REFLEXÃO: O NOSSO ATRASO É UMA QUESTÃO CULTURAL

Na nossa REFLEXÃO desta terça-feira trago mais um texto do amigo Ricardo Paz de Brasília que analisa como países como as Suécia conseguem um dos melhores IDH do mundo e o que falta para o Brasil chegar lá.

O BRASIL PODE MUDAR! SÓ DEPENDE DE NÓS!

A Suécia, lugar de povo sadio, bem-educado e desenvolvido, onde se fabrica até aviões supersônicos, não é um país de excelências e mordomias, como já documentou em livro a jornalista Cláudia Wallim. O país tem uma longa história de democracia, com um profundo sentimento de igualdade entre os cidadãos. Isso prova que não é necessário um sistema socialista para se diminuir a desigualdade social, como apregoam os esquerdistas. País de mercado e competitividade, essencialmente capitalista, não se ouve falar de políticos suecos praticando farsas e sabotagens dos interesses dos cidadãos. Os poderes, e poderosos, dessa monarquia constitucional parlamentarista se empenham a promover o crescimento econômico com desenvolvimento social, resguardando um ambiente propício e ético aos negócios. Na Suécia, as empresas pagam um total de 22% em impostos e encargos. Os impostos sobre o setor produtivo representam apenas 6% da arrecadação total do governo. Ou seja, a prioridade lá é incentivar o empreendedorismo, a produção e o emprego privado. É por isso que desde os anos 90 a quantidade de funcionários públicos, em todos os níveis de governo, caiu de 1,7 milhões para menos de 1,3 milhões. Ao passo que a quantidade de empregados no setor privado cresceu de 2,8 para 3,3 milhões, no mesmo período. Além de uma máquina governamental enxuta, eficiente e produtiva, na Suécia não existe desperdício de dinheiro público com excessivos privilégios e farras nos poderes, como o que ocorre no Brasil. Uma crise como a que estamos passando no Brasil, hoje, dos caminhoneiros, simplesmente não ocorreria na Suécia. Porque a máquina governamental é de baixo custo, e alta performance, e as autoridades constituídas e os detentores de altos cargos da administração pública não gosam de mordomias e privilégios. Assim, os impostos e encargos não abocanham boa parte da renda do setor produtivo. Já no Brasil, além do estado ser inchado, caro e ineficiente, entregando muito pouco aos cidadãos, as mordomias e privilégios alcançaram um patamar totalmente destoado de nossa realidade. Vamos pegar, por exemplo, o magistrado brasileiro. O salário de um juíz alcança o teto constitucional de R$ 33,7 mil. Mas, além do salário ele ganha auxílio educação, auxílio funeral, auxílio transporte, auxílio moradia, verbas para passagens e diárias, plano integral de saúde, carro com motorista exclusivo, dentre outros penduricalhos. Estes benefícios totalizam uma despesa de R$3,8 bilhões por ano (com quem já ganha um alto salário!). Somando estes extras com a folha salarial, a despesa do judiciário alcança R$ 61 bilhões por ano. Um juíz sueco ganha em torno de R$ 22,3 mil por mês, e usufrui de nenhuma (nenhuma!) mordomia. Este salário é apenas 50% acima do salário de um professor do ensino fundamental. Um Deputado Federal sueco ganha este mesmo salário. E deputados estaduais não recebem salário. Todos os deputados vão de ônibus para o trabalho. Os que não moram na capital, Estocolmo, tem direito a apartamento funcional de 18 m², sem comodidades, como máquina de lavar roupa (a máquina é comunitária!). Na Suécia, as “excelências” são chamadas de “vocês”. Ou seja, o mandato político não confere título de “nobreza”. Aqui no Brasil, o “excelentíssimo” presidente da Câmara dos Deputados mora em casa de 800 m² (uma “pequena” mansão!), ganha um salário de R$ 33,7 mil, R$ 4,2 milhões por ano para distribuir a 47 assessores diretos, tem carro com 2 motoristas a sua disposição e um jato da FAB com piloto. Vendo a situação de penúria de boa parte dos brasileiros, a agonia das pessoas nos hospitais públicos, a pouca ou nenhuma educação de milhões de cidadãos, o sucateamento das infraestruturas das cidades e os rombos constantes nas contas públicas, qual o sentido de nossas autoridades terem uma vida de verdadeiros príncipes? Você não acha que já passou da hora de darmos um basta nisso? Se queremos ser protagonistas de mudanças reais neste país, vamos as ruas exigir o cumprimento desta pauta (inicial!): 1) Estado menor e mais produtivo; 2) Fim de todas as mordomias e privilégios nos três poderes, em todos os níveis da federação; 3) Impostos mais baixos para a indústria, comércio e serviços, e sobre a renda do trabalhador; e 4) Fim de foro privilegiado e cadeia a políticos corruptos após julgamento na 1ª instância. Além de ir pra rua protestar contra um estado oneroso, deficiente e injusto, e contra os abusos de gastos pelos detentores de cargos públicos, reafirme seu sentimento não votando nos políticos que já tem mandato, e nada fizeram para pôr fim às mordomias e privilégios. Quer mudar o Brasil? Quer um país melhor para você, seus filhos e netos? Participe! Se levante do sofá!

Ricardo Paz

Empresário e pré-candidato a Deputado Distrital pelo Patriota

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