PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA TERÇA-FEIRA

Por G1

 

Em entrevista ao JN ontem, Jair Bolsonaro disse que convidará o juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça ou para o STF. O presidente eleito afirmou também que a Constituição será ‘bíblia’, que é ‘totalmente favorável’ à liberdade de imprensa. Economia: o IBGE divulga os números do desemprego em setembro, e começa a valer hoje o financiamento de imóveis de até R$ 1,5 milhão com o FGTS. Educação: o G1 lista os 10 temas que não devem cair na redação do Enem. O que é destaque nesta terça-feira:

NACIONAIS

Bolsonaro fala ao Jornal Nacional

Presidente eleito, Jair Bolsonaro é entrevistado no JN

Presidente eleito, Jair Bolsonaro é entrevistado no JN

O presidente eleito Jair Bolsonaro concedeu entrevista ao Jornal Nacional: ASSISTA à íntegra no vídeo acima e leia aqui a reportagem. Hoje, sua equipe faz a primeira reunião, na casa dele, no Rio. O deputado Onyx Lorenzoni, futuro ministro, levará ao encontro informações que já recebeu da Casa Civil sobre a situação do governo federal. O G1 vai acompanhar.

São Paulo

João Doria (PSDB) durante o debate na TV Globo em São Paulo — Foto: Celso Tavares / G1

João Doria (PSDB) durante o debate na TV Globo em São Paulo — Foto: Celso Tavares / G1

Eleito governador de São Paulo, João Doria terá apoio de 28% dos deputados na Assembleia Legislativa do estado. A coligação do tucano conquistou 27 das 94 cadeiras. Ele terá o desafio de construir a maioria para conseguir eleger o presidente da Casa e aprovar projetos do Executivo. Entenda.

Desemprego

 — Foto: Valdecir Galor / SMCS

— Foto: Valdecir Galor / SMCS

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje a taxa de desemprego de setembro. No trimestre encerrado em agosto, o índice no Brasil caiu para 12,1%, mas 12,7 milhões de brasileiros seguiam sem trabalho.

Financiamento de imóveis

Sistema de Habitação e FGTS poderão financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão, decide Conselho Monetário — Foto: Reprodução

Sistema de Habitação e FGTS poderão financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão, decide Conselho Monetário — Foto: Reprodução

O Conselho Monetário Nacional (CMN) antecipou para esta terça-feira a entrada em vigor do teto de R$ 1,5 milhão para financiamento de imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O sistema oferece juros mais baixos (limitados a até 12% ao ano mais Taxa Referencial) e o cliente pode usar recursos do FGTS para dar entrada no imóvel ou amortizar o saldo devedor.

Enem 2018: Redação

 — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

Falta pouco para o Enem 2018. No próximo domingo (4), será aplicada em todo o Brasil a primeira prova do exame que é porta de entrada de estudantes para dezenas de universidades públicas. Além das questões de ciências humanas, ciências da natureza e matemática, tem a redação, cujo tema surpreende a cada ano. Com o objetivo de dar uma força pra quem está dando aquela última revisada, o G1 lista os 10 temas que não devem cair na redação.

Curtas e Rápidas:

'Bohemian Rhapsody': Assista ao trailer

‘Bohemian Rhapsody’: Assista ao trailer

Futebol

Renato Gaúcho, técnico do Grêmio — Foto: Beto Azambuja / GloboEsporte.com

Renato Gaúcho, técnico do Grêmio — Foto: Beto Azambuja / GloboEsporte.com

O Grêmio tenta esta noite, a partir de 21h45, em sua casa, obter vaga na final da Libertadores 2018. O time gaúcho recebe o River Plate, da Argentina. No primeiro duelo, em Buenos Aires, a equipe brasileira venceu por 1 a 0 e precisa de um empate para ir à decisão. O outro finalista será conhecido amanhã, quando o Palmeiras enfrentará o Boca Juniors, também da Argentina. Neste caso, o Verdão está em desvantagem, pois perdeu o jogo de ida por 2 a 0.

Previsão do tempo

Hoje é dia de…

  • Dia do Comerciário

Fonte: G1

Sergio Moro não descarta participar do governo Bolsonaro

O juiz federal Sergio Moro não descarta a possibilidade de aceitar um convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para oMinistério da Justiça e aceitaria de bom grado a indicação paraSupremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista na TV nesta segunda-feira, Bolsonaro afirmou que vai convidar Moro para ocupar uma vaga no Supremo ou o Ministério da Justiça.

A interlocutores, Moro afirma que a vantagem de integrar a equipe do presidente eleito seria afastar o temor de alguns setores da sociedade de algum tipo de quebra do Estado Democrático e de Direito.

A escolha do Ministério da Justiça, porém, o levaria para Brasília antes, já que a primeira vaga na Suprema Corte será aberta em 2020, quando o ministro Celso de Mello completa 75 anos.

Apesar de não manifestar preferência em relação a Bolsonaro durante a campanha eleitoral, Moro afirmava a interlocutores que a volta do PT ao poder seria inaceitável — seria como corroborar o esquema de corrupção desmontado pela Lava-Jato. Além disso, criticava a possibilidade de um eventual governo de Fernando Haddad adotar medidas para controle do Judiciário e da mídia.

Moro também via pontos positivos na campanha de Bolsonaro, como a promessa de não lotear os ministérios. Mesmo diante da notícia de que grandes empresas poderiam ter financiado disparos em massa de Whatsapp para o candidato do PSL, manteve a convicção de que poderia ser um erro, mas não corrupção, já que Bolsonaro poderia não saber do apoio dos empresários feito por fora da campanha oficial.

O juiz da Lava-Jato também diz ter ficado bem impressionado com a atuação do deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil, durante a tramitação das dez medidas anti-corrupção. Argumenta que, mesmo diante da pressão dos demais parlamentares, manteve boa parte do projeto original — embora tenha incluído a possibilidade de juízes e membros do Ministério Público serem denunciados por crime de responsabilidade em caso de abuso de poder.

Em entrevista, o presidente eleito disse que ainda não procurou o magistrado, mas ressaltou que quer agendar a conversa em breve. Pelo menos duas vagas na Corte serão abertas nos quatro anos de mandato do capitão da reserva, com as aposentadorias compulsórias dos ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

— Se tivesse falado isso lá atrás, soaria oportunista. Pretendo sim (convidar Moro)  não só para o Supremo, como quem sabe até para o Ministério da Justiça. Pretendo conversar com ele, saber se há interesse e, se houver interesse, da parte dele, com toda certeza será uma pessoa de extrema importância em um governo como o nosso — disse Bolsonaro.

O GLOBO

Comments

Candidatos derrotados criticam declarações de Bolsonaro como presidente eleito

Três candidatos derrotados à Presidência da República criticaram as primeiras entrevistas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira, 29, um dia após a definição do resultado das urnas. Presidente do PSDB, Geraldo Alckmin criticou as falas de Bolsonaro sobre retirar verbas públicas dos veículos de imprensa que se comportarem de maneira “indigna”. Marina Silva, líder da Rede, se posicionou contra a proposta do presidente eleito de alterar o Estatuto do Desarmamento. Por sua vez, Guilherme Boulos (PSOL) disse que Bolsonaro manteve o “discurso de ódio” e afirmou que o presidente precisa saber que “não se acaba com movimento social com decreto ou violência”.

Alckmin fez suas críticas nas redes sociais após Bolsonaro dizer ao Jornal Nacional, da TV Globo, que pretende tirar recursos do governo federal de veículos de imprensa que se comportarem de maneira “indigna” como é supostamente o caso, segundo Bolsonaro, do jornal Folha de S. Paulo.

Na primeira manifestação de Alckmin desde o primeiro turno da eleição, no qual o tucano terminou em quarto lugar, com 4,76% dos votos, o ex-governador disse que Bolsonaro começou mal.

“A defesa da liberdade ficou no discurso de ontem (domingo). Os ataques feitos hoje pelo futuro presidente à Folha de S. Paulo representam um acinte a toda a Imprensa e a ameaça de cooptar veículos de comunicação pela oferta de dinheiro público é uma ofensa à moralidade e ao jornalismo nacional”, disse Alckmin em sua conta no Facebook.

Ao JN, Bolsonaro prometeu respeitar a liberdade de imprensa, mas disse que o repasse de verbas de anúncios da União é uma coisa diferente. “Sou totalmente favorável à liberdade de imprensa, mas temos a questão da propaganda oficial de governo, que é outra coisa”, disse. “Não quero que (a Folha) acabe. Mas, no que depender de mim, imprensa que se comportar dessa maneira indigna não terá recursos do governo federal. Por si só esse jornal se acabou.”

Para o presidente do PSDB, as declarações de Bolsonaro sinalizam que o presidente eleito pretende substituir a liberdade de Imprensa pelo clientelismo de Imprensa.  “Alguns fazem críticas aos seus críticos porque não conhecem seus próprios limites. O futuro Presidente vai ter de conviver e de respeitar todos e, em especial, os que a ele dirijam críticas”, disse.

Alckmin não divulgou voto no segundo turno e o PSDB manteve-se neutro na eleição. Seu afilhado político, João Doria, eleito governador de São Paulo, aderiu com afinco a campanha do candidato do PSL. No discurso da vitória, o ex-prefeito de São Paulo elogiou Bolsonaro e disse “o meu PSDB tem lado”.

Marina Silva

Marina Silva (Rede) disse que a entrevista concedida à Record TV, de 30 minutos de duração, foi “preocupante” porque Bolsonaro tenta induzir as pessoas a acreditarem que podem resolver o a violência “fazendo justiça com as próprias mãos”. “É espantoso o anúncio do presidente eleito de que uma de suas primeiras medidas após a posse será enviar para o Congresso uma proposta para facilitar o acesso às armas de fogo. Qualquer tentativa de revogar e desconfigurar o Estatuto do Desarmamento é um retrocesso lastimável!”, escreveu Marina em suas redes sociais.

A presidenciável que ficou em oitavo lugar na disputa eleitoral, com 1% dos votos, disse que a crise de segurança pública não será resolvida armando a população, e sim com integração e valorização das polícias, inteligência e tecnologia para combater o crime organizado. “As armas de fogo são responsáveis por 71% dos homicídios registrados no Brasil. Por isso, não canso de repetir o que venho dizendo: quanto mais armas, mais violência”.

Guilherme Boulos

Boulos, do PSOL que teve 0,58% dos votos na disputa presidencial, criticou as falas de Bolsonaro contra movimentos sociais. “O presidente eleito manteve o discurso de ódio do candidato. É importante que saiba que não se acaba com movimento social com decreto ou violência. Isso não resolve a falta de terra e teto para milhões. Daí nascem os movimentos”, escreveu.

Comments

‘Quem roubar vai para a cadeia e Bolsonaro joga a chave fora’, diz Lorenzoni sobre Petrobras

Onyx Lorenzoni
Onyx Lorenzoni, futuro ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro Foto: Fábio Motta/Estadão

 

Futuro ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que a equipe do presidente eleito quer saber “a verdade da Petrobras no Brasil”. Ao ser questionado sobre qual será a política de preços adotada pela estatal, Lorenzoni afirmou que tem “curiosidade” em saber o que o presidente Michel Temer sabe sobre a Petrobras e que, no governo Bolsonaro, “quem roubar vai para cadeia e ele (Bolsonaro) joga a chave fora”.

“A Petrobras passou por um período que passou da 7ª petrolífera no mundo para a 28ª, graças á roubalheira e à utilização inadequada da empresa”, disse, nesta segunda-feira, 29, no hotel Windsor, na Barra da Tijuca. “Hoje, o Brasil vive um drama em relação aos combustíveis, o cidadão brasileiro paga uma conta absurda por conta dos equívocos cometidos no passado”, acrescentou.

Lorenzoni também disse que a equipe “está dando o primeiro passinho hoje” e que é razoável pedir que todos tenham “um pouquinho de paciência” para que Bolsonaro possa conhecer a realidade do atual governo. “Com base nos conceitos que nós propagamos ao longo de toda campanha, podemos servir a todo o Brasil”, argumentou.

O deputado já admitiu, no ano passado, ter recebido R$ 100 mil em caixa 2 da JBS. Um executivo da Odebrecht também afirmou que, em 2017, Lorenzoni teria recebido R$ 175 mil via caixa 2 da empresa. Segundo Alexandrino Alencar, em delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, na planilha ‘Drousys’ – programa de controle dos desembolsos ilícitos do grupo -, o parlamentar era identificado pela alcunha “Inimigo”.

O inquérito que investigava o caso da Odebrecht e Onyx foi arquivado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República. Onyx Lorenzoni também foi o relator na Câmara do projeto do Ministério Público Federal, as 10 Medidas contra a Corrupção.

ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Blog do BG

Deixe uma resposta

Fechar Menu