônio Ricardo informou que vai reforçar o Núcleo de Crimes Contra |Policiais com mais delegados e agentes. Segundo ele, os líderes do tráfico de drogas que, eventualmente, tiverem seus integrantes envolvidos nos casos de homicídio contra policiais também responderão por esses crimes, com pena de que prevê reclusão de 20 a 30 anos.

“Matou policial, nós vamos buscar o mínimo de elementos para vincular a quadrilha e imputar [a culpa] às lideranças. Então as lideranças que insistirem nessa prática terão acréscimo de ordens de prisão”, afirmou.

Agência Brasil

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Ministério da Economia nomeia novo secretário de Gestão de Pessoal

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (9), a nomeação do novo secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal (SGP), Wagner Lenhart. Esta secretaria integra a estrutura da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

Segundo o ministério, entre as atividades da secretaria está a formulação de políticas e diretrizes para o aperfeiçoamento contínuo dos processos de gestão de pessoas no âmbito da administração pública federal. “Além disso, a SGP é responsável pela promoção da interlocução aberta e produtiva nas relações de trabalho na administração pública federal direta, autárquica e fundacional”, informou o governo, em nota.

Perfil

Antes de assumir o cargo no governo federal, Lenhart foi chefe de gabinete em duas secretarias da Prefeitura de São Paulo. Na Secretaria Municipal de Gestão, o secretário trabalhou entre janeiro de 2017 e setembro de 2018. A partir desta data, Lenhart atuou na chefia de gabinete da Secretaria Municipal de Desestatização e Parcerias.

De acordo com informações da assessoria da pasta, Lenhart é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem MBA em Gestão Empresarial pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e especialização em Direito do Estado, também pela UFRGS.

Agência Brasil

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Aumento de participação popular nas eleições amplia democracia no Brasil em 2018, afirma Economist

O nível de democracia no Brasil aumentou em 2018, segundo índice da revista britânica Economist, mas o país segue sendo classificado como uma “democracia falha” e perdeu uma posição no ranking produzido pela publicação desde 2006.

O estudo da Economist Intelligence Unit, braço de análise e consultoria da revista, atribui a melhora brasileira em parte ao crescimento da participação política da população durante o processo eleitoral. A nota do Brasil nesse segmento do Índice da Democracia passou de 6.11 para 6.67.

“2018 foi um grande eleitoral na América Latina, e um grande teste para os quesitos de processo eleitoral e pluralismo, com mudança de governo em oito países, representando a maioria da população da região: Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Paraguai e Venezuela. De longe, essas transferências de poder ocorreram pacificamente e sem incidentes. O alto nível de engajamento ficou evidente onde houve grande participação eleitoral ou onde os eleitores mais compareceram às urnas.”

A publicação ainda comenta a retomada do populismo na região, tanto de esquerda (no México, com Andrés Manuel López Obrador) quanto de direita (no Brasil, com Jair Bolsonaro).

“A despeito do discurso duro de Bolsonaro, é López Obrador que pode ter um impacto maior na democracia – para o bem ou para o mal. López Obrador tem maioria nas duas Casas legislativas, fazendo com que ele seja o presidente mais poderoso desde o retorno do México à democracia em 2000.”

Tachado de ameaça à democracia pela Economist em 2018, o presidente brasileiro foi avaliado com menos preocupação no estudo. “Bolsonaro, que assumiu o cargo em 1º de janeiro, tem, até agora, moderado seu discurso desde sua vitória eleitoral, talvez reconhecendo a dificuldade de assegurar apoio parlamentar a sua agenda.”

O Brasil caiu uma posição no ranking, passando da 49ª para a 50ª, e segue sendo classificado como uma “democracia falha”. No entanto, a nota do país subiu para 6,97, contra 6,86 na escala de 0 a 10 do Índice da Democracia em 2017.

Para Fiona Mackie, analista de América Latina da Economist Intelligence Unit, a perda de uma posição no ranking pelo Brasil se deve mais à movimentação de outros países.

O aumento da participação política das sociedades no mundo em 2018, com mais gente votando e protestando, fez com que pela primeira vez em três anos o nível do estado da democracia global não caísse no Índice de Democracia da Economist.

De maneira geral, não houve melhora na qualidade democrática global, segundo o relatório. Mas é notável que houve um engajamento maior de eleitores, mesmo com uma tendência mundial de falta de confiança e desilusão com as instituições políticas tradicionais.

O estudo, que avalia 165 países e dois territórios, leva em consideração as notas de 0 a 10 de 60 indicadores que são agrupados em cinco categorias: processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis, funcionamento do governo, participação política e cultura política.

Com base nos pontos em cada quesito, os países foram classificados como “democracias completas”, “democracias falhas”, “regimes híbridos” e “regimes autoritários”.

O relatório de 2018 recebeu o nome de “Eu Também?: Participação política, protesto e democracia”, em referência ao movimento #MeToo (Eu também, em inglês), contra assédio e agressão sexual, que surgiu como uma hashtag no fim de 2017 após as denúncias de assédio sexual em Hollywood.

“A desilusão com os partidos políticos tradicionais e sua capacidade de abordar claramente seus pontos fracos na prática da democracia tem alimentado de forma mais ampla o apoio aos valores democráticos, à crença de que os sistemas democráticos garantem maior prosperidade econômica e segurança”, diz o relatório.

O Índice da Democracia também aponta que, pela primeira vez em anos, houve aumento da participação das mulheres na política, com leis discriminatórias e “obstáculos socioeconômicos” sendo derrubados em vários lugares. Entre os principais avanços nesse quesito, destaca o estudo, está o número recorde de mulheres eleitas para o Congresso dos EUA em 2018.

A Noruega continua em 1º lugar no ranking, sendo considerada uma “democracia completa”, seguida respectivamente por Islândia (2º), Suécia (3º), Nova Zelândia (4º), Dinamarca (5º), Canadá (6º), Irlanda (7º), Finlândia (8º), Austrália (9º) e Suíça (10º).

Entre os 20 países com maior pontuação no ranking, apenas dois são da América Latina: Uruguai (15º) e Costa Rica (20º).

A Costa Rica, aliás, foi o único país que migrou da classificação “democracia falha” para “democracia completa”.

Já o único país a ser rebaixado de categoria foi a Nicarágua, que passou de “democracia híbrida” para “regime autoritário”. Segundo a publicação, são regimes autoritários aqueles em que não há eleições livres e justas, em que há desrespeito, abuso e violações das liberdades civis, não há um Judiciário independente nem liberdade de imprensa.

A Venezuela, considerada um regime autoritário pelo estudo, caiu 17 posições —agora está em 134º lugar.

Outros países que registraram queda no ranking: a Itália, que viu nas eleições legislativas de 2018 a vitória de movimentos eurocéticos e anti-imigração, perdeu 12 colocações, passando para a 33ª posição, a Turquia (110ª) perdeu 10 e a Rússia (144ª), 9.

De olho em 2019

O Índice da Democracia 2018 da Economist aponta a melhora de alguns pontos dentro das medidas de participação política no mundo. O estudo diz que houve um grande aumento no número de pessoas no mundo todo dispostas a participarem de protestos.

A publicação também aponta que aumentou o interesse da população em acompanhar os assuntos políticos por meio de notícias e que houve a diminuição do analfabetismo entre adultos, o que estaria relacionado com o aumento do engajamento.

“O índice mostra que mesmo que as pessoas não acreditem nas instituições, elas continuam acreditando na democracia e participando, mesmo sem estar felizes”, afirma a analista Mackei.

Dentro desse contexto de maior participação política, ela destaca o alto engajamento dos brasileiros durante as eleições presidenciais. “Mesmo havendo uma grande desilusão com as instituições políticas, principalmente por causa da corrupção nos últimos anos, vimos importantes mudanças no Brasil e no México, por exemplo, que tiveram eleições. No Brasil, o processo eleitoral, apesar de bastante polarizado, foi livre e justo, e houve muito engajamento da população”, diz.

“Outra coisa interessante que notamos sobre o Brasil na pesquisa é que apesar de muito se falar sobre o presidente Jair Bolsonaro, que é ex-militar, apoiar os militares, seus eleitores não apioam a volta de um regime autoritário, mesmo estando a favor da agenda de Bolsonaro.”

De acordo com Mackei, mesmo que o Brasil também tenha tido um aumento no indicador de participação política, é necessário prestar atenção nos outros indicadores que são usados para definir o Índice da Democracia, como os relacionados ao funcionamento do governo e à cultura política.

“Nosso índice não é apenas sobre liberdades civis ou sobre o processo eleitoral. Na parte dos processos legais, como ter eleições justas e livres, por exemplo, o Brasil vai bem. Mas vai mal no que diz respeito ao funcionamento do governo, com corrupção, falta de transparência nas contas. Isso enfraquece a política e aumenta a falta de confiança nos políticos.”

A analista diz que, agora, é preciso prestar atenção no que vai acontecer em 2019, com novos governos considerados populistas. “Quando populistas chegam ao poder sempre se questiona o que pode acontecer com as liberdades civis e com o funcionamento do governo.Não temos certeza do que o governo vai fazer.”

BBC Brasil

Governo Federal deve mandar ao Congresso PL que altera execução de penas em fevereiro

O governo federal deve enviar em fevereiro um projeto de lei ao Congresso para alterar regras e procedimentos de execução de penas. A proposta deve alterar pontos da Lei de Execuções Penais e do Código de Processo Penal. A informação foi divulgada pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, em conversa com jornalistas após sair de encontro com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, hoje (9) em Brasília. O ministro Sérgio Moro havia mencionado a intenção, sem detalhar o teor das mudanças, em seu discurso de posse.

Segundo o político capixaba, o projeto visa alterar normas “para que facilite procedimentos e possa dar dinamismo aos processos de execução penal”. Casagrande acrescentou que uma primeira redação será submetida aos governadores de estado até o fim de janeiro para que possam apresentar avaliações e sugestões. Em fevereiro, o projeto de lei será enviado ao Congresso.

Videoconferência e tornozeleiras eletrônicas

Perguntados sobre se o ministro Moro teria adiantado o teor das mudanças que constariam no projeto, Casagrande respondeu que “pontos como esse da videoconferência, que hoje é uma exceção, poderá virar regra”.

O governador acrescentou que “acha” que o recurso das tornozeleiras eletrônicas também poderá ser tratado no texto. O governador do Espírito Santo considerou a dinamização destes dois pontos importantes. Citou como exemplo o estado, onde em 2018 foram realizadas 32 mil escoltas de presos para audiências.

“Isso [audiências] pode ser feito por meio de videoconferência. Muitas vezes um carro quebra, isso atrasa, o preso vai ter que ser conduzido a uma audiência daqui a dois meses e não precisava estar preso. Temos que agilizar procedimentos e usar tecnologia para que a gente possa endurecer para quem comete crime mais grave mas, ao mesmo tempo, que a gente qualifique as prisões, se não os estados não suportam o custo do sistema prisional”, disse.

Em seu discurso de posse, Moro havia mencionado algumas intenções de mudança na legislação atual, como impedimento de progressão de pena para membro de organização criminosa, execução imediata após decisão de Tribunal do Júri e estabelecimento como regra da prisão após condenação em 2ª instância.

Sistema prisional estadual

A preocupação de Renato Casagrande com a agilização da execução penal está relacionada à situação do sistema prisional do Espírito Santo. Ele disse que apresentou a Moro o quadro local. Hoje as unidades prisionais têm 9 mil mais detentos do que as vagas disponíveis. Segundo ele, em números aproximados há hoje no estado 23,3 mil presos, mas as unidades comportam 13,8 mil.

“O relato foi para que a gente possa preventivamente evitar qualquer instabilidade no sistema prisional. Hoje temos uma situação controlada, mas frágil. Temos que avançar na videoconferência, na tornozeleira eletrônica para que a gente dê agilidade”, disse. Apesar de considerar controlado, Casagrande classificou a situação como “uma bomba relógio, que pode explodir”.

O governador afastou possibilidade de pedido de apoio da Força Nacional, como no caso do Ceará e do Pará, e disse que o sistema de inteligência estadual não detectou qualquer risco de rebelião ou descontrole nas cadeias locais. Casagrande informou que um grupo de trabalho foi formado para buscar agilizar as execuções penais com representações do governo estadual, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Judiciário local.

Em relação às despesas, Casagrande informou que o orçamento da Secretaria de Segurança Pública aumentou 23% no ano passado, frente a um incremento no orçamento geral da administração estadual de 7%, mas não solicitou apoio financeiro.

A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitando mais informações sobre o projeto de lei, mas o teor da proposta não foi disponibilizado.

Agência Brasil

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Toffoli rejeita ação contra extinção do Ministério do Trabalho

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, rejeitou hoje (9) pedido feito pela Federação Nacional dos Advogados para suspender a decisão do governo federal que exinguiu o Ministério do Trabalho e determinou a redistribuição das atribuições da pasta entre outros ministérios.

Na decisão, Toffoli entendeu que a federação não tem legitimidade legal para entrar no Supremo com uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) para questionar a extinção. Na ação, a federação alegou que as medidas dissolveram a estrutura de proteção ao trabalho.

“No âmbito das organizações sindicais, apenas as confederações sindicais estão legitimadas à propositura de ações de controle concentrado. Sindicatos e federações, ainda que possuam abrangência nacional, não se inserem no rol dos legitimados a tanto”, decidiu o ministro.

A redistribuição de parte das atribuições da pasta foram definidas pela Medida Provisória (MP) 870/2019, que repassou ao Ministério da Economia a maioria das funções.

Dentro da pasta comandada pelo ministro Paulo Guedes, a Secretaria Especial de Fazenda comandará o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo aos Trabalhadores (Codefat), que administra o seguro desemprego e o abono salarial, entre outras atribuições.

A área de qualificação profissional ficará a cargo da Secretaria Especial de Produtividade. No entanto, a concessão de registros sindicais passará para o Ministério da Justiça.

Agência Brasil

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Ministério Público espera Flávio Bolsonaro para explicações sobre caso Coaf nesta quinta

O Ministério Público do Rio espera o senador eleito pelo Rio, Flávio Bolsonaro (PSL), nesta quinta-feira, 10, para depor sobre movimentações financeiras atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em uma conta de seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Porém, nem a sua assessoria nem a do órgão confirmam se Flávio realmente vai comparecer. Por prerrogativa parlamentar, Flávio pode escolher dia, hora e local para depor. Ele não é obrigado a ir.

Questionada nesta quarta-feira, 9, se o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) vai ao MP, a assessoria do parlamentar respondeu apenas que “o senador não vai dar esse tipo de informação à imprensa”.

No dia 11 dezembro, Flávio havia emitido uma nota afirmando que “seguia à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades, se instado for, no citado assunto”.

Na terça-feira, 8, as filhas e a mulher de Queiroz faltaram ao depoimento que iriam prestar ao Ministério Público. O ex-funcionário, apontado num relatório do Coaf com movimentações atípicas em sua conta, também faltou duas vezes a depoimentos alegando questões de saúde.

Queiroz disse ao jornal O Estado de S. Paulo que esclarecerá “em breve” o assunto, mas não disse quando daria as explicações. Reclamou de, em suas palavras, ter sido tratado como “o pior bandido do mundo”.

Segundo o Coaf, o então assessor de Flávio movimentou em uma conta bancária R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017. Da mesma conta saíram R$ 24 mil depositados em nome da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Também foram citados depósitos na conta do ex-assessor, feitos por suas filhas Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, e pela mulher de Queiroz, Marcia Oliveira de Aguiar, que foram lotadas então no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na conta de Queiroz. Outros funcionários do gabinete também foram identificados em depósitos da conta do policial, sempre próximos a data de pagamento na Alerj.

Nathalia, que é personal trainer, já foi lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde estava até o mês de novembro.

Estadão Conteúdo

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Procuradoria cobra Ministério da Saúde sobre retirada da cartilha ‘homens trans’

A iniciativa do Ministério da Saúde em retirar do ar a cartilha “Homens Trans: vamos falar sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis?” motivou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal, a oficiar nesta quarta-feira, 9, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber Oliveira, em busca de esclarecimentos sobre o assunto.

No ofício, foi fixado prazo de 20 dias para que o Ministério da Saúde se pronuncie. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação e Informação da Procuradoria.

“De acordo com informações veiculadas pela imprensa, a divulgação da cartilha teria sido suspensa, conforme alegação do próprio Ministério da Saúde, em virtude da necessidade de revisão e correção do material”, assinala a Procuradoria.

O procurador Sérgio Gardenghi Suiama, coordenador do grupo de trabalho Direitos Sexuais e Reprodutivos da PFDC, solicitou os subsídios técnicos que demonstrassem a necessidade de alteração do documento.

A publicação, elaborada em conjunto com entidades que representam pessoas transexuais, foi lançada em julho de 2018 e apresentava orientações para evitar infecções por doenças sexualmente transmissíveis, bem como os direitos dessa população à assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O procurador requisitou, ainda, um posicionamento quanto à procedência de afirmação atribuída ao atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, segundo a qual não haveria política pública de prevenção para a Aids, uma vez que se tratava de questão moral.

Estadão Conteúdo

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Governo Bolsonaro anula mudanças em livros didáticos

O governo de Jair Bolsonaro informou que vai anular as mudanças nos critérios de avaliação dos livros didáticos, depois que a medida foi divulgada pelo Estadão. Tinham sido retirados do edital a exigência de que as obras tivessem referências bibliográficas e itens que impediam publicidade e erros de revisão e impressão.

Em nota divulgada na noite de hoje, o governo informou que “os erros foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC” e enviada em 28 de dezembro de 2018 ” O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, vai tornar “sem efeito” o aviso de retificação do edital. A decisão foi tomada mais de 6 horas depois de o Estadão revelar a mudança.

O ex-ministro da Educação na gestão de Michel Temer, Rossieli Soares, no entanto, disse que “não pode se responsabilizar” pelos erros que foram cometidos já na gestão Bolsonaro. O “aviso de alteração” saiu no Diário Oficial no dia 2 de janeiro. Integrantes da atual equipe já trabalhavam na transição dentro do MEC desde dezembro.

Segundo Rossieli, em dezembro, foi pedida uma única mudança no edital para esclarecer regras sobre arquivos de áudio que acompanham os livros didáticos. “Nós não pedimos nenhuma alteração que diminua o papel da mulher ou do quilombola, pelo contrário, fizemos a uma retificação em outubro que deixou mais clara a importância disso”, afirmou Rossieli, que é agora secretário de educação do governo João Doria, em São Paulo.

Entre os outros trechos que haviam sido mudados estava o que dizia que as obras deveriam “promover positivamente a cultura e a história afro-brasileira, quilombola, dos povos indígenas e dos povos do campo, valorizando seus valores, tradições, organizações, conhecimentos, formas de participação social e saberes”.

Metade de um item que se referia às mulheres havia sido cortado. Ele dizia os livros deveriam dar “especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher”.

Com a anulação da medida será mantida também a menção de que ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país”. A versão publicada pelo MEC não tinha esse trecho.

O Estadão conversou com uma servidora do MEC que contou que havia uma versão do edital sem todas essas menções em agosto. E que ela mesma pediu alterações para que ficasse mais claro que não poderia haver erros e que as referências bibliográficas eram cruciais. Ela também requisitou que o texto deixasse mais clara a necessidade de valorização dos quilombolas e mulheres nos livros didáticos. Todas essas mudanças foram feitas e publicadas em 1 de outubro. Em dezembro, a mesma servidora pediu novas modificações, relacionadas aos arquivos de áudio, como mencionou o ex-ministro.

No dia 2 de janeiro foi publicado no Diário Oficial um link para uma versão que não tinha as mudanças feitas em outubro, aquelas que tornavam mais evidente a questão da mulher e do quilombola. O texto é semelhante ao que existia em agosto, mas com as mudanças sobre arquivos de áudio pedidas em dezembro.

Quem assina o “aviso de alteração” é um presidente substituto do FNDE, órgão do MEC que cuida dos livros didático, Rogério Fernando Lot. O presidente do FNDE na gestão Temer Silvio Pinheiro, já não estava mais trabalhando no MEC.

A nota do MEC hoje diz ainda que o “reitera o compromisso com a educação de forma igualitária para toda a população brasileira e desmente qualquer informação de que o Governo Bolsonaro ou o ministro Ricardo Vélez decidiram retirar trechos que tratavam sobre correção de erros nas publicações, violência contra a mulher, publicidade e quilombolas de forma proposital.”

As mudanças estavam no anexo 3 do edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que fala sobre os “Critérios para Avaliação das Obras Didáticas”. A data do documento retificado é de 28 de dezembro, quando a equipe de Bolsonaro trabalhava na transição dentro do MEC.

Estadão Conteúdo

Aquecimento global dos oceanos equivale a 1,5 bomba atômica por segundo

(Michasager/Pixabay)

Você deve estar cansado de ouvir que o aquecimento global faz mal para o planeta. Faz mesmo – e a humanidade sabe disso faz tempo. O cientista sueco Svante Arrhenius (1859-1927) foi o primeiro a afirmar, em 1896, que a queima de combustíveis fósseis pelo homem pode ter sido o início do aquecimento global como o conhecemos. E mais de 90% de todo o calor retido devido às emissões de gases pela humanidade foi absorvido pelos mares — menos de 10% vai parar no resto, como o ar, o solo e as calotas de gelo.

Ou seja: o mar ajudou a conter o fenômeno. Mas isso também é um problema. A quantidade de energia adicionada aos oceanos faz com que eles subam, e furacões e tufões se tornem mais intensos — e destrutivos. Mas quanto calor os oceanos já absorveram desde o início do aquecimento global? Foi isso que cientistas da Universidade de Oxford responderam em um novo estudo publicado no periódico Proceedings of National Academy of Sciences.

Combinando medições da temperatura da superfície dos oceanos desde 1871 com modelos computacionais que preveem a circulação oceânica, os pesquisadores calcularam que o mar absorveu 436 sextilhões de joules de energia de lá para cá. Número abstrato, certo? Então aqui vai uma metáfora simples e bombástica (com o perdão do trocadilho), feita originalmente por jornalistas do jornal inglês The Guardian: isso equivale ao calor liberado pela explosão de uma bomba atômica por segundo nos últimos 150 anos.

Mais impactante que a metáfora, porém, são as consequências. O aumento do nível do mar é considerado um dos mais perigosos impactos de longo prazo gerado pelas mudanças climáticas. Isso porque o mar pode “engolir” diversas cidades costeiras, ameaçando bilhões de pessoas que vivem lá.

Outro fato levantado por eles é que os mares não se aquecem uniformemente, pois as correntes oceânicas transportam calor pelos quatro cantos do mundo. Calcular a quantidade de calor absorvida pelos oceanos nos últimos 150 anos fornece uma linha de base para estimar aumentos possíveis dos níveis do mar no futuro. A equipe descobriu que no Oceano Atlântico, por exemplo, a metade do aumento visto desde 1971, em latitudes baixas e médias, resultou do calor transportado para a região por essas correntes.

De acordo com os cientistas, hoje a situação é ainda mais grave, pois o aquecimento acelerou ao longo do tempo, à medida que as emissões de carbono aumentaram. Agora, o mar absorve o equivalente a três a seis bombas atômicas por segundo (dependendo da temperatura da região).

Super Interessante

Isabella Cecchi, ex miss-Natal, é confirmada no BBB19

Pazzesco! Esta é a palavra em italiano que Isabella, de 24 anos, mais gosta de pronunciar e quer dizer “espetacular”. E é assim que ela se sentiu ao receber a notícia que está no BBB19 depois de um ano cheio de revés em sua vida.

“O negócio tem que ser muito grande para me derrubar, porque já passei por muitas provações. As conquistas que eu tive trazem aquele gostinho de vitória”, diz a natalense.

Filha de pai italiano e mãe brasileira, a universitária tem dupla nacionalidade e morou até os sete anos na Itália. Contudo, após a separação dos pais, voltou a viver na capital do Rio Grande do Norte com a mãe, Magda, e a irmã por parte de mãe, Pamela. Sem nunca se afastar da família paterna, ela, ainda hoje, visita os parentes em Milão pelo menos uma vez ao ano.

A perda do pai, Gianfranco, há cinco anos, transformou a vida de Isabella.

“Foi quando percebi que a vida começou. Isso me fortaleceu para correr atrás do que quero, saber que a vida não é um mar de rosas e me fez ter mais garra e determinação”, explica de forma enfática.

Com essa força, ano passado ela também acompanhou e deu todo apoio a mãe em um tratamento contra um câncer, enquanto se dedicava intensamente aos estudos para passar em Medicina. E as duas conquistas vieram!

Cursando o 5º período de Odontologia, ela decidiu trancar o curso para perseguir o sonho de se tornar médica, como a mãe e a irmã. Além de cumprir uma profecia do pai:

“A última vez que o visitei no hospital, ele disse para as enfermeiras: ‘Ela vai ser médica’. Essa frase sempre me motivou”, disse.

Por tudo o que tem vivido até aqui, ela agora só quer agradecer – e se jogar em tudo o que está por vir. “Ela não é namoradeira, ela é baladeira. Teve três namorados e passou bastante tempo com cada um deles. Se pintar um cara interessante na casa, ela vai embarcar nessa com certeza. Agora, a Bella está com o espírito de ir aproveitando o sonho, se divertir e aproveitar todas as oportunidades”, avisa a irmã da ragazza.

GShow

Fátima diz que Governo está concentrado no drama do atraso nos salários dos servidores públicos, e reunião com superintendente do Banco do Brasil mira operação de crédito para antecipação de royalties do petróleo

A governadora Fátima Bezerra recebeu na manhã desta quarta-feira (9), o novo Superintendente do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte, Antônio Carlos Servo, para tratar da operação de crédito para antecipação dos recursos dos royalties do petróleo, renegociação da operacionalização da folha de pagamento dos servidores e a regularização dos débitos referentes aos consignados. Estas medidas são consideradas prioridades pela chefe do Executivo estadual.

O desdobramento desta reunião acontecerá na próxima sexta-feira (11), em Brasília, onde a governadora e o secretário de Planejamento e Finanças (SEPLAN), Aldemir Freire, estarão reunidos com a diretoria do Banco do Brasil.

“O nosso Governo está concentrado no drama provocado pelo atraso nos salários dos servidores públicos. Estamos trabalhando incansavelmente para que, com o apoio do Banco do Brasil, possamos dar celeridade a este processo, além de garantir receitas extras, e, o quanto antes, darmos fim a esta triste realidade”, ressaltou a governadora.

Aldemir Freire destacou que o compromisso da gestão é não reter o repasse dos empréstimos consignados, como ocorreu na gestão anterior. “Estamos em negociação sobre a retomada dos consignados para os servidores. O Estado tem uma dívida grande com o banco, mas a proposta é que ao firmarmos um acordo para manter os repasses em dia, em contrapartida o banco volte a liberar empréstimos aos servidores”, explica.

O superintendente do Banco do Brasil disse que “Estamos junto com o Governo buscando alternativas para estruturar a operação de crédito, com celeridade. Estaremos em Brasília junto a área econômica do Governo Federal trabalhando para efetivar estas medidas”.

 

VÍDEO: Lançamento do voo Amsterdã/Natal na Holanda mostra belezas e encantos da capital potiguar e região e entusiasma presentes

Lançamento do voo nesta quarta-feira(09), em Amsterdã, na Holanda, possibilitará aquecimento ainda maior do turismo em Natal-RN e região. Vídeo abaixo mostrou encantos da capital potiguar e entusiasmou os presentes.

Veja mais: FOTOS: Na Holanda, comitiva potiguar é recebida pela diretoria da Corendon para lançamento do voo charter Natal-Amsterdam

 

Por G1 RN

 

Entidades sindicais e associativas que representam 10 categorias de servidores públicos do Rio Grande do Norte fecharam um acordo com o governo do estado e aceitam receber o salário de janeiro parcelado. Já os atrasados, ficaram mesmo para depois, para quando o Executivo conseguir recursos extras.

O acordo foi firmado no início da noite desta quarta-feira (9). Pela nova proposta, aprovada depois de duas horas de negociações, ficou decidido o governo vai antecipar 30% do salário bruto dos ativos, inativos e pensionistas nesta sexta-feira (11) – exceto os servidores da segurança pública, que receberão os salários integrais no dia 16.

Ainda no dia 16, serão pagos os 70% restantes (quitação da folha de janeiro) para quem ganha até R$ 3 mil. Já no dia 31, serão pagos os 70% restantes aos ativos, inativos e pensionistas que ganham acima de R$ 3 mil e a folha integral dos servidores de órgãos com arrecadação própria.

Outros dois sindicatos, o Sindicato da Saúde (SindSaúde) e o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp), prometeram levar a proposta para votação em assembleias com suas respectivas das categorias.

Atrasados

A governadora Fátima Bezerra (PT) ainda assumiu o compromisso de quitar as folhas salariais em atraso, obedecendo a ordem cronológica do passivo deixado pela administração do ex-governador Robinson Faria (PSD).

Ficou acertado que o Executivo deve carimbar todas as entradas de recursos extras e antecipatórios para o pagamento do passivo, levando em consideração a seguinte cronologia:

  • 13º salário de 2017
  • Salário de novembro de 2018,
  • 13º salário de 2018
  • Salário de dezembro de 2018

Acordo salarial

Janeiro de 2018

Dia 11

  • Antecipação de 30% do salário bruto, sem descontos, a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas, exceto os servidores da área da segurança pública e dos órgãos que tem arrecadação própria.

Dia 16

  • Antecipação da complementação dos 70% dos servidores que recebem até R$ 3 mil;
  • Antecipação integral dos salários dos servidores da área de segurança pública (ativos, inativos e pensionistas).

Dia 31

  • Pagamento de 70% do mês de janeiro dos servidores ativos, inativos e pensionistas, que recebem acima de R$ 3.000,00;
  • Pagamento integral do mês de janeiro aos servidores de órgãos com arrecadação própria.

Por G1 RN


Sete mulheres compõem o elenco do musical Elza, que chega a Natal neste fim de semana — Foto: Divulgação

Sete mulheres compõem o elenco do musical Elza, que chega a Natal neste fim de semana — Foto: Divulgação

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua majestosa carreira estão em cena no musical “Elza”, que chega ao Teatro Riachuelo, em Natal, neste fim de semana. E entre as atrizes do está a potiguar Khrystal. “Apresentar o espetáculo em casa tem um gostinho de cuscuz, minha comida favorita”, brinca.

Khrystal foi selecionada após uma bateria de testes, junto com Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Laís Lacorte e Verônica Bonfim. Larissa Luz participa como atriz convidada. As sete dividem a missão de evocar a intérprete, através do texto de Vinícius Calderoni e da direção de Duda Maia. “A linguagem surpreende. Muito potente, e todas as mulheres que participam do elenco são muito potentes”, adianta Khrystal.

“É uma honra para mim participar desse projeto. Contar a história de força, de resistência, de resiliência que é a de Elza. É o melhor momento da minha carreira”, comemora a potiguar. O espetáculo já passou por Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e, depois de Natal, vai para Recife.

Cantora Khystal compõe elenco do musical Elza — Foto: Alex Régis/Prefeitura de Natal

Cantora Khystal compõe elenco do musical Elza — Foto: Alex Régis/Prefeitura de Natal

Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet assinam a direção musical do espetáculo e o maestro Letieres Leite foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório de Elza Soares, como ‘Lama’, ‘O Meu Guri’, ‘A Carne’ e ‘Se Acaso Você Chegasse’. O projeto foi idealizado por Andrea Alves, da Sarau Agência, a partir de um convite da própria Elza e de seus produtores, Juliano Almeida e Pedro Loureiro.

Ao lançar seus últimos dois discos, ‘A Mulher do Fim do Mundo’ (2015) e ‘Deus é Mulher’ (2018), Elza Soares não somente ampliou ainda mais seu repertório e o leque de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira. ‘O espetáculo é uma grande celebração da mulher. É a vez e a voz da mulher brasileira em cena’, vibra a produtora Andrea Alves, responsável por espetáculos recentemente premiados, como ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, ‘Auê’ e ‘Gota D’Água [a seco]’.

Vinícius Calderoni, autor do texto, chama a atenção para a coletividade presente em todo o processo de criação da montagem. Após ter escrito as primeiras páginas, ele começou a frequentar os ensaios e estabeleceu um rico intercâmbio com Duda Maia e as sete atrizes. “Hoje poderia dizer que elas são coautoras e colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria os relatos delas e as opiniões. Pedi a colaboração delas, das experiências vividas por uma mulher negra. Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram esse espaço”, conta o dramaturgo.

Esse processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa das atrizes e das musicistas nos ensaios com Pedro Luís, diretor musical, e o maestro Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios. O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: ‘Ogum’, de Pedro Luís, e ‘Rap da Vila Vintém’, de Larissa Luz. Se a escolha de Pedro para a função foi referendada pela própria Elza, que gravou e escolheu um verso do compositor para nomear seu último disco. Larissa Luz já estava envolvida com o projeto desde o seu embrião.

“Força e leveza”

As atrizes que vão dividir o palco passaram por uma série de audições, em um processo que privilegiou a escolha de intérpretes multifacetadas. Em cena, elas se dividem ao viver Elza em suas mais diversas fases e interpretam outros personagens, como os familiares e amigos da cantora, além de personalidades marcantes, como Ary Barroso (1903-1964), apresentador do programa em que ela apareceu pela primeira vez, e Garrincha (1933-1983), que protagonizou com a cantora um dos mais famosos casos de amor da recente história brasileira.

Ainda que muitos dos conhecidos episódios da vida da homenageada estejam no palco, a estrutura de ‘Elza’ foge do formato convencional das biografias musicais. Se os personagens podem ser vividos por várias atrizes ao mesmo tempo, a estrutura do texto também não é necessariamente cronológica. Da mesma forma que músicas recentes (‘A Mulher do Fim do Mundo’, ‘A Carne’, ‘Maria da Vila Matilde’) se embaralham aos sucessos das mais de seis décadas de carreira da cantora, como ‘Se Acaso Você Chegasse’, ‘Lama’, ‘Malandro’, ‘Lata D’Água’ e ‘Cadeira Vazia’.

Marcada por uma série de tragédias pessoais – a morte dos filhos e de Garrincha, a violência doméstica e a intolerância –, a jornada de Elza é contada com alegria. Foi este o único pedido da própria cantora:

“A Elza me disse: ‘sou muito alegre, viva, debochada. Não vai me fazer um musical triste, tem que ter alegria’. Isso foi ótimo, achei importante fazer o espetáculo a partir deste encontro, pois assim me deu base para saber como Elza se via e como ela gostaria de ser retratada”, conta Vinicius, que leu e assistiu a várias entrevistas que a cantora deu ao longo da vida e também pesquisou a obra de pensadoras negras, como Angela Davis e Conceição Evaristo, cujos fragmentos de textos aparecem na peça.

“Apesar de uma força arrebatadora, Elza tem muita leveza. É divertida. Mais do que nos pedir qualquer coisa, deixou claro que sua história é marcada por uma força absurda de viver. Que, apesar de tudo, tem garra, tem amor, tem opinião”, completa a diretora Duda Maia, que comandou o grupo por oito horas diárias de ensaio, durante os últimos três meses.

A sintonia de um encontro teatral

‘Elza’ marca o encontro da dramaturgia de Vinícius Calderoni com a direção de Duda Maia, dois nomes que se destacaram no recente panorama teatral brasileiro. Pela direção de ‘Auê’ (2016), estrelado pela Cia. Barca dos Corações Partidos, ela conquistou os prêmios Shell, Cesgranrio e Botequim Cultural de Melhor Direção, além dos prêmios APTR e Cesgranrio de Melhor Espetáculo e o Bibi Ferreira de Melhor Musical Nacional. Enquanto isso, Vinicius já ganhou o Prêmio Shell de Melhor Autor por ‘Ãrrã’ (2015), o APCA por ‘Os Arqueólogos’ (2016) e coleciona outras indicações e troféus por espetáculos da companhia Empório de Teatro Sortido, que lidera ao lado de Rafael Gomes.

Em paralelo à carreira de escritor, Vinícius Calderoni é também músico – ele integra a banda 5 a seco e tem dois discos lançados – e ator. A experiência musical foi determinante no processo de criação do texto. “Desde pequeno quis ser letrista, gostava de escrever letras de canção. Quando escrevi o musical, eu me guiei pela sensação de letrista, escolhendo o tamanho das frases e a sonoridade rítmica delas”, conta o autor.

Já Duda Maia trouxe seu trabalho corporal para o desenvolvimento da linguagem da encenação. “Eu e corpo somos uma coisa só, ele é minha religião. Para mim, não existe palavra sem corpo, a dança é meu começo, meio e fim. Esse grupo de atrizes é muito forte, elas mergulharam de cabeça nessa ideia”, destaca.

A sintonia entre eles e Pedro Luís (diretor musical) foi determinada por uma característica fundamental no trabalho dos três: a escuta e a participação das intérpretes. “Foi um processo de ensaios muito vivo, em que partimos do princípio que a voz não é nossa, é das atrizes. Fizemos este trabalho para elas e a partir de propostas delas também. Precisamos olhar para o grupo, para a troca”, conta Duda Maia, ressaltando que tudo só foi possível graças à parceria com a Sarau, produtora capitaneada por Andrea Alves.

Nos últimos anos, a Sarau foi responsável por momentos do teatro nacional como as montagens de ‘Gonzagão – A Lenda’, ‘Ópera do Malandro’, ‘Auê’ e ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, da Cia. Barca dos Corações Partidos, e ‘Gota D’Água [a seco]’, dirigida por Rafael Gomes e protagonizada por Laila Garin. Sempre comprometida com a cultura nacional em seus mais variados aspectos, a produtora também assina a direção do Festival Villa-Lobos e do Toca, evento que teve a primeira edição neste ano e trouxe a canção brasileira para o centro da discussão, através de shows gratuitos, oficinas e debates.

Premiações

Espetáculo conquistou o Prêmio Reverência nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Direção (Duda Maia), Melhor Autor (Vinícius Calderoni) e Melhor Arranjo (Letieres Leite), Prêmio APCA de Melhor dramaturgia (Vinícius Calderoni), 6 indicações no Prêmio Cesgrario: Melhor figurino (Kika Lopes e Rocio Moure), Melhor Iluminação (Renato Machado),Categoria especial (Elenco Elza), Melhor Direção (Duda Maia), Melhor Direção Musical em Teatro Musical (Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet), Melhor espetáculo (Elza) e Indicação no Prêmio Shell: Melhor Música (Pedro Luis, Larissa Luz e Antônia Adnet).

Ficha Técnica

Elenco:

  • Janamô
  • Júlia Tizumba
  • Késia Estácio
  • Khrystal
  • Laís Lacôrte
  • Verônica Bonfim

Atriz Convidada: Larissa Luz

Direção: Duda Maia

Texto: Vinícius Calderoni

Direção Musical: Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet

Arranjos: Letieres Leite

Idealização e Direção de Produção: Andréa Alves

Cenário: André Cortez

Figurinos: Kika Lopes e Rocio Moure

Iluminação: Renato Machado

Visagismo: Uirandê de Holanda

Design de Som: Gabriel D’Angelo

Serviço

Musical Elza

  • Dias 12 e 13 de janeiro (sábado e domingo)
  • Sábado às 21h e Domingo às 20h
  • Classificação etária: 14 anos
  • Duração: 120 minutos
  • Teatro Riachuelo (Av. Bernardo Vieira, 3775 / Natal – RN)
    www.teatroriachuelonatal.com.br

Fonte: G1RN

 

Por G1 RN

 


RN registra queda na exportação de melão em 2018 — Foto: Anderson Barbosa/G1

RN registra queda na exportação de melão em 2018 — Foto: Anderson Barbosa/G1

A balança comercial do Rio Grande do Norte terminou 2018 com um saldo de US$ 109,16 milhões, considerando a diferença entre o que foi exportado e o que foi importado ao longo do ano. Apesar disso, houve queda de quase 10% no volume das exportações e de 5,8% nas importações, na comparação com o ano anterior. Principal produto exportado pelo estado, melão apresentou queda de 34% nas vendas para o mercado externo.

O todo, o estado exportou US$ 275,46 milhões de janeiro a dezembro, contra US$ 304,33 milhões no ano anterior – redução de 9,5%. As importações também tiveram queda, embora tenham sido menores. O estado comprou no exterior US$ 166,3 milhões, contra US$ 176,58 milhões no ano anterior.

O principal produto exportado pelo estado continuou sendo o melão, apesar de uma queda de 34%. Enquanto o estado vendeu US$ 108,15 milhões em 2017, o volume de vendas do ano passado ficou em US$ 90,9 milhões. Com isso, ele representa 26% do total de exportações. No ano anterior, era 36%.

Balança Comercial do RN
Dados comparativos entre 2017 e 2018

Valor em US$304,33304,33176,58176,58127,75127,75275,46275,46166,3166,3109,17109,17Exportações 2017Importações 2017Saldo da balança 2017Exportações 2018Importações 2018Saldo da balança 20180100200300400

Importações 2018
166,3
Fonte: Comex vis

Produtos básicos, aqueles que não passam por processamento industrial, como é o caso do melão, representaram, ao todo, 77% das vendas potiguar para o exterior.

Já o produto mais importado pelo estado, com 38% de participação no total do produtos adquiridos, o trigo registrou aumento no período. O estado comprou US$ 48,89 milhões em trigo em 2017. No ano passado, com aumento de 28,9%, o estado importou US$ 63,01 milhões.

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