“Alguns DETESTAM o fato de que eu me dei bem com o presidente Putin da Rússia”, tuitou nesta quarta-feira. “Eles preferem ir à guerra do que ver isso”.

Com exceção do senador Rand Paul, poucos republicanos defenderam abertamente o desempenho do presidente na cúpula de Helsinque, a primeira reunião bilateral entre o 45º presidente dos Estados Unidos e o presidente russo.

Nos dias que antecederam sua etapa finlandesa, em Bruxelas ou Londres, Trump lançou acusações contra a Alemanha, a União Europeia e o Reino Unido.

Sua turnê provocou uma avalanche de comentários negativos de vários políticos e especialistas em geopolítica, variando de “surrealista”, “traidor”, “embaraçoso”, “indefensável” a “impensada”.

– Relações com a Otan –

Em uma entrevista à Fox News, Trump colocou mais fogo nas relações com os aliados da Otan, já tensionadas durante a cúpula em Bruxelas.

O presidente americano pareceu questionar o princípio de defesa mútua, a base da Aliança Atlântica.

“Se, por exemplo, Montenegro é atacado, por qual razão meu filho deveria ir a Montenegro para defendê-los?”, questionou o jornalista.

“Eu entendo o que você diz, faço a mesma pergunta”, respondeu Trump. “Montenegro é um pequeno país com pessoas muito fortes (…) muito agressivas”, acrescentou.

O artigo 5 do Tratado da Otan estipula que todo ataque contra um país membro é considerado um ataque contra todos.

A Rússia, que elogiou a cúpula de Helsinque como um grande sucesso, lamentou, por sua vez, a prisão nos Estados Unidos de Maria Boutina, uma russa acusada de tentar influenciar secretamente organizações políticas americanas em benefício da Rússia.

“Isso aconteceu com o objetivo claro de minimizar o efeito positivo” da cúpula entre os dois dirigentes, realizada segunda-feira em Helsinque, afirmou a porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores, Maria Zakharova, em entrevista coletiva nesta quarta.

“Isso dá a impressão de que alguém, com seu relógio e sua calculadora, calculou não apenas a data, mas o horário, para que essa história apareça ao máximo”, disse ela, acrescentando que “parece que o FBI obedece abertamente a uma ordem política”.

 

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