PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA TERÇA-FEIRA

Por G1

 


Eleições 2018: os números detalhados da nova pesquisa Ibope com intenção de voto para presidente por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça. As propostas dos presidenciáveis para reduzir os homicídios e combater a violência contra a mulher, e as promessas para ampliar o atendimento na saúde. De Nova York, os discursos de Temer e Trump na Assembleia Geral da ONU. Veja o que é notícia nesta terça-feira:

NACIONAIS

Pesquisa Ibope

Ibope divulga nova pesquisa de intenção de voto para presidente

Ibope divulga nova pesquisa de intenção de voto para presidente

Veja detalhamento da pesquisa Ibope com intenção de voto pra presidente por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça.

O Ibope divulgou ontem o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial. Os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 28%
  • Fernando Haddad (PT): 22%
  • Ciro Gomes (PDT): 11%
  • Geraldo Alckmin (PSDB): 8%
  • Marina Silva (Rede): 5%
  • João Amoêdo (Novo): 3%
  • Alvaro Dias (Podemos): 2%
  • Henrique Meirelles (MDB): 2%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 1%
  • Cabo Daciolo (Patriota): 0%
  • Vera Lúcia (PSTU): 0%
  • João Goulart Filho (PPL): 0%
  • Eymael (DC): 0%
  • Branco/nulos: 12%
  • Não sabe/não respondeu: 6%

Propostas dos presidenciáveis:

Onze candidatos à Presidência contam suas propostas para combater a violência no país e falam sobre Saúde — Foto: Marcelo Brandt / G1

Onze candidatos à Presidência contam suas propostas para combater a violência no país e falam sobre Saúde — Foto: Marcelo Brandt / G1

11 candidatos à Presidência foram entrevistados pelo G1 e pela CBN de 4 a 20 de setembro. Duas perguntas, que norteiam o Monitor da Violência, parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram feitas a todos eles:

  • Qual sua principal proposta para reduzir o número de homicídios no país?
  • Qual sua principal proposta para combater a violência contra a mulher?

E na Saúde?

Como os candidato à Presidência irão ampliar o atendimento dos médicos? Representantes dos candidatos para a área da saúde falam ao G1 sobre como pretendem melhorar a capacidade de gestão dos profissionais e sua distribuição pelo Brasil.

Especiais – Eleições 2018

 — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

O que pensam e o que disseram os candidatos à Presidência da República? Qual candidato a deputado federal escolher? Quais são os planos – e o que têm dito – os candidatos ao governo dos estados? O G1publicou uma série de páginas e de reportagens para entender e se guiar nas eleições de 7 de outubro. Veja a relação de reportagens especiais.

Entrevistas nos estados

G1 e CBN entrevistam, a partir das 11h, entrevistam Garotinho, candidato do PRP ao governo de RJ. Envie sua pergunta.

Fato ou Fake?

 — Foto: Editoria de Arte / G1

— Foto: Editoria de Arte / G1

Veja logo mais como identificar se um conteúdo é falso.

Assembleia Geral da ONU

O presidente Michel Temer — Foto: Walterson Rosa / Framephoto / Estadão Conteúdo

O presidente Michel Temer — Foto: Walterson Rosa / Framephoto / Estadão Conteúdo

Como tradicionalmente acontece, o presidente do Brasil fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York. Antes do discurso, Michel Temer terá uma breve conversa com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres. Também discursam hoje, entre outros, os presidentes dos EUA, Donald Trump; da Argentina, Mauricio Macri; da Turquia, Tayyip Erdogan; da França, Emmanuel Macron; e do México, Enrique Peña Nieto.

Curtas e Rápidas:

  • YouTube Music, rival de apps de música, tenta diminuir distância entre streaming e artistas
Fonte: G1

Segurança é prioridade, mas ninguém sabe como pagar e pouco chega ao Norte e ao Nordeste, que têm os maiores índices de violência

POR FOLHAPRESS

Os índices de violência do Brasil bateram níveis recordes, com 64 mil assassinatos em 2017, e a segurança pública se tornou tema central no debate eleitoral.

Em comum, em seus programas de governo os candidatos à Presidência da República puxam para o plano federal o problema da segurança e prometem aumentar investimentos. Não detalham, contudo, de onde sairão os recursos em um momento de restrição orçamentária.

segurança é a principal bandeira do líder das pesquisas Jair Bolsonaro (PSL), que propõe rever o Estatuto do Desarmamento ereduzir a maioridade penal para 16 anos —essas discussões competem ao Legislativo, o presidente pode apenas propor projeto de lei e articular sua aprovação. O plano é considerado raso por pesquisadores em segurança ouvidos pela Folha.

Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes, por sua vez, trazem planos de governo com estratégias mais detalhadas. Propõem a criação de protocolos nacionais para registro de dados de segurança e a criação de uma polícia para as fronteiras, respectivamente.

Geraldo Alckmin (PSDB) e João Amôedo (Novo) estipulam metas para a redução de homicídios, enquanto Fernando Haddad (PT) fala da atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado.

Os candidatos são uníssonos ao dizer que é preciso aumentar as ações de inteligência das forças de segurança, mesmo que o grosso desse trabalho seja de responsabilidade dos estados, como a gestão da Polícia Militar (que faz o policiamento ostensivo nas cidades) e da Polícia Civil (investigação de crimes).

Bolsonaro quer investir em equipamentos e inteligência; Haddad, construir um sistema de inteligência fundado em alta tecnologia. Ciro defende uma Escola Nacional de Segurança Pública; Marina também propõe implantar um sistema de inteligência e fala em aumentar o efetivo militar; Alckmin quer criar uma Guarda Nacional.

Em comum: não explicam de onde sairão os recursos. A Folhaquestionou as campanhas, mas os três candidatos mais bem classificados nas pesquisas não responderam.

Alckmin, em quarto lugar, respondeu que não virão recursos suplementares em 2019 e que é preciso gerir melhor as verbas disponíveis.

Marina, em quinto, disse apostar na retomada do crescimento do país e na priorização dos investimentos em segurança, educação e saúde.

Apesar da discussão sobre a esfera de responsabilidade, o governo federal tem ampliado a participação na área ao colocar as Forças Armadas para atuar na segurança pública em casos de crise, ao usar a Garantia da Lei e da Ordem (como no Rio Grande do Norte no começo do ano, durante greve da PM), com a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro e com a criação do SUSP (Sistema Único da Segurança Pública), subordinado ao novo Ministério da Segurança Pública.

Segundo dados do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, o país gastou R$ 84,8 bilhões com segurança em 2017.

Os estados foram responsáveis por quase toda essa despesa (R$ 69,8 bilhões), enquanto a União gastou R$ 9,8 bilhões —os municípios financiaram o restante, cerca de R$ 5,2 bilhões.

Segundo Samira Bueno, mais de 80% dos gastos do governo federal em segurança vão para custeio das polícias federais e pagamento de diárias de agentes da Força Nacional. 

O pouco que sobra pode ser repassado aos estados por meio de convênios. Samira ressalta que, em geral, os recursos não chegam ao Norte e ao Nordeste, que têm os maiores índices de violência. 

“Historicamente o Sudeste tem ficado com a maior parte dos recursos, não obstante já serem os estados com maiores orçamentos. São estados que gastam bastante, mas não são os que mais precisam”, diz.

(mais…)

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Em entrevista após atentado, Bolsonaro chora e diz que agressor não agiu sozinho e que delegado pode estar agindo para abafar o caso

Bolsonaro

O candidato do PSL nas eleições 2018Jair Bolsonaro, deu a primeira entrevista após o atentado que sofreu durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG) no último dia 6. A conversa com o jornalista Augusto Nunes, da Rádio Jovem Pan, foi realizada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e transmitida pelas redes sociais. O candidato chorou, disse ter convicção de que o agressor Adélio Bispo de Oliveira não agiu sozinho e sugeriu que o delegado da Polícia Federal (PF) que cuida do caso pode estar agindo para abafar o caso.

“Não acredito que ele agiu sozinho, ele não é tão inteligente assim. Ele foi para cumprir a missão”, disse. Bolsonaro ainda classificou o episódio como “atentado político”.

“Me tirando de combate, os três próximos candidatos são todos parecidos.”

Líder nas pesquisas, o capitão reformado do Exército ainda contestou a linha de investigação adotada pela Polícia Federal sobre o caso. “A tendência natural de um ato como aquele é ser linchado, então ele foi para a missão com a certeza que não seria linchado, que teria gente ao lado dele”, avaliou.

“Pelo que ouvi dizer, não tenho certeza ainda, a Polícia Civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a PF. O depoimento do delegado que está conduzindo, realmente é para abafar. Eu lamento o que ouvi ele falando. Dá a entender até que age em parte como uma defesa do criminoso. Isso não pode acontecer.”

Após ouvir mais de 30 pessoas, quebrar os sigilos financeiro, telefônico e telemático de Adélio, o delegado federal Rodrigo Morais e sua equipe não encontraram nenhum indício de que o autor da facada tenha agido a mando de outra pessoa ou grupo.

O candidato ainda deu detalhes sobre o momento do ataque, quando acreditou que havia levado um soco no estômago. “Só vi um vulto e não teria condições de dizer qual a cara dele. Quando eu caí disse que tinha levado uma porrada, igual bolada que a gente leva no futebol”, explicou. Ele disse que já havia alertado sua equipe de segurança que conforme sua popularidade nas pesquisas de intenção de voto crescesse, mais risco ele correria nas ruas.

Bolsonaro ainda defendeu penas mais duras contra criminosos, incluindo a extinção da pena progressiva. “Estou vivo por milagre. Quem comete um crime precisa ser punido conforme a lei e sem dar ouvidos para entidades de direitos humanos. Eles falam que preso vive em más condições, mas em más condições estaria a minha família se eu tivesse morrido.”

Ao final da entrevista, o candidato aproveitou para criticar o PT, reforçar que não aceitará indicações de cargos em seu eventual governo e pedir união do País.

Campanha

Na primeira entrevista em vídeo gravada desde o incidente, Bolsonaro admitiu que não deve participar de atos de campanha antes do fim do primeiro turno. “‘Receberei alta no dia 31 (sic), antes das eleições. Mas, a recomendação é que eu fique em casa. Na situação em que estou, se eu levar um esbarrão posso botar tudo a perder. Então não posso ir às ruas novamente”, comentou.

O candidato também rebateu acusações como as formuladas por Marina Silva (Rede), para quem ele foi vítima da violência que prega. “É exatamente o contrário. Sou vítima daquilo que combato”, disse o deputado, que também pregou leis mais duras contra este tipo de crime. “Prefiro a cadeia cheia de vagabundo a cemitério cheio de inocente.”

ESTADÃO CONTEÚDO

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Sucessão presidencial de 2018 tem duas contramãos, sem terceira via

A julgar pelo andar das carruagens de Bolsonaro e Haddad, a sucessão de 2018 tornou-se uma avenida com duas contramãos. Numa contramão trafega o passado pré-1964, comandado por uma gente que fica com raiva quando é contrariada. Noutra contramão desliza o presente pós-2003, dirigido por pessoas que não ficam com raiva, ficam com tudo —da prataria do palácio aos contratos da Petrobras. Tomando-se como verdadeiros os números da nova pesquisa do Ibope, dinamitaram-se os caminhos que poderiam levar a uma terceira via. Ciro, Alckmin e Marina foram, por assim dizer, atropelados pelas circunstâncias.

Deve-se ao sociólogo inglês Anthony Giddens a popularização da expressão terceira via. Nas palavras dele, seria “o esforço de modernização da social-democracia perante a nova influência dominante em nossas vidas: a globalização e a revolução da informação”. Na prática, foi uma tentativa do governo do ex-primeiro-ministro Tony Blair, de quem Giddens era conselheiro, de construir uma opção política situada entre a obediência cega aos caprichos do mercado e o alinhamento caolho ao estado do bem-estar social. Blair renunciou em 2007, depois de enfiar a Grã-Bretanha no beco sem saída da guerra no Iraque.

Em tempos remotos, a coisa era mais simples. O que caracterizava a terceira via era o esforço para encontrar um meio-termo entre o capitalismo e o comunismo. Com o apodrecimento do comunismo, prevaleceu o mundo de mão única do capital. Pois o Brasil resolveu se redescobrir, agora como um país pós-idelógico, cujo futuro é desenhado numa enfermaria e numa prisão. No momento, há uma montanha dividindo o país. Os eleitores de Bolsonaro cavam de um lado da montanha. Os partidários de Haddad cavam do outro lado. Se os dois grupos se encontrarem no meio do caminho, fazem um túnel. E batem de frente, matando-se uns aos outros. Se não se encontrarem, fazem dois túneis. E o país continua dividido.

JOSIAS DE SOUZA

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Em entrevista, Bolsonaro refuta apoio do Centrão em caso de vitória

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) refutou, em entrevista concedida à rádio Jovem Pan no hospital Albert Einstein, nesta segunda-feira, se aliar, caso seja eleito, ao Centrão, bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade e que hoje apoia o seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB). O capitão reformado do Exército está internado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora (MG) durante ato de campanha.

Questionado sobre qual seria o critério para definir sua base aliada, o presidenciável negou que aceitará indicações políticas. ”Não, não vai existir isso aí”, disse. ”Não será esse o critério, será a competência.” Para ele, ser contra as indicações políticas representa uma maneira “de buscar o resgate da credibilidade”, o que não significa que não irá dialogar com o Congresso. “Não é que eu vou dar as costas para o Parlamento”, afirmou.

Bolsonaro citou, ainda, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos aliados do presidenciável nesta campanha, como possível nome para a Casa Civil. “O Onyx Lorenzoni, por exemplo, no meu entender, seria um excelente chefe da Casa Civil. Mas não é indicação partidária, é mérito dele.’.

Em relações às projeções para as eleições do próximo dia 27, o candidato do PSL disse que a expectativa de seu partido é eleger cerca de 30 candidatos. “Vou pedir para não votar no 17, mas para votar no candidato do partido, porque tem uma cláusula de barreira”, defendeu. “Se não atingir a cláusula, não toma posse”, completou.

Sobre a corrida ao Palácio do Planalto, o capitão reformado do Exército disse se considerar o “remédio” ideal para o cenário atual do país. “Posso não ser o ideal, mas acho que o remédio para o momento, tendo em vista os demais candidatos que estão aí, sou eu. Não teria outro remédio nesse momento”, disse.

Atentado e investigação

Bolsonaro não acredita que Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque contra ele, tenha agido sozinho em Juiz de Fora. “Ele não é tão inteligente assim, não. Em um ato como aquele, a tendência é que ele fosse linchado. Ele foi para cumprir a missão”, disse. O presidenciável negou que tenha visto o rosto de Adélio e reafirmou que, em um primeiro momento, imaginou que tivesse tomado um soco ou uma pedrada na região do abdômen.

O capitão reformado do Exército aproveitou a oportunidade para criticar as investigações do caso. “Pelo que ouvi dizer, não tenho certeza ainda, é que a Polícia Civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a Polícia Federal”, declarou. “O depoimento que vi do delegado da PF que está conduzindo o caso realmente é um depoimento para abafar o caso. Lamento o que ouvi ele falando, dá a entender até que age, em parte, como uma defesa do criminoso (Adélio Bispo). Isso não pode acontecer. Não quero que inventem um responsável, longe disso”, lamentou.

Questionado sobre que tipo de punição deveria ser aplicada ao agressor, Bolsonaro foi taxativo. “É uma tentativa de homicídio, não é? Tem que ser o que está na lei. No Brasil, não existe pena acima de 30 anos. Tentativa de homicídio, ou seja, eu estou vivo por um milagre. Por que a pena dele tem que ser abaixo da de um homicídio em si?”, questionou.

Bolsonaro negou que tenha sido vítima de um discurso de ódio que ele supostamente ajudaria a disseminar. “É exatamente o contrário, eu sou vítima daquilo que combato. Costumo dizer em minhas máximas, eu prefiro a cadeia cheia de vagabundos do que o cemitério cheio de inocentes”, rebateu.

Veja

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Meirelles diz que, se eleito, manterá atual reforma da Previdência

Foto: Diego Vara / Reuters

O candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira 24 que, se eleito, vai manter o atual projeto de reforma da Previdência, caso o governo do presidente Michel Temer (MDB) tente e não consiga aprovar as mudanças nas aposentadorias ainda em 2018.

“O projeto é esse. Fui eu que fiz e apresentei. Espero que o presidente consiga aprovar este ano. Se não conseguir, nós vamos aprovar ano que vem”, disse Meirelles, durante agenda de campanha em Salvador.

Também nesta segunda, em viagem aos Estados Unidos, Temer afirmou a empresários que quer aprovar a matéria após as eleições.

Perguntado por jornalistas sobre como o MDB se posicionaria em um eventual segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), o ex-ministro da Fazenda se esquivou. “É muito cedo ainda. Nós temos ainda 15 dias de campanha eleitoral. Daqui até a data da eleição, muita coisa pode mudar”, afirmou.

Henrique Meirelles minimizou o fato de não conseguir decolar nas pesquisas – ele colocou 45 milhões de reais na própria candidatura e tem grande estrutura de campanha, mas não passa de 3% nos levantamentos eleitorais. “É normal que tenha um processo de decolagem um pouquinho mais devagar e depois sobe muito rápido. Por quê? Porque as pessoas demandam um pouco de tempo para mudar a intenção de voto”, disse.

Veja

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Barroso libera para julgamento ação sobre cancelamento de títulos

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso liberou hoje (24) para julgamento o pedido liminar feito pelo PSB para evitar o cancelamento dos títulos de eleitores que não realizaram o cadastramento por biometria em todo o país. O caso pode ser julgado nesta quarta-feira (26) pelo plenário da Corte, mas ainda não foi confirmado na pauta de julgamentos.Na ação, a legenda sustenta que as resoluções do TSE que disciplinaram o cancelamento do título como penalidade ao eleitor que não realizou o cadastro biométrico obrigatório dentro do prazo são inconstitucionais, porque resultaram no indevido cerceamento do direito de votar.

Na avaliação do partido, “tudo indica que a maioria dos eleitores privados do direito ao voto é de cidadãos humildes” e que não tiveram acesso à informação para cumprir a formalidade.

No processo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a ação por entender que para ter direito ao voto, preceito fundamental previsto na Constituição, o alistamento dos eleitores deve ser obrigatório.

“O sufrágio universal depende tanto do voto universal quanto do alistamento eleitoral hígido. Não se pode relativizar um a propósito de permitir o outro sem lesar o sufrágio universal, a democracia e a Constituição”, argumentou a PGR.

Fonte: Blog do BG

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