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Petrobras pode ser privatizada em parte, diz Bolsonaro

Petrobras pode ser privatizada em parte, diz Bolsonaro

O presidente eleito Jair Bolsonaro, em Brasília, em 7 de novembro de 2018 – AFP

Agência Brasil

 

O presidente eleito Jair Bolsonaro disse hoje (19), no Rio de Janeiro, que a Petrobras pode ser privatizada em parte. Ao mesmo tempo, ele avaliou que a estatal é uma empresa estratégica e que deve continuar existindo: “alguma coisa você pode privatizar. Não toda. É uma empresa estratégica.”

Segundo Bolsonaro, não há decisão tomada. “Estamos conversando. Eu não sou uma pessoa inflexível. Mas nós temos que ter muita responsabilidade para levar adiante um plano como esse.”

Pela manhã, em Brasília, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão afirmou que o futuro governo pretende preservar o “núcleo duro” da estatal, mas a equipe estuda a possibilidade de negociar áreas como distribuição e refino.

Nomeação

Mais cedo, o economista Roberto Castello Branco foi confirmado para presidir a Petrobras. Em artigos recentes publicados na imprensa, ele defendeu a privatrização da empresa.

Indicado por Paulo Guedes, que assumirá o Ministério de Fazendo, Castello Branco aceitou o convite. Bolsonaro reiterou que Guedes tem carta branca no seu governo.

“Tudo que é envolvido com economia, ele está escalando o time. Eu só, obviamente, estou cobrando proatividade. Enxugar a máquina e fazê-la funcionar para o bem estar da população.”

O presidente eleito acrescentou ainda que quer o valor do combustível mais barato. Porém, avaliou que os preços também levam em conta decisão dos governos estaduais. “Em grande parte, depende dos governadores, que colocam o ICMS lá em cima.”

Banco do Brasil

Para o Banco do Brasil, Bolsonaro admitiu que estuda o nome de Ivan Monteiro, que atualmente está no comando da Petrobras. Segundo ele, a equipe econômica não terá direito de errar e está sendo montada com nomes que já são testados no mercado.

O presidente eleito deu as declarações na portaria do condomínio onde mora, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele saiu em um carro escoltado pela Polícia Federal pouco antes das 15h. O comboio voltou cerca de 30 minutos depois. Ele disse ter ido ao banco. “Eu sou um ser humano. De vez em quando eu falo para darmos um passeio aí, para poder sair de casa.

Educação

Questionado sobre o Ministério da Educação, Bolsonaro afirmou que avalia com calma os nomes. “Desde muito tempo, [o Ministério da Educação] está aparelhado. Há um marxismo lá dentro que trava o Brasil.”

Bolsonaro disse que os governos do PT dobraram os gastos em educação e mesmo assim não houve melhoras nos índices: “a molecada não sabe fazer uma regra de três simples.”

Bolsonaro descartou a possibilidade de nomear a atual presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, como ministra. “Essa não esteve à frente dessa prova do Enem? Está fora. Não tem nem cartão amarelo. É vermelho direto.”

Fonte: Isto É Independente

Haddad vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro

Crédito: AFP

Da Redação

 

A Justiça de São Paulo abriu ação penal contra o ex-prefeito Fernando Haddad(2013/2016) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público do Estado, o petista teria solicitado, entre abril e maio de 2013, por meio do então tesoureiro do seu partido, João Vaccari Neto, a quantia de R$ 3 milhões da empreiteira UTC Engenharia para supostamente quitar dívidas de campanha com a gráfica de Francisco Carlos de Souza, o ‘Chicão Gordo’, ex-deputado estadual do PT. A Promotoria sustenta que, entre maio e junho daquele ano, a empreiteira efetivamente repassou a soma de R$ 2,6 milhões a Haddad.

A decisão foi tomada pelo juiz Leonardo Valente Barreiros, da 5.ª Vara Criminal da Capital, que acolheu parcialmente denúncia do Ministério Público do Estado. O magistrado rejeitou parte da acusação que imputava ao ex-prefeito o crime de quadrilha.

Além de Haddad e Vaccari (formalmente réus por corrupção passiva e lavagem de dinheiro), vão ser processados o empresário Ricardo Pessoa e o executivo Walmir Pinheiro Santana, ambos da UTC (corrupção ativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro), o doleiro Alberto Youssef (quadrilha e lavagem de dinheiro), suposto repassador dos valores, e ‘Chicão Gordo’, o dono da gráfica (corrupção passiva, quadrilha e lavagem de dinheiro).

A denúncia foi apresentada à Justiça pelo promotor Marcelo Mendroni, que integra o grupo do Ministério Público de combate a delitos econômicos.

Seguno Mendroni, o então tesoureiro do PT ‘representava e falava em nome de Fernando Haddad’. O promotor afirma que constou da agenda de Haddad, quando já no exercício do cargo de prefeito de São Paulo, que ele recebeu o empreiteiro da UTC pessoalmente, no dia 28 de fevereiro de 2013.

Mendroni assinala que Ricardo Pessoa, que se tornou delator da Operação Lava Jato, já mantinha uma espécie de ‘contabilidade paralela’ junto a Vaccari, relativa a propinas pagas em decorrência de contratos de obras da UTC Engenharia S/A com a Petrobrás, com uma ‘dívida’ a saldar, em pagamentos indevidos de propinas, da ordem de R$ 15 milhões.

“Ricardo Pessoa e Fernando Haddad, enquanto candidato ao cargo de Prefeito Municipal de São Paulo, haviam sido apresentados por José di Filippi Junior e se reuniram algumas vezes durante a campanha eleitoral no decorrer de 2012”, sustenta a Promotoria.

O juiz Leonardo Valente Barreiros, da 5.ª Vara Criminal da Capital, anotou em sua decisão.

“Ocorre que a solicitação de R$ 3 milhões teria sido atendida. Sendo assim, Ricardo Pessoa a prometeu e ofereceu diretamente para João Vaccari Neto e indiretamente para Fernando Haddad. Na sequência e de modo a viabilizar o pagamento, Ricardo Pessoa e João Vaccari Neto trocaram informações a respeito dos números de telefone dos seus prepostos. Para operacionalizar aquele pagamento indevido, João Vaccari Neto indicou e lhe passou o número de telefone celular de Francisco Carlos de Souza (‘Chicão’). Ricardo Pessoa também orientou João Vaccari Neto no sentido de que os contatos para o pagamento deveriam ser realizados através de seu diretor financeiro, Walmir Pinheiro Santana, que negociou o valor para diminuí-lo para R$ 2,6 milhões.”

Segue o magistrado. “A narrativa acusatória ainda aponta que a captação e distribuição de recursos ilícitos se desenvolveram através de um esquema montado pela própria UTC Engenharia S/A, principalmente por contratos de prestação de serviços fictícios e/ou superfaturados, de forma que os valores ou a diferença retornassem à UTC Engenharia S/A, mas para ‘uma conta de caixa dois’ que detinham junto a Alberto Youssef. Depois, Alberto Youssef entregaria parte do valor do dinheiro em espécie; e em relação à outra parte utilizaria PFs e PJs para receberem os valores e os remeterem a outras PFs e/ou PJs para, finalmente, os valores serem transferidos, destas, para gráficas indicadas por ‘Chicão’.”

Após as simulações dos contratos de prestações de serviços, segundo a Promotoria, os pagamentos teriam sido efetivados de duas formas. Na primeira, Youssef mandava seu funcionário Rafael Ângulo Lopes entregar os valores, normalmente aos sábados de manhã, na garagem do edifício do seu escritório em dinheiro em espécie diretamente a ‘Chicão’.

Na segunda, Youssef realizava sucessivas transferências bancárias por empresas e pessoas as gráficas indicadas por ‘Chicão’, de forma a dissimular a origem dos valores.

A solicitação teria ocorrido entre abril e maio de 2013. “Os pagamentos, sintomaticamente, entre maio e junho de 2013”, ressalta o juiz. “Assim foram realizados os pagamentos daquela dívida, contraídas especialmente durante o ano de 2012 pela campanha de Fernando Haddad para o cargo de prefeito de São Paulo.”

COM A PALAVRA, FERNANDO HADDAD

“A denúncia e mais uma tentativa de reciclar a já conhecida e descredibilizada delação de Ricardo Pessoa. Com o mesmo depoimento, sobre os mesmos fatos, de um delator cuja narrativa já foi afastada pelo STF, o Ministério Público fez uma denúncia de caixa 2, uma denúncia de corrupção e uma de improbidade. Todas sem provas, fundadas apenas na desgastada palavra de Ricardo Pessoa, que teve seus interesses contrariados pelo então prefeito Fernando Haddad. Trata se de abuso que será levado aos tribunais.”

No dia 10 de setembro, a defesa de Haddad peticionou nos autos e alegou que ‘a denúncia é inepta por não conter a descrição individualizada mínima das condutas que teriam sido praticadas pelo denunciado, nem dos elementos nucleares que compõem o tipo penal da corrupção passiva’.

Segundo a defesa do ex-prefeito, ‘a denúncia não aponta minimamente qual era o objetivo do pagamento, ao menos em perspectiva’.

“Há necessidade de se apontar um ato de ofício para caracterização do crime de corrupção passiva, sendo imprescindível a descrição mínima do que se espera em contrapartida da vantagem indevida”, sustenta a defesa de Haddad. “Há necessidade de indicação da autoria, vez que a acusação se limita a afirmar que o denunciado tinha domínio dos fatos. Não há qualquer elemento de prova sobre corrupção passiva, inexistindo justa causa para a ação penal, sendo insubsistente a denúncia fundada apenas na palavra do colaborador premiado.”

A defesa apontou ainda incompetência do juízo sob o fundamento de que os fatos foram objeto de denúncia perante a Justiça Eleitoral ‘por configurarem doação eleitoral não contabilizada, havendo conexão material e processual, prevalecendo assim a jurisdição especial’.

Por Luiza Garonce, G1 DF

 

Davi Mello/Divulgação

A escravidão no Brasil foi formalmente extinta há 130 anos, com a promulgação da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. O país foi o último do mundo a libertar os negros e sente, até hoje, os reflexos da exploração africana e da ausência de políticas de integração.

Maioria da população brasileira – 54,9% segundo último levantamento do IBGE – os negros podem até ser tratados como “minorias” no âmbito das políticas públicas, mas têm assumido o devido protagonismo no cinema, na música, na dança, nas artes e na televisão.

G1 Cultural entrevista cineastas sobre Mostra Cine Curta – O olhar da mulher negra

G1 Cultural entrevista cineastas sobre Mostra Cine Curta – O olhar da mulher negra

Na capital do país, onde a desigualdade brasileira escancarada pela cor da pele reserva ao Plano Piltoto o branco e às regiões administrativas o preto, o rap assume importância significativa como movimento de resistência, de protesto e de combate à exclusão.

Por meio de rimas críticas, irônicas e reflexivas, a música atravessa as fronteiras geográficas, une a população da periferia e transpõe os muros invisíveis do racismo.

“Estamos, cada vez mais, ocupando espaços de poder e obrigando essas pessoas a questionar suas atitudes”, diz a rapper Thábata Lorena.

Rapper Thábata Lorena, de Brasília — Foto: Davi Mello/Divulgação

Rapper Thábata Lorena, de Brasília — Foto: Davi Mello/Divulgação

No Dia da Consciência Negra, comemorado nesta terça-feira (20), ela e os rappers Vera Verônika, Japão, X e Rebeca Realleza conversaram com o G1 sobre os temas:

  • Rap como instrumento de luta
  • A persistência do combate ao racismo
  • Juventude negra e periferia
  • Rap nas políticas públicas

Rap, instrumento de luta

O combate ao racismo está no dia a dia da rapper Vera Verônica, que faz da música um instrumento de transformação. Como representante de uma coletividade, a batalha que trava no combate ao racismo também acontece na vida pessoal.

A rapper Vera Verônika, de Brasília, faz oficina de empoderamento feminino no festival Conexões Urbanas — Foto: Vera Verônika/Divulgação

A rapper Vera Verônika, de Brasília, faz oficina de empoderamento feminino no festival Conexões Urbanas — Foto: Vera Verônika/Divulgação

A cantora foi vítima de ofensas racistas pelo Facebook no dia 20 de outubro passado e o caso foi levado à Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial (Decrin).

Vera foi chamada de “macaca” em um comentário na publicação do clipe de “Calada não mais”, que aborda a libertação das mulheres da violência doméstica e da opressão machista. A ofensa foi apagada horas depois, mas a rapper havia registrado uma foto da página.

Rapper Vera Verônika, de Ceilândia, no DF, é alvo de ofensas racistas na publicação do clipe "Calada não mais" na página pessoal do Facebook — Foto: Vera Verônika/Arquivo pessoal

Rapper Vera Verônika, de Ceilândia, no DF, é alvo de ofensas racistas na publicação do clipe “Calada não mais” na página pessoal do Facebook — Foto: Vera Verônika/Arquivo pessoal

Vera Verônika disse ao G1 que nunca havia sido ofendida virtualmente e acredita que a agressão tenha relação com uma “onda repressora” criada por políticos coniventes com este tipo de pensamento.

“Vejo muitos casos que estão acontecendo agora como ataques políticos de pessoas que estão saindo de cavernas e buracos para nos desestruturar, mas não vão conseguir diminuir nossa força”, argumenta a cantora.

“A gente tem vivência, tem história.”

Segundo ela, as ofensas não a afetaram psicologicamente, mas tiveram o efeito reverso. “Me deram mais força para enfrentar e combater isso todos os dias e lembrar que há pessoas que precisam de nós como porta-vozes.”

G1 Cultural entrevista Vera Verônika, primeira rapper do DF

G1 Cultural entrevista Vera Verônika, primeira rapper do DF

Com 25 anos de carreira na música e um diploma de pedagogia, Vera Verônika também coleciona experiências no sistema educacional. Até o final de novembro, ela vai passar por 25 escolas em Ceilândia com um projeto de combate ao racismo, ao bullying e à violência contra a mulher.

“Uso minhas letras, o trabalho com educação e minha militância nos movimentos sociais para que o jovem da periferia e as mulheres saibam se defender.”

Tentativa de desumanização

“Sou apenas a terceira geração de negros livres da minha família. Fomos o país que mais demorou a abolir a escravidão. Isso não é construção ideológica, é um fato concreto”, afirma a rapper Thábata Lorena.

Para ela, as ofensas racistas que comparam negros a macacos, são uma forma de tentar retirar a condição humana dessas pessoas,

“É uma estratégia de desumanização nos tratar como animais, como uma sub-raça.”

G1 Cultural entrevista a MC e compositora Thabata Lorena

G1 Cultural entrevista a MC e compositora Thabata Lorena

“A gente perdeu muito com isso de achar que ódio é plataforma política. Isso tem a ver com a naturalização do racismo, do estupro, do abuso.”

É esse pensamento que o rapper X, do grupo ceilandense Câmbio Negro, denuncia desde os anos 1980, quando ingressou no movimento hip-hop.

De volta ao palcos após 18 anos, ele afirma que a música “Sub-raça”, lançada em 1992, ainda se faz necessária. “Quanto mais eu canto, mais eu vejo o quanto ela ainda é atual.”

Rapper X, do grupo ceilandense Câmbio Negro, em show no festival Elemento em Movimento 2018 — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

Rapper X, do grupo ceilandense Câmbio Negro, em show no festival Elemento em Movimento 2018 — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

“Há 30 anos a gente falava de racismo e até hoje dizem que é vitimismo, que a gente exagera”, continua o artista. Para ele, o racismo só não é sentido por quem não é negro.

“Dizem ‘eu não vejo, não sinto isso’, mas essas pessoas não têm a cor da minha pele, não vivem o que eu vivo.”

“A gente não pode se entregar de jeito nenhum. Não pode se esconder ou deixar de se posicionar. Temos que continuar fazendo o nosso trabalho de conscientização e politização enquanto ainda der. Resistir, lutar e botar a cara à tapa.”

Rapper Japão, do Viela 17 — Foto: Nathalia Millen/Divulgação

Rapper Japão, do Viela 17 — Foto: Nathalia Millen/Divulgação

O racismo também é tema recorrente na música e militância do rapper Japão. Em quase 30 anos de carreira, ele até diz enxergar uma melhora no cenário, mas ainda distante do que ideal.

“A juventude negra continua sendo exterminada, a mulher negra continua sendo atacada cruelmente. Por tudo o que nós lutamos, ainda é muito pouco.”

Rapper Japão, do grupo Viela 17, no festival Elemento em Movimento, em Ceilândia — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

Rapper Japão, do grupo Viela 17, no festival Elemento em Movimento, em Ceilândia — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

Japão abraçou a cultura das ruas aos 18 anos, quando decidiu fazer rap na tentativa de transformar a realidade de quem sempre esteve marginalizado, como ele. “Rap não é pop pra tocar em rádio. Tem que ser a voz do povo cantada.”

Morador de Ceilândia – região periférica do DF e a mais populosa da capital – ele começou a rimar em 1989. Se juntou ao GOG em 1992 e, em 2000, criou o Viela 17, grupo reconhecido nacionalmente.

“Eu queria ser uma das vozes dentro da comunidade.”

Rebeca Realleza e Japão no festival Elemento em Movimento, em Ceilândia — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

Rebeca Realleza e Japão no festival Elemento em Movimento, em Ceilândia — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

A vontade crescente de fazer o rap ecoar nos guetos, becos e vielas do DF nos anos 1990, hoje é sonoridade presente até no centro da capital. Os precursores dividem o palco com novos nomes – alto-falantes da juventude periférica e negra.

Alto-falante da juventude

A rapper de 23 anos Rebeca Realleza engrossa o time das mulheres no rap e tem voz ativa na luta contra o machismo e o racismo. Jovem, negra, ativista e periférica, ela é sinônimo de representatividade.

A rapper de Ceilândia, no DF, Rebeca Realleza — Foto: Melanina/Divulgação

A rapper de Ceilândia, no DF, Rebeca Realleza — Foto: Melanina/Divulgação

Criada pela mãe na segunda maior favela do Brasil, o Sol Nascente, ela assumiu as rédas da própria vida ainda na adolescência e desviou do caminho da exclusão por meio da música e da faculdade de direito.

“Quero mostrar que existem outros caminhos a seguir além das drogas, da prostituição, e da meternidade precoce.”

Rebeca Realleza, rapper do DF, durante show no festival Elemento em Movimento — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

Rebeca Realleza, rapper do DF, durante show no festival Elemento em Movimento — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

Considerada um exemplo em comunidades periféricas do DF, Rebeca foi convidada por cinco escolas públicas para participar de um bate-papo com os estudantes no mês em que se comemora do Dia da Consciência Negra.

“Vou contar minha trajetória até aqui, como superei algumas barreiras e outras que nem superei totalmente, mas estou na luta. Também vou fazer um show e falar sobre empoderamento negro e feminino, pra injetar neles um prazer por serem quem são.”

Rebeca Realleza, rapper de Ceilândia, no DF — Foto: Facebook/Reprodução

Rebeca Realleza, rapper de Ceilândia, no DF — Foto: Facebook/Reprodução

Segundo ela, o combate ao racismo e a valorização da história e da importância sociocultural dos negros deve começar na educação infantil – e o rap pode ser um instrumento pedagógico.

“Sou filha de africano e, durante minha infância tive vergonha disso, porque achava que ele era escravo. Na escola a gente aprende como se, desde o começo dos tempos, os negros sempre tivessem sido escravos e nada mais.”

Rainhas e reis da selva

Como forma de subverter as ofensas preconceituosas, Rebeca e os rappers Paulo Amaro, Talíz e Markão Aborígene lançaram a música “A revolução do bichos” no dia 22 de outubro.

Os rappers Rebeca Realleza, Paulo Amaro, Talíz e Markão Aborígene e dançarinos após show no festival Elemento em Movimento — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

Os rappers Rebeca Realleza, Paulo Amaro, Talíz e Markão Aborígene e dançarinos após show no festival Elemento em Movimento — Foto: Elemento em Movimento/Divulgação

Na letra, aparecem a macaca, o veado, a piranha e a baleia – nomes de animais frequentemente usados para insultar negros, homossexuais, mulheres e pessoas gordas.

“A gente usou o exemplo de “nigga”, termo que os brancos usavam para oprimir os negros nos Estados Unidos, mas que os rappers tomaram para si. Hoje só o branco que não pode chamá-los assim”, explica.

“Pegamos termos pejorativos e usamos em nosso favor.”

Das ruas para o governo

As políticas públicas de cultura também precisam estar no front da batalha, segundo a subsecretária de cidadania e diversidade cultural do GDF, Jaqueline Fernandes. “Essa estrutura racista que permeia todas as nuances da vida está refletida, também, na cultura.”

“A cultura não é uma bolha, mas é um espaço estratégico de transformação.”

Bboy Migalha (Migaz) dança break em Ceilândia, no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Bboy Migalha (Migaz) dança break em Ceilândia, no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

Jaqueline foi coordenadora do Festival Latinidades por 8 anos antes de assumir o cargo na Secretaria de Cultura. “A maior expertise que levei para a administração pública veio da rua e da cultura hip-hop.”

“A cultura negra e periférica tem uma força identitária enorme e um potencial de luta pela música, pelo grafite e pela dança.”

Grafites feitos em casas da Estrutural, no DF, durante o 1º Fest Povos – Encontro Nacional de Graffiti — Foto: Fest Povos/Divulgação

Grafites feitos em casas da Estrutural, no DF, durante o 1º Fest Povos – Encontro Nacional de Graffiti — Foto: Fest Povos/Divulgação

Por G1

 


O Ministério da Saúde publicou no “Diário Oficial da União” desta terça-feira (20) o edital com cerca de 8,5 mil vagas para o programa Mais Médicos. As vagas, abertas para substituir médicos cubanos, são para profissionais brasileiros e estrangeiros que tenham registro no CRM do Brasil.

publicação do novo edital faz parte de uma medida emergencial do governo brasileiro após o anúncio da saída de Cuba do programa, na semana passada. Nesta segunda-feira (19), o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que presidente Michel Temer determinou que o país tenha o menor impacto possível com a saída de médicos cubanos do programa.

Confira detalhes do edital:

  • Serão 8.517 vagas;
  • No primeiro edital, todas as vagas serão ofertadas aos médicos (brasileiros e estrangeiros) com registro no CRM do Brasil;
  • As inscrições estarão abertas a partir das 8h de 21 de novembro até as 23h59 de 25 de novembro, e deverão ser feitas pelo site maismedicos.gov.br;
  • No edital, é possível ver o número de vagas por município (confira a lista aqui)
  • No ato de inscrição, o profissional escolherá o município disponível para a atuação;
  • Os médicos devem inicar as atividades nos municípios a partir de 3 de dezembro; a data-limite é 7 de dezembro;
  • Se houver vagas remanescentes, um segundo edital será lançado em 27 de novembro com vagas para brasileiros formados no exterior e estrangeiros;
  • Para atuar no Mais Médicos, os profissionais sem CRM não precisarão fazer o Revalida. Eles poderão fazer o Revalida caso queiram exercer atividade também fora do programa.
Novo edital do Mais Médicos oferece 8,5 mil vagas para profissionais em 2,8 mil muncípios brasileiros — Foto: Reprodução/TV Globo

Novo edital do Mais Médicos oferece 8,5 mil vagas para profissionais em 2,8 mil muncípios brasileiros — Foto: Reprodução/TV Globo

As 8.517 vagas estão distribuídas por 2.824 municípios e 34 distritos indígenas. O salário é de R$ 11.800,00.

O sistema de seleção, que estará disponível a partir de quarta-feira (21) no site do programa, vai informar o número de vagas por município, e fica com a vaga o profissional que se inscrever primeiro.

“Se você tem cinco vagas, os cinco primeiros ocuparão essas vagas e não ficará mais disponível a vaga para o seu município. Então, haverá, sim, o limitador da vaga existente e aí nós faremos isso, e o médico, na hora dele acessar, ele só vai poder acessar aonde tiver vaga ainda disponível”, disse o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Ministério da Saúde vai publicar terça (20) edital com 8.500 vagas para o Mais Médicos

Ministério da Saúde vai publicar terça (20) edital com 8.500 vagas para o Mais Médicos

Formados no exterior

Na semana que vem será publicado um novo edital, com as vagas que não foram preenchidas, desta vez aberto também para médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior. Segundo Occhi, os cubanos que quiserem ficar no país poderão participar.

“Na semana que vem, na segunda-feira, publicaremos um segundo edital, em que esses mesmos médicos que não fizeram sua opção pelo município poderão continuar a fazer, agora em companhia de médicos brasileiros formados no exterior e médicos estrangeiros formados no exterior. Todos os médicos, inclusive os cubanos, que poderão optar por permanecer”, disse Occhi.

O ministro também informou na segunda-feira que vem fazendo reuniões com o ministro da Educação, Rossieli Soares, para agilizar o Revalida, exame aplicado para médicos formados no exterior que pretendem exercer a profissão no Brasil.

“Estamos numa reunião, eu e o ministro da Educação, para que possamos encontrar uma forma mais rápida e eficaz de um novo Revalida, para que médicos brasileiros formados no exterior possam exercer com segurança sua profissão aqui no Brasil”, completou.

O governo brasileiro disse que não vai arcar com os custos da volta dos médicos cubanos porque considera que a decisão unilateral de romper com o programa Mais Médicos foi do governo de Cuba.

Saída dos cubanos

Na semana passada, o governo cubano anunciou que deixaria o Mais Médicos e citou “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras” feitas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro em relação à presença dos médicos cubanos no Brasil.

Com a saída dos profissionais cubanos do Mais Médicos, cerca de 600 municípios brasileiros podem ficar sem nenhum médico da rede pública a partir do dia 25 de dezembro, segundo o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Atualmente, cerca de 8,2 mil profissionais do país caribenho participam do Mais Médicos.

Na semana passada, Bolsonaro disse que os profissionais cubanos que quisessem permanecer no país teriam o asilo concedido.

Fonte: G1

Black Friday 2018: veja como se proteger de golpes durante as compras na web

Comprar na internet sempre merece atenção, mas durante a Black Friday, quando milhares de consumidores buscam as promoções, aumentando o tráfego dos sites e lojas virtuais, os cuidados devem ser redobrados, pois podem ocorrer divulgação de promoções falsas, inclusive através de redes sociais e e-mail, golpes e roubo de dados. A data de promoções será nesta sexta-feira (23).

Segundo a especialista em infraestrutura de Tecnologia da Informação da IT Line Technology, Sylvia Bellio, os hackers estão sempre em busca de oportunidades para roubar dados ou enviarem vírus e, nesse período, aproveitam o maior acesso às lojas virtuais para atacar. Por isso, antes de comprar online, a especialista alerta para a importância de manter o equipamento sempre atualizado, conforme recomendação do fabricante.

“As atualizações servem, entre outras coisas, para corrigir falhas no sistema que podem evitar possíveis ataques e vírus”, explica. Segundo ela, além da atualização, é preciso proteger o computador com um antivírus de qualidade.

Veja 16 itens para tomar cuidado na hora da compra e, mais abaixo, as orientações dos especialistas:

  1. Cuidado com as redes abertas: redes gratuitas podem não ser protegidas
  2. Veja se o site é seguro: certifique-se de que está fazendo a compra em uma página segura
  3. Tenha um antivírus: ele pode detectar sites que contenham arquivos maliciosos
  4. Cuidado com as senhas: use uma para cada cadastro
  5. Proteja seu cartão de crédito: desabilite a opção de salvar os dados do cartão no site de compra
  6. Formas de pagamento: desconfie de lojas que aceitam apenas transferência ou boleto
  7. Promoções por e-mail: cuidado com links recebidos, prefira entrar direto na página da loja
  8. Mensagens de ‘phishing’: verifique o endereço antes de clicar em links recebidos
  9. Promoções em redes sociais: cuidado com possíveis páginas falsas, que visam roubar dados
  10. Atenção em cada etapa da compra: faça print de cada tela da compra
  11. Lojas menores: dê preferência às que têm intermediários como sistema de pagamento
  12. Lojas confiáveis: verifique a confiabilidade das lojas em sites de reclamações
  13. Sites similares: cheque sempre o endereço virtual (link) da página
  14. Lojas falsas: cuidado com páginas de lojas desconhecidas, que podem fazer vendas e não entregar
  15. Compra pelo celular: baixe apenas aplicativos de lojas oficiais
  16. Aplicativos falsos: ao baixar apps, verifique nome, desenvolvedor e quantidade de opiniões

G1

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Sem lugar no governo Bolsonaro, Magno Malta está na ‘geladeira’ da transição

O senador Magno Malta (PR-ES) Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/09-11-2017
O senador Magno Malta (PR-ES) Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

O senador Magno Malta (PR-ES) deu um chá de cadeira em Jair Bolsonaro quando, na pré-campanha, esperou até o último minuto para declarar oficialmente que não seria seu vice. Agora, quem aguarda é ele. Cotado para assumir um ministério que uniria as pastas de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Malta, segundo a equipe do presidente eleito, não é prioridade. Com a transição entrando na terceira semana, Bolsonaro ainda não anunciou se tem planos para o aliado capixaba.

– Ninguém está pensando em Magno Malta agora. Quando começa o governo? Em janeiro. Tem 40 dias ainda para pensar em Magno Malta – afirmou o general Augusto Heleno, anunciado chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

A espera a que Malta sujeitou Bolsonaro foi de mais de um mês, de meados de junho a julho. Em entrevista ao Diário do Nordeste, em 11 de julho, o evangélico disse que era “importante no Senado”, insinuando que gostaria de ficar lá. Sua assessoria confirmou, ao GLOBO, que ele não seria vice. À época, Bolsonaro foi ao gabinete do senador tirar satisfação. Os dois abafaram o caso enquanto o pesselista buscava um plano B.

Alguns dias depois, Malta participou de um evento com 250 pastores no Espírito Santo, já lançando sua candidatura ao Senado. A recusa a Bolsonaro só foi tornada pública em 17 de julho, quando o presidenciável já pensava no general Heleno como segunda opção. Em agosto, o general Hamilton Mourão foi anunciado oficialmente como vice.

Poucos dias após a eleição, Malta garantiu ao GLOBO: “vou ser ministro, sim” . Seus aliados davam como certo que seu ministério seria anunciado em um evento no dia 6 de novembro, o que não ocorreu. O vice-presidente eleito Mourão, que já chamou Malta de “elefante na sala”, disse que o anúncio não foi feito porque Bolsonaro tinha assuntos mais “prementes” para resolver naquele momento.

O GLOBO

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Congresso arma emboscadas contra moralidade nesta terça votando retrocesso da Ficha Limpa e contratação de parente em estatais

Há hoje no Congresso brasileiro dois tipos de parlamentares: os reeleitos e os que foram punidos pelo eleitor. Quem salvou o mandato está relaxado, pois só terá novo encontro com as urnas dentro de quatro anos. Quem foi derrotado busca uma nova boquinha. Essa mistura entre os eleitos descontraídos e os não reeleitos desesperados produziu um surto pilântrico. Armam-se emboscadas contra o interesse público na Câmara e no Senado.

Os deputados tramam votar em plenário uma proposta que já passou pelas comissões. A pretexto de aperfeiçoar o funcionamento das Agências Reguladoras, o projeto carrega uma emenda que libera a nomeação de dirigentes de partidos políticos e seus parentes para cargos de direção em empresas estatais —da Petrobras até empresas públicas estaduais. Essa fuzarca transformaria em pó novidades contidas na Lei de Responsabilidade das Estatais, que vigora há apenas dois anos.

Os senadores tramam aprovar um projeto que amolece a Lei da Ficha Limpa. Concede prontuários limpinhos para políticos que foram condenados por abuso do poder econômico antes da vigência da ficha limpa. Gente que está inelegível poderia disputar, por exemplo, as próximas eleições municipais. Isso vai na contramão de decisão tomada há apenas oito meses pelo Supremo Tribunal Federal.

O mais grave não é constatar que os parlamentares se recusam a aprovar medidas moralizadoras. O que espanta é que deputados e senadores querem recuar nos poucos avanços que a sociedade arrancou do Legislativo na marra. O caso já não é de autocrítica, mas de autópsia. Para complicar, o pedaço do Congresso que o eleitor acha que renovou só tomará posse em fevereiro de 2019.

JOSIAS DE SOUZA

 

Quantos médicos Brasileiros substituirão os cubanos?

POR JOSIAS DE SOUZA

Ao se retirar do Programa Mais Médicos, Cuba forçou o Brasil a lidar com uma encrenca que fora enviada à UTI em 2013 e vinha sendo mantida desde então em coma induzido. De repente, o país foi forçado a lembrar que faltam médicos nos fundões miseráveis do mapa e nas beiradas empobrecidas das regiões metropolitanas. Ao ordenar aos seus doutores que façam as malas, a ditadura de Havana ofereceu aos similares nacionais a oportunidade de informar à opinião pública brasileira se fazem parte da solução ou se integram o problema.

“O Brasil conta com médicos formados no país em número suficiente para atender às demandas da população”, apressou-se em informar o Conselho Federal de Medicina em nota oficial divulgada na semana passada. Há cinco anos, quando os cubanos começaram a desembarcar no Brasil, a mesma entidade reagiu com o fígado: ”Não admitimos uma medicina de segunda para os mais carentes. Até porque quem está no governo, quando adoece, vai para hospitais de primeira linha.”

Faltou dizer que, numa cidade sem médico, não há medicina de segunda nem de primeira linha. Em localidades assim, o que há são doentes desassistidos, tratados como seres humanos de última linha. Ninguém se lembra. Mas nessa mesma época em que a corporação pegou em bisturis para defender sua reserva de mercado, o médico cubano Juan Delgado, recebido com vaias no aeroporto de Fortaleza, iluminou com poucas palavras a falta de nexo da revolta dos jalecos nacionais.

“Vamos ocupar lugares onde eles não vão”, disse Juan na ocasião. “Impressionou-me a manifestação. Diziam que somos escravos, que fôssemos embora do Brasil. Não sei por que diziam isso, não vamos tirar seus postos de trabalho. Isso não é certo. Seremos escravos da saúde, dos pacientes doentes, de quem estaremos ao lado todo o tempo necessário. Os médicos brasileiros deveriam fazer o mesmo que nós: ir aos lugares mais pobres prestar assistência.”

Nesta terça-feira, o Diário Oficial da União publicou um edital oferecendo a médicos brasileiros cerca de 8,5 mil vagas ocupadas por cubanos. A novidade foi anunciada na véspera pelo ministro Gilberto Occhi (Saúde), num encontro com prefeitos. No mesmo evento, Michel Temer declarou que nenhum município ficará “desprovido” de assistência médica. Acredita quem quer. Duvida quem tem juízo.

No início do ano, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) divulgou estudo chamado “Demografia Médica 2018”. Pode ser lido aqui. Revelou a existência de uma quantidade recorde de médicos no Brasil: 452 mil profissionais. Em teoria, isso garantiria 2,18 médicos para cada mil habitantes. Algo muito próximo da taxa registrada em países desenvolvidos como o Canadá (2,7 médicos por mil habitantes) ou Reino Unido (2,8).

O problema é que 63,8% dos médicos brasileiros estão no Sudeste (41,9%), no Sul (14,3%) e no centro-oeste (7,6%). Mais da metade (55,1%) encontra-se nas capitais. O Ministério da Saúde informa que os médicos cubanos distribuíram-se em 2.885 cidades, das quais 1.575 não dispunham de um mísero doutor verde-amarelo. A grossa maioria dos profissionais enviados por Havana foi para áreas paupérrimas do Norte e do Nordeste. Outra parte ficou em áreas periféricas de centros urbanos. A saída dos cubanos deixará sem médico 28 milhões de potenciais pacientes.

A pergunta que se impõe é: quantos profissionais brasileiros toparão ocupar as vagas dos “escravos” cubanos? A julgar pela nota do Conselho Federal de Medicina, as 8,5 mil vagas oferecidas pelo Ministério da Saúde não serão preenchidas facilmente. A entidade condiciona o deslocamento dos médicos a uma inexistente “carreira de Estado”, ao provimento de improvável “suporte” logístico e “remuneração adequada”.

Afora o salário de R$ 11,5 mil mensais, não há garantias quanto ao resto. Em vídeo divulgado no inicio do mês, o conselho dos médicos expôs o modelo de saúde pública que espera ver implantado com a posse dos governantes e legisladores eleitores em outubro (assista abaixo). Se o deslocamento dos médicos para as áreas desassistidas depender do surgimento do mundo idealizado pelos doutores, os doentes miseráveis podem cair de joelhos e rezar por um milagre.

Fonte: Blog do BG

 

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