PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA TERÇA-FEIRA

4 de setembro, terça-feira

Bom dia! Aqui estão os principais assuntos para você começar o dia bem-informado.


Por G1

 

Eleições 2018: G1 e a CBN realizam série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República. Hoje, a partir das 8h, o convidado é Geraldo Alckmin, do PSDB, que responderá a perguntas enviadas pelos internautas e ouvintes e também a perguntas elaboradas por jornalistas. Museu Nacional: o incêndio que destruiu o prédio chocou o Brasil e o mundo, e o G1 acompanha os desdobramentos do desastre. Cármen Lúcia faz última sessão no comando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Veja mais notícias para iniciar o dia bem-informado:

NACIONAIS

Eleições 2018

 (Foto: Editoria de Arte / G1 )

(Foto: Editoria de Arte / G1 )

G1 e a CBN realizam série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República. Hoje, o convidado é Geraldo Alckmin, do PSDB. A entrevista começa às 8h e terá uma hora de duração. O candidato responderá a perguntas enviadas pelos internautas e ouvintes e também a perguntas elaboradas pelos jornalistas. No final, passará por uma espécie de “pinga-fogo”, em que será sabatinado e poderá responder apenas com “sim” ou “não”. Os interessados em fazer perguntas podem usar a hashtag #cbng1 nas redes sociais. Só serão aceitas questões pertinentes ao processo eleitoral. A escolha será feita por jornalistas do G1 e da CBN. Perguntas que ofendam a honra e a moral dos candidatos serão desconsideradas.

Incêndio no Museu Nacional

Em seis horas de incêndio, 90% do acervo do Museu Nacional se perdeu

Em seis horas de incêndio, 90% do acervo do Museu Nacional se perdeu

Um pedaço da história em ruínas. O incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, chocou o Brasil e o mundo. Foram perdidos tesouros de um acervo com mais de 20 milhões de itens, e de valor inestimável. O G1 acompanha os desdobramentos do desastre.

Mais do desastre

Museu Nacional: arte mostra o que havia em cada um dos pavimentos do prédio destruído por incêndio (Foto: Infográfico: Claudia Peixoto, Juliane Monteiro e Karina Almeida / G1)

Museu Nacional: arte mostra o que havia em cada um dos pavimentos do prédio destruído por incêndio (Foto: Infográfico: Claudia Peixoto, Juliane Monteiro e Karina Almeida / G1)

Lula

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Adriano Machado / Reuters)

O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Adriano Machado / Reuters)

Termina hoje o prazo para a defesa do ex-presidente Lula apresentar embargos de declaração ao TSE contra decisão que negou o registro de candidatura. As partes terão outros 3 dias para apresentar contrarrazões. O advogado Luiz Fernando Pereira disse que a defesa iria definir a estratégia: se apresentava embargos de declaração ao TSE ou recurso extraordinário ao STF. O G1 acompanha.

Cármen Lúcia

Ministra Cármen Lúcia (Foto: Reprodução / JN)

Ministra Cármen Lúcia (Foto: Reprodução / JN)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terá a última sessão sob a presidência da ministra Cármen Lúcia. Na pauta, liminar de 2015 que garante a juízes estaduais aumento automático em caso de reajuste de salário dos ministros do STF. A liminar desobriga a aprovação de leis estaduais para a correção dos valores.

Economia

O IBGE divulga os dados de julho da produção industrial. Após tombo em maio, a produção industrial registrou alta de 13,1% em junho, maior alta da série histórica, iniciada em 2002.

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Curtas e Rápidas:

Conheça a bachata, ritmo latino que influencia o sertanejo

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Enquanto museu recebeu R$ 54 mil para manutenção a folha salarial da UFRJ atingiu quase R$ 2 bilhões nos primeiros meses de 2018

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) gastou somente nos sete primeiros meses em 2018 mais de R$1,8 bilhão em salários de seus servidores ativos e inativos, segundo dados oficiais do Ministério do Planejamento. Enquanto isso, recebendo tratamento de “primo pobre”, o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, destruído pelo fogo, recebeu da UFRJ o miserê de R$54 mil em quatro meses, entre janeiro e abril deste ano, para as despesas com manutenção.

Até agosto, o Museu teve R$28 mil para “funcionamento”, R$17 mil para “reestruturação” e R$51,8 mil para bolsas de estudos. Nada mais.

São 25.028 servidores da UFRJ, cada um já custou cerca de R$72 mil este ano, em média. Não se sabe quantos estão lotados no museu.

Em 2017, a folha consumiu mais de R$3,2 bilhões. Em 2016, foram R$2,96 bilhões em salários e R$519,5 mil para manutenção do Museu.

Só em 2017 o Museu Nacional recebeu 192 mil visitantes, que pagam ingressos entre 4 e 20 reais. Não se conhece o destino dessa receita.

Decisão de Lula de manter candidatura desagrada a aliados de Haddad

A decisão do ex-presidente Lula de esticar a corda e insistir no discurso de sua candidatura até o limite desagradou aos aliados de seu vice e provável substituto, Fernando Haddad.

A avaliação de auxiliares do ex-prefeito de São Paulo, somados a governadores e deputados do PT, é que há risco de dispersão dos eleitores de Lula ao prolongar ainda mais o prazo para a substituição da candidatura petista.

Nesta segunda-feira (3), após horas de reunião dentro de sua cela em Curitiba, Lula deu aval para seus advogados entrarem com recursos no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a derrubada da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que barrou sua candidatura ao Planalto na semana passada.

A sinalização do ex-presidente, portanto, é manter a tática de que vai lutar em todas as instâncias para garantir seu registro de candidato. Nos bastidores, porém, não há otimismo e a maior parte dos petistas não acredita que o Supremo conceda uma liminar para que Lula concorra em outubro.

Segundo aliados de Haddad, a narrativa do ex-presidente tem funcionado até agora, mas o cenário pode mudar após a resolução do TSE.

O argumento é que, com o bloqueio institucional no caminho do ex-presidente, seus eleitores entenderam, na prática, que ele não será candidato e podem começar a se desmobilizar, inclusive, migrando o voto para um candidato identificado com bandeiras mais à esquerda, como Ciro Gomes (PDT).

Como mostrou a Folha de S.Paulo no fim de agosto, além de Ciro e Marina Silva (Rede), que aparecem nas pesquisas como herdeiros do espólio lulista, o discurso pró-segurança de Jair Bolsonaro (PSL) tem seduzido eleitores de Lula no Nordeste e preocupado a campanha do PT.

A outra ala do partido, capitaneada pela presidente da sigla, Gleisi Hoffmann (PR), discorda da tese de antecipar a substituição e defende manter o discurso de que Lula é candidato até o limite -nesse caso, dia 11 de setembro, quando acaba o prazo dado pelo TSE para a troca na chapa.

Auxiliares de Haddad -e o próprio ex-prefeito- temem que o tempo seja escasso para fazer seu nome, pouco conhecido nacionalmente, angariar o apoio que hoje está na órbita de Lula -o ex-presidente tem 39% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

A partir do dia 11 de setembro, Haddad terá apenas 25 dias para fazer o eleitor de Lula entender que ele será o representante do ex-presidente na urna e que sua imagem estará plenamente fundida à do ex-presidente.

Lula defendia que a mudança fosse feita o mais perto possível do primeiro turno mas, após a decisão do TSE de barrar sua candidatura, quis ouvir aliados que pensam o contrário. Mesmo assim, não foi convencido, e decidiu manter a estratégia.

Dentro do partido ainda há um grupo minoritário que defende ir com Lula até o fim, ou seja, insistir na candidatura do petista e não fazer a troca na chapa, numa espécie de boicote à eleição. O ex-presidente, porém, não concorda.

Com informações da Folhapress e Notícias ao Minuto

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Empresas são multadas por perturbarem cliente com telemarketing

Bancos como BMG, Bradesco, Pan, Safra, Santander, Caixa e Itaú e telefônicas como Claro, Nextel, Oi, Sky, Vivo Telefônica e Tim foram multadas pelo Procon-SP por não cumprirem a lei que proíbe os serviços de telemarketing de contatarem consumidores inscritos no cadastro de bloqueio.

Segundo o órgão de defesa, foram analisadas cerca de 25 mil denúncias entre os dias 2 de abril do ano passado e 2 de maio deste ano.

O link para denúncias e também para incluir o telefone na lista de bloqueios é o www.procon.sp.gov.br/bloqueiotelef.

As informações são de que, desde 2009, 371 empresas foram autuadas e 1,8 milhão de telefones foram cadastrados por consumidores que não querem receber esse tipo de telefonema.

Segundo Procon-SP, no momento, as empresas estão recebendo os autos de infração com o valor das multas. O órgão disse que não poderia informar quanto é, mas que o valor é definido sobre o faturamento de cada empresa. É comum que essas multas acabem na Justiça.

RECLAMAÇÕES

Dentre as principais reclamações dos clientes estão a insistência na oferta de produtos e serviços, os telefonemas gerados por máquinas, fazendo o consumidor “conversar” com um gravação e as ligações que não se completam e ocorrem várias vezes ao dia, seja por telefone fixo ou celular.

O Itaú Unibanco afirmou que mantém seus cadastros atualizados e respeita a legislação vigente e as solicitações de seus clientes. O Santander informou que cumpre a legislação pertinente à utilização de telemarketing na comunicação com seus clientes. A Porto Seguro afirma que opera de acordo com a legislação e em prol das necessidades de seus clientes.

O BMG e a Sky disseram que não se manifestariam.

Os demais não responderam ou não foram localiza dos. Em nota, a Vivo informou que revisa constantemente os procedimentos de abordagem com clientes.

FOLHAPRESS

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Grandes financiadores de campanha de 2014 vetam ou desaconselham doação neste ano

Campeões do financiamento eleitoral em 2014, grandes empresas, incluindo alvos da Lava Jato, têm adotado posição pública de cautela na atual disputa. Muitas afirmam proibir ou desaconselhar seus executivos a fazer doações a candidatos e partidos.

Em 2015 o Supremo Tribunal Federal proibiu as empresas de fazer doações eleitorais, mas donos e executivos continuam livres para desembolsar os recursos como pessoas físicas.

A Folha procurou as 20 empresas que figuram nos registros do TSE como responsáveis pelas maiores doações individuais em 2014 —sem contar eventuais subsidiárias.

Ao todo, elas injetaram R$ 1,1 bilhão em candidatos na ocasião. Metade, incluindo as sete primeiras do ranking, foi ou é alvo da Lava Jato, a operação anticorrupção que se abateu sobre boa parte do mundo político, ou de seus desdobramentos.

Questionadas se têm orientado seus executivos sobre como agir em relação às doações eleitorais da atual eleição, nove preferiram não se manifestar.

Das que se posicionaram, cinco ou proíbem ou recomendam a seus executivos não fazer doações. Outras quatro orientam seus funcionários de comando a não vincular eventual aporte à empresa ou a vantagens no poder público. As duas restantes dizem não interferir.

“A JBS respeita a legislação e o direito de seus colaboradores participarem do processo político. Proíbe, porém, qualquer doação política em valor, bens ou serviços em nome da companhia. Além disso, diretores e presidentes de negócios estão proibidos de realizar, de forma direta ou indireta, qualquer doação em valor bens ou serviços, mesmo como pessoa física”, afirma a gigante das carnes, campeã do financiamento eleitoral em 2014, com R$ 362 milhões.

A empresa financiou na época vários candidatos, incluindo os principais concorrentes ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (então no PSB) e Aécio Neves (PSDB).

Pivô da delação que quase resultou na renúncia do presidente Michel Temer, a empresa dos irmãos Batista afirmou à Procuradoria-Geral da República ter pago propina a 1.829 candidatos eleitos, de 28 partidos.

Já a Odebrecht, delatora da Lava Jato, diz que sua política de conformidade “orienta para o cumprimento da legislação brasileira e dos países onde a empresa atua”. Setenta e sete executivos da construtora fecharam acordo de colaboração premiada.

“Desta forma, os integrantes, no Brasil, no exercício de sua cidadania, estão livres para fazer doações eleitorais em seu próprio nome, de acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral. Entretanto, caso o façam, não devem relacionar de forma alguma as contribuições ou opiniões políticas à empresa”, afirma.
Assim como a JBS, a empreiteira também fez vultuosas doações em 2014, no total de R$ 83 milhões, incluindo os principais presidenciáveis —sem contar repasses realizados por meio de caixa dois, que elas confessaram ter feito em diversas eleições para diferentes candidatos.

Outra dos pesos-pesados de 2014, e igualmente implicada na Lava Jato, a empreiteira OAS diz ter recomendado a seus colaboradores que não realizem doações em nome próprio, nem por meio de seus cônjuges e parentes.

“Apesar de ser legalmente permitida a doação a partidos e candidatos políticos por pessoa física, a OAS pretende evitar que uma possível doação de colaborador (ou de seu cônjuge ou parente de 1º grau) seja atribuída à empresa”, afirmou, ressaltando que irá, contudo, respeitar o pleno exercício dos direitos políticos de seus colaboradores.

Em 2014 a empresa doou R$ 69 milhões, segundo dados do TSE, sendo a terceira do ranking. O tribunal informou que empresas doaram cerca de R$ 3 bilhões dos R$ 5 bilhões do total movimentado pelas campanhas, em valores da época.

No último dia 28, a Folha mostrou que apesar da proibição do STF, o balanço das primeiras prestações de contas dos candidatos da atual eleição mostra que empresários e políticos com patrimônio elevado continuam sendo os responsáveis pela quase totalidade do financiamento privado das campanhas eleitorais.

Do total de R$ 45,6 milhões de grandes doações até então —acima de R$ 300 mil—, 93% haviam saído do bolso de concorrentes ricos (R$ 30,4 milhões) ou de grandes empresários (R$ 12 milhões).

Levando-se em conta a largada da campanha, os empresários doadores de 2018 estão adotando postura diferente das empresas doadoras de 2014. Há quatro anos, as grandes financiadoras procuravam injetar recursos em todas as principais campanhas, no caso da corrida presidencial. Dessa vez, empresários têm escolhido, nessa reta inicial, candidatos específicos.

Diferentemente de 2014, quando predominavam grandes empreiteiras e bancos, além da JBS, agora os sobrenomes de maior vulto são ligados a marcas como Riachuelo, a rede de shoppings Iguatemi, Localiza e Porto Seguro.

Das 20 maiores doadoras de 2014, apenas a Amil aparece, por meio do herdeiro Pedro de Godoy Bueno, que repassou R$ 400 mil à direção nacional do PSDB.

A empresa disse à Folha que “não interfere na decisão de pessoas físicas de realizar ou não doações em caráter pessoal”.

FOLHAPRESS

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PT aciona Bolsonaro no STF por crime de ameaça; Lewandowski será relator

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o relator de uma representação da coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/PCdoB/Pros) contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e a coligação “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” (formada por PSL e PRTB) por crime de ameaça. A coligação encabeçada pelo PT também quer que Bolsonaro seja investigado pelos crimes de injúria eleitoral e incitação ao crime.

 O sorteio eletrônico que definiu a relatoria do processo foi feito livremente nesta tarde entre os integrantes da Corte, ficando de fora a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que por questões regimentais não recebe esse tipo de processo.

A representação do PT contra Bolsonaro se baseia em discurso proferido pelo candidato do PSL à Presidência durante evento de campanha no Acre, na semana passada. O Estado é governado pelo PT desde 1999.

“Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas pra correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem que ir pra lá. Só que lá não tem nem mortadela galera, vão ter que comer é capim mesmo”, disse Bolsonaro na ocasião.

Para o PT, o caso expõe crime eleitoral “de injúria em detrimento de todos os eleitores que de algum modo são identificados como ‘esquerda’ política e nos crimes de ameaça e incitação ao crime de homicídio”.

“No âmbito do direito penal eleitoral, o noticiado (Bolsonaro) promoveu graves dizeres que maculam a honra de parcela da população, afirmando que estes deveriam morrer por fuzilamento ou, como opção, deveriam comer capim. Tudo isso, ressalta-se, no intuito de se promover politicamente, propagandeando ou buscando propagandear sua plataforma política”, dizem os advogados da coligação do PT.

“Por mera divergência política, entende o candidato ser necessário o fuzilamento de toda uma parcela da população, o que representa, a um só tempo, os cometimentos dos crimes de ameaça e incitação ao crime”, sustentam os defensores da coligação petista.

Para o PT, a situação é ainda agravada pelo fato de o episódio ter ocorrido na “presença de várias pessoas, o que facilita a divulgação destas ofensas”.

Defesa. Procurada, a campanha de Bolsonaro não havia respondido à reportagem até a publicação deste texto.

ESTADÃO CONTEÚDO

Organizações manifestam indignação com incêndio no Museu Nacional

Foto: Marcelo Sayão/EFE

Organizações, pesquisadores e estudantes ocuparam as redes sociais em defesa de mais recursos e apoio para as ciências, tecnologias, educação, artes e cultura em geral. As palavras mais utilizadas são “tristeza”, “tragédia” e “descaso” para classificar o incêndio, que começou ontem (2) por volta das 19h30 e prosseguiu até a madrugada de hoje. O fogo queimou a maior parte do acervo, incluindo peças raras entre as 20 milhões existentes no local.

A Sociedade Brasileira de Arqueologia (SAB) publicou nota cujo texto abre relatando que “lágrimas correm dos rostos” dos integrantes da entidade enquanto buscam palavras pra expressar “tamanha dor e indignação”. Segundo a entidade, a história do museu se confunde com a própria trajetória do campo da arqueologia no país.

Por fim, a sociedade “manifesta total solidariedade à instituição e a todos os colegas de lá, repudia toda forma de negligência por parte de autoridades governamentais, as quais desde longa data tomaram ciência da necessidade de restauração da instituição e praticamente nada fizeram, e ainda registra a disposição inabalável para somar naquilo de estiver ao seu alcance na luta do Museu Nacional”.

A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) também pontuou em nota o prejuízo irrecuperável, colocou-se à disposição para o esforço de recuperação do que resta do patrimônio e também criticou os sucessivos cortes de recursos. “Dos R$ 520.000,00 anuais previstos desde 2014 para a manutenção do Museu, passou-se para os cerca de R$ 340.000,00 em 2017 e R$ 54.000,00 em 2018. Os projetos de reforma e revitalização, requeridos há tanto tempo, não se efetivaram a tempo”, colocou a associação no comunicado.

O Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios Históricos – Icomos/Brasil divulgou nota em que lamenta a “catástrofe” com o museu. A organização chamou o episódio de uma “tragédia anunciada que vinha se desenhando a partir dos últimos anos da política nacional”. A entidade pede a revisão da política de restrição orçamentária que atinge instituições como o museu.

O Conselho Federal de Museologia (Cofem) se manifestou “de luto pelo patrimônio histórico, científico e cultural perdido por descaso das autoridades públicas”. Essas autoridades, acrescenta o texto, “não destinam recursos humanos e financeiros suficientes e ao tempo necessário para se evitar tragédias anunciadas, como a que lamentavelmente constatamos neste início de setembro”.

O Instituto Brasileiro de Museus classificou o episódio como “a maior tragédia museológica do país”. Segundo a instituição, o fato coloca o desafio de “consolidar e implementar uma política pública que garanta, de forma efetiva, a manutenção e conservação de edifícios e acervos do patrimônio cultural brasileiro”.

A Associação Profissional dos Trabalhadores do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural Nacional (Asphan) afirmou em nota que a tragédia evidencia a necessidade de aportes públicos para equipamentos como este. “A cultura não é um negócio, é direito fundamental de nossa gente e de toda a humanidade. É uma obrigação do Estado brasileiro. A situação de abandono em que vivemos advém desse pensamento errôneo, de se achar que estes equipamentos culturais podem viver sem o devido apoio estatal. Em lugar nenhum do mundo isto ocorre!”, destacou a entidade.

Pesquisadores

A antropóloga e professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo Lilia Schwarcz foi uma entre docentes e pesquisadores que lamentaram o ocorrido.

“A destruição do Museu Nacional é um desastre sem tamanho e representa um símbolo desse Brasil que vai ardendo em chamas. Os hidrantes estavam sem água, os fios desencapados e os funcionários do museu faziam vaquinha para pagar despesas. Não cuidar de um patrimônio como esse é mostrar como esse país ainda triste e desorientado, sem passado e sem futuro”, publicou em sua conta no Facebook.

O antropólogo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Fundação Nacional do Índio Mércio Gomes destacou em sua conta no Facebook a perda de 200 anos de história. Ele conclamou profissionais como antropólogos e geólogos a colocar suas coleções e materiais adquiridos em pesquisas à disposição do museu.

“Temos que reconstituir o nosso Museu Nacional, refazer as coleções de ciência natural, as coleções de arte indígena, as coleções de plantas, animais, mapas, tudo que puder ser reconstituído do passado”, defendeu.

A professora de literatura da UFRJ Gumercinda Gonda relatou em sua conta de Facebook que todo o acervo de línguas indígenas foi perdido: “As gravações desde 1958, os cantos em muitas línguas sem falantes vivos, o arquivo Curt Nimuendaju: papéis, fotos, negativos, o mapa étnico-histórico-linguístico original com a localização de todas as etnias do Brasil, único registro que tínhamos datado de 1945”. A docente classificou o episódio como “uma perda irreparável para nossa memória histórica”.

Redes sociais

No Twitter, Facebook e Instagram, muitas pessoas também lamentaram a perda de coleções inteiras e da maior parte do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, situado na Quinta da Boa Vista, após o incêndio que atingiu o prédio.

A exemplo do que ocorreu com o Museu de Arte Moderna do Rio, em 1978, em que houve uma ação conjunta para levantá-lo, nos textos publicados nas redes sociais, há sugestões de criação de um grupo de amigos, pesquisadores, artistas e funcionários para reconstrução do prédio destruído.

Os posts fazem referência à “incineração da memória” e do “assassinato da história”. Também destacam a descontinuidade de pesquisas inteiras em diversas áreas. As mensagens reiteram que as queixas vêm há anos e que não foram ouvidas pelas autoridades.

Uma mensagem circulou no Whatsapp com um chamado de estudantes de museologia da Universidade Unirio no qual pedem que pessoas enviem fotos do acervo para um e-mail específico como forma de promover um levantamento dos registros visuais das obras.

Iniciativas diversas de abaixo-assinados virtuais passaram a circular nas redes sociais em defesa do museu e denunciando o descaso de autoridades com a manutenção do local.

Fonte: Blog do BG

INTERNACIONAIS

Crise na Argentina

O presidente argentino Mauricio Macri (Foto: Yves Herman / Reuters)

O presidente argentino Mauricio Macri (Foto: Yves Herman / Reuters)

Em que medida os problemas enfrentados por Maurício Macri podem atravessar a fronteira e atingir também o Brasil? João Borges explica os impactos da crise que afeta a Argentina, com forte desvalorização da moeda frente ao dólar.

Reaproximação das Coreias

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, enviou um emissário especial a Pyongyang, na Coreia do Norte, para falar sobre um projeto de reunião de cúpula com o dirigente norte-coreano Kim Jong-un e o desarmamento nuclear. O emissário viajará à capital norte-coreana em 5 de setembro, de acordo com a agência sul-coreana, que cita o porta-voz da presidência, Kim Eui-kyeom.

 Fonte: G1

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