PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTE SÁBADO

Por G1

 

Tragédia em Minas Gerais: uma barragem da Vale se rompe em Brumadinho e um mar de lama avança sobre casas na área rural da cidade. O Governo de MG confirma 7 mortos e 150 desaparecidos. O presidente da Vale diz que rejeitos atingiram área administrativa da empresa e que a maioria das vítimas são os próprios funcionários da mineradora: ‘Desta vez, é uma tragédia humana’. Confira o que foi notícia nesta sexta.

NACIONAIS

Tragédia em Brumadinho

Veja no JN: barragem se rompe em Brumadinho, em Minas Gerais

Veja no JN: barragem se rompe em Brumadinho, em Minas Gerais

Uma barragem da mineradora Vale se rompeu nesta sexta-feira (25), em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um mar de lama destruiu casas da região do Córrego do Feijão. De acordo com o governo de MG, há ao menos sete mortos, ainda não identificados.

  • Rompimento ocorreu no início da tarde na Mina do Feijão, da Vale, em Brumadinho;
  • Mar de lama destruiu casas;
  • Havia empregados da Vale no local atingido pelo rompimento;
  • Há sete pessoas mortas, outras sete feridas e cerca de 150 desaparecidas;
  • A Vale tinha 427 pessoas no local, e 279 foram resgatadas vivas;
  • Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão no local; helicópteros resgatam pessoas ilhadas em diversos pontos;
  • Ao menos seis prefeituras emitiram alerta para que população se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba, pois o nível pode subir;
  • Rodovia estadual que leva a Brumadinho está fechada;
  • Governo montou gabinete de crise, e 3 ministros estão a caminho; Bolsonaro vai sobrevoar o local no sábado;
  • Por precaução, o Instituto Inhotim retirou funcionários e visitantesdo local.
Vista aérea do local destruído pelos rejeitos após o rompimento da barragem da mina do Feijão, situada em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (25) — Foto: Moisés Silva/O Tempo/Estadão Conteúdo

Vista aérea do local destruído pelos rejeitos após o rompimento da barragem da mina do Feijão, situada em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), nesta sexta-feira (25) — Foto: Moisés Silva/O Tempo/Estadão Conteúdo

Barragem não era usada há 3 anos

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que a barragem que se rompeu em Brumadinho estava inativa e sem receber rejeitos há três anos. Segundo ele, laudos apontavam um risco baixo de desabamento. Schvartsman afirmou crer que o desastre ambiental é “possivelmente menor” que o do rompimento da barragem de Mariana, há três anos, mas a “tragédia humana” é maior.

“A maioria dos atingidos são nossos próprios funcionários. Nós tínhamos, no momento do acidente, aproximadamente 300 funcionários, próprios e de terceiros, trabalhando naquele local. Nós não sabemos quantos foram acidentados porque houve um soterramento pelo produto vazado”

Resgatados vivos

O Corpo de Bombeiros divulgou uma lista com nomes de pessoas que foram resgatadas vivas após o rompimento da barragem. Veja nomes.

Visita de Bolsonaro

Em pronunciamento, o presidente Jair Bolsonaro informou que sobrevoará neste sábado (26) a região atingida pela lama. Segundo ele, após “reavaliação” dos danos, serão discutidas “todas as medidas cabíveis”. O governo federal criou um gabinete de crise para monitorar e definir ações que serão tomadas com relação à tragédia.

“Sobrevoaremos a região para que possamos, mais uma vez reavaliando os danos, tomar todas as medidas cabíveis para minorar o sofrimento de familiares e possíveis vítimas, bem como a questão ambiental”

‘Essa conta não pode vir para a gente’

Já o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que a “conta” do rompimento “não pode ir” para o atual governo.

“Essa conta não pode vir para gente, não pode vir para o nosso governo. Porque nós assumimos faz 30 dias. É uma empresa privada, a Vale é uma empresa privada. Tem que apurar o que houve. Era considerada a barragem de menor grau de risco”.

Repercussão

Diversos políticos, entidades e artistas se manifestaram sobre o rompimento da barragem. Romeu Zema, governador de Minas Gerais, disse que “todo o aparato do Governo de Minas foi enviado para prestar os primeiros socorros às vitimas e o suporte necessário para os moradores da região”. Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, afirmou ser “inadmissível que o poder público e empresas mineradoras não tenham aprendido nada” após a tragédia em Mariana (MG).

Ações em baixa

As ações da Vale tiveram forte queda na bolsa de Nova York, após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Os papéis da empresa caíram 8,08%, a US$ 13,66. A Bovespa não opera nesta sexta-feira por causa do feriado na cidade de São Paulo. Neste ano, as ações da Vale no Brasil acumulavam alta de 10,1% até quinta-feira.

3 anos após Mariana

Há mais de três anos, no dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais.

A barragem de Fundão abrigava cerca de 56,6 milhões de m³ de lama de rejeito. Desse total, 43,7 milhões de m³ vazaram. Os rejeitos atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce, destruíram distritos e deixaram milhares de moradores da região sem água e sem trabalho.

Leia mais:

Rompimento de barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) — Foto: G1

Rompimento de barragem da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) — Foto: G1

Beto Richa preso

Beto Richa — Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS

Beto Richa — Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi preso no apartamento onde mora, em Curitiba, na 58ª fase da Lava Jato. A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. É a segunda vez que o tucano é detido. Segundo a decisão judicial, Richa tentou influenciar os depoimentos de testemunhas da investigação.

Caso Jean Wyllys

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que viver sob escolta por conta de ameaças recebidas e sob constante difamação “não é viver plenamente”. Na mensagem, enviada à TV Globo, o parlamentar diz ainda que desde março do ano passado o governo brasileiro foi omisso com relação a essas ameaças e ignorou um relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), que reconheceu que ele estava sob “risco iminente de morte”.

Carnaval

Mônica Benício usa camisa com a inscrição "Eu estou com ela" para relembrar o assassinato de Marielle — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Mônica Benício usa camisa com a inscrição “Eu estou com ela” para relembrar o assassinato de Marielle — Foto: Marcos Serra Lima/G1

A viúva da vereadora Marielle Franco, Monica Benicio, desfilará à frente da última ala da Mangueira no carnaval deste ano.

“O carnaval é esse momento de euforia que as pessoas mascaram os problemas e o meu propósito na avenida não é estar celebrando nada, embora esteja muito honrada com o convite da Mangueira, mas, para mim, é um momento de estar reforçando a ideia da preservação da memória de Marielle”, explicou Monica.

Também teve isso…

Canelite incomoda é bem comum entre corredores, mas tem prevenção e cura

Por Breno Perruci/@eaiboracorrer

Aconteceu comigo e acontece com praticamente oito entre dez corredores, principalmente os iniciantes, mas aqui e acolá pega um antigo mais afoito também. Falo da síndrome do estresse medial da tíbia ou periostite, ou ainda como é conhecida popularmente, canelite. Ela nada mais é que uma inflamação no osso da canela, a tíbia, ou nos músculos e tendões que estão inseridos nesse osso.

O principal sintoma é a dor forte na canela quando se faz exercícios de alto impacto, como a corrida. Em alguns casos, a canelite pode provocar inchaço e sensibilidade ao toque, até mesmo em atividades simples como na hora de se vestir.

Além da questão do impacto, as causas também podem estar relacionadas aos treinos em superfícies irregulares, uso de calçados inadequados, pronação exacerbada dos pés, condições genéticas e falta de alongamento. Sendo assim, os alongamentos são aliados na prevenção à canelite, mas lembrem, eles não devem feitos imediatamente antes do treino. Faça os alongamentos com horas de distância do momento de corrida, de preferência alterne os dias de atividades.

Outra causa e essa é uma das mais recorrentes, é a falta da preparação orientada. Esse fator, acaba levando o corredor a aumentar o volume dos treinos de forma desordenada, sem a gradação correta, o que estressa os ossos e tendões além da conta. Diferentemente dos sistemas cardiorrespiratório e muscular, que se adaptam à atividade física em pousas semanas, a estrutura da canela pode demorar alguns meses para aguentar o impacto dos treinos e muitas vezes a empolgação em buscar resultados nos leva aos excessos. Então não tem como fugir, se vai correr, busque a orientação de um profissional. Você vai evoluir mais rápido, melhor e com menor riscos de lesões.

Outro aspecto que falei no início e é importante também deixar claro, é que canelite não é um risco apenas para iniciantes. É mais comum e fácil ocorrer em quem tá começando, claro, mas os mais experientes também precisam tomar as mesmas precauções. Repito, o problema está relacionado ao período de adaptação das estruturas ósseas à atividade física. Ou seja, mesmo um atleta de alto rendimento pode sofrer com as dores caso intensifique muito seu treino pulando as etapas evolutivas.

De qualquer forma não há porque desespero, em caso de canelite o tratamento é simples. Requer adequação do volume de treinamento e paciência para esperar o organismo se adaptar ao exercício, sendo indicado aplicar gelo na região da dor, com repousos e descansos maiores entre as corridas. Evitar treinos mais intensos como os de tiro, por um tempo, também ajuda. Agora se o problema tornar-se crônico ou evoluir para um quadro de fratura por estresse, aí não tem jeito, inevitavelmente é necessário o acompanhamento de um médico ortopedista ou do esporte. Nesses casos o tratamento também é aliado à fisioterapia.

Então amigos, é sem segredo. Nada de medo, treino orientado, e bora correr?

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Governo de MG confirma ao menos 7 mortos em tragédia em Brumadinho

Foto: Washington Alves/Reuters

O governo de Minas Gerais confirmou na noite desta sexta-feira, 25, que pelo menos sete pessoas morreram atingidas pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ainda não há identificação das pessoas que morreram.

Segundo o governo, foram retiradas nove pessoas com vida da lama e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas. Dados repassados pela Vale ao governador de Minas, Romeu Zema (Novo), indicaram que havia 427 pessoas no local – e 279 foram resgatadas vivas.

Segundo o governo, são cerca de 150 pessoas desaparecidas vinculadas à empresa.

Quase 100 bombeiros foram deslocados para a região para buscar pessoas desaparecidas. O contingente, segundo o governo de Minas Gerais, será dobrado a partir da madrugada deste sábado, 26.

‘Dano humano será maior’

Em entrevista nesta sexta-feira, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, se disse “arrasado”. “Dessa vez o dano ambiental será muito menor que em Mariana, mas o humano será maior”, disse Schvartsman, recém-chegado de Davos, na Suíça.

Schvartsman se refere ao rompimento de uma barragem da Samarco em Mariana (MG), em novembro de 2015. A lama atingiu o distrito de Bento Rodrigues, matando 19 pessoas.

Estadão Conteúdo

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Ex-presidente da OAS aponta propina a atual corregedor nacional de Justiça e membro do STJ

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato, disse em delação premiada que pagou R$ 1 milhão em propina ao ministro Humberto Martins, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), em troca de ajuda com um recurso que tramitava na corte. Martins atualmente é corregedor nacional de Justiça do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A colaboração de Pinheiro foi assinada neste mês com a Procuradoria-Geral da República. O acordo ainda precisa ser homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Pinheiro afirmou aos procuradores que a propina foi negociada com o advogado Eduardo Filipe Alves Martins, filho do ministro, e que o procurou por sugestão do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

O empreiteiro afirmou que Eduardo pediu inicialmente R$ 10 milhões para reverter um julgamento desfavorável à empresa e, após nova negociação, foi acertado um pagamento de R$ 1 milhão para que o caso fosse retirado da pauta.

Segundo Pinheiro, a maior parte da propina foi paga em dinheiro vivo e o restante por meio de contratos fictícios entre uma fornecedora da OAS e o escritório de Eduardo.

O recurso citado na delação foi proposto pela OAS contra uma decisão do TJ (Tribunal de Justiça) da Bahia, que deu ganho de causa à Prefeitura de Salvador em ação da empreiteira em razão de créditos da obra do canal Camurujipe.

O recurso tramitou na Segunda Turma do STJ e o ministro Humberto Martins foi designado como seu relator. Em 18 de junho de 2013, o recurso da OAS foi negado.

Em 2 de agosto, a empreiteira entrou com embargos de declaração para tentar reverter a decisão. Pinheiro, então, disse que pediu ajuda ao senador Renan Calheiros.

“Como tinha conhecimento da relação de proximidade existente entre o senador Renan Calheiros e o ministro Humberto Martins, o procurei para solicitar que intercedesse”, disse Pinheiro, segundo trecho da delação. Renan, de acordo com ele, comprometeu-se a falar com Martins.

Em 10 de setembro, porém, os embargos foram incluídos na pauta do dia 17 de setembro sem que Pinheiro tivesse uma sinalização qualquer sobre a possibilidade de modificação do julgado.

Diante disso, Pinheiro disse que procurou Renan novamente, que sinalizou que falaria com Martins “sobre a possibilidade de adiar o julgamento, o que, de fato, ocorreu”.

Segundo o delator, em relação à possibilidade de reversão do julgamento desfavorável ocorrido na turma, Renan lhe aconselhou a procurar Eduardo Martins, filho do ministro e que tinha escritório de advocacia em Brasília.

“Eduardo Martins me solicitou a importância de R$ 10 milhões para reverter o julgamento desfavorável à empresa”, disse Pinheiro na delação.

O empreiteiro disse que considerou o valor elevado e pediu para que o filho do ministro estudasse uma alternativa, já que a OAS não teria ganhos imediatos, pois antes de receber enfrentaria uma fila de precatórios da prefeitura.

Eduardo, segundo o delator, disse não ser possível desconto na propina porque haveria desgaste para reverter o julgado, sobretudo com a ministra Eliana Calmon, que é da Bahia e pressionava para que o julgamento fosse rápido.

Pinheiro disse que Eduardo Martins sugeriu R$ 1 milhão “pela retirada da pauta dos embargos e pelo atraso no seu julgamento até a saída da ministra Eliana Calmon do STJ”, que havia anunciado sua aposentadoria.

O empreiteiro afirmou ter aceitado a proposta, mesmo ela não resolvendo seu problema, por considerar que o ministro poderia julgar outros assuntos de interesse da OAS. O caso, de acordo com ele, foi pautado várias vezes, mas por interferência de Martins foi retirado da pauta.

“Este valor de R$ 1 milhão foi pago da seguinte forma: R$ 820 mil em espécie entregue em um flat no Lago Sul (em Brasília) de propriedade de Eduardo Martins e R$ 180 mil através de contratos de honorários fictícios realizados por fornecedor da OAS. O contrato em questão foi celebrado em 30.10.2013 com pagamentos realizados em 16.12.2013 e 16.01.204, de R$ 90 mil cada”, afirmou Pinheiro na delação.

Ele disse que, após seis meses de atraso nos embargos, Eduardo Martins quis cobrar “valores adicionais para tal interferência no andamento processual”, o que não foi aceito pela empreiteira. Em 19 de agosto de 2014, os embargos de declaração foram então incluídos na pauta e rejeitados pelos ministros.

Investigações sobre ministros do STJ tramitam perante o STF, devido ao foro especial dos magistrados.

Recentemente, os ministros do STJ Francisco Falcão e Marcelo Navarro foram alvo de inquérito aberto no Supremo a pedido da PGR, após delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. O caso foi arquivado porque não foram encontradas provas de que eles participaram de um esquema para obstruir a Lava Jato, como dissera o delator.

Ministro nega relacionamento

O ministro Humberto Martins declarou que não tem relacionamento com funcionários da OAS e já se declarou impedido de julgar os processos em que parentes de até terceiro grau atuem como advogados.

Ele também afirmou em nota que “a presidência do STJ analisou todos os processos que relatou ou nos quais proferiu voto vogal envolvendo as partes às quais se sugere que teria havido favorecimento e verificou que os pedidos formulados pelas empresas foram indeferidos”.

O advogado Eduardo Martins disse que nunca tratou de assuntos pessoais ou profissionais com Léo Pinheiro ou com qualquer outra pessoa sobre processos relatados por Humberto Martins. Disse que a acusação de Pinheiro lhe causa “surpresa e indignação” e “é completamente desprovida de elementos mínimos de prova”.

A OAS disse que conta com uma nova gestão e tem contribuído com as autoridades competentes e com a Justiça.

O senador Renan Calheiros não se manifestou.

A defesa de Léo Pinheiro não quis se manifestar.

Folhapress

Fonte: Blog do BG

 

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Risco de rompimento foi citado na tensa reunião que aprovou licença da barragem

Foto: Carolina Ricardi

A ata da reunião extraordinária do órgão ambiental de Minas Gerais que aprovou em dezembro, de forma acelerada, a ampliação das atividades do complexo Paraopeba, que inclui a mina Córrego do Feijão, mostra que o risco de rompimento, que acabou ocorrendo nesta sexta (25), foi objeto da discussão.

Em 11 de dezembro de 2018 reuniu-se extraordinariamente a Câmara de Atividades Minerárias, na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, para deliberar sobre a licença para a continuidade das Operações da Mina da Jangada e a continuidade das operações da Mina de Córrego do Feijão.

Após ampla e acalorada discussão, com manifestação contrária da comunidade local por causa de possíveis abalos hídricos, representantes do governo estadual e das empresas aprovaram com folga as licenças: 8 votos contra 1, com 1 abstenção.

O representante do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Julio Cesar Dutra Grillo, justificou a abstenção citando ações que considerava corretas por parte da empresa, mas fez um alerta.

“Esse projeto traz algumas novidades positivas. Uma delas é o descomissionamento [eliminação] de uma barragem de 10 milhões que 2889 está acima de Casa Branca. A população de Casa Branca está preocupada com muitas coisas, com toda razão, mas não manifesta preocupação sobre aquilo que eu considero que é potencialmente o maior problema de Casa Branca”, disse Grillo.

“O que é esse problema? Casa Branca tem algumas barragens acima de sua cabeça. Muita gente aqui citou o problema de Mariana, de Fundão, e vocês têm um problema similar. E ali é o seguinte, essas barragens não oferecem risco zero. Em uma negligência qualquer de quem está à frente de um sistema de gestão de risco, aquilo rompe. Se essa barragem ficar abandonada alguns anos, não for descomissionada, ela rompe, e isso são 10 milhões m³, é um quarto do que saiu de Fundão, inviabiliza Casa Branca e inviabiliza ao menos uma das captações do Paraopeba”, acrescentou.

Mais cedo, ele havia dito que qualquer projeto que de mineradora que cai no órgão é aprovado porque os ambientalistas são minoritários.

A aprovação, com um licenciamento único e mais rápido, foi obtida através de uma diminuição do potencial de risco da barragem.

O licenciamento deveria ter sido realizado em três fases —de licença prévia, de instalação e de operação—, mas foi feito de uma só vez. Isso porque a mina Córrego do Feijão era tida como classe 6, com maior potencial poluidor e, por isso, necessitando um licenciamento ambiental trifásico. Ao passar para classe 4, pulou etapas de licenciamento.

“Sobre essa questão da classe 4 e do licenciamento ambiental concomitante em uma única fase, o nosso parecer de vista apontou trechos do Parecer Único da Suppri [Superintendência de Projetos Prioritários], que claramente demonstram que essa ampliação e continuidade da Mina da Jangada, concomitante com Córrego do Feijão, é para até 2032, um incremento de 88% na produção. Eu nem tenho a palavra certa para falar, mas é abominável que tenhamos hoje esse empreendimento como classe 4, quando sempre foi classe 6”, reclamou Maria Teresa Viana de Freitas Corujo, do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas (Fonasc).

Ela foi o único voto contrário às licenças. Segundo Curujo, a proposta não era de eliminação da barragem, mas de incremento de continuidade das minas Jangada e Feijão.

Rodrigo Ribas, superintendente da Suppri, rebateu as críticas de forma contundente.

“Senhor presidente, a equipe técnica terminou aqui a sua manifestação, e eu quero fazer um breve desabafo. Nós somos funcionários públicos, nós servimos à sociedade. Atualmente, nos últimos dois anos e pouquinho, nós temos servido à sociedade com os salários parcelados. Para o senhor saber, a minha equipe não recebeu o salário de novembro. Então, é extremamente desagradável que as pessoas, de maneira irresponsável, vil, cruel, cheguem para uma equipe sensacional, bacana, que está aqui em todas as reuniões disposta a discutir todos os pontos técnicos, todos os pontos políticos, todos os pontos jurídicos com quem quer que seja, e chamem a minha equipe de criminosa”, disse, se referindo a relatos de participantes da reunião.

Segundo ele, o processo de licença foi plenamente analisado e tratava-se de uma ampliação de um descomissionamento de barragem. “É um reaproveitamento de rejeito em barragem. (…) E aí vem um projeto que se propõe a apresentar um ganho ambiental a partir de inversão tecnológica, e nós vamos discutir aqui com base no acidente de Mariana. São casos completamente diversos. Nós tivemos muita tranquilidade naquele parecer que elaboramos e estamos muito seguros em relação a ele”, disse o técnico.

Folhapress

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Não aprovação de reformas pode comprometer economia do Brasil, diz FMI

O Congresso Nacional precisa aprovar as reformas estruturais, como a da Previdência, para reduzir o déficit público e assegurar a sustentabilidade da dívida do governo, disse o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório divulgado hoje (25). O fundo sugeriu que a falta de avanços na aprovação da reforma da Previdência e no reequilíbrio das contas públicas pode agravar os riscos para a economia do país e reduzir o crescimento da América Latina.

Há duas semanas, o fundo elevou de 2,4% para 2,5% a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2019. Em compensação, o órgão diminuiu de 2,3% para 2,2% a estimativa para 2020. O FMI elogiou a agenda de reformas do governo, mas informou que as projeções de crescimento só serão alcançadas caso as medidas avancem.

“A agenda reformista pró-mercado da nova administração ajudou a impulsionar a confiança no ambiente de negócios e a melhorar as projeções de crescimento de curto prazo. As prioridades-chave são reformar o sistema de Previdência e reduzir o déficit orçamentário para assegurar a sustentabilidade da dívida pública”, destacou o documento.

O FMI classificou a não aprovação das reformas estruturais como um dos principais riscos para a economia latino-americana em 2019, junto com as eleições gerais na Argentina e um possível aumento de gastos públicos pelo governo recém-empossado no México.

“No Brasil, a confiança do mercado pode deteriorar-se com a falta de progresso nas reformas da Previdência ou na consolidação fiscal. O ambiente de negócios no México pode ser afetado se o papel do setor público na economia se expandir, se a posição fiscal se deteriorar ou se houver retrocessos no novo pacto comercial com os Estados Unidos e o Canadá. Na Argentina, as eleições gerais em 2019 podem reduzir o apetite para reformas”, destacou o fundo em nota.

O FMI projeta crescimento de 2% para a economia da América Latina em 2019 e 2,5% em 2020. Segundo o fundo, essa expansão está bem abaixo de economias emergentes em outras regiões do planeta.

Agência Brasil

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Barragem que rompeu em Brumadinho tinha volume de 12,7 milhões de metros cúbicos

É incorreta a informação divulgada anteriormente de que a barragem da Vale que rompeu em Brumadinho tinha 1 milhão de metros cúbicos, segundo o Estadão Conteúdo. Esse volume, que constava de uma nota técnica divulgada internamente pelo Ibama, se refere à barragem 6 do complexo de barragens da Vale na região. Segundo a empresa, a barragem que rompeu é a número 1.

De acordo com informações apresentadas no site da Vale sobre as barragens da região, a barragem 1 foi construída em 1976 e tem volume de 12,7 milhões de m³. Atualmente, a barragem não receberia material, pois o beneficiamento do minério na unidade é feito à seco, ainda de acordo com o site.

Estadão Conteúdo

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‘É mais uma tragédia humana’, diz Raquel Dodge sobre Brumadinho

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, acompanha, desde o início da tarde desta sexta-feira, 25, os desdobramentos do rompimento da barragem de Brumadinho, na região metropolitana de Minas Gerais. Segundo o Corpo de Bombeiros, há 200 desaparecidos.

“É mais uma tragédia humana e ambiental que atinge o Estado e que reforça a preocupação com problemas crônicos e graves em nosso País”, afirmou, ao lamentar o fato que, segundo ela, requer providências firmes das instituições.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo a PGR, “Raquel Dodge telefonou para integrantes do Ministério Público Federal e Estadual em Minas Gerais. Ela falou com a procuradora-chefe do MPF em Minas Gerais, Isabela de Holanda Cavalcanti, o procurador da República, Helder Magno da Silva – que é o procurador natural do caso – e com o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet”.

A Procuradoria-geral ainda afirma, por meio de nota, que Raquel “ofereceu apoio integral da Administração para a elucidação da tragédia e destacou a importância da atuação conjunta entre os MPs estadual e federal no caso”.

“Raquel Dodge também falou com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, a quem informou as providências já adotadas por parte do Ministério Público e indicou interlocutores do MP, que já se deslocaram para Brumadinho”.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o rompimento aconteceu na altura do km 50 da Rodovia MG-040. Um helicóptero dos bombeiros sobrevoa a região.

O rompimento da barragem de Brumadinho ocorre pouco mais de três anos após a maior tragédia ambiental da história do País, que envolveu a barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015. A lama de rejeitos atingiu 40 cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo e contaminou a Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Dezoito pessoas morreram em decorrência do rompimento da barragem de Fundão e 22 pessoas, entre elas, funcionários da Vale, Samarco e BHP Billiton, respondem por acusação de homicídio do Ministério Público Federal.

Estadão Conteúdo

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Bolsonaro diz à Record que mandou militares para ‘salvar vidas’ em Brumadinho

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 25, em entrevista ao programa “Cidade Alerta”, da Rede Record, que o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, determinou o envio de militares da 4.ª Brigada de Infantaria a Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, para “salvar vidas” de vítimas do rompimento da barragem ocorrido nesta sexta-feira, 25.

Bolsonaro afirmou também que o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, entrou em contato e se mostrou bastante abalado com a tragédia. O presidente disse que Schvartsman relatou que haviam sido tomadas todas as medidas para que a tragédia não acontecesse.

Bolsonaro confirmou que estará amanhã em Minas Gerais para acompanhar os desdobramentos do rompimento da barragem. Ele estará acompanhado de ministros e do presidente da Vale. “Aceitei que o presidente da Vale se incorporasse à comitiva que irá amanhã a Minas Gerais”, disse. O presidente declarou ainda esperar que o pior não tenha acontecido com os 200 desaparecidos após o rompimento.

Estadão Conteúdo

RN usou 50% da verba para presídios

Lançado em agosto de 2017 com o objetivo de tornar o sistema prisional do Rio Grande do Norte “humanizado, sistêmico e sustentável”, o “Plano diretor do Sistema Penitenciário do Rio Grande do Norte” (Pladispen/RN) não foi cumprido. A afirmação é da secretária de justiça e cidadania (Sejuc/RN), Arméli Brennad, que assumiu a pasta no início do mês. À época, o déficit de vagas no sistema prisional era 3.873 vagas, de acordo com a Sejuc/RN. Mais de um ano após o lançamento do plano, pouca coisa mudou. O objetivo do governo, de acordo com a secretária, é fazer uma revisão do plano e atualização dos dados.

Utilizando 50% dos R$ 53,7 milhões enviados pelo Depen, Governo fez melhorias no sistema. Cadeia de Ceará-mirim é a principal
Utilizando 50% dos R$ 53,7 milhões enviados pelo Depen, Governo fez melhorias no sistema. Cadeia de Ceará-mirim é a principal

A construção de dois presídios em Afonso Bezerra, como estava previsto no plano, está descartado, segundo Arméli Brennand. A Sejuc estuda a construção de novos presídios e de APACs, modelo menor e mais humanizado de presídio. Das três unidades prisionais projetadas, somente uma saiu do papel, a Cadeia Pública de Ceará-Mirim, na região metropolitana de Natal, com capacidade para 603 presos.

Nesta segunda-feira (28), será realizada uma audiência na 5º Vara Federal, às 14h, ocasião em que a Sejuc poderá esclarecer a destinação dos R$ 53,7 milhões transferidos pela União. Os recursos foram repassados pelo Governo Federal, através do Departamento Penitenciário Nacional, que recebeu 22 projetos da Sejuc/RN para fundamentar a liberação da verba já transferida para a conta do Fundo Penitenciário potiguar.

Segundo a secretária, 50% da verba foi utilizada. Parte dela, inclusive, para a construção do presídio em Ceará-Mirim. “Também estamos fazendo ampliações na Penitenciária Mário Negócio, em Mossoró, e compra de armamentos. Os recursos estão sendo utilizados com a observância de todos os critérios legais, os devidos contratos e licitações”, esclareceu a secretária.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) cobra explicações sobre o caso. De acordo com o Ministério Público, a Sejuc recebeu, entre 2016 e 2017, respectivamente, repasses de R$ 44.784.444,44 e R$ 17.310.598,89. Porém, ainda segundo o Ministério Público do RN, somente R$ 7.792.799,47 foram executados com as ações previstas, ou 11.61% dos R$ 62.095.043,33 repassados.

Números

– R$ 53,7 milhões. Foi o valor enviado pelo Depen para o RN aplicar em 22 projetos. Metade foi utilizado

– 3,5 mil era a meta do Estado para abertura de vagas até 2022

Plano previa 3.500 novas vagas até 2022

Em cinco anos, o Pladispen/RN indicava a criação de 3.500 vagas para suprir o déficit nos presídios até 12 de abril de 2022, que hoje são superlotados. Para tirar o Plano Diretor do Sistema Penitenciário (Pladispen/RN) do papel, o Governo do RN precisa viabilizar quase R$ 300 milhões, entre obras e aparelhamento das unidades prisionais, que inclui a compra de mobília, munição, armamento, coletes balísticos, automóveis e equipamentos médicos.

No diagnóstico apresentado pelo Pladispen/RN ficou concluído um cenário grave em relação aos estabelecimentos prisionais potiguares: atualmente, não existe uma única vaga destinada ao preso em cumprimento de pena no regime aberto que, geralmente, se dirige aos fóruns ou à unidade prisional do semiaberto apenas para assinatura semanal. Também há falta de presídios apropriados para o cumprimento de pena no regime semiaberto.

Tribuna do Norte

Fonte: Blog do BG

 

Por Rafael Barbosa, G1 RN

 


Código de Trânsito proíbe uso do celular no volante — Foto: Reprodução/TV Rio Sul

Código de Trânsito proíbe uso do celular no volante — Foto: Reprodução/TV Rio Sul

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) registrou uma média mensal de 568 infrações de trânsito de uso do celular ao volante em 2018. Em todo o ano, foram 6.823 casos iguais. Segundo o inspetor Carlos Eugênio, responsável pela fiscalização, o número é inferior às ocorrências de 2017, no entanto ainda é necessário que os motoristas tomem cuidado.

O inspetor informou que, em 2017, a média mensal de registros de infrações dessa natureza foi de 810, atingindo no ano a quantia de 9.720 casos. São 568 a mais do que no ano passado. “Isso (a diminuição em 2018) aconteceu por causa da fiscalização e das campanhas de conscientização”, argumenta Carlos Eugênio.

Ainda de acordo com ele, as infrações por uso de celular ao volante se dividem em três categorias: quando o condutor está segurando e olhando para o aparelho, quando manuseia e quando está falando ao telefone. Os números mostram que a primeira é a que tem mais registros.

“Muitas vezes quando eles estão parados no semáforo. As pessoas pensam que, por estarem com o veículo parado no sinal, não é infração. Mas é, pois o carro está em trânsito. Quando o motorista levanta a cabeça, após olhar, ou manusear o telefone, já se depara com outro cenário, diferente do que viu antes”, explica o inspetor.

O celular está entre as principais distrações ao volante, fazendo com que os motoristas avancem até 42 metros completamente às cegas. Conforme pesquisa realizada pelo Instituto de Trânsito dos Estados Unidos, o condutor gasta entre 2 e 2,5 segundos em ações como ler ou escrever mensagens de texto ou digitar números de telefone.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) indica como infração gravíssima dirigir utilizando apenas uma das mãos em casos onde o condutor está segurando ou manuseando um telefone celular. O flagrante acarreta perda de sete pontos na carteira e a aplicação de multa no valor de R$ 293,47.

Infrações por uso de celular ao telefone 2018

Segurar telefone 4.834
Manusear telefone 1.314
Falar ao telefone 675
Total 6.823
Fonte: G1RN

Por G1 RN


Fiéis lotam a Igreja de Candelária, na Zona Sul de Natal — Foto: Canindé Soares

Fiéis lotam a Igreja de Candelária, na Zona Sul de Natal — Foto: Canindé Soares

Candelária, na Zona Sul de Natal, é um dos bairros mais importantes da cidade. Foi em volta da Igreja de Nossa Senhora da Candelária que ele nasceu. E o dia 2 de fevereiro marca o dia da padroeira do bairro, hoje uma das maiores paróquias da Arquidiocese de Natal.

Para marcar as comemorações, foi preparada uma programação diversificada. De 29 de janeiro a 2 de fevereiro, os devotos podem participar de vivências de fé na paróquia e da recitação do terço em honra de Nossa Senhora da Candelária.

A procissão de Nossa Senhora da Candelária, no dia 2, começa às 17h e vai percorrer as ruas do bairro. A tradição do bairro pede que os moradores enfeitem suas casas com flores e imagens nas calçadas durante o percurso da procissão. O tema da festa deste ano é ‘Em Jesus, com Maria, dialogamos com o mundo’.

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Marcos Brandão volta a chefiar o Itep — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução

Marcos Brandão volta a chefiar o Itep — Foto: Inter TV Cabugi/Reprodução

O perito criminal Marcos José Brandão Guimarães é novamente o diretor geral do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte. Ele, que havia sido exonerado no último dia de gestão do então governador Robinson Faria, retorna à chefia do órgão com sua nomeação publicada na edição deste sábado (26) do Diário Oficial do Estado (veja AQUI).

A nomeação foi assinada pela governadora Fátima Bezerra e pelo secretário de Segurança Francisco Canindé de Araújo Silva.

Fonte: G1RN

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