PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTE DOMINGO

Por Arthur Guimarães e Tatiana Nascimento, Jornal Nacional

 


Um novo trecho do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobre movimentações bancárias atípicas de Flávio Bolsonaro, aponta um pagamento de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal. O Coaf diz que não conseguiu identificar o favorecido. Também não há data e nenhum outro detalhe do pagamento.

O documento, obtido com exclusividade pelo Jornal Nacional, cita que o senador eleito tem operações muito parecidas com as feitas por Fabrício Queiroz, seu ex-assessor, apesar de as datas serem diferentes.

Em comum nos dois relatórios do Coaf:

  • os depósitos e saques eram feitos em caixas de autoatendimento dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj);
  • as operações eram em espécie;
  • os valores era fracionados.

O novo relatório do Coaf analisa movimentações de Flávio Bolsonaro entre junho e julho de 2017. Foram 48 depósitos na conta do então deputado estadual, agora senador eleito pelo PSL do Rio.

Todos os depósitos foram no mesmo valor: R$ 2 mil – o limite permitido em dinheiro nos caixas automáticos da Alerj. No total, foram R$ 96 mil em cinco datas:

  • 9 de junho de 2017: 10 depósitos, no intervalo de 5 minutos;
  • 15 de junho de 2017: mais 5 depósitos, em 2 minutos;
  • 27 de junho de 2017: outros 10 depósitos, em 3 minutos;
  • 28 de junho de 2017: mais 8 depósitos, em 4 minutos;
  • 13 de julho de 2017: 15 depósitos, em 6 minutos.

O relatório que analisou as operações na conta de Flávio Bolsonaro foi um desdobramento do primeiro documento do Coaf. Nesse levantamento apareciam as movimentações do ex-assessor de Flavio, Fabrício Queiroz.

Queiroz movimentou, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, R$ 1,2 milhão. Ele recebeu 59 depósitos em dinheiro em valores fracionados que somavam R$ 216 mil. Entravam na conta dele no mesmo dia ou pouco dias depois do pagamento dos salários dos servidores. Queiroz também sacou R$ 159 mil em caixas automáticos dentro da Alerj.

Os relatórios do Coaf que citam Queiroz e Flávio dizem respeito a períodos diferentes. No caso do senador eleito, a maioria dos depósitos também foi feita perto da data pagamento na Assembleia.

O Coaf diz que não foi possível identificar quem fez esses depósitos, e que o fato de serem valores fracionados desperta a suspeita de ocultação da origem do dinheiro. Isso com base na circular do Banco Central que trata de lavagem de dinheiro: “a realização de operações que por habitualidade, valor e forma configuram artifício para burlar a identificação dos responsáveis e dos beneficiários finais”, diz a circular.

Suspeita de devolução de salários

O Ministério Público do Rio pediu ao Coaf para ampliar o levantamento sobre os funcionários da Alerj porque suspeita que eles devolviam parte dos salários.

O MPRJ disse que recebeu os dados brutos do Coaf e se ateve aos fatos que indicavam possíveis irregularidades. Só depois dessa análise, é que pessoas poderão ser investigadas.

O MP esclareceu ainda que tomou cuidado para que nada fosse divulgado antes do processo eleitoral, para que nenhum parlamentar fosse prejudicado. E que deu prioridade a fatos investigados de acordo com a hierarquia das autoridades políticas e servidores.

Fabrício Queiroz era assessor de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/JN

Fabrício Queiroz era assessor de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução/JN

Flávio não era investigado, mas conseguiu suspender temporariamente no Supremo Tribunal Federal a investigação contra Queiroz, que citava o parlamentar.

O senador alega que o Ministério Público do Rio se utilizou do Coaf para criar atalho e se furtar ao controle do Poder Judiciário, e que burlou as regras constitucionais de quebra de sigilo bancário e fiscal.

O MP explica que não houve quebra de sigilo, e que o relatório de inteligência do Coaf apresenta apenas as movimentações consideradas atípicas.

Decisões do Supremo e do Superior Tribunal de Justiça confirmaram que o MP pode obter informações do Coaf sem necessidade de pedido à Justiça, e se baseia ainda numa norma do Conselho Nacional do MP que permite a solicitação de relatório de inteligência ao Coaf.

Fonte: G1

Por Carlos Brito e Bárbara Carvalho, G1 Rio e GloboNews

 

Amigos cantam em homenagem a Marcelo Yuka em seu velório

Amigos cantam em homenagem a Marcelo Yuka em seu velório

O corpo do músico e compositor Marcelo Yuka foi velado neste sábado (19) na Sala Cecília Meireles, na Lapa, Rio de Janeiro. O artista morreu na noite de sexta (18), após complicações de um AVC. O enterro está marcado para este domingo (20), às 13h, no cemitério de Campo Grande.

Amigos, fãs e parentes cantaram sucessos do grupo O Rappa – que Yuka fundou –, como “Hey Joe”, “Minha alma” e “O que sobrou do céu” (assista no vídeo acima)

Marcelo D2 se despede do amigo Marcelo Yuka. — Foto: Wilton Júnior/Estadão conteúdo

Marcelo D2 se despede do amigo Marcelo Yuka. — Foto: Wilton Júnior/Estadão conteúdo

“Conhecia o Yuka desde 1989. Lembro de nós dois sentados aqui na Lapa, no início da década de 1990, comendo cachorro-quente e conversando sobre como poderíamos mudar esta cidade, muito antes do Rappa e do Planet Hemp”, disse o músico Marcelo D2. “Em um momento tão escuro quanto este em que vivemos, com tanta violência, o Yuka nos ensinou a espalhar amor.”

“É uma perda imensa para todos nós. Para todos que se preocupam mais em fazer arte que dinheiro. Para todos que se importam com os menos favorecidos, como ele sempre foi”, disse Djalma Santos, pai de Yuka.

Corpo de Marcelo Yuka é velado no Rio de Janeiro com presença de amigos, familiares e fãs

Corpo de Marcelo Yuka é velado no Rio de Janeiro com presença de amigos, familiares e fãs

Na porta do velório, o artista Marcondes Rocco, de 42 anos, pintava um quadro com a rosto do artista. O quadro foi entregue a familiares.

“As letras dele mostram que sempre podemos ir além de onde estamos. Que podemos superar qualquer barreira social. Pretendo entregar este quadro à família como forma de agradecimento pelo bem que as músicas dele me fizeram”, disse Rocco.

Durante o velório, amigos cantaram canções do Rappa, como “Pescador de iluões”, “O que sobrou do céu”, “Minha alma” e “Hey Joe”, versão da banda para a canção de Jimi Hendrix e, na tarde deste sábado, interpretada por Ivo Meireles.

A reportagem do G1 saiu do velório às 19h. Até aquele momento, nenhum dos ex-colegas de banda de Yuka haviam comparecido ao local.

A ausência era esperada – a saída de Yuka do Rappa foi amarga e deixou marcas permanentes em todos os envolvidos.

No documetário “Marcelo Yuka no caminho das setas”, de Daniela Broitman, o vocalista Marcelo Falcão cita algumas razões para o fim da parceria com o baterista. Um deles, seria o aprofundamento da relação do colega com alguns movimentos sociais.

“O envolvimento do Yuka com os movimentos estava mais forte. Tinha parada dele, do ativista, de querer ser o melhor para a galera e tal. Só que algumas bandeiras estavam usando ele”.

Ao ser questionado se não foram justamente essas bandeiras que fizeram o Rappa se transformar na banda que era, Falcão responde fazendo alusão a dois dos principais rappers americanos:

“Defendo todas elas sem me associar politicamente a nenhuma. Não vou botar boné. Vou botar boné da minha marca. Jay-Z fez isso. Puff Daddy fez isso. Caras bem-sucedidos. Hoje quem manda no mercado americano são os rappers. Os caras começaram a abrir a cabeça que não é só música – tudo vinga. A internet, tudo. E eu me abri para isso”.

Em entrevista ao portal Terra, publicada

O próprio músico descreve a situação na biografia “Não se preocupe comigo – Marcelo Yuka”, lançada em 2014 e escrita por Bruno Levinson.

Artista Marcondes Rocco pinta quadro com o rosto de Yuka na porta do velório — Foto: Carlos Brito/G1

Artista Marcondes Rocco pinta quadro com o rosto de Yuka na porta do velório — Foto: Carlos Brito/G1

Artista é abraçado pela mãe de Yuka após entregar quadro que pintou do músico na porta do velório — Foto: Carlos Brito/G1

Artista é abraçado pela mãe de Yuka após entregar quadro que pintou do músico na porta do velório — Foto: Carlos Brito/G1

Letícia Sabatella ao lado do caixão de Yuka, coberto por uma bandeira do Flamengo — Foto: Carlos Brito/G1

Letícia Sabatella ao lado do caixão de Yuka, coberto por uma bandeira do Flamengo — Foto: Carlos Brito/G1

Morte aos 53 anos

Marcelo Yuka, que foi um dos fundadores da banda O Rappa, morreu aos 53 anos, no Hospital Quinta D’or, em São Cristóvão, na Zona Norte.

O artista estava internado em estado grave com um quadro de infecção generalizada. O músico sofreu um acidente vascular-cerebral (AVC) no dia 2 de janeiro. No meio do ano passado, ele já havia tido outro AVC.

Em 2000, Yuka ficou paraplégico ao ser atingido por nove tiros durante um assalto a uma mulher na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Morre o cantor Marcelo Yuka

Morre o cantor Marcelo Yuka

Marcelo Yuka — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo

Marcelo Yuka — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo

Trajetória

Nascido no Rio de Janeiro em 1965, Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, o Marcelo Yuka, foi um dos fundadores da banda O Rappa. No grupo, era o baterista e principal compositor até sua saída, em 2001.

Com a banda, chegou ao sucesso com o segundo disco, “Rappa Mundi”, em 1996. Em 2000, foi atingido por tiros ao tentar impedir um assalto e ficou paraplégico.

Yuka escreveu letras sobre temas como violência urbana, racismo e desigualdades sociais. “Minha alma (a paz que eu não quero)”, “Me deixa” e “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, por exemplo, foram escritas por ele.

Mesmo impossibilitado de tocar bateria, continuou na banda, lançando em 2001 o álbum “Instinto Coletivo”, gravado em show realizado antes do incidente.

No mesmo ano, Yuka deixou O Rappa, e afirmou ter sido expulso pelos demais integrantes por não concordar com os rumos da banda.

Marcelo Yuka, ex-integrante d'O Rappa — Foto: Reprodução/TV Globo

Marcelo Yuka, ex-integrante d’O Rappa — Foto: Reprodução/TV Globo

Em 2004, fundou a banda F.ur.t.o (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), parte de um projeto social que já existia na época de O Rappa.

Cinco anos depois, foi vítima de outro assalto e levou socos e pontapés de bandidos que tentavam levar seu carro.

O músico chegou a ficar sob as rodas do veículo e só não foi atropelado porque os assaltantes não conseguiram dar partida no veículo, adaptado para deficientes.

Em 2017, lançou seu primeiro álbum solo, “Canções para depois do ódio”, com uma sonoridade que mesclava batidas eletrônicas e ritmos afro, fruto da parceria com o produtor e DJ Apollo 9. Céu, Seu Jorge, Cibelle e Bukassa Kabengele participaram do disco.

Na política, foi filiado por oito anos ao PSOL e chegou a concorrer a vice-prefeito do Rio de Janeiro em uma chapa com Marcelo Freixo em 2012.

Em 2001, Marcelo Yuka falou ao Fantástico sobre o assalto que o deixou paraplégico

Em 2001, Marcelo Yuka falou ao Fantástico sobre o assalto que o deixou paraplégico

 

Por G1 — Brasília

 


O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) deixou na tarde deste sábado (19) o Palácio da Alvorada, após visita ao pai, o presidente Jair Bolsonaro. — Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) deixou na tarde deste sábado (19) o Palácio da Alvorada, após visita ao pai, o presidente Jair Bolsonaro. — Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, esteve no Palácio da Alvorada neste sábado (19).

Segundo o jornal “O Globo”, Flávio e Jair Bolsonaro ficaram reunidos durante toda a manhã na residência oficial da Presidência da República, em Brasília.

O encontro aconteceu um dia após o Jornal Nacional informar que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), foram encontrados depósitos suspeitos na conta do senador eleito que somam R$ 96 mil (leia detalhes mais abaixo).

O jornal “O Estado de S.Paulo” registrou o momento em que o senador eleito deixava a residência oficial de Bolsonaro (veja nas fotos desta reportagem).

G1 procurou a assessoria da Presidência, que disse não ter como confirmar o encontro nem o que foi discutido pelos dois.

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) deixou na tarde deste sábado (19) o Palácio da Alvorada, após visita ao pai, o presidente Jair Bolsonaro. — Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo

O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) deixou na tarde deste sábado (19) o Palácio da Alvorada, após visita ao pai, o presidente Jair Bolsonaro. — Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo

Depósitos na conta de Flávio

Nesta sexta (18), o Jornal Nacional mostrou que, de acordo com o Coaf, em um mês, foram quase 50 depósitos suspeitos em dinheiro numa conta de Flávio.

Entre junho e julho de 2017, diz o Coaf, foram registrados 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, concentrados no autoatendimento da agência bancária da Assembleia Legistativa do Rio de Janeiro(Alerj) e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

O Jornal Nacional apurou que o relatório do Coaf foi pedido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro a partir das investigações sobre movimentações financeiras atípicas de assessores parlamentares da Alerj.

O ex-motorista de Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz, por exemplo, é um dos alvos da apuração. Segundo o Coaf, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em um ano. Além disso, nove servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro depositavam dinheiro na conta de Queiroz em dias que coincidem com as datas de pagamento da Alerj.

Para os investigadores, essas transferências podem representar tentativa de ocultação do real dono do dinheiro.

JN tem acesso a relatório do Coaf sobre movimentações de Flávio Bolsonaro

JN tem acesso a relatório do Coaf sobre movimentações de Flávio Bolsonaro

Processo suspenso

Nesta semana, o ministro Luiz Fux, de plantão no Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro e suspendeu as investigações sobre Fabrício Queiroz.

Flávio Bolsonaro argumentou que, ao investigar o caso de Queiroz, o Coaf criou um “atalho” e “burlou” as regras.

À colunista do G1 Andréia Sadi, Fux disse que suspendeu o processo porque as provas poderiam ser anuladas. Quando o Poder Judiciário retornar do recesso, o ministro Marco Aurélio, relator do pedido de Flávio Bolsonaro, analisará o tema.

Também ao Blog da Andréia Sadi, Marco Aurélio já disse que tem remetido “ao lixo” pedidos como o do senador eleito.

O ministro já enviou a instâncias inferiores 28 casos semelhantes aos de Flávio Bolsonaro.

Fonte: G1

Mourão critica ação do MP e tenta afastar crise do Planalto

O vice-presidente da República, Antonio Hamilton Mourão , criticou a atuação do Ministério Público do Rio na investigação que envolve o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Mourão disse ao GLOBO neste sábado que falta “foco” ao MP e que existe “sensacionalismo” e “direcionamento” na investigação envolvendo o filho primogênito do presidente da República e o ex-assessor e ex-motorista Fabrício Queiroz. Mais cedo, o futuro líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), chamou MP do Rio de covarde e defendeu Flávio Bolsonaro.

– São várias pessoas investigadas nessa operação, na Furna da Onça. As quantias que estavam ligadas ao Flávio eram as menores. As maiores, se não me engano, eram ligadas a um deputado do Partido dos Trabalhadores. E ninguém está falando nisso. Eu acho que está havendo algum sensacionalismo e direcionamento nesse troço. Por causa do sobrenome. Não pela imprensa, que revela o que chega às mãos dela. O Ministério Público tem de ter mais foco nessa investigação – afirmou o vice-presidente.

Mourão adotou a linha que vem sendo colocada em prática pelo Planalto: a tentativa de distanciamento do caso por parte do governo.

– Esta é uma questão do Flávio Bolsonaro, não tem nada a ver com o governo federal. Esse assunto pertence ao Flávio e aos assessores dele. Vamos aguardar os esclarecimentos que tiverem de ocorrer por parte dele mesmo e da própria investigação que está em curso – disse o vice-presidente.

Neste sábado, o MP do Rio informou que quatro deputados estaduais que possuem assessores com movimentações atípicas já procuraram o órgão para dar explicações. São eles: André Ceciliano (PT), Luiz Paulo (PSDB), Paulo Ramos (PDT) e Tio Carlos (SD). O MP vai avaliar agora se as explicações são suficientes.

Mourão afirmou ainda que “a normalidade será mantida” durante o seu exercício na Presidência. Bolsonaro embarca no domingo rumo ao Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, e lá permanece até quinta-feira. No período, Mourão exercerá a Presidência no Brasil.

– Para que existe o vice-presidente? Para que quando o presidente se afaste, a normalidade seja mantida – disse Mourão.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tentará a reeleição ao posto e que já conta com o apoio da bancada do PSL, afirmou ao GLOBO que o agravamento da crise envolvendo Flávio Bolsonaro não deve contaminar o andamento de pautas prioritárias do governo no Congresso, como a proposta de reforma da Previdência.

– Não acredito que haverá reflexo na pauta – disse Maia por mensagem de celular.

Já o deputado Eduardo Bolsonaro saiu em defesa do irmão mais velho. Num vídeo publicado no perfil de Eduardo numa rede social, o advogado Alexandre Pacheco critica o trabalho do Ministério Público do Rio na investigação que envolve Flávio e diz que os integrantes do MP “não são deuses, são humanos passíveis de defeitos”.

O advogado diz ainda que o STf deve ser o responsável pela investigação de Flávio e que o caso tem como objetivo atrapalhar o governo do presidente Jair Bolsonaro e seus planos de realizar reformas no país.

O Globo

Comments

Deputados do PSL defendem Flávio Bolsonaro, mas pedem investigação

Parlamentares do PSL, como a deputada federal Joice Hasselmann voltaram a demonstrar confiança na versão apresentada pelo senador eleito Flávio Bolsonaro em relação aos depósitos fracionados recebidos em sua conta bancária. Segundo ela, no entanto, a situação já se arrastou demais e, quanto mais a investigação se arrastar, pior será para todos os lados. Para Joice, a falta de definição leva a especulações e desinformação. Na noite de sexta-feira, o “Jornal Nacional”, da TV Globo divulgou novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). De acordo com o documento, em um mês, foram feitos 48 depósitos em dinheiro na conta bancária de Flávio. A soma dos valores é de R$ 96 mil.

— Todos nós estamos interessados que as investigações sigam o mais rápido possível para que a verdade apareça e uma pedra seja colocada em cima disso. Até que se prove o contrário, eu confio na palavra do Flávio — diz.

A deputada, contudo, destacou que é contra a prerrogativa do foro privilegiado, argumento utilizado pelo filho do presidente Jair Bolsonaro para justificar, no Supremo Tribunal, a suspensão das investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro.

— Sou contra o foro privilegiado para qualquer pessoa pública. É uma estratégia de defesa, mas é algo que sempre lutamos contra — disse.

Para o deputado federal eleito Felipe Francischini, os depósitos sobre os quais o Coaf levantou suspeita são uma conduta pessoal que deve ser averiguada. O parlamentar, no entanto, defendeu a estratégia adotada pelos advogados de Flávio Bolsonaro.

— Ele exerceu seu direito de ampla defesa, visto que ele alegou que há algumas irregularidades. Não acho que tenha sido pegado mal e nem terá impacto no governo — disse.

O Globo

Comments

Sobe para 399 número de presos por ataques no Ceará

Subiu para 399 o número de pessoas presas ou apreendidas por suspeita de participação na onda de ataques no Ceará desde o dia 2 de janeiro, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do estado divulgado hoje (19).

Desde o início da onda de violência, que atinge municípios em todo o estado, suspeita-se que a ordem para os ataques parta de presídios onde estão líderes de facções criminosas.

Na madrugada deste sábado, décimo oitavo dia de ataques, criminosos provocaram uma explosão em uma ponte em Fortaleza. Ontem (18), três homens foram presos após incendiar um ônibus na capital.

As ações de facções criminosas deixaram em alerta todo o estado. Prédios públicos, viadutos, estradas, ônibus e locais com veículos foram incendiados ou atingidos de alguma forma pelos grupos.

Convocados pelo governo do Ceará para reforçar a segurança pública, 800 dos cerca de 1.200 policiais militares da reserva apresentaram-se à corporação, em Fortaleza, na manhã desta sexta-feira. E 150 já voltaram a patrulhar as ruas da capital do estado, alvo de ataques criminosos organizados.

Na quinta-feira (17), o governador do Ceará, Camilo Santana, pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o reforço do apoio dado pelo governo federal no combate aos ataques promovidos por facções. Homens da Força Nacional de Segurança Pública reforçam as ações de seurança no Ceará desde o início deste mês.

A ofensiva teria começado em reação à nomeação do secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, e às medidas anunciadas como a não separação de presos em presídios por facção.

Agência Brasil

Comments

GM ameaça deixar o Brasil se não voltar a ter lucro em 2019

Em comunicado enviado aos funcionários por e-mail e também fixado no quadro de avisos das cinco fábricas do grupo no Brasil, o presidente da General Motors Mercosul, Carlos Zarlenga, informou na sexta-feira, 18, que “investimentos e o futuro” do grupo na região dependem da volta da lucratividade das operações ainda este ano. O aviso foi entendido pelos trabalhadores como uma ameaça de deixar o País.

No comunicado, Zarlenga reproduziu matéria publicada na semana passada pelo jornal Detroit News afirmando que, ao divulgar o balanço financeiro de 2018 aos acionistas, a presidente mundial da companhia, Mary Barra, deu sinais de que está considerando sair da América do Sul, onde mantém fábricas no Brasil e na Argentina.

“Não vamos continuar investindo para perder dinheiro”, disse a executiva. Segundo ela, os maiores mercados sul-americanos continuam sendo desafiadores e “partes interessadas” na região trabalham com a empresa para tomar ações necessárias para melhorar o negócio “ou considerar outras opções”.

Zarlenga afirmou que a GM teve prejuízo significativo de 2016 a 2018 e que “2019 será um ano decisivo para nossa história”. Segundo ele, a empresa vive momento crítico “que vai exigir importantes sacrifícios de todos”.

Um plano que foi apresentado à matriz requer apoio do governo, concessionários, empregados, sindicatos e fornecedores. “Do sucesso desse plano dependem os investimentos da GM e o nosso futuro.”

Procurada, a assessoria da empresa não comentou o assunto.

A GM é líder em vendas no mercado brasileiro há três anos e modelo Onix, fabricado em Gravataí (RS), é o carro mais vendido no País. Em fevereiro de 2018, a empresa anunciou R$ 1,2 bilhão de investimentos na fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, para ampliar a capacidade produtiva de 250 mil para 330 mil unidades ao ano. O montante faz parte de um plano de R$ 13 bilhões que foram aplicados no País nos últimos cinco anos.

Flexibilização

Na fábrica do ABC, os cerca de 4,5 mil funcionários da área produtiva estão em férias coletivas desde 23 de dezembro e só retornam no dia 28. “A produção está parada porque a fábrica está sendo preparada para a produção de novos veículos”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, que recebeu o comunicado de Zarlenga com apreensão. Ele foi convocado para uma reunião com a direção da GM na próxima semana.

Silva afirmou que, em relação ao trabalhadores, já houve nos últimos anos muitas negociações em que abriram mão de benefícios “Por exemplo, já criamos uma nova tabela com salários mais baixos para iniciantes, flexibizamos as regras para funcionários com doença profissional e aceitamos redução do adicional noturno”, disse o sindicalista. “O que mais querem de nós?”

Na semana passada, na divulgação do resultado financeiro para a imprensa americana, Mary Barra anunciou o lançamento de uma nova família global de veículos para serem produzidos e vendidos na China, México e América do Sul.

Na ocasião, ela disse que a GM reduziu sua rentabilidade em 40% na América do Sul, mas ressaltou que “com a Chevrolet como líder de mercado, a companhia está bem posicionada para melhorar no atual ambiente macroeconômico”.

Estadão Conteúdo

Comments

Teto do seguro-desemprego sobe para até R$ 1.735

O valor do seguro-desemprego foi corrigido em 3,43%, variação registrada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2018.

O benefício é pago a trabalhadores demitidos sem justa causa por um período de três a cinco meses.

O piso do seguro já tinha sido reajustado, pois segue o valor do salário mínimo (R$ 998). A parcela máxima do seguro passará de R$ 1.677,74 para R$ 1.735,29.

Os novos valores serão pagos para as parcelas emitidas a partir de 11 de janeiro e para os novos benefícios, segundo informou à Agência Brasil o Ministério da Economia.

Para definir o valor de cada parcela do seguro, é feita uma média dos três últimos salários antes da demissão.

Se o trabalhador ficou menos de três meses empregado, a média será feita com base em dois salários. Caso só haja um mês, esse valor será a referência.

Quando a média for maior do que R$ 2.551,96, o trabalhador desempregado recebe R$ 1.735,29.

O demitido que ganha até R$ 1.531,02 tem direito a 80% da média dos salários ou do piso (o que for maior).Para as remunerações de R$ 1.531,03 a R$ 2.551,96, o valor do seguro-desemprego segue o seguinte cálculo: R$ 1.224,82 mais 50% do que excede R$ 1.531,02.

Em São Paulo, o pedido do benefício pode ser agendado no Poupatempo.

Comments

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

 

O presidente Jair Bolsonaro deve optar por uma reforma da Previdência que estabeleça uma “transição bastante suave” para o trabalhador brasileiro e “sem um choque” para a sociedade. Quem faz a avaliação é o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que às vésperas da primeira viagem internacional do novo governo conversou com o jornal O Estado de S. Paulo sobre os planos do governo, a mensagem que o Planalto quer passar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, além de explicar parte da estratégia internacional do País.

Bolsonaro e sua equipe embarcam para a Suíça amanhã, no que será seu batismo internacional em meio à elite financeira mundial. Davos já alertou: vai querer saber detalhes de como e quando a reforma da Previdência vai ocorrer.

Onyx não fará parte da delegação, mas aposta em uma definição final da reforma da Previdência assim que Bolsonaro retornar de Davos. Para ele, a Previdência hoje no Brasil é “um navio que está com o casco furado”. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Essa é a viagem inaugural de Bolsonaro. Que tipo de imagem o governo quer criar no exterior?

Primeiro, tem sido desde seu início um governo constitucional. O caminho, desde a proposta do plano de governo, é Estado de Direito. Rigorosamente dentro do que a Constituição prevê. O governo que tem uma relação franca e transparente com o Congresso, que respeita a repartição de poderes. Ou seja, é uma aliança liberal-conservadora. Liberal na política e conservadora nos costumes. O Brasil quer mudar de rumo. Sair da condução de centro-esquerda brasileira e latino-americana, buscando um caminho de conexão com um mundo que respeita a liberdade das pessoas, do empreendedor e que é o caminho que a maior parte dos países ocidentais encontrou para chegar à prosperidade.

Quais são as principais ideias da reforma da Previdência que serão mostradas em Davos?

Há duas questões importantes. A primeira é o presente. Temos a questão da repartição no Brasil, que se mostrou incapaz de dar tranquilidade e equilíbrio para o Estado brasileiro no atendimento de uma função tão importante como a Previdência pública. Se pudéssemos comparar, ela é um navio que está com o casco furado. Nós precisamos arrumar esse navio para que ele continue flutuando para ter capacidade de receber mais pessoas. Essa situação deve ser mantida pelos próximos anos para dar sustentação às gerações. Por outro lado, quando olhamos para nossos filhos e netos, não é justo colocá-los no mesmo barco que, mais cedo ou mais tarde, corre o risco de afundar. Por essa razão, já trabalhamos e já temos formatado um sistema de capitalização que vai dar tranquilidade para nossos filhos e netos, a conta individual para que possam saber quanto acumularam e ter uma expectativa de quanto vão ter no fim da carreira. Portanto, estamos trabalhando em duas vertentes: corrigir o atual sistema e criar um novo sistema que possa receber os nossos filhos.

O projeto já está pronto?

Foi apresentado para o presidente na quinta-feira. Ele vai levar as alternativas para Davos, até para fazer uma reflexão. Na volta, vamos voltar a conversar. Ele já vai ter definido algumas dúvidas que nós temos. Oferecemos várias alternativas. Ela vai sofrer uma cirurgia e, depois, teremos uma definição não neste, mas no próximo fim de semana.

A aprovação da reforma no Congresso pode ocorrer ainda em 2019?

Trabalhamos com essa hipótese de resolver isso. É muito importante para todas as outras ações que vamos tomar para o investidor interno e externo. Essa é a garantia da previsibilidade. O equilíbrio fiscal só vai ser dado com a reforma da Previdência.

Nessas alternativas que o presidente vai avaliar? Haveria uma graduação nas idades de aposentadoria?

Essa é uma das alternativas que temos. O presidente defende que ela não seja um choque para a sociedade e, sim, respeitando os direitos adquiridos e construindo para frente uma transição bastante suave. Deve ser essa alternativa que ele vai escolher. Mas precisamos aguardar para poder fazer ajustes finais.

O governo manteve reuniões com a oposição venezuelana. Qual é a ideia agora? O Brasil pode adotar algum tipo de sanções?

O Brasil tem um projeto de acolhida e recebemos com muita solidariedade os irmãos venezuelanos. O presidente é uma pessoa de papo direto. Então, é claro que o Brasil não vai ficar em cima do muro vendo o sofrimento do povo venezuelano. Agora, o presidente não avançou ainda para tomar outras medidas que não sejam de solidariedade, da defesa dos princípios democráticos. O projeto oposto ao nosso nas eleições ia na direção da Venezuela. Agora, dependendo de como será a evolução dos próximos meses, pode não apenas ter gestos de apoio, mas pode adotar outras medidas.

Nessas opções, a militar está incluída?

De jeito nenhum. O Brasil já tem problema que chegue para arrumar problema fora do daqui.

Estadão Conteúdo

Comments

Morre Boo, “o cachorro mais fofo do mundo”

Boo, conhecido como “o cachorro mais fofo do mundo”, morreu na sexta-feira (18), aos 12 anos.

O lulu da pomerânia era famoso nas redes sociais —são 16 milhões de seguidores no Facebook—, frequentou programas de TV e conquistou celebridades. Fica eternizado no livro “Boo, a vida do cachorro mais fofo do mundo”.

Em nota publicada nas redes sociais, os tutores de Boo afirmam que ele começou a ter problemas cardíacos após a morte de Buddy, seu melhor amigo, em 2017. “Achamos que o coração dele literalmente se partiu quando Buddy nos deixou.”

Para a família, o reencontro entre eles do outro lado “da ponte do arco-íris” foi um momento animado.

Os tutores afirmam encontrar conforto ao saber que agora Boo não sente mais dor ou desconforto e deixam um recado: “nós te amamos de todo o coração e sentiremos sua falta até o dia em que nos encontrarmos novamente”.

Blog Bom Pra Cachorro/Folha de S.Paulo

Comments

‘Se correr o bicho pega’, diz Cid Gomes sobre Flávio Bolsonaro e Lula

O senador eleito Cid Gomes, irmão do presidenciável derrotado Ciro Gomes, usou o Twitter na manhã deste sábado para repercutir desdobramentos do caso envolvendo Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e novas declarações feitas em delação pelo ex-ministro Antonio Palocci.

Futuro colega de Flávio no Senado e ex-aliado do PT, Cid publicou prints de duas notícias que vieram a público ontem. Primeiro, das revelações feitas pelo Jornal Nacional, apontando 48 depósitos suspeitos nas contas do senador eleito do PSL. Logo abaixo, outro print da notícia de que Palocci afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido dinheiro vivo.

“Tá difícil!!! Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, comentou Cid. O senador eleito pelo PDT age para se firmar como uma das principais vozes de oposição no Senado.

Estadão Conteúdo

Comments

Jair tem sorte de ter os filhos que tem, afirma presidente do PSL

O presidente do PSL, deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), minimizou as novas denúncias envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Segundo o parlamentar, o presidente Jair Bolsonaro “tem sorte de ter os filhos que ele tem”.

“Eles têm capacidade, retidão, todos foram bem votados. O Flávio foi o senador mais votado do Rio, o Eduardo o deputado mais votado do Brasil”, disse ao Broadcast Político.

Questionado sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que mostra que Flávio Bolsonaro recebeu 48 depósitos suspeitos, revelado ontem pelo Jornal Nacional, da TV Globo, Bivar limitou-se a dizer que, do que conhece do senador eleito pelo Rio de Janeiro, ele é uma “pessoa correta e idônea”.

O deputado pernambucano também minimizou o eventual abalo que as movimentações reveladas pelo Coaf pode causar no governo. “O impacto é zero”, disse. “Este é um fato pontual, isolado e pequeniníssimo. Daqui a pouco, vira jornal de ontem.”

Estadão Conteúdo

Comments

Fernando Haddad questiona patrimônio imobiliário da família de Bolsonaro

Fernando Haddad

@Haddad_Fernando

A Thread do escândalo Bolsonaro deveria começar com essa esquecida reportagem. Afinal, como um deputado amealhou um patrimônio imobiliário de R$15mi, sem aprovar um único projeto relevante? Qual a real função da sua assessoria? https://goo.gl/bq6iKs 

Patrimônio de Jair Bolsonaro e filhos se multiplica na política – 07/01/2018 – Poder – Folha

O deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus três filhos que exercem mandato são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente…

folha.uol.com.br

Candidato à Presidência derrotado nas últimas eleições, o petista Fernando Haddad usou sua conta no Twitter, neste sábado, para questionar o patrimônio imobiliário da família do atual presidente, Jair Bolsonaro. “Afinal, como um deputado amealhou um patrimônio imobiliário de R$ 15 milhões, sem aprovar um único projeto relevante? Qual a real função da sua assessoria?”, disse Haddad na postagem junto ao link de uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

A matéria utilizada como base para o comentário do petista foi publicada em janeiro do ano passado e mostra que Bolsonaro, até então deputado federal pelo PSL-RJ, e seus três filhos que exerciam mandatos são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. “A thread do escândalo Bolsonaro deveria começar com essa esquecida reportagem”, disse Haddad hoje.

Estadão Conteúdo

Comments

Ministério da Defesa afirma que militares não têm Previdência

Como justificativa para não fornecer dados sobre as aposentadorias dos militares das Forças Armadas, o Ministério da Defesa diz que essa categoria não faz parte de nenhum dos regimes previdenciários existentes. Segundo o ministério, ao ingressar na inatividade, o militar passa a constituir uma reserva que pode ser empregada em caso de necessidade.

Segundo a Defesa, a idade em que os militares ficam à disposição depende do posto ou graduação, mas pode chegar aos 66 anos. O ministério disse ainda que encaminha anualmente ao Congresso até o dia 15 de abril um “estudo completo sobre a situação de nossos pensionistas” para elaboração do Orçamento. “Esse documento é motivo de elogio por parte de todos os órgãos envolvidos com o tema inclusive o TCU.”

Para a Defesa, todas as demandas do TCU são atendidas e a utilização de termos como “cálculos atuariais de previdência militar” se mostra inadequada uma vez que o militar não tem Previdência.

Para o Tribunal de Contas da União (TCU), no entanto, é incontestável a natureza previdenciária das despesas do sistema de proteção social dos militares. A corte de contas avalia que o sistema dos militares tem os mesmos benefícios oferecidos pelo INSS e no regime de previdência dos servidores públicos da União

Ontem, ao ser perguntado sobre os militares, o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, destacou que há especificidades na categoria em relação a civis. “Se (os militares) vão entrar nesse esforço (da reforma) ou não, eu não posso garantir a vocês. Eu não tenho essa informação ainda”, afirmou a jornalistas.

Déficit

Pelos dados atuais, sabe-se que a realidade entre aposentados e pensionistas do INSS, do setor público e das Forças Armadas é bastante distinta. O déficit na previdência dos militares até novembro do ano passado subiu 12,85% em relação ao mesmo período de 2017, de R$ 35,9 bilhões para R$ 40,5 bilhões. Nesse período, as receitas somaram R$ 2,115 bilhões, enquanto as despesas, R$ 42,614 bilhões.

Enquanto isso, o déficit dos servidores civis da União somou R$ 43 bilhões até novembro de 2018, alta de 5,22% em relação a igual período de 2017. Já o rombo no INSS subiu 7,4% em igual base de comparação ( valores são todos nominais).

No caso dos inativos das Forças Armadas, a despesa por pessoa ficou em média em R$ 13,7 mil ao mês. O gasto médio com os pensionistas militares médio foi de R$ 12,1 mil. Aposentados e pensionistas civis da União custaram R$ 9 mil mensais em 2018, enquanto no INSS, o benefício médio é de R$ 1,8 mil mensais.

No Brasil, as regras atuais permitem que militares, homens e mulheres, se aposentem com salário integral após 30 anos de serviços prestados. As pensões para dependentes são integrais, mas deixam de ser pagas aos 21 anos. Na reforma mais recente, feita em 2001, ficou extinta a pensão vitalícia para filhas a partir daquela data. Todos os militares que ingressaram antes de 2001, no entanto, puderam manter o benefício vitalício para as filhas com contribuição adicional equivalente a 1,5% da sua remuneração. Em países como EUA e Reino Unido, os benefícios só são integrais em caso de morte em serviço ou de aposentadoria por invalidez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Comments

Consequências do caso Flávio Bolsonaro podem ser ‘desastrosas’, diz analista da FGV

As novas evidências de depósitos suspeitos na conta do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) podem trazer consequências “desastrosas” para o governo do presidente Jair Bolsonaro, na avaliação do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carlos Pereira. Ele afirma que o “escândalo” cria um desgaste entre o governo e sociedade, no momento em que a confiança da população é crucial para que o Planalto consiga obter vitórias no Congresso Nacional.

“Era importante que a sociedade pudesse pressionar o Congresso e inflasse o preço dos parlamentares que votassem contra o governo Mas se o governo começa a sentir desgastes dessa natureza (como o caso de Flávio Bolsonaro), ele corre o risco de, muito rapidamente, se tornar refém do Congresso e ter dificuldade para aprovar projetos importantes”, explica o especialista.

Trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), revelado na noite de ontem, 18, pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta de Flávio, filho do presidente Bolsonaro. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como “rachadinha”.

O professor da FGV acredita que ainda é cedo para avaliar se a confiança da população em relação ao governo já foi, de fato, abalada. No entanto, o extrato do eleitorado que votou no ex-capitão por questões estratégicas, como o antipetismo ou a falta de opção, tende a apresentar desgastes mais rapidamente “caso o governo continue insistindo na negação ou na obstrução das investigações”.

Na última quinta-feira, 17, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, decidiu suspender temporariamente a investigação sobre Fabrício Queiroz, a pedido de Flávio Bolsonaro. Queiroz foi assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e é investigado por movimentação suspeita de contas bancárias. O filho do presidente pediu, também, a anulação das provas contra seu ex-assessor alegando que “o Ministério Público do Rio se utilizou do Coaf para criar atalho e se furtar ao controle do Poder Judiciário, realizando verdadeira burla às regras constitucionais de quebra de sigilo bancário e fiscal”.

Pereira, da FGV, avalia que “mais desastroso” que o escândalo da movimentação financeira suspeita “é a posição do próprio Flávio de tentar minimizar as investigações”.

Davos

Questionado sobre o efeito desde cenário para a participação de Jair Bolsonaro no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, Pereira diz que a expectativa é que a agenda reformista do governo federal se sobressaia ao envolvimento do filho do presidente em casos suspeitos e soe positivamente no encontro. “Até o momento, a perda do governo com os escândalos é muito mais interna do que externa”, acrescenta.

Estadão Conteúdo

Fonte: Blog do BG

Por Acson Freitas, Inter TV Cabugi

Policiais militares apreenderam em Parnamirim, na Grande Natal, mais de 50 pés de maconha e uma estufa, dentro de uma casa. A apreensão aconteceu nesta sexta-feira (18), no bairro Boa Esperança. Um homem e uma mulher que estavam no local foram presos.

Os PMs passavam pela rua à procura de um celular que havia sido roubado, quando viram um homem correndo, após perceber a presença da viatura. Depois de o abordagem, os policiais chegaram até o imóvel onde estava a plantação e a estufa. Lá estava também a mulher que foi presa junto com o primeiro suspeito.

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 


Vista aérea da Praia de Areia Preta, em Natal — Foto: Canindé Soares/Cedida

Vista aérea da Praia de Areia Preta, em Natal — Foto: Canindé Soares/Cedida

Conforme o Boletim de Balneabilidade do programa Água Azul, divulgado nesta sexta-feira (18), praias de Nísia Floresta, Parnamirim e Natal estão impróprias para banho. Em alguns casos, a situação é recorrente há, pelo menos, quatro semanas, de acordo com o estudo semanal.

As praias de Areia Preta e do Meio, na capital, bem como de Pium, em Parnamirim, e a praia próxima à Foz do Rio Pirangi, em Nísia Floresta, são as citadas como imp´roprias para o banho pelo levantamento.

A classificação apresentada no relatório tem como base a quantidade de coliformes fecais encontrados nas águas das praias monitoradas, levanto em conta o que foi estabelecido na resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O Programa Água Azul é resultado de uma parceria entre o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e O Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema).

Fonte: G1RN

Por G1 RN

 

O campus Cidade Alta do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) abriu inscrições para propostas de oficina de arte. O objetivo é de selecionar cinco propostas de ocupação artística a serem realizadas no campus entre março e dezembro de 2019.

O edital lançado teve as suas inscrições abertas no dia 7 de janeiro, com data para fechamento em 17 de fevereiro.

De acordo com o Instituto, será priorizado o trabalho de artistas e grupos atuantes no cenário artístico e cultural do estado. As propostas de pessoa física devem ser enquadradas em uma das categorias: transmissão de conhecimento e formação com ênfase em uma linguagem artística ou manifestação cultural. Não haverá recompensação salarial.

“O objetivo desse edital é dar uma chance para as pessoas que querem oferecer oficinas de arte e não têm um espaço ocuparem as salas de arte do campus”, diz Nara Pessoa, coordenadora do Núcleo de Artes do IFRN Cidade Alta.

As salas disponíveis para a realização das oficinas são as de teatro, dança, música e um ateliê de artes visuais. Segundo Nara, além de oferecer oportunidade para os artistas potiguares, o Instituto Federal também visa a estreitar a relação desse campus com a comunidade externa, oferecendo diversas oficinas para uma comunidade que normalmente não teria acesso devido a questões financeiras ou de localização.

As inscrições devem ser feitas, exclusivamente, pelo e-mail inscricoesnuartecal@gmail.com. Os seguintes documentos precisam estar anexados ao e-mail de inscrição: Formulário de solicitação de serviço voluntário (contido no Anexo I do Edital); Plano de trabalho (Referente ao Anexo II); Cópia legível de documento oficial com foto (RG, CNH ou Passaporte), CPF e cópia do comprovante de residência; e um Currículo do proponente e outros principais envolvidos no projeto.

Fonte: G1RN

Deixe uma resposta

Fechar Menu