PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA TERÇA-FEIRA

Na disputa pela Presidência em 2º turno, Fernando Haddad e Jair Bolsonaro deram entrevista ao Jornal Nacional e falaram sobre o futuro da democracia brasileira; reveja no G1. Eleição em números: qual a renda dos deputados federais eleitos? Quase metade da Câmara que assumirá em 2019 é formada por milionários. E saem os números da produção industrial em agosto. O que é notícia nesta terça-feira:

NACIONAIS

Entrevistas ao JN

Jair Bolsonaro (PSL) fala ao vivo no Jornal Nacional

Jair Bolsonaro (PSL) fala ao vivo no Jornal Nacional

Fernando Haddad (PT) fala ao vivo no Jornal Nacional

Fernando Haddad (PT) fala ao vivo no Jornal Nacional

  • O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, declarou em entrevista ao Jornal Nacional ter desistido de propor uma constituinte se eleito, conforme previa inicialmente o programa de governo do partido. Ele afirmou que pretende fazer reformas, como a bancária e a tributária, por meio de propostas de emenda constitucional enviadas ao Congresso. O presidenciável do PT, que disputará o segundo turno da eleição com Jair Bolsonaro (PSL), também disse discordar do companheiro de partido José Dirceu. Em entrevista ao jornal “El Pais”, o ex-ministro afirmou que é “uma questão de tempo para a gente tomar o poder”. Veja no vídeo acima.

Eleição em números

Quase metade da nova Câmara que tomará posse em 2019 será formada por deputados federais milionários. É o que mostra levantamento feito pelo G1 com base em dados do TSE. São 241 políticos que declaram ter patrimônio superior a R$ 1 milhão (47% dos 513 eleitos).

Arte deputados federais milionários 2018 — Foto: G1

Mais de eleições:

Produção industrial

O IBGE divulga hoje os números da produção industrial de agosto. Em julho, houve recuo de 0,2%. A queda foi puxada pelo recuo na produção de bens de capital como caminhões e máquinas.

Curtas e Rápidas:

Roger Waters — Foto: Kate IzorRoger Waters — Foto: Kate Izor

Roger Waters — Foto: Kate Izor

Previsão do tempo

Previsão do tempo com Maria Júlia Coutinho

Previsão do tempo com Maria Júlia Coutinho

Futebol

  • 20 horas: Botafogo x Vasco

Fonte: G1

Dois anos depois, militantes pró-impeachment se elegem como deputados. Já Dilma, perdeu para o Senado em MG

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) continua reverberando na política dois anos depois. Foram eleitos em São Paulo candidatos para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, com expressivas votações, que apoiaram ou lideraram os protestos pela saída da petista, ao passo que ela própria não conseguiu se eleger para o Senado.

A professora de Direito da USP Janaína Paschoal (PSL), uma das autoras do impeachment, bateu o recorde de votação da Assembleia Legislativa – e da Câmara dos Deputados. A candidata a deputada estadual arrematou 2 milhões de  votos no domingo.

A maioria dos nomes pró-impedimento está hoje no PSL, partido do candidato ao Planalto Jair Bolsonaro. Só em São Paulo, a legenda conseguiu eleger 10 deputados federais. Joice Hasselmann foi um deles.

Apesar de não liderar nenhum movimento, a jornalista militou pelo afastamento de Dilma através das redes sociais – ela tem um canal no Youtube com mais de 901 mil inscritos.

Em seu Twitter, comemorou a vitória com um agradecimento a Bolsonaro. “Capitão, Eu e a mulherada do Brasil vamos botar pra quebrar”.

Joice foi eleita pelo PSL para deputada federal, com o segundo maior patamar de votação para a Câmara, atrás apenas do filho do presidenciável da legenda, Eduardo Bolsonaro. Líder do Nas Ruas, Carla Zambelli (PSL), será colega de bancada da jornalista no próximo ano.

O ator Alexandre Frota, também do PSL, entrou com um dos pedidos de impeachment da petista Dilma Rousseff. Hoje ele atua numa dissidência do MBL e foi eleito com mais de 155 mil votos para deputado federal.

Até mesmo o “príncipe”, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados. Com a legenda de Bolsonaro, arrematou 118 mil votos em São Paulo.

Kim Kataguiri ficou conhecido como uma das principais lideranças do MBL na época do impeachment, quando ainda se colocava como um movimento apartidário. Hoje, filiado ao DEM, foi o quarto candidato com maior votação para a Câmara, com 465 mil votos. Também do MBL, o youtuber Arthur do canal Mamãefalei se elegeu para a Alesp.

Em sua conta no Twitter, Kim agradeceu aos votos e disse que fará de tudo para “pautar reformas importantes e estruturantes”. O recém-eleito deputado federal já se lançou candidato à presidência da Casa nas redes sociais.

Eleita com mais de 54 milhões de votos há quatros anos, a presidente cassada acabou em quarto lugar na disputa e ficou de fora do Congresso neste ano. Seu adversário em 2014, o tucano Aécio Neves, que contestou o resultado das urnas, deixou o Senado para tentar uma vaga na Câmara e foi eleito. Já Paulo Skaf, presidente da Fiesp, à frente do emblemático pato amarelo, se lançou para governo de São Paulo pelo MDB, mas, em uma disputa acirrada, acabou de fora do segundo turno.

ESTADÃO CONTEÚDO

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O segredo do amortecimento ao correr não está nos tênis

POR BRENO PERRUCI / @EaiBoraCorrer

Foto: Alessandro Imperial

A posição recomendada é o corpo levemente inclinado pra frente, pé caindo no solo abaixo do corpo e passada ampliando pra trás (FOTO ACIMA).

Frequentemente me perguntam sobre qual o tênis que melhor amortece o impacto com o solo quando estamos correndo. De antemão já adianto que no quesito amortecimento a maior preocupação não deve ser com eles. Os calçados apropriados ajudam sim, é claro, mas eles não passam de excelentes auxiliares.

Tomando por base as pesquisas mais recentes na área e as conversas com especialistas, se pode afirmar claramente que a sua mecânica de corrida é bem mais importante que os tênis, bem mais. Para ser claro, é a forma como você pisa ao correr que vai absorver o impacto de forma mais eficiente. E a explicação para isso é simples, é pura física.

“Tênis não salva a vida de ninguém. O que vai salvar sua vida é o seu movimento. É você adaptar o seu corpo, é você ensinar o ser corpo como absorver esse impacto. Não tem como você diminuir o impacto, porque quanto mais rápido for o seu corpo, maior impacto vai gerar, porque é a aceleração de dois corpos se encontrando. Mas é aí que vai depender de qual a resposta do seu corpo para esse impacto. Você pode usá-lo para te dar impulso ou te deslocar pra frente, ou você pode pisar errado e fazer esse impacto te levar pra trás, podendo até a provocar deformações no seu corpo”, ressalta Andrei Achcar, atleta amador de corrida e triathlon, treinador de corrida especializado em biomecânica e profissional de educação física formado pela Universidade de Brasília – UnB.

segredo do sucesso e a chave para essa eficiência tão almejada por 10 entre 10 corredores começa na maneira de correta de tocar o solo na pisada de corrida. Um outro ponto polêmico é a entrada do pé no chão. Uma corrente de profissionais defende que seria melhor tocar o chão primeiro com a ponta ou o meio do pé, mas nunca tocar primeiro o calcanhar. E essa tese nos leva onde exatamente quero chegar e aí lá vem a física de novo.

“Mais importante que a área do pé que primeiro toca o solo, é como isso acontece. O fundamental é que ele não toque o chão à frente do seu corpo. Se isso acontecer, vai gerar uma força contrária ao sentido do movimento desejado. Em outras palavras, quanto mais à frente do corpo o pé entrar, maior será a frenagem e menor será impulso do corpo. Como isso gasta mais energia para se deslocar, compromete a performance e ainda estressa o seu corpo como um todo”, reforça Andrei.

O ideal é buscar a mecânica em que o pé inicie o contato com o solo bem abaixo do seu corpo, abaixo do eixo gravitacional. Isso vai facilitar a entrada com a região de médio-pé de forma mais natural. Quando o pé inicia a pisada abaixo do corpo, o impacto é melhor absorvido por músculos e tendões que estão aptos não só a suportar o peso, como também a responder em forma de impulso levando o atleta sempre pra frente.

Esse movimento, de forma até natural, vai te fazer correr com uma leve inclinação do corpo à frente, o que com a gravidade propicia a posição a favor do movimento. Por consequência também a passada vai crescer para trás e não para frente do corpo. Assim, a força exercida contra o solo é 100% dedicada ao impulso.

Pois é, isso põe por terra aquela antiga teoria que aprendemos nas nossas aulas de educação física quando crianças, que o conceito da pisada perfeita era aquela completa. Onde você começa pelo calcanhar, vai passando por todo a área do meio e sai do chão com a ponta do pé. Esqueça tudo isso. Os tempos mudaram e a ciência está no esporte para nos ajudar mesmo.

Para finalizar, vale lembrar que apesar de todos os novos conceitos e estudos, obviamente que alguns corredores e alguns corpos poderão se adaptar melhor a outras formas de pisada e passada. Afinal, cada pessoa tem sua particularidade e o que serve para o geral, pode não servir para casos específicos. Então é sempre bom lembrar, procure o acompanhamento de um profissional de educação física.

Como não se deve correr

Exemplo de como não se deve correr: joelho totalmente esticado, pé tocando o solo à frente do corpo que acaba inclinado pra trás.

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CLÁUSULA DE BARREIRA: PCdoB, Patriota, PHS, PRP, PMN, PTC, Rede, PPL, DC, PRTB, PMB, PCB, PSTU e PCO ficarão sem verba pública e tempo de TV

 

Mais de um terço dos 35 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) deve ficar abaixo da cláusula de barreira, mecanismo que tenta reduzir a fragmentação partidária no Brasil. A projeção foi feita pelo GLOBO com base em dados divulgados pelo TSE e que ainda podem sofrer alterações por eventuais anulações de candidaturas.

Das 30 legendas que elegeram representante para o Congresso, 14 não atingiram o índice mínimo de votos válidos, tampouco fizeram deputados federais em número suficiente para vencer a cláusula, que definirá acesso ao fundo partidário e à propaganda de rádio e televisão no próximo ano. Os 14 partidos políticos que perderão os benefícios são: PCdoB, Patriota, PHS, PRP, PMN, PTC, Rede, PPL, DC, PRTB, PMB, PCB, PSTU e PCO.

Se, em 2022, essas siglas tiverem desempenho suficiente, voltam a ter acesso ao fundo partidário e à propaganda. A regra fica mais rígida de eleição em eleição.

Outros quatro partidos passaram no limite e precisam melhorar seus desempenhos em 2022. Avante, PPS, PSC e PV cumpriram um dos critérios deste ano — seus candidatos à Câmara tiveram mais de 1,5% dos votos válidos e ficaram acima de 1% em pelo menos nove estados —, mas suas votações ainda não superam a barreira da próxima eleição. Já metade (18) do total de partidos conseguirá, caso mantenha a votação no mesmo patamar, superar novamente a cláusula daqui a quatro anos.

A Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, é um dos partidos que não cumpriram nenhuma das metas, segundo a projeção. O mau desempenho de Marina na eleição presidencial teve paralelo no resultado da legenda na disputa por vagas na Câmara dos Deputados, com apenas uma parlamentar eleita — a indígena Joenia Wapichana, em Roraima.

Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que a cláusula de barreira deu o primeiro passo para reduzir a fragmentação partidária, mas afirmam que outras variáveis influenciarão a representação de cada legenda no Congresso nos próximos anos. O cientista político Fernando Abrúcio, da FGV, lembra que o fim das coligações proporcionais, a partir das eleições municipais de 2020, trará dificuldades para legendas nanicas cujos deputados são puxados por partidos mais fortes.

— O sistema partidário brasileiro vai se reorganizar, e a cláusula de barreira é só a primeira etapa. Acho que o fim das coligações proporcionais é até mais interessante, e também é normativamente mais justo — avaliou.

O GLOBO

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Bolsonaro já busca executivos do setor privado para governo e estatais

A equipe de Jair Bolsonaro (PSL) está reunindo apoio do setor privado para levar executivos ao governo, caso o capitão reformado vença o segundo turno da eleição presidencial, no dia 28 deste mês.

São pessoas que aconselharam o economista do candidato, Paulo Guedes, e as equipes do presidenciável nos últimos meses, e por isso sua participação no governo passou a ser discutida.

Fazem parte da lista Alexandre Bettamio, presidente-executivo para a América Latina do Bank of America, João Cox, presidente do conselho de administração da TIM, e Sergio Eraldo de Salles Pinto, da Bozano Investimentos (gestora de investimentos presidida por Guedes).

Para integrantes da campanha de Bolsonaro, Bettamio poderia assumir a presidência do Banco do Brasil, dada sua experiência no setor bancário. O executivo mora atualmente em Nova York.

Os demais poderiam ocupar postos-chave, mas isso ainda não está definido.

Convites formais só devem ocorrer após a eleição.

Do setor financeiro, há outros “paraquedistas”  —como estão sendo chamados esses executivos nos bastidores— sendo aguardados: Maria Silvia Bastos Marques, presidente-executivo da Goldman Sachs no Brasil e ex-presidente do BNDES, e Roberto Campos Neto, diretor do Santander e neto do renomado economista liberal.

A entrada dele no time é tratada como o símbolo da chegada dos chamados liberais autênticos ao poder e por isso passou a ser considerada como bastante provável entre apoiadores paulistas de Bolsonaro.

Por sua experiência, Roberto Campos Neto poderia eventualmente assumir o Banco Central, caso a primeira opção, Ilan Goldfajn, não queira permanecer no cargo.

Conforme mostrou a Folha, o atual presidente do BC é cotado para ficar e, em conversas reservas, Guedes já teria demonstrado o interesse em mantê-lo no cargo.

Mas Goldfajn é ligado ao PSDB, colaborou com Arminio Fraga na campanha de Aécio Neves em 2014 e pode optar por deixar o BC.

Os executivos “paraquedistas” teriam como missão desembarcar no governo trazendo a experiência que adquiriram no setor privado, uma vez que o partido de Bolsonaro, o PSL, não tem quadros técnicos para ocupar as vagas que serão abertas na Esplanada dos Ministérios, estatais federais e autarquias.

Embora ganhem muito mais na iniciativa privada, os executivos estariam dispostos a ir para o governo como forma de colaborar com a agenda liberal comandada por Guedes, segundo colaboradores de Bolsonaro.

Um dos argumentos usados para atraí-los é a garantia de que poderão trabalhar sem interferência política.

O time do setor privado é composto ainda por Fábio Abraão, da gestora de investimentos carioca Infra Partners, especialista em logística e infraestrutura, e por Roberto Castello Branco, ex-executivo da Vale e hoje na FGV, que traria a sua experiência no setor de mineração e de óleo e gás.

Outros nomes desembarcam de candidaturas rivais no primeiro turno, como Salim Mattar, dono da Localiza e amigo de Guedes há mais de 20 anos.

Mattar apoiava o Partido Novo no primeiro turno e poderia assumir a gestão de uma estatal caso Bolsonaro viesse a ser eleito e Guedes ascendesse a ministro da Economia, como planejado.

Outro do Novo que pode ser convidado a embarcar em um governo Bolsonaro é Eduardo Mufarej, ex-sócio da gestora de investimentos Tarpon e hoje integrante do RenovaBR, de formação de novos quadros na política.

Nesta eleição, o Renova elegeu 120 deputados.

Os aliados de Bolsonaro evitam falar quais cargos esses executivos poderiam ocupar, usando uma metáfora esportiva. Eles dizem que estão formando um time de basquete, em que todos atacam e defendem, e não de futebol, no qual cada um tem uma posição predefinida em campo.

Matar disse à Folha que Guedes é bem relacionado na comunidade econômica e empresarial, dada sua atuação no mercado financeiro como investidor de empresas em fase de crescimento.

Os principais fundos de investimento da Bozano são de private equity e venture capital (que aplicam em empresas que captam recursos para expandir e eventualmente chegar à Bolsa). A gestora administra um patrimônio de quase R$ 3 bilhões.

“Paulo é uma pessoa que trabalha em equipe, é cobrador de resultados e está procurando gente que teve sucesso da iniciativa privada para compor o governo”, afirmou.

Mattar disse que os colaboradores são atraídos principalmente pela “agenda disruptiva” oferecida por Bolsonaro e Guedes, que prometem aos interlocutores fazer uma gestão técnica e apartada dos políticos, diferente daquela empregada pelos partidos que ocuparam a Presidência.

“Nem sei se vou para o governo, não recebi o convite e não parei para pensar nisso, mas estou colaborando”, disse Mattar.

O empresário afirmou que pretende ainda entregar a Guedes uma lista com dezenas de nomes que poderiam ocupar vagas no segundo e terceiro escalão do governo, caso seja necessário.

“Há muitas pessoas que têm capacidade de trabalhar no governo e e gostariam de contribuir.”

Segundo aliados de Bolsonaro, Guedes também poderá aproveitar integrantes da atual equipe econômica, caso eles queiram permanecer nos cargos.

O economista participou de algumas reuniões em Brasília nos últimos meses para tomar pé da situação econômica e se preparar para uma eventual transição.

Nesses encontros, ele ficou próximo de Marcos Mendes e de Mansueto Almeida, do Ministério da Fazenda. Mendes é o chefe da assessoria especial da pasta. Almeida é o atual secretário do Tesouro.

No primeiro turno, Bolsonaro obteve 46,03% dos votos válidos, e Fernando Haddad (PT), 29,28%.

FOLHAPRESS

Bolsonaro afirma que ele é quem manda, desautoriza vice, descarta constituinte e diz que ‘não existe’ autogolpe

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, desautorizou nesta segunda-feira (8) em entrevista ao Jornal Nacional o general Hamilton Mourão, candidato a vice em sua chapa.

Em entrevistas, o vice afirmou que a elaboração de uma nova Constituição não precisaria passar por eleitos, sugeriu uma constituinte de notáveis e cogitou, em caso de anarquia, um “autogolpe” por parte do presidente com apoio das Forças Armadas.

Após uma apresentação inicial de dois minutos, Bolsonaro respondeu à seguinte pergunta do jornalista William Bonner:

“No mês passado, durante uma palestra, o seu vice, general Hamilton Mourão, disse que a Constituição brasileira de 1988 foi um erro. A chamada Constituição cidadã, que é o que garante a nossa democracia e que acabou de completar apenas 30 anos. O general Mourão disse que a elaboração de uma Constituição nova ‘não precisa ser feita por eleitos pelo povo’, que poderia ser feita por um conselho de notáveis, nas palavras usadas pelo seu vice, e apenas referendada, depois, pelos eleitores. Juristas dizem que a nossa Constituição não permite a convocação de uma constituinte, não há previsão para isso. Existe uma previsão de reforma por emenda constitucional, que precisa da aprovação de 3/5 dos deputados e dos senadores. E essas emendas. o senhor sabe, não podem mudar cláusulas pétreas. Essas não podem ser alteradas de jeito nenhum. Também em setembro, em uma entrevista à GloboNews, o general Mourão admitiu a possibilidade de o presidente da República perpetrar o chamado autogolpe. O que o senhor diria aos seus críticos, que se preocupam com a democracia brasileira no caso de o senhor se eleger presidente?”

Ao responder, Bolsonaro declarou que Mourão foi “infeliz” ao dar essas declarações e que, apesar de o colega de chapa ser general e ele capitão, quem mandará no governo será o presidente.

“Ele é general, eu sou capitão. Mas eu sou o presidente. O desautorizei nesses dois momentos. Ele não poderia ir além daquilo que a Constituição permite. Jamais eu posso admitir uma nova constituinte, até por falta de poderes para tal. E a questão de autogolpe não sei, não entendi direito o que ele quis dizer naquele momento. Mas isso não existe”, disse o candidato do PSL.

“Estamos disputando as eleições porque nós acreditamos no voto popular, e seremos escravos da nossa Constituição. Repito: o presidente será o senhor Jair Bolsonaro. E nos auxiliará sim o general Augusto Mourão… Hamilton Mourão. E ele sabe muito bem da responsabilidade que tem por ocasião da sua escolha para ser vice”, complementou.

Durante a entrevista, Bolsonaro disse que a nomeação de Hamilton Mourão para a chapa se deveu à necessidade de se demonstrar “autoridade”, mas “sem autoritarismo”.

O candidato do PSL afirmou ainda que falta “tato” a Mourão, porque o colega de chapa não é do meio político, e sim do meio militar.

“O que falta um pouco ao general Mourão é um pouco de tato, um pouco de vivência com a política. E ele rapidamente se adequará à realidade brasileira e à função tão importante que é a dele. […] Nesses dois momentos ele foi infeliz, deu uma canelada. Mas repito: o presidente jamais autorizaria qualquer coisa nesse sentido”, reiterou Bolsonaro.

G1

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FHC desmente apoio a candidatura de Haddad

Em sua conta oficial no Twitter, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirma não apoiar nem a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), nem a de Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições 2018. “Nem o PT, nem Bolsonaro explicitaram compromisso com o que creio. Por que haveria de me pronunciar sobre candidaturas que ou são contra ou não se definem sobre temas que prezo para o país e o povo?”, questiona.

Nesse domingo, 7, FHC havia declarado apoio a candidatos do PSDB. “Votei nos candidatos do PSDB. Daqui por diante o importante é obedecer a Constituição e buscar explicar ao povo o que cada um pensa e como será possível fazer. Sem demagogia nem sectarismo. Não sou operador político. Digo o que penso e respeito as diferenças”, afirma, também na rede social.

Seguidores do perfil do ex-presidente o cobraram por um posicionamento mais claro. “Tem que escolher um lado” e “Ou o senhor é contra a corrupção ou favor dela”, foram alguns dos comentários.

O candidato do PSL foi o candidato mais votado em 16 Estados e no Distrito Federal com 49.276.897 milhões de votos. O capitão reformado do Exército só ficou atrás de Haddad, que recebeu 31.341.997 de votos, nos oito Estados do Nordeste e no Pará. Ciro Gomes liderou a disputa no Ceará, seu berço político.

Bolsonaro e Haddad disputam a Presidência pela primeira vez e foram os dois mais votados entre os 13 postulantes ao Palácio do Planalto. O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial. Nas últimas seis eleições, houve duas vitórias do PSDB (1994 e 1998) e quatro do PT (2002, 2006, 2010 e 2014).

O Nordeste que garantiu a vitória a Dilma Rousseff em 2014 também assegurou a realização de segundo turno em 2018.

ESTADÃO CONTEÚDO

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Sob Alckmin, PSDB decide se apoia Bolsonaro

A participação de Geraldo Alckmin na disputa presidencial de 2018 transformou-se numa excursão para o inferno. Na campanha, Alckmin assistiu ao avanço de Jair Bolsonaro sobre o eleitorado tucano de São Paulo, que o PSDB julgava cativo. Nas urnas, Alckmin amargou um vexatório quarto lugar, com menos de 5% dos votos. Nesta terça-feira, Alckmin comanda, na condição de presidente do PSDB, uma reunião da Executiva do seu partido. Na pauta, um drama hamletiano do tucanato: apoiar ou não apoiar Bolsonaro?, eis a questão.

Como se tudo isso fosse pouco, um afilhado político de Alckmin, o tucano João Doria, vai à Executiva, em Brasília, com o propósito de defender o apoio do PSDB ao algoz do seu padrinho. “Colocarei com clareza o que já sabem que é minha posiçao. Eu apoio Bolsonaro”, disse Doria em entrevista ao UOL.

Bolsonaro empurra o PSDB para o seu habitat natural: o muro. Entretanto, os outros cinco tucanos que disputam governos estaduais no segundo turno também flertam com o apoio ao capitão do PSL. Doria esboçou a cena: “Pode haver até uma situação inusitada, em que os candidatos que disputam governo no segundo turno, contando comigo são seis, tenham uma posição hipoteticamente pró-Bolsonaro. Pode ser que o partido tome uma decisão de neutralidade, não ter posição alguma.”

Vai seguir a decisão partidária?, quis saber o repórter. E Doria: “Nenhuma neutralidade. Serei absolutamente contra o PT, Fernando Haddad, Lula… E, neste caso, alinhado com a candidatora Jair Bolsonaro.” Os outros cinco tucanos que disputam poltronas de governador são: Eduardo Leite (RS), Expedito Júnior (RO), José de Anchieta (RR), Reinaldo Azambuja (MS) e Antonio Anastasia (MG). Nos seus respectivos Estados, Bolsonaro foi o mais votado.

A descida de Alckmin pelos nove círculos do inferno inclui a visão de uma disputa que contribuiu para a derrocada do seu projeto presidecial. Ex-vice de Alckmin e herdeiro da poltrona de governador, Marcio França (PSB) mede forças com Doria pelo governo de São Paulo. Em tese, Alckmin teria dois palanques no seu Estado. Em verdade, não teve nenhum. Hoje, França dedica-se a trocar farpas com Doria. Sobre o duplo palanque, ele diz: “Foi um erro grave”. Como se observa, Alckmin exerceu em sua plenitude o direito de escolher seu próprio caminho para o inferno.

JOSIAS DE SOUZA

Fonte: G1

 

LOCAIS

Por Igor Jácome, G1 RN

 


Fátima Bezerra (PT) ganhou na maior parte dos municípios do RN — Foto: G1

Fátima Bezerra (PT) ganhou na maior parte dos municípios do RN — Foto: G1

A candidata do PT, Fátima Bezerra, venceu em 149 das 167 cidades do estado do Rio Grande do Norte no 1º turno das eleições de 2018, que aconteceu neste domingo (8). Carlos Eduardo (PDT), que também passou para a disputa no 2º turno, ganhou em todas as regiões da capital potiguar e saiu vitorioso em um total de 13 municípios.

Na terceira colocação na disputa, o governador Robinson Faria (PSD) conquistou o primeiro lugar em 5 cidades.

Fátima venceu na maior parte das cidades em todas as regiões do estado, inclusive em Mossoró – segundo maior colégio eleitoral do estado, mas perdeu em Natal e Parnamirim, primeiro e terceiro maiores colégios eleitorais potiguares – além de cidades do agreste, seridó e Alto Oeste.

Votos válidos dos candidatos ao Governo do RN — Foto: G1

Votos válidos dos candidatos ao Governo do RN — Foto: G1

Capital

Na capital potiguar, Carlos Eduardo venceu em todas as regiões, com mais de 40% em todas elas. Na primeira zona eleitoral, que abrange parte da Zona Leste e da Zona Norte da capital potiguar, ele teve mais de 50% dos votos. Fátima ficou em segundo lugar

Carlos Eduardo (PDT) ganhou em todas as regiões de Natal no primeiro turno das eleições 2018 — Foto: G1

Carlos Eduardo (PDT) ganhou em todas as regiões de Natal no primeiro turno das eleições 2018 — Foto: G1

Por G1 RN

 


O Corpo de Bombeiros registrou um incêndio na mata costeira à BR-406 em Ceará-Mirim, município da região metropolitana de Natal, no início da noite desta segunda-feira (8). Não há informações sobre pessoas feridas, ou imóveis e veículos atingidos. Veja o vídeo acima.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, duas equipes e dois caminhões foram enviados ao local para tentar conter as chamas. O trecho em que o incêndio ocorre fica próximo a uma área de plantação de cana-de-açúcar e distante cerca de 500 metros do aterro sanitário do município.

Ainda não se sabe o que causou a queimada. Segundo Felipe Maia, autor do vídeo, a área atingida pelo fogo é extensa. “Tanto na margem da BR, como entrando pela mata, é muito grande”, contou. De acordo com ele, o fogo está próximo de áreas de plantação de cana-de-açucar.

Foto atinge mata às margens da BR-406 em Ceará-Mirim, na Grande Natal — Foto: Reprodução

Foto atinge mata às margens da BR-406 em Ceará-Mirim, na Grande Natal — Foto: Reprodução

Fonte: G1RN

 

INTERNACIONAIS

Furacão Michael

Imagem de satélite mostra Michael, no Golfo do México, quando ainda era uma tempestade tropical — Foto: Courtesy NOAA GOES-East/ Reuters

A tempestade tropical Michael no Golfo do México se transformou em furacão e ameaça a costa sudeste dos Estados Unidos. Com ventos máximos de 120 km/h, se deslocava lentamente em direção à costa norte da Flórida. O governador da Flórida, Rick Scott, declarou estado de emergência em mais de 20 condados das regiões de Panhandle e Big Bend, e deixou mais de 5 mil soldados da Guarda Nacional em alerta.

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